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  • O NOVO TARIFAÇO SILENCIOSO: ANEEL PREPARA AUMENTO DISFARÇADO NA CONTA DE LUZ DOS BRASILEIROS

    Por Arthur Oliveira O governo Lula, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), avança com uma medida que pode representar um aumento velado nas contas de luz para milhões de brasileiros: a migração automática para a Tarifa Branca (ou Tarifa Horária) a partir de 2026. O NOVO TARIFAÇO SILENCIOSO: ANEEL PREPARA AUMENTO DISFARÇADO NA CONTA DE LUZ DOS BRASILEIROS Regulamentada inicialmente pela Resolução Normativa (REN) ANEEL nº 733/2016, que estabelece as condições para sua aplicação voluntária a consumidores do Grupo B (baixa tensão), a modalidade agora será imposta como padrão para unidades de alto consumo, conforme proposta da área técnica da agência em nota técnica divulgada em novembro de 2025. Essa tarifa varia o preço da energia ao longo do dia, com acréscimos de até 90% no horário de pico (geralmente das 18h às 21h), período em que famílias chegam em casa e ativam chuveiros, ar-condicionado e eletrodomésticos para o jantar. Sob o pretexto de “incentivar o uso racional da energia” e alinhar as tarifas à expansão de fontes renováveis como solar e eólica conforme previsto na Lei nº 9.074/1995, que regula concessões de serviços públicos de energia elétrica, e na REN ANEEL nº 1.000/2021, que define os postos tarifários (ponta, intermediário e fora de ponta), o Planalto ignora as limitações da rotina brasileira. Trabalhadores da classe média e pequenos comerciantes, que representam cerca de 40% dos consumidores residenciais e respondem por grande parte do consumo acima de 600 kWh/mês, dificilmente podem reprogramar horários de pico para o meio-dia. Dados da ANEEL mostram que a adesão voluntária à Tarifa Branca, disponível desde 2018, é ínfima: apenas 0,1% dos 75 milhões de unidades aptas optaram por ela, apesar de uma média de redução de 4,8% nas faturas para os que aderiram. Essa baixa adesão reflete a incompatibilidade com a realidade socioeconômica do país, transformando a “modernização” em um tarifaço silencioso que agrava a inflação de energia, já em alta de 16,42% até outubro de 2025, segundo o IBGE. CONTEXTO HISTÓRICO: DA VOLUNTARIEDADE À OBRIGAÇÃO, SEM DEBATE PÚBLICO AMPLO A Tarifa Branca surgiu como uma opção facultativa, prevista na REN ANEEL nº 733/2016, para promover eficiência econômica e reduzir custos médios, conforme análise regulatória da própria agência. No entanto, a atual proposta de migração automática contraria o espírito inicial de escolha do consumidor, amparado no Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), que prioriza a transparência e a não imposição de ônus excessivos. A medida avança sem amplo debate societal, limitando-se a uma Consulta Pública prevista para o final de 2025, ignorando audiências públicas obrigatórias pela Lei nº 9.427/1996, que criou a ANEEL e exige participação social em decisões tarifárias. Note que a transição depende de medidores inteligentes, cujos custos – estimados em R$ 200 a R$ 500 por unidade, conforme estudos regulatórios da ANEEL – serão repassados nas revisões tarifárias anuais, afetando todos os pagadores de luz. A PROPOSTA DA ANEEL: MIGRAÇÃO AUTOMÁTICA E ESTRUTURA DE COBRANÇA DETALHADAA iniciativa, originada da área técnica da ANEEL, visa inverter a lógica atual: em vez de opt-in (adesão voluntária), adota o opt-out (migração automática, com opção de reversão). Alinhada à REN ANEEL nº 1.000/2021, que detalha os postos tarifários ponta (3 horas diárias, excluindo fins de semana e feriados), intermediário (2 horas adjacentes) e fora de ponta (demais horários), a proposta prioriza a eficiência do Sistema Interligado Nacional (SIN), regulado pela Lei nº 10.848/2004. Detalhe da Proposta Especificação Descrição Início da Implementação A partir de 2026 (fase 1: >1.000 kWh/mês); 2027 (fase 2: >600 kWh/mês) Público-Alvo Inicial Consumidores de baixa tensão acima de 1.000 kWh/mês (cerca de 2,5 milhões de unidades, 25% do consumo em BT) Expansão em 2027 Adição de 2 milhões de unidades acima de 600 kWh/mês (residências médias e pequenos comércios) Mecanismo de Cobrança Fora de ponta: -15%; Intermediário: +25%; Ponta: +90% (horário das 18h às 21h, definido pela distribuidora e aprovado pela ANEEL) Pré-requisito Técnico Substituição por medidores inteligentes (custo: R$ 200–500 por unidade, repassado nas tarifas) Reversão Possível, mas com burocracia e possível taxa de reativação Justificativa Legal REN 733/2016; REN 1.000/2021 (postos tarifários); Lei 9.074/1995 (eficiência em concessões) A agência argumenta que a mudança moderniza o setor, reduzindo o acionamento de termelétricas caras no pico e integrando renováveis, conforme o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2032), aprovado pelo Ministério de Minas e Energia. No entanto, a REN ANEEL nº 1.000/2021 já permite essa estrutura, mas a imposição automática pode violar o princípio de isonomia tarifária da Constituição Federal (art. 170). O IMPACTO REAL: PENALIZAÇÃO À CLASSE MÉDIA E PEQUENOS NEGÓCIOS, SEM FLEXIBILIDADE Sem flexibilidade para alterar rotinas – como trabalhar remotamente ou lavar roupas à tarde –, a classe média enfrentará aumentos reais de até 15–20% nas faturas, segundo simulações da ANEEL para não adaptados. Pequenos comerciantes, que operam no pico noturno, verão margens comprimidas em um cenário de inflação energética de dois dígitos em 2025. Estudos econômicos indicam que a medida transfere ineficiências do sistema – como atrasos em investimentos em transmissão, previstos na Lei nº 10.438/2002 para o consumidor, com custos de medidores elevando tarifas em 2–5% anuais.  ECONOMIA PROMETIDA, MAS RISCOS PARA O BOLSO DO CIDADÃO A ANEEL estima economia média de 5% para adaptados, podendo chegar a 15% com deslocamento de consumo. Contudo, para 80% dos afetados – sem capacidade de mudança, segundo pesquisa da Abradee –, o impacto é negativo, agravando a desigualdade: residências de baixa renda ficam isentas, mas a classe média subsidia o sistema. Em meio à crise hídrica e à expansão renovável (meta de 50% de fontes limpas até 2030, pela Lei nº 14.300/2022), o “sinal de preço” beneficia distribuidoras, que recuperam investimentos via TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição), sem accountability real. O DISCURSO “VERDE” COMO CORTINA PARA O AUMENTO, EXIGINDO FISCALIZAÇÃO Ainda em fase de Consulta Pública, a proposta deve ser escrutinada à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº 101/2000), que veda repasses indevidos de custos ao consumidor. A baixa adesão histórica prova a inadequação do modelo à realidade brasileira, e forçá-lo é um desrespeito à autonomia do cidadão, violando o art. 5º da Constituição (direito à propriedade e livre iniciativa). O governo Lula, priorizando lucros de distribuidoras sobre o alívio ao custo de vida, arrisca um tarifaço que penalizará famílias e negócios a partir de 2026. Sociedade e Congresso devem intervir, exigindo alternativas como subsídios para adaptação e investimentos públicos em eficiência, conforme o Plano Nacional de Energia 2050. O NOVO TARIFAÇO SILENCIOSO: ANEEL PREPARA AUMENTO DISFARÇADO NA CONTA DE LUZ DOS BRASILEIROS

