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- Armazenamento de Energia ganha força no C&I: Greener destaca novas frentes de valor para empresas brasileiras
EnergyChannel | Análise Especial Armazenamento de Energia ganha força no C&I: Greener destaca novas frentes de valor para empresas brasileiras O setor elétrico brasileiro vive uma virada estratégica marcada pela chegada de soluções avançadas de armazenamento de energia. E, dentro desse movimento, o segmento comercial e industrial (C&I) desponta como o principal terreno de oportunidades tanto pela necessidade de confiabilidade quanto pela busca por eficiência operacional diante de tarifas cada vez mais voláteis. No centro dessa discussão, a consultoria Greener , referência nacional em inteligência de mercado para a transição energética, promove um novo encontro da série Meet Greener focado exclusivamente em como destravar o potencial dos sistemas de bateria no ambiente corporativo brasileiro. Empresas buscam mais autonomia energética e o BESS vira peça-chave De supermercados e data center's a indústrias de médio e grande porte, cresce rapidamente a demanda por soluções capazes de garantir energia estável , reduzir custos e dar previsibilidade ao planejamento energético. Entre as aplicações que mais se destacam no C&I, especialistas da Greener apontam: Backup para continuidade operacional essencial em setores onde minutos de interrupção representam perdas milionárias. Redução da demanda contratada , aliviando contas de energia em horários críticos. Deslocamento de carga , com uso da bateria para suavizar picos e manter consumo estável. Arbitragem de energia , aproveitando tarifas mais baixas para carregar o sistema e reduzir gastos no horário ponta. Segundo a Greener, o avanço dos sistemas de armazenamento não é apenas técnico é estratégico . Empresas com maior controle sobre seu consumo fortalecem sua competitividade e criam condições para integrar soluções híbridas com solar, eólica e microrredes. Como identificar o “fit” entre cliente e aplicação A consultoria reforça que o desafio não está apenas em apresentar a tecnologia, mas em traduzir o valor econômico para cada tipo de operação. Alguns critérios analisados incluem: Perfil de consumo e curva de carga Histórico de interrupções e impacto financeiro Demanda contratada versus demanda real Tarifas aplicadas e oportunidades de arbitragem Possibilidade de integração com geração distribuída Combinados, esses dados determinam o tamanho ideal do sistema, o retorno esperado e quais aplicações entregam maior benefício. Greener amplia discussões sobre o futuro do armazenamento Há mais de uma década, a Greener se posiciona como uma das principais fontes de inteligência para o setor elétrico nacional. A empresa conduz estudos, conecta player's e participa ativamente da construção de modelos de negócio que sustentam a transição energética no Brasil. O novo Meet Greener sobre armazenamento no C&I promete aprofundar: Perspectivas de mercado para baterias no curto e médio prazo Modelos comerciais que já começam a ganhar tração Desafios regulatórios pendentes e as oportunidades que eles destravam Casos reais de empresas que já adotam BESS como diferencial competitivo Para o EnergyChannel, essa movimentação representa mais um capítulo da consolidação do armazenamento de energia como pilar da modernização elétrica brasileira com protagonismo claro do ambiente comercial e industrial. Armazenamento de Energia ganha força no C&I: Greener destaca novas frentes de valor para empresas brasileiras
- Mercado de Armazenamento Avança no Brasil: Novo Guia Destaca Tecnologias e Fabricantes de BESS
O setor de armazenamento de energia vive um momento de forte aceleração no Brasil impulsionado pelo crescimento da geração solar, pela necessidade de estabilidade na rede e pelo avanço de modelos de negócios híbridos. Mercado de Armazenamento Avança no Brasil: Novo Guia Destaca Tecnologias e Fabricantes de BESS Para apoiar esse movimento, um novo guia publicado pela Greener consolida informações inéditas sobre equipamentos, tecnologias e fabricantes de Battery Energy Storage Systems (BESS) disponíveis no mercado nacional e internacional. A publicação organiza dados estratégicos sobre a oferta de sistemas, reúne comparativos técnicos e aponta tendências que devem definir os próximos ciclos de expansão do setor. Para integradores, distribuidores, investidores e grandes consumidores, o material funciona como uma bússola para navegação em um ecossistema que se tornou altamente competitivo. Panorama atualizado do armazenamento no Brasil Nos últimos anos, o armazenamento deixou de ser apenas um tema emergente para se tornar uma peça-chave da transição energética. A combinação entre queda de custos, maior demanda por estabilidade e a chegada de projetos híbridos acelerou a busca por soluções de baterias em diferentes escalas de sistemas residenciais e comerciais até grandes plantas industriais e utilitárias. Mercado de Armazenamento Avança no Brasil: Novo Guia Destaca Tecnologias e Fabricantes de BESS O guia destaca fabricantes nacionais e internacionais atuantes no país , apresentando informações técnicas sobre: Arquiteturas e capacidades de sistemas; Tipos de baterias mais adotados (principalmente LFP); Eficiência e ciclo de vida dos equipamentos; Aplicações emergentes, como peak shaving, backup crítico, deslocamento de carga e suporte à rede. A iniciativa ajuda a esclarecer dúvidas comuns do mercado, especialmente no momento em que integradores buscam estruturar propostas mais robustas e aderentes às necessidades dos clientes. Tecnologias que devem liderar o próximo ciclo Segundo o levantamento, três eixos tecnológicos devem ganhar protagonismo em 2025: 1. Crescimento dos sistemas modulares de alta densidade Soluções em contêiner com módulos LFP e sistemas integrados de refrigeração e segurança tendem a dominar projetos comerciais e industriais, reduzindo custos operacionais. 2. Integração avançada entre PCS, EMS e baterias O mercado migra para plataformas que combinam hardware e inteligência, permitindo operação mais precisa, monitoramento inteligente e respostas rápidas a variações da rede. 3. Ampliação dos modelos híbridos solar + BESS Com a expansão de usinas fotovoltaicas, os sistemas de armazenamento tornam-se essenciais para controle de despacho, aumento do fator de capacidade e mitigação de intermitência. Por que o guia importa para o setor Mais do que um catálogo, o novo guia funciona como uma ferramenta estratégica de tomada de decisão. O material organiza informações dispersas e oferece uma visão comparativa que normalmente exigiria semanas de pesquisa. Para o mercado brasileiro em rápida expansão, isso significa: Menos assimetria de informação entre integradores, distribuidores e fabricantes; Aceleração de negócios em um ambiente que exige decisões técnicas e financeiras ágeis; Maior previsibilidade sobre tendências e movimentos globais que já se refletem no Brasil. A Greener, que há mais de dez anos monitora a evolução do setor elétrico, reforça seu papel como referência em inteligência de mercado para a transição energética. A publicação chega em um momento crucial, no qual o país avança para consolidar uma infraestrutura energética mais flexível, digital e resiliente. Conclusão O armazenamento de energia deixou de ser um “diferencial tecnológico” e passou a ser um pilar central do novo sistema elétrico brasileiro . Com a chegada do guia, o mercado ganha um mapa atualizado para navegar por um dos segmentos mais dinâmicos e promissores da transição energética. Mercado de Armazenamento Avança no Brasil: Novo Guia Destaca Tecnologias e Fabricantes de BESS
