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  • Hidrogênio em Alerta: Onda de Cancelamentos Expõe Fase Crítica da Transição Energética Global

    O ano de 2025 marca um ponto de inflexão para a economia do hidrogênio. Um conjunto expressivo de projetos equivalente a 4,9 milhões de toneladas de produção planejada foi cancelado ou colocado em pausa por empresas de energia, siderúrgicas e indústrias de base. Hidrogênio em Alerta: Onda de Cancelamentos Expõe Fase Crítica da Transição Energética Global O movimento sinaliza que o setor entrou definitivamente em uma fase de “realidade operacional”, em que ambições climáticas começam a esbarrar em desafios econômicos, regulatórios e estruturais. Um mercado que desacelera antes de ganhar força Nos últimos anos, o hidrogênio verde tornou-se símbolo da descarbonização global. Governos anunciaram bilhões em subsídios, indústrias divulgaram metas agressivas e grandes companhias projetaram investimentos bilionários. Agora, porém, o setor enfrenta o primeiro choque de maturidade: projetos interrompidos por falta de demanda firme, custos elevados e atrasos em infraestrutura essencial. Empresas de petróleo e gás, além de setores como o aço, vêm revisando seus portfólios. Gigantes industriais decidiram suspender eletrolisadores, rever cronogramas e até cancelar unidades completas planejadas na Europa. A retração não indica o fracasso da tecnologia mas revela que o hype inicial perdeu força e que o mercado exige bases mais sólidas para avançar. Por que tantos projetos travaram? 1. O custo ainda pesa Produzir hidrogênio verde continua mais caro do que o hidrogênio cinza derivado de combustíveis fósseis. A conta inclui: eletrolisadores com custo elevado, eletricidade renovável ainda cara em alguns mercados, e a necessidade de novas estruturas de transporte e armazenamento. 2. Demanda instável Sem um mercado maduro ou contratos de longo prazo, investidores hesitam. As indústrias consumidoras também têm dificuldade em absorver um produto mais caro enquanto enfrentam pressões de competitividade global. 3. Políticas que avançam devagar Algumas regiões ainda não estabeleceram metas obrigatórias ou sinalizações de preço de carbono robustas o suficiente para garantir previsibilidade. Mesmo com subsídios, a ausência de regras claras reduz a segurança para investimentos de bilhões. 4. Infraestrutura insuficiente A Europa, por exemplo, ainda não dispõe de redes amplas de dutos, hubs e sistemas de armazenamento. Atrasos em licenças e obras paralisam plantas prontas para serem construídas. Ajustes de rota e novos caminhos A onda de cancelamentos não é isolada faz parte do processo natural de consolidação de qualquer tecnologia. Solar, eólica e baterias passaram por fases semelhantes, em que um número elevado de projetos não avançou até o mercado atingir competitividade e escala. Especialistas afirmam que o hidrogênio vive agora a transição entre a fase da ambição e a fase da entrega real, em que somente modelos tecnicamente e economicamente sólidos seguirão adiante. Tecnologias alternativas ganham atenção Enquanto o hidrogênio verde busca se estruturar, cresce o interesse por soluções como o e-metano , produzido ao adicionar hidrogênio renovável a reatores de biogás, convertendo CO₂ em CH₄.Vantagem estratégica: a infraestrutura já existe boa parte das plantas está conectada a redes de gás natural, o que reduz custos e acelera a integração ao mercado energético. Perspectivas: pessimismo ou maturação saudável? A atualização das projeções internacionais, com crescimento mais lento até 2030, reflete prudência não retrocesso. Para analistas, o setor está apenas ajustando expectativas, abandonando projetos inviáveis e focando em iniciativas que realmente podem transformar a matriz energética. Os próximos passos dependerão de três fatores-chave: queda de custos dos eletrolisadores, expansão das energias renováveis a preços competitivos, e políticas que criem mercados sustentáveis e previsíveis. A transição energética nunca foi linear e o hidrogênio verde vive exatamente o momento em que entusiasmo e realidade precisam se equilibrar. Hidrogênio em Alerta: Onda de Cancelamentos Expõe Fase Crítica da Transição Energética Global

  • Exclusivo: Pressão Global por Energia Expõe Novo Risco Econômico para as Nações

    A relação entre eletricidade e desenvolvimento econômico voltou ao centro do debate internacional. Exclusivo: Pressão Global por Energia Expõe Novo Risco Econômico para as Nações Uma análise recente de especialistas em macroeconomia e infraestrutura mostra que a capacidade de entrega de energia antes considerada apenas um aspecto operacional tornou-se um indicador estratégico da saúde financeira de países e empresas. A corrida pela eletrificação, impulsionada por indústrias digitais, transportes elétricos e metas de descarbonização, está expondo fragilidades estruturais nas redes elétricas em diversas regiões do mundo. 🔌 Rede elétrica sob estresse crescente Nos últimos anos, grandes economias vêm enfrentando um aumento consistente no congestionamento das redes de energia. O fenômeno ocorre quando a demanda cresce mais rápido do que a capacidade de geração, transmissão e distribuição. Oscilações de preço, interrupções causadas por eventos climáticos extremos e limitações na expansão de infraestrutura contribuem para um ambiente energético cada vez mais instável. Esse cenário tem impactos diretos no planejamento estratégico de empresas e governos. Com redes saturadas, investimentos de longo prazo ficam comprometidos especialmente em setores de alta intensidade energética, como indústria, tecnologia e logística. Menos investimentos significam menor potencial de crescimento econômico. A equação é simples, mas seus efeitos são profundos. 🌍 Um padrão que atravessa fronteiras e décadas A correlação entre acesso à eletricidade e prosperidade não é novidade. Do avanço industrial no final do século XIX às iniciativas modernas de eletrificação em países emergentes, a tendência permanece: nações mais ricas consomem mais energia, e a expansão do uso de eletricidade geralmente acompanha períodos de forte desenvolvimento econômico. Agora, porém, a disputa por energia é impulsionada por um fator novo e acelerado: a expansão digital. Carros elétricos, redes de telecomunicações e principalmente data center's colocaram uma pressão inédita sobre sistemas elétricos que, em muitos países, já operavam no limite. 🏭 Holanda: um retrato da disputa por energia Um dos exemplos mais emblemáticos dessa crise está na Holanda, onde milhares de empresas aguardam autorização para se conectar à rede elétrica. Entre elas, companhias estratégicas para a economia europeia enfrentam incertezas para ampliar suas operações simplesmente porque não há capacidade elétrica disponível. O país prevê investimentos multibilionários em infraestrutura, mas estima que o congestionamento da rede pode persistir por até uma década. Nesse intervalo, projetos industriais, expansão logística e inovação tecnológica podem ser adiados ou até realocados para outros mercados com melhor estrutura energética. 🖥️ Data centers: o principal motor da nova demanda Embora a eletrificação do transporte contribua para o aumento do consumo, o verdadeiro ponto de inflexão está nos data center's. A explosão da inteligência artificial, computação em nuvem e serviços de streaming transformou essas instalações em consumidoras vorazes de energia. Países que desejam atrair esse tipo de investimento agora competem não apenas com incentivos fiscais, mas com a promessa de energia estável e abundante. 💡 O que está em jogo A transição energética antes vista apenas pelo prisma da sustentabilidade assume agora uma dimensão econômica crucial. A capacidade de gerar e distribuir energia renovável, de forma confiável e com preços previsíveis, tornou-se um ativo estratégico nacional. Para os mercados emergentes, isso representa uma oportunidade. Para países desenvolvidos com redes saturadas, um desafio crescente. Em ambos os casos, a inércia já não é mais opção: garantir energia suficiente é garantir competitividade. Exclusivo: Pressão Global por Energia Expõe Novo Risco Econômico para as Nações

