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  • Bill Gates adota tom mais otimista sobre mudanças climáticas e questiona foco em “apocalipse climático”

    O bilionário e cofundador da Microsoft, Bill Gates, chamou atenção ao suavizar seu discurso sobre a mudança climática, afirmando que, apesar dos desafios, o mundo não está condenado ao “fim da humanidade”. A declaração, publicada recentemente em seu blog pessoal, chega em meio à proximidade da COP-30, no Brasil, e provocou reações imediatas no cenário político internacional. Bill Gates adota tom mais otimista sobre mudanças climáticas e questiona foco em “apocalipse climático” Gates, autor de Como Evitar um Desastre Climático  (2021), destacou que avanços significativos já foram feitos na redução de emissões e na inovação tecnológica voltada à sustentabilidade. Segundo ele, o foco excessivo em cenários apocalípticos pode desviar recursos de ações mais eficazes para melhorar a qualidade de vida, especialmente das populações mais vulneráveis. “Embora a mudança climática vá impactar duramente algumas regiões, principalmente em países mais pobres, isso não significa que a humanidade deixará de existir. É possível viver bem em grande parte do planeta nas próximas décadas”, escreveu Gates. O empresário ressaltou ainda que políticas climáticas deveriam equilibrar sustentabilidade com desenvolvimento econômico e bem-estar social. “Precisamos nos perguntar se os investimentos em mitigação climática estão realmente gerando o máximo impacto para quem mais precisa. Minha avaliação é que, muitas vezes, não estão”, afirmou. A declaração de Gates provocou repercussão até do ex-presidente Donald Trump, que, em sua rede social Truth Social, celebrou o posicionamento como uma admissão de erro do magnata: “Acabamos de vencer a guerra contra a farsa da mudança climática. Bill Gates finalmente reconheceu que estava completamente errado. MAGA!!!”, publicou Trump. A mensagem de Gates sinaliza uma tendência de diálogo mais pragmático sobre clima, priorizando soluções que combinem progresso tecnológico, crescimento econômico e redução de impactos ambientais uma abordagem que deve ganhar relevância na COP-30. Bill Gates adota tom mais otimista sobre mudanças climáticas e questiona foco em “apocalipse climático”

  • Apollo firma parceria de US$ 6,5 bilhões para assumir metade do maior parque eólico offshore do Reino Unido

    A gestora global de investimentos Apollo anunciou a aquisição de 50% de participação no Hornsea 3 , um dos maiores parques eólicos offshore do mundo, localizado a 160 km da costa norte da Inglaterra. O investimento total da Apollo será de US$ 6,5 bilhões , além de cobrir metade dos custos restantes de construção do projeto. Apollo firma parceria de US$ 6,5 bilhões para assumir metade do maior parque eólico offshore do Reino Unido Quando concluído, previsto para final de 2027 , o Hornsea 3 terá 2,9 GW de capacidade , suficiente para fornecer energia a mais de 3 milhões de residências britânicas . Junto aos projetos Hornsea 1 e 2, a região se tornará a maior zona eólica offshore em operação do planeta, com capacidade total superior a 5 GW . A transação marca um movimento estratégico da Ørsted , que busca reforçar seu capital após um período de desafios políticos e econômicos, especialmente nos Estados Unidos. A empresa enfrentou um ambiente de incertezas regulatórias durante a gestão Trump e anunciou recentemente cortes de até 25% em sua força de trabalho até 2027 , concentrando-se na energia eólica offshore na Europa. Em outubro, a Ørsted realizou uma emissão de ações dilutiva que arrecadou aproximadamente US$ 9,4 bilhões . Segundo Trond Westlie, CFO da Ørsted: "A Apollo traz expertise em infraestrutura e capital em escala. Estamos empolgados com a parceria para entregar um projeto que fornecerá energia limpa para milhões de residências e reforçará nosso compromisso com a transição energética no Reino Unido. Este desinvestimento é um passo importante no nosso programa de parcerias e desinvestimentos, um pilar central da nossa estratégia de negócios." Para a Apollo , a operação reforça a aposta da gestora em projetos de transição energética global. Recentemente, a empresa assumiu compromissos financeiros expressivos, incluindo: € 3,2 bilhões  para expansão da rede de transmissão da Alemanha em parceria com a RWE; £ 4,5 bilhões  para a usina nuclear Hinkley Point C da EDF; US$ 3 bilhões  em parceria estratégica com o Standard Chartered, voltada para financiamento de infraestrutura e energia limpa. Leslie Mapondera, sócio da Apollo e codiretor de crédito europeu, destacou: "Nosso objetivo é fornecer capital de longo prazo para projetos de infraestrutura e transição energética. Estamos orgulhosos de apoiar a Ørsted e contribuir para que mais de 3 milhões de lares no Reino Unido tenham acesso a energia renovável." A transação contou com RBC Capital Markets  como assessora financeira exclusiva da Apollo, e o financiamento sênior está sendo liderado por entidades do próprio grupo Apollo, com linhas de crédito garantidas por BNP Paribas, ING Bank, Lloyds e RBC Capital Markets . Os coinvestidores incluem La Caisse  e PSP Investments . Apollo firma parceria de US$ 6,5 bilhões para assumir metade do maior parque eólico offshore do Reino Unido