  • GERENCIAR BEM PARA CONSTRUIR O FUTURO: PMBOK 8 REDEFINE O SUCESSO DOS PROJETOS DE BIOCOMBUSTÍVEIS

    Por Sebastião Carlos Martins (*) Num país que avança rapidamente na transição energética, projetos de biocombustíveis como URE, plantas de etanol 2G , unidades de hidrogênio verde e fábricas de fertilizantes organominerais tornaram-se protagonistas da nova economia limpa . GERENCIAR BEM PARA CONSTRUIR O FUTURO: PMBOK 8 REDEFINE O SUCESSO DOS PROJETOS DE BIOCOMBUSTÍVEIS No entanto, por trás dos números promissores de TIR, VPL e payback, existe um fator que separa investimentos bem-sucedidos de fracassos financeiros: o gerenciamento de projetos . “Estudos conduzidos pela DBEST PLAN  mostram que mesmo empreendimentos  tecnicamente sólidos podem naufragar na fase de implantação . A causa mais comum? Estouro de CAPEX , falhas de coordenação, desvios de escopo e ausência de planejamento estruturado. Em outras palavras: não basta projetar bem é preciso gerenciar melhor ainda.”. É nesse cenário que o PMBOK 8 , guia de referência global em gestão de projetos, ganha protagonismo ao trazer uma abordagem mais moderna , flexível e orientada a valor. Longe dos antigos modelos rígidos, a nova edição apresenta um arcabouço baseado em sete domínios de desempenho governança, escopo, cronograma, finanças, stakeholders, recursos e riscos que funcionam como pilares integrados da execução. Ao lado deles, seis princípios  norteiam a mentalidade do gestor contemporâneo: visão holística, foco em valor, liderança responsável, qualidade integrada, sustentabilidade e equipes empoderadas. Para projetos industriais complexos, essas diretrizes deixam de ser teoria e tornam-se condições de sobrevivência . A arquitetura do sucesso: fases, entregáveis e riscos O PMBOK   estrutura o ciclo de vida  dos empreendimentos em cinco grandes fases iniciação, planejamento, execução, monitoramento e encerramento, oferecendo um roteiro claro  para navegar a complexidade dos projetos de energia limpa. Na iniciação , define-se o propósito estratégico, o escopo preliminar e as partes interessadas. É o momento de alinhar expectativas e estabelecer fundamentos sólidos. Um erro aqui pode comprometer tudo adiante. O planejamento , descrito como a fase mais crítica  em projetos industriais, detalha como o trabalho será executado. Neste contexto surge a EAP (Estrutura Analítica do Projeto) , ferramenta essencial para organizar o escopo, evitar omissões, estimar custos, construir o cronograma e garantir rastreabilidade. É também nesse estágio que ganham relevância o Baseline de Escopo , o Baseline de Cronograma  e o Baseline de Custos , trio que forma o coração do controle de um empreendimento. O documento lembra que técnicas como CPM (Critical Path Method), PERT (Program Evaluation and Review Technique) e PERT-CPM  não são apenas instrumentos acadêmicos, mas engrenagens indispensáveis de um cronograma realista. Para a DBEST PLAN , que, além destas ferramentas, utiliza sistematicamente a Simulação de Monte Carlo  que permite compreender riscos , antecipar gargalos e propor estratégias mitigadoras  com precisão científica, têm os  investidores e financiadores segurança adicional em relação aos que oferecem apenas soluções determinística para os estudos de viabilidade econômica financeira destes projetos. Essas técnicas podem ser estendidas à: A execução  é onde o projeto ganha forma física e onde erros custam caro . Falhas de qualidade, atrasos logísticos, retrabalhos e escopo descontrolado são riscos recorrentes. Para controlá-los, o PMBOK recomenda supervisão técnica permanente, auditorias, disciplina contratual e o uso sistemático do EVM  (Earned Value Management). PMBOK  significa “ Project Management Body Knowlegde ” é  Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos . Trata-se de um guia publicado pelo Project Management Institute (PMI) que reúne as boas práticas, diretrizes, processos, ferramentas e técnicas para a gestão de projetos. O guia serve para padronizar a linguagem e os processos, oferecendo um modelo para o gerenciamento eficaz de projetos em diversas áreas O monitoramento e controle , etapa contínua e simultânea à execução, garante que custos, prazos e entregas permaneçam alinhados ao plano inicial. Transparência, indicadores, revisões de risco e governança rigorosa são as armas contra desvios não detectados. Por fim, o encerramento  consolida o trabalho, formaliza a entrega, capacita operadores, válida documentação e registra lições aprendidas. Sem essa etapa, um projeto corre o risco de entrar em operação sem maturidade ou suporte técnico adequado situação comum em obras industriais mal gerenciadas. A matemática do atraso: quando um ano custa uma fortuna O estudo do Eng. Martins sobre gerenciamento das URE, destaca um alerta contundente: atrasar um projeto em um ano pode destruir sua rentabilidade . No exemplo da URE de etanol 2G de 500 toneladas/dia , um simples aumento do prazo de construção de 2 para 3 anos — combinado a um aumento típico de 15% no CAPEX gera perda de receitas  superior a R$ 214 milhões  e compromete indicadores como TIR e payback. Não é o mercado que inviabiliza o projeto . É o   fracasso do gerenciamento . A lição final: governança é o motor da sustentabilidade Ao analisar décadas de projetos industriais, a conclusão da DBEST PLAN  converge com as melhores práticas internacionais: não existe sustentabilidade econômica sem sustentabilidade de gestão.  Projetos de energia limpa não fracassam por falta de tecnologia ou mercado, mas por ausência  de: EAP  detalhada Planejamento consistente Execução coordenada Controle rigoroso Encerramento estruturado Afinal, o que vem a ser a EAP?   EAP  é uma metodologia de estruturação de projetos que divide o escopo do projeto em componentes menores e mais gerenciáveis, proporcionando uma visão clara de todas as etapas e entregas necessárias para atingir os objetivos estabelecidos. Outra ferramenta, essencial para o estabelecimento de prazos de construção , Baseline de Cronograma  que apresenta a sequência de todas as atividades, com durações, datas e caminho crítico , é o CPM (Critical Path Method ), técnica que permite estabelecer o tempo mínimo de duração do projeto  com o melhor aproveitamento da força laboral e disponibilização dos recursos financeiros do projeto.  O PMBOK 8 , ao trazer uma visão integrada, adaptativa e orientada a valor, oferece  o que o setor mais precisa: um mapa confiável para transformar boas ideias em empreendimentos bem-sucedidos . Alerta Martins que em um mundo que exige eficiência, transparência e resultados, a nova máxima dos biocombustíveis fica clara: Gerenciar bem é tão importante quanto projetar bem e pode ser o divisor entre sucesso e fracasso. GERENCIAR BEM PARA CONSTRUIR O FUTURO: PMBOK 8 REDEFINE O SUCESSO DOS PROJETOS DE BIOCOMBUSTÍVEIS

  • Potência e Estratégia: Inversores de 75 kW e 150 kW Redefinem o Mercado Solar C&I no Brasil

