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  • Belém e a Realidade que Incomoda

    Por Daniel Lima – ECOnomista Encruzilhada Belém, capital do Pará, está situada em uma das regiões mais pobres e desiguais do Brasil. Enfrenta desafios históricos de infraestrutura precária, saneamento básico limitado, desigualdade social e vulnerabilidade climática. Ao mesmo tempo, está inserida em um dos ecossistemas mais estratégicos do planeta: a Amazônia.  Belém e a Realidade que Incomoda Essa dualidade entre carência e potência torna Belém um símbolo poderoso da encruzilhada em que o mundo se encontra . A crise climática global não é apenas uma questão de carbono, mas de justiça. Tudo depende do olhar e das ações: ou continuamos ignorando os centros periféricos, ou os colocamos no centro da transformação. A Realidade que Incomoda A COP30 em Belém escancara os dilemas da justiça climática global e a urgência de uma resposta coordenada à crise planetária. A Conferência das Partes (COP30) representa um momento decisivo na luta contra a crise climática.  A escolha de Belém como sede não é apenas simbólica é estratégica.  Ao trazer os principais negociadores climáticos para o coração da Amazônia, o Brasil busca evidenciar os desafios e as soluções que emergem da maior floresta tropical do planeta, cuja preservação é vital para o equilíbrio ambiental global. Quando Mexe no Bolso o Bicho Pega Entre os temas mais sensíveis em debate está o financiamento climático para países pobres , especialmente no que diz respeito à transição energética e à saída dos combustíveis fósseis. Esse ponto trava negociações há anos, pois envolve não apenas recursos financeiros, mas também o reconhecimento do passivo histórico dos países ricos, que construíram sua prosperidade à custa de emissões descontroladas de gases de efeito estufa. O Placar: O Caos vence por 7 x 2  A ciência é clara: sete dos nove limites planetários já foram ultrapassados incluindo o clima, a biodiversidade, o uso de água doce, os ciclos de nitrogênio e fósforo, a degradação do solo, a poluição química e a acidificação dos oceanos. Isso configura uma crise planetária, em que o estresse ambiental ameaça a estabilidade dos sistemas que sustentam a vida humana. Apesar da gravidade, a janela de oportunidade ainda está aberta. O planeta demonstra resiliência e capacidade de recuperação, desde que haja ação coordenada, ambiciosa e justa. No entanto, a postura de países ricos continua sendo um obstáculo. Os Estados Unidos, sob o atual governo, negam a existência das mudanças climáticas, mesmo com décadas de pesquisa científica nacional sobre o tema. A Rússia evita compromissos mais profundos, enquanto a China faz o seu dever dentro de casa. A União Europeia, embora se posicione como líder climática, carrega um passivo histórico significativo. Boa parte de sua riqueza foi construída com base em práticas que aceleraram a degradação ambiental. No entanto, esse reconhecimento não tem se traduzido em ações proporcionais de reparação ou financiamento. Preconceito Climático O episódio envolvendo o chanceler da Alemanha, que fez declarações consideradas preconceituosas sobre Belém, expôs como visões imperialistas e mal-informadas ainda influenciam decisões estratégicas. A reação negativa foi imediata, prejudicando não apenas o ambiente político da conferência, mas também a imagem internacional da Alemanha, tradicionalmente vista como referência no debate climático e em energia verde. A COP30 é mais do que uma conferência é um teste de maturidade geopolítica e ambiental . O Brasil, ao sediar o evento na Amazônia, convida o mundo a enxergar de perto os impactos e as soluções que emergem da floresta. É uma oportunidade de reconectar decisões globais com realidades locais, e de exigir que os países historicamente responsáveis pela crise climática assumam seu papel na construção de um futuro sustentável. A justiça climática não é um favor é uma necessidade. E Belém, com todas as suas complexidades, é o palco ideal para esse chamado. Sobre o autor: Economista com MBA em Arquitetura, Construção e Gestão de Construções Sustentáveis, Daniel Lima construiu uma carreira plural e estratégica, atuando nos setores público, privado e terceiro setor. Com ampla experiência em projetos sustentáveis e captação de recursos nacionais e internacionais, Daniel se destacou como Coordenador Geral do PRODETUR Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste, onde liderou iniciativas de impacto regional. Atualmente, é especialista e consultor em energia solar e armazenamento de energia, Diretor da GVD Energia, CEO da Agrosolar Investimentos Sustentáveis, e Conselheiro da Energia Verde do Brasil EVBIO, contribuindo para a transição energética e o fortalecimento da economia verde no país. Seu trabalho une visão econômica, inovação tecnológica e compromisso ambiental pilares essenciais para um futuro mais justo e sustentável. Belém e a Realidade que Incomoda

  • Alerta Global: Aviação Enfrenta Déficit de 100 Milhões de Toneladas de SAF e a Tecnologia é o Novo Gargalo

