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  • United Airlines amplia uso de combustível sustentável e reforça metas de descarbonização nos EUA

    A United Airlines deu mais um passo em direção à aviação de baixo carbono ao firmar um novo acordo com a produtora finlandesa Neste para o fornecimento de combustível sustentável de aviação (SAF) em três dos principais aeroportos norte-americanos. A iniciativa reforça a estratégia da companhia de eliminar suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050 sem recorrer a créditos de compensação. United Airlines amplia uso de combustível sustentável e reforça metas de descarbonização nos EUA Pelo novo contrato, a United passará a utilizar SAF em operações realizadas a partir dos aeroportos Intercontinental George Bush (Houston), Newark Liberty (Nova Jersey) e Dulles (Washington, D.C.). Com isso, a empresa se torna a primeira companhia aérea comercial a integrar o uso contínuo desse tipo de combustível em voos partindo de todas essas bases. O SAF fornecido pela Neste é produzido a partir de resíduos e matérias-primas renováveis, como óleos usados e gorduras residuais. O combustível tem potencial de reduzir em até 80% as emissões de CO₂ durante o ciclo de vida, em comparação com o querosene fóssil tradicional. “Estamos acelerando a transição para um modelo de aviação mais limpo e eficiente. Parcerias como essa são essenciais para viabilizar a produção em larga escala e reduzir custos”, destacou a companhia em nota. Nos últimos anos, a United tem investido fortemente no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor aéreo, incluindo participação em startups voltadas à captura de carbono e à produção de hidrogênio verde. A ampliação da parceria com a Neste reforça a visão da empresa de que o combustível sustentável será o principal vetor de descarbonização da aviação comercial nas próximas décadas. SAF ganha força no mercado americano O acordo também marca um avanço importante no mercado de SAF dos Estados Unidos, que vem crescendo impulsionado por políticas de incentivo e pela pressão por metas ambientais mais rígidas. Segundo estimativas do setor, a demanda por esse tipo de combustível deve quadruplicar até 2030, acompanhando os compromissos de neutralidade climática assumidos por companhias aéreas em todo o mundo. Com essa expansão, a United Airlines consolida sua posição como uma das líderes globais na adoção de combustíveis renováveis e se aproxima da meta de transformar o SAF em um componente regular de suas operações domésticas e internacionais. United Airlines amplia uso de combustível sustentável e reforça metas de descarbonização nos EUA

  • Prefeitos brasileiros fortalecem alianças globais em Dubai para acelerar a transição urbana sustentável

    Por Redação EnergyChannel – Dubai, 27 de outubro de 2025. Prefeitos brasileiros fortalecem alianças globais em Dubai para acelerar a transição urbana sustentável Um grupo de prefeitos e vice-prefeitos de 20 cidades brasileiras participou nesta segunda-feira (27) de um encontro estratégico em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional em desenvolvimento urbano sustentável e inovação. A reunião, realizada na Expo City Dubai, marcou um novo capítulo na parceria entre o Brasil e os Emirados, reunindo autoridades e líderes municipais de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Campinas, Florianópolis, Cuiabá, Nova Lima e Alagoinhas. O evento ocorreu paralelamente à abertura da Asia Pacific Cities Summit and Mayors’ Forum , um dos principais fóruns globais voltados à governança urbana, tecnologia e sustentabilidade. Entre os presentes estavam o embaixador dos Emirados Árabes no Brasil, Sharif Essa Al Suwaidi, e o embaixador brasileiro nos Emirados, Sidney Leon Romeiro. Aliança estratégica Brasil – Emirados ganha novo fôlego A aproximação reforça um relacionamento diplomático de mais de cinco décadas e reflete o crescente interesse mútuo em áreas como energia limpa, infraestrutura, turismo e transformação digital. Os Emirados Árabes são hoje o segundo maior parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio e Norte da África (MENA), enquanto o Brasil ocupa o posto de principal parceiro econômico dos Emirados na América do Sul. Empresas como a DP World, que administra um dos maiores terminais privados do Porto de Santos, seguem ampliando investimentos no país. O setor aéreo também acompanha essa expansão: a Emirates Airlines agora opera voos diários para São Paulo e Rio de Janeiro, acompanhando o avanço das trocas comerciais e do fluxo de turistas. Cidades como protagonistas da transição verde Durante o encontro, os representantes municipais discutiram o papel estratégico das cidades na agenda climática global — desde o avanço da mobilidade de baixo carbono até a criação de zonas de inovação inclusiva e digital. O diálogo reforçou a importância das parcerias público-privadas como catalisadoras de investimentos em infraestrutura inteligente e projetos de energia renovável. Segundo os organizadores, a troca de experiências entre o Brasil e os Emirados combina dois pontos fortes: a expertise brasileira em biodiversidade e planejamento urbano de larga escala e a capacidade emiradense de execução rápida em infraestrutura tecnológica e sustentável. Essa sinergia é vista como fundamental para acelerar a criação de cidades mais resilientes, verdes e conectadas. Futuro urbano: inovação, inclusão e sustentabilidade Com o apoio do príncipe herdeiro de Dubai, Sheikh Hamdan bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, o fórum reúne autoridades de dezenas de países até o final da semana. O objetivo é consolidar uma rede de cooperação global entre cidades comprometidas com o crescimento inclusivo e o enfrentamento das mudanças climáticas. Para o EnergyChannel, a presença expressiva de líderes brasileiros em um evento desse porte reforça o protagonismo do país nas discussões sobre o futuro urbano sustentável e evidencia como a diplomacia municipal está se tornando uma ferramenta poderosa de transformação econômica, ambiental e social. Prefeitos brasileiros fortalecem alianças globais em Dubai para acelerar a transição urbana sustentável