  • Crise recorrente na rede elétrica pressiona futuro da Enel em São Paulo

    A sucessão de falhas no fornecimento de energia em São Paulo reacendeu um dos debates mais sensíveis do setor elétrico brasileiro: a continuidade da concessão da Enel no maior mercado consumidor do país. Crise recorrente na rede elétrica pressiona futuro da Enel em São Paulo Em pouco mais de dois anos, a distribuidora acumulou três grandes apagões, o que intensificou questionamentos sobre sua capacidade de garantir um serviço estável em um cenário cada vez mais desafiador. Nos últimos dias, órgãos de controle, governos e entidades do setor se posicionaram de forma mais dura. A pressão pela revisão ou até suspensão do processo de renovação contratual cresceu de forma inédita e pode redefinir o mapa da distribuição elétrica paulista. A escalada da crise O episódio mais recente foi deflagrado após um ciclone extratropical atingir o estado, deixando mais de 2,2 milhões de unidades consumidoras sem energia . Mesmo quatro dias depois, milhares de imóveis ainda permaneciam no escuro. Segundo a empresa, o vendaval alcançou picos de quase 100 km/h e provocou danos severos em trechos da rede, exigindo reconstrução. A recorrência dos eventos, porém, desencadeou reações institucionais mais profundas. Representantes de órgãos federais e estaduais passaram a questionar não apenas o restabelecimento do serviço, mas o modelo de gestão da concessionária e sua preparação para fenômenos climáticos extremos que se tornaram mais frequentes. Renovação sob risco: o movimento institucional se intensifica O contrato da Enel vence em 2028. A distribuidora já havia pedido a renovação antecipada por mais 30 anos, sob regras mais rígidas. Essa análise, que antes avançava de forma técnica, agora passa a ser alvo de forte contestação. Entre os fatores que acendem o sinal vermelho: Ações judiciais  já buscam barrar a renovação. Órgãos de controle  solicitam que qualquer avanço administrativo sobre o contrato seja suspenso. O governo federal  passou a tratar o caso como prioridade regulatória, defendendo fiscalização rigorosa e responsabilização. Governo estadual e prefeitura  intensificaram críticas e pedem alinhamento institucional para atuação conjunta. A Aneel, responsável pela avaliação técnica que embasa a decisão final do Ministério de Minas e Energia, já havia ampliado o prazo do processo para observar o desempenho da concessionária ao longo de um novo período úmido. A agência também cobra explicações adicionais sobre falhas registradas em 2023 e 2024. O cerco se fecha: mesmo antes da nova crise, a extensão da concessão já encontrava obstáculos agora, a resistência aumenta consideravelmente. Infraestrutura pressionada por extremos climáticos As distribuidoras brasileiras têm enfrentado um ambiente desafiador: ventos mais intensos, chuvas volumosas e eventos meteorológicos atípicos colocam à prova redes projetadas para um outro regime climático. Em São Paulo, a combinação entre adensamento urbano, rede aérea extensa e variações mais bruscas de temperatura e umidade agrava o cenário. Entidades do setor defendem que as soluções precisam ser estruturais, envolvendo: modernização acelerada da rede, ampliação de tecnologias de automação e resposta rápida, reforço na capacidade de atendimento emergencial, planejamento conjunto entre distribuidoras, municípios e órgãos de defesa civil. A Enel sustenta que a intensidade dos vendavais tem sido sem precedentes e que equipes seguem mobilizadas em reconstrução de infraestrutura crítica. Outros movimentos do setor energético: o que mais está em jogo Combate à sonegação no mercado de combustíveis O debate legislativo sobre mecanismos de compartilhamento de dados fiscais segue travado, sem consenso sobre a integração entre Receita Federal e ANP. O impasse adia medidas consideradas essenciais para ampliar transparência e reduzir fraudes na cadeia de combustíveis. Greve dos petroleiros Trabalhadores do Sistema Petrobras mantêm a paralisação após rejeitar propostas para o Acordo Coletivo de 2025, elevando a tensão em um momento de ajustes estratégicos no setor. Petróleo volátil O preço do Brent recuou para a casa dos US$ 61, em meio à combinação de tensões geopolíticas e sinais de possível avanço diplomático em conflitos internacionais. Disputa por gasodutos estratégicos TAG e NTS protagonizam um embate técnico sobre a conexão do Porto do Açu à malha nacional, tema que deve influenciar o planejamento de infraestrutura para os próximos anos. Gás natural e biometano em 2025 O mercado de gás vive um ano de transformação: revisão tarifária das transportadoras, expansão de GNL em pequena escala, chegada do gás argentino e avanço regulatório para biometano. Demanda crescente por biodiesel Projeções apontam consumo próximo de 10 milhões de m³ em 2025 , impulsionado pela mistura obrigatória no diesel, atualmente em 15%. Tendências ESG Data centers surgem como protagonistas dos investimentos sustentáveis para 2026, pressionados pela corrida global da inteligência artificial e pela necessidade de energia limpa. Um divisor de águas para a distribuição elétrica em SP A continuidade da concessionária passa, agora, por uma análise muito mais ampla do que simples indicadores de desempenho. Considera-se: a capacidade real de resposta a eventos extremos, os investimentos realizados e previstos, o nível de satisfação dos usuários, e o alinhamento entre Estado, município, reguladores e governo federal. O que se desenha é um cenário em que o futuro da Enel em São Paulo está mais incerto do que nunca , e cada novo episódio de interrupção pesa diretamente na decisão que definirá o rumo da maior concessão de energia do país. Crise recorrente na rede elétrica pressiona futuro da Enel em São Paulo

  • N5X adapta contrato padrão à Reforma Tributária e passa a adotar preço líquido em contratos de energia na plataforma

    Atualização do contrato padrão passa a valer em 17 de dezembro, a fim de ampliar previsibilidade, reduzir assimetrias e preparar o mercado para o novo modelo fiscal N5X adapta contrato padrão à Reforma Tributária e passa a adotar preço líquido em contratos de energia na plataforma A N5X, em parceria com o escritório Ulhôa Canto Advogados, anuncia a atualização do contrato padrão usado na plataforma para compra e venda de energia no mercado livre. As mudanças entram em vigor em 17 de dezembro e têm como eixo central a sua adequação à Reforma Tributária. “Fomos incumbidos pela N5X de uma missão muito desafiadora e ao mesmo tempo gratificante de usar nossa expertise nas áreas tributária e de energia elétrica para, através de alterações cirúrgicas, didáticas e bem sistematizadas, adaptar o contrato a essa nova realidade tributária, que estará por um bom tempo em constante mutação. Esperamos ter cumprido bem nossa missão em conjunto com a N5X e as equipes jurídicas dos vários usuários da plataforma que muito contribuíram ao longo do processo”, diz Isabel Lustosa, Sócia Conselheira da equipe de Energia Elétrica do Ulhôa Canto Advogados. As mudanças contemplam o novo modelo fiscal que unifica tributos estaduais e federais. ICMS e ISS, hoje cobrados pelos estados e municípios, e PIS e Cofins, de competência federal, serão substituídos, respectivamente, pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Juntos, esses tributos irão compor um sistema de imposto sobre valor agregado (IVA) dual, modelo similar ao adotado por países da União Europeia, com alíquotas definidas com base no destino (onde o bem ou serviço é consumido). “A versão 1.5 do nosso contrato padrão garante que todos os agentes operem desde já dentro da lógica tributária que o setor adotará nos próximos anos. Para isso, consultamos o mercado e colhemos contribuições de 24 empresas, o que ajudou a validar e aprimorar o novo modelo contratual. É um passo essencial para manter eficiência e segurança nas operações de energia no ambiente livre”, afirma Dri Barbosa, CEO da N5X. A reformulação das regras tributárias altera a forma como o setor de energia estrutura suas operações. Hoje, o valor negociado já inclui os impostos aplicados sobre a energia (exceto o ICMS). Com o novo modelo, a plataforma passará a exibir apenas o custo da energia e a margem da comercializadora (preço líquido). A cobrança dos tributos ocorrerá de forma separada, levando em conta o uso e o destino da energia. A expectativa é tornar as transações mais transparentes e padronizadas, o que deve facilitar a comparação entre ofertas e ampliar a liquidez do mercado. O Contrato Padrão da N5X atenderá, simultaneamente, o modelo tributário atual e a transição para o novo modelo, com obrigatoriedade de emissão de Nota Fiscal conforme o padrão nacional da Reforma Tributária e ajustes na cláusula de revisão de preço para contemplar as novas regras. Quem pode usar a plataforma da N5X A N5X é uma plataforma de negociação de energia destinada a empresas participantes do mercado, incluindo grandes geradores, grandes consumidores, instituições financeiras e comercializadoras, habilitadas na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) para operar no mercado livre de energia. Para operar na plataforma N5X, as empresas elegíveis devem se cadastrar por meio do site  https://plataforma.n5x.com.br/ , aceitar os termos de uso, a política de privacidade da N5X e o código de conduta, e serem aprovadas pela N5X com base nas informações fornecidas e na documentação comprobatória das condições. N5X adapta contrato padrão à Reforma Tributária e passa a adotar preço líquido em contratos de energia na plataforma

