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- O Brasil pode ser tornar um dos países líderes da Indústria do Hidrogênio?
Monica Saraiva Panik - Mentora da Mobilidade a H2 da SAE BRASIL - Curadora da BW - 06.05.24 Sim, o Brasil pode se tornar um dos países líderes da Indústria do Hidrogênio, mas tem até 2030 para se preparar e se posicionar na liderança. Hoje o Hidrogênio ainda é um mercado emergente, mas em 2030 ele atingirá a maturidade, e portanto temos apenas 6 anos para capacitar a engenharia nacional e sediar novas linhas de produção de componentes, máquinas e equipamentos, os quais já estão sendo produzidos e comercializados no mercado global. A produção nacional das tecnologias do hidrogênio independe do mercado nacional porque o mercado global já é gigante. Se o Brasil não se candidatar, outros países como os Estados Unidos, a China, a Alemanha e o Japão, continuarão liderando. De acordo com dados fornecidos ao Hydrogen Insight pela Rystad Energy, e a avaliação recentemente atualizada dos projetos de hidrogênio verde e metas anunciadas em todo o mundo, a Austrália, os EUA e a Espanha liderarão o mercado no final da década, seguidos pelo Canadá, Chile, Egito, Alemanha, Índia, Brasil e Marrocos, nessa ordem. Fonte: Gráfico mostra Top 10 países Produtores de Hidrogênio verde de 2023 a 2030. Foto: Rystad Energy/Hydrogen Insight https://www.hydrogeninsight.com/production/exclusive-which-ten-countries-will-be-the-biggest-producers-of-green-hydrogen-in-2030-/2-1-1405571 O Brasil está entre os “Top 10”, mas não no topo do bloco porque a análise considera somente projetos anunciados, e não considera que, ao contrário de alguns países citados, já temos um setor elétrico de energias renováveis consolidado, o qual inclui infraestrutura de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN), mercado livre de compra e venda de energia que promove competitividade no custo da eletricidade, matriz elétrica acima de 90% renovável e as inúmeras fontes renováveis disponíveis em todo o território nacional. Mas não é culpa de quem avalia, e sim do nosso país que não divulga os seus maiores tesouros. A indústria global de componentes, máquinas e equipamentos do setor do hidrogênio se desenvolveu nos últimos 25 anos. Hoje a maioria dos fornecedoras tradicionais do setor automotivo está desenvolvendo, fabricando e comercializando máquinas, equipamentos e componentes para o setor do hidrogênio, e nos últimos 2 anos ampliaram seu portfólio de produtos para fornecer tanto para plantas de produção de H2 quanto para sistemas de célula a combustível em diversas aplicações (mobilidade, geração estacionária, marítimo, ferroviário e veículos/máquinas de construção/logística). O objetivo é atender o mercado global anunciado de 200 GW de plantas de eletrólise para produção de hidrogênio verde, bem como as metas de países e indústrias automotivas, principalmente no segmento de caminhões pesados, trens e geradores de eletricidade distribuída, até 2030. Porquê 2030? Noventa (90) países, representando 80% do PIB mundial, signatários do Acordo de Paris no contexto de suas “NDCs” (Contribuição Nacionalmente Determinada), estão comprometidos com as metas de Zero Emissões de gases de efeito estufa até 2050 e de redução de 50% até 2030. Essas metas foram transferidas para todos os setores econômicos, mas para que sejam cumpridas, uma quantidade significativa de fontes renováveis de energia precisa ser instalada e integrada, e setores que demandam energia, como o transporte e a indústria, precisam ser descarbonizados em grande escala. Na visão do Hydrogen Council (Conselho Global do Hidrogênio), o hidrogênio é o pilar central dessa transformação energética em curso, pois pode contribuir com as mudanças necessárias para reduzir as emissões de CO2 em 60% até 2050, considerando um aumento da população mundial para 10,9 bilhões de pessoas. O mercado global sinaliza que em 2030, os projetos anunciados de produção de hidrogênio a nível global estarão operando. De acordo com a Roland Berger, os anúncios de projetos credíveis/maduros estão atualmente na ordem de cerca de 200 GW da capacidade de eletrólise e investimentos anunciados de cerca de US $ 500 bilhões até 2030. Trinta por cento (30%) desses projetos podem hoje ser considerados “maduros” - o que significa que o investimento está em fase de planejamento, passou por uma decisão final de investimento ou está associado a um projeto que já está em construção, comissionado , ou atualmente operacional. No setor automotivo, de acordo com o site Market&Markets, o mercado global de células a combustível irá crescer de USD 3,3 bilhões em 2023 para USD 8,7 bilhões em 2028 a uma taxa de crescimento anual (CAGR*) de 21,7% durante o período analisado. Políticas públicas favoráveis e investimento em pesquisa e desenvolvimento têm um papel chave no crescimento do mercado. A Ásia-Pacífico é considerado nesse relatório, como o maior mercado devido ao altos investimentos relacionados com a tecnologia de células a combustível, sendo o Japão e a Coréia do Sul os maiores na região. A América do Norte e a Europa são consideradas como o segundo/terceiro maiores mercados durante o período analisado. Fonte: https://www.marketsandmarkets.com/Market-Reports/fuel-cell-market-348.html?gad_source=1&gclid=CjwKCAiAtt2tBhBDEiwALZuhAAU2fN26G4pl0HpcaCG1Gn6b4UydvdTHvuXYoDaVtyO-GXEdWY5sARoClp0QAvD_BwE De acordo com a análise feita pela Mordor Intelligence ( https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/fuel-cell-commercial-vehicle-market ), o mercado de veículos comerciais moviso a célula a combustível foi avaliado em US$ 2 bilhões em 2021 e deverá crescer para US$ 14 bilhões até 2027, registrando um CAGR de mais de 40% durante o período avaliado (2022 - 2027). O estudo espera que a Ásia-Pacífico lidere o mercado devido ao imenso tamanho da indústria automotiva em grandes países como China, Índia, Indonésia e Tailândia. A região também abriga grandes fabricantes de tecnologia de veículos a células a combustível e espera-se que investimentos aumentem ainda mais na região. Várias grandes cidades e países divulgaram os seus objetivos para reduzir as emissões dos veículos comerciais, com planos de investimentos para as tecnologias do hidrogênio neste setor. O governo japonês está apostando em veículos a hidrogênio para alcançar a neutralidade de carbono até 2050 e estabeleceu uma meta ambiciosa de ter 200.000 veículos movidos a célula a combustível nas ruas até 2025, juntamente com 320 postos de abastecimento. O governo da Coréia do Sul publicou planos de ter 6,2 milhões de veículos movidos a célula a combustível produzoidose construir pelo menos 1.200 postos de reabastecimento até 2040. A Europa e a Califórnia anunciaram que esperam ter aprox. 