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Queda nos custos impulsiona salto de competitividade nos grandes projetos solares na Índia

A mais recente atualização da Mercom India aponta uma tendência clara de queda nos custos de implementação de grandes usinas solares no terceiro trimestre de 2025.


Queda nos custos impulsiona salto de competitividade nos grandes projetos solares na Índia
Queda nos custos impulsiona salto de competitividade nos grandes projetos solares na Índia

A variação, observada em todos os tipos de módulos avaliados, aponta para um cenário mais favorável para novos investimentos com implicações potenciais para mercados globais, inclusive o brasileiro, diante da crescente busca por energia renovável competitiva.


Redução geral de custos: diferentes tecnologias, um novo patamar


No período de julho a setembro de 2025, os custos médios de sistemas solares de grande escala registraram queda significativa. A diminuição foi observada tanto em módulos TOPCon quanto em mono PERC.


  • Projetos com módulos indianos TOPCon e mono PERC apresentaram a maior retração trimestral (QoQ), com queda de 1,4%. No comparativo anual (YoY), as reduções ficaram em torno de 0,3% a 0,7%.


  • Para instalações que utilizam módulos elegíveis à exigência local de conteúdo (DCR), a retração foi mais modesta: –0,8% para TOPCon e –0,28% para mono PERC. Já comparado ao ano anterior, os projetos com módulos DCR mono PERC chegaram a custar 5,6% a mais, refletindo o custo adicional associado à produção local.


  • Projetos que adotam módulos chineses mantiveram clara vantagem de custo: os módulos mono PERC chineses registraram queda de 0,7% QoQ e 4,8% YoY; os TOPCon chineses caíram 1,3% QoQ.


A vantagem dos módulos chineses se mantém sólida: no mix de CAPEX, sistemas com mono PERC chineses representaram 39,5% dos custos totais, enquanto os projetos com módulos DCR TOPCon indianas apresentaram o maior custo, chegando a 62,6% do CAPEX total.


Além disso, componentes importantes da estrutura de uma usina — como inversores e estruturas de montagem (MMS) também registraram queda de preço. Inversores caíram 6,3% no trimestre, e a estrutura de montagem despencou 12,5%, alimentando a redução geral de custos.


Fatores por trás da retração e os limites do alívio


A queda do imposto sobre células e módulos, de 12 % para 5 %, era vista como uma medida potencial para aliviar o custo dos projetos. Contudo, a introdução da política ALMM‑II (Lista Aprovada de Modelos e Fabricantes) alterou o cenário: a exigência de conteúdo local elevou o preço das matérias-primas e dos módulos, neutralizando parte do benefício da redução tributária. Como resultado, o custo total de EPC e implementação permaneceu “na mesma banda”, segundo relatos de desenvolvedores.


Ou seja: embora diversos elementos da cadeia tenham ficado mais baratos módulos chineses, inversores, estrutura metálica o peso dos módulos domésticos e as exigências de política industrial frearam uma queda mais expressiva nos custos.


Implicações para o mercado global e para o Brasil


Para investidores e players globais do setor solar, a tendência de queda de custos em mercados maduros como o indiano sinaliza duas oportunidades:

  1. Pressão competitiva internacional módulos e projetos solares produzidos em escala em países como China e Índia tendem a influenciar preços globais, o que pode tornar projetos fora desses mercados inclusive no Brasil mais competitivos ou demandar maior eficiência de custo.

  2. Potencial de importação ou parcerias internacionais para empresas brasileiras que trabalham com energia solar ou desejam expandir, o barateamento em centros de produção global pode representar chance de renegociar preços, importar equipamentos ou estruturar parcerias com fabricantes internacionais.


No contexto brasileiro, em que o custo e a adoção de energia solar residencial, comercial e industrial seguem crescendo, essas dinâmicas externas reforçam a necessidade de acompanhar o movimento global de preços e política de incentivos para manter a competitividade.


O que observar nos próximos trimestres


  • Evolução da política ALMM-II: se a exigência de conteúdo local se mantiver, poderá haver pressão contrária sobre os custos de módulos domésticos, impactando o CAPEX de projetos nos mercados com regras semelhantes.

  • Tendência dos preços dos insumos internacionais: variações nos custos do polissilício, semicondutores e aço (utilizados nos módulos, inversores e estruturas) continuarão influenciando o custo final.

  • Expansão da capacidade fabril global: caso a produção continue sendo ampliada em mercados como Índia e China, o efeito “economia de escala” pode tornar os módulos mais baratos, mas também pode levar a saturação e queda em margens de lucro — o que mudaria novamente o dinamismo do setor.


Conclusão O relatório da Mercom India revela que, no terceiro trimestre de 2025, os custos para construir grandes usinas solares atingiram um novo patamar de competitividade, graças à combinação de queda de preço de insumos e estrutura fabril otimizada, principalmente quando se utilizam módulos chineses.


Para o mercado global de energia solar e especialmente para países como o Brasil, isso significa uma janela de oportunidade para repensar projetos, buscar parcerias internacionais e incorporar eficiência de custo num momento em que a transição energética segue acelerada.


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