  • Atiaia Renováveis anuncia Ivan Nord como diretor de Novos Negócios e Regulatório

    A Atiaia Renováveis, empresa de geração e comercialização de energia renovável do Grupo Cornélio Brennand, anuncia Ivan Nord como diretor de Novos Negócios e Regulatório. A nomeação fortalece a estratégia da companhia de acelerar seu crescimento no setor elétrico. Atiaia Renováveis anuncia Ivan Nord como diretor de Novos Negócios e Regulatório Ivan Nord, que ingressou na Atiaia em 2011, tem desempenhado papel chave na evolução regulatória e estratégica da empresa. Com mais de 25 anos de experiência no setor elétrico, o executivo iniciou sua trajetória na empresa como gerente de Regulação, assumindo posteriormente a gerência de Operação (2021) e, mais recentemente, a gerência de Novos Negócios e Regulatório (2023).  Nord é engenheiro eletricista pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com especialização em Sistemas de Energia pela UFMT, MBA em Energia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Antes de ingressar na Atiaia Renováveis, atuou em empresas como Rede Energia e Centrais Elétricas Matogrossenses. Sobre a Atiaia Renováveis A Atiaia Renováveis é uma empresa de geração e comercialização de energia renovável e tem como propósito ser um agente de transformação sustentável dos negócios de seus clientes e da vida das comunidades onde atua. A empresa, que é participante do Pacto Global da ONU, aplica as melhores práticas ESG de forma contínua em todos os seus processos e tem desenvolvido projetos de energia renovável, em linha com o seu planejamento estratégico. Nosso parque gerador contempla 556 MW, sendo 284 MW de usinas em operação e 272 MW de usinas pré-operacionais, todos empreendimentos de baixo impacto ambiental e fontes de energia limpa. Além disso, tem um pipeline de 1,7 GW em desenvolvimento de projetos em PCHs, solares e eólicos, os dois últimos destinados aos seus clientes no mercado livre de energia. Atiaia Renováveis anuncia Ivan Nord como diretor de Novos Negócios e Regulatório

  • Imersão Solar 2026 promete redefinir a formação técnica do setor fotovoltaico e o EnergyChannel confirma apoio ao evento

    Campinas se prepara para sediar, entre 12 e 17 de janeiro de 2026, um dos eventos mais ambiciosos e completos já organizados para a indústria fotovoltaica global.  O Imersão Solar 2026  reunirá, ao longo de seis dias intensivos, 60 horas de aulas técnicas  ministradas por alguns dos maiores especialistas e fabricantes que moldam o mercado solar brasileiro consolidando a cidade como um novo polo de alta formação profissional no setor. Imersão Solar 2026 promete redefinir a formação técnica do setor fotovoltaico e o EnergyChannel confirma apoio ao evento O EnergyChannel tem orgulho de apoiar oficialmente o Imersão Solar 2026 , por reconhecer no evento uma oportunidade inédita para elevar a qualidade técnica do mercado , promover profissionalização e acelerar a adoção de tecnologias que estão definindo o futuro da energia distribuída no Brasil. Um mergulho técnico de alto nível para quem atua na linha de frente do fotovoltaico O evento foi concebido para uma audiência altamente qualificada técnicos, engenheiros, integradores e gestores  que buscam aprofundamento real, baseado em experiências de campo, dados de performance, inovação e tendências globais. Imersão Solar 2026 promete redefinir a formação técnica do setor fotovoltaico e o EnergyChannel confirma apoio ao evento A programação cobre toda a cadeia de valor do setor solar , de painéis a subestações, de IA em inversores a usinas flutuantes. A seguir, os destaques apresentados exclusivamente na perspectiva do EnergyChannel : As grandes frentes tecnológicas que serão destrinchadas no Imersão Solar 2026 1. Painéis fotovoltaicos: o avanço das tecnologias topo de linha RISEN  e AE Solar , duas referências globais na fabricação de módulos, vão detalhar: Diferenças entre as principais tecnologias atuais (TOPCon, HJT, bifaciais). Métodos de aplicação para aumentar geração real em campo. Como projetar sistemas mais eficientes em climas tropicais e subtropicais. Imersão Solar 2026 promete redefinir a formação técnica do setor fotovoltaico e o EnergyChannel confirma apoio ao evento 2. Inversores e a chegada da IA ao coração dos sistemas solares Solis  e Sigenergy  apresentam: Arquiteturas On-Grid, Off-Grid, híbridas e Grid-Zero. IA embarcada, otimização preditiva e segurança digital. Novos padrões globais de performance e confiabilidade. 3. Estações meteorológicas e solarimétricas: o dado que garante precisão A Hukseflux , líder mundial, mostrará: Como especificar sensores para cada tipo de usina. Vantagens de medições de alta precisão para redução de perdas. 4. RSD e Otimizadores: o que muda com a nova regulamentação brasileira A Tigo , pioneira em otimização, trará: As regras internacionais que chegam ao Brasil. Benefícios de segurança, eficiência e mitigação de sombreamento. 5. Baterias e sistemas BESS: o futuro da energia firme no Brasil A Acumuladores Moura Brasil  fará uma aula completa sobre: Aplicações residenciais, comerciais e industriais. Como BESS transforma a energia solar em fonte despachável. 6. Aterramento e proteção contra descargas atmosféricas A Paiol Engenharia  levará sua experiência em grandes hidrelétricas para o universo solar: Técnicas modernas de cálculo e projeto. Boas práticas para reduzir riscos e garantir a integridade das usinas. 7. Automação, controladores e redes de comunicação em usinas modernas A Altus , multinacional brasileira, discutirá: Supervisão em tempo real. Automação inteligente para grandes plantas fotovoltaicas. 8. Estruturas de alumínio para solo, telhados e usinas flutuantes A Norsk Hydro , maior fabricante de alumínio do mundo, apresentará: Como garantir leveza, durabilidade e resistência. Diferenças entre estruturas para solo, telhado, carports e flutuantes. 9. Segurança avançada: fibra óptica, CFTV térmico e radares Alfa Sense  e Hikvision  abordarão: Sensores de fibra óptica para detecção antecipada de invasões. Câmeras térmicas, visão noturna, speed domes e radares. 10. Operação e Manutenção (O&M): eficiência real e lucratividade A O&M Solar  oferecerá um panorama prático com planilhas e métodos pouco difundidos no mercado brasileiro. 11. Subestações, eletrocentros e transmissão em grandes usinas Apollo  vai detalhar: Padrões de engenharia para UFVs e UFFs. Componentes críticos da infraestrutura elétrica. 12. Usinas Fotovoltaicas Flutuantes com e sem tracker A Apollo , pioneira global, apresentará seu sistema exclusivo de insubmergibilidade  e discutirá: Bifacialidade aprimorada sobre a água. Ancoramento automático e resistência a ventos e correntezas. Ganhos superiores de geração em comparação ao solo. 13.⁠ ⁠Estruturas de Telhado, no Solo e para sistemas isolados Amazônicos A Solar Group maior fabricante brasileiro de estruturas para Fotovoltaica apresenta . Tipos e especificações de estruturas para telhado. . Tipos e especificações para estruturas no solo mono e bi-poste. . Estrutura SIGFI para eletrificação de comunidades isoladas. Por que o Imersão Solar 2026 importa e por que o EnergyChannel apoia O Brasil vive uma expansão acelerada no setor solar, mas ainda enfrenta desafios estruturais de qualificação técnica , padronização  e adoção de tecnologias de última geração . O Imersão Solar 2026 surge exatamente para preencher essa lacuna. O EnergyChannel apoia o evento porque acredita que a evolução do mercado depende de formação séria , com base técnica sólida e conexão direta com fabricantes e especialistas que estão impulsionando a transição energética global. Para o EnergyChannel, apoiar o Imersão Solar 2026 significa apoiar o futuro da energia no Brasil. Conclusão O Imersão Solar 2026 não é apenas um curso. É um divisor de águas para quem deseja atuar no topo da indústria fotovoltaica brasileira. Campinas será palco de um encontro histórico, capaz de redefinir padrões, atualizar práticas e inspirar uma nova geração de profissionais tecnicamente preparados. O EnergyChannel seguirá acompanhando, divulgando e ampliando o impacto das iniciativas que elevam o nível do setor e o Imersão Solar 2026 é uma delas. Imersão Solar 2026 promete redefinir a formação técnica do setor fotovoltaico e o EnergyChannel confirma apoio ao evento Inscreva-se - imersao.campinas@apolloflutuantes.com.br