- ABGD Reavalia o Futuro da Geração Distribuída em Estudo Histórico Apresentado na USP
Levantamento técnico aponta benefícios estruturais, redução de custos e impacto econômico da micro e minigeração distribuída; setor pede urgência na regulamentação pós-2029 Brasil Reavalia o Futuro da Geração Distribuída em Estudo Histórico Apresentado na USP A transição energética brasileira ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (25), em São Paulo. Em um evento que reuniu autoridades, pesquisadores, empresas e representantes do setor, a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) apresentou o estudo mais completo já realizado no país sobre os impactos da micro e minigeração distribuída (MMGD) no sistema elétrico um levantamento previsto na Lei 14.300 e conduzido ao longo de 10 meses por especialistas independentes. O encontro ocorreu no Instituto de Energia e Ambiente da USP e trouxe uma mensagem inequívoca: a geração distribuída está longe de ser um problema técnico — na maior parte do país, ela reduz custos sistêmicos, posterga investimentos, diminui perdas e impulsiona a economia local. O estudo traça ainda caminhos para a integração inteligente de novas tecnologias, como armazenamento em baterias, que devem assumir papel central até o final desta década. Brasil Reavalia o Futuro da Geração Distribuída em Estudo Histórico Apresentado na USP ABGD defende debate técnico urgente e transparente Para Carlos Evangelista , presidente da ABGD, o lançamento inaugura uma nova fase na discussão pública sobre a valoração da MMGD: “Hoje é um dia histórico. Apresentamos aqui, na USP, um trabalho de grande profundidade técnica, previsto na lei e essencial para orientar o futuro da micro e minigeração. O estudo mostra, com clareza, o real impacto da MMGD no sistema elétrico brasileiro. É um debate que precisava começar.” A entidade planeja levar os resultados para universidades, ONS, Aneel e Ministério de Minas e Energia ao longo dos próximos meses. Aneel vê contribuição para decisões regulatórias até 2029 Moderador de um dos painéis, Gentil Nogueira de Sá Júnior , diretor da Aneel, ressaltou que o estudo chega em um momento crucial: “Os recursos energéticos distribuídos vão orientar a transição energética do futuro. O material apresentado hoje traz insumos preciosos para decisões regulatórias que a Aneel terá de tomar nos próximos anos. É fundamental entender como a MMGD pode reforçar a segurança do sistema e gerar valor econômico para o consumidor.” Segundo ele, a capacidade de o consumidor produzir e comercializar sua própria energia deve se consolidar como um pilar do mercado elétrico brasileiro. Impactos sociais e expansão na Amazônia também entram no radar O estudo avaliou não apenas aspectos técnicos, mas também impactos socioeconômicos. Aurélio de Andrade Souza , diretor da ABGD, destacou o recorte sobre acesso à energia em regiões remotas: “Estamos falando de benefícios econômicos, ambientais e também de inclusão. O estudo aborda oportunidades em regiões como a Amazônia, onde milhões ainda não têm acesso a energia limpa e confiável. A MMGD pode ser decisiva nesse cenário.” Início tardio do debate preocupa especialistas Para Raquel Assis Rocha , diretora regulatória da ABGD, o país precisa acelerar: “A metodologia de precificação da MMGD prevista na Lei 14.300 entra em vigor em 2029 para novos projetos. Começamos esse debate tarde. É técnico, complexo e precisa envolver toda a sociedade. O estudo é o primeiro passo para orientar regras justas e que reflitam o valor real da geração distribuída.” O que mostram os dados: benefícios prevalecem e tecnologias de suporte resolvem gargalos Um dos principais responsáveis pelos cálculos apresentados, José Wanderley Marangon , diretor da MC&E, trouxe dados inéditos da análise de mais de 40 mil alimentadores e mais de 5 milhões de trechos de redes secundárias em todo o país: Principais conclusões: Baixa penetração: a MMGD melhora o desempenho da rede , reduzindo carregamento e perdas. Penetração média: o impacto é neutro. Alta penetração: podem surgir necessidades de reforço — mas tecnologias como inversores inteligentes e baterias resolvem grande parte dos problemas. “Não há justificativa técnica para frear a entrada da GD. A solução é integrar novas tecnologias e apoiar as regiões específicas onde há necessidade de reforços”, conclui Marangon. ‘Casamento perfeito’: GD e armazenamento Para José da Costa Carvalho Neto , presidente do conselho da ABGD, o estudo confirma uma tendência global: “Quando entra o armazenamento, a performance melhora muito. O BESS funciona como um pulmão para a GD. O casamento entre geração distribuída e baterias é inevitável e extremamente positivo para o sistema.” Ele reforça que a GD reduz demanda em circuitos, posterga investimentos e diminui perdas na maior parte dos cenários analisados. Setor privado reforça importância de base técnica e científica O CEO da Greener, Márcio Takata , destacou a importância de basear o debate em evidências: “A discussão sobre GD é muitas vezes polarizada. Olhar para dados, casos reais e impactos concretos é fundamental para decisões assertivas. Esse estudo traz justamente essa clareza.” Uma agenda estruturante para o país Lideranças da ABGD reforçaram que o documento deve servir como base para políticas públicas, estratégias empresariais e processos regulatórios: Carlos Café , vice-presidente da ABGD, lembrou que a lei exige uma valoração oficial até 2029 e que a entidade está “antecipando o debate para ajudar governo e órgãos técnicos a tomar decisões embasadas”. Jéssica Soares , gerente de marketing da ABGD, afirmou que o material será fundamental em diálogos com Aneel, ONS e