  • Fox ESS apresenta soluções de armazenamento de energia na Intersolar Summit Sul Brasil 2025

    Porto Alegre, 28 e 29 de outubro de 2025 A Fox ESS, referência global em soluções inteligentes de energia, marcará presença na Intersolar Summit Sul Brasil , apresentando suas tecnologias de ponta em armazenamento de energia comercial e industrial  no estandE E10 . Fox ESS apresenta soluções de armazenamento de energia na Intersolar Summit Sul Brasil 2025 Entre os destaques, a Fox ESS apresenta o G-MAX , seu sistema de armazenamento “all-in-one”  que integra bateria de longa duração, BMS inteligente, PCS de alto desempenho e sistema de segurança preventiva — tudo em um único gabinete. Com potência de 100 kW  e capacidade de 215 kWh , o G-MAX é projetado para aplicações industriais que exigem eficiência, segurança e alta confiabilidade. A marca também apresentará o inversor híbrido trifásico H3 Plus , uma solução versátil para aplicações comerciais, com eficiência de até 98,5% , função EPS com tempo de comutação inferior a 10 ms  e integração total com o sistema de monitoramento FoxCloud V2.0 . Completando o portfólio, a bateria de alta tensão CQ16  oferece escalabilidade de 64 a 241 kWh , 90% de profundidade de descarga (DoD)  e design modular, garantindo flexibilidade e performance em diferentes cenários de armazenamento. Fox ESS apresenta soluções de armazenamento de energia na Intersolar Summit Sul Brasil 2025 Essas soluções refletem o compromisso da Fox ESS com a inovação, segurança e sustentabilidade , impulsionando a transição energética no Brasil e no mundo. Visite o estande E10 da Fox ESS  na Intersolar Summit Sul Brasil e descubra como a energia inteligente pode transformar o futuro. Fox ESS apresenta soluções de armazenamento de energia na Intersolar Summit Sul Brasil 2025

  • Trinasolar ganha a medalha de prata EcoVadis 2025 pelo seu excelente desempenho em sustentabilidade

    São Paulo, 27 de outubro de 2025 Trinasolar ganha a medalha de prata EcoVadis 2025 pelo seu excelente desempenho em sustentabilidade A Trinasolar, líder global em soluções inteligentes de energia solar e armazenamento de energia, recebeu a Medalha de Prata na Classificação de Sustentabilidade EcoVadis 2025 por seu excelente desempenho em meio ambiente, trabalho e direitos humanos, ética e compras sustentáveis. Com uma pontuação geral de 72/100, a Trinasolar está entre as 12% melhores de mais de 150.000 empresas avaliadas em todo o mundo.    A empresa destacou-se particularmente nas áreas de meio ambiente (79 pontos) e compras sustentáveis (76 pontos), reforçando sua liderança contínua em desenvolvimento sustentável e gestão da cadeia de suprimentos.   “Por onze anos consecutivos, a Trinasolar participou da classificação de sustentabilidade da EcoVadis, reconhecimento que reforça o nosso compromisso inabalável com a sustentabilidade, uma pauta estratégica que ressoa profundamente com o cenário energético brasileiro. Para o Brasil, que é uma potência em energias renováveis, a excelência da Trinasolar em práticas ambientais e compras sustentáveis se traduz em mais confiança e segurança na adoção de soluções fotovoltaicas de ponta, impulsionando a matriz energética verde do país e assegurando que o desenvolvimento econômico ocorra em total harmonia com a preservação de nossos recursos naturais”, afirma Daniel Pansarella, Diretor de Relações Públicas e Desenvolvimento de Negócios para a América Latina da Trinasolar.   A Trinasolar integra seu conceito de gestão de sustentabilidade SOLAR na prática global, promovendo a fabricação sustentável e aumentando a eficiência energética. Em 2024, a empresa implementou 47 projetos de economia de energia em 32 bases de produção, alcançando uma redução total no consumo de eletricidade de 55.496 MWh e gerando 223.794 MWh de eletricidade renovável no local. Além disso, a empresa obteve a classificação AA da TÜV Rheinland para rastreabilidade da cadeia de suprimentos fotovoltaica, cobrindo todas as etapas, desde o polisilício até os módulos, a classificação mais alta possível, ressaltando a transparência e a confiabilidade de sua cadeia de suprimentos.     Sobre a Trina Solar Fundada em 1997, a Trina Solar é a fornecedora líder mundial de soluções completas de energia fotovoltaica inteligente. A empresa se dedica à inovação e ao desenvolvimento de módulos fotovoltaicos, armazenamento de energia, sistemas de rastreamento inteligente e soluções integradas de energia solar. Para mais informações, visite  https://www.trinasolar.com/pt   Trinasolar ganha a medalha de prata EcoVadis 2025 pelo seu excelente desempenho em sustentabilidade

  • Crise na Petrofac: gigante britânica pede recuperação judicial após rompimento com TenneT