  • Thopen adquire operação de geração distribuída de energia da Copel 

    Aquisição, fechada em R$ 78 milhões, engloba quatro usinas solares fotovoltaicas com 22 MWp operacionais e consolida atuação da plataforma no Paraná, com portfólio capaz de abastecer cerca de 93 mil residências Thopen adquire operação de geração distribuída de energia da Copel São Paulo, 05 de novembro de 2025 —  A Thopen, plataforma integrada de energia que atua com soluções de geração, gestão e inteligência energética, anuncia um importante movimento de consolidação do seu portfólio no Paraná, com a aquisição de quatro usinas solares fotovoltaicas pertencentes à Copel.  A transação, avaliada em R$ 78 milhões, engloba toda a operação de Geração Distribuída (GD) da companhia paranense e adiciona 22 MWp (Megawatt-pico) operacionais de potência à capacidade instalada da Thopen, reforçando a atuação estratégica da empresa no estado, com um volume de produção de energia que seria capaz para abastecer o consumo médio de 17 mil clientes na região.  "Esta aquisição é fundamental para a nossa estratégia de crescimento e reforça nosso compromisso com a geração de energia limpa e renovável no Brasil. Ao integrar os novos ativos, ultrapassamos 700 MWp de capacidade instalada em âmbito nacional e fortalecemos significativamente nossa presença no Paraná, um mercado-chave para a expansão Thopen rumo à democratização do acesso à energia limpa e competitiva no Sul do país", afirma Gustavo Ribeiro, CEO da Thopen e da Pontal Energy. Foco estratégico e crescimento no estado O Paraná é uma das regiões de maior capacidade energética da Thopen. Com 45 projetos de GD em operação, a empresa totaliza 120 MWp de potência no estado. Esse portfólio seria capaz de abastecer o consumo médio de aproximadamente 93 mil residências. As quatro usinas solares adquiridas, juntamente as outras plantas de energia renovável da empresa no Paraná, estão prontas para atender empresas e comércios locais, oferecendo uma redução de pelo menos 10% nos gastos com energia para indústrias, comércios e residências, dispensando a necessidade de qualquer investimento prévio por parte do consumidor em placas solares ou infraestrutura. O público-alvo são empresas de todos os portes e segmentos.  Expansão contínua e meta de 1 GWp A operação é a sexta aquisição de ativos realizada pela Thopen em 2025. Na última semana, a companhia adquiriu 45 usinas solares em sete estados pelo montante de R$ 556 milhões. O movimento de aquisições é parte da estratégia da Thopen para se tornar a plataforma de energia de referência no país, buscando um crescimento robusto tanto em capacidade de geração quanto na base de clientes gerenciados. A empresa administra aproximadamente 300 mil unidades consumidoras (UCs) e tem o objetivo de ampliar esse número para 1 milhão até 2026. Presente em 22 estados brasileiros, a Thopen oferece soluções que vão desde a gestão de faturas e dados de consumo, passando por acesso à geração compartilhada, até a migração de clientes para o mercado livre de energia tudo por meio de uma estrutura digital que simplifica a jornada energética dos clientes.  Com o novo portfólio, a empresa passa a ter 714 MWp de capacidade instalada, aproximando-se da meta de 1 GWp prevista para o próximo ano. Thopen adquire operação de geração distribuída de energia da Copel

  • Fundo Climático GAIA levanta US$ 600 milhões para projetos de adaptação climática em países emergentes

    O Fundo Climático GAIA acaba de completar a primeira fase de captação de recursos, arrecadando US$ 600 milhões para impulsionar projetos de adaptação às mudanças climáticas em economias emergentes. A meta final é alcançar US$ 1,48 bilhão até 2027, com impacto direto em milhões de pessoas e na redução de emissões globais. Fundo Climático GAIA levanta US$ 600 milhões para projetos de adaptação climática em países emergentes A iniciativa, liderada pela Climate Fund Managers (CFM) em parceria com o MUFG Bank, a FinDev Canada e o Green Climate Fund (GCF), utiliza um modelo inovador de financiamento misto para atrair capital privado a projetos de alto risco climático. A expectativa é beneficiar 19 milhões de pessoas, gerar 11 mil empregos e evitar a emissão de 30 milhões de toneladas de CO₂ por ano. Foco na adaptação em vez da mitigação Ao contrário de fundos climáticos tradicionais, que concentram investimentos na mitigação, o GAIA destina pelo menos 70% de seus recursos a iniciativas de adaptação, incluindo sistemas hídricos, restauração de ecossistemas, agricultura resiliente e infraestrutura urbana adaptada às mudanças climáticas. Os 30% restantes serão aplicados em projetos de mitigação, como energia renovável e transporte de baixo carbono. O fundo atua em 19 mercados em desenvolvimento e emergentes, priorizando Países Menos Desenvolvidos e Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento — regiões altamente vulneráveis aos impactos climáticos, mas com recursos limitados para adaptação. Estrutura financeira que mobiliza investidores privados O GAIA adota uma estrutura de financiamento em várias camadas, projetada para reduzir riscos e atrair investidores institucionais. O capital público de parceiros como o GCF ocupa a tranche júnior, absorvendo possíveis perdas iniciais, enquanto investidores comerciais assumem as tranches seniores. O fundo também oferece linhas de crédito em moeda local e um programa de Assistência Técnica para fortalecer a viabilidade dos projetos e garantir padrões ESG. Entre os principais compromissos já assegurados estão: MUFG (capital sênior), FinDev Canada (tranches sênior e júnior e doações para linhas de crédito e assistência técnica) e GCF (tranche júnior). O MUFG atuará ainda como parceiro de originação, identificando projetos por meio de sua rede global. Com esse modelo, o GAIA se consolida como um mecanismo inovador para enfrentar a lacuna global de US$ 300 bilhões anuais necessária para a adaptação climática, oferecendo soluções práticas para regiões mais vulneráveis do planeta. Fundo Climático GAIA levanta US$ 600 milhões para projetos de adaptação climática em países emergentes