parlamentares. Rogério Duarte , diretor financeiro da ABGD, destacou que mais de 150 participantes acompanharam o evento. Zilda Costa , vice-presidente da ABGD, reforçou que o estudo será levado para outras instituições acadêmicas e regulatórias. Heber Galarce , presidente do INEL, afirmou que o estudo deve “corrigir distorções e preconceitos sobre a MMGD” e fortalecer a defesa da energia limpa em Brasília. USP reforça base científica do debate Representando a academia, o professor Dorel Soares Ramos , da Escola Politécnica da USP, ressaltou a busca por equilíbrio: “Nosso objetivo foi avaliar custos e benefícios com isonomia. A GD tem virtudes claras, mas também desafios como qualquer solução energética. Trouxemos benchmark internacional e análises técnicas profundas para apoiar o debate com rigor científico.” Conclusão: Um divisor de águas para a transição energética brasileira O estudo apresentado pela ABGD na USP inaugura um ciclo de debates que deve se estender até 2029 e possivelmente redefinir o papel da geração distribuída na matriz elétrica nacional. A partir de uma base técnica robusta, o setor espera agora que o governo, a academia e os órgãos reguladores construam juntos um modelo de valoração que reconheça os benefícios sistêmicos da MMGD e permita sua expansão sustentável. ABGD Reavalia o Futuro da Geração Distribuída em Estudo Histórico Apresentado na USP
- Rockcore anuncia tecnologia inédita de microinversores e projeta revolução no mercado solar brasileiro em 2026
Com mais de uma década de experiência em software e soluções de monitoramento, fabricante chinesa aposta em inovação patenteada para simplificar instalações e ampliar o acesso à energia solar no Brasil. Rockcore anuncia tecnologia inédita de microinversores e projeta revolução no mercado solar brasileiro em 2026 Florianópolis (SC) – Durante o evento 360 Solar , o EnergyChannel conversou com Vinícius Luiz , Country Manager da Rockcore Electronics Technology Co., Ltd. , que revelou planos ambiciosos da marca para o mercado brasileiro em 2026. A empresa chinesa, reconhecida por sua atuação global no desenvolvimento de microinversores e sistemas inteligentes de monitoramento, prepara a introdução de uma tecnologia exclusiva que promete redefinir o modelo de instalação fotovoltaica no país. Segundo Vinícius, a Rockcore que há 10 anos iniciou sua trajetória com o desenvolvimento de softwares de análise e manutenção de usinas solares evoluiu para se tornar especialista na fabricação de microinversores , atuando como OEM para grandes marcas da Europa e dos Estados Unidos . Agora, a empresa pretende consolidar sua presença direta no Brasil com uma tecnologia que combina praticidade, segurança e economia. “Estamos trazendo uma inovação patenteada que pode mudar completamente a forma como o integrador e o consumidor final encaram a energia solar. Trata-se de um sistema mais simples, mais eficiente e muito mais acessível”, destacou o executivo. PowerPad: a nova geração de microinversores A principal aposta da Rockcore para 2026 é o PowerPad , um microinversor por painel com saída em corrente alternada , o que elimina a necessidade de longos cabeamentos em corrente contínua e reduz significativamente o tempo de instalação. Com o novo sistema, a conexão pode ser feita diretamente no disjuntor residencial , simplificando o processo e diminuindo os custos tanto para instaladores quanto para consumidores. Além disso, o PowerPad permite monitoramento individualizado de cada painel , oferecendo dados em tempo real de desempenho e manutenção. “A instalação se torna mais rápida e segura, o custo cai e a eficiência aumenta. É uma solução que empodera o integrador e traz mais confiança ao consumidor final”, explicou Vinícius. Confiabilidade e foco em longo prazo Além da inovação tecnológica, o Country Manager destacou a solidez e a confiabilidade da Rockcore . Com uma estrutura industrial consolidada e investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento, a empresa oferece garantias de até 30 anos em seus produtos um diferencial importante em um mercado cada vez mais competitivo. “O consumidor busca segurança. Trabalhar com um fabricante que domina toda a linha de produção, tem histórico de mercado e investe em inovação é fundamental. É isso que a Rockcore representa”, reforçou. Brasil no radar da inovação global Com a expansão programada para 2026, a Rockcore pretende fortalecer parcerias com integradores, distribuidores e empresas do setor solar em todo o país. A estratégia é posicionar o Brasil como um dos principais mercados da marca na América Latina, unindo tecnologia chinesa e demanda crescente por soluções energéticas sustentáveis. O EnergyChannel acompanhará de perto os próximos passos da Rockcore e as novidades da marca no país, que já promete movimentar o setor fotovoltaico com soluções inteligentes, seguras e economicamente competitivas. Rockcore anuncia tecnologia inédita de microinversores e projeta revolução no mercado solar brasileiro em 2026
- Leilão de Baterias LRCAP 2026: O Marco Regulatório e Consulta Pública MME nº 202/2025
Por Daniel Pansarella, para o Energy Channel Leilão de Baterias LRCAP 2026: O Marco Regulatório e Consulta Pública MME nº 202/2025 O setor elétrico brasileiro vive um momento de profunda transformação, e o armazenamento de energia por baterias (BESS, na sigla em inglês) emerge como a peça-chave para garantir a segurança e a estabilidade do sistema frente à crescente expansão das fontes renováveis. A recente abertura da Consulta Pública MME nº 202/2025 , que estabelece as diretrizes para o primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) focado exclusivamente em baterias, previsto para abril de 2026, não é apenas um passo regulatório, mas um sinal claro de que o futuro energético do país passa, inevitavelmente, pela tecnologia de armazenamento. O anúncio, realizado pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante a COP30, posiciona o Brasil na vanguarda do planejamento energético global. "O leilão de baterias é resultado do nosso trabalho contínuo para garantir segurança e estabilidade ao sistema elétrico brasileiro. O armazenamento de energia é viável e um grande aliado na transição energética", afirmou o ministro. A iniciativa visa contratar potência em megawatts (MW) para mitigar a intermitência de fontes como a solar e a eólica, reduzir perdas e, em última análise, manter a modicidade tarifária para o consumidor. O Mercado se Mobiliza: As Contribuições das Associações Com o prazo para contribuições à consulta pública se encerrando em 1º de dezembro, o setor se articula para refinar as regras do jogo. Associações como