    Por EnergyChannel News — São Paulo Crise na Petrofac: gigante britânica pede recuperação judicial após rompimento com TenneT A Petrofac, uma das mais tradicionais fornecedoras de serviços para o setor de energia do Reino Unido, entrou oficialmente com pedido de recuperação judicial após enfrentar um duro revés: o cancelamento de um contrato de grande porte com a operadora de transmissão TenneT, responsável por projetos de conexão de energia offshore na Holanda. A decisão marca um novo capítulo na turbulenta fase vivida pela companhia, que há meses vinha lutando para estabilizar suas finanças em meio a atrasos de projetos e pressões crescentes no setor de energia europeia. O rompimento com a TenneT, considerado estratégico para o portfólio da Petrofac, teria sido o golpe final para a liquidez da empresa. Segundo fontes próximas ao processo, a rescisão contratual envolvia um dos programas de interligação de parques eólicos offshore mais ambiciosos da Europa, parte dos esforços holandeses para ampliar a geração renovável no Mar do Norte. Com o cancelamento, a Petrofac perdeu uma das frentes de receita mais relevantes de sua unidade de engenharia e construção. A companhia agora busca nomear administradores judiciais para conduzir um plano de reestruturação que evite a falência total. O objetivo, segundo comunicado interno obtido pelo EnergyChannel , é “preservar a continuidade operacional, proteger os empregos e renegociar dívidas com credores e fornecedores estratégicos”. A TenneT, por sua vez, justificou a decisão alegando “não conformidades e atrasos contratuais significativos” na execução das obras. O rompimento representa também um alerta para outros fornecedores do setor, já que o modelo de contratação de projetos offshore na Europa vem se tornando cada vez mais rigoroso diante do aumento de custos e das pressões por descarbonização. Especialistas ouvidos pelo EnergyChannel  avaliam que o caso da Petrofac ilustra os desafios enfrentados por empresas de engenharia na transição energética global — um cenário em que margens apertadas, riscos contratuais elevados e prazos agressivos estão colocando à prova até os players mais experientes do mercado. Enquanto tenta reorganizar suas operações, a Petrofac mantém contratos ativos em regiões como Oriente Médio e África, mas o impacto do colapso europeu deverá reverberar por meses no balanço da companhia. Crise na Petrofac: gigante britânica pede recuperação judicial após rompimento com TenneT

  • Marrocos traça meta de eliminar carvão até 2040 e acelerar liderança em energia renovável

    Com planos ambiciosos de descarbonização e foco em financiamento climático internacional, o país africano quer se tornar referência regional em energia limpa e hidrogênio verde. Marrocos traça meta de eliminar carvão até 2040 e acelerar liderança em energia renovável EnergyChannel News — São Paulo O Marrocos deu mais um passo decisivo rumo à transição energética. O governo anunciou que pretende eliminar completamente a geração de energia a carvão até 2040 uma meta ousada para uma economia emergente que ainda depende fortemente desse combustível fóssil. A estratégia, no entanto, está condicionada à obtenção de financiamento climático internacional, essencial para sustentar a mudança sem comprometer o crescimento econômico e social do país. A decisão foi formalizada no âmbito da Powering Past Coal Alliance (PPCA) , coalizão internacional da qual o Marrocos faz parte desde 2023, e que reúne mais de 60 países comprometidos com a eliminação da energia a carvão. Segundo o Ministério da Energia, Rabat interrompeu o planejamento de novas usinas termelétricas movidas a carvão, redirecionando esforços para acelerar projetos de energia solar, eólica e gás natural — este último, como fonte de transição. Uma transição em ritmo acelerado Atualmente, o carvão ainda responde por quase 60% da eletricidade marroquina , mas essa participação já vem caindo: em 2022, representava cerca de 70%. O avanço rápido das fontes renováveis hoje responsáveis por aproximadamente 45% da capacidade instalada tem sido impulsionado por grandes empreendimentos como o Complexo Solar Noor Ouarzazate , um dos maiores do mundo, e os parques eólicos de Tarfaya  e Midelt . O governo quer que as energias renováveis alcancem 52% da matriz nacional até 2030 , consolidando o país como uma das potências limpas da África. “O Marrocos está comprometido com um futuro energético sustentável, equilibrando segurança, acessibilidade e responsabilidade climática”, afirmou o ministro da Energia em comunicado oficial. Financiamento internacional e transição justa A eliminação do carvão traz também desafios econômicos e sociais significativos. Regiões que dependem da mineração e das usinas termelétricas podem enfrentar perdas de emprego e impactos econômicos locais. Para evitar isso, o país aposta em uma “transição justa” , apoiada por financiamento internacional acessível . De acordo com Rachid Ennassiri , diretor do think tank climático Imal , o plano marroquino “reflete a necessidade de combinar políticas de aposentadoria antecipada de usinas, reformas contratuais e investimentos sociais que garantam uma transição justa e sustentável”. O país busca alinhar-se a mecanismos globais como os Fundos de Investimento Climático  e as Parcerias para uma Transição Energética Justa (JETP) modelos já aplicados em países como África do Sul, Indonésia e Vietnã. Um modelo para países emergentes Com a COP30 se aproximando e o debate sobre o futuro da energia ganhando força, o movimento marroquino tem peso estratégico. A aposta em renováveis e hidrogênio verde com 1 milhão de hectares já destinados a projetos do setor coloca o Marrocos em posição de destaque entre os países em desenvolvimento que buscam equilibrar crescimento e descarbonização. Se cumprir a meta de 2040, o país terá uma das matrizes elétricas mais limpas do Oriente Médio e Norte da África , reduzindo emissões e fortalecendo seu papel como hub energético regional, com capacidade para exportar energia limpa para a Europa e outras nações africanas . Marrocos traça meta de eliminar carvão até 2040 e acelerar liderança em energia renovável

  • ExxonMobil desafia Califórnia em disputa sobre novas regras de transparência climática