    Por EnergyChannel Alerta Global: Aviação Enfrenta Déficit de 100 Milhões de Toneladas de SAF e a Tecnologia é o Novo Gargalo A jornada da aviação rumo ao Net Zero 2050 acaba de receber um balde de água fria. Uma nova e abrangente avaliação global sobre a matéria-prima para SAF (Combustível Sustentável de Aviação) revela que a indústria, apesar de todo o esforço, está a caminho de um déficit crítico de 100 milhões de toneladas na produção do combustível verde até a metade do século. O estudo, que funciona como um mapa de risco e oportunidade, aponta que o verdadeiro obstáculo não é a falta de recursos, mas sim a lentidão na implementação tecnológica . O relatório, uma colaboração entre a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e a Worley Consulting, projeta que a produção global de SAF pode atingir cerca de 400 milhões de toneladas (Mt) em 2050. Este volume, embora represente um salto gigantesco em relação aos 2 Mt estimados para 2025, ainda está perigosamente abaixo da meta de 500 Mt necessária para a descarbonização da aviação global. O Paradoxo da Matéria-Prima: Abundância e Competição A análise desmistifica a ideia de que a escassez de biomassa é o principal problema. O potencial global de biomassa sustentável é vasto, superando 12.000 Mt até 2050. No entanto, a competição por esses recursos é feroz. "Embora o potencial global de biomassa sustentável seja estimado em mais de 12.000 Mt até 2050, menos de 35% desse montante está realisticamente disponível para bioenergia e biocombustíveis devido a usos concorrentes." Após considerar a demanda de outros setores (como energia e transporte terrestre), o estudo estima que apenas cerca de 1.580 Mt de biomassa estarão disponíveis para o SAF, o suficiente para gerar pouco mais de 300 Mt de bio-SAF . Para fechar a conta, o e-SAF (Power-to-Liquid - PtL) , que utiliza CO₂ biogênico, hidrogênio verde e eletricidade renovável, é a peça-chave. O relatório indica que 1.000 Mt de CO₂ biogênico poderiam suportar quase 200 Mt de e-SAF . No entanto, essa ambição esbarra em um desafio de infraestrutura: seria necessário **dobrar a capacidade global atual de energia renovável** para alimentar essa produção. O Gargalo da Inovação: A Velocidade da Pista O fator limitante, segundo a IATA e a Worley, é a velocidade de implementação das tecnologias . Com exceção do HEFA (Ésteres e Ácidos Graxos Hidroprocessados), a maioria das rotas de produção de SAF ainda não atingiu a maturidade comercial em larga escala. O desafio é acelerar o amadurecimento de tecnologias como PtL, EtJ (Etanol para Querosene) e MtJ (Metanol para Querosene) para que possam explorar o potencial de matéria-prima disponível. O ritmo lento de *rollout* tecnológico é o que, na prática, cria o déficit de 100 Mt. O Mapa da Liderança: Onde a Produção Vai Decolar Atingir a meta de 500 Mt exigirá uma ação coordenada e liderança regional. O estudo destaca que a maior parte da produção global virá de um punhado de áreas estratégicas. O Mapa da Liderança: Onde a Produção Vai Decolar A urgência do relatório é um chamado direto a governos e investidores. O futuro da aviação sustentável não é apenas uma questão de recursos, mas de vontade política e capacidade industrial de acelerar a inovação e a infraestrutura nas próximas duas décadas. Para o EnergyChannel, a mensagem é clara: o setor de energia precisa encarar a matéria-prima para SAF como um ativo estratégico e a tecnologia como o novo campo de batalha da descarbonização da aviação . Esta matéria é uma apuração original do EnergyChannel baseada no relatório "Global Feedstock Assessment for SAF Production Outlook to 2050" da IATA e Worley Consulting. Alerta Global: Aviação Enfrenta Déficit de 100 Milhões de Toneladas de SAF e a Tecnologia é o Novo Gargalo

  • Toyota amplia presença industrial nos EUA e inaugura megafábrica de baterias em meio à corrida global por eletrificação

    Por EnergyChannel Toyota amplia presença industrial nos EUA e inaugura megafábrica de baterias em meio à corrida global por eletrificação Em um movimento que redesenha sua estratégia para o mercado norte-americano, a Toyota colocou oficialmente em operação sua nova fábrica de baterias em Liberty, no estado da Carolina do Norte um complexo industrial avaliado em US$ 13,9 bilhões  e considerado o maior investimento da montadora japonesa nos Estados Unidos até agora. Além da inauguração, a empresa confirmou que expandirá seus aportes no país em mais US$ 10 bilhões ao longo dos próximos cinco anos , sinalizando que a transição energética mesmo diante de incertezas no mercado global de veículos elétricos continua no centro das decisões estratégicas da companhia. Nova fábrica marca virada estratégica da Toyota na cadeia de eletrificação A planta da Carolina do Norte é a primeira instalação da Toyota dedicada exclusivamente à produção de baterias fora do Japão. O projeto começou ainda em 2021, em meio à pressão crescente para que fabricantes internalizassem etapas críticas da cadeia de suprimentos de veículos híbridos e elétricos. Executivos classificam a inauguração como um divisor de águas. Tetsuo Ogawa, CEO da Toyota Motor North America, afirmou que o novo complexo simboliza “um novo capítulo industrial” para a empresa no país. Mercado muda, Toyota avança Enquanto parte do setor automotivo enfrenta revisões de planos por causa da desaceleração nas vendas de veículos 100% elétricos, a Toyota se beneficia de uma tendência contrária: a explosão da demanda por modelos híbridos . Segundo dados do Motor Intelligence, a montadora sustenta mais de 51% do mercado de híbridos nos EUA , uma liderança que se fortalece à medida que consumidores buscam alternativas mais acessíveis na transição energética. Esse contexto favorece diretamente a nova planta, que terá como foco justamente abastecer a crescente linha de híbridos da marca no mercado norte-americano. Cenário regulatório e disputas comerciais não impedem expansão A expansão anunciada ocorre em meio a um ambiente regulatório volátil. O setor automotivo nos EUA vive readequações impulsionadas por mudanças em políticas de incentivo aos elétricos e por discussões sobre tarifas de importação de veículos e componentes. Mesmo assim, a Toyota mantém ritmo de crescimento no país: as vendas acumuladas até o terceiro trimestre registraram alta de 9,9%, ultrapassando 1,3 milhão de unidades . O que esperar para os próximos anos Com o aporte extra de US$ 10 bilhões, a montadora passa a sinalizar que pretende acelerar sua capacidade produtiva local, reforçar a cadeia de baterias e preservar sua hegemonia no segmento híbrido um mercado que, ao menos no curto prazo, parece mais sólido que o de elétricos puros. Para o setor de energia, mobilidade e inovação, o movimento revela uma tendência clara: a eletrificação não é linear, e montadoras que apostam em múltiplas rotas tecnológicas como híbridos, híbridos plug-in e elétricos despontam como as mais resilientes no atual cenário global. Toyota amplia presença industrial nos EUA e inaugura megafábrica de baterias em meio à corrida global por eletrificação

