PowerShift 2026: IBS aposta em baterias e integração de mercado para acelerar a nova economia da energia
- EnergyChannel Brasil

- há 3 minutos
- 4 min de leitura
São Paulo — O setor elétrico brasileiro vive um momento de profundas transformações impulsionadas pela expansão das energias renováveis, pela digitalização do mercado e pela crescente abertura do ambiente competitivo de comercialização de energia.
Foi nesse cenário que ocorreu, em 11 de março de 2026, em São Paulo, o PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026, um dos fóruns mais relevantes do país para discutir o futuro do setor elétrico.
A equipe do EnergyChannel esteve presente realizando a cobertura completa do evento, entrevistando executivos, especialistas e líderes empresariais que estão na linha de frente da transformação energética brasileira.
Organizado pela Bright Strategies, com apoio do Grupo Lamparina, o encontro reuniu representantes de instituições públicas, reguladores, distribuidoras, comercializadores e empresas de tecnologia energética para discutir temas estratégicos como abertura do mercado de energia, armazenamento em baterias, digitalização e o papel do consumidor na nova economia energética.
O evento contou com o patrocínio powered by da Thopen Energy, empresa que vem se consolidando como uma das protagonistas na expansão de novos modelos de acesso à energia no Brasil.
Entre os entrevistados pelo EnergyChannel esteve Felipe Castiglioni, diretor executivo do IBS – Instituto Brasileiro de Energia Solar, que destacou o papel das baterias e da integração de mercado para a próxima fase da energia solar no país.

IBS se posiciona como hub de negócios da energia solar
Durante entrevista ao EnergyChannel, Felipe Castiglioni explicou que o IBS – Instituto Brasileiro de Energia Solar vem se consolidando como um ecossistema de negócios voltado à expansão da geração solar e da comercialização de energia.
Segundo ele, a organização funciona como um hub que conecta integradores, investidores e consumidores dentro de um mesmo ambiente de negócios.
“Atualmente temos cerca de 400 integradores cadastrados no nosso ecossistema. Esses parceiros são nossa força comercial no mercado, levando projetos de usinas solares e soluções energéticas para consumidores em diferentes regiões do país.”
Além disso, o instituto também desenvolveu uma estrutura própria de comercialização energética, incluindo uma cooperativa e soluções inovadoras de faturamento.
Entre os diferenciais citados por Castiglioni está o modelo de fatura única, ainda pouco difundido no mercado brasileiro.
“Hoje poucas empresas oferecem esse modelo. Ele simplifica a experiência do consumidor e facilita a comercialização da energia produzida.”
Resolver um dos maiores desafios da geração distribuída
O crescimento acelerado da geração distribuída no Brasil trouxe novos desafios para o setor energético, especialmente no que diz respeito à comercialização da energia gerada.
Segundo Castiglioni, muitos produtores enfrentam dificuldades para escoar essa energia no mercado.
“Hoje muita gente gera energia, produz energia, mas tem dificuldade em comercializar isso na ponta. A IBS vem justamente para resolver esse problema.”
Nesse contexto, o ecossistema de integradores criado pelo instituto funciona como um canal de conexão entre geração e consumo.
Baterias devem liderar a próxima revolução da energia solar
Durante o evento, um dos temas mais discutidos foi o avanço das tecnologias de armazenamento de energia e, para Castiglioni, esse movimento deve marcar a próxima grande transformação do setor.
Segundo ele, a geração distribuída foi o principal motor de crescimento da energia solar nas últimas duas décadas, mas o armazenamento tende a ganhar protagonismo rapidamente.
“As baterias já não são mais uma tecnologia do futuro. Elas já fazem parte do presente e precisam ser consideradas nas estratégias do setor.”
Entre as aplicações mais promissoras estão soluções como peak shaving, que permitem reduzir picos de consumo energético e otimizar custos operacionais.
Além disso, o armazenamento energético também ganha relevância em um cenário de abertura do mercado de energia, no qual consumidores terão mais liberdade para escolher fornecedores e estratégias de consumo.
O agronegócio como motor da inovação energética
Castiglioni destacou ainda o papel do agronegócio brasileiro como um dos principais motores da adoção de novas soluções energéticas.
Segundo ele, grande parte dos clientes atendidos pelos integradores da IBS está no setor agroindustrial, onde o consumo energético costuma ser elevado e exige alto nível de confiabilidade.
Entre os exemplos citados estão:
silos de armazenamento de grãos
aviários e produção agroindustrial
sistemas de irrigação
unidades de processamento agrícola
Nesses casos, a energia não pode falhar — e é justamente nesse ponto que o armazenamento em baterias ganha relevância estratégica.
“A bateria ajuda não apenas a reduzir custos, mas também a garantir segurança energética para operações que não podem sofrer interrupções.”
Segurança energética como novo produto do mercado
Além da economia na conta de energia, o executivo destacou um novo conceito que começa a ganhar força no setor: a venda da segurança energética como serviço.
Em regiões onde ocorrem oscilações ou falhas no fornecimento de eletricidade, soluções combinando geração solar e baterias podem garantir estabilidade para operações críticas.
“Quando você olha o cenário geral da energia, a bateria deixa de ser apenas uma economia potencial e passa a representar uma economia real.”
PowerShift reforça o papel do debate estratégico no setor
Para Felipe Castiglioni, participar do PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 foi uma oportunidade importante para acompanhar tendências e identificar novas parcerias estratégicas.
Segundo ele, eventos desse tipo ajudam a alinhar conhecimento e acelerar a evolução do setor.
“Além das discussões, conseguimos sair daqui com novas ideias, novos alinhamentos e possíveis parcerias para levar soluções cada vez mais completas aos consumidores.”
Série Especial EnergyChannel — PowerShift 2026
A cobertura do PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 pelo EnergyChannel reúne entrevistas exclusivas com alguns dos principais nomes do setor energético brasileiro.
Nos próximos conteúdos da série, executivos, reguladores e especialistas discutem temas centrais como:
abertura do mercado de energia
armazenamento em baterias
digitalização do setor elétrico
novos modelos de consumo energético
inovação tecnológica no mercado de energia
A iniciativa reforça o compromisso editorial do EnergyChannel em acompanhar as transformações que estão moldando o futuro da energia no Brasil e no mundo.
PowerShift 2026: IBS aposta em baterias e integração de mercado para acelerar a nova economia da energia









Comentários