  • Ranking Solar 2025: EnergyChannel revela as marcas mais lembradas e reconhecidas do mercado fotovoltaico brasileiro

    Por EnergyChannel Brasil Ranking Solar 2025: EnergyChannel revela as marcas mais lembradas e reconhecidas do mercado fotovoltaico brasileiro Publicação especial – 1ª edição do Ranking Solar O setor solar brasileiro ganhou, em 2025, um novo termômetro de reputação e desempenho. O EnergyChannel Group  acaba de divulgar os resultados da 1ª edição do Ranking Solar , uma pesquisa anual que apura, diretamente com profissionais e empresas do mercado, quais fabricantes, distribuidores e soluções se destacaram ao longo do ano. A iniciativa nasceu com um propósito claro: valorizar as marcas que impulsionam a transição energética no Brasil  e dar voz aos especialistas que vivem o setor no dia a dia. Ao todo, mais de 29 fabricantes de inversores  e dezenas de empresas de todos os segmentos da cadeia solar  receberam votos reforçando a diversidade e maturidade do mercado nacional. A votação ocorreu entre agosto e 9 de dezembro de 2025 , com auditoria baseada no critério “1 CPF = 1 voto” , garantindo transparência e legitimidade ao processo. Os vencedores receberão o certificado digital  e o selo “Vencedor Ranking Solar 2025” , além de participarem de reportagens especiais, entrevistas e cases publicados pelo EnergyChannel. A partir de 2026, o Ranking Solar se torna oficialmente anual , sempre com divulgação dos resultados em 10 de dezembro . Inversores: Huawei lidera a preferência do mercado brasileiro A categoria de inversores um dos pilares tecnológicos da geração solar — foi dividida em três segmentos: Inversor On-grid , Inversor Híbrido  e Microinversor . 🏆 Categoria: Inversor (On-grid) 1º Huawei 2º Sungrow 3º GoodWe 4º Solis A Huawei confirma sua forte presença no território brasileiro, sendo eleita a marca de inversores mais reconhecida e confiável do setor. Sungrow, GoodWe e Solis completam o pódio, reforçando o equilíbrio competitivo do mercado. 🏆 Categoria: Inversor Híbrido 1º Huawei 2º GoodWe 3º SolaX | Deye (empate) 4º Solis O avanço das baterias no Brasil fortalece o segmento híbrido. A Huawei mantém a liderança, enquanto GoodWe se destaca entre integradores. SolaX e Deye dividiram o terceiro lugar, representando o crescimento acelerado de soluções híbridas no país. 🏆 Categoria: Microinversor 1º APSystems 2º Hoymiles 3º Enphase O mercado de microinversores cresce com foco em confiabilidade e facilidade de instalação. A APSystems liderou a percepção dos profissionais, seguida por Hoymiles e Enphase. Fabricantes mais lembrados do mercado brasileiro em 2025 Ao todo, 29 fabricantes  receberam votos nas categorias ligadas a inversores — um retrato fiel da amplitude do setor solar nacional. Entre os nomes citados estão: Huawei, Sungrow, GoodWe, SolarEdge, Solis, Growatt, APSystems, Fronius, PHB, Hoymiles, SMA, SolaX, Deye, FoxEss, Solinteg, Canadian, DAH Solar, NEP, Tsuness, Rockcore , entre outros. Módulos Fotovoltaicos: domínio asiático e liderança da Trina Empresas que receberam votos:  Trina, Jinko, Longi, Risen, JA Solar, Canadian, DAH Solar, Astroenergy, Sunpower, Weg, Honor, ZNShine, entre outras. 🏆 Melhores Fabricantes de Módulos Fotovoltaicos 1º Trina Solar 2º Longi e DAH Solar (empate) 3º Jinko Solar 4º Canadian Solar O resultado reforça o protagonismo dos grandes players globais no mercado brasileiro, com destaque para o crescimento da DAH Solar, que alcançou empate com a Longi. Melhores Estruturas para Sistemas Fotovoltaicos 🏆 Categoria: Estruturas 1º Solar Group 2º 2P Energy 3º Izi Estruturas 4º Alumifix Com 31 empresas votadas , a categoria demonstra forte competitividade e evolução tecnológica nas estruturas de fixação. Fabricantes de Baterias / BESS: o ano da Huawei e o avanço da Soluna e Moura 🏆 Categoria: Baterias / BESS 1º Huawei 2º Soluna e Moura (empate) 3º SolaX O crescimento do armazenamento reforça o papel da Huawei como integradora de soluções completas. Soluna e Moura dividem a segunda posição, mostrando a força de players globais e nacionais. Empresas votadas incluem: Huawei, Soluna, Weg, SolaX, BYD, Dyness, SecPower, CATL, GoodWe, Deye, Gotion, Trina Storage, Sungrow, Risen , entre outras. Usinas Solares: Soluções para Tracker 🏆 Categoria: Trackers Solares 1º Valmont 2º Nextracker 3º Trina Tracker A pesquisa destaca a forte presença de soluções internacionais no segmento de usinas de grande porte. Soluções de Limpeza 🏆 Categoria: Limpeza de Módulos 1º PV Clean 2º 2P Conectores e Cabos 🏆 Conectores 1º Stäubli 2º Amphenol 🏆 Cabos 1º Reicon Distribuidores de Equipamentos Fotovoltaicos Entre as 26 empresas votadas , o ranking reforça o peso estratégico da distribuição para todo o ecossistema solar brasileiro. 🏆 Categoria: Distribuidores 1º Ecori Energia Solar 2º Amara Nzero 3º Belenergy Melhor Assessor Financeiro / Advogado do Setor 🏆 Categoria Profissional Noale Energia – Frederico Boschin Reconhecido pela atuação em operações financeiras, regulatórias e estruturadas para o setor fotovoltaico. Um retrato fiel da percepção do mercado O Ranking Solar 2025  nasce como a maior pesquisa independente de percepção de marca do setor fotovoltaico brasileiro, consolidando-se como um instrumento anual de reconhecimento e análise de tendências. A pesquisa será expandida para 10 países em 2026 , permitindo comparações regionais e um panorama global das marcas mais relevantes da energia solar. Participe da próxima edição A votação da 2ª edição do Ranking Solar será aberta em 1º de janeiro de 2026 , permanecendo ativa até 9 de dezembro de 2026 . 💬 “Obrigado por participar do Ranking Solar 2025! Seu voto ajuda a valorizar quem faz a diferença no setor de energia solar.” Ranking Solar 2025: EnergyChannel revela as marcas mais lembradas e reconhecidas do mercado fotovoltaico brasileiro