    Por EnergyChannel News – São Paulo, 27 de outubro de 2025. ExxonMobil desafia Califórnia em disputa sobre novas regras de transparência climática A ExxonMobil abriu uma nova frente na batalha sobre transparência climática nos Estados Unidos. A petroleira entrou com uma ação judicial contra o estado da Califórnia para tentar barrar a implementação de duas leis que obrigam grandes corporações a divulgar emissões de gases de efeito estufa e riscos financeiros associados às mudanças climáticas. No centro da disputa estão as leis SB 253  e SB 261 , sancionadas pelo governador Gavin Newsom em outubro de 2024. Juntas, elas estabelecem um dos sistemas de relatórios ambientais mais abrangentes do país e prometem redefinir a forma como as empresas comunicam seu impacto climático. A SB 253  exige que companhias com faturamento acima de US$ 1 bilhão  relatem anualmente suas emissões diretas (Escopos 1 e 2) e indiretas (Escopo 3), abrangendo desde o consumo energético até a cadeia de suprimentos e o uso de produtos pelos consumidores. Já a SB 261  obriga empresas com receita superior a US$ 500 milhões  a publicar relatórios detalhando riscos financeiros relacionados ao clima e suas estratégias de adaptação. Os primeiros relatórios de risco devem ser divulgados até janeiro de 2026 , enquanto as medições de emissões começam em 2026 e 2027 . Estima-se que mais de 4.000 empresas  americanas se enquadrem nas novas exigências, segundo o Conselho de Recursos do Ar da Califórnia (CARB). ExxonMobil alega violação da liberdade de expressão Na ação apresentada a um tribunal federal, a ExxonMobil argumenta que as leis violam a Primeira Emenda  da Constituição americana, ao “forçar” a empresa a se alinhar a uma “agenda ideológica” do governo da Califórnia. A companhia afirma que já divulga informações sobre emissões e riscos climáticos, mas que os novos padrões baseados no Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GHG Protocol)  e na Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD) impõem formatos e interpretações que distorcem seus resultados. Segundo a petroleira, o modelo de mensuração de emissões “superconta” impactos, ao contabilizar o mesmo carbono em diferentes estágios da cadeia. “As emissões de Escopo 2 de um produtor de energia são as mesmas de Escopo 1 da empresa elétrica, e as de Escopo 3 equivalem às de Escopo 1 dos clientes”, afirma o documento. A Exxon também contesta a exigência de divulgar projeções de risco climático e planos de mitigação, chamando-as de “especulativas” e alegando que a legislação estadual ultrapassa os limites das regras federais impostas pela SEC (Securities and Exchange Commission) . Califórnia defende liderança climática As leis californianas representam o esforço mais ambicioso de um estado americano para integrar o risco climático à governança corporativa. A expectativa é que as novas normas sirvam de modelo nacional, especialmente diante da incerteza sobre a futura implementação da regra climática da SEC. Em decisões anteriores, tribunais federais já rejeitaram pedidos da Câmara de Comércio dos EUA  para suspender as novas exigências com base na liberdade de expressão um precedente que pode dificultar a tentativa da ExxonMobil. Enquanto o caso avança, o debate sobre até que ponto governos podem exigir transparência ambiental das corporações promete se tornar um dos temas centrais na política climática americana. ExxonMobil desafia Califórnia em disputa sobre novas regras de transparência climática

  • Speedmax lança Energrip Volt para elétricos e híbridos de alta performance

    Inicialmente em medidas de 19 a 20 polegadas, o Energrip Volt alia resistência e tração ao conforto para elétricos e híbridos de alta potência Speedmax lança Energrip Volt para elétricos e híbridos de alta performance São Paulo, outubro de 2025  – A Speedmax, marca de alta performance Cantu Inc. e referência em inovação no mercado de pneus, apresenta ao mercado a nova linha Energrip Volt, especialmente desenvolvida para veículos elétricos e híbridos de alta performance. Os novos modelos chegam para atender um segmento em plena expansão, unindo conforto, durabilidade e eficiência energética. “Os pneus Energrip Volt foram projetados para suportar as exigências específicas dos veículos elétricos e híbridos sem abrir mão da dirigibilidade e do conforto”, afirma Juliano Silva, Diretor Comercial da SpeedMax. “Com carcaça otimizada, design moderno e compostos de última geração, eles entregam equilíbrio entre eficiência e durabilidade”, completa. Os novos modelos apresentam estrutura reforçada para compensar o peso das baterias e design dos ombros que aumenta a estabilidade em curvas e manobras. A tecnologia de sequência de blocos variáveis, combinada a sulcos otimizados, garante uma condução silenciosa e confortável, mesmo em altas velocidades. Falando em inovação, a banda de rodagem utiliza compostos de borracha de última geração, feitos para suportar o torque instantâneo dos motores elétricos e oferecer excelente tração em pisos secos ou molhados. O resultado é uma experiência de direção dinâmica, segura e alinhada aos mais altos padrões do segmento. Além disso, o modelo Energrip Volt apresenta vida útil prolongada, com desgaste uniforme e baixo consumo energético, fatores esses que contribuem para maximizar a autonomia e a sustentabilidade dos veículos elétricos. O modelo chega inicialmente nas medidas 235/45R19, 235/50R19, 235/55R19, 245/45R19 245/40R20, e será comercializado no  site da PneuStore  e nas principais lojas de pneus do Brasil, reforçando o compromisso da Speedmax com a mobilidade e a inovação tecnológica no setor automotivo. Sobre a Speedmax A Speedmax é uma marca do grupo Cantu Inc., dedicada ao desenvolvimento de pneus de alta performance para veículos de passeio, SUVs, picapes e aplicações especiais. Presente nos principais mercados da América e Europa, a Speedmax se destaca pela inovação em design, tecnologia e segurança, com foco em oferecer produtos que elevam a experiência de condução em qualquer tipo de terreno. Sobre a Cantu Inc. A Cantu Inc. é um ecossistema de soluções em pneus, focado em oferecer uma experiência diferenciada e garantir mobilidade e inovação para transformar caminhos em jornadas extraordinárias. Líder no mercado de reposição, com 05 Centros de Distribuição no Brasil, 03 nos EUA e 01 no México, é holding das marcas de pneus Speedmax, com presença nos principais países da América e Europa; e Gripmaster, líder no segmento de pneus OTR; além da PneuStore, maior e-commerce de pneus do Brasil e da GP Pneus, uma das mais tradicionais varejistas de pneus. Speedmax lança Energrip Volt para elétricos e híbridos de alta performance