  • Omnia e Casa dos Ventos lideram megaprojeto de data center do TikTok no Ceará, avaliado em R$ 50 bilhões

    A Omnia, empresa de data centers controlada pela gestora de investimentos Pátria, anunciou sua participação em um dos maiores empreendimentos digitais da América Latina: um data center de R$ 50 bilhões que terá o TikTok como cliente exclusivo. O projeto será desenvolvido em parceria com a Casa dos Ventos, uma das principais geradoras de energia renovável do Brasil. Omnia e Casa dos Ventos lideram megaprojeto de data center do TikTok no Ceará, avaliado em R$ 50 bilhões Localizado no Complexo Portuário do Pecém, no Ceará, o data center será projetado para operar com um consumo estimado de 300 megawatts — o suficiente para torná-lo o maior centro de processamento de dados de cliente único do país. A previsão é de que as obras comecem ainda em 2025, com o início das operações em 2027. Segundo executivos envolvidos, a Omnia ficará responsável por cerca de R$ 12 bilhões em investimentos voltados à infraestrutura do empreendimento, enquanto o restante do aporte virá do cliente, destinado à instalação de equipamentos de tecnologia da informação, como servidores e sistemas de armazenamento. Autoridades brasileiras confirmam que o projeto foi concebido para atender às demandas do TikTok no país, embora a ByteDance — controladora chinesa do aplicativo — ainda não tenha se pronunciado oficialmente. Tanto a Pátria quanto a Casa dos Ventos também preferiram não comentar. Com o avanço do projeto, o Ceará reforça sua posição estratégica como hub de conectividade e energia limpa na região Nordeste, consolidando o estado como polo de atração para investimentos em tecnologia e infraestrutura digital sustentável. Omnia e Casa dos Ventos lideram megaprojeto de data center do TikTok no Ceará, avaliado em R$ 50 bilhões

  • TotalEnergies fecha acordo para fornecer energia limpa a data centers da Data4 na Espanha por uma década

    Parceria estratégica entre a gigante energética francesa e o grupo europeu de data centers reforça o avanço da descarbonização no setor digital e posiciona Madrid como polo tecnológico sustentável. TotalEnergies fecha acordo para fornecer energia limpa a data centers da Data4 na Espanha por uma década A TotalEnergies anunciou um novo acordo de fornecimento de energia 100% renovável para os data centers da empresa francesa Data4 na Espanha. O contrato, que entra em vigor em janeiro de 2026 e terá duração de dez anos, prevê o suprimento de 610 GWh provenientes de usinas eólicas e solares espanholas com capacidade total equivalente a 30 MW. A parceria marca mais um passo da TotalEnergies em sua estratégia global de fornecer “Clean Firm Power” energia renovável com perfil estável de consumo — a grandes grupos industriais, apoiando a descarbonização de suas operações. Já para a Data4, líder europeia no segmento de data centers, o contrato representa um avanço decisivo em sua meta de operar com energia 100% limpa em todos os seus campi até o fim da década. “Esse acordo demonstra nossa capacidade de oferecer soluções energéticas competitivas e sob medida para empresas que buscam reduzir suas emissões sem comprometer custos ou estabilidade de fornecimento”, afirmou Sophie Chevalier , vice-presidente sênior de Energia Flexível e Integração da TotalEnergies. Segundo a executiva, a estratégia da companhia combina fontes renováveis e ativos flexíveis para garantir um fornecimento constante de energia limpa, com meta de alcançar 12% de rentabilidade no segmento elétrico até 2030 . Do lado da Data4, o compromisso com a sustentabilidade é estratégico. A empresa anunciou investimentos de €2 bilhões até 2030  para ampliar seus campi tecnológicos na Espanha, especialmente na região de Madrid, que vem se consolidando como um dos principais hubs digitais da Europa.“Com o crescimento explosivo da demanda por IA e a expectativa de triplicar o consumo energético dos data centers espanhóis até o fim da década, garantir energia limpa, estável e competitiva é essencial”, destacou François Sterin , diretor de operações da Data4. “A parceria com a TotalEnergies reforça nossa visão de combinar inovação digital e responsabilidade ambiental.” A TotalEnergies já mantém contratos semelhantes com empresas como Microsoft, Amazon, Air Liquide, Saint-Gobain e LyondellBasell , consolidando sua posição como uma das fornecedoras preferenciais de energia renovável para o setor corporativo global. Com 32 GW de capacidade instalada em geração renovável  até outubro de 2025 e meta de alcançar 35 GW até o fim do ano , a TotalEnergies segue ampliando sua atuação no mercado de eletricidade limpa, com foco em atingir 100 TWh de produção líquida até 2030 . A Data4, por sua vez, opera data centers em seis países europeus , incluindo França, Itália, Espanha, Polônia, Alemanha e Grécia, atendendo provedores globais de nuvem, operadoras de telecomunicações e grandes companhias de tecnologia. Por meio de seu programa Data4 Good , a empresa integra ações voltadas à sustentabilidade ambiental, social e de governança (ESG) em toda sua operação. TotalEnergies fecha acordo para fornecer energia limpa a data centers da Data4 na Espanha por uma década