  • Inteligência ambiental e o novo diferencial competitivo da indústria brasileira

    Por Gino Paulucci Jr é engenheiro mecânico, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ O conceito de inteligência ambiental vem ganhando espaço nas discussões empresariais e políticas, e não por acaso. Mais do que um termo técnico, ele traduz a capacidade das empresas de usar dados, tecnologia e inovação para reduzir impactos ambientais e aumentar eficiência produtiva. Inteligência ambiental e o novo diferencial competitivo da indústria brasileira Trata-se de um movimento global, mas com implicações diretas para a indústria brasileira. Hoje, grandes players do setor produtivo estão redefinindo sua relação entre sustentabilidade e competitividade. A ArcelorMittal Brasil, por exemplo, trabalha para alcançar a neutralidade de carbono até 2050, priorizando a redução de emissões em toda a sua cadeia. A Electrolux investe R$700 milhões em uma planta industrial 100% sustentável no Paraná. Já a Suzano valoriza fornecedores com alta performance em sustentabilidade, e a Tetra Pak Brasil é reconhecida como modelo global de reciclagem e economia circular.   Essas iniciativas demonstram que a sustentabilidade deixou de ser uma pauta de responsabilidade social e passou a integrar o centro das decisões estratégicas de negócio. O investimento em práticas ambientais, sociais e de governança fortalece a marca, reduz custos operacionais e aumenta o acesso a financiamentos. Cada vez mais, as empresas que não incorporarem a inteligência ambiental estarão em desvantagem competitiva, tanto em relação a mercados internacionais quanto na disputa por consumidores e talentos mais conscientes.   Mas a inteligência ambiental não é um privilégio das grandes corporações. Pequenas e médias indústrias também podem se beneficiar com uso racional de recursos, monitoramento energético, automação e gestão inteligente de resíduos. Práticas que aumentam a competitividade e abrem portas para novos mercados e cadeias produtivas.   Em um cenário de margens apertadas, transformar eficiência em estratégia é um diferencial que define quem se mantém relevante.   Para que esse movimento avance, políticas públicas e instrumentos de financiamento devem acompanhar o ritmo da inovação. Linhas verdes do BNDES, incentivos à descarbonização, programas de fomento à inovação e mecanismos de crédito voltados à economia circular precisam ser fortalecidos. A competitividade da indústria brasileira dependerá, cada vez mais, da capacidade de alinhar produtividade, tecnologia e responsabilidade ambiental.   Ao olhar para frente, é impossível dissociar o futuro da indústria da agenda climática global. Eventos como a COP30, que será sediada no Brasil, trazem uma oportunidade para o país se consolidar como protagonista nessa transição. Temos um parque industrial diversificado, uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e uma base tecnológica que precisa ser valorizada. O desafio está em transformar esses ativos em resultados concretos, com foco em descarbonização, eficiência e reindustrialização sustentável.   A ABIMAQ tem acompanhado de perto essa transformação. O setor de máquinas e equipamentos é um dos principais viabilizadores da transição sustentável, oferecendo soluções tecnológicas que permitem às demais cadeias produtivas serem mais limpas, precisas e eficientes. Inovações em automação, sensoriamento, conectividade e manufatura avançada estão no centro dessa revolução verde, impulsionando o que podemos chamar de uma nova era da indústria inteligente.   Essa mudança não se resume à adoção de novas tecnologias, mas a uma mudança de mentalidade empresarial. Ser sustentável é ser competitivo. E a inteligência ambiental é o elo que conecta inovação, rentabilidade e responsabilidade.   Para isso, é essencial que empresas, governo e sociedade atuem de forma integrada, com visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento sustentável. Inteligência ambiental e o novo diferencial competitivo da indústria brasileira

  • Caminhões a diesel da Zona Franca de Manaus concentram quase metade das emissões de transporte no Norte