100.000 caminhões operando até 2030. A Califórnia ( https://cafcp.org/by_the_numbers ) é históricamente o maior mercado de veículos a célula a combusível e infraestrutura de hidrogênio do mundo. Hoje mais de 50.000 veículos movidos a célula a combustível e mais 800 postos de abastecimento estão operando no mundo, sendo que 18.000 veículos e 108 postos na Califórnia. Residentes no estado ganham um desconto de até US$ 4.500 e o Governo Federal oferece até US$ 8.000 de crédito na compra de veículos de passeio a célula a combustível. Na Europa os caminhões H2GEN da Mercedes-Benz já estão sendo testados em clientes como a Amazon, Air Products, INEOS, Holcim e Wiedmann & Winz. O H2GEN atingiu a marca de 1 milhão de quilômetros em testes na Suiça, país que fomentou o setor após isentar o pedágio para os caminhões movidos a célula a combustível, representando uma economia para empresas de logítica, de aprox. 300.000 Euros, por ano e por caminhão que atravessa a fronteira Suiça. Fonte: https://www.daimlertruck.com/en/newsroom/pressrelease/fuel-cell-technology-daimler-truck-builds-first-mercedes-benz-genh2-truck-customer-trial-fleet-52552943 A Alemanha já tem quase 100 postos de abastecimento de hidrogênio e a H2 MOBILITY foi fundada em 2015, com o objetivo de ampliar a infraestrutura de hidrogênio para automóveis e veículos comerciais em 7 áreas metropolitanas de Hamburgo a Munique. Foram feitos investimentos por empresas como a Shell, Air Liquide, TotalEnergies, Linde, Daimler Truck, EG Group e Hyundai, além do apoio técnico de parceiros associados como a BMW, Honda, Tank & Rast, Toyota e Audi. Em todos os postos, os automóveis e veículos comerciais podem abastecer com hidrogênio a 700 bar. Recentemente foi instituída uma nova precificação nos postos na Alemanha, onde o hidrogênio verde é mais barato (o H2 a 700 bar custa 11 Euros/Kg nos postos que abastecem com hidrogênio verde e 13,85 Euros/kg nos postos que utilizam hidrogênio cinza). Além disso, um modêlo de negócios das empresas de gases industriais como Air Liquide, Linde e Air Products no mercado global, está facilitando a implementação da infraestrutura de H2, no qual essas empresas investem na implementação da estação de abastecimento e o cliente paga pelo hidrogênio a partir de um consumo garantido de no mínimo 1.000 Kg H2 (1 tonelada) por dia. Fonte: https://h2-mobility.de/unsere-tankstellen/ A Transição Energética mudará a geopolítica do comércio internacional de energia e países, como Brasil, que possuem abundância de fontes de energia renovavél se tornarão produtores, consumidores e exportadores de hidrogênio verde/renovável e seus derivados e de produtos verdes, como o aço, a amônia, fertilizantes, cimento, papel, vidro, combustíveis sintéticos como o e-metanol, o e-querosene, e a gasolina verde. O potencial de mercado para os combustíveis sintéticos a base de H2, abre novas oportunidades de negócios para o setor de biocombustíveis no Brasil. É preciso compreender a importância do ecossistema do hidrogênio para a geração de novos empregos, atração de novos investimentos e capacitação da indústria brasileira, porque sua cadeia produtiva é imensa e compreende todos os setores da economia . No segmento de hidrogênio verde ou renovável, a cadeia produtiva tem início no setor de geração de energia renovável, passa pelo setor de tratamento e suprimento de água, tecnologias para produção de hidrogenio e seus derivados, armazenamento, distribuição e logística até o consumo final pela indústria, transporte e geração de calor e eletricidade distribuída, incluindo fabricantes de componentes, equipamentos e prestadores de serviços em toda a cadeia. Para iniciar o processo de reindustrialização do Brasil aproveitando as oportunidades do setor do Hidrogênio, é preciso capacitar a engenharia brasileira, fomentar a criação de novas linhas de produção e a nacionalização das tecnologias do hidrogênio, independentemente do mercado nacional, já que o mercado global já existe, e em 2030 , estará maduro com as devidas lideranças consolidadas. Uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), denominada Made in Brasil Integrado (MiBI), estabeleceu a criação da Rede Colaborativa para o Aumento da Produtividade e da Competitividade do Setor Automotivo Brasileiro, a qual nacionalizou respiradores pulmonares em 3 meses durante a pandemia. O Grupo de Estudos GE8, liderado pela SAE BRASIL e criado através da portaria SEPEC Nº 9035 DE 17/09/2021, cuida do fomento à indústria brasileira de média e alta complexidade para a econômica de hidrogênio no Brasil. O GE8 dá ênfase ao conceito “do Poço à Roda”, ou seja, a produção, distribuição e aplicação do H2, tendo como prioridade a viabilização de fontes renováveis de energia para o setor de transportes. Há cerca de 3 anos, o MiBI GE8 H2 está disseminando conhecimento na indústria brasileira sobre componentes, máquinas e equipamentos que estão sendo comercializados no mercado global, em cooperação com o SINDIPEÇAS e a ABIMAQ. Um evento na sede da ABIMAQ em São Paulo no dia 26 de março, reuniu especialistas e representates da indústria nacional. Nos dias 16 a 17 de outubro de 2024 durante o 31° Congresso da SAE BRASIL na BIENAL do Ibirapuera em São Paulo, será realizada uma exposição tecnológica pioneira no Brasil, de amostras de componentes, máquinas e equipamentos do setor global do Hidrogênio, bem como um painel técnico com especialistas da indústria global, os quais apresentarão as tecnologias apresentadas na exposição. Fabricantes globais e nacionais de componentes, máquinas e equipamentos do setor global do hidrogênio com subsidiárias no Brasil, instituições governamentais (agências reguladoras, órgãos ou entidades competentes), instituições acadêmicas, centros de pesquisa e instituições de fomento à pesquisa e inovação, e bancos de desenvolvimento e investimentos estão convidados a participar dessa trajetória incansável de 6 anos, até 2030, com o objetivo de posicionar a indústria brasileira como uma das líderes globais do setor do hidrogênio.