  • Um olhar além do antropocentrismo: vozes que interpretaram a Terra como um organismo vivo

    Em tempos de crise ambiental e de perplexidade diante dos rumos da humanidade, é fundamental revisitar as vozes que enxergaram nosso planeta para além da lógica utilitarista e antropocêntrica. Um olhar além do antropocentrismo: vozes que interpretaram a Terra como um organismo vivo Entre elas, destaca-se Ron Garan, ex-astronauta da NASA, que passou 178 dias no espaço e completou 2.842 órbitas ao redor da Terra. Durante sua jornada, Garan experimentou o chamado Overview Effect, fenômeno descrito por astronautas que, ao observar o planeta do espaço, percebem sua fragilidade e interconexão. Para Garan, a Terra é um sistema único, protegido por uma camada finíssima que sustenta toda a vida. Ele alerta que vivemos uma mentira ao tratar nosso lar como recurso descartável, e que problemas como mudanças climáticas e desmatamento são sintomas de uma crise maior: a desconexão com a realidade planetária. No Brasil, José Lutzenberger foi pioneiro ao levantar a bandeira da consciência ambiental já em 1971, quando fundou a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural. Lutzenberger não se limitou a denunciar os impactos da poluição e da degradação; ele trouxe uma reflexão ética e filosófica sobre nossa relação com a Terra. Para ele, a natureza não é um estoque de recursos, mas um sistema vivo do qual fazemos parte. Suas práticas sustentáveis e sua crítica ao modelo industrial predatório permanecem atuais, lembrando-nos que a ecologia é também uma questão de valores e de civilização. Ailton Krenak, liderança indígena e pensador contemporâneo, amplia esse debate ao trazer a perspectiva dos povos originários. Nascido às margens do Rio Doce, Krenak carrega em sua trajetória a luta pela defesa das florestas e pela sobrevivência cultural de seu povo. Em suas obras e discursos, ele aponta as falhas da vida humana atual, marcada pela desconexão espiritual e pela ilusão de progresso infinito. Para Krenak, a floresta não é apenas um espaço físico, mas um ser vivo, um parente, cuja destruição significa também a mutilação da própria humanidade. Sua visão nos lembra que não há futuro possível sem a preservação dos ecossistemas e sem o reconhecimento da diversidade cultural que sustenta modos de vida mais harmônicos. James Lovelock, cientista britânico, trouxe ao mundo a teoria de Gaia, segundo a qual a Terra funciona como um organismo vivo capaz de autorregular-se. Essa interpretação revolucionária rompeu com a visão mecanicista da ciência e aproximou-se de tradições ancestrais que já viam o planeta como um ser dotado de inteligência própria. Lovelock mostrou que os sistemas atmosféricos, oceânicos e biológicos interagem de forma a manter condições favoráveis à vida. Sua teoria, embora contestada em alguns círculos acadêmicos, inspirou uma nova forma de pensar a ecologia: não como gestão de recursos, mas como convivência com um organismo do qual somos parte inseparável. Outros nomes também se somam a esse coro. Rachel Carson, com seu livro Silent Spring, denunciou os efeitos devastadores dos pesticidas e inaugurou a consciência ambiental moderna. Chico Mendes, seringueiro e líder amazônico, mostrou que a defesa da floresta é também defesa da dignidade humana. Wangari Maathai, no Quênia, plantou milhões de árvores e provou que a regeneração ambiental pode caminhar junto com justiça social. Apesar das diferenças de origem e trajetória, todos esses personagens convergem em pontos essenciais: a percepção de que a Terra é frágil e interdependente; a crítica ao modelo de exploração desenfreada; e a defesa de uma ética planetária que reconheça nossa responsabilidade coletiva. Seja pela experiência cósmica de Ron Garan, pela filosofia de Lutzenberger, pela sabedoria ancestral de Krenak ou pela teoria científica de Lovelock, o recado é claro: não somos donos da Terra, somos parte dela. Esta coluna busca trazer mais consciência para quem passou os olhos sobre estas linhas. Vivemos um momento de delírio coletivo, em que o consumo e a indiferença parecem ditar o ritmo da civilização. Mas há esperança. A história mostra que novas visões podem transformar sociedades. Se ouvirmos essas vozes e permitirmos que elas nos inspirem, poderemos despertar para o que realmente importa: cuidar da casa comum, respeitar seus limites e celebrar a vida em todas as suas formas. O futuro não está perdido; ele depende da nossa capacidade de reconectar-nos com Gaia e de reconhecer que, juntos, podemos atravessar este tempo de crise e construir um amanhã mais justo e sustentável. Renato Zimmermann é desenvolvedor de negócios sustentáveis e ativista da transição energética Um olhar além do antropocentrismo: vozes que interpretaram a Terra como um organismo vivo

  • Soma inédita de características de nova bateria de íon-sódio faz avançar alternativas ao lítio