    Novo estudo da Rede de Trabalhos Amazônicos (GTA) revela como o diesel afeta comunidades e territórios da região e aponta a eletrificação como caminho para mitigar danos Caminhões a diesel da Zona Franca de Manaus concentram quase metade das emissões de transporte no Norte A Rede de Trabalho Amazônico (GTA), membro da rede da Gigantes Elétricos (coalizão que reúne organizações da sociedade civil para acelerar a eletrificação do transporte pesado no Brasil), lançou hoje (18/11), durante a COP30, o relatório “ Caminhões a Diesel na Zona Franca de Manaus: Impactos e Alternativas Sustentáveis para a Logística Amazônica ”.  Segundo o estudo, caminhões a diesel que abastecem a Zona Franca de Manaus são responsáveis por quase metade de todas as emissões do transporte na região Norte do Brasil com graves impactos sociais, climáticos e à saúde. Com 12 estações de recarga rápida, a região poderia operar 300 caminhões elétricos, reduzindo o tempo de viagem em 15% e economizando 5,4 milhões de litros de diesel por ano. para aprofundar sobre as descobertas do relatório.  O estudo argumenta que o abismo entre as promessas globais e a falta de ação local expõe um grande risco de credibilidade para a indústria, especialmente à medida que a COP30 acontece em Belém principalmente porque, apesar das metas públicas de emissão zero, a Volvo e a Daimler, que dominam a frota regional, ainda não venderam um único caminhão elétrico na Amazônia. Entre 2014 e 2022, as internações por doenças respiratórias em municípios amazônicos aumentaram 50%, gerando um custo anual de R$55 milhões ao sistema público de saúde do Brasil. O estudo também chama atenção para as consequências sociais e territoriais das grandes rodovias amazônicas como a BR-319, BR-163 e a Transamazônica. Essas rotas têm acelerado o desmatamento, a grilagem de terras, atividades ilegais como garimpo e tráfico, e a pressão sobre territórios indígenas e comunidades tradicionais muitas vezes sem consulta prévia, em violação à Convenção 169 da OIT. A eletrificação das frotas ao longo desses corredores sensíveis traria benefícios diretos como: Redução de ruído e preservação das paisagens sonoras naturais; Eliminação das emissões tóxicas locais (NOₓ e PM2.5); Menor risco de contaminação da água; Criação de corredores de baixas emissões com monitoramento ambiental permanente. Para garantir uma transição justa e sustentável, o relatório recomenda assegurar o Consentimento Livre, Prévio e Informado dos povos afetados, respeitar os protocolos comunitários de tráfego, implementar medidas de compensação ambiental e tecnológica como energia solar e conectividade indígena e garantir que a infraestrutura de recarga seja abastecida por fontes renováveis. Sobre a Rede de Trabalho Amazônico (GTA) A Rede de Trabalho Amazônico (GTA) é um movimento social de base fundado em 1992, na região amazônica brasileira, que atualmente integra dezesseis coletivos regionais em nove estados da Amazônia. Composta por mais de 400 entidades de base, a Rede GTA representa pescadores artesanais, seringueiros, agricultores familiares, povos indígenas, quebradeiras de coco babaçu, ribeirinhos, quilombolas, castanheiros, extrativistas, ambientalistas, pesquisadores, coletivo de mulheres, coletivo de juventudes, rádios comunitárias e organizações ambientalistas, de assessoria técnica e de direitos humanos, sendo 60% dessas entidades lideradas por mulheres. Sobre a Gigantes Elétricos A Gigantes Elétricos é uma iniciativa internacional que busca engajar os principais fabricantes de caminhões pesados em um compromisso concreto com uma transição justa para o transporte de carga elétrico. Faz parte de uma rede global dedicada a acelerar a transição para frotas de caminhões elétricos promovendo inovação, competitividade e benefícios sociais e ambientais no Brasil e no mundo. Caminhões a diesel da Zona Franca de Manaus concentram quase metade das emissões de transporte no Norte

  • Brasil aposta em frota de embarcações solares para transformar logística e desenvolvimento na Amazônia

    EnergyChannel — Reportagem Especial Uma nova geração de embarcações elétricas movidas a energia solar está ganhando forma no Brasil e promete revolucionar a mobilidade, o transporte de cargas e o abastecimento energético de comunidades ribeirinhas. Brasil aposta em frota de embarcações solares para transformar logística e desenvolvimento na Amazônia Trata-se da Família Apollo , um conjunto de barcos fotovoltaicos com baterias e tecnologia insubmergível desenvolvida para enfrentar os desafios da navegação fluvial na Amazônia. Brasil aposta em frota de embarcações solares para transformar logística e desenvolvimento na Amazônia A inovação se apoia no sucesso do FMCI embarcação flutuante criada para manutenção e combate a incêndios em usinas solares flutuantes e agora evolui para uma linha completa de modelos destinados a diferentes usos: transporte de pessoas, cargas, turismo, pesquisa científica e apoio a comunidades isoladas. Energia e desenvolvimento para comunidades ribeirinhas Os modelos compactos, com cerca de 28 m² e estrutura tipo catamarã, são projetados para atender um dos maiores gargalos da região: falta de energia e transporte para produção local . Brasil aposta em frota de embarcações solares para transformar logística e desenvolvimento na Amazônia Essas embarcações funcionam como pequenas usinas solares navegáveis, capazes de fornecer energia trifásica para unidades de beneficiamento de produtos da floresta como açaí, castanha, pescado e cupuaçu. Após o processamento, todo o volume produzido pode seguir diretamente para centros urbanos como Manaus, Santarém ou Belém. Segundo os desenvolvedores, o impacto socioeconômico é imediato: "Quando a energia e a logística chegam juntas, a riqueza deixa de sair da comunidade e passa a circular nela." Além disso, os barcos podem integrar programas de eletromobilidade fluvial , um tema que vem ganhando espaço na política energética voltada à Amazônia. Modelos médios para transporte diário e operação sustentável A linha intermediária, que varia de 30 a 300 m², foi projetada para transporte de passageiros e cargas em rotas regulares entre comunidades e cidades maiores. Durante o dia, a navegação ocorre exclusivamente com energia solar; à noite, as baterias assumem o cruzeiro econômico. Velocidade de operação:  10 a 15 nós Velocidade emergencial:  até 30 nós Autonomia:  recarga diária pelo sistema fotovoltaico Essa característica torna o modelo um dos mais eficientes do país em termos de operação contínua e redução de emissões. Estruturas ampliadas para pesquisa, expedições e suporte ambiental Para aplicações científicas e de longa permanência, a linha entre 300 e 1.000 m² pode incluir laboratórios, áreas de pesquisa, sistemas de tratamento de água, processamento de efluentes e alojamentos completos para tripulação e equipes técnicas. Essas embarcações são pensadas para expedições prolongadas, inclusive em áreas remotas, com independência total de infraestrutura portuária. Sistemas como Starlink  e equipamentos marítimos GMDSS garantem comunicação permanente. Barcos de grande porte para saúde, educação e fronteira As versões entre 1.000 e 1.500 m² ampliam ainda mais o escopo: podem operar como unidades de saúde fluvial (UBS), escolas móveis e bases de vigilância de fronteiras. Quando ancoradas, tornam-se centros de distribuição de energia e água potável para instalações em terra. Um diferencial de toda a linha é o uso de flutuadores insubmergíveis , tecnologia que garante maior segurança em rios de grande porte — característica essencial para operações com passageiros, cargas ou serviços públicos. Classe Tucuruí: megabarcações solares para cargas e turismo A maior categoria da família leva o nome de Classe Tucuruí , em referência às dimensões permitidas pela eclusa da UHE Tucuruí. Essa classe pode chegar a 32 metros de largura e até 250 metros de comprimento, com múltiplos pavimentos. As aplicações possíveis incluem: Transporte de cargas conteinerizadas Granel sólido e líquido Pecuária viva Cruzeiros de turismo amazônico e pantaneiro Hotéis flutuantes com piscinas, restaurantes e infraestrutura completa Os navios dessa classe são projetados para viagens de três a sete dias, oferecendo experiências de imersão na Amazônia com impacto ambiental reduzido e navegação silenciosa. Sustentabilidade, segurança e futuro da mobilidade fluvial Brasil aposta em frota de embarcações solares para transformar logística e desenvolvimento na Amazônia Toda a Família Apollo segue as normas da Marinha do Brasil para navegação fluvial e integra sistemas elétricos que oferecem operação silenciosa, estável e livre de emissões locais. Com o avanço das políticas de descarbonização e a pressão global por modais de transporte mais limpos, especialistas acreditam que embarcações solares poderão se tornar um dos pilares da logística sustentável na Amazônia. A tecnologia nacional posiciona o Brasil como referência em soluções de transporte fluvial movido a energia renovável , abrindo caminho para uma cadeia de valor que combina inovação, inclusão social e proteção ambiental. Brasil aposta em frota de embarcações solares para transformar logística e desenvolvimento na Amazônia