- Microsoft e Brookfield Desenvolverão 10,5 GW de Energias Renováveis em Parceria Histórica
Em um anúncio surpreendente, a Microsoft e a Brookfield Renewable, uma das principais empresas de energia renovável do mundo, revelaram um acordo global ambicioso para impulsionar a transição para fontes de energia limpa. Este acordo é considerado o maior contrato de compra de energia corporativa já assinado, com o objetivo de atingir 100% de consumo de eletricidade livre de carbono para a Microsoft até 2030. Aqui estão os detalhes: Capacidade de Energia Renovável: A parceria visa desenvolver mais de 10,5 gigawatts (GW) de nova capacidade de energia renovável. Isso é quase oito vezes maior do que qualquer outro PPA corporativo já realizado. As tecnologias incluem energia eólica, solar e outras fontes de energia limpa. Regiões-Alvo: Inicialmente, o foco será nos Estados Unidos e na Europa, mas há planos para expandir para a Ásia-Pacífico, Índia e América Latina. Impacto na Descarbonização: A Brookfield contribuirá para a descarbonização da rede elétrica, acelerando a transição global para soluções de energia renovável. Isso terá um impacto significativo na redução das emissões de carbono e na luta contra as mudanças climáticas. Compromisso Sustentável: A Microsoft está comprometida em liderar pelo exemplo, demonstrando como grandes empresas podem fazer a diferença na luta contra as mudanças climáticas. A parceria com a Brookfield é um passo importante em direção a um futuro mais sustentável. Este acordo é um marco significativo na busca por um mundo mais limpo e sustentável. A colaboração entre a Microsoft e a Brookfield mostra como o setor privado pode desempenhar um papel crucial na proteção do nosso planeta. A implementação de um acordo tão ambicioso entre a Microsoft e a Brookfield Renewable para desenvolver mais de 10,5 gigawatts (GW) de capacidade de energia renovável não é isenta de desafios. Aqui estão alguns dos principais obstáculos que essas empresas podem enfrentar: Infraestrutura e Logística: Construir e operar usinas de energia renovável em grande escala requer infraestrutura significativa. Isso inclui a instalação de turbinas eólicas, painéis solares, linhas de transmissão e subestações elétricas. A logística envolvida na entrega de equipamentos, transporte de materiais e coordenação de equipes em várias regiões também é um desafio. Financiamento e Investimento: Projetos de energia renovável exigem investimentos substanciais. Aquisição de terras, compra de equipamentos, licenciamento ambiental e construção são custos significativos. Garantir financiamento adequado e atrair investidores é fundamental para o sucesso desses projetos. Integração à Rede Elétrica: Integrar a nova capacidade de energia renovável à rede elétrica existente é complexo. Isso envolve sincronização com a demanda, gerenciamento de intermitência (como variações na geração solar e eólica) e coordenação com operadores de rede. A estabilidade da rede elétrica deve ser mantida para evitar quedas de energia e interrupções. Aspectos Regulatórios e Políticos: Cada país e região tem regulamentações específicas para projetos de energia renovável. Obter aprovações, licenças e cumprir os requisitos legais é um processo desafiador. Mudanças nas políticas governamentais podem afetar o cenário de investimento e incentivos fiscais. Aceitação Pública e Impacto Ambiental: Projetos de grande escala podem enfrentar resistência de comunidades locais devido a preocupações ambientais, paisagísticas e de saúde. Avaliar e mitigar o impacto ambiental é crucial para garantir a sustentabilidade desses projetos. Manutenção e Operação Contínua: Manter a eficiência e a confiabilidade das usinas de energia renovável requer manutenção regular, monitoramento e resolução de problemas. A longo prazo, a operação contínua e a substituição de componentes desgastados são desafios constantes. Essas empresas devem enfrentar esses desafios com determinação, colaboração e inovação para alcançar seus objetivos de sustentabilidade e contribuir para um futuro mais limpo e resiliente. A tecnologia de armazenamento de energia desempenha um papel crucial na transição para fontes de energia renovável e na superação dos desafios associados à geração intermitente. Vamos explorar como ela pode ajudar: Diversas Tecnologias de Armazenamento: Existem várias tecnologias disponíveis para armazenar energia: Baterias de Estado Sólido: Baterias de lítio e outras químicas que armazenam energia elétrica. Baterias de Fluxo: Utilizam eletrólitos líquidos para armazenar energia. Volantes de Inércia: Mecanismos giratórios que acumulam energia cinética. Ar Comprimido: Comprime o ar em reservatórios para liberar energia quando necessário. Bombeamento Hidráulico: Armazena energia em reservatórios de água. Armazenamento Térmico: Usa calor ou frio para armazenar energia. Supercondensadores: Armazenam energia eletrostática. Pilhas de Combustível de Hidrogênio: Convertem hidrogênio em eletricidade. Benefícios do Armazenamento de Energia: Equilíbrio de Carga: Permite equilibrar a oferta e a demanda de energia, especialmente com fontes intermitentes como a solar e eólica. Resiliência: Fornece energia de reserva em caso de falhas na rede elétrica. Autossuficiência: Permite que residências e empresas gerem e armazenem sua própria energia. Redução de Picos de Demanda: Descarrega energia durante picos de consumo. Cenário no Brasil: O Brasil está seguindo a tendência global de crescimento nas energias renováveis, incluindo sistemas fotovoltaicos com armazenamento. A redução de custos das baterias de lítio impulsiona essa adoção. A previsão é que o volume anual de projetos de armazenamento atinja 1GWh até 2024, totalizando 13,6GWh até 2030. O armazenamento de energia é fundamental para tornar nossa matriz energética mais sustentável e resiliente, permitindo uma transição eficiente para fontes limpas.
