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- Qantas revela aeronave que fará o voo comercial mais longo do mundo conectando Sydney a Londres e Nova York sem escalas
Com o “ Projeto Sunrise ”, a companhia aérea australiana promete transformar a aviação de ultralongo alcance, oferecendo uma nova experiência de conforto e bem-estar em viagens de até 22 horas. Qantas revela aeronave que fará o voo comercial mais longo do mundo conectando Sydney a Londres e Nova York sem escalas | Créditos Qantas Sydney — A Qantas Airways deu um passo histórico rumo ao que chama de “ última fronteira da aviação comercial ”. A companhia australiana apresentou as primeiras imagens do Airbus A350-1000ULR, aeronave projetada para realizar voos diretos entre Sydney, Londres e Nova York rotas que poderão durar até 22 horas sem escalas , um marco inédito na aviação mundial. O projeto, batizado de “ Sunrise ” , está em desenvolvimento desde 2017 e pretende iniciar operações comerciais no primeiro semestre de 2027 . A promessa é reduzir em cerca de quatro horas o tempo atual de viagem entre a Austrália e os principais destinos da Europa e América do Norte. A nova aeronave está sendo montada na sede da Airbus, em Toulouse, na França, e já teve sua fuselagem finalizada. As próximas etapas incluem a instalação dos motores Rolls-Royce Trent XWB e de sistemas de teste de voo, segundo a própria Qantas. Um salto tecnológico e de conforto O A350-1000ULR (Ultra Long Range) foi adaptado especialmente para o projeto australiano. Entre as principais modificações está um tanque adicional de 20 mil litros de combustível , que amplia significativamente o alcance da aeronave. Qantas revela aeronave que fará o voo comercial mais longo do mundo conectando Sydney a Londres e Nova York sem escalas | Créditos Qantas Mas o diferencial não está apenas na autonomia. A Qantas afirma que o Projeto Sunrise foi desenhado com base em estudos científicos sobre saúde e sono em longas viagens , com o objetivo de reduzir o jet lag e melhorar o bem-estar a bordo . A aeronave contará com apenas 238 assentos , menos do que os cerca de 400 presentes em modelos convencionais do A350. O espaço adicional permitirá a inclusão de uma “Zona de Bem-Estar” uma área entre as cabines econômica e econômica premium, destinada a alongamentos e relaxamento durante o voo. Além disso, a configuração inclui suítes de primeira classe , poltronas de classe executiva que reclinam totalmente e um novo design de cabine que favorece a circulação de ar e iluminação ajustável, simulando os ciclos naturais do dia. Um projeto de longa data A Qantas vinha testando voos experimentais de ultralonga distância desde antes da pandemia, monitorando parâmetros de saúde e comportamento de passageiros e tripulações. O avanço do projeto, no entanto, foi atrasado pela crise global da aviação entre 2020 e 2021. Em 2022, a companhia formalizou a encomenda de 12 aeronaves A350-1000ULR , com a primeira entrega prevista para outubro de 2026 . “Estamos prestes a redefinir a forma como o mundo se conecta à Austrália. Não se trata apenas de voar por mais tempo, mas de voar melhor”, declarou Vanessa Hudson , CEO da Qantas, em comunicado oficial. Dois amanheceres em um único voo O nome “ Projeto Sunrise ” não é apenas simbólico. De acordo com a companhia, os voos diretos entre Sydney, Londres e Nova York serão tão longos que os passageiros poderão presenciar dois amanheceres durante a mesma viagem um espetáculo que sintetiza o espírito inovador da empreitada. Com o novo jato, a Qantas pretende consolidar-se como referência global em eficiência, autonomia e experiência de voo, conectando continentes de forma ininterrupta e redefinindo os limites do transporte aéreo comercial. Qantas revela aeronave que fará o voo comercial mais longo do mundo conectando Sydney a Londres e Nova York sem escalas
- EUA apostam no Brasil para reduzir dependência da China e investem US$ 465 milhões em terras raras de Goiás
Com aporte bilionário na Serra Verde, em Minaçu (GO), os Estados Unidos buscam fortalecer uma nova rota global para minerais estratégicos usados em tecnologia e energia limpa. EUA apostam no Brasil para reduzir dependência da China e investem US$ 465 milhões em terras raras de Goiás Matéria EnergyChannel Em um movimento estratégico para diversificar o fornecimento global de minerais críticos, o governo dos Estados Unidos aprovou um financiamento de até US$ 465 milhões para a Serra Verde , mineradora brasileira especializada na produção de terras raras, localizada em Goiás. O investimento, realizado por meio da Corporação Financeira dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (DFC) , reforça o interesse americano em fortalecer cadeias produtivas fora da influência chinesa. O projeto financiado envolve a expansão e modernização da mina Pela Ema , em Minaçu (GO), onde a Serra Verde conduz um dos empreendimentos mais promissores do mundo na extração sustentável de terras raras — elementos fundamentais para a fabricação de turbinas eólicas, veículos elétricos, semicondutores e equipamentos de defesa. A DFC foi criada durante o governo Donald Trump, com o objetivo de apoiar financeiramente projetos em países em desenvolvimento que estejam alinhados à política externa norte-americana. Agora, o aporte na Serra Verde sinaliza uma nova fase na cooperação entre Brasil e Estados Unidos no setor de minerais estratégicos. Com as maiores reservas conhecidas de terras raras fora da China , o Brasil vem se consolidando como um ator-chave na reconfiguração das cadeias globais de suprimento desses materiais. A iniciativa americana ocorre em um momento em que as economias ocidentais intensificam os esforços para reduzir a dependência da China , responsável atualmente por cerca de 70% da produção mundial desses elementos. Para a Serra Verde, o investimento representa não apenas uma injeção de capital, mas também um reconhecimento internacional da importância do projeto para o futuro energético e tecnológico global . Segundo a empresa, os recursos permitirão acelerar melhorias na infraestrutura e na capacidade de processamento da unidade goiana, com foco em práticas de mineração de baixo impacto ambiental. Com o avanço do projeto, Goiás tende a se tornar um polo de referência mundial em terras raras, posicionando o Brasil como um parceiro estratégico nas novas rotas da economia verde e nas cadeias de fornecimento de alta tecnologia. EUA apostam no Brasil para reduzir dependência da China e investem US$ 465 milhões em terras raras de Goiás