  • Com contribuição de Yuri Schmitke, presidente da ABREN, Relatório Global sobre o Metano é lançado durante a COP30

    O documento, divulgado nesta segunda-feira (17), contou com a revisão de Yuri Schmitke, presidente da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) e vice-presidente LATAM do Global Waste-to-Energy Research and Technology Council (WtERT); Com contribuição de Yuri Schmitke, presidente da ABREN, Relatório Global sobre o Metano é lançado durante a COP30 O relatório, produzido pelo PNUMA e pela CCAC, oferece uma avaliação abrangente dos progressos e das lacunas restantes nos esforços para reduzir o metano, gás de efeito estufa responsável por quase um terço do aquecimento global atual; O documento destaca que, embora avanços significativos tenham sido alcançados desde o lançamento do Global Methane Pledge, são necessários esforços adicionais para alinhar o nível de ambição e ação às metas do respectivo compromisso. Belém (PA), 17 de novembro de 2025 –  Foi lançado, nesta segunda-feira (17), durante a COP30, realizada em Belém (PA), o Relatório   Global sobre o Metano , documento produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP)  e pela Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC)  e que contou com a revisão de Yuri Schmitke , presidente da Associação Brasileira de Energia de Resíduos ( ABREN ) e vice-presidente LATAM do Global Waste-to-Energy Research and Technology Council ( WtERT ). O relatório traz uma avaliação abrangente dos progressos e das lacunas restantes nos esforços para reduzir o metano, um potente gás de efeito estufa responsável por quase um terço do aquecimento global atual. O documento destaca que, embora avanços consideráveis tenham sido alcançados desde o lançamento do Global Methane Pledge  em 2021, ainda é necessário ampliar os esforços para alinhar o nível de ambição e ação às metas do compromisso. O relatório mostra que, embora as emissões de metano ainda estejam aumentando, as projeções para 2030 sob a legislação atual já são mais baixas do que previsões anteriores, devido a uma combinação de políticas nacionais, regulamentações setoriais e mudanças de mercado. No entanto, o documento alerta que somente a implementação em larga escala das medidas de controle comprovadas e disponíveis será capaz de fechar a lacuna para alcançar a meta do Global Methane Pledge: reduzir as emissões em 30% abaixo dos níveis de 2020 até 2030 . De acordo com Schmitke, “ como revisor do relatório, vejo com clareza que o mundo está finalmente reconhecendo aquilo que defendemos há muitos anos: precisamos aumentar os esforços para reduzir a emisão de metano, e o setor de resíduos é um dos segmentos mais críticos mas também um dos mais fáceis e viáveis de se enfrentar. Para países como o Brasil, isso significa realizar a gestão do lixo urbano a partir da recuperação energética e da biodigestão anaeróbica, utilizando uma infraestrutura moderna que gera energia limpa, reduz emissões e protege vidas, além de ambientalmente mais adequada. Não há mais espaço para adiar, é preciso agir com rapidez ”. Adalberto Maluf , Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental , participou do painel de lançamento do relatório e reforçou a necessidade de o Brasil reduzir as emissões de metano, bem como as iniciativas já adotadas com essa finalidade. “ O Brasil aderiu ao movimento Methane Pledge na COP28 para estabelecer a meta de reduzir 30% das emissões de metano. E, para viabilizar essa contribuição, estamos executando muitas iniciativas e diferentes planos apoiados pela CCAC — a Coalizão Clima e Ar Limpo — que o Brasil e o Reino Unido têm o privilégio de co-presidir. Estamos vendo esses planos avançarem com ações concretas. No ano passado, por exemplo, lançamos o nosso programa nacional de descarbonização para produtores e importadores de gás natural”. O relatório destaca, ainda, que as soluções estão prontas e são economicamente viáveis. De acordo com o texto, medidas comprovadas em todos os setores emissores devem ser ampliadas como programas de detecção e reparo de vazamentos, tamponamento de poços abandonados no setor de óleo e gás, melhorias na gestão hídrica em plantações de arroz, e separação e tratamento de resíduos orgânicos nos setores agrícola e de resíduos.  Entre os principais resultados, o estudo mostra que a implementação dos atuais compromissos de Nationally Determined Contributions (NDC) e Methane Action Plans (MAP) poderia resultar em: 8% de redução nas emissões antropogênicas de ch₄  até 2030 em relação a 2020 A maior e mais sustentada redução projetada nas emissões de metano  já registrada na história Além disso, o aumento da ambição, com implementação completa das reduções tecnicamente viáveis existentes, poderia resultar em: 32% de redução nas emissões antropogênicas  de ch₄ até 2030 em relação a 2020 0,2 °c de aquecimento evitado  até 2050 180.000 mortes prematuras evitadas anualmente  até 2030 19 milhões de toneladas de perdas de safras evitadas  anualmente até 2030 US$ 330 bilhões em benefícios  anuais até 2030 Mais de 80% das reduções  com baixo custo anual “ Vale destacar que o relatório mostra que as emissões globais de metano continuam subindo e que os maiores aumentos projetados até 2030 ocorrem exatamente nos setores de agricultura e resíduos , impulsionados pelo crescimento populacional e econômico. Por outro lado, o texto evidencia que políticas recentes em países desenvolvidos especialmente Europa e América do Norte já estão reduzindo projeções futuras de emissões no setor de resíduos, graças a regulamentações atualizadas de resíduos sólidos. Esses são bons exemplos que o Brasil pode seguir ”, acrescenta Schmitke. O documento destaca, ainda, que as escolhas feitas nos próximos cinco anos determinarão se o mundo vai aproveitar essa oportunidade, abrindo caminho para um ar mais limpo, economias mais fortes e um clima mais seguro para as próximas gerações.  Para acessar o Relatório Global sobre o Metano , clique aqui . Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil.  A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram  e YouTube  da associação. Com contribuição de Yuri Schmitke, presidente da ABREN, Relatório Global sobre o Metano é lançado durante a COP30

