Norvento TECHnPower chega à Intersolar 2026 em meio ao avanço do armazenamento e da hibridização energética
- EnergyChannel Brasil

- há 13 horas
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Empresa espanhola de tecnologia para energias renováveis participa da Intersolar South America 2026 em um momento no qual armazenamento, eletrônica de potência e sistemas híbridos ganham protagonismo na transformação do setor elétrico

São Paulo, 14 de Agosto - A transição energética global está entrando em uma nova fase.
Depois de anos marcados pela rápida expansão das fontes solar e eólica, um novo desafio começa a ocupar o centro das discussões do setor elétrico: como converter, armazenar, controlar e integrar volumes cada vez maiores de energia renovável aos sistemas elétricos.
É nesse cenário que a espanhola Norvento TECHnPower desembarca no Brasil para participar da Intersolar South America 2026, que acontece entre os dias 25 a 27 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo.
A empresa estará no estande B6.85, apresentando tecnologias voltadas principalmente ao armazenamento de energia, geração solar fotovoltaica em escala utility e sistemas híbridos de energia renovável.
Mais do que a participação de uma empresa europeia em uma das principais feiras de energia solar da América Latina, a presença da Norvento ajuda a revelar uma transformação mais ampla em curso no setor.
À medida que aumenta a participação das fontes renováveis na matriz elétrica, a discussão deixa de estar concentrada apenas na instalação de nova capacidade de geração. Flexibilidade, armazenamento, eletrônica de potência, gerenciamento energético e integração entre diferentes fontes passam a ocupar uma posição cada vez mais estratégica.

Da geração renovável à inteligência energética
A história da Norvento no setor de energias renováveis começou em 1981.
Ao longo de mais de quatro décadas, o grupo espanhol desenvolveu projetos e tecnologias envolvendo geração renovável, autoconsumo industrial, energia eólica, armazenamento, microrredes e gerenciamento energético.
Atualmente, a companhia informa possuir mais de 350 MW de ativos renováveis em operação e mais de 1.000 MW em desenvolvimento.
Parte importante dessa estratégia tecnológica está hoje concentrada na Norvento TECHnPower, divisão que reúne soluções desenvolvidas pelo grupo para geração, conversão e armazenamento de energia.
Seu portfólio inclui turbinas eólicas, conversores eletrônicos de potência, inversores fotovoltaicos e sistemas de armazenamento de energia em baterias, com aplicações que vão de instalações comerciais e industriais e microrredes até grandes projetos de geração renovável.

A estratégia acompanha uma mudança importante que começa a ocorrer em diferentes mercados.
Painéis solares e turbinas eólicas continuam sendo fundamentais para a descarbonização do setor elétrico. Mas gerar eletricidade renovável já não representa, isoladamente, toda a complexidade da transição energética.
A infraestrutura que existe ao redor dessa geração passa a ser igualmente importante.
A eletrônica de potência ganha protagonismo
Uma das tecnologias que ilustram esse novo momento é a plataforma nXL PCS, desenvolvida pela Norvento para grandes projetos de armazenamento de energia em baterias.
O sistema de conversão de potência pode alcançar até 9 MVA em uma configuração de 20 pés, utilizando uma arquitetura modular formada por quatro módulos independentes de potência.
Segundo a empresa, essa arquitetura permite gerenciar de maneira independente diferentes entradas de baterias, ao mesmo tempo em que amplia a redundância e a disponibilidade operacional do sistema.
A Norvento também informa eficiência de conversão próxima de 99%, além de funcionalidades destinadas à interação e ao suporte da rede elétrica.
Essas características ajudam a explicar por que o Power Conversion System — PCS está se tornando um componente estratégico dentro dos grandes projetos de armazenamento.
Em uma instalação BESS, as baterias armazenam energia. Mas é a eletrônica de potência que determina como essa energia será convertida e como o sistema irá interagir com a rede elétrica.
Os conversores controlam o fluxo entre corrente contínua e corrente alternada e permitem que os sistemas de armazenamento respondam às necessidades da rede.
À medida que os projetos de baterias avançam para instalações cada vez maiores, eficiência, disponibilidade e capacidade de controle desses equipamentos passam a ter impacto direto sobre o desempenho técnico e econômico dos projetos.
Armazenamento passa a fazer parte da infraestrutura elétrica