  • China bate recorde e instala 264 GW em solar e eólica, antecipando nova política de preços

    A China iniciou 2025 com um avanço histórico em energias renováveis: 264 gigawatts (GW) de capacidade eólica e solar foram adicionados apenas no primeiro semestre, dobrando o volume registrado no mesmo período do ano passado. O crescimento acelerado reflete uma corrida antecipada por mudanças na política de precificação do país, segundo dados da consultoria Wood Mackenzie . China bate recorde e instala 264 GW em solar e eólica, antecipando nova política de preços O número expressivo inclui tanto energia eólica onshore quanto offshore, e marca uma pressão inédita sobre o mercado, diante da transição para uma plena comercialização das energias renováveis. O primeiro leilão sob o novo modelo competitivo, realizado na província de Shandong, revelou uma queda nos preços: 9% para eólica e 32% para solar em relação aos valores médios anteriores. Projetos finalizados antes de 1º de junho de 2025 se beneficiaram de mecanismos sem leilão, garantindo previsibilidade de preços e cobertura de geração favorável ao longo de períodos mais longos. A partir dessa data, novos empreendimentos enfrentarão regras mais curtas, com duração média de apenas 10 anos, frente aos 18 anos anteriores, aumentando o risco de volatilidade e possíveis perdas por restrições de geração. Sharon Feng, analista sênior de energia da Wood Mackenzie, ressalta que a nova estrutura vai expor investidores a flutuações de preços. “As taxas médias de restrição para geração eólica e solar devem superar 5% em sete e 21 províncias, respectivamente, nos próximos dez anos”, afirma. Apesar da corrida inicial por capacidade, os próximos anos deverão adotar um ritmo de crescimento mais sustentável. “Após a adição vertiginosa de 264 GW, o foco do desenvolvimento de energias renováveis na China passará a ser a qualidade em vez da quantidade, alinhado ao 15º Plano Quinquenal”, conclui Feng. O movimento da China sinaliza não apenas a consolidação do país como líder global em energia limpa, mas também o início de uma fase em que eficiência, estabilidade de mercado e retorno financeiro passam a ser prioridades estratégicas. China bate recorde e instala 264 GW em solar e eólica, antecipando nova política de preços

  • Logística verde ganha força: Heli Brasil projeta crescimento de 15% na demanda por empilhadeiras a lítio