  • Fotus amplia presença nacional com novos Centros de Distribuição em São Paulo e na Bahia 

    Expansão logística reforça proximidade com integradores e garante mais agilidade, disponibilidade e suporte em todo o Brasil  Fotus amplia presença nacional com novos Centros de Distribuição em São Paulo e na Bahia A Fotus Distribuidora Solar segue acelerando sua expansão pelo país e anuncia a operação de dois novos Centros de Distribuição (CDs): um em Itupeva (SP), já 100% funcional desde o início de agosto, e outro em Feira de Santana (BA), que passou a operar plenamente no início de novembro. As novas unidades fazem parte do plano estratégico da empresa para encurtar prazos de entrega, ampliar a disponibilidade de produtos e fortalecer o relacionamento com integradores.  O CD de Itupeva está localizado em um condomínio Triple A, a apenas 73 km da capital paulista e próximo às rodovias Bandeirantes e Anhanguera. Com 3.000 m², 600 posições de pallet e capacidade para armazenar até 25 megas, o espaço conta com seis docas e equipe treinada para garantir agilidade e precisão no atendimento. Já o novo Centro de Distribuição de Feira de Santana, sétimo da Fotus, amplia a cobertura da marca no Nordeste. Instalado em um condomínio Triple A com portaria 24h, o espaço tem estrutura verticalizada, 3.000 m² de área, 600 posições pallet e localização estratégica na BR-324, a 100 km de Salvador, com acesso rápido às BRs 101 e 116. O CD foi planejado para reduzir o prazo de entrega, agilizar o pós-venda e oferecer opção de retirada rápida (FOB Retira Rápido), além de permitir visitas técnicas e importação mais ágil, com liberação portuária acelerada.  “Com as novas unidades, fortalecemos nossa estrutura logística e garantimos ainda mais proximidade e suporte técnico aos integradores. Em São Paulo e na Bahia, escolhemos localizações que reduzem significativamente o tempo de trânsito e aumentam nossa eficiência operacional”, explica Thiago Candeia, gerente de Logística da Fotus.  Na prática, as novas operações permitem entregas entre 4 e 6 dias úteis em São Paulo após faturamento e em até 4 dias úteis na Região Metropolitana de Salvador, chegando a 8 dias nas demais localidades da Bahia. “Mais do que ampliar nossa capacidade logística, queremos estar ao lado do integrador em cada entrega, oferecendo agilidade, segurança e a confiabilidade que são marcas da Fotus”, complementa Candeia.  Com sete CDs em operação, em Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Paraná, São Paulo e agora Bahia, a Fotus reforça sua atuação em todo o território nacional. A expansão consolida a empresa como uma das principais distribuidoras do setor solar brasileiro, comprometida em oferecer soluções rápidas, seguras e competitivas, com atendimento próximo e suporte técnico especializado.  A estratégia logística faz parte do plano de crescimento da companhia, que prioriza qualidade, eficiência e sustentabilidade em todas as etapas da operação. “Essas aberturas fazem parte do nosso plano de expansão nacional e solidificam a logística como um pilar essencial do nosso negócio, permitindo que o integrador tenha mais autonomia, competitividade e previsibilidade em seus projetos”, finaliza Candeia.  Sobre a Fotus  A Fotus é uma distribuidora nacional de produtos fotovoltaicos que acredita no protagonismo do integrador, oferecendo uma jornada completa da capacitação técnica ao suporte no pós-venda para garantir proximidade, parceria e presença em todo o Brasil. Nosso compromisso é estar ao seu lado, em cada passo, para que cada projeto alcance o máximo potencial.  Com mais de 40 anos de experiência em importação e distribuição, atendemos integradores em 100% dos estados brasileiros, com 80 mil m² de estrutura, consultores dedicados a um atendimento personalizado, ágil e eficiente. Reconhecida como uma das melhores distribuidoras de energia solar do país, a Fotus une condições comerciais competitivas, produtos de alta qualidade e suporte técnico especializado para assegurar máxima performance e confiabilidade.  Fotus amplia presença nacional com novos Centros de Distribuição em São Paulo e na Bahia