- Companhias aéreas da Europa recuam em alegações “verdes” após pressão por transparência ambiental
Mais de 20 companhias aéreas europeias, entre elas gigantes como Air France, Lufthansa e KLM, anunciaram mudanças em suas estratégias de comunicação ambiental após uma investigação conduzida pela Comissão Europeia sobre possíveis práticas de greenwashing no setor de aviação. Companhias aéreas da Europa recuam em alegações “verdes” após pressão por transparência ambiental A decisão vem na esteira de uma queixa formal apresentada pela Organização Europeia dos Consumidores (BEUC) em 2023, que apontava o uso de mensagens enganosas por parte das empresas, sugerindo que os passageiros poderiam “compensar” as emissões de CO₂ de seus voos por meio de taxas adicionais ou da compra de combustíveis sustentáveis. Segundo a investigação, diversas companhias usavam termos amplos como “voo verde”, “sustentável” ou “carbono neutro” sem apresentar provas concretas ou metodologias verificáveis que sustentassem essas afirmações. Também foram identificadas ferramentas de cálculo de emissões sem base científica transparente e comparações entre voos que omitiriam informações essenciais para o consumidor compreender o real impacto ambiental. Em resposta às autoridades europeias, as empresas aéreas assinaram um acordo comprometendo-se a revisar a forma como comunicam suas ações ambientais. Entre os principais pontos, estão: O fim das alegações de que contribuições financeiras individuais podem neutralizar as emissões de um voo específico; O uso do termo “combustível de aviação sustentável” apenas quando acompanhado de dados claros sobre o impacto ambiental; A eliminação de expressões vagas que transmitam a impressão de neutralidade de carbono sem respaldo técnico; A exigência de metas mensuráveis, prazos definidos e sistemas de monitoramento verificáveis para qualquer promessa de “emissões líquidas zero”. A Comissão Europeia e a Rede de Autoridades de Cooperação para a Proteção do Consumidor (CPC) informaram que seguirão acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos. Caso as mudanças não sejam implementadas de forma satisfatória, as empresas poderão enfrentar medidas coercitivas e sanções. Com essa decisão, o bloco europeu envia um recado direto a setores que buscam se associar a uma imagem “verde” sem consistência: transparência e responsabilidade ambiental serão critérios cada vez mais exigidos tanto por reguladores quanto pelos consumidores. Companhias aéreas da Europa recuam em alegações “verdes” após pressão por transparência ambiental
- IKEA investe US$ 108 milhões para restaurar florestas da Mata Atlântica e impulsionar remoção de carbono no Brasil
Parceria com o BTG Pactual Timberland Investment Group inicia a recuperação de 4 mil hectares de áreas degradadas no sul do país, unindo conservação, reflorestamento produtivo e benefícios sociais. IKEA investe US$ 108 milhões para restaurar florestas da Mata Atlântica e impulsionar remoção de carbono no Brasil Em uma das maiores iniciativas corporativas de restauração florestal já realizadas no Brasil, o Grupo Inter IKEA anunciou um investimento de US$ 108 milhões (equivalente a €100 milhões) em projetos de remoção de carbono baseados na natureza. A primeira ação do programa global da companhia será implementada no bioma Mata Atlântica , em parceria com o BTG Pactual Timberland Investment Group (TIG) . O projeto, que abrange 4 mil hectares nos estados do Paraná e Santa Catarina , tem como objetivo recuperar terras degradadas e promover uma nova economia florestal sustentável. A estratégia combina reflorestamento, conservação e manejo comercial responsável , criando um modelo que alia rentabilidade à proteção ambiental e social. “Reconhecemos nossa responsabilidade como grandes usuários de madeira e queremos mostrar que a conservação e a silvicultura podem caminhar juntas”, afirmou Ulf Johansson , diretor global de matérias-primas do Grupo Inter IKEA. Segundo ele, a iniciativa pretende inspirar o setor privado a ampliar investimentos em soluções baseadas na natureza, fundamentais para alcançar as metas globais de emissões líquidas zero . Brasil como laboratório global de soluções climáticas O investimento da IKEA reflete a crescente aposta de empresas internacionais no potencial climático e ecológico do Brasil . A Mata Atlântica, que já cobriu mais de 1,3 milhão de km² e hoje resta apenas cerca de 13% de sua área original, foi escolhida como o ponto de partida para o programa florestal global do grupo. A parceria com o BTG Pactual TIG , um dos maiores gestores de ativos florestais do mundo, garantirá a implementação técnica e o acompanhamento do projeto. “A IKEA está mostrando o tipo de liderança que o mundo precisa — unindo restauração, carbono e impacto social”, destacou Gerrity Lansing , diretora da divisão florestal do BTG Pactual. Os plantios mistos incluirão espécies nativas e comerciais certificadas pelo FSC (Forest Stewardship Council) , promovendo captura de carbono na biomassa e no solo, além de geração de renda contínua para comunidades locais. Governança, transparência e impacto social Para assegurar a integridade ambiental e social do projeto, um painel consultivo independente com representantes de ONGs e instituições científicas, como a Apremavi acompanhará o monitoramento dos indicadores de carbono, biodiversidade, solo e água. “Os efeitos da crise climática são cada vez mais visíveis, e a restauração florestal é uma das ferramentas mais poderosas que temos”, disse Miriam Prochnow , cofundadora da Apremavi. “Ver