    Com portfólio de mais de 1.700 modelos entre empilhadeiras elétricas, a combustão e rebocadores, nos últimos três anos, a Heli Brasil, divisão de empilhadeiras, do Grupo KMR, comercializou mais de 20 mil empilhadeiras no país, das quais 67% já correspondem a modelos elétricos, cumprindo o propósito do Grupo KMR com a sustentabilidade. A Heli Brasil é líder no mercado de equipamentos de lítio e a principal cliente da global Heli na América Latina, marca entre as sete maiores fabricantes de empilhadeiras do mundo. Logística verde ganha força: Heli Brasil projeta crescimento de 15% na demanda por empilhadeiras a lítio Novembro, 2025 - A logística brasileira vive uma das maiores transformações de sua história, marcada pela transição para equipamentos sustentáveis e de alta eficiência. A  Heli Brasil , divisão de empilhadeiras do Grupo KMR, reforça a excelência nesse mercado e projeta para 2026 um crescimento de 15% na demanda por empilhadeiras movidas por bateria de lítio em relação a 2025. É uma grande conquista para o Grupo KMR contribuir para uma mudança cultural em um cenário que precisa de empreendedores com olhar sustentável no presente futuro. Com um portfólio de mais de 1.700 modelos entre empilhadeiras elétricas, a combustão e rebocadores, nos últimos três anos, a companhia comercializou mais de 20 mil equipamentos do gênero no país, das quais 70% já correspondem a modelos elétricos, cumprindo o propósito do Grupo KMR com a sustentabilidade. Amparada por uma rede de mais de 150 distribuidores de venda de empilhadeiras, peças e pós-venda com pontos estrategicamente posicionados a cada 150km de distância. Ou seja, a empresa garante capilaridade nacional e diferenciais como prazos de entrega e serviços de pós-venda que sustentam sua liderança e eficiência. O segmento ganha tração em portos, centros de distribuição e indústrias que buscam alternativas sustentáveis para as suas operações. A empresa apresentou, na maior Feira de movimentação de cargas da América Latina – a Intermodal, a primeira Reach Stacker elétrica a lítio com capacidade de 45 toneladas, projetada para operações de grande porte. O equipamento oferece autonomia superior a seis horas, carga completa em até duas horas, com a possibilidade de recargas de oportunidade, que reduz custos operacionais e a pegada de carbono. Além da consolidação de mercado, a empresa tem ampliado seu portfólio com tecnologias inéditas no país e apresentou outro modelo que simboliza a transição energética em andamento: a primeira empilhadeira movida a célula de hidrogênio “fuel cell”. Enquanto o modelo a lítio já se firma como solução viável para operações de grande porte, o hidrogênio aparece como aposta de médio prazo, o que reforça o papel do Grupo KMR - Heli Brasil em antecipar tendências globais e preparar o setor para uma nova etapa de eficiência e sustentabilidade. A divisão de empilhadeiras Heli Brasil, apoiada pela solidez do Grupo KMR, mostra mais uma vez, que está preparada para liderar essa transição ao oferecer soluções que unem inovação tecnológica e escala de atendimento em todo o território nacional. A fábrica Heli com presença em mais de 180 países e produção anual superior a 330 mil equipamentos, figura entre as sete maiores fabricantes de empilhadeiras do mundo. No Brasil, a marca Heli ficou conhecida pela estratégia, pela excelência em todos os processos e pela visão e estruturação de uma robusta rede de venda e pós-vendas, sempre próximo ao seu cliente para garantir a performance da marca. "Antes de qualquer projeto, precisamos acreditar que é possível, agir e fazer a nossa parte. Nossa visão conecta inovação, respeito, perspectiva de presente e futuro, responsabilidade, pessoas e resultados. Vivemos uma revolução logística, e o sucesso do nosso grupo KMR, se mede além da eficiência da máquina, mas pelo profissionalismo, bem-estar de nossa equipe, pelo atendimento aos nossos clientes, pela estrutura de produtos e serviços oferecidos, além da excelência, eficiência e agilidade em todo o ecossistema de negócios. Prevemos o futuro junto com a marca ao acreditar e investir que era possível sim, fazer mudanças de matriz energética elevando o patamar de sustentabilidade e possibilitando que tecnologias como lítio e o hidrogênio, posicionem o Brasil como destaque em sustentabilidade e eficiência energética e operacional”, declara a presidente do Grupo KMR, Kelly Rech. Sobre o Grupo KMR O Grupo KMR é responsável pela divisão de empilhadeiras Heli no Brasil e pelo fortalecimento da marca no mercado. Com uma rede de mais de 150 distribuidores de venda de máquinas, peças e pós-vendas, com cobertura em todo o território nacional. O grupo garante capilaridade de atendimento e pós-vendas estruturado, com o maior estoque de peças do segmento. A fábrica Heli (Anhui Forklift Group) está entre as sete maiores do mundo, com produção anual superior a 330 mil equipamentos e presença em mais de 180 países. No Brasil, a divisão de empilhadeiras da marca Heli é uma unidade de negócio do Grupo KMR, se consolidou como líder em empilhadeiras elétricas e pioneira em soluções sustentáveis, oferecendo mais de 1.700 modelos entre equipamentos elétricos, a combustão e rebocadores. Mais informações:   https://helibrasil.com/ Logística verde ganha força: Heli Brasil projeta crescimento de 15% na demanda por empilhadeiras a lítio

  • Saft acelera corrida por baterias de estado sólido e prepara tecnologia para voos e missões espaciais

    Com novo centro de P&D e linha exclusiva de montagem, empresa francesa dá um salto estratégico rumo à produção de baterias de próxima geração mais seguras, densas e duráveis com estreia prevista no espaço antes de 2030. Saft acelera corrida por baterias de estado sólido e prepara tecnologia para voos e missões espaciais A Saft, subsidiária do grupo TotalEnergies e uma das pioneiras em soluções avançadas de armazenamento de energia, está acelerando sua entrada definitiva na era das baterias de estado sólido. A empresa anunciou um robusto plano de investimento em pesquisa e infraestrutura que marca o início de uma nova fase em sua estratégia global de inovação. O projeto inclui a criação de um laboratório de ponta totalmente dedicado à química de estado sólido, uma sala seca de 500 m² com controle de umidade extremo alcançando ponto de orvalho de -60 °C e certificação ISO 7 além de dois laboratórios avançados para o desenvolvimento de tecnologias baseadas em polímeros e sulfetos. A nova linha de montagem exclusiva para células de alta performance transforma o espaço em um polo completo de inovação industrial. Segundo a empresa, o objetivo é atender os setores mais exigentes do planeta como a aviação e as missões espaciais com baterias de nova geração capazes de oferecer maior densidade energética, segurança aprimorada e vida útil superior . “Estamos construindo as bases da próxima revolução em armazenamento de energia. As baterias de estado sólido representam um salto tecnológico que redefinirá a mobilidade elétrica e a exploração espacial”, destacou um porta-voz da Saft em comunicado à imprensa. O investimento faz parte de uma estratégia de longo prazo para consolidar a liderança europeia na transição energética e reduzir a dependência de fornecedores asiáticos no segmento de baterias de alta tecnologia. Testadas sob condições extremas e ajustadas a perfis reais de missão, as novas células estão sendo preparadas para estrear no espaço antes de 2030 , em parceria com programas aeroespaciais internacionais. Mais do que uma aposta em inovação, a iniciativa posiciona a Saft no centro da corrida global por baterias mais limpas, seguras e eficientes , fundamentais para o futuro da mobilidade elétrica, da aviação sustentável e das operações em órbita. Saft acelera corrida por baterias de estado sólido e prepara tecnologia para voos e missões espaciais