O armazenamento de energia é outro dos pilares da estratégia tecnológica da Norvento.
A companhia desenvolve os sistemas nGM BESS, incluindo soluções conteinerizadas e em skid destinadas a instalações industriais, redes de distribuição, usinas renováveis e microrredes.
O avanço dessas tecnologias mostra como o papel das baterias está mudando.
Um sistema de armazenamento pode absorver eletricidade renovável quando existe maior disponibilidade de geração e devolver essa energia ao sistema posteriormente.
Mas os projetos modernos de BESS podem desempenhar funções adicionais, incluindo gerenciamento de demanda, suporte à rede, backup energético e hibridização de ativos renováveis.
Para sistemas elétricos com participação crescente de geração solar e eólica, essa flexibilidade tende a ganhar importância.
Em vez de tratar geração renovável, armazenamento e infraestrutura elétrica como elementos independentes, o setor começa a projetá-los como partes de um mesmo sistema energético.
É justamente nesse ponto que a hibridização ganha espaço.
## Solar, eólica e baterias começam a operar como um único sistema
O portfólio tecnológico da Norvento inclui soluções capazes de combinar geração renovável, armazenamento de energia e sistemas avançados de controle.
A companhia possui experiência no desenvolvimento de sistemas híbridos e microrredes que podem integrar tecnologias como geração solar fotovoltaica, energia eólica e baterias.
Um exemplo é a nED750, um aerogerador de até 750 kW com tecnologia direct-drive, desenvolvido para aplicações como autoconsumo industrial, microrredes e sistemas híbridos de geração, bem como para repotenciação eólica, permitindo substituir aerogeradores existentes de 600–750 kW para aumentar a produção de energia, prolongar a vida útil dos parques e otimizar o CAPEX do projeto.
A turbina pode operar em conjunto com sistemas fotovoltaicos, armazenamento em baterias e outras tecnologias de geração, inclusive em aplicações envolvendo redes elétricas frágeis ou sistemas isolados.
Essa arquitetura aponta para um cenário no qual diferentes ativos energéticos estarão cada vez mais conectados.
Uma planta solar não precisa necessariamente funcionar apenas como uma usina solar.
Uma instalação eólica também não precisa depender exclusivamente das condições momentâneas do vento.
Quando combinadas com armazenamento, eletrônica de potência e sistemas digitais de controle, diferentes fontes podem operar dentro de um mesmo ecossistema energético.
Para indústrias, utilities e operadores de infraestrutura, essa integração pode significar maior flexibilidade e melhor aproveitamento dos ativos existentes.
Da Galícia para uma nova geração da indústria energética
Por trás da estratégia tecnológica da Norvento existe ainda outro projeto que ajuda a revelar as mudanças na cadeia industrial da transição energética.
Em Lugo, na região da Galícia, na Espanha, a companhia está desenvolvendo a Norvento Enerxía Factory Zero — neFO, nova unidade industrial destinada à fabricação das diferentes famílias de tecnologias desenvolvidas pela TECHnPower.
O projeto, com um investimento total de mais de 50 milhões de euros, recebeu 27,5 milhões de euros em apoio do Innovation Fund da União Europeia.
A Norvento apresenta a instalação como uma fábrica orientada à autossuficiência energética e às emissões líquidas zero, destinada à produção de tecnologias relacionadas à geração renovável, conversão de potência e armazenamento de energia.
A iniciativa também coloca em evidência outra discussão importante.
À medida que diferentes países aceleram seus investimentos em energias renováveis, a questão industrial passa a acompanhar a discussão energética.
Não se trata apenas de definir onde a eletricidade limpa será produzida, mas também onde serão desenvolvidas e fabricadas as tecnologias necessárias para sustentar essa transformação.
Baterias, conversores, inversores, sistemas de controle e plataformas de gerenciamento energético estão se tornando componentes estratégicos de uma cadeia global de energia limpa em rápida expansão.
Por que o Brasil importa
O Brasil oferece um ambiente particularmente relevante para essa discussão.
O país já possui uma das matrizes elétricas mais renováveis entre as grandes economias mundiais e continua ampliando sua capacidade instalada de geração solar e eólica.
Entretanto, uma participação maior dessas fontes também traz novos desafios técnicos.
Como acomodar volumes crescentes de geração variável nas redes elétricas?
Como deslocar energia produzida em determinados períodos para momentos de maior necessidade do sistema?
Como aumentar a autonomia energética de indústrias e grandes consumidores sem comprometer segurança e confiabilidade?
E qual será o papel das baterias e da eletrônica de potência na próxima etapa de expansão das energias renováveis no país?
São questões que colocam armazenamento, hibridização e sistemas avançados de conversão de potência cada vez mais próximos do centro do debate energético brasileiro.
Esse cenário também ajuda a explicar a transformação da própria Intersolar South America.
A feira deixa progressivamente de ser apenas uma vitrine de módulos fotovoltaicos e equipamentos tradicionais do setor solar para refletir uma convergência muito maior entre geração solar, armazenamento de energia, eletrônica de potência, digitalização e infraestrutura de rede.
Um olhar para a próxima fase da transição energética
A participação da Norvento TECHnPower na Intersolar South America 2026 pode, portanto, ser observada para além da presença de mais um fornecedor europeu de tecnologia no mercado brasileiro.
Ela representa uma oportunidade de compreender como a própria arquitetura dos sistemas elétricos começa a mudar.
O primeiro grande capítulo da expansão das renováveis esteve concentrado principalmente em produzir eletricidade limpa em escala e a custos cada vez mais competitivos.
O próximo tende a ser mais complexo.
A questão passa a ser também quando essa energia será utilizada, onde será armazenada, como será convertida e de que maneira diferentes recursos energéticos poderão interagir com a rede em tempo real.
Empresas que desenvolvem as tecnologias responsáveis por essas interações tendem, portanto, a ocupar um espaço cada vez mais relevante na transformação do setor energético global.
Dos grandes sistemas de conversão para baterias aos projetos BESS, passando por geração distribuída eólica e sistemas híbridos de energia, as tecnologias desenvolvidas pela Norvento oferecem uma perspectiva sobre como essa próxima etapa começa a tomar forma.
O EnergyChannel acompanhará essa discussão diretamente da Intersolar South America 2026, em São Paulo, onde nossa equipe realizará uma cobertura especial com a Norvento TECHnPower para conhecer suas tecnologias, conversar com seus executivos e entender quais oportunidades a empresa enxerga para o Brasil e a América Latina.EnergyChannel | Cobertura Especial Intersolar South America 2026
São Paulo | 25 a 27 de agosto de 2026
Norvento TECHnPower chega à Intersolar 2026 em meio ao avanço do armazenamento e da hibridização energética







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