uma empresa global como a IKEA investir com essa escala e compromisso é um sinal positivo de mudança.” O programa também está alinhado com iniciativas internacionais, como a Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas e o Artigo 6 do Acordo de Paris , que regula os mercados de carbono. Meta: emissões zero até 2050 O Grupo Inter IKEA tem como meta reduzir pela metade as emissões absolutas de gases de efeito estufa até 2030 (base 2016) e alcançar neutralidade climática até 2050 . Além de reduzir suas emissões, a empresa aposta em sumidouros naturais de carbono e no manejo sustentável da madeira como parte central da estratégia global de sustentabilidade. Para o mercado, o movimento representa um novo modelo de investimento corporativo: projetos que unem lucro, clima e comunidade , mostrando como o capital privado pode acelerar a restauração ecológica e a transição para uma economia de baixo carbono. Com essa iniciativa, a IKEA transforma o Brasil em vitrine global de inovação ambiental, colocando a Mata Atlântica no centro das soluções corporativas para o clima e reforçando o papel estratégico do país na bioeconomia mundial . IKEA investe US$ 108 milhões para restaurar florestas da Mata Atlântica e impulsionar remoção de carbono no Brasil
- Google amplia parceria com startup brasileira Mombak e investe em remoção de 200 mil toneladas de CO₂ na Amazônia
Gigante da tecnologia aposta em soluções naturais e inteligência artificial para restaurar áreas degradadas, fortalecer a biodiversidade e impulsionar o mercado global de créditos de carbono. Google amplia parceria com startup brasileira Mombak e investe em remoção de 200 mil toneladas de CO₂ na Amazônia EnergyChannel: O Google deu mais um passo em sua estratégia global de neutralização de emissões de carbono. A companhia anunciou um novo acordo com a startup brasileira Mombak , especializada em projetos de reflorestamento e remoção de carbono, para a compra de 200 mil toneladas de CO₂ removido da atmosfera por meio da restauração de áreas degradadas na Amazônia . O contrato representa uma ampliação expressiva da parceria entre as duas empresas, que já haviam firmado, no ano passado, um acordo inicial de 50 mil toneladas de carbono removido. Agora, o Google reforça seu compromisso com soluções baseadas na natureza como ferramenta essencial no combate às mudanças climáticas. Fundada em 2021, a Mombak se destaca por aplicar tecnologia e ciência florestal em larga escala para reflorestar pastagens improdutivas com espécies nativas da Amazônia. A iniciativa não apenas captura carbono, mas também promove a recuperação da biodiversidade, a melhoria dos recursos hídricos e a geração de empregos verdes nas comunidades locais. “O potencial da Amazônia para liderar a agenda global de remoção de carbono é imenso, e parcerias como esta aceleram a construção de uma economia regenerativa”, afirmou Reilly O’Hara, gerente de programas de remoção de carbono do Google. Além da compra de créditos, o Google e a Mombak anunciaram que o projeto foi selecionado como o primeiro integrante da Symbiosis Coalition — uma aliança criada por Google, Meta, Microsoft e Salesforce para estimular o mercado de remoção de carbono de base natural . A coalizão tem como meta adquirir até 20 milhões de toneladas de créditos de carbono provenientes de projetos que restauram ecossistemas e absorvem CO₂ de forma comprovada. Outro destaque do anúncio é a nova colaboração entre a Mombak e o Perch , modelo de inteligência artificial desenvolvido pelo Google DeepMind , que será utilizado para avaliar os impactos do reflorestamento na biodiversidade . A ferramenta analisa dados bioacústicos sons da floresta para monitorar a presença de diferentes espécies e medir a recuperação ecológica ao longo do tempo. Com a expansão dessa parceria, o Google consolida sua presença no mercado de remoção de carbono de alta integridade , reforçando o papel do Brasil como protagonista em soluções climáticas naturais. Google amplia parceria com startup brasileira Mombak e investe em remoção de 200 mil toneladas de CO₂ na Amazônia
- Transição energética – Importância dos rejeitos de Mineração
Por Manoel Valério de Brito - Engenheiro de Minas Transição energética – Importância dos rejeitos de Mineração Conteúdo: 1 – Introdução 2- Transição Energética e Evolução tecnológica 3 - Recursos&Reservas Minerais x Resíduos de Mineração 4- Minerais Estratégicos e Minerais Críticos 5- Tecnologias disponíveis de extração de minerais críticos de rejeitos 6- Conclusão 7 - Anexo – Novos Projetos no Brasil e no Exterior. 1 – Introdução As transformações mundiais da sociedade moderna estão cada vez mais aceleradas e as exigências decorrentes desse processo requerem evoluções visionárias, para bem-estar social, acessibilidade, flexibilidade, estratégias, competitividade e sustentabilidade. Sobre esse manto de exigências está a necessidade de mudança de padrões energéticos tradicionais que afetam a vida da população mundial devido às fortes mudanças climáticas oriundas de emissões de resíduos ( terra, rios e subsolos), e gases na atmosfera cujos efeitos estão sendo mais e mais catastróficos. Nesse contexto, os processos globais de desenvolvimento estão evoluindo para o que chamamos, atualmente, de transição energética, onde atividades industriais apresentariam melhoria de desempenho com baixos níveis de emissões impactantes ao meio ambiente, com aplicação de desenvolvimento tecnológicos de um lado, reciclagem ou aplicação de economia cíclica de outro e, principalmente, revisões de reaproveitamento de resíduos de mineração resultantes de operações primárias de tecnologias defasadas. Esses resíduos poderão conter, juntamente com boa parte das operações mineiras ativas, valores economicos extraordinários à luz das novas tecnologias de aproveitamento de substancias e metais de alto valor agregado aplicados em ligas industrias de ponta nas áreas militares, espaciais, equipamentos de ultima geração, etc. 2 - Transição Energética e Evolução Tecnológica A matriz energética é