    O mercado de Geração Distribuída (GD) no Brasil vive um momento de maturidade e expansão , especialmente no segmento Comercial e Industrial (C&I). Potência e Estratégia: Inversores de 75 kW e 150 kW Redefinem o Mercado Solar C&I no Brasil Com a crescente demanda por soluções que unam alta eficiência, robustez e adaptabilidade às especificidades da rede elétrica nacional, a escolha do inversor se torna um fator estratégico para a rentabilidade dos projetos. Neste cenário, o lançamento de dois novos inversores string de alta potência um modelo de 75 kW sob medida para o Brasil e o mais potente string C&I de 150 kW promete elevar o padrão de desempenho e otimização de custos para grandes consumidores. O Inversor de 75 kW : A Resposta para a Rede 220V Trifásica Reconhecendo a predominância da rede elétrica de 220V trifásica em grande parte do setor C&I brasileiro [3], o inversor HSNV75K-L-G01 de 75 kW foi estrategicamente desenvolvido para atender a essa demanda com precisão. A tensão nominal de saída de 220 Vca (3P + N + PE) é o seu diferencial mais significativo, garantindo uma integração simplificada e eficiente em projetos que operam nessa configuração de rede. Além disso, o equipamento já está alinhado com as tendências de mercado ao oferecer: Alta Corrente MPPT (65 A) : Essencial para a compatibilidade com os módulos fotovoltaicos de alta potência mais recentes (180/210 células), maximizando a captação de energia e o rendimento do sistema [4]. Eficiência Máxima de 98,0%: Um índice que garante a conversão otimizada da energia CC para CA, minimizando perdas operacionais. 6 MPPTs Independentes: Oferecendo flexibilidade de design e maximização da geração em telhados complexos ou com sombreamento parcial. O Gigante de 150 kW: Potência Máxima para Otimização do LCOE Potência e Estratégia: Inversores de 75 kW e 150 kW Redefinem o Mercado Solar C&I no Brasil Para projetos de grande escala dentro do segmento C&I, onde a otimização do Custo Nivelado de Energia (LCOE) é crítica, o inversor HSNV150K-G01 de 150 kW se posiciona como a solução de maior potência string disponível no portfício da empresa. Com uma potência nominal de 150 kW , este inversor permite a redução do número de equipamentos necessários em grandes usinas, simplificando a instalação, a manutenção e, consequentemente, diminuindo o custo total do projeto. Característica HSNV75K-L-G01 HSNV150K-G01 Vantagem C&I Potência Nominal 75 kW 150 kW Redução do número de inversores em grandes projetos. Eficiência Máxima 98,0% 98,80% Maior rendimento energético e menor LCOE. Tensão de Saída 220 Vca (3P + N + PE) 220 Vca (3P + N + PE) Adaptabilidade à rede brasileira (55% do mercado). Corrente MPPT 65 A 65 A Compatibilidade com módulos de 180/210 células. MPPTs 6 6 Flexibilidade para telhados complexos. A eficiência máxima de 98,80% do modelo de 150 kW é um destaque que se traduz diretamente em maior geração de energia ao longo da vida útil do sistema. Tecnologia Compartilhada: Segurança, Robustez e Inteligência Ambos os modelos compartilham uma base tecnológica robusta, essencial para a operação segura e confiável em ambientes industriais e comerciais: Proteção IP66: Garante total resistência contra poeira e jatos potentes de água, conferindo alta adaptabilidade a ambientes externos e severos. Segurança Integrada: Incluem Dispositivos de Proteção contra Surtos (SPD) Tipo II tanto em CC quanto em CA, além de funções de Desconexão Inteligente CC e AFCI (Arc Fault Circuit Interrupter), que detecta e interrompe falhas de arco elétrico, prevenindo incêndios. O&M Inteligente: A detecção inteligente de strings e a varredura de curva IV (opcional no 150 kW) permitem a identificação precisa e rápida de falhas, reduzindo o tempo de inatividade e otimizando a Operação e Manutenção (O&M). Otimização de Custos de Instalação: O suporte à conexão com fios de alumínio de até 400 mm² é um ponto crucial para a redução de custos de cabeamento em projetos de grande porte. Conclusão: Um Novo Patamar para a Energia Solar C&I Os novos inversores string de 75 kW e 150 kW representam um avanço significativo para o setor C&I no Brasil. Enquanto o modelo de 75 kW oferece uma solução cirúrgica para a demanda de 220V trifásico, o de 150 kW estabelece um novo recorde de potência e eficiência para inversores string, impulsionando a competitividade e a rentabilidade dos grandes projetos solares no país. A combinação de alta potência, eficiência superior, adaptabilidade à rede brasileira e recursos avançados de segurança e O&M posiciona esses equipamentos como ferramentas essenciais para a próxima fase de crescimento da energia solar no segmento Comercial e Industrial. Potência e Estratégia: Inversores de 75 kW e 150 kW Redefinem o Mercado Solar C&I no Brasil

  • PRYSMIAN e ISA ENERGIA BRASIL testam tecnologia inédita no País para otimizar infraestrutura existente e aumentar eficiência energética

    Tecnologia E3X da PRYSMIAN foi implantada pela primeira vez no Brasil na linha de transmissão da ISA ENERGIA BRASIL, localizada em Rosana (SP), e representa um novo marco de inovação para o setor elétrico nacional PRYSMIAN e ISA ENERGIA BRASIL testam tecnologia inédita no País para otimizar infraestrutura existente e aumentar eficiência energética A PRYSMIAN , fornecedora global de soluções de cabos liderando a transição energética e a transformação digital, e  a ISA ENERGIA BRASIL , líder em transmissão de energia no País, anunciam a primeira aplicação em campo no Brasil da inovadora tecnologia E3X da Prysmian, que desbloqueia o potencial inexplorado das redes aéreas e pode aumentar a capacidade de transporte de corrente em até 25%. Protegida por mais de 15 patentes, a solução chega ao País como parte de um projeto-piloto inovador. A Tecnologia E3X da Prysmian foi implantada no trecho da linha de transmissão da ISA ENERGIA BRASIL em Rosana (SP). Com esta solução, espera-se obter um aumento de até 8% na capacidade de condução da corrente no trecho da linha de transmissão da ISA ENERGIA BRASIL onde foi implantada a Tecnologia E3X. Tecnologia E3X: desbloqueando o potencial inexplorado das linhas aéreas A tecnologia E3X consiste em um revestimento cerâmico aplicado na superfície dos condutores aéreos para melhorar a dissipação de calor do condutor, otimizando o desempenho das linhas aéreas. PRYSMIAN e ISA ENERGIA BRASIL testam tecnologia inédita no País para otimizar infraestrutura existente e aumentar eficiência energética O revestimento cerâmico pode ser aplicado em novos condutores diretamente em fábrica, que podem ser usados em novas linhas ou no recondutoramento de linhas existentes. Além disso, pode ser aplicado com tecnologia robótica avançada para modernizar a infraestrutura existente, em condutores energizados. A aplicação no campo da Tecnologia E3X da Prysmian é realizada com dois robôs avançados que executam a limpeza do condutor existente e a aplicação do revestimento cerâmico. Esta é uma operação robótica avançada que contribui diretamente para o desempenho e a confiabilidade da linha aérea. As operações são realizadas com precisão por equipes altamente treinadas, que atuam com segurança em ambientes críticos.  A modernização da infraestrutura existente sem expansão adicional da base de ativos promove maior eficiência energética com menor impacto ambiental. Além de reforçar a resiliência e a confiança do sistema, contribui para a redução das tarifas, ao permitir adiar - ou mesmo eliminar - a implementação de novas infraestruturas, geralmente mais caras e com maior impacto ambiental. "A chegada da tecnologia E3X ao Brasil representa um marco para o setor elétrico nacional. Estamos trazendo uma solução que combina inovação, sustentabilidade e performance, reafirmando nosso compromisso com o futuro da energia", afirma Daniel Azevedo, diretor de negócios Power Grid da Prysmian Brasil. "Para a ISA ENERGIA BRASIL participar deste projeto piloto com a Prysmian representa uma oportunidade de contribuir para o avanço tecnológico do setor elétrico nacional e reforça o DNA inovador da nossa empresa. Acreditamos que soluções como o E3X são essenciais para garantir redes mais eficientes e preparadas para os desafios futuros", afirma Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da ISA ENERGIA BRASIL.   Sobre a Prysmian A Prysmian é uma fornecedora global de soluções de cabo liderando a transição energética e a transformação digital. Ao alavancar sua ampla presença geográfica e extensa gama de produtos, seu histórico de liderança tecnológica e inovação e uma forte base de clientes, a empresa está bem posicionada para capitalizar suas posições de liderança e vencer em mercados novos e em crescimento. A estratégia de negócios da Prysmian combina perfeitamente com os principais impulsionadores do mercado, desenvolvendo soluções de cabos resilientes, de alto desempenho, sustentáveis e inovadoras nos segmentos de Transmissão, Rede Elétrica, Eletrificação e Soluções Digitais. A Prysmian é uma empresa pública listada na Bolsa de Valores Italiana, com quase 150 anos de experiência, mais de 33.000 funcionários, 107 fábricas e 27 centros de P&D em mais de 50 países e mais de € 17 bilhões em receitas em 2024.  br.prysmian.com Sobre a ISA ENERGIA BRASIL A ISA ENERGIA BRASIL (B3: ISAE3; ISAE4) é líder em transmissão de energia no País, por meio da gestão de 34 concessões distribuídas em 18 Estados. Com mais de 1.600 colaboradores, a empresa é responsável por cerca de 30% da energia elétrica transmitida no país e aproximadamente 95% no Estado de São Paulo, além de ser pioneira no desenvolvimento de tecnologias como as primeiras subestações digitais e 4.0, o primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias de grande porte e o primeiro sistema com tecnologia FACTS do tipo SSSC no sistema de transmissão brasileiro. Seu sistema elétrico é composto por mais de 31 mil km de circuitos, incluindo ativos próprios e controlados em conjunto, e 136 subestações próprias com tensão de até 550 kV. Seu acionista controlador é a empresa colombiana ISA, que detém 35,82% do capital total. "Energia, Vida e Transição" são três palavras que definem a essência de sua estratégia que busca impulsionar a transformação em direção a um futuro sustentável, com o compromisso de priorizar a vida em todas as suas formas e garantir uma transição energética resiliente, segura, limpa e justa. PRYSMIAN e ISA ENERGIA BRASIL testam tecnologia inédita no País para otimizar infraestrutura existente e aumentar eficiência energética

  • Clima extremo expõe fragilidades na transmissão de energia e manutenção pode mitigar danos

