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Engenheiro brasileiro apresenta modelo que une gestão de resíduos, biocombustíveis e fertilizantes em projetos de alta rentabilidade

Por Sebastião Carlos Martins - Colunista - EnergyChannel


Engenheiro brasileiro apresenta modelo que une gestão de resíduos, biocombustíveis e fertilizantes em projetos de alta rentabilidade
Engenheiro brasileiro apresenta modelo que une gestão de resíduos, biocombustíveis e fertilizantes em projetos de alta rentabilidade

Um movimento silencioso, porém decisivo, começa a ganhar força no interior do Brasil: transformar lixo urbano em energia, combustível avançado e fertilizantes de alto valor agregado. À frente dessa tendência está o engenheiro Sebastião Carlos Martins, fundador da DBEST PLAN Engenharia, que há mais de 40 anos atua na construção de modelos que unem sustentabilidade, finanças e tecnologia e que agora colocam os municípios brasileiros no centro da transição energética.


A reportagem do EnergyChannel teve acesso aos principais estudos conduzidos por Martins e analisou as propostas que vêm chamando a atenção de investidores, prefeituras e especialistas do setor de biocombustíveis.


Experiência técnica aliada a visão de mercado

Formado pela UFRGS e com atuação desde 1980, Martins consolidou uma carreira baseada em engenharia aplicada à viabilidade econômica. Hoje, seus projetos se destacam por integrar gestão de resíduos, produção de energia limpa e geração de insumos agrícolas uma tríade que se encaixa no conceito moderno de economia circular.


À frente da DBEST PLAN e da SCM Consultoria, ele estrutura soluções que conectam engenharia clássica, modelagem financeira e avaliação de risco. “Não existe projeto de energia viável sem medir incertezas”, costuma defender em seus artigos e seminários.


Biocombustíveis avançados com foco em municípios

Entre os pilares que sustentam os estudos de Martins está o uso do Resíduo Sólido Urbano (RSU) como matéria-prima para biocombustíveis avançados. Segundo o engenheiro, o modelo evita conflitos com o setor agrícola e cria uma alternativa sustentável para cidades médias e consórcios municipais.


Os projetos analisados incluem:

1. Biodiesel e hidrogênio verde a partir de RSU

Um dos modelos estudados prevê o processamento de 2.300 toneladas/dia de lixo urbano, gerando biodiesel e hidrogênio verde com taxas de retorno que superam 28%. O custo de produção previsto para o biodiesel entre US$ 0,35 e US$ 0,37 por litro coloca o projeto entre os mais competitivos do país.


2. SAF (Combustível Sustentável de Aviação)

Outra proposta avalia uma planta para 500 toneladas/dia de RSU dedicada a SAF, com investimento estimado de R$ 1 bilhão e retorno de cerca de 22%. A estratégia é descentralizar, aproximando a produção de aeroportos regionais para reduzir a logística.


3. Etanol 2G e a importância da análise de risco

Martins usa a experiência de grandes grupos como os desafios enfrentados pela Raízen no etanol de segunda geração para reforçar a importância da modelagem probabilística. Segundo ele, o erro comum é subestimar riscos de CAPEX, preços e produtividade.


Fertilizantes organominerais: o segundo eixo da economia circular

Além dos combustíveis, os estudos da DBEST PLAN incluem a produção de fertilizantes organominerais derivados do processo de tratamento dos resíduos. Para municípios com até 200 mil habitantes, uma URE de 120 t/dia seria suficiente para gerar insumos agrícolas capazes de reduzir a dependência brasileira das importações.


Esses fertilizantes liberam nutrientes de forma gradual, aumentam a produtividade do solo e fortalecem a agricultura local especialmente em regiões com forte produção de hortaliças e grãos.


A metodologia que virou marca registrada: Simulação de Monte Carlo

Ao contrário dos estudos tradicionais, que trabalham com premissas fixas, Martins aplica rotineiramente Simulações de Monte Carlo, gerando milhares de cenários possíveis para cada projeto.


Esse método permite:

  • Identificar variáveis de maior impacto na rentabilidade;

  • Quantificar riscos com precisão estatística;

  • Estabelecer cenários conservadores, moderados e agressivos;

  • Oferecer segurança adicional a investidores e instituições financeiras.

Segundo o engenheiro, o uso de análises determinísticas em projetos de alta complexidade é um dos principais fatores de fracasso no setor de biocombustíveis.


Posicionamento no mercado e comparação com grandes players

Enquanto gigantes como Petrobras, Raízen e BP Bunge concentram esforços em combustíveis derivados de matérias-primas agrícolas, Martins atua no campo das soluções municipais um nicho estratégico onde escalabilidade e replicação valem mais que volume.


A visão do engenheiro se aproxima mais da engenharia aplicada do que da pesquisa científica pura, tornando seus projetos práticos, adaptáveis e financeiramente atraentes para prefeituras e fundos regionais.


Potencial de impacto: uma transformação descentralizada

Se implementado em escala nacional, o modelo estudado pela DBEST PLAN poderia:

  • Reduzir a dependência de aterros sanitários, ainda predominante no país;

  • Cortar emissões de metano, um dos gases mais potentes do efeito estufa;

  • Diminuir a vulnerabilidade brasileira aos preços internacionais de fertilizantes;

  • Gerar empregos locais e fortalecer cadeias produtivas municipais;

  • Criar uma rede descentralizada de energia limpa em cidades pequenas e médias.


Conclusão: um modelo brasileiro para a transição energética local

Com quatro décadas de atuação e uma visão que une engenharia, finanças e sustentabilidade, Sebastião Carlos Martins apresenta um caminho possível para a descentralização da transição energética no Brasil. Seus projetos demonstram que soluções de grande impacto podem nascer em cidades médias — longe dos grandes polos industriais e ainda assim entregar retorno econômico robusto.


Para um país que produz mais de 80 milhões de toneladas de lixo por ano e importa grande parte dos fertilizantes que consome, o modelo integrado proposto pela DBEST PLAN coloca o Brasil em posição de destaque na inovação em resíduos, energia e agricultura.


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