    Pesquisadores da UFPR utilizam técnica da nano arquitetura para criar dispositivos que, além de não terem o custo ambiental do lítio, são flexíveis, transparentes e funcionam em meio aquoso, aumentando possibilidade de aplicações Baterias fazem parte do nosso dia a dia. Elas estão presentes em celulares, carros, notebooks, marca-passos, câmeras digitais e assim por diante. É possível pensar em uma série de objetos eletrônicos de comunicação, informática, transporte e até saúde que são alimentados por baterias. As baterias convencionais são amplamente feitas de lítio, um metal que, embora tenha alta eficiência, traz uma série de riscos ambientais e de segurança. Por isso, pesquisadores vêm tentando desenvolver baterias de elementos alternativos ao lítio, como sódio e potássio, elementos mais fáceis e baratos de encontrar na natureza. Uma das pesquisas tem à frente Aldo José Gorgatti Zarbin, professor do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e que pesquisa o tema há 28 anos. O docente, junto com pesquisadores do laboratório que coordena, o Grupo de Química de Materiais (GQM), usou o sódio encontrado no sal de cozinha para criar um protótipo de bateria funcional que reúne, simultaneamente e de forma inédita para o setor, três características: ela é flexível, transparente e funciona em meio aquoso, eliminando riscos de explosões. Imagens do desenvolvimento da bateria aquosa de íons de sódio Ilustração esquemática que mostra o funcionamento da bateria de íon-sódio, com atividade eletroquímica entre os íons de sódio (Na) hidratados Ilustração: GQM/UFPR/Reprodução A bateria foi desenvolvida durante o mestrado, o doutorado e o projeto de pós-doutorado da pesquisadora Maria Karolina Ramos. Os atributos possibilitam uma série de aplicações inovadoras das baterias, desde eletrônicos vestíveis até janelas inteligentes. O estudo foi capa recente da revista  Sustainable Energy & Fuels , da Royal Society of Chemistry. A pesquisa ainda rendeu uma premiação ao professor no Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, iniciativa do governo do Paraná que reconhece profissionais que contribuem para a produção científica e tecnológica do estado,  entregue no último dia 28 . A motivação para o desenvolvimento da bateria, além de suas diferentes aplicações, também foi pensando na descarbonização da matriz energética, em uma busca por fontes de energia renováveis. “ Há pouco tempo tivemos a COP 30 , falando sobre energia limpa e como é fundamental que a gente elimine combustível fóssil, para parar de emitir gás carbônico”, afirma o docente. “Uma das formas de você pegar energia é solar. Mas e à noite, quando não tem sol, como fica? Precisamos de bateria para armazenar essa energia, por isso elas são extremamente importantes no processo de descarbonização e de energia limpa”. Nanoarquitetura abre caminho para baterias de sódio O lítio é um metal leve, com grande capacidade de armazenamento de energia, encontrado principalmente em salmouras de lagos salgados ou em pegmatitos, que são rochas ígneas que contêm cristais e minerais ricos em elementos raros. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), Chile, Austrália, Argentina e China detêm juntos cerca de 95% das reservas de lítio atualmente conhecidas no mundo. No Brasil, o metal é encontrado em depósitos de pegmatitos, especialmente nas áreas do Médio Jequitinhonha, em Minas Gerais, e da Província Pegmatítica da Borborema, na região Nordeste. “Por muito tempo, as baterias de íons de lítio dominaram a eletrônica portátil graças à sua alta capacidade de armazenamento e longa duração. A importância delas foi reconhecida até com o Nobel de Química de 2019 [para John B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino, considerando as baterias de lítio uma revolução da eletrônica portátil]”, conta Maria Ramos. “Mas nem tudo são flores: essas baterias usam solventes orgânicos tóxicos e inflamáveis, podem causar curto-circuito e até explodir. Além disso, dependem de reservas de lítio, que é um elemento químico escasso. São reservas concentradas em poucos países e causam um grande dano ambiental na sua extração, o que tornam essas baterias muito caras”. Além de provocar atritos geopolíticos, a mineração do lítio tem alto impacto ambiental, decorrente do uso intensivo de água e da ameaça de contaminação por metais pesados. Ao contrário do lítio, o sódio é mais abundante, barato e distribuído por todo o planeta. Sua obtenção é considerada de menor impacto ambiental especialmente quando extraído do mar, como ocorre com o sal de cozinha. Mas apenas substituir um elemento por outro não é uma tarefa simples. O desafio é encontrar materiais capazes de armazenar e liberar íons de sódio com a mesma eficiência do lítio, pois as diferenças de tamanho e química entre os elementos exige novos componentes para os polos da bateria. Para isso, o laboratório coordenado por Zarbin utilizou a técnica de nanoarquitetura para chegar em uma combinação de três materiais diferentes, em escala nanométrica, que pode ser usada como eletrodo na bateria de íon-sódio. “Toda a base do estudo é uma tecnologia de preparar materiais na forma de filme fino, que foi totalmente desenvolvida no meu laboratório. Isso significa conseguir preparar um material com uma espessura muito fina, muito fina mesmo, de poucos nanômetros de espessura. A gente consegue depositar esse material em cima de qualquer coisa, como um sólido, uma superfície, uma mesa, qualquer lugar. E é essa tecnologia que é o grande diferencial para conseguir as propriedades que a gente teve”. A composição obtida com a nanoarquitetura consta no artigo  “Nanoarchitected graphene/copper oxide nanoparticles/MoS2 ternary thin films as highly efficient electrodes for aqueous sodium-ion batteries” , publicada em 2023 por periódico da Royal Society of Chemistry. Baterias transparentes, flexíveis e aquosas possibilitam mais funcionalidades Os materiais utilizados para essa bateria de íons-sódio não apenas fazem a bateria funcionar. A composição assegurou que os pesquisadores fabricassem uma bateria com uma série de características combinadas que, até então, eram inéditas. Uma dessas propriedades é a flexibilidade, um atributo para baterias considerado uma das tecnologias mais emergentes e importantes na atualidade e que pode ter uma série de aplicações. Leves e maleáveis, as baterias de íon-sódio podem se curvar e dobrar sem perder a funcionalidade, mas vão além: elas representam a remoção de uma restrição tecnológica que limita o design de novos dispositivos. Atualmente, mesmo em dispositivos dobráveis (como certos smartphones), a bateria permanece como um componente rígido e volumoso. Entre as diversas aplicações, uma bateria flexível pode ser utilizada em eletrônicos vestíveis na área da saúde. “Você pode colocar um dispositivo na roupa, por exemplo, que pode acompanhar a taxa de glicose de alguém, ou o seu batimento cardíaco, um acompanhamento in-situ vinculado à roupa do sujeito. Ele vestiu e está lá. Então, para isso tem que ser dobrável, a nossa roupa é dobrável. Em qualquer tipo de dispositivo que você possa imaginar que seja vestível, a gente poderia usar essa tecnologia”, afirma Aldo Zarbin. O professor ainda cita o exemplo de uma bateria que pode ser dobrada e guardada dentro de uma carteira, ocupando espaço mínimo. Quando necessário, o usuário a desdobra para carregar um celular ou laptop; a flexibilidade das baterias também pode ser um atrativo para eletrônicos enroláveis ou papéis eletrônicos, tecnologia vista em dispositivos como leitores digitais (o Kindle, por exemplo). Outro atributo viabilizado pelas novas baterias de íon-sódio é a transparência, que foi possível pela tecnologia de filmes finos utilizada para arranjar os componentes da bateria de íon-sódio: o material é tão fino que a luz visível o atravessa. Essa característica é crucial para acoplar a bateria a sistemas que exigem passagem de luz, como células solares (componentes dos painéis solares, por exemplo) e janelas inteligentes, que ajustam automaticamente a entrada de luz e calor em ambientes internos. “Ao invés de fechar uma cortina de pano ou uma persiana, eu simplesmente vou escurecendo o vidro, deixando passar mais ou menos luz”, explica Zarbin. “Para isso eu preciso de uma bateria também, é um material chamado eletrocrômico, que muda de cor de acordo com o potencial que a gente aplica. Se a bateria for transparente, eu consigo acoplar numa única coisa”. Por fim, o grupo liderado por Aldo Zarbin também conseguiu encontrar uma bateria de íons de sódio que, além de ser flexível e transparente, também funciona em meio aquoso. Isso melhora um fator fundamental: a segurança. Apesar de serem eventos raros, as baterias de íon-lítio estão sujeitas a riscos de explosões e incêndios, que podem ser causadas por danos físicos, superaquecimento e envelhecimento. Isso porque o eletrólito das baterias de lítio é composto por um material inflamável e tóxico. Ao substituir esses materiais por água, elimina-se o risco de inflamabilidade. Assim, baterias aquosas oferecem alta tolerância o contra manuseio incorreto, tornando-se mais segura em relação a potenciais curtos-circuitos que levem a explosões. “Em síntese, a invenção apresenta um conjunto de vantagens técnicas e econômicas que a diferenciam significativamente das tecnologias existentes: é segura, ecológica, de baixo custo, leve, flexível e transparente, combinando sustentabilidade com alto desempenho”, afirma Maria Ramos. “Tais características conferem elevado potencial de aplicação prática e comercial, tanto em dispositivos eletrônicos avançados quanto em sistemas de armazenamento de energia de grande escala, consolidando-a como uma alternativa viável e sustentável às baterias de íons de lítio tradicionais”. Encaminhamento de patente é primeiro passo para que produto chegue ao mercado Além da publicação do artigo na  Sustainable Energy & Fuels , os pesquisadores do Grupo de Química de Materiais da UFPR solicitaram uma patente para a bateria de íon-sódio flexível, transparente e aquosa. São os primeiros passos visando uma futura chegada ao mercado. “Daqui para frente, vamos fazer com que aumente a capacidade, que saia da escala de laboratório”, conta Zarbin. “Agora há toda uma parte de engenharia, protótipos, otimização e construção, de como juntar cada uma dessas etapas para fazer uma performance melhor”. Segundo Maria Karolina Ramos, após o desenvolvimento de um protótipo maior, os pesquisadores terão um desafio mais ambicioso: integrar, em um único dispositivo acoplado, a geração e o armazenamento de energia. “A ideia é que a luz solar seja captada por uma célula fotovoltaica, convertida em eletricidade, e essa energia já seja armazenada diretamente na bateria conectada ao sistema”, afirma a pesquisadora. “Assim, o mesmo dispositivo faria as duas funções ao mesmo tempo. Essa integração traz várias vantagens, como economia de espaço, redução de peso e diminuição das perdas de energia que normalmente ocorrem quando ela precisa ser transferida entre equipamentos diferentes. Em resumo, é uma proposta simples no conceito, mas extremamente poderosa, e desafiadora, na prática”. Soma inédita de características de nova bateria de íon-sódio faz avançar alternativas ao lítio