  • A Hora e a Vez do Armazenamento de Energia: MP 1304 na Mesa do Presidente

    Por: Daniel Pansarella  O futuro do setor elétrico brasileiro está, neste momento, sobre a mesa do Presidente da República. A Medida Provisória 1304/2025, aprovada em tempo recorde pelo Congresso Nacional no apagar das luzes de outubro, aguarda a sanção presidencial com prazo final em 24 de novembro. Mais do que uma simples reforma, a MP representa a mais profunda modernização do marco regulatório da última década e, finalmente, abre as portas para uma tecnologia decisiva para a transição energética: o armazenamento de energia em baterias (BESS) . A Hora e a Vez do Armazenamento de Energia: MP 1304 na Mesa do Presidente Para executivos e investidores, a sanção é dada como certa. A questão, no entanto, não é se  a lei será aprovada, mas como . As atenções do mercado se voltam para a caneta presidencial e a possibilidade de vetos parciais  em pontos nevrálgicos que podem definir o ritmo e a rentabilidade dos futuros investimentos. A decisão, que estrategicamente deve ocorrer após a COP30, irá moldar o cenário para um mercado que, segundo projeções, pode movimentar bilhões e garantir a estabilidade do sistema elétrico nacional frente à expansão das fontes renováveis. O Marco Legal que Faltava Até agora, investir em sistemas de armazenamento de energia no Brasil era uma aventura em um território regulatório cinzento. A MP 1304 muda o jogo ao criar o tão esperado marco legal para o armazenamento . Na prática, a ANEEL ganha a atribuição de regular e fiscalizar a atividade, que poderá ser exercida de forma autônoma ou integrada a projetos de geração e transmissão.  Isso significa que, pela primeira vez, haverá regras claras para a remuneração  desses ativos, o acesso  às redes e a possibilidade de prestação de múltiplos serviços  – como flexibilidade, regulação de frequência e comercialização de energia. É o chamado revenue stacking  (empilhamento de receitas), um modelo que viabiliza economicamente os projetos ao permitir que um mesmo ativo capture valor de diferentes fontes. Como disse o ministro Alexandre Silveira, “sem baterias, nós vamos ao colapso energético”. O recado não poderia ser mais claro. Para adoçar o negócio, a MP traz dois incentivos de peso: Inclusão no REIDI:  Projetos de armazenamento poderão se beneficiar do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura, com recursos limitados a R$ 1 bilhão por ano até 2030. Isenção Fiscal:  O Poder Executivo poderá zerar as alíquotas de importação para sistemas BESS e seus componentes. Essas medidas, somadas ao primeiro leilão para contratar capacidade de armazenamento previsto para 2026, criam um ambiente de negócios com a segurança jurídica que o capital de longo prazo exige. A Tensão dos Vetos: O Que Está em Jogo? Apesar do clima de otimismo, o setor acompanha com apreensão a análise de pontos controversos que podem ser vetados. A decisão presidencial nestes temas será crucial para a configuração final do mercado. Ponto de Tensão O que diz a MP aprovada no Congresso Implicações de um Veto Posição do Setor (ABSOLAR) Obrigatoriedade de Armazenamento para REIDI Geração solar (inclusive distribuída) deverá prever armazenamento químico  para se habilitar ao REIDI. A retirada da obrigatoriedade facilitaria o acesso ao benefício para projetos solares puros, reduzindo o custo inicial. Atuar pela retirada da obrigatoriedade , entendendo que a exigência pode onerar e frear novos projetos solares. Custos de Reserva de Capacidade Custos de baterias contratadas para reserva de capacidade serão rateados apenas entre os geradores . Um veto poderia socializar esse custo entre todos os consumidores de energia, aliviando a carga sobre os geradores, mas aumentando a conta de luz geral. Acompanhamento atento, pois impacta diretamente a competitividade dos geradores. Cortes de Geração (Curtailment) Estabelece direito de ressarcimento aos geradores por cortes de geração, com pagamento via Encargos de Serviço do Sistema (ESS). O Executivo precisa escolher entre duas redações concorrentes sobre o tema. Um veto pode alterar a forma de compensação, gerando incerteza. Defesa de regras claras e justas para o ressarcimento, garantindo a previsibilidade das receitas. O ponto mais polêmico é, sem dúvida, a exigência de armazenamento para projetos solares obterem o REIDI . Para associações como a ABSOLAR, a medida, embora bem-intencionada para fomentar as baterias, pode se tornar uma barreira de entrada, encarecendo projetos solares e freando a expansão da fonte. O lobby do setor agora é para que o presidente vete especificamente este artigo, separando os incentivos e deixando o mercado decidir a melhor combinação de tecnologias. As Pendências: O Que a MP Deixou para Depois Mesmo sendo uma reforma ampla, a MP 1304 não resolveu todas as questões do setor. Alguns “jabutis” importantes ficaram pelo caminho e devem pautar as discussões regulatórias nos próximos anos. São eles: A figura do “agente armazenador”:  A criação de uma categoria específica para este agente, com direitos e deveres claros, não foi contemplada. A dupla cobrança tarifária:  Um dos maiores entraves para o armazenamento, a cobrança de tarifas de uso do sistema tanto na carga quanto na descarga da bateria (TUSD/TUST), não foi removida. Debêntures Incentivadas:  O enquadramento de projetos de armazenamento para emissão de debêntures incentivadas ficou de fora, limitando as opções de financiamento. Essas pendências representam a próxima fronteira regulatória. A forma como a ANEEL e o MME irão endereçar esses temas definirá a competitividade de longo prazo do armazenamento no Brasil. Para as empresas, é um sinal claro de que o trabalho de advocacy e posicionamento estratégico está longe de terminar. O Veredito A MP 1304 é um divisor de águas. Ela destrava um mercado bilionário e posiciona o Brasil na vanguarda da transição energética na América Latina. A sanção presidencial, mesmo com vetos parciais, consolidará o armazenamento como pilar da segurança e flexibilidade do sistema elétrico. Para os investidores, o momento é de atenção máxima. Os detalhes da sanção e a subsequente regulamentação da ANEEL serão a bússola que guiará as decisões de investimento. A mensagem é clara: o Brasil está aberto para negócios no setor de armazenamento. A corrida pelo ouro das baterias está prestes a começar, e quem entender primeiro as nuances da nova lei sairá na frente. A Hora e a Vez do Armazenamento de Energia: MP 1304 na Mesa do Presidente

