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Eletromobilidade pode multiplicar por 12 a demanda elétrica no Brasil até 2035 e redes urbanas já entram no radar técnico

A transição para veículos elétricos no Brasil começa a sair do campo das projeções e entrar definitivamente no planejamento do sistema elétrico.


Eletromobilidade pode multiplicar por 12 a demanda elétrica no Brasil até 2035 e redes urbanas já entram no radar técnico
Eletromobilidade pode multiplicar por 12 a demanda elétrica no Brasil até 2035 e redes urbanas já entram no radar técnico

Levantamentos analisados pelo EnergyChannel junto a estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o consumo de eletricidade associado à eletromobilidade deve crescer de forma significativa ao longo da próxima década passando de cerca de 627 GWh em 2025 para aproximadamente 7,8 TWh em 2035.


Na prática, isso significa multiplicar por mais de 12 vezes a carga elétrica dedicada à mobilidade elétrica em apenas dez anos, impulsionada tanto pelo avanço da frota quanto pela instalação de equipamentos de recarga de maior potência em residências, condomínios e corredores logísticos.


O novo desafio: concentração de potência

Mais do que o volume total de energia consumida, especialistas ouvidos pelo EnergyChannel apontam que o principal impacto estará na forma como essa carga será distribuída ao longo do tempo e do território.


O crescimento do uso de carregadores rápidos e ultrarrápidos muitos deles acima de 50 kW tende a criar ilhas de alta demanda em ambientes urbanos densos, como estacionamentos coletivos e edifícios residenciais.


Em cenários de recarga simultânea, a soma das potências pode ultrapassar rapidamente a capacidade instalada de transformadores locais, exigindo reforços de rede ou reconfiguração de infraestrutura.


Pesquisadores do Lactec alertam que esse fenômeno, conhecido como agrupamento de cargas, pode levar a sobrecargas em circuitos de baixa tensão caso a expansão da recarga ocorra sem planejamento técnico adequado.


Mesmo em eletropostos com instalações internas compatíveis, a limitação muitas vezes está “a montante”, na rede da distribuidora. A substituição de equipamentos por modelos mais potentes, sem revisão do projeto elétrico original, pode elevar o risco de falhas operacionais, perdas técnicas e danos a equipamentos conectados.


Infraestrutura cresce, mas ainda é desigual

O avanço da infraestrutura de recarga acompanha a eletrificação da frota. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indicam que o país já conta com cerca de 17 mil pontos públicos e semipúblicos de carregamento, com predominância de sistemas de corrente alternada (AC), cuja recarga pode levar de 5 a 12 horas.


Os pontos de recarga rápida em corrente contínua (DC), que permitem abastecimento em menos de uma hora, ainda representam uma fração menor da malha nacional mas concentram grande parte do impacto potencial sobre a rede, justamente pela elevada potência instalada.


Em nível global, a Agência Internacional de Energia projeta que a demanda por eletricidade deverá crescer em ritmo até 2,5 vezes superior ao da demanda total de energia até o fim desta década, com os veículos elétricos figurando entre os principais vetores dessa expansão.


Tarifa e regulação entram na equação

No curto prazo, a disponibilidade de energia não deve ser o principal gargalo para a eletromobilidade no Brasil. O custo da eletricidade especialmente para operações comerciais de recarga tende a assumir protagonismo.


Dependendo da potência instalada, operadores de eletropostos podem ser enquadrados em modalidades tarifárias mais complexas, com cobrança por demanda contratada. Esse cenário tem levado parte dos investidores a avaliar alternativas como migração para o mercado livre de energia.


Do ponto de vista regulatório, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) colocou em debate a modernização das regras de conexão de carregadores às redes de distribuição por meio da Consulta Pública nº 42/2025, aberta a contribuições até março de 2026.

Entre os pontos em análise estão a simplificação dos processos de conexão, maior previsibilidade para novos acessos e a criação de mecanismos que permitam dimensionar previamente a capacidade disponível da rede em diferentes regiões.


Antecipar gargalos será decisivo

Embora ainda represente uma parcela modesta da carga elétrica nacional, a eletromobilidade avança em ritmo acelerado e com impactos potencialmente localizados, mas críticos.


Para especialistas, a chave estará em antecipar reforços de rede, adotar sistemas de recarga inteligente e alinhar a expansão da infraestrutura a instrumentos tarifários e regulatórios adequados.


Sem esse planejamento, desafios pontuais em bairros, garagens ou corredores logísticos podem evoluir rapidamente para restrições estruturais à mobilidade elétrica no país.


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