a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e a ABSAE (Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia) estão em um intenso processo de consulta com seus associados para consolidar propostas que garantam a viabilidade e a atratividade do leilão. Os debates internos, como os ocorridos na reunião do Grupo de Trabalho de Armazenamento da ABSOLAR, revelam os pontos mais sensíveis para os investidores. As discussões giram em torno de temas cruciais que podem definir o sucesso ou o fracasso dos futuros projetos. Abaixo, uma tabela resume as principais demandas do setor em comparação com a proposta inicial do MME: Tema Proposta Inicial / Posição do MME Pleito do Setor (ABSOLAR/ABSAE) Prazo do Contrato 10 anos Extensão para 15 anos , alinhado ao ciclo de vida útil dos equipamentos. Receitas Adicionais Não previstas. A receita fixa deve cobrir todos os custos. Permitir que o empreendedor realize outros serviços (e.g., serviços ancilares) e obtenha receitas adicionais, desde que a disponibilidade de capacidade seja garantida. Tarifas de Uso (TUSD/TUST) Sem definição clara. Definição urgente pela ANEEL para evitar a dupla cobrança (na carga e na descarga da bateria), um entrave significativo à viabilidade econômica. Incentivos Fiscais (REIDI) Enquadramento não automático, sujeito à análise do MME. Regulamentação clara para o enquadramento automático, conforme previsto na nova Lei nº 15.269/2025, e emissão de debêntures incentivadas. Critérios de Despacho Expectativa de 4h diárias, com 1 a 2 ciclos. Periodicidade fixa é considerada risco da operação. Maior detalhamento sobre o número de despachos e ciclos para permitir o dimensionamento adequado dos sistemas e a precificação correta nos lances. Esses pontos refletem a busca do mercado por um ambiente de negócios com maior previsibilidade e segurança jurídica. A ABSAE, por exemplo, destaca que já existem cerca de 18 GW em projetos de baterias prontos para serem cadastrados no certame, evidenciando o enorme potencial represado que aguarda apenas por um marco regulatório bem definido. O Impacto da Nova Lei do Setor Elétrico A corrida para o leilão de 2026 é impulsionada pela recente sanção da Lei nº 15.269/2025 (originada da MP 1.304/2025), que moderniza o marco regulatório do setor. A nova legislação finalmente define a atividade de armazenamento e prevê mecanismos de incentivo, como a inclusão dos projetos no REIDI. Um dos vetos presidenciais mais comemorados pelo setor foi à exigência de conteúdo local para a concessão do benefício fiscal, o que deve baratear o custo de implantação dos sistemas, majoritariamente importados. Contudo, a lei também trouxe desafios. O veto ao ressarcimento integral por cortes de geração (curtailment) de fontes renováveis, embora justificado pelo governo para evitar o aumento da tarifa de energia, acende um alerta para os geradores, que veem no armazenamento uma solução para esse mesmo problema. Um Mercado em Ebulição Os números confirmam o otimismo. Segundo o "Estudo Estratégico de Armazenamento 2025" da consultoria Greener, a demanda por equipamentos BESS no Brasil cresceu 89% em 2024 em relação ao ano anterior. A projeção é que o mercado de armazenamento no país movimente mais de R$ 23 bilhões até 2030. Esse crescimento exponencial é motivado não apenas pela expansão das renováveis, mas também pela busca de consumidores comerciais e industriais por maior confiabilidade energética, protegendo-se contra as perdas causadas por apagões e instabilidades da rede. O leilão de 2026, portanto, não é um evento isolado. Ele se insere em um contexto de amadurecimento tecnológico, queda de custos e uma necessidade latente do sistema elétrico. A expectativa é que a EPE e o ONS desempenhem um papel central, orientando a localização dos projetos para áreas onde eles possam trazer os maiores benefícios sistêmicos, como o alívio de restrições de transmissão e a melhoria da qualidade da energia. O Brasil está diante de uma oportunidade histórica de consolidar o armazenamento como um pilar estratégico de sua matriz elétrica. O sucesso do LRCAP de 2026 dependerá da capacidade do governo em ouvir as contribuições do setor e construir um edital equilibrado, que atraia os investimentos necessários para transformar o potencial em realidade, garantindo um futuro energético mais seguro, limpo e eficiente para todos. Leilão de Baterias LRCAP 2026: O Marco Regulatório e Consulta Pública MME nº 202/2025
- Revolução Silenciosa: Europa Eletriza o Futuro com Salto Quântico no Armazenamento de Energia
Revolução Silenciosa: Europa Eletriza o Futuro com Salto Quântico no Armazenamento de Energia Revolução Silenciosa: Europa Eletriza o Futuro com Salto Quântico no Armazenamento de Energia Por EnergyChannel - Alemanha A Europa está no limiar de uma transformação energética sem precedentes, impulsionada por uma expansão maciça e estratégica em sua capacidade de armazenamento de energia. Dados recentes da Comissão Europeia revelam que o continente se prepara para mais do que dobrar sua infraestrutura, passando de uma capacidade operacional de 70 GW para um impressionante total de 170.92 GW em projetos esperados até 2030. Este salto, que representa um aumento de mais de 140%, não é apenas um marco quantitativo, mas um pilar fundamental para a integração plena das energias renováveis e a garantia da estabilidade da rede elétrica. O Salto Quântico da Energia Europeia: De 70 GW para um Futuro de 170 GW A transição para um sistema de energia de baixo carbono exige mais do que apenas a instalação de painéis solares e turbinas eólicas; requer a capacidade de armazenar essa energia de forma eficiente para uso quando o sol não brilha ou o vento não sopra. É neste contexto que o armazenamento de energia emerge como o habilitador-chave da descarbonização. A análise do panorama europeu mostra que, embora a capacidade instalada atual seja robusta, a pipeline de projetos futuros sinaliza uma mudança de paradigma. A meta de 170.92 GW reflete uma confiança crescente do mercado e um alinhamento regulatório que visa acelerar a implantação de soluções flexíveis e escaláveis. Revolução Silenciosa: Europa Eletriza o Futuro com Salto Quântico no Armazenamento de Energia Baterias de Lítio: A Vanguarda da Revolução Energética No centro desta revolução silenciosa estão as baterias de íon-lítio . Embora as tecnologias de armazenamento mecânico, como as hidrelétricas reversíveis, ainda dominem a capacidade instalada (os 70 GW operacionais), as baterias estão se consolidando como a tecnologia líder para as novas instalações. A ascensão do íon-lítio é um reflexo direto da sua flexibilidade e escalabilidade . Elas são ideais para o armazenamento de curta e média