  • Amazon amplia ações globais para recuperar recursos hídricos e reforça compromisso ambiental até 2030

    A Amazon anunciou uma nova rodada de investimentos em conservação hídrica que promete reposicionar a empresa na agenda climática mundial. A companhia lançou quatro iniciativas internacionais focadas em restauração de bacias, manejo natural da água e revitalização de ecossistemas um movimento que, somado ao portfólio já existente, deve recuperar mais de 2 bilhões de litros de água por ano . Amazon amplia ações globais para recuperar recursos hídricos e reforça compromisso ambiental até 2030 As ações integram a estratégia da Big Tech para tornar a AWS “water positive” até 2030, ou seja, devolver mais água às comunidades e ao meio ambiente do que consome nas operações de data center's. O compromisso ganha força em meio ao crescente debate sobre o impacto hídrico da infraestrutura digital global. Projetos em três países reforçam uso de soluções baseadas na natureza Com a inclusão das novas iniciativas, a Amazon ultrapassa 22 projetos ativos  dedicados à recuperação hídrica um volume suficiente para restaurar ou melhorar a qualidade de mais de 11 bilhões de litros de água anualmente , segundo estimativas da empresa. Os quatro novos programas estão distribuídos entre México, Estados Unidos e Reino Unido, cada um voltado a desafios ambientais específicos: México: recuperação da bacia perto de Guadalajara Próximo a Guadalajara, a Amazon apoia a revitalização de uma bacia hidrográfica estratégica para o Rio Santiago. O objetivo é repor 150 milhões de litros de água por ano  por meio de práticas de reflorestamento, aumento da infiltração de chuva e redução do escoamento superficial ações que também diminuem a carga de poluição que chega ao rio. Novo México: suporte ao Rio Grande em períodos de seca No sudoeste dos EUA, a empresa investe em iniciativas para garantir fluxos mínimos do Rio Grande, especialmente durante secas prolongadas. O esforço busca proteger áreas úmidas e espécies ameaçadas que dependem diretamente do rio. Carolina do Norte: restauração de florestas de pinheiros-de-folha-longa Outro projeto norte-americano apoia a recuperação de 20 mil acres  de florestas de pinus nativas um ecossistema essencial para a recarga natural do solo. A restauração deve permitir que 1,6 milhão de metros cúbicos de água  voltem a infiltrar-se anualmente, aliviando pressões sobre aquíferos e rios da região. Reino Unido: revitalização do Rio Tâmisa No Reino Unido, a Amazon se une ao The Rivers Trust para reabilitar trechos da bacia do Rio Tâmisa. A iniciativa prevê técnicas de manejo natural de enchentes, remoção de barreiras e reconexão do rio com sua planície de inundação, criando novos habitats e melhorando a qualidade da água. Tecnologia, clima e responsabilidade corporativa As ações reforçam a movimentação de grandes empresas de tecnologia para reduzir impactos ambientais enquanto ampliam suas operações. Para o setor, a capacidade de mitigar impactos hídricos tornou-se uma métrica relevante de responsabilidade corporativa especialmente em um cenário de demanda crescente por cloud computing e IA generativa. Com os novos projetos, a Amazon sinaliza que o futuro da infraestrutura digital passa não apenas por eficiência energética, mas também por soluções que devolvam equilíbrio às bacias hidrográficas do planeta. Amazon amplia ações globais para recuperar recursos hídricos e reforça compromisso ambiental até 2030

  • Minerais estratégicos: sempre presentes em nosso futuro.

    Por André Luís Ferreira Marques  O domínio da tecnologia de materiais caracteriza a evolução humana, sendo um dos pilares da sobrevivência, independente dos ciclos históricos. Mais recentemente, nota-se a expansão dos materiais poliméricos, nos últimos 70 anos, com a expansão da tecnologia do petróleo. Todavia, na área eletrônica, outros materiais prevalecem e têm firmado sua posição no avanço cotidiano.  Minerais estratégicos: sempre presentes em nosso futuro. Dentre as atividades humanas, o setor de Defesa necessita do que se classifica hoje como minerais estratégicos, seja pela flexibilidade de aplicação, assim como pela sua escassez. Nesse grupo, encontram-se os elementos químicos conhecidos como Terras Raras, caracterizados por alta densidade e distribuição esparsa na superfície terrestre. Na figura abaixo, retirada do jornal Valor Econômico de 11Nov2025, conseguimos ter uma visão abrangente dos campos de aplicação. Em destaque também o setor agropecuário, que vem utilizando tecnologia em escala cada vez mais intensiva.  Em cenários que sugerem graves eventos bélicos, em maior frequência, por causa das derivadas geopolíticas contemporâneas, pensar e agir no uso dos materiais estratégicos não deve fugir das pautas de planejamento e montagem de cenários.  Minerais estratégicos: sempre presentes em nosso futuro.

  • Avanços em tecnologia protegem meio ambiente, mesmo com maior produção de petróleo.