  • O calor não precisa pesar no seu bolso: descubra como o Mercado Livre de Energia pode transformar sua conta de luz neste verão

    Com o aumento do consumo no verão, especialista informa que o Mercado Livre de Energia se apresenta como a solução para quem quer reduzir custos e ter mais controle sobre o gasto com eletricidade, sem surpresas nas contas de luz. O calor não precisa pesar no seu bolso: descubra como o Mercado Livre de Energia pode transformar sua conta de luz neste verão A chegada do verão e o consequente aumento do uso de ar-condicionado e ventiladores geram uma alta no consumo de energia elétrica e, com isso, as temidas surpresas nas contas de luz. Mas essa alta não precisa ser uma dor de cabeça. Segundo Tiago Fassbinder, gestor de consumidores da Spirit Energia, o Mercado Livre de Energia pode ser a chave para reduzir custos e garantir previsibilidade durante os meses de alta demanda. “O impacto do aumento de consumo no verão é inevitável, mas no Mercado Livre, o consumidor pode negociar contratos fixos, prever os custos e escolher a fonte de energia, tornando sua conta muito mais previsível, mesmo nos meses de maior demanda", explica Fassbinder. Como funciona o Mercado Livre de Energia? Ao migrar para o Mercado Livre de Energia, consumidores e empresas podem negociar diretamente com fornecedores, permitindo uma gestão personalizada e mais estratégica do consumo de energia. Essa opção é especialmente vantajosa para quem tem consumo variável, como é o caso dos meses mais quentes do ano, onde a energia se torna mais cara devido à alta demanda. No Mercado Livre, as tarifas fixas são negociadas em contratos de longo prazo, livre de oscilações sazonais e bandeiras tarifárias, como as bandeiras vermelha e amarela, que impactam diretamente quem está no mercado cativo. Setores mais impactados e como o Mercado Livre ajuda Setores como supermercados, shoppings, hotéis e restaurantes, que enfrentam grande consumo energético, especialmente devido ao uso intensivo de refrigeração, podem ter controle total sobre os custos, evitando o impacto das tarifas mais altas que vêm com o calor. Além disso, ao migrar para o Mercado Livre, esses negócios podem optar por fontes renováveis, como energia solar e eólica, o que não só reduz o custo, mas também fortalece a imagem ambiental da empresa. “Empresas que investem em uma gestão eficiente de energia durante o verão não apenas economizam, mas ganham competitividade no mercado. Além disso, o Mercado Livre oferece a consumidores residenciais a possibilidade de ter controle sobre seus custos, com contratos que evitam surpresas nas contas de luz”, completa Fassbinder. Benefícios do Mercado Livre  Economia de até 30% nas faturas de energia, dependendo do perfil de consumo. Contratos de longo prazo com tarifas fixas, que garantem previsibilidade nos custos. Eliminação de surpresas com bandeiras tarifárias que encarecem a conta de luz em períodos de alta demanda. Fonte de energia sustentável: possibilidade de contratar energia renovável, o que pode gerar economia adicional e fortalecer o compromisso com o meio ambiente. A chegada do calor não precisa ser sinônimo de contas de luz altas e imprevisíveis. O Mercado Livre de Energia é uma solução estratégica para quem deseja planejar e economizar durante os meses quentes, garantindo uma gestão inteligente de energia. “Para empresas e consumidores residenciais, a migração para o Mercado Livre significa não apenas redução de custos, mas também mais controle, segurança e sustentabilidade”, conclui Fassbinder.  O calor não precisa pesar no seu bolso: descubra como o Mercado Livre de Energia pode transformar sua conta de luz neste verão

  • Créditos de carbono: Como o novo ciclo regulatório abre oportunidades estratégicas para empresas no Brasil

    Por Laís Victor  – Especialista em energias renováveis e Diretora Executiva de Parcerias  O mercado de carbono deixou de ser uma discussão restrita ao campo ambiental para ocupar o centro das decisões corporativas. Créditos de carbono: Como o novo ciclo regulatório abre oportunidades estratégicas para empresas no Brasil Em um cenário global marcado por exigências crescentes de redução de emissões, o carbono passou a funcionar como um verdadeiro ativo econômico, capaz de afetar investimentos, acesso a mercados, custo de capital e reputação empresarial. No Brasil, entramos oficialmente em um novo ciclo com a instituição do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) , por meio da Lei nº 15.042, de dezembro de 2024 , que estabelece as bases para um mercado regulado de carbono no país. Trata-se menos de uma formalidade regulatória e mais de uma reorganização estrutural, com impactos diretos sobre setores produtivos, decisões de investimento e a posição competitiva das empresas brasileiras no comércio internacional. Empresas que tratam o carbono como um tema acessório não apenas deixam de capturar valor, correm o risco de perder espaço em cadeias globais de fornecimento que já exigem comprovação de emissões reduzidas, mensuráveis e auditáveis. Tenho acompanhado de perto como ainda existe confusão sobre o funcionamento do mercado de carbono e, principalmente, sobre sua aplicação prática como instrumento de geração de valor. O que está posto é um divisor de águas. Quem entender isso agora construirá vantagem estrutural nos próximos anos. O que está mudando no Brasil: do voluntário ao regulado Durante mais de uma década, o Brasil atuou majoritariamente no mercado voluntário de carbono , dominado por padrões como Verra, Gold Standard e ART/TREES, com forte presença de projetos florestais e agropecuários. Esse mercado teve relevância global e posicionou o país como um dos principais ofertantes de créditos baseados em soluções naturais. Ao mesmo tempo, o mercado voluntário também enfrentou, sobretudo a partir de 2023, questionamentos importantes relacionados à integridade ambiental de determinados projetos, o que evidenciou a necessidade de maior governança, rastreabilidade e padronização. É nesse contexto que o SBCE  surge como elemento transformador. O sistema estabelece a transição para um mercado regulado , aproximando o Brasil de modelos já adotados na União Europeia, Califórnia e Coreia do Sul. Seu desenho se apoia em três pilares fundamentais: Setores sujeitos à obrigatoriedade de monitoramento, reporte e verificação (MRV) de emissões , com foco inicial em atividades intensivas em carbono. Metas legais de redução , progressivamente mais restritivas ao longo do tempo. Créditos de emissão transacionáveis , permitindo que empresas cumpram suas metas tanto por redução própria quanto por aquisição de créditos. Segundo o Banco Mundial, mais de 70 iniciativas de precificação de carbono já estão em vigor no mundo, cobrindo cerca de um quinto das emissões globais. Ao ingressar nesse grupo, o Brasil o faz com uma vantagem estratégica relevante: um portfólio natural e tecnológico capaz não apenas de atender obrigações, mas de gerar excedentes econômicos. Entre os principais ativos brasileiros estão: uma matriz elétrica majoritariamente renovável; agricultura de baixo carbono; florestas tropicais; biocombustíveis consolidados; eficiência energética; inovação em captura e armazenamento de carbono (CCUS). Esse conjunto posiciona o país como potencial exportador de soluções climáticas, e não apenas como tomador de obrigações. A oportunidade que muitas empresas ainda não enxergam Muitas empresas ainda enxergam o mercado de carbono apenas como uma obrigação regulatória ou um tema ambiental. Mas essa é uma visão limitada. Os créditos de carbono representam uma oportunidade real de fortalecer o negócio: reduzem custos ao estimular eficiência, criam fontes de receita, reforçam a reputação ESG, ampliam o acesso a financiamentos verdes e aumentam a competitividade em cadeias globais cada vez mais exigentes. Dados da McKinsey mostram que organizações com estratégias consistentes de descarbonização têm mais que o dobro de chances de atrair investimentos internacionais. E, segundo o CDP, grandes multinacionais já começam a excluir fornecedores que não demonstram transparência ambiental, um sinal claro de que o carbono deixou de ser diferencial e passou a ser critério de permanência no mercado. A questão, portanto, não é mais apenas “ser sustentável”, mas garantir competitividade em um cenário que está mudando rapidamente. O papel das empresas na construção desse novo mercado Mercados regulados não surgem plenamente maduros. Eles se constroem com participação ativa do setor privado. Independentemente do porte, as empresas precisam entender uma lógica simples e progressiva: Inventariar emissões  de forma consistente é o primeiro passo. Identificar oportunidades de redução interna  é o segundo. Estruturar projetos elegíveis à geração de créditos  é o terceiro. Integrar carbono à estratégia corporativa  é o estágio final. O SBCE não aguardará o grau de maturidade individual de cada empresa. A experiência europeia mostra que organizações que reagiram tardiamente acabaram arcando com custos mais elevados, tornando-se dependentes da compra de créditos de terceiros. Estudos da Agência Internacional de Energia indicam que empresas que iniciam a descarbonização antes da obrigatoriedade reduzem significativamente seus custos de conformidade ao longo do tempo. Antecipação, nesse contexto, é vantagem econômica, não apenas ambiental. A urgência de transformar conhecimento em prática O Brasil já apresenta avanços importantes. Em 2025, mais de 1.300 inventários corporativos de emissões foram publicados no Programa Brasileiro GHG Protocol, um crescimento relevante em relação aos anos anteriores. Ainda assim, a maioria das empresas permanece nos estágios iniciais, com metas declaradas, mas baixa integração operacional e estratégica. Essa lacuna entre intenção e execução revela um espaço significativo para liderança empresarial. As empresas que transformarem conhecimento técnico em prática concreta sairão à frente em eficiência, reputação e acesso a oportunidades. A nova fronteira da competitividade passa pelo carbono O mercado de carbono não é mais uma pauta ambiental. É uma variável estratégica que redefine competitividade, reposiciona setores e rearranja fluxos de capital. A regulamentação brasileira inaugura um ciclo em que eficiência, inovação e redução de emissões deixam de ser custo e passam a ser ativos econômicos. Quem tratar o carbono como parte da estratégia, e não como obrigação, estará mais bem preparado para a nova economia que já está em consolidação. Sobre a autora   Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 15 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis.  Créditos de carbono: Como o novo ciclo regulatório abre oportunidades estratégicas para empresas no Brasil