duração, essenciais para serviços de rede como regulação de frequência e integração de picos de geração renovável. A queda contínua nos custos de capital (CAPEX) e a maturidade tecnológica têm impulsionado o mercado a investir maciçamente nesta solução, transformando-a na vanguarda da infraestrutura energética moderna. Além das Baterias: O Papel Fundamental das Hidrelétricas Reversíveis É crucial reconhecer que a espinha dorsal do armazenamento europeu é, e continuará sendo por um tempo, o armazenamento hidrelétrico por bombeamento pumped-storage hydropower. Estas usinas, que utilizam o excesso de eletricidade para bombear água para um reservatório superior e liberá-la para gerar energia quando necessário, oferecem a maior capacidade de armazenamento de longa duração e são vitais para a segurança e estabilidade do sistema em larga escala. A estratégia europeia, portanto, não é de substituição, mas de **complementaridade**. As hidrelétricas reversíveis fornecem a base de estabilidade, enquanto as baterias de íon-lítio adicionam a agilidade e a resposta rápida necessárias para gerenciar a intermitência das novas fontes renováveis. O Desafio da Integração: Políticas e Regulamentações como Pilares da Transformação A União Europeia não está apenas observando o mercado; ela está ativamente moldando-o através de um arcabouço regulatório progressivo. Duas medidas políticas iminentes destacam-se como cruciais para o futuro do setor: Avaliação de Necessidades de Flexibilidade (2025): ** Até 2025, os operadores de sistemas de transmissão e distribuição (TSOs e DSOs) serão obrigados a implementar uma nova metodologia para avaliar as necessidades nacionais de flexibilidade, incluindo os requisitos de armazenamento de energia. Esta medida é vital para orientar o investimento de longo prazo e garantir que a infraestrutura de armazenamento seja desenvolvida onde é mais necessária. Registro Eletrônico de Baterias (2027) : Até fevereiro de 2027, todas as baterias de armazenamento de energia com capacidade superior a 2 kWh deverão ser registradas eletronicamente sob a nova legislação da UE. Este registro visa aumentar a **transparência**, a **segurança** e a **rastreabilidade** do ciclo de vida das baterias, um passo essencial para a economia circular e a gestão sustentável de resíduos. O armazenamento de energia é, inegavelmente, o elo perdido para a concretização de um sistema de energia de carbono zero na Europa. Ao combinar o poder de longa duração das hidrelétricas reversíveis com a agilidade das baterias de íon-lítio, e ao apoiar essa evolução com políticas regulatórias claras e ambiciosas, o continente está pavimentando o caminho para um futuro energético mais seguro, resiliente e totalmente sustentável. A revolução silenciosa do armazenamento está em pleno andamento, e seus efeitos serão sentidos em toda a matriz elétrica global. Revolução Silenciosa: Europa Eletriza o Futuro com Salto Quântico no Armazenamento de Energia
- Schneider Electric destaca a inovação em sistemas de energia de 800 VCC em apoio à próxima geração de GPUs da NVIDIA
Schneider Electric reafirma seu compromisso com o suporte à infraestrutura de 800 VCC para arquiteturas de rack de alta densidade de próxima geração; Inovações em conversão, proteção e medição são impulsionadas por uma abordagem de sistema completo para desempenho e escalabilidade otimizados; Schneider Electric destaca a inovação em sistemas de energia de 800 VCC em apoio à próxima geração de GPUs da NVIDIA Expertise em segurança, simulação e testes valida soluções confiáveis e prontas para operação em campo, incluindo capacidades de troca a quente ("Live Swap") São Paulo, novembro de 2025 – A Schneider Electric , líder global na transformação digital da gestão de energia e automação, reforça seu compromisso em apoiar a transição do setor para arquiteturas de energia em 800 VCC - requisito fundamental para os novos sistemas de rack de alta densidade que estão sendo adotados em data centers de próxima geração. À medida que o setor avança rumo a maiores densidades de potência e eficiência aprimorada, a Schneider Electric vem inovando ativamente para atender a essas demandas por meio de uma abordagem sistêmica e abrangente que integra conversão, proteção e medição de energia. Essa metodologia assegura que os sistemas elétricos sejam não apenas eficientes, mas também seguros, resilientes e escaláveis. “A transição para 800 VCC é uma evolução natural à medida que a densidade computacional aumenta e a Schneider Electric está comprometida em ajudar seus clientes a realizar essa mudança com segurança e confiabilidade”, afirma Jim Simonelli, CTO de Data Centers da Schneider Electric. “Nossa especialidade está em compreender todo o ecossistema de energia - da rede elétrica até o servidor - e projetar soluções que se integrem de forma harmoniosa, operem com previsibilidade e garantam segurança operacional.” Novo sidecar apoiado por uma abordagem sistêmica de inovação em energia A tradicional distribuição de energia de 54 volts utilizada atualmente em data centers foi projetada para racks em escala de quilowatts e não permite suportar os racks em escala de megawatts que estão surgindo nas modernas fábricas de inteligência artificial (IA). Por isso, sistemas de distribuição de 800 VCC escaláveis e com armazenamento de energia integrado tornam-se essenciais. A Schneider Electric colabora com a NVIDIA no desenvolvimento de um sidecar de 800 VCC capaz de alimentar racks de até 1,2 MW, fornecendo suporte à próxima geração de GPUs NVIDIA e às futuras iterações da infraestrutura de computação acelerada da empresa. Esse sidecar converte a energia CA (corrente alternada) proveniente do data center em 800 VCC (corrente contínua), possibilitando a entrega de energia em escala de megawatts de forma segura, eficiente e com custos reduzidos de material e infraestrutura. Além disso, o sidecar da Schneider Electric: Oferece eficiência líder de mercado; Conta com módulos de conversão de energia em prateleiras modulares; Está equipado com armazenamento modular de energia para backup de curto prazo e suavização de carga; Possui capacidade de troca a quente (Live Swap), expandindo a segurança operacional. O sidecar é sustentado pela abordagem sistêmica exclusiva da Schneider Electric em inovação energética. Em vez de focar apenas em componentes individuais, a companhia adota uma visão holística da infraestrutura elétrica. Ao projetar e otimizar os sistemas como um todo, incluindo tecnologias de conversão, medição inteligente e mecanismos integrados de proteção, a Schneider Electric ajuda seus clientes a alcançar: Desempenho previsível e validado; Manutenção simplificada e