dinâmica, e, baseia-se na atualização e evolução constante das energias aplicadas no desenvolvimento industrial e tecnológico desde matérias- primas primárias até insumos de maior valor para suprir as demandas da sociedade. Em virtude do atual grau de impactos à mudanças climáticas , e vulnerabilidades da população, urge promover mudanças na matriz energética de forma mais profunda seja no curto e longo prazo, através de correlações de causas e efeitos da atuação da sociedade com o planeta de forma a prevalecer um convívio harmonioso ao longo de gerações. Uma exigência complementar integrada e mais profunda e estrutural entre causas e efeitos, a qual chamamos de transição energética, com utilização de energia limpa, com redução drástica de combustíveis fosseis, baixa emissão de gases ( baixo nível de carbono na atmosfera). A transição energética se baseia, portanto, na mudança intensiva de combustíveis fósseis por sistemas de energia intensiva de materiais requerendo aumento de metais da mineração tais como, cobre, sílica e terras raras. A evolução tecnológica , por sua vez, requer avanços no desenvolvimento de semi-condutores suportados por mais de 60 minerais críticos , nos quais se destacam sílica, refratários cristalinos compostos por fibras de sílica e carbono, germânio, arseneto de gálio usados na fabricação de componentes microeletrônicas, e nitreto de gálio. 3 - Recursos&Reservas Minerais x Resíduos de Mineração A mineração, muitas vezes criticada pelos seus impactos territoriais que são bem pequenos quando comparados com catástrofes naturais causadas por mudanças climáticas (por exemplo), foi e será sempre a base de sustentação para fornecimento de minerais para a indústria em geral :sejam de fontes primárias ou de fontes secundarias ( resíduos, por exemplo). Com recursos minerais cada vez mais escassos, devido baixos teores e baixa economicidade, e, necessidades de reposições de reservas minerais em exaustão ( com altos investimentos em pesquisas geológicas) , a velocidade de demanda por produtos impulsionados pelo desenvolvimento tecnológico e aumento populacional ( entre outros aspectos), aliados a preservação do meio ambiente ( social e natureza) mostra a necessidade de busca por alternativas para atendimento do mercado mundial utilizando plataformas tecnológicas avançadas. Os resíduos minerais originados de operações mineiras e metalúrgicas acompanharam, ao longo do tempo, técnicas tradicionais e avanços tecnológicos. No entanto, o aproveitamento de metais e outras substancias foram responsáveis por emissões de resíduos de mineração contendo uma variedade de substancias minerais já liberadas de suas associações minerais originais e que, embora tenham sido consideradas “estéreis” devido aos baixos teores , passaram a ter potencial economico em muitas situações, à luz de novas inovações tecnológicas, tornando-se fontes secundárias importantes de oferta de matéria-prima, em sintonia com fatores de competitividade e exigências sociais: diminuição de impactos ambientais com reciclagem de materiais, segurança com comunidades e sustentabilidade. Existem estimativas de que os rejeitos de minas( “tailings”), correspondem a cerca de 5 a 15% dos diversos minerais e metais contidos nas rochas primárias de corpos de minérios lavrados. Na EU existem estudos que mostram retornos econômicos,sociais e ambientais significativos na recuperação de metais de rejeitos, com o adicional de menor dependência de importações, principalmente, para minerais críticos. Diversos estudos em andamentos sobre recuperação de substâncias e metais com diferentes focos de utilização na cadeia produtiva , como por exemplo, na construção civil, a substituição de agregados miúdos por rejeito de mina de cobre possibilita a produção de argamassas, em proporcões adequadas, apresentando bons resultados de desempenho quando comparadas as argamassas sem adição de rejeitos. Em paralelo, a crescente necessidade por minerais críticos e estratégicos ligados a tecnologias mais avançadas,como IA ( inteligência artificial) mudou o perfil de demanda de matérias- primas, destacando-se a procura por produtos (substâncias e metais) de maior valor agregado . Este movimento resultará em um crescimento exponencial na demanda de alguns minerais considerados críticos e estratégicos, como Lítio (Li), Cobalto (Co), Níquel (Ni), Terras Raras (REEs), e Grafita devido escassez,importância geopolítica, e aspectos econômicos e políticos Dai, a importância econômica e estratégica dos resíduos de mineração , principalmente resíduos que tenham substâncias minerais nobres para obtenção de produtos de alto valor agregado para a ciência, defesas , indústrias , e domínios tecnológicos específicos. Com a utilização da IA, e parques industriais sofisticados tecnológicamente, muita coisa pode acontecer com ampla gama de benefícios. 4 -Minerais Estratégicos e Minerais Críticos Minerais estratégicos, antes focados em objetivos políticos de defesa, teve seu nível de importância relacionado , atualmente, a suprimentos de alguns bens minerais afetados por exaustão de depósitos existentes/conhecidos, controle de operações mineiras e comercialização por países, empresas e diversos aspectos econômicos e políticos. No Brasil, podemos classificar : Minerais estratégicos - Ferro,nióbio ( produção expressiva), Potássio e carvão mineral (produção insuficiente) Terras- raras ( demanda crescente) existente em muitos resíduos , principalmente, em minas em Catalão(GO), Araxá ( MG) e Pitinga (AM). Baixo domínio tecnológico e baixa produção. Lítio ( demanda crescente) – utilizado como matéria-prima, principalmente para baterias de celulares, computadores, veículos elétricos, etc. Substâncias minerais utilizadas para fabricação de produtos especiais e de alta tecnologia ( tântalo, nióbio, titânio, terra raras, lítio, vanádio, etc.) 5 - Tecnologias disponíveis de extração de minerais críticos de rejeitos As técnicas comumente aplicadas para extração de substancias e metais em rejeitos de mineração ( “tailings”) são processos