- Parceria inovadora no Rio Grande do Norte para impulsionar energia renovável no mar
Acordo inovador visa instalar usina piloto em alto mar, impulsionando energia renovável no estado. Imagem de freepik Um acordo histórico foi firmado entre o governo do Rio Grande do Norte e a Petrobras nesta segunda-feira (29), visando a implementação de um projeto pioneiro de usina eólica em alto mar. O presidente da Petrobras, Jean-Paul Prates, expressou otimismo quanto ao potencial da parceria para viabilizar o projeto, com um investimento estimado entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões, e uma meta de instalação até 2029. Prates enfatizou o caráter inovador do empreendimento, que servirá como um laboratório avançado para testar as relações comunitárias e ambientais dos futuros projetos de energia eólica offshore no Brasil. O gerente geral de renováveis da Petrobras, Daniel Faro, destacou a importância do acordo para promover a colaboração entre as partes envolvidas. O memorando delineia atribuições para o governo estadual, incluindo o apoio à identificação de oportunidades, o alinhamento com políticas estaduais e o suporte logístico para os estudos e pesquisas necessários. A governadora Fátima Bezerra ressaltou o compromisso do estado em liderar a produção de energia renovável offshore no Brasil, garantindo que o acordo com a Petrobras marque o primeiro passo nesse sentido. Ela também destacou a oportunidade para um novo ciclo de investimentos sustentáveis, que impulsionarão o crescimento econômico com responsabilidade ambiental. Com a expansão das energias renováveis, o estado se posiciona para um futuro de desenvolvimento verde e inclusivo, com iniciativas como o Porto Indústria Verde contribuindo para a geração de energia limpa, incluindo o hidrogênio verde."
- Nova legislação na Virgínia abre as portas para a energia solar acessível e personalizada
Legislação inovadora permite aluguel de energia solar e promove liberdade de escolha energética para os residentes do estado. A Assembleia Geral da Virgínia aprovou uma medida pioneira, a Lei 1062 da Câmara/Projeto de Lei 271 do Senado, que revoluciona o setor energético. A partir de 1º de julho de 2024, os residentes poderão alugar energia solar em seus telhados para terceiros, impulsionando a liberdade de escolha e reduzindo as contas de eletricidade. Com mais de 50.000 residências já utilizando energia solar, espera-se que o mercado cresça exponencialmente na próxima década. Opções de financiamento inovadoras, como o leasing solar, tornam a energia solar mais acessível para todos os bolsos, catalisando a transição energética. Caitlin Vincent, da Associação das Indústrias de Energia Solar, elogiou a medida bipartidária, destacando a importância de colocar os consumidores em primeiro lugar. Enquanto isso, o delegado Rodney T. Willett celebrou o apoio abrangente à legislação, prevendo uma Virgínia mais limpa, atrativa para negócios e economicamente inclusiva. Com essa mudança, a Virgínia se prepara para um futuro energético sustentável e dinâmico, onde cada residência pode moldar sua própria fonte de energia.
- Workshop Online Amee - Quiver 2024: Desbravando o Mercado Livre de Energia
Participe do Workshop Online Amee - Quiver 2024 e mergulhe no universo do mercado livre de energia com especialistas experiêntes! No dia 2 de maio, às 18h, a Amee tem o prazer de apresentar o Workshop Online Amee - Quiver 2024, um evento imperdível para quem deseja explorar os segredos e oportunidades do mercado livre de energia. Organizado pela Amee, o workshop acontecerá de forma online, proporcionando acesso global a uma audiência ávida por conhecimento e inovação no campo energético. O evento visa oferecer insights valiosos, discussões esclarecedoras e networking de qualidade para profissionais, estudantes e entusiastas do setor. Você poderá assistir através desse link abaixo... https://www.youtube.com/live/p_kN3cHLn0U?si=LikIWotZtQJQpXLz
- Hoje recebemos uma gigante da indústria mundial a Nansen Solar
André Gellers - Country General Manager - Nansen Solar e Carlos Eduardo Gerente de Marketing da Nansen Solar. A SolarTV recebeu a Nansen Solar empresa do Grupo AUX. Hoje recebemos uma gigante da indústria mundial a Nansen Solar está virando uma página importante na transição energética com foco em trazer soluções completas para o novo setor energético a empresa já é bem conhecida quando o assunto é medidores inteligentes, a Nansen é líder no seguimento de medidores, com uma renomada indústria e reconhecida no mercado mundial por sua excelência e qualidade em fabricação. Um novo capítulo se abre na história de sua incrível empresa, de origem brasileira ela foi anexada ao grupo AUX uma gigante do setor para trazer as melhores soluções para mercado internacional em inversores fotovoltaicos e baterias inteligentes. André Gellers, conversou neste podcast sobre as características que compões o novo mercado de energia, conversamos sobre oportunidades e visão da Nansen em participar da melhor forma possível contribuindo com seu incrível portfólio. Quer ficar bem informado, acompanhe agente no nosso canal SolarTV em parceria estratégica com Energy Channel.