  • Eletromobilidade global e o Brasil: caminhos para a integração na nova era dos transportes

    Por Laís Víctor – Especialista em transição energética e diretora executiva de parcerias Eletromobilidade global e o Brasil: caminhos para a integração na nova era dos transportes A revolução silenciosa que redefine o transporte A transição para a mobilidade elétrica vai muito além de uma mudança tecnológica, trata-se de uma transformação sistêmica que está redesenhando a economia global. A eletrificação dos transportes redefine a matriz energética, reorganiza a geopolítica das cadeias de suprimento e altera a própria lógica das cidades. O avanço é tão acelerado que, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, Global EV Outlook 2025 ), a frota mundial de veículos elétricos deve ultrapassar 250 milhões de unidades até 2030, podendo representar cerca de 40% das novas vendas globais, caso se mantenha o ritmo atual de políticas e investimentos. China, Estados Unidos e União Europeia lideram essa corrida com metas e políticas ambiciosas. A China responde por mais de 60% da produção mundial de veículos elétricos e domina as cadeias globais de baterias. A União Europeia aprovou a proibição da venda de novos veículos a combustão a partir de 2035, enquanto os Estados Unidos lançaram o Inflation Reduction Act, destinando aproximadamente US$ 370 bilhões em incentivos à indústria limpa com foco em veículos elétricos, fabricação de baterias e infraestrutura de recarga. A eletromobilidade, portanto, não é mais uma tendência: é o novo padrão industrial e energético do mundo. E, embora o Brasil ainda avance em ritmo moderado, o país possui um potencial singular para se posicionar de forma estratégica e soberana nessa transformação global. O Brasil no mapa da eletromobilidade No contexto latino-americano, o Brasil ocupa uma posição paradoxal: é líder industrial, mas ainda aprendiz em mobilidade elétrica.Enquanto países como Chile, Colômbia e México já implementam políticas robustas de incentivo à eletrificação com metas nacionais de frota e infraestrutura, o Brasil ainda caminha em direção à consolidação de uma estratégia integrada. Atualmente, o país conta com cerca de 270 mil veículos elétricos e híbridos em circulação (ABVE, 2025), número expressivo, mas que representa apenas 0,3% da frota total nacional. O crescimento é visível as vendas dobraram em relação a 2023, mas a adoção ainda é desigual, concentrada em frotas corporativas e de alto padrão. O Programa Mover (2024), lançado pelo governo federal, é um passo importante. Ele cria incentivos fiscais para produção de veículos elétricos, híbridos e células a combustível, além de exigir contrapartidas em pesquisa, desenvolvimento e descarbonização industrial. No entanto, para transformar o país em ator global, será preciso ir além da montagem de veículos será preciso entrar nas cadeias internacionais de valor. Panorama latino-americano: onde estamos e para onde ir A América Latina vive uma aceleração regional da mobilidade elétrica, impulsionada por políticas públicas e compromissos climáticos. O Chile  planeja eliminar a venda de veículos leves a combustão até 2035  e lidera na eletrificação do transporte público. A Colômbia  criou o Fundo de Mobilidade Sustentável , que subsidia veículos elétricos e pontos de recarga. O México  atraiu fábricas de montadoras globais e investe pesado na produção de baterias e lítio. O Brasil, com uma das maiores matrizes elétricas limpas do mundo (cerca de 87% renovável), possui uma vantagem comparativa única: pode produzir veículos elétricos com pegada de carbono até 70% menor que a de países que ainda dependem de carvão ou gás.Essa característica torna o país naturalmente competitivo para receber investimentos industriais em um mercado que valoriza a rastreabilidade e a sustentabilidade. Mas, para competir de igual para igual, será preciso mais que recursos naturais: será preciso coordenação política, visão de longo prazo e segurança regulatória. Indústria nacional e acordos internacionais: o elo estratégico Nos últimos anos, o país começou a se mover. Montadoras globais anunciaram investimentos superiores a R$ 130 bilhões até 2028 para eletrificar linhas de produção no Brasil.Entre os destaques: A BYD iniciou a instalação de sua fábrica em Camaçari (BA), transformando o antigo polo da Ford em centro de eletromobilidade; A Volkswagen planeja lançar modelos híbridos flex e elétricos de produção nacional; E a Stellantis, dona de marcas como Fiat e Jeep, anunciou R$ 30 bilhões em investimentos com foco em eletrificação e biocombustíveis. Esses movimentos mostram que a indústria automotiva brasileira está se reposicionando diante do novo paradigma global.A parceria com países europeus e asiáticos também avança: o Brasil integra discussões com Alemanha, Coreia do Sul e Japão sobre cooperação tecnológica em baterias, hidrogênio e semicondutores. No entanto, o país ainda carece de uma estratégia industrial verde consolidada, que alinhe incentivos fiscais, infraestrutura de recarga e integração energética.Sem isso, corremos o risco de sermos apenas consumidores de tecnologia, e não desenvolvedores de inovação. Exportação e integração de cadeias globais O papel do Brasil na transição para a eletromobilidade pode e deve ir muito além da produção de veículos. O país reúne um conjunto singular de vantagens comparativas que o posicionam estrategicamente nas cadeias globais de valor. Entre elas, destacam-se a disponibilidade de insumos críticos para a fabricação de baterias, como lítio, níquel, manganês e grafite e um ecossistema energético majoritariamente renovável, fatores que conferem ao Brasil uma vantagem competitiva rara em escala mundial. Regiões como o Vale do Jequitinhonha (MG) já se consolidam como polos emergentes de mineração sustentável de lítio, com operações voltadas à exportação e práticas de menor impacto ambiental. Paralelamente, empresas brasileiras começam a integrar consórcios internacionais de pesquisa, como o Battery 2030+ , iniciativa europeia voltada à inovação em materiais e à consolidação de uma economia circular para baterias. Se bem estruturado, esse movimento pode permitir ao Brasil transcender o papel