pirometalúrgicos (com consumo alto de energia-calor),e, hidrometalurgia e bio-hidrometalurgia ( que não utilizam calor). Para extração de terras raras, por exemplo, de rejeitos, são utilizados hidrometalurgia e bio- hidrometalurgia.Métodos de menor consumo de energia , mais de alta tecnologia de processos.O grande desafio se refere a mitigação de impactos ambientais. Terras raras consistem em 17 elementos quimicamente análogos incluindo Lanthanum , Yttrium , e Scandium que são fabricados sob a forma de óxidos e utilizados essencialmente em energia limpa, automotiva e tecnologias digitais. Entre 2017 e 2021 houve um salto significativo da produção de óxidos de terras raras de 132.000toneladas ( 2017) para 250.000 toneladas ( 2021). São considerados matéria prima crítica pela maioria dos países devido risco de suprimento ( dominado pela China , maior produtor mundial), e sua importância no avanço tecnológico. Os minerais críticos na EU é atualizada periodicamente, baseado nas suas necessidades econômicas e vulnerabilidade , onde se destacam o grupo de produtos minerais de terras raras que são importados, predominantemente, da China. 6 – Conclusão A situação atual do aproveitamento de resíduos no contexto da transição energética é marcada por 2 vertentes: reconhecimento crescente do potencial tecnológico e ambiental do reprocessamento e, por outro lado, a realidade operacional e regulatória, especialmente no Brasil, ainda é incipiente e complexa. Os métodos hidrometalúrgicos oferecem várias vantagens para recuperação de terras raras de fontes secundarias tais como rejeitos de minerações, comparativamente aos métodos pirometalúrgicos de alto consumo de energia. Requerem, contudo, politicas governamentais e fortes incentivos ao setor mineral ( Brasil) A economicidade de projetos de minerais críticos, como terras raras são impulsionados pela maior aumento de preços e pela crescente demanda com incremento substancial de faturamentos. Preços de metais chaves como óxidos de Neodymium and Dysprosium usados na produção de imãs ( recentemente, questionados por USA) aumentaram acima de 200% de 2018 a 2022 , aumentando os resultados econômicos de projetos de terras raras. No entanto, A recuperação de Minerais Críticos Estratégicamente Importantes dos rejeitos de mineração é desafiadora devido às baixas concentrações e à complexidade da matriz mineral. A viabilidade econômica exige grandes investimentos de capital e avanços tecnológicos que melhorem as taxas de recuperação e reduzam os custos de processamento. Em anexo, estão listados os principais novos projetos ( ou, em expansão) de reaproveitamento de resíduos de mineração. Por Manoel Valério de Brito - Engenheiro de Minas Referencias: - A Review on the Recovery of Criticai Metais from Mine and Mineral Processing Tailings: Recent Advances Sait Kursunoglu -2044;2047 -A review on complex utilization of mine tailings:Recovery of rare Earth - elements and residue valorization Alaa Abbadi *,1, Ga´bor Mucsi ; Jornal of Environmental Chemical Engineering -pg 1,2,4,5 - Critical Minerals -Market Review 2023 pg 4,5. IEA – International Energy Agency. -Relatório sobre o Aproveitamento de Rejeitos e Resíduos de Mineração no Contexto da Transição Energética -Paulo Medeiros – Engenheiro químico ( processamento de minerais). -Otoniel Cajuí Bonfim – Engenheiro Agrícola – dissertação de Mestrado UNIVASF ( Uso de Rejeitos de mineração de Cobre – Caraiba - para produção de Argamassas de Revestimento)pg.84 7 - Novos Projetos ou em Expansão no Brasil e no exterior ( com links) No Brasil O Brasil avança rapidamente no reaproveitamento de rejeitos minerais, impulsionado pela Resolução ANM nº 85/2021 (vigente desde jan/2022), que reduz a CFEM pela metade para rejeitos aditados à mina original, esclarece a posse (rejeitos pertencem à mina de origem) e exige licenças ambientais/estabilidade para barragens. gov.br Projetos focam em ferro, areia sustentável, construção civil e agricultura. Projeto/Empresa Descrição Situação (2024-2025) Volume/Impacto Vale - Gelado (Carajás/PA) Reprocessa rejeitos da barragem Gelado para minério de ferro (blends e pelotas). Elimina barragem até 2030. Em operação; meta de 5-10% da produção total da Vale até 2030 (equivalente a ~30-60 Mt/ano de ferro). Reduz passivos; recupera áreas degradadas. otempo.com.br Vale - Areia Sustentável Produz areia de rejeitos de ferro para construção civil/rodovias. 900 kt vendidas até 2023; meta 2,1 Mt em 2024. Parceria com Agera (MG). Substitui areia extraída de rios; zero rejeito novo. CBA (Votorantim) - Tecnosolo Rejeito de bauxita vira "tecnosolo" (substrato fértil) para revegetação. Licenciado em 2024; planta piloto em MG. Reabilita cavas; reduz barragens. AngloGold Ashanti/i9 Mineração Rejeitos de ouro viram fertilizante potássico. Planta-piloto; rota patenteada. 3 frações: fertilizante + agregados. UFOP/FAPEMIG - Rotas MG/ES Rejeitos de Fundão (Mariana) viram blocos, cerâmica, concreto. Aprovado 2018; Escala Industrial 2024-2025. Capex ~R$ 4 mi por 100 t/h; retorno 1 ano. Arenoso para concreto; lama integral para blocos. ufop.br Outros: Vallourec (pelotas de itabirito/rejeitos), Pedras Congonhas (95 patentes testadas) e hubs como Mining Hub/Senai (startups para rejeito seco).Projetos Novos ou em Expansão Fora do Brasil (2024-2025)Foco em metais críticos (Co, Ni,, REE) e ouro. Tendência: blockchain para rastreabilidade, bioleaching e parcerias (ex: EnviroGold + Fraser Alexander). No exterior Projeto/Empresa País Descrição Status/Economia Metalkol (ERG) RDC Reprocessa rejeitos históricos de/Co. 105 kt + 21 kt Co/ano; 1º site com Copper Mark (2024). Século (Sibanye) Austrália Maior retratamento de Zn; TSF com 1,7 bi lb Zn reserva. Vida útil +10 anos; NPV não divulgado. Lac Jeannine (CoTec/BBA) Canadá Reprocessa 73 Mt rejeitos ferro (6,7% Fe). FS 2025; PEA 2024: CAPEX US$ 65 milhões, VPL antes dos impostos: US$ 94 milhões, TIR 38%. Rejeitos adjacentes dobram vida útil com +CAPEX mínimo. accessnewswire.com Hellyer (EnviroGold) Austrália Processo® NVRO recupera