- Hopewind revoluciona inversores fotovoltaicos com a aplicação de dispositivos SiC mais potentes
O carbeto de silício, conhecido como SiC, recentemente tem sido amplamente adotado na fabricação de carros elétricos na China como material para o sistema de controle de potência, devido à sua maior condutividade térmica, maior voltagem de ruptura e melhor desempenho em altas temperaturas. Além da aplicação nos carros elétricos, ele também se tornou uma nova tendência na tecnologia de inversores devido às suas vantagens distintas em relação às unidades de IGBT. A Hopewind identifica essa tendência e lidera a revolução tecnológica com o SiC aplicado em seus inversores. Enfrentando uma demanda sem precedentes nos setores de veículos elétricos e fotovoltaicos, as unidades de IGBT têm estado em escassez, com um giro de estoque de até 54 semanas. Isso se tornou um problema inevitável para todos os fabricantes de inversores. Como uma melhor alternativa aos módulos de IGBT, os dispositivos de potência SiC vem se destacando em relação ao desempenho e estabilidade. A Hopewind, provedora global líder em soluções de energia renovável, os aplicou em seus inversores, oferecendo performances e estabilidade excelentes, além de diminuir o impacto da escassez na cadeia de suprimentos. Em comparação com as unidades de IGBT, o SiC se destaca por suas seguintes características: Maior adaptabilidade à temperatura ambiente: Os dispositivos de SiC possuem condutividade térmica superior aos IGBTs, permitindo que operem em temperaturas mais elevadas sem degradação significativa no desempenho. Isso os torna adequados para ambientes de alta temperatura e reduz a necessidade de sistemas de refrigeração complexos. Estatísticas mostram que os dispositivos de SiC podem operar de forma estável a até 260 graus, enquanto os IGBTs só não sofrem derate abaixo de 200 graus. Maior velocidade de comutação: Os dispositivos SiC têm velocidades de comutação significativamente mais rápidas em comparação com os IGBTs. Isso permite uma operação em frequências mais altas e reduz as perdas de comutação, resultando em maior eficiência. A frequência máxima do SiC pode chegar a 4,5 GHz, enquanto é apenas 2 GHz para os IGBTs. Maiores classificações de voltagem: A ampla propriedade de bandgap do SiC de até 3eV permite maior tensão de ruptura e menor resistência on-state em comparação com dispositivos baseados em silício, como IGBTs, cuja largura de bandgap é de no máximo 2,2 eV. Isso permite que os dispositivos SiC lidem com níveis de voltagem mais altos e resulta em menores perdas de energia durante a operação. Quanto à aplicação de SiC em inversores fotovoltaicos, ele é projetado para aumentar a eficiência dos inversores, reduzindo as perdas de energia. Com SiC, a eficiência de conversão do inversor pode ser melhorada de 96% para acima de 99%. Os dispositivos SiC também geram menos calor durante a operação, resultando em menor perda de condução, reduzindo as perdas de energia em mais de 50%. Ao usar material de SiC, o ciclo de vida do inversor também pode ser estendido em 50 vezes, proporcionando um ROI mais alto para os usuários finais. Por fim, os dispositivos SiC oferecem maior densidade de potência, o que significa que podem lidar com voltagens e correntes mais altas em um formato menor em comparação com os IGBTs. O DC/DC pode ser melhorado em 35%. Isso resulta em um design de inversor mais compacto e leve, o que é vantajoso em aplicações fotovoltaicas onde considerações de espaço e peso são importantes. A Hopewind aplica SiC em seus inversores fotovoltaicos em todas as classes de potências, que variam de 3 kW a 385 kW. Através da melhoria da eficiência de conversão, eles reduzem as perdas de energia e os custos de operação. A consolidada tecnologia SiC, oferece a vantagem de uma maior disponibilidade no mercado. Isso significa que há uma gama mais ampla de componentes e sistemas baseados em SiC prontamente acessíveis. Como resultado, a obtenção de componentes e sistemas baseados em SiC se torna mais rápida e eficiente, diminuindo o impacto causado pelo problema de escassez na cadeia de suprimentos de IGBTs e beneficiando projetos com prazos apertados ou requisitos urgentes. Sobre Hopewind A Hopewind foi fundada em 2007 e listada na Bolsa de Valores de Xangai em 2017. A empresa é especializada em projetar e produzir soluções elétricas e renováveis, incluindo conversores de energia eólica, inversores fotovoltaicos, BESS, SVG e unidades industriais. Como marca líder em soluções abrangentes de energia renovável, a Hopewind participou do projeto de investigação científica Win grid apoiado pelo EU Horizon 2020, através do Laboratório DNV Países Baixos. Em 2023, o conversor de energia eólica da Hopewind foi o primeiro do mundo a receber o certificado de tipo grid-forming , emitido pela DNV. A Hopewind é amplamente reconhecida como um fabricante de primeira linha de inversores utility na China. Desde fevereiro de 2024, o inversor string de 385 kW da empresa foi reconhecido como o mais potente do mundo. Com um histórico notável, a empresa vendeu mais de 150 GW de produtos de energia renovável em todo o mundo até o final de 2023.