    Eventos climáticos foram a causa de 43% dos desligamentos em linhas de transmissão entre 2014 e 2023; Segundo especialista os impactos podem ser reduzidos com uma operação moderna e manutenção em dia Clima extremo expõe fragilidades na transmissão de energia e manutenção pode mitigar danos Estamos entrando na fase do ano em que o Brasil enfrenta o período das chamadas chuvas de verão, que ficaram mais fortes e imprevisíveis devido às mudanças climáticas. Além de alagamentos e transtornos urbanos, elas acabam causando sobrecarga e os apagões no sistema elétrico. Esse evento sazonal, somado às falhas estruturais da rede, expõe a vulnerabilidade energética do país. Os eventos climáticos foram a causa de 43% dos desligamentos em linhas de transmissão entre 2014 e 2023, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A Descarga Atmosférica lidera, sendo a responsável por 20% dos casos, seguida pelas queimadas (16%), vento forte (4%) e chuvas e temporais (3%). Um exemplo desse impacto pôde ser observado neste ano com a queda de cinco torres de transmissão de energia. O incidente, causado por uma tempestade, afetou o trecho responsável por transportar a energia da usina de Belo Monte, no Pará, para as regiões Sul e Sudeste. Em 2024, chuvas intensas no Rio Grande do Sul provocaram o alagamento de mais de dez subestações e a paralisação de cerca de 40 linhas de transmissão. Hoje a rede de transmissão brasileira (Rede Básica do SIN - tensão de 230kV A 800Kv) tem 188 mil quilômetros de extensão e é responsável por atender mais de 99,4% da carga elétrica do país. Esta rede, que interliga diversas fontes de geração, é fundamental para assegurar a segurança, estabilidade e qualidade do sistema.  Para Carlos Eduardo Ribas, diretor Comercial do Lactec, um dos maiores centros privados de pesquisa, ciências e tecnologia do Brasil, explica que o sistema de transmissão brasileiro, por ser predominantemente aéreo, acaba ficando mais vulnerável para as ameaças climáticas, principalmente devido ao aumento de temperatura (que reduz a eficiência das linhas e transformadores e altera o padrão de consumo), aos períodos de seca (causadores de queimadas), aos ventos fortes (que podem danificar as estruturas), as chuvas extremas (que podem causar alagamentos e deslizamentos de encostas) e ao aumento do nível dos oceanos (que proporcionam corrosão às estruturas próximas à costa). “Por isso a Operação e Manutenção (O&M) são fundamentais para garantir que o sistema elétrico funcione de forma eficiente, segura e contínua. As atividades de O&M já fazem parte do dia a dia das concessionárias de energia que precisam realizar ensaios elétricos em transformadores, calibração de instrumentos, análises de óleos lubrificantes, verificação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), entre outros”, afirma.   Segundo o diretor, além de ser aéreo, o sistema existente no país tem outras características que contribuem para a vulnerabilidade diante das mudanças climáticas. Entre os pontos de atenção estão: infraestrutura de grande extensão, falta de redundância e ramificação da rede, capacidade insuficiente de intercâmbio de energia em subsistemas, linhas de transmissão projetadas para condições climáticas diferentes às atuais, infraestruturas envelhecidas e dificuldade de acesso a manutenção.  “É de suma importância as concessionárias estarem prontas para atenderem as demandas do mercado e trabalharem preventivamente para que não ocorram apagões. Para isso é necessário entender quais as necessidades atuais do sistema e traçar as melhores soluções. Para auxiliar as concessionárias a aplicarem as últimas soluções em monitoramento e prevenção, no Lactec temos a opção de integração de serviços preditivos e corretivos, equipe multidisciplinar, mais de 20 laboratórios, equipamento e técnica especializada (para as áreas de interrogadores de fibra óptica, para monitoramento de pressões, deformações, deslocamento, nível de água, vazamento, fluxo de água, etc.)”, comenta Ribas. Sobre o Lactec  – O Lactec é um dos maiores centros de pesquisa, tecnologia e inovação do Brasil. Atua fortemente nos mercados de Energia, Saneamento, Meio Ambiente, Indústria e Infraestrutura em todo o ciclo de inovação, desde P&D, ensaios e análises até a execução de processos complexos para o setor de infraestrutura. Há 65 anos, suas soluções e serviços atendem às demandas atuais dos diversos setores produtivos da economia brasileira, como empresas, indústrias e concessionárias de energia. Ao longo da sua história, consolidou-se com a conclusão de mais de 500 projetos. Possui mais de 300 profissionais, entre mestres e doutores, com sólida experiência de mercado. Sua sede administrativa fica em Curitiba, onde estão instaladas outras quatro unidades tecnológicas com ampla infraestrutura de laboratórios para atendimento a diversos segmentos industriais, além da unidade localizada em Salvador-BA. O Lactec é Unidade Embrapii de Inteligência Embarcada e em 2023 tornou-se Future Grid, o Centro de Competência Embrapii em Smart Grid e Eletromobilidade. Clima extremo expõe fragilidades na transmissão de energia e manutenção pode mitigar danos

  • Astronergy e JA Solar selam trégua global e inauguram nova fase de colaboração em tecnologia TOPCon

    Em um movimento que redefine o clima de disputas por propriedade intelectual no setor fotovoltaico, Astronergy  e JA Solar  anunciaram que chegaram a um entendimento amplo para encerrar todas as batalhas judiciais relacionadas às patentes TOPCon  e estabelecer um acordo de licenciamento cruzado  válido para as próximas gerações da tecnologia. Astronergy e JA Solar selam trégua global e inauguram nova fase de colaboração em tecnologia TOPCon O acerto, confirmado pelas duas fabricantes chinesas no último fim de semana, representa um divisor de águas em um período marcado por ações judiciais sucessivas entre líderes globais de módulos solares. A JA Solar havia iniciado o embate legal em agosto de 2025, abrindo um processo por supostas violações relacionadas à tecnologia de contato passivado por óxido de túnel base da arquitetura TOPCon, hoje dominante no mercado. Clima de disputa dá lugar a cooperação estratégica Segundo apuração do EnergyChannel , representantes das empresas conduziram negociações reservadas ao longo das últimas semanas, buscando uma saída que reduzisse riscos de paralisações produtivas e incertezas regulatórias. O acordo firmado prevê: Licenciamento cruzado  das patentes TOPCon já registradas e das próximas inovações vinculadas à tecnologia. Encerramento imediato  de todos os processos judiciais em curso entre as duas companhias. Compromisso de cooperação saudável  em temas de propriedade intelectual, estabelecendo um modelo que pode inspirar outras fabricantes no setor. Especialistas ouvidos por nossa redação avaliam que a trégua tende a estabilizar a cadeia global de suprimentos , em um momento em que a corrida por eficiência dos módulos alcançou um novo patamar competitivo. Impacto no mercado global de módulos A disputa por patentes envolvendo células TOPCon tem sido um dos fatores de maior tensão no mercado solar em 2025, especialmente com a rápida evolução das tecnologias N-type e a aproximação de novos players asiáticos. A conciliação entre duas das gigantes do setor pode acelerar: Escalabilidade da produção TOPCon  em nível mundial; Ampliação da oferta de módulos premium  com maior eficiência; Redução de barreiras legais  que poderiam atrasar lançamentos e certificar novas linhas de produção. Para analistas internacionais, o gesto de Astronergy e JA Solar demonstra uma maturidade industrial crescente  e pode fortalecer a imagem da indústria chinesa em temas de inovação e governança técnica. Perspectivas para 2026 Com o acordo consolidado, as duas fabricantes miram o avanço de suas plataformas de módulos de última geração. A tendência aponta para novos investimentos em: Arquiteturas avançadas TOPCon 3.0; Células híbridas com passivação otimizada; Estratégias conjuntas de padronização técnica. O EnergyChannel continuará acompanhando os desdobramentos e o impacto dessa decisão no mercado brasileiro, especialmente para integradores, distribuidores e grandes desenvolvedores de usinas solares. Astronergy e JA Solar selam trégua global e inauguram nova fase de colaboração em tecnologia TOPCon