Au/Ag//Zn. NI 43-101: CAPEX US$ 92 milhões, VPL10% US$ 175 milhões, TIR 66%, AISC US$ 1,127/onça. 965 koz AuEq. envirogoldglobal.com MVC (Codelco) Chile Reprocessa rejeitos El Teniente (/Mo). +30 anos parceria; recupera 2% de residual. Dados Econômicos/Financeiros de Projetos Existentes. Poucos estudos públicos detalham CAPEX/OPEX por sigilo, mas exemplos robustos: Projeto CAPEX OPEX/AISC VPL (pós-impostos) TIR PB Fonte Lac Jeannine (PEA 2024) US$ 65 milhões US$ 38/t US$ 94 milhões (antes de impostos, 8%) 38% 2,6 anos CoTec/BBA accessnewswire.com Hellyer (NI 43-101 2022) US$ 92 milhões (2 fases) US$ 1,127/onça AuEq US$ 175 Milhões (10%) 66% <2 anos EnviroGold envirogoldglobal.com Rejeitos de óxido (Avino, PFS 2024) US$ 20 milhões US$ 12,80/onça AgEq US$61 Milhões (5%) 26% 3,5 anos Avino Prata Rejeitos Chile (semi-piloto) € 15 milhões (planta 600 kt) €25/t (magnetita) US$ 10 milhões (apenas magnetita) ND 3 anos MDPI mdpi.com UFOP rota integral (BR) R$4M / 100 t/h ND Vingança 1 ano ND 1 ano UFOP ufop.br Sensibilidades comuns: +10% preço metal → VPL +30-50%. +20% CAPEX → IRR cai 8-12 pp. Magnetite (arenoso) é o mais rentável (OPEX baixo via separação magnética). óxido via lixiviação: precisa ≥0,44% para NPV=0 (10%). Conclusões e Oportunidades Brasil: Meta Ibram/Vale de 70% reaproveitamento até 2025 (hoje ~10%). Incentivos fiscais + tecnologias secas reduzem barragens 50%. Mundo: US$ 19 bilhões de toneladas rejeitos acumulados até 2025; reprocessamento cresce 15%/ano (metais críticos). Viabilidade típica: TIR >25% com CAPEX
- Instituto Maria Claro de Sorocaba recebe tecnologia de ponta com instalação rápida dos painéis solares ultraleves Galaxy GoodWe PVBM
O Instituto Maria Claro, em Sorocaba (SP), concluiu com sucesso a instalação dos inovadores painéis solares da Linha Galaxy, da GoodWe PVBM, marcando um importante avanço no compromisso da instituição com a sustentabilidade e a energia limpa. Instituto Maria Claro de Sorocaba recebe tecnologia de ponta com instalação rápida dos painéis solares ultraleves Galaxy GoodWe PVBM O projeto, executado de forma ágil e eficiente, utilizou painéis ultraleves e de alta tecnologia, capazes de prover energia solar de maneira limpa e contínua, sem qualquer interrupção no funcionamento das atividades escolares. A Linha Galaxy é reconhecida mundialmente pelo design ultraleve pesando apenas 5,6 kg/m² — e pela aplicação de vidro temperado de 1,6 mm, que garante resistência a impactos de vento e granizo, proteção contra intempéries e maior durabilidade ao edifício. Sua estrutura permite instalação rápida: cada painel pode ser colocado em cerca de três minutos, sem necessidade de perfurações no telhado, minimizando riscos de infiltração e contribuindo para a preservação da infraestrutura. A escolha pela Linha Galaxy foi estratégica, considerando sua capacidade de adaptação a telhados com baixa sustentação, o que possibilitou o aproveitamento máximo do espaço e dos recursos do Instituto Maria Claro, sem comprometer a rotina de estudantes e colaboradores. Os painéis também contribuem efetivamente para a redução dos custos operacionais e para a transição energética da instituição, atuando diretamente na diminuição da pegada de carbono. Durante todo o processo de instalação, as atividades educacionais foram mantidas normalmente, refletindo a eficiência da equipe responsável e a versatilidade dos produtos GoodWe PVBM, projetados para integração rápida e segura em ambientes escolares, industriais e comerciais. Com esta iniciativa, o Instituto Maria Claro reafirma seu compromisso com o uso responsável dos recursos naturais e com a educação ambiental, consolidando-se como referência em gestão sustentável de energia na região. Instituto Maria Claro de Sorocaba recebe tecnologia de ponta com instalação rápida dos painéis solares ultraleves Galaxy GoodWe PVBM
- Mercados Asiáticos Sentem o Impacto de Alerta Global sobre Bolha de Inteligência Artificial
Fabricantes de chips e gigantes da tecnologia lideram quedas, refletindo temores de superaquecimento do setor impulsionado por IA Mercados Asiáticos Sentem o Impacto de Alerta Global sobre Bolha de Inteligência Artificial As principais bolsas da Ásia registraram fortes quedas nesta quarta-feira (5) após o tombo das ações de tecnologia em Wall Street reacender o debate sobre uma possível bolha no setor de inteligência artificial (IA). O movimento reflete uma onda global de cautela entre investidores, preocupados com a disparada das avaliações de empresas ligadas à nova corrida tecnológica. Na Coreia do Sul, o índice KOSPI recuou cerca de 6% , pressionado pelas perdas acentuadas da SK Hynix e da Samsung Electronics , ambas fortemente expostas ao mercado de semicondutores de IA. Em Taiwan, a TSMC — principal fornecedora mundial de chips avançados — perdeu aproximadamente 3% , enquanto a Hon Hai Precision Industry (conhecida como Foxconn) caiu 1,8% . O Nikkei 225 japonês acompanhou o movimento, com queda de 4,5% , puxado por desvalorizações expressivas em companhias do setor de tecnologia. A SoftBank Group despencou quase 14% , enquanto Advantest Corp. e Lasertec Corp. recuaram 9,7% e 8,5% , respectivamente. Em Hong Kong, o Hang Seng Index registrou baixa de 1,1% , com perdas entre 1% e 3% em gigantes como Alibaba , Baidu e Tencent . A pressão vinda dos Estados Unidos foi decisiva. O NASDAQ Composite encerrou a sessão anterior com queda de 2% , mesmo após resultados positivos pontuais da Palantir e da AMD . Analistas de bancos como Morgan Stanley e Goldman Sachs alertaram para avaliações infladas no setor, enquanto o investidor Michael Burry , célebre por prever a crise de 2008, anunciou posições vendidas contra nomes como NVIDIA e Palantir , reforçando o sentimento negativo no mercado. O desconforto aumentou após a NVIDIA epicentro da revolução da IA confirmar um investimento de US$ 100 bilhões na OpenAI , uma de suas maiores compradoras de chips. O movimento levantou suspeitas de um “financiamento circular”, em que as mesmas empresas que alimentam o crescimento da IA passam a investir entre si, inflando ainda mais as expectativas. Com os resultados da NVIDIA programados para 19 de novembro , o mercado global agora aguarda sinais sobre se o entusiasmo em torno da IA seguirá sustentando o valor das empresas de tecnologia ou se o setor finalmente entrará em uma fase de correção mais profunda. Análise EnergyChannel: A turbulência nas bolsas asiáticas reforça como a economia digital está cada vez mais interconectada. A percepção de bolha no Ocidente ecoa rapidamente sobre fornecedores asiáticos, revelando a vulnerabilidade da cadeia global de semicondutores e a dependência crescente de capital especulativo em torno da IA. Mercados Asiáticos Sentem o Impacto de Alerta Global sobre Bolha de Inteligência Artificial