  • De Santana de Parnaíba (SP) para o Brasil, mulheres como Selma Cezar e Kelly Pitanga estão transformando o conceito de sucesso empresarial ao unir propósito, lucro e sustentabilidade.

    Em tempos de transição climática e de busca por modelos econômicos mais responsáveis, o empreendedorismo sustentável ganha espaço como uma força transformadora e quem está na linha de frente desse movimento, cada vez mais, são as mulheres . De Santana de Parnaíba (SP) para o Brasil, mulheres como Selma Cezar e Kelly Pitanga estão transformando o conceito de sucesso empresarial ao unir propósito, lucro e sustentabilidade. De pequenas oficinas a startups de energia limpa, uma nova geração de empreendedoras está mostrando que é possível gerar *renda, impacto social e benefícios ambientais* ao mesmo tempo. É o que especialistas chamam de empreendedorismo climático negócios que equilibram resultado financeiro e responsabilidade com o planeta. Em cidades como Santana de Parnaíba (SP), o movimento cresce silenciosamente, mas com resultados concretos. Mulheres locais estão mostrando que inovação e cuidado ambiental podem caminhar lado a lado e que o futuro dos negócios passa, inevitavelmente, pela **sustentabilidade . Quando o propósito vira modelo de negócio O empreendedorismo sustentável nasce da ideia de que *não há futuro econômico possível sem respeito ao meio ambiente. Isso se traduz em iniciativas que reduzem o impacto ambiental e incentivam práticas regenerativas desde o uso de **energia solar* e *embalagens biodegradáveis, até **cadeias produtivas circulares, **transporte limpo* e *agricultura consciente*. Entre os exemplos inspiradores está *Kelly Pitanga, fundadora da **Fast Energy Solar, que se destacou no setor de energia renovável ao combinar tecnologia, eficiência e protagonismo feminino. Kelly foi reconhecida com o **prêmio Mulheres da Energia* na categoria Empreendedorismo, consolidando-se como uma referência no avanço das soluções limpas no país. Conexões que geram impacto: da feira ao café O fortalecimento dessas iniciativas passa também por eventos que estimulam o empreendedorismo feminino, como a *Feira da Mulher Empreendedora*, realizada em Santana de Parnaíba. O evento reúne dezenas de mulheres dos setores de gastronomia, moda, beleza, tecnologia e artesanato — muitas delas já incorporando práticas de baixo impacto ambiental, como o uso de materiais recicláveis e a valorização de produtores locais. Outro destaque é o projeto *Café com as Empreendedoras, uma parceria com o **Sebrae* que tem se tornado ponto de encontro essencial para troca de experiências, capacitação e incentivo à inovação. Esses encontros têm gerado conexões que ultrapassam o âmbito dos negócios e formam uma *rede de apoio e inspiração* entre mulheres que compartilham valores de sustentabilidade e propósito. “Empreender com propósito é mais do que vender é transformar a comunidade e inspirar outras pessoas a acreditarem que é possível crescer respeitando o meio ambiente”, afirma Selma. Sua trajetória reflete uma tendência que está se espalhando pelo Brasil: a de mulheres que associam *autonomia econômica, impacto social e regeneração ambiental*. Da varanda ao negócio: a sustentabilidade em pequena escala Além das iniciativas estruturadas, muitas mulheres têm levado a sustentabilidade para dentro de casa. Em Santana de Parnaíba e outras cidades da região metropolitana de São Paulo, *hortas urbanas e projetos de agricultura natural* têm se multiplicado. Essas hortas muitas vezes cultivadas em varandas, quintais ou até telhados são exemplos de empreendedorismo comunitário : pequenos espaços que geram alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos, e fortalecem a segurança alimentar local. Algumas dessas iniciativas evoluem para microempresas de fornecimento de alimentos orgânicos ou oficinas de cultivo sustentável. Um novo olhar sobre o empreendedorismo Para especialistas, o que está acontecendo em cidades como Santana de Parnaíba é o reflexo de uma nova economia feminina . “ As mulheres estão reinventando o significado de empreender. Elas não buscam apenas crescimento financeiro, mas sim um legado positivo tanto para a comunidade quanto para o meio ambiente ”, comenta um consultor do Sebrae ouvido pelo EnergyChannel. Ao unir propósito, inovação e empatia, essas líderes estão redesenhando as bases do desenvolvimento local. O sucesso, para elas, não se mede apenas em números, mas em *transformações reais e sustentáveis*. O futuro é feminino e sustentável Kelly Pitanga O empreendedorismo com propósito deixou de ser exceção para se tornar tendência global. As mulheres de Santana de Parnaíba, lideradas por nomes como *Selma Cezar* e *Kelly Pitanga, mostram que **o verdadeiro progresso é aquele que inclui o planeta no balanço final*. Elas representam um novo modelo de liderança mais colaborativa, consciente e resiliente que inspira não apenas outras empreendedoras, mas também empresas, governos e a sociedade como um todo. O futuro dos negócios será, inevitavelmente, verde e inclusivo . E, se depender dessas mulheres, ele já começou. De Santana de Parnaíba (SP) para o Brasil, mulheres como Selma Cezar e Kelly Pitanga estão transformando o conceito de sucesso empresarial ao unir propósito, lucro e sustentabilidade.