- Um Investimento Seguro e Previsível
Nos últimos anos, a energia solar emergiu como uma fonte de energia confiável, previsível e altamente lucrativa. A crescente conscientização sobre os impactos ambientais e a necessidade de reduzir as emissões de carbono têm impulsionado a adoção de sistemas de energia solar em todo o mundo. No entanto, além dos benefícios ambientais, os investidores estão cada vez mais reconhecendo os benefícios econômicos e financeiros da energia solar, impulsionados pela sua previsibilidade, segurança e simplicidade de gestão. 1) Conceitos que Tornam os Sistemas de Energia Solar Previsíveis A previsibilidade dos sistemas de energia solar é um dos seus principais atrativos para investidores. A natureza consistente da luz solar, combinada com avanços significativos na tecnologia fotovoltaica, permite uma previsão precisa da quantidade de energia que um sistema solar pode gerar em determinado período. Modelos de previsão de irradiação solar, como os baseados em dados históricos e algoritmos de aprendizado de máquina, ajudam a estimar a produção de energia com uma precisão impressionante. Isso proporciona aos investidores uma visão clara do retorno esperado sobre o investimento em energia solar, tornando-a uma opção atrativa e segura. 2) Como as Baterias Tornam os Investimentos em Sistemas Fotovoltaicos Mais Seguros Um dos desafios tradicionais da energia solar era a sua dependência da disponibilidade de luz solar. No entanto, o desenvolvimento de tecnologias de armazenamento de energia, como baterias de íon-lítio, está transformando esse cenário. As baterias permitem o armazenamento do excesso de energia gerada durante o dia para uso posterior, garantindo um suprimento constante de eletricidade, mesmo durante a noite ou em condições de baixa irradiação solar. Isso reduz a dependência da rede elétrica convencional e aumenta a segurança e confiabilidade dos sistemas fotovoltaicos, tornando-os ainda mais atraentes para investidores preocupados com a estabilidade do fornecimento de energia. 3) A Importância de uma Boa Gestão para Garantir os Resultados Embora os sistemas de energia solar sejam altamente previsíveis e seguros, uma gestão eficaz é fundamental para garantir resultados ótimos. Uma gestão adequada envolve monitoramento constante do desempenho do sistema, manutenção preventiva e resolução rápida de quaisquer problemas que possam surgir. Além disso, estratégias de otimização, como a implementação de tecnologias de rastreamento solar e limpeza regular dos painéis, podem maximizar a eficiência do sistema e aumentar o retorno sobre o investimento. Investir em uma gestão de qualidade é essencial para garantir que os sistemas de energia solar continuem a fornecer benefícios econômicos de longo prazo. 4) Mesmo Errado, Às Vezes Dá Certo (Solução "QUASE" Plug and Play) Uma das vantagens notáveis dos sistemas de energia solar é a sua versatilidade e adaptabilidade. Mesmo que os cálculos iniciais possam não ser totalmente precisos devido a variáveis como condições climáticas imprevistas, instalações mal dimensionadas ou mudanças no ambiente circundante, muitos sistemas fotovoltaicos podem ser facilmente ajustados e otimizados ao longo do tempo. Além disso, o avanço das tecnologias de integração simplificou significativamente o processo de instalação, tornando os sistemas solares quase plug and play. Isso significa que, mesmo em cenários onde ocorrem imprevistos, é possível corrigir e ajustar os sistemas com relativa facilidade, garantindo que o investimento permaneça seguro e lucrativo. 5) Não Adie o Inevitável: Boa Parte da Sociedade Vai Produzir Sua Própria Energia nos Próximos 30 Anos Com o crescente custo dos combustíveis fósseis e a urgência de combater as mudanças climáticas, a transição para fontes de energia renovável é inevitável. Estima-se que nos próximos 30 anos, uma parcela significativa da sociedade produzirá sua própria energia por meio de sistemas fotovoltaicos. Investir em energia solar hoje não é apenas uma escolha inteligente do ponto de vista financeiro, mas também uma medida crucial para garantir um futuro sustentável para as próximas gerações. Em resumo, a energia solar oferece uma oportunidade única de investimento, combinando previsibilidade, segurança e simplicidade de gestão. Com o apoio de avanços tecnológicos e uma conscientização crescente sobre os benefícios econômicos e ambientais, a energia solar está rapidamente se tornando a escolha preferida para investidores em todo o mundo.
- Bate-papo com Fernando Lemos, Gerente de Captação da ABSOLAR: O Futuro da Energia Solar no Brasil
Em uma conversa exclusiva com Fernando Lemos, Gerente de Captação da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), exploramos o cenário atual e o potencial de crescimento do mercado de energia solar no Brasil. Lemos compartilhou insights sobre os desafios enfrentados pelo setor e as oportunidades que se apresentam. O Marco de 42GW de Potência Instalada Recentemente, o mercado brasileiro atingiu um marco significativo: 42 gigawatts (GW) de potência instalada em sistemas fotovoltaicos. Desses, dois terços estão relacionados à Geração Distribuída (GD), onde consumidores geram sua própria energia e contribuem para a rede elétrica. Desafios e Preocupações No entanto, nem tudo são boas notícias. Concessionárias de energia têm negado pedidos de parecer de acesso, o que coloca em risco o crescimento e desenvolvimento da rede elétrica no país. Para fortalecer o setor elétrico, é essencial dar poder aos consumidores para gerar sua própria energia, modernizando o acesso à rede elétrica. O Papel da ABSOLAR A ABSOLAR recebeu mais de 2.000 denúncias de integradores associados. Seu papel é investigar esses problemas de perto e fornecer suporte aos integradores para resolvê-los. A associação também promove eventos para compartilhar informações e discutir o mercado. O Futuro: 144GW Outorgados Lemos mencionou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) já outorgou 144GW em projetos solares. No entanto, por que ainda não vimos um boom de construções? Essa é uma pergunta que precisa ser respondida à medida que o Brasil busca expandir sua capacidade de energia solar. Confira nosso vídeo exclusivo para mais detalhes sobre esse bate-papo incrível com Fernando Lemos e descubra o que o futuro reserva para a energia solar no Brasil.
- Células solares de heterojunção Huasun alcançam eficiência recorde de 26,5% na produção em massa
Em um marco significativo, as células solares de heterojunção Huasun G12R e G12 (HJT) alcançaram eficiências médias notáveis de 26,01% e 26,15%, com eficiências máximas atingindo 26,41% e 26,50%, respectivamente, na linha de produção em massa. Esta conquista consolida firmemente a posição da Huasun como líder na industrialização da tecnologia HJT. A descoberta não apenas ressalta os avanços tecnológicos alcançados na eficiência da produção em massa das células solares Huasun HJT, mas também destaca o imenso potencial da tecnologia HJT. Esse aumento de eficiência é atribuído aos processos de texturização de última geração, à tecnologia microcristalina bifacial HJT 3.0 e à adoção de materiais-alvo eficientes, porém econômicos. Aproveitando a tecnologia de ponta do módulo de barramento zero (0BB) e pasta de cobre revestida de prata com baixo teor de prata, as células Huasun G12R e G12 alcançaram níveis de eficiência sem precedentes, mas minimizaram o custo. Além disso, a produção de energia na produção em massa dos módulos fotovoltaicos HJT de vidro duplo 210R-132 da Huasun ultrapassou o limite de 640W. Em meio à evolução contínua da indústria, a Huasun permanece firme em seu compromisso com a pesquisa inovadora e a produção em larga escala da tecnologia HJT. Ao ultrapassar os limites com tecnologia avançada e aderir a padrões rigorosos, a Huasun pretende fornecer aos clientes produtos e soluções fotovoltaicas de alta eficiência, alta potência e alta confiabilidade, contribuindo para o alto rendimento energético, baixo BOS e baixo LCOE para projetos solares. Este avanço anuncia a chegada plena das células Huasun G12R e G12 HJT à "era 26% +". Com seu desempenho estelar e compromisso inabalável com a qualidade, a Huasun continua a liderar o avanço na melhoria da eficiência do HJT. Ao impulsionar o desenvolvimento eficiente na indústria fotovoltaica, a Huasun pretende contribuir significativamente para o alcance da meta global de carbono zero.