escalabilidade aprimorada; Maior eficiência operacional. Essa inovação em nível de sistema é fundamental para dar suporte a implementações de racks de alta densidade que exigem controle mais rigoroso sobre o fornecimento e a confiabilidade da energia. Décadas de expertise em segurança e confiabilidade Com uma reputação consolidada na promoção da confiabilidade e segurança elétrica, a Schneider Electric integra modelagem avançada, simulação e testes laboratoriais em condições reais para validar suas soluções, englobando: Análises detalhadas de corrente de falha e arco elétrico; Ambientes de teste certificados que proporcionam desempenho em condições reais de operação; Capacidades de troca a quente (Live Swap) que propiciam manutenção segura sem interromper as operações. Esses recursos viabilizam aos clientes a instalação de sistemas de 800 VCC com total confiança, de acordo com os mais altos padrões de segurança operacional e resiliência. Apoio à evolução do setor Como parte do ecossistema NVIDIA, a Schneider Electric está alinhada à ampla transformação da indústria em direção a arquiteturas de próxima geração que exigem uma infraestrutura elétrica mais robusta e eficiente. “Arquiteturas de energia escaláveis são a base da próxima geração de infraestrutura de IA que busca maximizar desempenho e eficiência”, diz Dion Harris, diretor Sênior de Soluções de Infraestrutura de HPC, Nuvem e IA (GTM) da NVIDIA. “A NVIDIA e a Schneider Electric estão ampliando nossa parceria de longa data para projetar e entregar arquiteturas avançadas de energia em 800 VCC que alimentarão as aplicações de IA responsáveis por moldar a revolução industrial da inteligência artificial.” Sobre a Schneider Electric Nosso propósito é criar impacto , capacitando todos para que aproveitem ao máximo nossa energia e recursos , unindo progresso e sustentabilidade. Na Schneider Electric, chamamos isso de “Life Is On” . Nossa missão é sermos o seu parceiro de confiança em sustentabilidade e eficiência . Somos líderes globais em tecnologia industrial , levando expertise e know-how em eletrificação, automação e digitalização para indústrias inteligentes, além de infraestruturas resilientes, data centers preparados para o futuro, edifícios inteligentes e residências intuitivas. Com base em nossa ampla experiência no mercado, fornecemos soluções integradas de internet das coisas (IoT) industrial com inteligência artificial (IA), cobrindo todo o ciclo de vida, assim como automação, software e serviços conectados, entregando gêmeos digitais (digital twins) para permitir o crescimento lucrativo para nossos clientes . Somos uma empresa de pessoas com um ecossistema de 150 mil colaboradores e mais de um milhão de parceiros que operam em mais de 100 países para garantir a proximidade com os nossos clientes e partes interessadas. Abraçamos a diversidade e a inclusão em tudo o que fazemos, guiados pelo nosso propósito significativo de um futuro sustentável para todos . www.se.com Schneider Electric destaca a inovação em sistemas de energia de 800 VCC em apoio à próxima geração de GPUs da NVIDIA
- Porque entrei na Energia Solar?
Por Renato Zimmermann é desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética Porque entrei na Energia Solar? Durante anos, ocupei cargos de alta gestão, bem remunerado e requisitado. A vida corporativa me oferecia estabilidade financeira e reconhecimento, mas em 2015, uma viagem aos Estados Unidos mudou radicalmente minha percepção. Ao caminhar por quilômetros nas florestas de sequoias da Califórnia, vi a devastação causada pelo fogo. Aquela imagem de biodiversidade destruída foi um choque de realidade: até que ponto acumular capital fazia sentido se o planeta estava sendo consumido pela nossa própria ganância? Esse despertar me levou a buscar algo com mais propósito. Em 2016 iniciei minha jornada empreendedora na energia solar. Era um mercado embrionário: bancos não entendiam, seguradoras não se arriscavam e clientes mal sabiam do que se tratava. Abríamos uma nova era, mas a falta de maturidade do setor levou minha empresa ao fechamento em 2019. Foi doloroso, mas também necessário. A falência foi meu primeiro grande aprendizado sobre resiliência. E foi aí que surgiu outro Renato. O nome, de origem latina Renatus, significa “renascido”, “aquele que nasce de novo”. Essa simbologia se encaixava perfeitamente: eu estava renascendo, agora com a missão de ajudar a construir um mercado de energia solar mais sólido e justo. Entre 2020 e 2022, o setor viveu um boom inesperado. A taxa Selic havia atingido o menor patamar da história, 2% ao ano em agosto de 2020, enquanto hoje está em 15%. A pandemia suspendeu prazos regulatórios da ANEEL por meio da Resolução Normativa nº 878/2020, o que deu fôlego ao setor. O consumo de energia disparou com as pessoas em casa, e a crise hídrica levou à criação da “Bandeira Tarifária Crise Hídrica”. Contas de luz elevadas, bancos ávidos por emprestar e juros baixos criaram a combinação perfeita: milhares de novas empresas, empregos e oportunidades. Nesse contexto, ainda me recuperava do tombo empresarial, mas fui chamado ao ativismo. Em junho de 2021, organizamos em Brasília o evento “Brasil, diga sim à Energia Solar”, reunindo cerca de 700 pessoas de 20 estados, mesmo em plena pandemia. Foi um ato arriscado, mas decisivo: articulado com o Congresso, resultou na aprovação do Marco Legal da Energia Solar (Lei 14.300/22). O curioso é que tudo foi organizado digitalmente, mostrando como a tecnologia pode potencializar causas coletivas. A partir daí, mergulhei de vez na política energética. Aprendi como Brasília funciona, como engrenagens democráticas se movem e como interesses obscuros tentam travar a geração distribuída. Defendo que produzir energia junto ao consumo é mais resiliente e democrático do que grandes empreendimentos bilionários que concentram poder e fragilizam o sistema diante das mudanças climáticas. Minha participação na COP30 foi mais um marco. Voltei convicto de que a sociedade está despertando e que vozes como a minha começam a ser ouvidas. A transição energética não é apenas técnica ou econômica: é filosófica, ética e existencial. É sobre escolher entre perpetuar um modelo predatório ou construir um futuro sustentável. Fecho este relato com gratidão. Este foi o caminho que escolhi: da dor da falência ao renascimento do ativismo, da gestão corporativa ao engajamento social. A energia solar me deu propósito e me conectou a uma causa maior. Agradeço a todos que, de alguma forma, estão contribuindo para que tenhamos um planeta melhor. Cada passo, cada voz, cada ação importa. E é juntos que iluminaremos o futuro. Porque entrei na Energia Solar?
