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Meta aposta na energia nuclear para sustentar expansão da IA e fecha acordos de longo prazo nos EUA

Gigante da tecnologia firma parcerias estratégicas com operadoras nucleares e desenvolvedores de novos reatores para garantir até 6,6 GW de eletricidade até 2035

A Meta deu um passo decisivo para assegurar o fornecimento de energia necessário à próxima fase de crescimento da inteligência artificial e de seus centros de dados.


Meta aposta na energia nuclear para sustentar expansão da IA e fecha acordos de longo prazo nos EUA
Meta aposta na energia nuclear para sustentar expansão da IA e fecha acordos de longo prazo nos EUA

A empresa anunciou uma série de acordos de longo prazo envolvendo usinas nucleares já em operação e projetos de novos reatores nos Estados Unidos, consolidando uma estratégia energética focada em estabilidade, previsibilidade e baixa emissão de carbono.

Os contratos preveem a compra de eletricidade de três usinas nucleares localizadas no Meio-Oeste e no Nordeste americano, além do apoio ao desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês), uma tecnologia considerada promissora para atender à demanda futura de grandes consumidores industriais e digitais.


Energia firme para a era dos data centers

Com o avanço acelerado da inteligência artificial, a demanda por eletricidade nos Estados Unidos voltou a crescer de forma consistente após mais de duas décadas de estagnação. Data centers de grande porte exigem fornecimento contínuo, confiável e em larga escala características que colocaram a energia nuclear novamente no centro das discussões estratégicas do setor elétrico.


No caso da Meta, os novos acordos envolvem usinas nucleares em Ohio e na Pensilvânia, que terão suas operações mantidas e ampliadas ao longo das próximas décadas. Parte dos recursos aportados pela empresa será destinada à modernização das instalações e à extensão da vida útil dos reatores, atualmente licenciados para operar pelo menos até a próxima década, com alguns ativos autorizados até meados dos anos 2040.


Pequenos reatores entram no radar estratégico

Além das usinas tradicionais, a Meta também decidiu apostar no desenvolvimento de pequenos reatores modulares. Esses projetos, ainda em fase de licenciamento e desenvolvimento nos Estados Unidos, prometem reduzir custos e prazos de construção ao serem fabricados de forma padronizada, em vez de montados integralmente no local.


A empresa firmou compromissos para apoiar projetos que podem entrar em operação a partir do início da próxima década. Entre eles estão reatores com capacidade combinada de centenas de megawatts já por volta de 2032, além de direitos futuros sobre a energia gerada por unidades adicionais ao longo dos anos seguintes.


Embora ainda não exista nenhum SMR em operação comercial no país, o interesse de grandes consumidores corporativos tem sido visto como um fator-chave para acelerar a viabilidade econômica dessa tecnologia.


Até 6,6 GW de energia nuclear no portfólio

Somando usinas existentes e novos projetos, a Meta estima que seus acordos garantirão acesso a até 6,6 gigawatts de energia nuclear até 2035. Para efeito de comparação, uma usina nuclear de grande porte costuma ter cerca de 1 GW de capacidade instalada.


A iniciativa reforça um movimento mais amplo do setor de tecnologia, no qual empresas passam a atuar diretamente como compradoras estratégicas de energia, influenciando decisões de investimento e expansão da infraestrutura elétrica.


Nuclear como pilar da transição energética digital

Ao ampliar sua presença no setor nuclear, a Meta busca alinhar crescimento tecnológico, segurança energética e metas de descarbonização. Diferentemente de fontes intermitentes, como solar e eólica, a energia nuclear oferece geração contínua um fator considerado crítico para aplicações intensivas em processamento de dados e inteligência artificial.


O movimento sinaliza que, na nova geopolítica da energia digital, grandes plataformas tecnológicas não apenas consomem eletricidade, mas passam a moldar ativamente o futuro do sistema elétrico. Para o setor nuclear, trata-se de uma oportunidade histórica de reposicionamento como pilar estratégico da economia digital de baixo carbono.


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