de mero exportador de commodities, assumindo uma posição de fornecedor estratégico de insumos críticos, tecnologia e conhecimento integrando-se de forma qualificada às cadeias globais de valor. No entanto, esse potencial só se materializará por meio de um esforço coordenado entre governo, setor privado e academia, capaz de alinhar pesquisa científica, regulação ambiental e política industrial. A construção dessa ponte entre recursos naturais e inovação tecnológica é o que definirá o verdadeiro protagonismo do Brasil na nova economia da mobilidade elétrica. Baterias, energia limpa e infraestrutura: o triângulo de valor A transição para a eletromobilidade só será verdadeiramente sustentável se estiver apoiada em três pilares fundamentais: baterias, energia limpa e infraestrutura de recarga. Esses elementos formam o que podemos chamar de um triângulo de valor, um ecossistema interdependente que determina o grau de competitividade e maturidade da mobilidade elétrica em qualquer país. O Brasil parte de uma vantagem estrutural incontestável: uma matriz elétrica majoritariamente renovável, composta por fontes hidráulicas, eólicas, solares e de biomassa. Essa base limpa posiciona o país à frente das principais economias globais, muitas das quais ainda enfrentam o desafio de descarbonizar seus sistemas energéticos. Integrar a produção e o uso de veículos elétricos a esse contexto representa uma oportunidade única de consolidar um ciclo de mobilidade 100% sustentável da geração ao consumo. Segundo dados da CNN Brasil (2025), o país conta atualmente com aproximadamente 15 mil eletropostos públicos e semi-públicos, concentrados principalmente nas regiões Sudeste e Sul. Embora o avanço seja expressivo, o número ainda é modesto diante da dimensão territorial brasileira e do crescimento acelerado da frota elétrica projetado para os próximos anos. A expansão dessa rede exigirá uma articulação estratégica entre o poder público e a iniciativa privada, com foco em padronização técnica, incentivos fiscais e planejamento regional integrado, capaz de equilibrar fluxos de transporte, densidade populacional e consumo energético. Nesse contexto, iniciativas como a Rede Nacional de Eletropostos, conduzida pela EPE em parceria com o Ministério de Minas e Energia (MME), e os acordos entre empresas de energia, concessionárias e montadoras, começam a desenhar um mapa nacional de recarga, conectando corredores logísticos, polos industriais e centros urbanos. No entanto, o sucesso dessa jornada dependerá menos da quantidade de pontos de recarga e mais da qualidade da integração entre energia, transporte e indústria. Esse alinhamento sistêmico é o que permitirá ao Brasil não apenas acompanhar a tendência global, mas liderar um modelo próprio de eletromobilidade, competitivo, sustentável e socialmente inclusivo. Eletromobilidade e reindustrialização verde A transição energética global está redefinindo o conceito de competitividade industrial no século XXI. O novo paradigma não se baseia apenas em custos de produção, mas na capacidade de conciliar crescimento econômico, inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental. Nesse cenário, a mobilidade elétrica emerge como um dos vetores mais transformadores da economia contemporânea e como uma oportunidade única para o Brasil redesenhar seu modelo de desenvolvimento industrial. Enquanto economias avançadas investem bilhões em subsídios diretos e políticas protecionistas para impulsionar suas cadeias de eletromobilidade, o Brasil possui um diferencial ainda mais poderoso: a possibilidade de integrar energia limpa, biocombustíveis e inovação tecnológica em uma estratégia industrial própria. Essa combinação é rara e valiosa. A base renovável da matriz elétrica nacional, somada à experiência acumulada com o etanol e o biodiesel, oferece ao país condições ímpares para construir uma reindustrialização verde, capaz de gerar empregos qualificados, reduzir emissões e fortalecer a soberania tecnológica. Mas essa reindustrialização não acontecerá de forma espontânea. Exige visão de Estado e coordenação institucional. É essencial investir na criação de centros de pesquisa aplicada em mobilidade elétrica, fomentar startups e hubs de inovação voltados ao desenvolvimento de baterias, softwares de gestão de frotas e integração veicular, além de estabelecer parcerias internacionais estratégicas para transferência de conhecimento e atração de capital produtivo. Mais do que fabricar carros elétricos, o Brasil precisa construir um ecossistema industrial completo, capaz de exportar tecnologia, componentes e inteligência. Isso significa transformar nosso potencial energético e científico em vantagem competitiva global, consolidando o país como um polo de inovação em mobilidade limpa e sustentável. O Brasil no volante da transição O mundo já entrou, de forma irreversível, na era da eletromobilidade. O que está em disputa agora não é apenas quem dirige os veículos elétricos, mas quem controla as cadeias de valor, a tecnologia e a riqueza que esse novo ciclo econômico irá gerar. O Brasil tem todas as condições de ocupar um lugar de protagonismo nessa nova geopolítica dos transportes. Dispomos de uma matriz elétrica predominantemente renovável, de recursos minerais estratégicos, de uma indústria instalada e de uma expertise única em biocombustíveis. Mas essas vantagens só se tornarão efetivas se forem transformadas em estratégia nacional, conectando política industrial, inovação e integração internacional. A mobilidade elétrica não é apenas um mercado é uma visão de país, um projeto de futuro que une tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento social.E o futuro não espera: ele pertence a quem tem coragem de conduzir a transição com propósito, cooperação e visão de longo prazo. O Brasil ainda não está no pelotão de frente, mas tem todos os elementos para acelerar. Cabe a nós decidirmos se seremos passageiros da transição ou motoristas do nosso próprio destino energético. Sobre a autora   Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 14 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis.  Eletromobilidade global e o Brasil: caminhos para a integração na nova era dos transportes