  • DSO: A arquitetura invisível por trás da revolução do Mercado Livre de Energia 

    Por Marcelo Figueiredo | Fractal Networks Enquanto os holofotes do setor elétrico brasileiro se concentram na universalização do mercado livre de energia com a promulgação da Lei n° 15.269/2025 a partir da MP 1304, há uma transformação subjacente e de maior complexidade técnica que determinará o sucesso ou o fracasso dessa abertura: a migração operacional e regulatória do Distribution Network Operator (DNO) para o Distribution System Operator (DSO).  DSO: A arquitetura invisível por trás da revolução do Mercado Livre de Energia Esta é a inovação estrutural que capacita a rede a lidar com a descentralização, e sua pouca relevância pública é inversamente proporcional à sua criticidade para o futuro energético do país.  O Foco Distorcido do Mercado: Transação vs. Transformação  A abertura do mercado livre é uma mudança de natureza comercial e regulatória. Ela redefine o comportamento do consumidor. Já a transição para DSO é uma mudança de natureza tecnológica e operacional que redefine a capacidade da rede.  A Lei 15.269, ao expandir o acesso ao mercado, acelera a penetração de Recursos Energéticos Distribuídos (REDs), como a Geração Distribuída (GD) e o armazenamento de energia. Sem o modelo DSO, esta descentralização resultaria em instabilidade e deterioração da qualidade do serviço.  Afinal, qual é o papel e responsabilidades do DNO e do DSO?  A diferença entre DNO e DSO reside na gestão da complexidade e da bidirecionalidade do fluxo de energia. O DNO é um gestor de ativos físicos, enquanto o DSO é um orquestrador digital do sistema.  No modelo DNO (Distribution Network Operator), a rede é essencialmente passiva, limitando-se à função de transporte de energia em sentido unidirecional e à manutenção da infraestrutura física; sua base tecnológica foca em equipamentos robustos e sistemas SCADA centralizados, tipicamente restritos às subestações, o que se torna um desafio insustentável com a proliferação de Recursos Energéticos Distribuídos (REDs), pois a injeção da Geração Distribuída (GD) provoca a elevação de tensão ( voltage rise ) e intermitência, sobrecarregando severamente o controle inerentemente passivo da rede.  O DSO (Distribution System Operator) representa a Rede Ativa e Inteligente, exigindo um investimento massivo em Smart Grids para transformar equipamentos passivos em  pontos de coleta de dados e atuação em tempo real. Essa transformação é suportada pela digitalização das redes, que depende de uma infraestrutura de tecnologia e comunicação de ponta, incluindo a massificação de Medição Inteligente ( Smart Metering - AMI) e a integração de sistemas ADMS ( Advanced Distribution Management Systems ), combinando SCADA, DMS ( Distribution Management System ) e OMS ( Outage Management System ), cuja granularidade de dados permite identificar e corrigir anomalias localizadas em tempo de milissegundos.  Além disso, o DSO implementa o Gerenciamento de Tensão Ativo, utilizando dispositivos como reguladores de tensão em campo, smart inverters de Geração Distribuída (GD) e bancos de capacitores controlados remotamente para manter os níveis de tensão dentro dos limites regulatórios, mesmo com a intermitência de fontes renováveis, sendo este o alicerce para a massificação segura da GD.  A função mais inovadora é o Desenvolvimento de Mercados de Flexibilidade, onde o DSO compra ativamente serviços de flexibilidade de Recursos Energéticos Distribuídos (REDs), como baterias, GD despachável e Resposta da Demanda, para gerenciar congestionamentos localizados, configurando-se como a alternativa econômica aos investimentos em reforço de rede, conhecidas como Non-Wires Alternatives (NWA) .  O Case Britânico: Do DNO Regulado ao DSO Ativo  O Reino Unido é um dos exemplos mais avançados na transição, impulsionada pelo regulador Ofgem através do modelo de incentivos RIIO ( Revenue = Incentives + Innovation + Outputs ).  A partir de 2015, na primeira onda de implementação do modelo RIIO, as distribuidoras ( DNOs ) começaram a receber incentivos para projetos de inovação focados em testes de Smart Grid e integração de recursos distribuídos. O objetivo era provar a viabilidade técnica de operar a rede de forma mais inteligente.  Na sequência a Ofgem exigiu que as empresas evoluíssem para o modelo DSO, sendo obrigadas a comprar flexibilidade de geradores e consumidores para resolver gargalos. Por exemplo, em vez de gastar milhões em um novo transformador (reforço tradicional), o DSO contrata um parque de baterias ou um grande consumidor para reduzir ou injetar potência em momentos críticos.  Como resultado prático desta abordagem, a rede UK Power Networks (UKPN), por exemplo, tornou-se líder na criação de Mercados de Flexibilidade Local, demonstrando que a DSO não é apenas uma obrigação técnica, mas uma oportunidade de otimização de capital (CAPEX), diferindo reforços de rede caros e otimizando o uso dos ativos existentes através de software e mercado.  A Lei 15.269/2025 e a Agenda Brasileira para DSO  Para o Brasil, a Lei 15.269/2025 e o contexto regulatório da ANEEL devem absorver as lições internacionais. O avanço do DSO aqui implica em:  Revisão Tarifária e Remuneração: É preciso criar mecanismos regulatórios que permitam e incentivem o DSO a investir em digitalização e a contratar serviços de flexibilidade (OPEX) em vez de focar apenas no CAPEX.  Separação Funcional: Deve-se definir claramente o papel do DSO (neutro e operador do sistema) em relação ao papel de Comercializador da distribuidora (para garantir a concorrência e evitar o conflito de interesse no mercado de flexibilidade).  Cibersegurança: A digitalização profunda da rede de distribuição (Smart Grid) eleva a vulnerabilidade a ataques cibernéticos, exigindo protocolos e investimentos robustos em cibersegurança, uma área crítica para a confiabilidade do DSO.  Conclusão: A Complexidade Necessária  A transição DNO-DSO é a revolução de infraestrutura que viabiliza a revolução de mercado que a Lei 15.269/2025 promete.  Enquanto a abertura do mercado livre democratiza o acesso e a escolha, o DSO democratiza a operação da rede, transformando cada recurso distribuído (seja um painel solar, uma bateria residencial, ou um carregador de VE) em um potencial provedor de serviço. Se o Brasil não acelerar a agenda do DSO, com a profundidade técnica e os incentivos regulatórios adequados, corre o risco de construir um mercado livre sobre uma infraestrutura tecnologicamente obsoleta, comprometendo a qualidade e a segurança do suprimento. O desafio é grande, mas a recompensa é uma rede mais resiliente, eficiente e apta à descarbonização.  DSO: A arquitetura invisível por trás da revolução do Mercado Livre de Energia

  • Virtualização de Dados é o novo alicerce digital da transição energética brasileira

    Por: Paulo Quaresma, Account Manager Multi Sector Utilites, Hybrid Cloud & Data da Logicalis Virtualização de Dados é o novo alicerce digital da transição energética brasileira Vivemos um momento de transformação profunda no setor energético. O avanço dos veículos elétricos, a geração distribuída, os mercados livres e a crescente adoção de inteligência artificial estão redefinindo o conceito de consumo e gestão de energia. Nesse contexto, a virtualização de dados emerge como uma das tecnologias mais estratégicas para sustentar essa nova era não apenas como ferramenta técnica, mas como o elo que conecta informação, eficiência e inteligência em tempo real. A energia elétrica, outrora centralizada, hoje se fragmenta em múltiplas origens: solar, eólica, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas e até o próprio consumidor, que se transforma em um microgerador ativo. Cada um desses pontos produz volumes massivos de dados como sensores de IoT em redes de distribuição, sistemas SCADA em subestações, medidores inteligentes nas residências, telemetria de veículos elétricos e plataformas de gestão corporativa, que integram todo o ecossistema. O desafio não está mais em gerar dados, mas em conectá-los de forma inteligente, segura e ágil e é justamente aí que a virtualização de dados se torna essencial. Ao contrário dos modelos tradicionais de integração, baseados em replicação e pipelines complexos, a virtualização cria uma camada lógica unificada, capaz de acessar, transformar e entregar informações de fontes heterogêneas sem mover fisicamente os dados. Isso significa que dados de uma planta solar no Nordeste, de uma subestação no Sul e de uma distribuidora no Sudeste podem ser consultados em tempo real, dentro de um único painel analítico, sem que seja necessário construir um novo data lake ou consolidar fisicamente os arquivos. O ganho é imediato com agilidade na tomada de decisão, redução de custos operacionais e governança centralizada sobre dados críticos. No setor elétrico brasileiro, essa tecnologia representa um divisor de águas. Ela permite que empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras visualizem o sistema elétrico de ponta a ponta, correlacionando dados técnicos e comerciais para otimizar toda a cadeia. Imagine um operador de rede monitorando a demanda em tempo real e, simultaneamente, cruzando essas informações com o histórico de consumo de frotas elétricas de uma cidade, ou com previsões meteorológicas que indicam variação na geração solar e eólica. A resposta imediata e precisa dessas análises só é possível com uma infraestrutura de dados virtualizada, em que o acesso é direto, contextual e inteligente. Além disso, a virtualização de dados é a base para o avanço da inteligência artificial no setor de energia. Modelos de machine learning e algoritmos preditivos dependem de dados limpos, consistentes e atualizados. No entanto, a maioria das concessionárias e geradoras opera sobre sistemas legados e bancos de dados isolados. A virtualização atua como um “cérebro conector”, oferecendo às IAs um ambiente de dados padronizado e acessível sem que seja necessário refazer toda a arquitetura existente. Isso acelera o tempo de desenvolvimento de modelos e reduz o custo de projetos de inovação. O impacto dessa integração vai muito além do campo técnico. Em um país continental como o Brasil, a capacidade de cruzar informações em tempo real pode influenciar políticas públicas, melhorar o planejamento energético nacional e otimizar investimentos em infraestrutura. O uso de dados virtualizados pode ajudar, por exemplo, a identificar gargalos na rede de recarga de veículos elétricos, prever picos de demanda em períodos de alta temperatura, ou ainda criar modelos tarifários mais justos e dinâmicos, alinhados ao comportamento real do consumo. Do ponto de vista regulatório, a virtualização também fortalece a governança e a conformidade com normas como a LGPD e as diretrizes da ANEEL. A centralização lógica dos acessos e a rastreabilidade das consultas garantem transparência, segurança e controle sobre o ciclo de vida dos dados. Para empresas que lidam com informações sensíveis desde contratos de fornecimento até medições individuais, esse é um diferencial competitivo e estratégico. O futuro da energia não é apenas renovável, é inteligente. E essa inteligência depende de dados vivos, integrados e contextualizados. A virtualização de dados não é mais um luxo tecnológico, mas uma necessidade estrutural. Ela redefine a forma como o setor elétrico brasileiro enxerga, interpreta e atua sobre o seu ecossistema digital. A transição energética não será apenas uma mudança de fonte, mas de mentalidade de dados. Enquanto os motores elétricos substituem os combustíveis fósseis, a virtualização de dados substitui a fragmentação por visão integrada, o atraso por resposta em tempo real e a complexidade por clareza. Nesse cenário, quem dominar o dado e souber virtualizá-lo dominará a nova economia da energia. Virtualização de Dados é o novo alicerce digital da transição energética brasileira