- UMA REDE ELÉTRICA RESILIENTE DEPENDE EXCLUSIVAMENTE DA EVOLUÇÃO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA
Por: Renato Zimmermann - Mentor e Consultor em Sustentabilidade Enquanto um deputado federal consegue a façanha de aprovar um pedido de urgência para tentar aprovar a toque de caixa um projeto de lei para limitar o crescimento da Geração Distribuída no Brasil, vamos exercitar uma reflexão das discussões que deveriam de fato permear a geração de energia no Brasil. Partimos da premissa já aceita por todos de que energia elétrica é um serviço essencial básico para o desenvolvimento do Brasil. Um direito de todo o cidadão, fato este consolidado a partir da promulgação da Constituição Federal em 1988. Vencido a unificação deste entendimento, precisamos então exercitar outros pontos de reflexão sobre o serviço de energia elétrica, sobre o mercado elétrico e sobre as suas políticas públicas para inclusão e justiça energética. Serão inúmeros artigos para abordar todos estes itens e outros mais que surgirão e que irão gerar novos conteúdos para as próximas edições desta coluna. Vamos começar então falando da Geração Distribuída, conhecida também pela sigla “GD”. Trata-se de uma evolução espetacular do setor elétrico pois a partir de sua implantação no Brasil, o consumidor passou a ter a autorização para gerar a sua própria energia. Sem dúvidas, gerar uma energia de menor custo e de forma limpa, renovável e sustentável. E este empoderamento do consumidor está no centro desta revolução energética, e o começo da trilha da transição energética. Vejam o diagrama feito por técnicos da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, o Órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia encarregado de realizar e divulgar pesquisas do setor. Com a Geração Distribuída, a sociedade brasileira inaugura uma nova etapa evolutiva de modernização que poderá e deverá revolucionar o modo que as pessoas se relacionam com a energia elétrica. Assim como aconteceu com a telefonia, a internet e outros serviços. Para um entendimento do funcionamento, GD é toda a geração de energia elétrica mais próxima aos locais de consumo e cuja geração é de pequena escala. São os populares painéis de energia solar nos telhados das construções. O nome Geração Distribuída foi criado em 2012 junto com uma resolução normativa onde permitiu que qualquer cidadão brasileiro gere sua energia e a concessionária de energia (distribuidora) será obrigada a aceitar e deverá colocar um relógio especial que irá fazer a contabilidade de toda a energia que é emprestada para a rede quando o consumo na residência ou propriedade está menor do que a geração de eletricidade e a energia excedente é exportada realizando assim um empréstimo provisório de energia que poderá ser usufruída pelas propriedades vizinhas. Este mecanismo de geração demorou para ficar popular no Brasil, devido a alguns fatores, talvez pela própria dificuldade do mercado em se organizar e criar valor para a solução trazida. Com o tempo, os painéis solares tiveram seus custos de investimento menores e a tecnologia foi melhorando e assim resultou na instalação de mais de 2 milhões de pequenas usinas pelo Brasil. A maioria são microusinas de geração solar, mas existe a geração das usinas eólicas com os ventos, o biogás que é a captura do gás metano e sua queima, da hídrica produzido pelo movimento das águas e a biomassa com uso de materiais de descarte como bagaço, caroços e cascas. Qualquer fonte de energia conectada na rede da concessionária é uma GD. E para isso precisa obedecer às normas, regulamentos e legislação do setor. A GD agrega grande valor para o que são chamados de revolução verde, de economia circular e transição energética. Mas o mercado parece não entender isto, e pagou um alto preço por isso. As vendas são feitas com anúncios “elimine sua conta de energia”, “pare de gastar com energia”, “Sua conta de energia está cara?” Ressaltando apenas um ganho econômico. Os próprios empreendedores que trabalham no setor se acostumaram a realizar altas receitas de vendas sem precisar mostrar todos os reais valores da solução que estavam entregando. É comum ver um consumidor surpreendido com a aquisição pois só depois que comprou ele notou que recebeu muito mais do que pensou. Enquanto a mídia replica discursos de que o brasileiro “paga caro pela energia”, o que enxergamos são oportunistas contrários a essa revolução tentando desvirtuar a atenção da verdadeira discussão sobre quais os mecanismos são mais eficientes para o funcionamento do setor elétrico brasileiro. Não surpreende que o Presidente da República recebeu neste mês um grupo intitulado “representantes dos consumidores” com um pacote pronto de recomendações como se estes fossem os “dez mandamentos do setor elétrico”. De prático o próprio presidente solicitou que um Grupo Técnico de trabalho fosse montado, e até agora sem a participação de pessoas de nível técnico e de comprometimento para representar o setor de GD. Este desvirtuamento parece mais um jogo de cartas marcadas onde quem sairá perdendo será a sociedade brasileira, e principalmente, as camadas mais pobres da população que ficarão ainda mais vulneráveis a um serviço deficitário. E se for acrescido os apagões originados pelos eventos climáticos extremos, ficaremos ainda mais sob o risco do colapso. Agora sim, vamos entrar na temática principal, a Geração Distribuída no início da trilha da transição energética e do verdadeiro empoderamento do consumidor, dentre todas as benesses para o brasileiro, irá trazer tarifas menores, melhores tecnologias e mais eficiência, fluidez, inteligência e segurança energética. Uma pergunta paira no ar: Quanto custa a segurança energética em dias de apagão? Outra pergunta: Acreditam mesmo que grandes usinas feitas pela Petrobrás em águas profundas irão conseguir atender as grandes cidades quando os eventos climáticos extremos acontecerem? Sejamos realistas ao aceitar que temos que mitigar os efeitos dos eventos climáticos, sejam estes tornados, ciclones, alagamentos ou as estiagens prolongadas. E acrescente as ondas de calor insuportável que aumenta o consumo energético e coloca o sistema em risco de colapso pelo superaquecimento dos seus dispositivos. Porque não a GD como fator