  • Energia solar assume liderança histórica nos Estados Unidos e redefine o mapa das renováveis

    Pela primeira vez, a geração solar supera a eólica e a hidrelétrica, consolidando-se como a principal fonte de energia limpa do país. Energia solar assume liderança histórica nos Estados Unidos e redefine o mapa das renováveis EnergyChannel News A transição energética norte-americana acaba de atingir um novo marco: a energia solar tornou-se a principal fonte de eletricidade renovável nos Estados Unidos, superando tanto a eólica quanto a hidrelétrica um feito inédito que redefine a matriz elétrica do país. De acordo com dados recentes da Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) , compilados no relatório Electric Power Monthly  de agosto, a geração solar em grande escala cresceu quase 30%  em relação ao mesmo mês de 2024. Já os sistemas residenciais e comerciais aumentaram 10,8%  no mesmo período. Juntas, essas duas frentes garantiram 9,5% da eletricidade nacional em agosto , frente aos 7,6%  do ano anterior. Solar dispara e ultrapassa rivais tradicionais O levantamento da Campanha SUN DAY , com base nos números oficiais, revela que a geração solar acumulada em 2025 já superou em 58%  a das usinas hidrelétricas americanas. Só em agosto, a produção fotovoltaica dobrou  a das hidrelétricas e ultrapassou, também, a soma de todas as outras fontes renováveis convencionais biomassa e geotérmica incluídas. Além disso, o desempenho solar em escala de utilidade ultrapassou a energia eólica por dois meses consecutivos , com 4% de vantagem em julho  e 15% em agosto . Quando somados os sistemas distribuídos, a liderança da energia solar se manteve por quatro meses seguidos , chegando a quase 50% de superioridade  sobre o vento no último mês medido. Renováveis ganham terreno sobre o carvão e a nuclear Entre janeiro e agosto de 2025, a combinação de energia solar e eólica foi responsável por 19,1% da eletricidade gerada nos EUA , um salto em relação aos 17,2%  registrados no mesmo período de 2024. O avanço das fontes limpas também reduziu a dependência dos combustíveis fósseis: juntas, eólica e solar geraram 16,2% mais energia que o carvão  e 11,7% mais que as usinas nucleares . Mesmo com o impulso das renováveis, a geração nuclear  registrou uma leve queda de 0,7% , enquanto o gás natural ainda a maior fonte elétrica do país recuou 4,1%  nos primeiros oito meses do ano. Armazenamento em expansão: baterias assumem o protagonismo Outro destaque do relatório é o salto do armazenamento por baterias , que cresceu 63,9%  em um ano, adicionando 13,3 GW de nova capacidade . Desde outubro de 2024, essa tecnologia já supera o armazenamento hidráulico bombeado (PHS)  e hoje responde por 50% mais capacidade instalada  que o método tradicional. As projeções da EIA indicam que mais 20,1 GW de baterias  devem ser conectados à rede até o fim de 2026, reforçando o papel estratégico do armazenamento para estabilizar o crescimento acelerado da geração solar e eólica. Um caminho sem volta De acordo com Ken Bossong , diretor executivo da Campanha SUN DAY , a tendência é irreversível: “Mesmo que alguns setores políticos tentem frear o avanço das renováveis, os dados mostram que a transição energética está em curso e se acelera a cada mês. A energia solar e o armazenamento se tornaram protagonistas de uma mudança estrutural na matriz americana.” Com o país somando mais de 55 GW de novas capacidades renováveis  apenas no último ano contra uma redução líquida de 1,4 GW  entre fontes fósseis e nucleares, o recado do mercado é claro: o futuro da eletricidade nos Estados Unidos é cada vez mais solar . Energia solar assume liderança histórica nos Estados Unidos e redefine o mapa das renováveis

  • Alemanha prepara cota obrigatória de gás verde e acelera a corrida pelo hidrogênio