  • Abertura da Baixa Tensão sem dados é salto no escuro por isso o Open Energy virou peça central

    A força das últimas falas para abertura de mercado se focaram na conversão da MP 1.304 na Lei 15.269/2025 e a abertura total. Mas existe um "ponto cego" nessa discussão que é bem importante ser trazido para a mesa, que é a abertura de mercado, na prática, não para em pé sem o Open Energy ou basicamente a forma dele tratar dados. Open Energy junto da Abertura de Mercado, possibilita mais que tarifas. A Lei 15.269/2025 colocou no papel a abertura em 24 meses para industriais/comerciais em Baixa Tensão (BT) e 36 meses para o restante do BT, e ainda empilhou pré-requisitos como um plano de comunicação, Supridor de Última instância (SUI), separação ACL/ACR, produto padrão com preço de referência, entre outros. Na prática, porém, nada disso fica em pé sem dados estruturados, sem uma camada que consiga costurar essas informações entre os diferentes agentes. Com isso, pensar e trazer para fala novamente a minuta do Open Energy  da ANEEL ( Nota Técnica Conjunta 17 REN Open Energy ANEXO VI ) que é participante da CP 07/2025 , ela altera a visão de regulatório e vira hipoteticamente nosso "sistema operacional" da abertura. O Art. 1º entrega que o objetivo é garantir “acesso e compartilhamento padronizado de dados por meio de interfaces e integração de sistemas” . Sem isso, pode parecer que a lei de abertura é um veículo sem motor. Quando olhamos para o conceito em si, faz sentido seguir a leitura de que o Open Energy é a camada que traz transparência, interoperabilidade e compartilhamento dos dados de consumo, com o consumidor no centro. No mundo, isso começou com dados mais estáticos (one-time, tipo baixar 12 meses de histórico) e foi evoluindo para modelos mais dinâmicos, quase em tempo real. O Brasil acaba repetindo esse caminho onde entramos com dados mais estáticos e vamos empurrando, gradualmente, para algo mais vivo. A regulação para esse novo caminho se desenhou em duas vertentes para isso acontecer: o consumidor acessando seus próprios dados via interface direta (web/app), tornando o consumidor efetivamente ativo (Capítulo II / Art. 7º); o compartilhamento com terceiros via APIs, criando uma nova ponte competitiva, mas sob regras claras de consentimento e segurança (Capítulo III / Art. 8º). E na visão de governança, o consentimento não é só eletrônico. As contribuições da CP 07/2025 com Open Energy, mostraram que na média a Comercialização queria um modelo claramente inspirado no Open Finance tendo autorização digital, explícita, revogável a qualquer tempo, com logs auditáveis por um operador neutro e, em alguns casos, até expiração automática após 12 meses para forçar renovação. Ao mesmo tempo, teria um desenho de arquitetura modular em que os dados são produzidos e armazenados pelas distribuidoras, mas acessados via uma infraestrutura central operada pela CCEE, tratada como repositório neutro e crítico, enquanto a interface com o consumidor fica em ambiente concorrencial. E quando a gente olha melhor para isso, temos uma disputa de território, porque temos as distribuidoras preocupadas com custo e obrigações em um modelo que favorece entrantes, comercializadoras na tração por implementação mais rápida e ampla, e “energytechs” olhando para neutralidade, abertura e proporcionalidade. Isso tudo dá para entendermos que os dados passam a ser uma infraestrutura crítica no setor , ainda mais ao se aumentar a massa para conseguir usar mais produtos de mercado. Mas a realidade acaba sendo única no final, quem não tiver domínio sobre a ingestão e tratamento desses dados pode sofrer com o aumento de informação. Dito isso, alguns pontos que podemos conectar, agora com o mercado já tendo prazo de abertura apoiado, mas necessitando maturar: Para o Consumidor  o Open Energy resolve uma dor que segue muitos anos, sendo a falta de informação. A minuta obriga (Art. 4º, incisos I e VIII) que o acesso aos dados de faturamento e histórico seja direto, padronizado e sem custo. Isso acaba sendo uma forma de abrir uma database e entregar o que de fato é seu. Isso é sair de uma aposta no escuro para entender e conseguir trabalhar em produtos a serem ofertados nesse consumidor. E aí com isso temos além de um mercado livre de energia, demais produtos que podemos enxergar como resposta a demanda, VPPs, tudo na palma da mão desse novo consumidor, que tende de ser mais ativo. O ponto não é “criar” um novo agente, e sim reconhecer que o consumidor cativo já é um quase-agente econômico: paga a conta, carrega subsídios e assume riscos sem ter liberdade real de escolha nem informação suficiente para decidir. Para quem Vende (Varejistas)  no meu ponto de vista aqui a mudança é enorme. Entrar na Baixa Tensão significa lidar com muita pulverização, risco de crédito e inadimplência alta. Sem não tivermos os dados, estamos cegos. A priori, o Open Energy deve viabilizar a clusterização, previsão de carga e análise comportamental de pagamento. Os Artigos 6º I e II acabam obrigando o fornecimento do histórico de pagamentos dos últimos 12 meses em formato interoperável. Daqui a pouco ter esse tipo de associação pode ser vantagem, caso se tenha essa via que virá do consumidor, no caso vindo da distribuidora. Ao pensarmos que temos o SUI olhando de longe a operação, teremos o comercializador tendo que promover o rito de vendas, e entendendo como essas vendas vão ficar em pé em contratos de longo prazo que possuem riscos maiores. Isso é devido que será em um modelo de consumidor que compra diferente e tem uma cultura sobre energia que difere dos restantes já presentes no mercado livre. Dados de n maneiras serão necessários para ir além de um produto de venda. A Lei 15.269/2025 exige uma transparência e segregação de custos para a migração acontecer. O Open Energy é a ferramenta técnica que pode acabar entregando isso, também. Por isso bato na tecla, abrir o ACL para 90 milhões de unidades não é somente uma mudança de contrato, é uma mudança de lógica . Estamos vendo o nascimento do "consumidor ativo" da baixa tensão, que só existe se a informação fluir com segurança, se tiver segurança no mercado. O modelo não é simplesmente abrir e vender. O verdadeiro “ oceano azul ” das comercializadoras não está na venda do MWh commoditizado . Vai de fato estar na inteligência sobre o dado. É ali que produto, UX e análise de risco se encontram. E se for para citar alguém que fomenta sobre isso, é bem relacionado ao que o Eduardo Pozzi  e a equipe da BIP  vêm defendendo há bastante tempo, ter mais dados, regulação e produto trabalhando na mesma mesa, não em gavetas separadas. Num montante geral, a nova lei de modernização do setor elétrico (Lei 15.269/2025) acabou dando o quando de nossa operação, e a CP 07/2025 focando no Open Energy, está dando o como para melhorarmos essas visões e termos cada vez mais dados coerentes. Mas, vamos muito, além disso, tudo, tudo que falei é de extrema importância, só que temos que pensar também em governanças mais claras, trabalho mais em conjunto dos stakeholders, aumentar o avanço nas regulações, digitalizar cada vez mais e de fato emponderar o consumidor. Para mais informações: Consultas Públicas - ANEEL L15269 Após MME e Fazenda, Aneel conhece e elogia proposta do Open Energy – ABRACEEL Sobre o autor     Felipe Figueiró  é engenheiro eletricista, com dois MBAs focados em inovação, liderança e inteligência de mercado. Atua há mais de 11 anos no setor elétrico e tem como visão transformar dados em estratégias inteligentes e eficientes. Abertura da Baixa Tensão sem dados é salto no escuro por isso o Open Energy virou peça central