  • Opep+ suspende aumento de produção e prepara ajuste estratégico diante de incertezas globais

    Após meses de expansão no fornecimento, a aliança liderada por Arábia Saudita e Rússia anuncia pausa nos acréscimos de extração no primeiro trimestre de 2026 para equilibrar o mercado e conter riscos de sobreoferta. Opep+ suspende aumento de produção e prepara ajuste estratégico diante de incertezas globais EnergyChannel Internacional Em um movimento que marca uma inflexão na estratégia recente de expansão, os principais países da Opep+ decidiram suspender o aumento de produção de petróleo entre janeiro e março de 2026. A medida foi anunciada após reunião realizada no último domingo (2), envolvendo Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. De acordo com o comunicado oficial, o grupo ainda elevará a produção em 137 mil barris por dia em dezembro , encerrando o ciclo de incrementos antes de adotar uma postura mais cautelosa no início do próximo ano. A justificativa principal é a sazonalidade do consumo global , além da necessidade de compensar volumes produzidos acima das cotas  nos meses anteriores. “Os países continuarão monitorando atentamente o mercado e mantêm total flexibilidade para ajustar, suspender ou até reverter os cortes voluntários, caso seja necessário para garantir a estabilidade”, destaca o documento divulgado pela coalizão. Estratégia em revisão A decisão de interromper os acréscimos de produção surpreendeu analistas do setor, já que a Opep+ vinha adotando uma política agressiva de ganho de participação de mercado , mesmo com o recuo das cotações internacionais. Desde abril, a organização adicionou quase 3 milhões de barris diários  à oferta global, segundo estimativas da Rystad Energy. No entanto, o contexto geopolítico atual marcado pelas novas sanções ao petróleo russo  impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia trouxe maior incerteza à dinâmica de oferta e demanda. “A Opep+ entendeu que continuar expandindo a produção poderia se tornar contraproducente. A pausa protege os preços, reforça a coesão interna e dá tempo para avaliar os impactos das restrições sobre o petróleo russo”, analisa Jorge León , especialista em geopolítica energética da Rystad Energy. Pressão sobre os preços Mesmo com a pausa, a consultoria prevê que o primeiro trimestre de 2026  será marcado por um excedente de oferta de 3,5 milhões de barris por dia , o que tende a manter a pressão baixista sobre os preços . Na última sexta-feira (31), o Brent encerrou cotado a US$ 64,77 , acumulando queda de 1,9% em outubro . Efeitos no Brasil Para o mercado brasileiro, o cenário de sobreoferta global e redução do barril  é particularmente relevante em um ano eleitoral , já que o valor internacional do petróleo continua influenciando a política de preços da Petrobras . A estatal, inclusive, anunciou redução média de 1,7% nos preços do gás natural  vendido às distribuidoras a partir do sábado (1º), refletindo o comportamento de queda nas cotações internacionais. Com a pausa na expansão da Opep+ e o ambiente de incertezas globais, o setor de energia entra em um período decisivo de ajustes e observação no qual cada movimento dos grandes produtores poderá redefinir o equilíbrio do mercado em 2026. Opep+ suspende aumento de produção e prepara ajuste estratégico diante de incertezas globais

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