mitigante? Pensam em aprovar uma lei federal para limitar a produção própria de energia, ao invés de criar leis que obriguem as concessionárias a possibilitar uma participação mínima da GD junto a rede pública para assim a sociedade ter mais garantias nos serviços básicos como o abastecimento de água, serviços de saúde, conserva dos alimentos e segurança pública. Vejam, a GD é quem pode aliviar as grandes cidades de um colapso em seu funcionamento. Garantir que os semáforos funcionem, que os supermercados tenham seus alimentos refrigerados garantindo segurança alimentar, os hospitais e os serviços de segurança todos operantes. Lembrando também que sem energia, as bombas de água ficam inoperantes e cessa o abastecimento público de água potável. E todos estes benefícios sociais da GD são com energias limpas, descentralizadas e democratizadas. O sentimento é que estamos exatamente nesta encruzilhada da transição energética. E a sociedade brasileira precisa ser alertada do rumo que o setor elétrico poderá tomar. Hoje podemos afirmar que estão tomando decisões importantes sem uma devida discussão e sem a participação de todos os segmentos da sociedade. Temos uma pauta extensa em discussão, mas a principal sequer é mencionada que é transformar nossa rede elétrica num “ smartgrid ”, uma rede inteligente. E esta nova rede deveria ser o foco de todas as discussões e regulações atuais. Vejam, a Geração Distribuída está inovando trazendo novas tecnologias baseadas na eletrônica de potência, enquanto isso nossa rede de distribuição é obsoleta e não tem competência para beneficiar a sociedade com o funcionamento inteligente e automático que a trilha evolutiva poderia nos direcionar. Uma nova rede de energia elétrica, mais resiliente deverá ter as devidas adaptações para que a eletrônica de potência proporcionada pela Geração Distribuída e seus dispositivos tecnológica estão embarcando no sistema elétrico. Com esta nova rede, teremos custos de energia menores, mais segurança energética, mais estética visual, mais conforto, mais acessos, mais justiça e diversidade de soluções. Então fica a reflexão de que estamos míopes por conta da lente estar desfocada e esta visão embaçada irá nos levar a um colapso no funcionamento da economia. Quem ganha com isso?
- Huasun lança módulo de heterojunção 0BB com tecnologia de barramento zero de ponta
À medida que o cenário da tecnologia tipo n passa por uma transformação significativa na indústria solar, a tecnologia de heterojunção (HJT) se destaca por apresentar avanços notáveis nos últimos dois anos. Projeções de dados recentes indicam que mais de 60 GW de capacidade de produção de HJT estarão operacionais até 2024. Com maior eficiência, desempenho consistente de geração de energia e maior confiabilidade, os módulos HJT estão atraindo cada vez mais a atenção de empresas estatais chinesas, investidores internacionais e desenvolvedores de projetos. , alimentando a expectativa de um aumento na demanda global por módulos HJT. Neste ambiente dinâmico, a Huasun revelou sua mais recente inovação em módulos de alta eficiência, apresentando tecnologia inovadora de barramento zero (0BB). Lançado em 18 de abril de 2024, este avanço de ponta foi perfeitamente integrado às linhas de produção em massa da Huasun, incluindo a série Himalaya G12 e a série retangular Everest G12R de módulos de grande formato. Aproveitando melhorias inovadoras em processos de impressão, soldagem de camada frontal, fitas finas, wafers de silício ultrafinos, encapsulamento e técnicas de vedação, a Huasun elevou significativamente o desempenho elétrico, óptico e de coeficiente de temperatura dos módulos HJT, aumentando a competitividade de mercado de seus linha de produto. Como pioneira na produção em massa de HJT, a Huasun continua a liderar a indústria fotovoltaica (PV), aproveitando a mais recente tecnologia 0BB. Esta inovação permite maior eficiência de conversão, maior confiabilidade e menor custo nivelado de eletricidade (LCOE) para projetos fotovoltaicos, solidificando ainda mais a posição da Huasun como inovadora em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia HJT. Embora a tecnologia 0BB esteja avançando em direção à industrialização, existem variações entre as empresas em relação aos métodos específicos de implementação. A abordagem da Huasun envolve principalmente soldagem e distribuição, incorporando vantagens como adesão mais forte, maior resistência a pontos quentes e eliminação de filme transportador. Especificamente, em relação ao processo de fabricação de células 0BB, a Huasun adota uma tecnologia de impressão SP de duas etapas mais simples para oferecer qualidade de produto superior e desempenho elétrico e CTM aprimorado, demonstrando vantagens significativas sobre os produtos SMBB em termos de OCV, eficiência de conversão e saída de potência do módulo. “Huasun's 0BB modules employ front-layer welding, which offers benefits including reliable soldering, reduced contact resistance, enhanced resistance to hot spots, lower hot-spot temperature, and higher module reliability. Additionally, the design reduces metal coverage on the back, expanding the light-receiving area and achieving bifaciality of up to 90%,” emphasized by Christian Comes, Huasun’s BD Director Europe. The use of fine ribbons and low-weight encapsulants reduces production costs. The 0BB technology supports the trend towards thinner silicon wafers by providing higher reliability with no main grid, thinner ribbons, minimal stress, and lower fragmentation rates. By leveraging the downshifting (DS) light conversion encapsulation and PIB edge sealing technology, Huasun's HJT 0BB modules deliver a substantial increase in power generation capacity. This advancement translates into more dependable products for owners of photovoltaic projects across utility, commercial & industrial (C&I), and residential rooftops. The successful mass production of "G12+0BB" and "G12+R+0BB" HJT products signifies another milestone for Huasun in its quest for cost reduction and efficiency enhancement. Committed to advancing the industrialization of HJT technology, Huasun will continue to promote the widespread adoption of 0BB high-efficiency modules, contributing to the global development of clean energy.