- ABREN anuncia a chegada da Wogen como nova associada
Com sede em São José do Rio Preto (SP), a empresa atua na indústria eletrônica, voltada ao desenvolvimento de soluções em energia limpa, automação e Internet das Coisas (IoT), com foco em monitoramento inteligente de dados em nuvem ABREN anuncia a chegada da Wogen como nova associada Brasília (DF), 26 de novembro de 2025 – A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) anuncia a chegada da Wogen como nova associada. Com sede em São José do Rio Preto (SP), a empresa atua na indústria eletrônica, voltada ao desenvolvimento de soluções em energia limpa, automação e Internet das Coisas (IoT), com foco em monitoramento inteligente de dados em nuvem. Fundada em 2020, a companhia desenvolve ECUs (centrais eletrônicas) e sistemas embarcados aplicados em geradores, sistemas de biogás e outras fontes de geração distribuída, garantindo eficiência, segurança operacional e gestão remota de alto desempenho. Com uma equipe multidisciplinar e ampla experiência em engenharia eletrônica, firmware e software, a Wogen integra tecnologia e sustentabilidade para potencializar resultados em todo o ciclo energético do controle local à análise estratégica de dados. As soluções oferecidas pela empresa conectam equipamentos, otimizam a performance e reduzem custos, contribuindo diretamente para uma matriz energética mais limpa, digital e descentralizada. De acordo com Yuri Schmitke, presidente da ABREN, “ a chegada da Wogen fortalece ainda mais o compromisso da ABREN com a transição energética sustentável no Brasil. Reconhecida no Brasil e em expansão internacional, a Wogen é uma empresa inovadora, que utiliza a tecnologia para oferecer resultados concretos. Estamos muito satisfeitos por tê-la conosco nessa jornada em prol do desenvolvimento da energia de resíduos no Brasil”. “Integrar a ABREN reforça nosso compromisso em desenvolver tecnologias que elevam o padrão da geração distribuída e da valorização energética de resíduos. Levamos ao setor uma combinação robusta de engenharia eletrônica, sistemas embarcados e monitoramento avançado em nuvem, capaz de transformar dados em decisões e eficiência operacional. Estamos prontos para colaborar com o ecossistema e impulsionar novos avanços.” , afirma Alessandro Hegueduch, diretor geral da Wogen. Para saber mais sobre a Wogen, confira o site institucional da companhia. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil. A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram e YouTube da associação. ABREN anuncia a chegada da Wogen como nova associada
- Ferrari Acelera Rumo à Neutralidade: Mega contrato de Energia Limpa com a Shell Redesenha o Futuro de Maranello
Acordo de 10 anos e 650 GWh com a Shell Energy Italia garante suprimento renovável para quase metade da fábrica, consolidando a meta de carbono zero da montadora até 2030. Ferrari Acelera Rumo à Neutralidade: Mega contrato de Energia Limpa com a Shell Redesenha o Futuro de Maranello Por EnergyChannel A icônica fabricante de carros esportivos de luxo, Ferrari, deu um passo decisivo em sua jornada de descarbonização ao selar um Contrato Corporativo de Compra de Energia (PPA) de longo prazo com a Shell Energy Italia. O acordo, que se estende por 10 anos, garante o fornecimento de 650 GWh de eletricidade renovável, um volume que promete transformar a matriz energética da lendária fábrica de Maranello, na Itália. Este movimento estratégico não é apenas uma transação comercial, mas um pilar fundamental na ambiciosa meta da Ferrari de alcançar a **neutralidade carbônica** até 2030. A energia limpa fornecida pela Shell, uma parceira histórica da Scuderia nas pistas, será crucial para cobrir as necessidades energéticas da unidade de produção, respondendo por cerca de metade do consumo total da fábrica. O Fim da Era do Gás e a Virada Verde A transição para fontes renováveis na Ferrari tem sido marcada por ações concretas. Recentemente, a montadora italiana encerrou as operações de sua planta de trigeração a gás, um passo ousado para reduzir o consumo de metano e realinhar sua infraestrutura energética. O PPA com a Shell Energy Italia chega em um momento chave, preenchendo a lacuna de energia e garantindo que a eletricidade consumida venha de fontes com **Garantias de Origem** certificadas. Fontes próximas à negociação indicam que o volume de 650 GWh ao longo da década é projetado para gerar uma redução de até 90% nas emissões de carbono relacionadas ao consumo de energia da fábrica. Este é um indicador poderoso de que a Ferrari está investindo em soluções de grande escala para cumprir seus compromissos ESG (Ambiental, Social e Governança). Shell: De Combustível de Pista a Fornecedora de Sustentabilidade A parceria entre Ferrari e Shell, que remonta a décadas no automobilismo, agora se expande para o campo da sustentabilidade industrial. A Shell Energy Italia, braço da gigante energética focado em soluções de baixo carbono, reforça sua posição no mercado europeu de PPAs, um instrumento financeiro e ambiental cada vez mais vital para grandes corporações. O contrato não apenas assegura o fornecimento de energia renovável, mas também inclui a provisão de energia adicional e as certificações necessárias, simplificando a gestão energética da Ferrari. Contexto Estratégico: A Descarbonização do Luxo A Ferrari não está agindo isoladamente. O setor de veículos de luxo e alta performance está sob crescente pressão para demonstrar liderança em sustentabilidade. A estratégia da Ferrari inclui: 1. Fechamento da Trigeração : Eliminação do consumo de gás metano na produção de energia. 2. Comunidades de Energia Renovável (REC): Acordo com a Enel X para criar uma usina fotovoltaica e comunidades de energia em Maranello e Fiorano, beneficiando a comunidade local. 3. Parceria Global: Colaboração com empresas como a Ambipar para mapear e desenhar a estratégia global de descarbonização. O PPA com a Shell é o elo que conecta a ambição de neutralidade carbônica da Ferrari com a capacidade de fornecimento de energia limpa em escala industrial. Ao garantir um preço fixo e um suprimento estável de energia renovável por uma década, a Ferrari mitiga riscos de volatilidade do mercado e solidifica sua imagem como pioneira na mobilidade sustentável de alto desempenho. Ferrari Acelera Rumo à Neutralidade: Mega contrato de Energia Limpa com a Shell Redesenha o Futuro de Maranello
- Texas acelera produção solar de alta tecnologia enquanto incertezas políticas sacodem o setor nos EUA