- Voltalia antecipa meta e amplia operação no Brasil com quase 1 GW em novos contratos de manutenção
A Voltalia reforçou sua presença no mercado brasileiro de energia renovável ao firmar 937 megawatts (MW) em novos contratos de operação e manutenção (O&M). Com esses acordos, a companhia ultrapassa a marca de 8,3 gigawatts (GW) de capacidade sob gestão de terceiros , atingindo quase dois anos antes do previsto a meta inicialmente projetada para 2027. Voltalia antecipa meta e amplia operação no Brasil com quase 1 GW em novos contratos de manutenção Os novos contratos incluem projetos de grande porte em diferentes regiões do país, entre eles os complexos solares Barro Alto (451 MW) , em parceria com Newave e Gerdau , e Arapuá (250 MW) , com a Kroma Energia . No segmento eólico, os acordos contemplam os parques Serra da Borborema (124 MW) , operado para a EDP , e Kairós (112,5 MW) , da Semper Energia . De acordo com Robert Klein , CEO da Voltalia, o avanço representa mais do que um marco operacional: é um sinal de maturidade do setor e da confiança crescente dos parceiros no modelo de gestão da empresa. “Alcançar 8 GW de capacidade operacional antecipadamente é um resultado expressivo e coletivo. Esse marco reforça nosso papel como um dos principais operadores de ativos renováveis do país e destaca o compromisso da Voltalia em acelerar a transição energética de forma sustentável e eficiente”, afirmou o executivo. A empresa, que atua no Brasil desde 2006, tem ampliado de forma consistente sua presença em geração, serviços e manutenção de projetos solares e eólicos. Com os novos contratos, a Voltalia consolida sua posição como uma das principais fornecedoras de serviços integrados de energia renovável na América Latina , aliando operação técnica, gestão de ativos e suporte a longo prazo para empresas de diferentes segmentos industriais. A antecipação da meta de capacidade operacional reforça o momento positivo da companhia no país, em um contexto de forte expansão dos investimentos em energia limpa. Segundo analistas do setor, o volume crescente de contratos de O&M reflete a tendência de profissionalização da gestão de ativos renováveis , com foco em performance, confiabilidade e redução de custos operacionais. Voltalia antecipa meta e amplia operação no Brasil com quase 1 GW em novos contratos de manutenção
- Brasil avança na modernização da rede elétrica com novos 1.081 km de linhas e R$ 5,5 bilhões em investimentos
Leilão nacional atrai forte competição e reduz custos em quase 50%, impulsionando expansão da transmissão e mitigando cortes de energia renovável Brasil avança na modernização da rede elétrica com novos 1.081 km de linhas e R$ 5,5 bilhões em investimentos Matéria - EnergyChannel O Brasil deu mais um passo estratégico para fortalecer sua infraestrutura elétrica e integrar fontes renováveis ao sistema. O mais recente Leilão de Transmissão nº 4/2025 , promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) , movimentou R$ 5,53 bilhões em investimentos privados e contratou a construção de 1.081 quilômetros de novas linhas de transmissão , além de 2 gigawatts (GW) em capacidade de transformação . Realizado na sede da B3, em São Paulo , o certame atraiu seis grupos investidores , que arremataram todos os sete lotes disponíveis, abrangendo 12 estados brasileiros : Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo. Os contratos preveem também a instalação de sete compensadores síncronos , equipamentos essenciais para garantir estabilidade e segurança ao sistema elétrico. Competição intensa reduz custos A forte disputa entre as empresas resultou em uma redução média de 47,98% na Receita Anual Permitida (RAP) – valor pago aos concessionários para construir e operar os ativos por 30 anos. O total ficou em R$ 449 milhões , contra o teto de R$ 936 milhões definido pela Aneel. De acordo com especialistas do setor, o resultado confirma o interesse do mercado na expansão da malha de transmissão, um segmento que vem ganhando protagonismo na transição energética. Além disso, o modelo regulatório brasileiro, que garante segurança jurídica e contratos de longo prazo, segue sendo um diferencial competitivo para atrair capital nacional e internacional. Obras com impacto nacional As novas linhas têm prazo de conclusão entre 42 e 60 meses , conforme a complexidade de cada projeto. Durante as obras, a expectativa é de gerar mais de 13 mil empregos diretos e indiretos . A expansão da rede é vista como crucial para o aproveitamento pleno das fontes renováveis, especialmente a energia solar e eólica, que enfrentam atualmente limitações na transmissão. Em 2025, os cortes na geração solar chegaram a 20% em algumas regiões devido à falta de capacidade na rede, cenário que tende a melhorar com a entrada desses novos empreendimentos. Expansão contínua até 2030 Nos últimos anos, o Brasil tem licitado mais de 15 mil km de linhas de transmissão e compensadores síncronos , com entrada em operação prevista entre 2028 e 2030 . Somados, esses projetos devem mobilizar cerca de R$ 56 bilhões em investimentos e consolidar o país como referência em infraestrutura elétrica de grande escala. O EnergyChannel acompanha de perto a evolução desses projetos, que representam não apenas uma modernização do sistema elétrico nacional, mas também um passo decisivo para o equilíbrio entre crescimento econômico e sustentabilidade energética. Brasil avança na modernização da rede elétrica com novos 1.081 km de linhas e R$ 5,5 bilhões em investimentos
