Políticas municipais impulsionam transformação do mercado imobiliário e aceleram a transição energética do setor globalmente, aponta JLL
- EnergyChannel Brasil

- 12 de jan.
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Cidades ao redor do mundo avançam em normas de desempenho, eletrificação e resiliência climática, redefinindo o valor dos ativos imobiliários

São Paulo, janeiro de 2025 – Saindo do universo das metas e caminhando para a realidade. Governos municipais têm trabalhado ativamente em regulamentações, exigindo desempenho real dos edifícios e impulsionando um novo ciclo de retrofit, eletrificação e modernização urbana. É o que aponta o relatório City Climate & Resilience Policy Tracker, produzido pela JLL. O estudo analisou políticas climáticas e de resiliência em 75 cidades ao redor do mundo.
Para Luciana Arouca, diretora de Sustentabilidade da JLL, “as cidades entraram em uma fase de execução regulatória e isso transforma profundamente a equação de risco, valor e competitividade dos ativos imobiliários”.
Essa mudança global aumenta a pressão sobre edifícios com baixa eficiência energética e maior intensidade de carbono, que enfrentam risco crescente de obsolescência. “Em eficiência, eletrificação e geração renovável, antecipar-se não é mais diferencial, é pré-requisito competitivo para investidores e gestores”, explica Arouca.
Crédito da imagem: Alexandre SuplicyDivulgação
Dentre as principais descobertas do estudo estão:
1.Normas vinculantes de desempenho ganham força global
Das 75 cidades analisadas, 31 (41%) já adotaram Building Performance Standards (BPS). Isto é, padrões legais que estabelecem limites de energia ou emissões para edifícios existentes, geralmente acompanhados de penalidades progressivas. Para o mercado imobiliário, isso significa que conformidade regulatória passa a impactar diretamente valor, liquidez e planejamento de portfólios.
2.Construção e energia tornam-se agendas inseparáveis nas cidades
O estudo mostra um avanço na eletrificação de novas construções, com diversas cidades restringindo ou proibindo sistemas movidos a combustíveis fósseis. Até 2026, 17 cidades planejam banir combustíveis fósseis em novas obras, e muitas já exigem que projetos incorporem geração renovável no local ou estejam preparados para isso.
3.Resiliência climática entra no foco regulatório
Códigos de construção passam a incluir exigências de adaptação climática, como gestão de calor, drenagem e proteção contra eventos climáticos extremos. A JLL alerta, porém, que medidas ao nível dos edifícios precisam ser acompanhadas de investimentos estruturais na infraestrutura urbana para garantir eficácia.
4.Incentivos financeiros impulsionam retrofit
Muitas cidades oferecem subsídios, empréstimos favorecidos e incentivos fiscais para modernização de edificações existentes. Esses mecanismos estimulam a aceleração do retrofit profundo, reduzindo emissões e evitando a obsolescência técnica e regulatória do parque construído.
São Paulo, por exemplo, já fez três rodadas de recursos para fomentar a atualização de edifícios localizados, principalmente, no centro da cidade.
5.Política local torna-se fator decisivo para o setor imobiliário
As políticas municipais são hoje um dos principais vetores de transformação do mercado global. Elas moldam custos operacionais, estratégias de investimento e decisões sobre portfólios, demandando planejamento de longo prazo por parte de proprietários, ocupantes e investidores.
Brasil líder da energia limpa na América Latina
O estudo aponta que o Brasil se posiciona como líder na América Latina graças à sua matriz elétrica excepcionalmente limpa, com mais de 90% de sua eletricidade proveniente de fontes renováveis – predominantemente hídrica, mas com rápida expansão de solar e eólica. Embora sua matriz energética total (que inclui transportes e indústria) ainda tenha forte dependência de combustíveis fósseis, essa liderança na geração de eletricidade limpa cria condições estruturais favoráveis para uma transição acelerada no mercado imobiliário e em outros setores da economia.

O relatório também evidencia o protagonismo de São Paulo, que busca se consolidar como um hub de energia distribuída. A capital paulista amplia a adoção de energia solar em telhados e comunidades energéticas, por meio de seu plano municipal de clima e programas de compensação. Além disso, novas regras urbanísticas promovem edificações “solar-ready” e vinculam aprovações de obras e retrofits de edifícios públicos ao atingimento de metas de energia renovável.
Para Luciana Arouca, o destaque é um sinal do potencial brasileiro. “A combinação de matriz limpa, expansão da geração distribuída e políticas municipais mais estruturadas cria uma oportunidade única para que o Brasil avance rapidamente em eficiência, eletrificação e renováveis no setor imobiliário”.
Acesse o relatório City Climate & Resilience Policy Tracker completo aqui.
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Políticas municipais impulsionam transformação do mercado imobiliário e aceleram a transição energética do setor globalmente, aponta JLL









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