  • Empreender com energia solar: Tudo o que é preciso saber antes de entrar neste segmento

    Tecnologia, propósito e alta rentabilidade impulsionam o avanço do setor de energias renováveis no Brasil e tornam o modelo de negócio promissor Empreender com energia solar: Tudo o que é preciso saber antes de entrar neste segmento A energia solar no Brasil segue em plena expansão e tem se consolidado como um dos mercados mais promissores para novos empreendedores. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o país ultrapassou a marca de 60 gigawatts (GW) de potência instalada em 2025, o que representa mais de 23% da matriz elétrica nacional. A combinação entre crescimento acelerado, incentivos regulatórios e busca por sustentabilidade tem atraído investidores e profissionais que desejam empreender com propósito e retorno financeiro consistente. Mas antes de entrar neste segmento, é essencial entender que o sucesso depende de planejamento, conhecimento técnico e alinhamento com as tendências do setor energético. De acordo com Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, rede de tecnologia em energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída, empreender em energia solar é unir rentabilidade e impacto positivo. O mercado reúne diferentes possibilidades de atuação, desde a instalação de sistemas fotovoltaicos e manutenção até a comercialização de energia e projetos de geração compartilhada, voltados a condomínios, comércios, indústrias e ao agronegócio. O investimento inicial para abrir uma unidade, da Energy+, por exemplo, custa a partir de R$ 150 mil, com a previsão de um faturamento médio mensal que pode ultrapassar R$ 350 mil, dependendo do porte e região. “Trata-se de um segmento com alta escalabilidade, margens atrativas que cresce acima da média nacional, com um retorno que costuma ocorrer entre 6 e 12 meses, ao mesmo tempo que contribui para a descarbonização da economia e o uso mais racional dos recursos naturais”, explica Bourscheidt. Entre os principais motivos que tornam o segmento atraente, estão o baixo custo operacional, a rápida expansão da demanda, impulsionada pelo mercado livre de energia e pela geração compartilhada, e o apoio de políticas públicas e incentivos fiscais. Além disso, a tecnologia fotovoltaica vem se tornando cada vez mais acessível, o que amplia o potencial de consumo em residências, comércios, indústrias e no agronegócio. Para Bourscheidt, o momento é ideal para quem busca novas oportunidades. “O empreendedor que entende a importância da transição energética tem um campo vasto de atuação, desde a instalação e manutenção de sistemas até a comercialização de energia e desenvolvimento de projetos em parceria com cooperativas e empresas. O importante é investir em capacitação e buscar parcerias estratégicas que garantam qualidade e eficiência na entrega”, destaca o executivo. Outro ponto fundamental é o compromisso com a sustentabilidade. Além de gerar economia e independência energética, o uso da energia solar contribui diretamente para a redução de emissões de CO2, sendo um pilar essencial na agenda ESG de empresas e investidores. “A energia solar é mais do que uma tendência, é uma necessidade global. Quem empreende nesse segmento está ajudando a construir um futuro mais limpo e sustentável”, conclui Bourscheidt. Sobre a Energy+ Fundada em 2019, em Toledo (PR), a Energy+ é uma rede de tecnologia em energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída. Figurando entre as 50 maiores empresas do segmento no Brasil, a Energy+ atua desde o desenvolvimento e a construção, até o financiamento e operações da cadeia de energia solar. Atualmente com 20 operações, em estados como Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a meta é chegar ao final de 2025 com 40 unidades e faturar R$ 106 milhões. Empreender com energia solar: Tudo o que é preciso saber antes de entrar neste segmento

  • A Presença Feminina na Energia Solar: Realidade Atual e Oportunidades Emergentes