- Samsung SDI e Tesla selam parceria bilionária para expandir armazenamento de energia global
A indústria global de baterias acaba de ganhar um novo impulso estratégico. A Samsung SDI, braço de tecnologia energética do grupo sul-coreano Samsung, firmou um acordo bilionário com a Tesla para o fornecimento de sistemas de armazenamento de energia (ESS) de última geração, que deverão ser entregues ao longo dos próximos três anos. O contrato, estimado em mais de US$ 2 bilhões , consolida a aliança entre duas potências que estão redefinindo o futuro da energia limpa e da eletrificação. Samsung SDI e Tesla selam parceria bilionária para expandir armazenamento de energia global | Créditos | via Wikimedia Commons Segundo fontes do setor ouvidas pelo EnergyChannel , o fornecimento abrangerá baterias de alta densidade e eficiência , voltadas aos projetos de larga escala da Tesla, como o Megapack e o Powerwall , voltados tanto ao armazenamento industrial quanto residencial. Esses sistemas têm papel central na integração de energias renováveis à rede elétrica , garantindo estabilidade e armazenamento em períodos de menor geração solar ou eólica. O acordo reforça a estratégia global da Samsung SDI de ampliar sua presença no mercado de armazenamento de energia, que cresce em ritmo acelerado diante da transição energética mundial. A companhia disputa espaço com gigantes como CATL, LG Energy Solution e Panasonic , em uma corrida marcada por inovação tecnológica e capacidade de produção. Apesar de a empresa coreana ter afirmado que “os detalhes ainda estão sendo definidos”, especialistas do setor apontam que o movimento reflete o avanço das negociações entre Tesla e Samsung desde 2023, quando ambas começaram a testar novos formatos de célula para aplicações estacionárias. A Tesla, por sua vez, mantém silêncio sobre o tema, o que é comum antes de anúncios corporativos de grande porte. Se confirmada oficialmente, essa será uma das maiores parcerias de fornecimento de ESS da década , fortalecendo a infraestrutura energética da Tesla e impulsionando o papel da Samsung SDI como fornecedora-chave da transição energética global. O mercado de armazenamento de energia vive um momento de transformação. Segundo projeções internacionais, a capacidade instalada global de ESS deve triplicar até 2030 , sustentada pela queda de custos das baterias e pelo avanço das metas de descarbonização em países da Ásia, Europa e Américas. “A cooperação entre fabricantes de baterias e empresas de tecnologia energética será decisiva para o futuro da transição verde. Tesla e Samsung SDI estão se posicionando exatamente nesse ponto de convergência”, avalia o EnergyChannel . Samsung SDI e Tesla selam parceria bilionária para expandir armazenamento de energia global
- IBR Capital e Divify lançam oferta de investimento para usina solar no Rio Grande do Sul com cotas a partir de R$ 5 mil
Usina Solar Fazenda Formosa terá capacidade de geração de 1.5 MW; investidores terão direito a rentabilidade projetada de 2,8% ao mês, proveniente da operação da usina e da comercialização da energia gerada IBR Capital e Divify lançam oferta de investimento para usina solar no Rio Grande do Sul com cotas a partir de R$ 5 mil São Paulo, novembro de 2025 – A IBR Capital, por meio da plataforma white label da Divify - plataforma para oferta de contratos de investimentos totalmente regulada pela CVM -, lança oferta de investimento para a Usina Solar Fazenda Formosa , localizada em Tapes, no Rio Grande do Sul. A usina fotovoltaica terá capacidade de geração de 1,5 MW - geração estimada mensal de 167.408 kWh - e um aporte total de R$ 3,5 milhões, estruturado em cotas tokenizadas com o investimento mínimo de R$ 5.000,00 e meta de arrecadação de R$ 800 mil - o restante do investimento será realizado por meio de ofertas privadas. A rentabilidade projetada para o projeto é de 2,8% ao mês, proveniente da operação da usina e da comercialização da energia gerada. O modelo de negócio prevê a venda da energia por mais de 25 anos. “O mercado fotovoltaico brasileiro já é bem grande, mas ainda tem muito espaço para crescimento. Segundo dados da Absolar, desde 2012, o mercado brasileiro atraiu cerca de R$ 229,7 bilhões em investimentos e gerou mais de R$ 71 bilhões em arrecadação fiscal”, afirma Gill Silva, CEO da IBR Capital. “Portanto, esse investimento na Usina Solar Fazenda Formosa é uma ótima oportunidade para quem busca investir em um projeto sustentável, com energia renovável e totalmente alinhado a questões ESG”, pontua. A oferta será realizada por meio de emissão de Nota Comercial, garantindo segurança jurídica e transparência na gestão. O retorno do investimento, chamado de payback , é de 3,65 anos. “Temos um grande conhecimento da Resolução 88 da CVM. A Divify nasceu da DIVI•hub, uma plataforma que ajudou no desenvolvimento da resolução 88 da CVM, e trouxe toda sua expertise para uma solução SaaS white label para que qualquer modelo de negócio possa fazer, com segurança jurídica e muito agilidade, captações tokenizadas”, explica Ricardo Wendel, fundador e CEO da Divify. “Nossa plataforma pode ser utilizada por qualquer indústria, seja de energia, agronegócio, mercado imobiliário, entre outros. É uma facilidade para captação de recursos em meio ao crédito caro praticado no Brasil neste momento”, finaliza. Para acessar a oferta de investimento, acesse o link . Sobre a Divify Divify é a mais completa plataforma white label para oferta de contratos de investimentos, totalmente regulada pela CVM. A tecnologia da companhia garante segurança e transparência para que originadores estruturem ativos e realizem suas próprias ofertas públicas ou privadas, levantando recursos para empresas de qualquer indústria. IBR Capital e Divify lançam oferta de investimento para usina solar no Rio Grande do Sul com cotas a partir de R$ 5 mil











