Incentivos urbanísticos podem acelerar uso de energia solar em novas construções no Brasil
- EnergyChannel Brasil

- há 2 horas
- 2 min de leitura
A adoção de fontes renováveis na construção civil brasileira pode ganhar um novo impulso a partir de uma proposta aprovada na Câmara dos Deputados. A Comissão de Desenvolvimento Urbano deu aval a um projeto que cria mecanismos de incentivo para empreendimentos imobiliários que integrem soluções sustentáveis, com destaque para sistemas de energia solar.

A medida mira especialmente novas edificações e grandes obras urbanas, conectando políticas de eficiência energética ao planejamento das cidades e às metas ambientais assumidas pelo país.
Redução de custos como estímulo à construção sustentável
O texto aprovado abre a possibilidade de redução da outorga onerosa, taxa municipal aplicada quando um empreendimento ultrapassa o coeficiente básico de construção previsto nos planos diretores locais. Na prática, construtoras que investirem em tecnologias limpas poderão pagar menos para construir mais, desde que adotem soluções que melhorem o desempenho energético dos edifícios.
Entre as tecnologias elegíveis estão sistemas de geração solar fotovoltaica, além de outras alternativas renováveis que contribuam para a eficiência e a sustentabilidade das edificações.
Integração entre urbanismo, energia e meio ambiente
A proposta aprovada é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Yury do Paredão (MDB-CE), ao Projeto de Lei nº 2.741/2024, de autoria da deputada Flávia Morais (PDT-GO). O texto busca alinhar a política urbana às agendas ambiental e energética, estimulando um novo padrão construtivo no país.
Segundo a justificativa do projeto, o incentivo econômico pode acelerar a adoção de tecnologias sustentáveis, reduzindo a dependência da rede elétrica convencional e contribuindo para cidades mais resilientes, eficientes e menos poluentes.
Impactos para o mercado imobiliário e o setor solar
Caso a proposta avance nas próximas etapas do Congresso Nacional e seja sancionada, o impacto pode ser significativo tanto para o mercado imobiliário quanto para a cadeia de energia solar distribuída. A redução de custos regulatórios tende a tornar projetos sustentáveis mais atrativos financeiramente, especialmente em centros urbanos com forte pressão por verticalização.
Para o setor de energia solar, a medida pode representar um novo vetor de crescimento, ampliando a presença da geração distribuída em prédios residenciais, comerciais e corporativos desde a fase de projeto.
Próximos passos no Congresso
O projeto ainda precisa ser analisado por outras comissões da Câmara antes de seguir para votação em plenário. Se aprovado, o texto também passará pelo Senado Federal. Apenas após esse trâmite a proposta poderá ser sancionada e transformada em lei.
Enquanto isso, o debate reforça uma tendência clara: a sustentabilidade começa a ser incorporada não apenas como diferencial ambiental, mas como instrumento econômico e urbanístico na construção das cidades brasileiras.
Incentivos urbanísticos podem acelerar uso de energia solar em novas construções no Brasil










Comentários