  • TEMPESTADES QUE NOS FAZEM REFLETIR: Investimentos necessários e a dependência da Aneel

    A modernização da rede de distribuição de energia no Brasil deixou de ser uma pauta técnica para se tornar uma questão de sobrevivência social e econômica. TEMPESTADES QUE NOS FAZEM REFLETIR: Investimentos necessários e a dependência da Aneel A subterraneização em áreas críticas, a instalação de sistemas de self-healing (auto-recuperação) e a adoção de smart grids são medidas que poderiam mitigar os transtornos que hoje se repetem com frequência. No entanto, tais investimentos exigem capital e, sobretudo, aprovação tarifária por parte da Aneel, que ainda atua de forma tímida diante da urgência climática. Em dezembro, milhões de residências e estabelecimentos comerciais ficaram sem energia por dias, sem previsão de retorno. O prejuízo foi incalculável: alimentos perdidos, hospitais em risco, comércio paralisado, escolas sem aulas e famílias vulneráveis. A falta de energia não é apenas um desconforto; é um colapso que atinge diretamente a economia e a dignidade da sociedade brasileira. Em dezembro, milhões de residências e estabelecimentos comerciais ficaram sem energia Smart grids, microrredes e resiliência As redes inteligentes ( smart grids ) representam uma mudança de paradigma. Elas permitem monitoramento em tempo real, automação e gestão eficiente, reduzindo perdas e aumentando a confiabilidade. Associadas a recursos energéticos distribuídos como painéis solares, baterias e pequenas turbinas, criam condições para que consumidores se tornem também produtores. As microrredes, por sua vez, são sistemas locais capazes de operar de forma autônoma em momentos de crise. Quando eventos climáticos derrubam linhas de distribuição, uma microrrede pode continuar fornecendo energia para hospitais, escolas ou comunidades inteiras. Essa resiliência é fundamental em um cenário em que cientistas já alertavam há décadas: o aquecimento global traria consequências severas. Hoje, vemos enchentes, secas prolongadas, ondas de calor e tempestades cada vez mais intensas. O risco dos eventos extremos Até agora, os eventos extremos não atingiram de forma significativa as grandes linhas de transmissão, subestações e usinas geradoras. Mas é apenas uma questão de tempo. Quando a fúria da natureza alcançar esses pontos nevrálgicos, o colapso será inevitável. A sociedade precisa escolher: manter um sistema centralizado e vulnerável ou investir em um modelo distribuído e resiliente. Produzir e armazenar a própria energia é, cada vez mais, a solução mais plausível. Conversa com um técnico de concessionária Em conversa com um técnico de uma concessionária, que preferiu não se identificar, ouvi uma observação reveladora: modernizar a rede elétrica com sensores e dispositivos inteligentes é vantajoso para a própria empresa, pois evita gastos com equipes de rua para resolver problemas que poderiam ser solucionados remotamente. Esse comentário mostra que a modernização não é apenas uma demanda social, mas também uma oportunidade de eficiência operacional. O problema é que falta vontade política e regulatória, além de resistência de quem lucra com a situação atual. TEMPESTADES QUE NOS FAZEM REFLETIR: Investimentos necessários e a dependência da Aneel O papel da Aneel e os limites da regulação A Aneel precisará revisar os parâmetros impostos às concessionárias. Hoje, a modernização está restrita, em grande parte, à troca de medidores por equipamentos digitais que permitem ao consumidor migrar para outro mercado. Essa lógica não visa a resiliência ou a segurança energética dos cidadãos, mas sim abrir espaço para comercializadoras venderem condições meramente comerciais. É uma modernização voltada ao mercado, não à sociedade. Se a agência reguladora não assumir o protagonismo de exigir investimentos em subterraneização, automação e redes inteligentes, o Brasil continuará preso a um modelo obsoleto. A regulação precisa ser redesenhada para priorizar segurança energética, resiliência e sustentabilidade, e não apenas competição comercial. Tecnologias já existem O mais frustrante é que as tecnologias já estão disponíveis. A geração distribuída, que consiste em produzir energia próxima ao local de consumo, deveria ser incentivada de forma massiva. Painéis solares em telhados, baterias comunitárias e pequenas centrais hidrelétricas poderiam reduzir a dependência de grandes sistemas e aumentar a autonomia das comunidades. Mas, novamente, esbarramos em barreiras regulatórias e interesses econômicos. Reflexão final: duas vias de um mesmo caminho Mitigar os eventos climáticos e realizar a transição energética são duas vias de um mesmo caminho. Não basta apenas reduzir emissões de carbono; é preciso construir sistemas capazes de resistir às consequências já inevitáveis do aquecimento global. A modernização da rede elétrica brasileira é, portanto, um imperativo ético, econômico e civilizatório. Se não enfrentarmos a dependência da Aneel e a inércia das concessionárias, continuaremos a assistir a apagões que paralisam cidades inteiras. A escolha está diante de nós: ou seguimos presos a um modelo vulnerável, ou abraçamos a oportunidade de construir um sistema elétrico resiliente, inteligente e distribuído. O futuro da energia no Brasil não é apenas uma questão técnica é uma questão de sobrevivência. TEMPESTADES QUE NOS FAZEM REFLETIR: Investimentos necessários e a dependência da Aneel

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