    EnergyChannel News Alemanha prepara cota obrigatória de gás verde e acelera a corrida pelo hidrogênio A Alemanha está prestes a dar um passo decisivo rumo à descarbonização de sua matriz energética. A poderosa associação da indústria de engenharia mecânica VDMA , que representa mais de 3.600 empresas, manifestou apoio formal à criação de uma cota obrigatória de gás verde um movimento que promete redefinir o mercado de hidrogênio e biometano no país. A proposta busca obrigar os fornecedores de gás a incorporarem volumes crescentes de hidrogênio verde e biometano  à rede nacional. Na prática, a medida funcionaria como um gatilho de demanda permanente, oferecendo previsibilidade a investidores e indústrias que aguardam sinais claros de mercado para destravar projetos de produção limpa. Nova fase da transição energética Desde o início da Energiewende , a transição energética alemã foi marcada pelo protagonismo da energia eólica e solar. Agora, o foco se desloca para um dos setores mais difíceis de descarbonizar: o gás.Apesar de o país ter implementado metas progressivas de redução de emissões incluindo uma queda de 53% nas emissões de transporte até 2040, conforme o pacote europeu RED III mais de 90% do gás utilizado ainda é de origem fóssil . A cota de gás verde, defendida pela VDMA, surge como resposta direta a esse gargalo. Além de atender às exigências da Lei Federal de Proteção Climática , a medida reforçaria a competitividade da indústria alemã em um mercado global cada vez mais pressionado por metas de neutralidade de carbono. Hidrogênio e biometano: motores da nova economia O coração da proposta está na produção de hidrogênio verde , obtido via eletrólise alimentada por energia renovável, e no biometano , gerado a partir da digestão de resíduos orgânicos.Ambos os gases podem ser transportados e armazenados na infraestrutura já existente, evitando investimentos bilionários em novas redes e acelerando o processo de integração energética. Com a escala industrial prevista, o custo de produção deve cair tanto em CAPEX quanto em OPEX, tornando o hidrogênio mais competitivo frente aos combustíveis fósseis. Impactos esperados Demanda garantida:  a cota cria um mercado estável para gases renováveis. Redução de custos:  a expansão da escala produtiva reduz o custo por megawatt-hora. Segurança energética:  amplia a autonomia e reduz a dependência de gás importado. Transformação industrial:  acelera a substituição do gás natural convencional. Governança e rastreabilidade:  exige certificação rigorosa para evitar fraudes e greenwashing. Uma mensagem clara ao mercado Embora o custo do hidrogênio verde venha caindo globalmente, a ausência de políticas de demanda firmes ainda trava o financiamento de projetos . Ao transformar a cota de gás verde em instrumento legal, Berlim enviaria uma mensagem inequívoca ao setor produtivo: a economia do hidrogênio não é uma promessa futura é uma realidade em construção. Alemanha prepara cota obrigatória de gás verde e acelera a corrida pelo hidrogênio

  • WEG sente impacto da desaceleração da energia solar e eólica e aposta em expansão do mercado de baterias no Brasil

    Com menor ritmo de novos projetos em energia renovável, a WEG vê queda nas receitas de eólica e solar, mas aposta no avanço dos sistemas de armazenamento e em futuros leilões do governo federal. WEG sente impacto da desaceleração da energia solar e eólica e aposta em expansão do mercado de baterias no Brasil EnergyChannel News — São Paulo O cenário de transição energética no Brasil entrou em uma fase de ajuste que começa a repercutir no desempenho das grandes fabricantes do setor. A WEG, gigante brasileira de equipamentos elétricos e automação industrial, registrou um trimestre de resultados pressionados pela desaceleração nos segmentos de energia solar e eólica dois dos principais vetores de crescimento da companhia nos últimos anos. Após um ciclo de forte expansão, impulsionado pela corrida dos investidores em geração renovável, o mercado agora enfrenta um momento de reacomodação. Dados recentes da Agência Internacional de Energia (IEA) mostram que 2025 deverá ser o primeiro ano, em meia década, com avanço menor na capacidade instalada de renováveis no país. O motivo é uma combinação de fatores: crédito mais caro, sobreoferta de energia em horários de pico e gargalos na infraestrutura de transmissão. Esses fatores têm levado à prática do chamado curtailment , quando usinas solares e eólicas precisam reduzir a geração por falta de escoamento na rede. Segundo a consultoria Aurora Energy Research, os cortes chegaram a afetar 43% da energia solar e 27% da eólica em setembro. O impacto foi suficiente para acender um alerta entre analistas e investidores. A Fitch Ratings colocou 13 projetos de geração renovável sob “observação negativa”, prevendo que o problema tende a persistir até o fim da década. Para a WEG, esse contexto se traduz em números. A empresa encerrou o terceiro trimestre sem entregas de novos aerogeradores e com retração na receita de energia solar, após concluir grandes obras em trimestres anteriores. “Já vínhamos sinalizando que o segundo semestre seria mais desafiador para o segmento solar, e isso se confirmou”, destacou André Salgueiro, diretor financeiro da companhia, em conferência com analistas. O movimento de desaceleração também se reflete na geração distribuída (GD), segmento responsável por miniusinas e sistemas fotovoltaicos em telhados. “O mercado de GD perdeu um pouco de ritmo. Há projetos em andamento, mas o volume está abaixo do que víamos nos últimos anos”, acrescentou Salgueiro. Apesar do arrefecimento nas fontes renováveis tradicionais, a WEG já direciona esforços para um novo pilar de crescimento: o armazenamento de energia. A empresa vem ampliando sua atuação em sistemas de baterias os chamados Battery Energy Storage Systems  (BESS), voltados a aplicações em indústrias, agronegócio e usinas híbridas. “Os projetos de baterias estão ganhando tração, especialmente de pequeno e médio porte. Temos recebido consultas para iniciativas de maior escala, o que mostra que o mercado está amadurecendo” , explicou o executivo. A expectativa é que os leilões de contratação de armazenamento de energia, anunciados pelo Ministério de Minas e Energia, possam destravar de vez esse novo mercado. O ministro Alexandre Silveira afirmou que o primeiro certame pode ocorrer ainda em dezembro. Para a WEG, trata-se de uma oportunidade estratégica para diversificar o portfólio e mitigar os efeitos da volatilidade nos segmentos solar e eólico. “Esses leilões podem ser um divisor de águas para o setor. O mercado de baterias tem potencial para crescer de forma muito mais robusta do que vemos hoje”, concluiu Salgueiro. WEG sente impacto da desaceleração da energia solar e eólica e aposta em expansão do mercado de baterias no Brasil

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