    Por André Luís Ferreira Marques  Os avanços nas tecnologias digitais aplicadas no controle dos motores automotivos e industriais, como em navios e usinas de grande porte, auxiliam a diminuir as emissões de gases nocivos à atmosfera. Adicionalmente, notam-se avanços nos projetos das câmaras de combustão, não apenas em carros, mas também em caldeiras e unidades geradoras de vapor que utilizam combustíveis fósseis.  Avanços em tecnologia protegem meio ambiente, mesmo com maior produção de petróleo. No gráfico abaixo, extraído do jornal Valor Econômico, de 17nov2025, percebe-se a diminuição de poluentes, apesar do aumento da produção do petróleo, em várias partes do mundo. Há fatores que colaboram para essa tendência, como: a diminuição do ritmo industrial pesado, destinação maior do petróleo para a indústria de plásticos e farmacêuticos e a formação de estoques estratégicos, decorrente de instabilidades políticas que apontam para eventos graves bélicos.  O que se deve celebrar é o uso constante da tecnologia, para garantir um melhor patamar de qualidade de vida, mesmo sob desafios latentes e maiores do que muitas vezes pensamos.  Avanços em tecnologia protegem meio ambiente, mesmo com maior produção de petróleo.

  • A coragem de construir o novo: Um olhar sobre o empreendedorismo

    Celebrar a Semana do Empreendedorismo é olhar para a força que move economias, redesenha territórios e transforma pessoas. Empreender não é apenas abrir um negócio, é assumir o protagonismo diante da incerteza, transformar problemas em oportunidades e criar valor onde antes havia apenas intenção. É, acima de tudo, um ato de coragem. Num país marcado por contrastes, o empreendedor brasileiro se destaca pela resiliência. Ele enfrenta burocracias, volatilidade econômica, escassez de crédito, desigualdades regionais e um ambiente regulatório que, muitas vezes, não acompanha o ritmo da inovação. Ainda assim, todos os dias surgem novas marcas, serviços, tecnologias e movimentos empresariais impulsionados por quem ousa começar. Esse é o verdadeiro motor da inovação no Brasil. Empreender em um mundo em transição A era atual exige um novo perfil de empreendedor. Em meio à transformação digital, à urgência climática, às revoluções tecnológicas e aos novos padrões de consumo, cresce a demanda por negócios que combinam propósito, impacto e tecnologia. Não basta apenas vender mais: é preciso entregar relevância, valor e futuro. Hoje, empreendedores que compreendem inteligência artificial, economia de baixo carbono, ESG, mobilidade sustentável, saúde digital, biotecnologia e manufatura avançada têm um diferencial competitivo claro. O mundo mudou e os negócios precisam mudar com ele. A boa notícia? Nunca houve tantas oportunidades de inovar. As fronteiras estão mais abertas, o acesso ao conhecimento está democratizado e a colaboração entre universidades, empresas e governos cria pontos de apoio antes inexistentes. O papel dos ecossistemas e das políticas de apoio Ninguém empreende sozinho. Hubs, incubadoras, parques tecnológicos, aceleradoras, comunidades de startups, programas governamentais e iniciativas privadas de fomento são peças essenciais para transformar boas ideias em negócios sustentáveis. Nos últimos anos, o Brasil avançou com políticas como a Lei do Bem, o Marco Legal de CT&I, a ampliação de recursos de fomento oriundos de instituições como Finep, BNDES e FAPs (Fundações de Amparo à Pesquisa), e editais que impulsionam pesquisa, desenvolvimento e inovação em empresas de todos os portes. A conexão com esses ecossistemas expande horizontes. Permite acesso a mentorias, redes de colaboração, investimentos e conhecimento especializado, elementos que reduzem riscos e ampliam o potencial de impacto. Quando empreendedores se conectam a esse ambiente, suas chances de sucesso aumentam exponencialmente. Empreender é também um processo humano Por trás de cada CNPJ existe um CPF que sonha, teme, insiste e recomeça. O lado humano do empreendedorismo precisa ser lembrado. Ser empreendedor é lidar com jornadas longas, incertezas constantes, pressão por resultados e a solidão das decisões difíceis. Mas é também experimentar a imensa satisfação de ver uma ideia ganhar forma, gerar empregos, criar soluções e transformar vidas. Cuidar da saúde mental, estabelecer redes de apoio e aprender continuamente é fundamental para que o empreendedor continue sendo um agente de transformação. Afinal, inovação não nasce apenas de tecnologia, ela nasce de pessoas em ambientes férteis, colaborativos e psicologicamente seguros. O futuro do empreendedorismo é colaborativo, tecnológico e sustentável A próxima década será marcada por negócios que integram tecnologia, impacto socioambiental e visão global. Os empreendedores que se destacarem serão aqueles capazes de:  • Antecipar tendências e não apenas reagir a elas.  • Integrar IA, dados e automação como ferramentas estratégicas.  • Criar soluções que resolvem problemas reais de cidades, indústrias e pessoas.  • Trabalhar em rede, estimulando cooperação em vez de competição predatória. Empreender é, no fundo, construir futuros possíveis. E o Brasil, com sua riqueza cultural, diversidade produtiva, talento criativo e capacidade de adaptação, tem todos os ingredientes para ser um dos maiores laboratórios de inovação do mundo. Nesta Semana do Empreendedorismo, celebramos aqueles que ousam sonhar e realizam. Que criam caminhos onde antes havia barreiras. Que acreditam no poder da inovação para transformar realidades. A todos os empreendedores, atuais, futuros ou em processo de se tornarem, fica o convite: continuem construindo o Brasil que queremos ver. O país precisa da sua coragem, da sua visão e da sua capacidade de fazer acontecer. A coragem de construir o novo: Um olhar sobre o empreendedorismo

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