    Por Kátia Rezende Moreira Vamos falar de um   panorama claro e acessível sobre a participação das mulheres no mercado solar , com foco em operação & manutenção (O&M), projetos, engenharia e comercial , exemplos de lideranças em destaque e as principais oportunidades que o setor oferece hoje. A Presença Feminina na Energia Solar: Realidade Atual e Oportunidades Emergentes Pensado para profissionais, estudantes e público geral interessado em energia renovável. A energia renovável tem uma participação feminina maior do que setores convencionais de energia, mas ainda com margem grande para avanço. Estudos recentes mostram que, no setor de renováveis como um todo, cerca de 32% dos empregos em tempo integral são ocupados por mulheres  e o segmento solar fotovoltaicos se destaca, chegando a 40% em algumas análises por empregar maior proporção feminina que outros subsetores. Essas cifras indicam progresso, mas também uma estagnação em porcentagens que precisam ser superadas com políticas e ações concretas.  No Brasil, há iniciativas e entidades ativas promovendo representatividade e capacitação feminina no setor solar (associações setoriais, eventos e programas de formação),  artigos e relatórios regionais apontam que cerca de um terço da força de trabalho no solar brasileiro é composta por mulheres, tendência alinhada aos dados globais. Muitas oportunidades para mulheres no setor de energia solar no Brasil O mercado solar é um dos que mais cresce e contrata no país: foram criados quase 1 milhão de empregos na última década. O Brasil já é o 4º país que mais emprega em energia solar no mundo. Há alta demanda de mão de obra qualificada, especialmente em instalação, manutenção, engenharia e comercial. O setor precisa aumentar o número de profissionais formados e está aberto para mais diversidade, incluindo mulheres ocupando funções técnicas e de liderança. O&M concentra muitos postos técnicos (técnicos de campo, eletricistas, coordenadores de manutenção). A presença feminina vem crescendo, especialmente em funções de supervisão, planejamento e gestão de contratos, além de cargos técnicos certificados ,embora a área de campo ainda seja dominada por homens em muitos mercados. Dados setoriais indicam que a instalação e O&M seguem sendo os maiores empregadores dentro do segmento solar. O&M e serviços de performance , com ativos em operação crescendo, há demanda por equipes capazes de melhorar disponibilidade, diagnosticar falhas remotamente e otimizar contratos.  Na engenharia as mulheres ocupam cargos de gestão de projetos, análise de viabilidade, licenciamento e coordenação multidisciplinar. A complexidade dos projetos favorece perfis com capacidade de articulação entre engenharia, financeiro e regulatório ,um espaço onde muitas profissionais têm se destacado. Engenharia elétrica, de potência, projeto estruturais e de integração com redes são áreas-chaves. Apesar da sub-representação histórica das mulheres nas engenharias, o setor solar tem porcentagem de mulheres maior que outros setores energéticos, e há crescimento de mulheres em cargos técnicos e de P&D. Programas de formação técnica e certificações estão expandindo o acesso. No comercial e negócios como vendas B2B, parcerias, soluções financeiras e prospecção comercial têm muitas líderes femininas, especialmente em modelos de negócios residenciais e comerciais. Essa é uma área com grande espaço para impacto rápido em receita e adoção de soluções.  Aqui estão algumas referências de mulheres com papéis de liderança reconhecidos globalmente ,úteis como inspiração e prova de que carreiras de destaque são plenamente alcançáveis no setor solar: Marina Meyer  - Sócia de um escritório de advocacia especializado em energia e reconhecida como uma das “100 mulheres mais influentes no setor de energia” no Brasil. Isso mostra que há espaço para mulheres não apenas na técnica e engenharia, mas também em áreas regulatórias/jurídicas do segmento.  Camila Ramos  - É fundadora e CEO da consultoria CELA Clean Energy Latin America , que atua com energia limpa, incluindo solar, armazenamento e hidrogênio verde.  Clarissa Zomer  - É arquiteta e doutora em Engenharia Civil, especialista em sistemas fotovoltaicos integrados à arquitetura.  Sheyla Santiago  - Engenheira eletrônica e de telecomunicações. Ela é CEO da empresa integradora mineira Horizonte Sistemas Inteligentes de Energia, com atuação significativa no mercado solar.  Vanessa Martins  - Engenheira de energia, com pós-graduação (mestrado) em Eficiência Energética. É CEO da empresa VM Projetos e Consultoria em Geração, atuando em geração distribuída . Lynn Jurich  -  cofundadora e ex-CEO da Sunrun  (empresa de energia residencial, EUA). Exemplo de liderança empreendedora na cadeia residencial de solar e armazenamento. Abigail “Abby” Ross Hopper  -  Presidente e CEO da SEIA  (Solar Energy Industries Association) ,liderança na advocacy e políticas públicas do setor solar dos EUA.  Damilola Asaleye  - empreendedora e executiva no mercado africano, reconhecida no relatório “Trailblazing Women in Energy” por trabalho em projetos solares e capacitação feminina.  O casamento entre fotovoltaico + baterias cria necessidade de engenharia e operação especializada; profissionais que dominem sistemas híbridos terão vantagem competitiva.O aumento de projetos de grande escala e modelos híbridos (solar + armazenamento + hidrogênio) exige pessoas que articulem técnico, jurídico e financeiro.  As soluções “solar service”, financiamento para residenciais e empresariais, e marketplaces energéticos criam papéis em vendas consultivas, produtos financeiros e parcerias. Mulheres têm grande presença e sucesso comprovado nessa área.  Os  programas de formação (técnicos, certificações) e iniciativas de inclusão são oportunidades para quem quer migrar para O&M e operação de campo.  As funções com maior procura incluem: Área Exemplos de cargos Operação & Manutenção    -  Técnica de O&M, Supervisora de Campo, Segurança em Altura Projetos & Engenharia        -   Engenheira, Projetista FV, CAD, Comissionamento Comercial & Gestão             - Vendas técnicas, Key Account, Gerência Comercial Empreendedorismo / Autonomia- Integradoras, consultoria, atendimento pós-venda As competências femininas valorizadas no mercado incluem: organização, relacionamento, compliance, comunicação técnica, gestão de riscos e atendimento ao cliente , áreas críticas no setor. Muitas vagas não vão para sites de emprego ,surgem via networking e indicações, especialmente em solar. Veja alguns locais para encontrar essas vagas: Empregos.com.br : vagas em instalação, comercial e engenharia. Empresas solares via “Trabalhe Conosco” : como Energia Certa Brasil, com vagas diversas. Eventos e feiras : The smarter E South America conecta candidatas a contratantes do setor. Recrutadoras de renováveis : oportunidades de engenharia, gestão e investimentos. Busquem certificações técnicas e cursos em manutenção fotovoltaica, segurança em altura, e sistemas de armazenamento. Desenvolvam skills transversais: gestão de projetos, negociação comercial e análise financeira. Participem de redes e eventos (associações, conferências e grupos de mulheres na energia) para visibilidade e networking.  A diversidade não é “apenas” justiça social: melhora inovação, tomada de decisão e desempenho operacional. O setor solar, por ter uma fatia relativamente maior de mulheres que outros setores de energia, tem uma janela de oportunidade para transformar representatividade em liderança real, geração de empregos qualificados e soluções mais robustas para a transição energética. Com políticas, formação e cultura organizacional alinhadas, as mulheres podem e já estão sendo força motriz para o crescimento sustentável do mercado solar.  O momento é favorável porque, há expansão da geração distribuída e grandes usinas, exigindo mais profissionais em O&M e engenharia. A falta de profissionais qualificados abre espaço para ascensão feminina em cargos de liderança. Diversidade está se tornando critério estratégico nas empresas do setor. As mulheres não são só bem-vindas , são necessárias para o futuro da energia limpa no Brasil. Fontes principais : IRENA,   IREC,   PV Magazine,ABSOLAR  Por Kátia Rezende Moreira – energyChannel – 1/12/2025  A Presença Feminina na Energia Solar: Realidade Atual e Oportunidades Emergentes

  • Sigenergy estreia no Brasil com evento em Campinas e apresenta visão de gestão energética integrada

    Campinas (SP)  recebeu o primeiro evento oficial da Sigenergy  no Brasil, consolidando a entrada da empresa no mercado nacional com uma proposta clara: ampliar o debate sobre gestão energética inteligente  e apresentar um portfólio que combina armazenamento, carregamento veicular, automação e inteligência artificial em uma única plataforma. Sigenergy estreia no Brasil com evento em Campinas e apresenta visão de gestão energética integrada O EnergyChannel acompanhou o encontro, que reuniu integradores, distribuidores e especialistas para conhecer de perto a estratégia da companhia, reconhecida internacionalmente por soluções híbridas e sistemas avançados de monitoramento e previsão de consumo. Sigenergy estreia no Brasil com evento em Campinas e apresenta visão de gestão energética integrada Uma nova fase do mercado: da economia de energia à gestão completa Eduardo Nicol, Diretor na Renew Energia Enquanto o setor solar brasileiro se move rapidamente rumo a modelos mais sofisticados de operação, a Sigenergy chega ao país defendendo um conceito que já se tornou tendência global: gestão energética como centro do ecossistema residencial, comercial e industrial . A empresa destaca que o mercado deixou de discutir apenas economia ou simples armazenamento. O foco agora é integrar diferentes fontes solar, rede, bateria e até veículos elétricos com algoritmos capazes de indicar o melhor momento para consumir, armazenar ou vender energia, especialmente em cenários de tarifa dinâmica , já em implementação em diversos países e prevista para avançar no Brasil. Tecnologia baseada em duas décadas de experiência internacional Apesar da marca ser recente no mercado global, a Sigenergy traz uma estrutura de engenharia formada por profissionais com mais de 20 anos de atuação em energia renovável e desenvolvimento de inversores. Essa bagagem técnica se reflete no nível de automação e inteligência apresentado nos equipamentos, que utilizam recursos avançados de IA para: Rodrigo Teixeira Matias | Diretor Comercial Brasil na Sigenergy Diagnóstico automático do sistema Previsão de performance Otimização de cargas Integração com múltiplas fontes Aplicação em diferentes modelos de negócio A empresa já se posiciona como líder no segmento de armazenamento em países como a Austrália  e cresce rapidamente na Europa  e na América Latina , onde mantém operações em México, Chile, Colômbia, Argentina e Peru. Campinas no centro da estratégia brasileira A escolha de Campinas para sediar o primeiro evento não foi por acaso. A região se consolidou como um dos polos mais relevantes para o setor solar no país e concentra players, distribuidores e integradores de médio e grande porte. Durante o encontro, a Sigenergy apresentou ao público brasileiro sua visão de futuro, reforçando que o país será uma das prioridades da marca na América Latina. Integração como diferencial competitivo Os equipamentos apresentados em Campinas chamaram a atenção por oferecerem uma arquitetura modular e integrarem funções que, tradicionalmente, exigiam múltiplos dispositivos. Entre os pontos mais observados pelos profissionais presentes estavam: Sistemas híbridos de alta flexibilidade Carregadores veiculares inteligentes Baterias com arquitetura plug-and-play Painéis de automação com controle individualizado de cargas ("smart panels") Soluções escaláveis para projetos residenciais, comerciais e industriais Integradores e empresas presentes no evento destacaram que o nível de automação e a capacidade de comunicação entre dispositivos abrem espaço para novos modelos de negócio, especialmente em operações comerciais e industriais que buscam reduzir picos, gerenciar múltiplas cargas e integrar eletromobilidade. Recepção positiva e expectativas para 2025 Os participantes avaliaram o primeiro evento como um marco importante para o setor, colocando a Sigenergy entre as marcas que devem ganhar relevância no Brasil a partir de 2026. A combinação entre tecnologia avançada, flexibilidade e alinhamento com tendências globais como smart grids, cidades inteligentes e mobilidade elétrica reforça o potencial de crescimento da empresa no país. O EnergyChannel seguirá acompanhando a evolução da Sigenergy no mercado brasileiro e as próximas movimentações da marca na América Latina. Sigenergy estreia no Brasil com evento em Campinas e apresenta visão de gestão energética integrada

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