Bow-e aposta em modelo AI First para transformar o mercado de energia por assinatura
- EnergyChannel Brasil

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Com crescimento de cinco vezes em um ano, empresa coloca inteligência artificial no centro da operação para ganhar escala, eficiência e vantagem competitiva;
Com Ciro Neto como novo CEO, Bow-e acelera estratégia AI First para ganhar escala e eficiência no mercado de energia por assinatura.
Brasil, 30 de março de 2026 - Em um setor tradicionalmente conservador na adoção de tecnologias disruptivas, a Bow-e, operadora de energia renovável por assinatura do Grupo Bolt, decidiu inverter a lógica do mercado e colocar a inteligência artificial no centro da estratégia. A meta é ambiciosa: tornar-se a primeira empresa de geração distribuída do País a operar sob um modelo “AI First”, com receita incremental gerada diretamente pelos avanços tecnológicos.
Enquanto boa parte das empresas do setor elétrico ainda testa projetos pontuais de digitalização, a Bow-e aposta em uma transformação estrutural. Como parte da investida, o Grupo anunciou a liderança de Ciro Neto, novo CEO da companhia, responsável pela reestruturação de todas as operações com IA focadas em resultados mensuráveis.
O movimento ocorre em um momento de forte expansão. A Bow-e encerrou 2025 com 15 mil clientes ativos e faturamento mensal de R$10 milhões, crescimento de cinco vezes em apenas um ano. No período, os clientes economizaram R$33 milhões em suas contas de energia. Para 2026, a expectativa é adicionar mais 11 mil clientes à base, ultrapassar R$15 milhões de faturamento mensal e gerar R$57 milhões em economia anual para os consumidores atendidos.
“A energia sempre foi tratada como commodity. O que estamos fazendo é usar inteligência artificial para transformar eficiência operacional em vantagem competitiva real, o que será imprescindível com a abertura total do mercado livre de energia, por exemplo”, afirma Ciro. “Nossa meta não é apenas automatizar processos, mas redesenhar a forma como uma operadora atua, toma decisão e se relaciona com o cliente”, completa.
No portfólio, a companhia já reúne clientes de grandes marcas como Bradesco, Subway e Riachuelo, além de pequenas e médias empresas que buscam previsibilidade de custos em um cenário de tarifas voláteis.
IA como diferencial competitivo
A estratégia envolve a implementação de múltiplos agentes de inteligência artificial, operando com diferentes LLMs e integrados a diversas fontes de dados e insights de mercado. O objetivo é automatizar entre 80% e 100% das tarefas manuais nas áreas de vendas, atendimento e cobrança até o segundo semestre de 2026.
O cronograma já está definido: automatização da operação de Inside Sales até junho; serviço até julho; e cobrança até setembro. “Estamos estabelecendo prazos claros pela frente porque queremos capturar ganho de produtividade de forma estruturada. A IA precisa impactar receita, margem e experiência do cliente, caso contrário, acaba se tornando apenas um discurso”, destaca o executivo.
Davi: a IA que centraliza a experiência
No centro dessa estratégia está o Davi, a inteligência artificial proprietária da Bow-e. Inicialmente concebido para aprimorar o atendimento ao consumidor, o sistema evolui para se tornar uma camada estratégica da operação.
O Davi será mais do que um assistente virtual: trata-se da IA proprietária da Bow-e, com rosto e voz próprios, desenvolvida para oferecer um atendimento altamente resolutivo e personalizado. A tecnologia adapta o tom de voz e a condução da conversa ao perfil de cada cliente, combinando eficiência digital com uma experiência fluida e humanizada. O conceito interno é ser 100% digital e 100% humano ao mesmo tempo. Integrado a interfaces inteligentes, o Davi direcionará demandas com precisão, reduzirá o tempo de resposta e elevará os índices de satisfação.
Por trás da experiência conversacional, operam sistemas de roteamento inteligente e múltiplos agentes de IA que aprendem continuamente com o comportamento da base de clientes e com dados do mercado energético, aprimorando decisões e antecipando necessidades.
“A gente entende que o cliente não quer falar com um robô. Ele quer resolver o problema. O Davi nasce com esse princípio: ser resolutivo. Se a IA não aumenta a taxa de solução no primeiro contato, ela não está cumprindo seu papel”, afirma o CEO da Bow-e.
A visão é operar com múltiplos agentes especializados, cada um responsável por etapas específicas da jornada do cliente, garantindo escala sem perder personalização.
Crescimento como “alfaiataria energética”
A ambição de se tornar AI First também reforça o posicionamento estratégico da empresa. Para grandes players, a operadora quer atuar como uma “alfaiataria energética”, estruturando soluções sob medida e oferecendo previsibilidade financeira em contratos de energia renovável. Para pequenas e médias empresas, a proposta é ser uma alternativa prática de economia, com adesão simplificada e gestão digital.
“Temos capacidade de estruturar contratos com o nível de sofisticação que grandes grupos exigem, mas com a agilidade de uma empresa tech. Essa combinação é rara no setor elétrico”, diz o executivo.
A experiência que sustenta a virada
Antes de assumir o desafio na Bow-e, Ciro Neto participou da consolidação da 2W entre as dez maiores comercializadoras independentes do país. No Grupo Auren, esteve envolvido em processos relevantes de aquisição e contribuiu para posicionar a companhia entre as cinco maiores comercializadoras varejistas do Brasil.
Agora, o foco é claro: “O objetivo aqui não é apenas crescer. É crescer com um modelo que seja replicável, escalável e baseado em tecnologia. Queremos ser reconhecidos como a primeira operadora de geração distribuída verdadeiramente AI First do Brasil”, ressalta Ciro.
Se cumprir o plano, a Bow-e não apenas ampliará participação no mercado de geração distribuída, mas poderá estabelecer um novo padrão operacional para o setor elétrico brasileiro, combinando energia renovável, escala digital e inteligência artificial como pilar estratégico de crescimento.
Sobre o Grupo Bolt
Referência nacional em projetos de energia há mais de 15 anos, o Grupo Bolt combina inteligência e execução em uma atuação integrada que vai do varejo ao mercado internacional, do trading à intermediação de acordos estratégicos. Com faturamento superior a R$ 1 bilhão, está entre os maiores grupos privados de energia do país e tem Gustavo Ayala como CEO e Henrique Campos como COO. Seu portfólio reúne seis unidades de negócio: Trading, responsável pela compra e venda no mercado livre; Operações Estruturadas, com soluções para grandes cargas, como datacenters e autoprodutores; Bow-e, que oferece energia renovável por assinatura; Varejista, voltada a pequenos e médios consumidores; Importação e Exportação, focada no comércio internacional; e Bolt Pro, especializada em projetos de geração distribuída.
Site: https://home.bow-e.com/
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