Mesmo em meio à reviravolta política em Washington, uma gigante texana da energia solar decidiu fazer exatamente o oposto do que o ambiente regulatório sugere: investir mais, produzir mais e nacionalizar cada etapa possível da cadeia de valor. Texas acelera produção solar de alta tecnologia enquanto incertezas políticas sacodem o setor nos EUA A T1 Energy, empresa baseada na região metropolitana de Dallas, está ampliando rapidamente sua presença industrial e apostando em um mercado que, segundo a própria companhia, vive “ o momento mais favorável das últimas décadas ”. Robôs, música alta e produção 24/7: dentro da superplanta solar texana O cenário encontrado na fábrica de 800 metros de extensão lembra mais um hub industrial futurista do que o estereótipo tradicional de uma linha de montagem americana. Robôs autônomos circulam entre corredores iluminados tocando rock clássico um toque excêntrico implementado pelos próprios técnicos da linha enquanto sete linhas paralelas de produção fabricam milhares de módulos fotovoltaicos por dia. A operação já funciona ininterruptamente, em esquema 24/7, e a T1 Energy confirma que trabalha para atingir 5 GW de capacidade anual , superando com folga a meta inicial de 3 GW para 2025. “Há uma demanda explosiva por eletricidade nos EUA, e a energia solar é hoje a única fonte capaz de escalar rapidamente”. Expansão agressiva da cadeia produtiva 100% americana Mesmo com o governo Trump sinalizando uma guinada pró-combustíveis fósseis e revendo políticas pró-renováveis, a empresa decidiu seguir no caminho oposto: está substituindo materiais importados por insumos produzidos integralmente nos EUA. A T1 já fechou contratos nacionais para: Polissilício fabricado em território americano Estruturas de aço produzidas pela Nextpower (ex-Nextracker) Desenvolvimento de sua própria fábrica de células solares nos próximos anos A prioridade é clara: reduzir dependências externas e fortalecer a indústria solar nacional , aproveitando a crescente pressão política contra incentivos que beneficiem fabricantes chineses. Uma fábrica moderna mas com um DNA mais complexo do que parece Embora a T1 Energy adote uma narrativa fortemente nacionalista, a reportagem apurou que parte significativa dos equipamentos instalados na unidade foi desenvolvida originalmente pela chinesa Trina Solar , uma das maiores fabricantes do mundo. A fábrica havia sido construída pela empresa estrangeira antes de ser assumida e reconfigurada pela T1, em meio ao movimento de relocalização produtiva que ganhou força a partir de 2018, quando tarifas foram impostas às importações chinesas. Nos armazéns, módulos embalados ainda exibiam marcas ligadas à antiga controladora um lembrete de como a transição industrial americana depende, ao menos por enquanto, de uma herança tecnológica global. Oscilações em Washington freiam a expansão do setor mas o mercado segue quente Especialistas consultados pelo EnergyChannel destacam que a indústria solar nos EUA vive um ambiente de grande contradição: Há demanda em forte crescimento , impulsionada pela eletrificação acelerada. Mas há também incertezas profundas , provocadas pela mudança brusca nas políticas energéticas federais. Dados da Atlas Public Policy, analisados pela nossa redação, mostram que anúncios de novas fábricas, que se multiplicaram na era Biden, deram lugar a suspensões, revisões e cancelamentos após a vitória de Trump. “Os fabricantes americanos precisam de previsibilidade e é exatamente o que não têm hoje”. Por que, então, a T1 dobra a aposta? Segundo a empresa, o mercado não depende mais exclusivamente de incentivos federais. A demanda reprimida por geração solar, especialmente em grandes projetos de utilities, seria suficiente para garantir rentabilidade mesmo em um cenário político hostil. “Nós estamos vendo um salto histórico no consumo de eletricidade, impulsionado por data centers, veículos elétricos e pela digitalização da economia. O solar é hoje a fonte mais rápida, escalável e financeiramente competitiva para suprir essa demanda”, diz Gold. Um retrato da disputa pela liderança industrial do século XXI A expansão da T1 Energy mostra que a corrida pela liderança global na energia solar deixou de ser apenas uma batalha de preços: tornou-se uma disputa estratégica envolvendo segurança energética, empregos, autonomia industrial e tecnologia. Enquanto o governo norte-americano revisita sua política energética, empresas como a T1 buscam ocupar espaços deixados pela China ao mesmo tempo em que utilizam, de forma pragmática, parte da estrutura que os próprios chineses ajudaram a montar no país. Texas acelera produção solar de alta tecnologia enquanto incertezas políticas sacodem o setor nos EUA
- Após atingir R$ 1 bilhão em 6 meses da Tela N5X, plataforma lança funcionalidades para políticas de risco bilateral
Resultado de 4,56 TWh negociados reflete a entrega de funcionalidades cocriadas para atender às demandas do mercado Após atingir R$ 1 bilhão em 6 meses da Tela N5X, plataforma lança funcionalidades para políticas de risco bilateral Seis meses após seu lançamento, em abril deste ano, a Tela N5X alcançou R$ 1 bilhão em transações no Mercado Livre de Energia. O volume negociado totalizou 4,56 TWh, equivalente ao consumo anual da Estônia. Com entregas contínuas e alinhadas às necessidades dos agentes, a N5X mantém seu compromisso de construir, em parceria com o mercado, uma plataforma preparada para os próximos ciclos de modernização do setor elétrico brasileiro. De abril a outubro, mais de 3 mil ordens foram inseridas na plataforma e 30 evoluções foram disponibilizadas em ciclos curtos. Atualmente, utilizam a Tela N5X empresas como Axia, Casa dos Ventos, Danske, Eneva, Energisa, Genco, Hydro, Minerva, Newcom e Statkraft. Entre as principais evoluções, está o automatching, que executa automaticamente ordens no melhor preço e respeitando limites de crédito bilaterais. Como resultado, a taxa de conversão em trades fechados por ordem cresceu 211% entre setembro e outubro, indicando ganhos de eficiência nas mesas de trading. O período também contou com um ciclo de entregas voltadas a fortalecer processos relacionados às políticas de risco de crédito bilateral, ponto crítico para o setor. Foi lançada a API de Risco, que permite automatizar a gestão de risco de crédito bilateral entre os participantes da plataforma, incluindo recortes como período de suprimento por volume financeiro e volumétrico. “Ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em seis meses mostra que temos escuta ativa e compromisso com os participantes. Se a principal dor hoje é a gestão de risco de crédito bilateral enquanto não há contraparte central, a N5X tem implementado funcionalidades, como a API de Risco com período de suprimento, para atender ao modelo bilateral”, afirma Dri Barbosa, CEO da N5X. Além dessas entregas, os agentes agora podem executar negociações bilaterais com o Contrato Padrão da N5X de forma integrada aos seus sistemas por meio da API de Boleta. A nova estrutura de permissionamento de ordens permite que traders de uma mesma empresa gerenciem ordens abertas por colegas ausentes, garantindo continuidade operacional. O Túnel de Preços passou a aplicar travas automáticas de PLD, assegurando conformidade e prevenindo erros de digitação (“fat finger”).











