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  • Aprovado marco legal para a produção do hidrogênio de baixo carbonoFonte: Agência Senado

    O Plenário do Senado aprovou, com alterações, o projeto de lei da Câmara que estabelece o marco regulatório para a produção do hidrogênio de baixa emissão de carbono e determina incentivos fiscais e financeiros para o setor (PL 2.308/2023). Ficaram pendentes de votação emendas de senadores destacadas para votação em separado que serão apreciadas em sessão ainda a ser definida. Depois de finalizada a votação, a matéria terá que retornar para nova análise da Câmara dos Deputados. O projeto define regras e benefícios para estimular a indústria de hidrogênio combustível no Brasil. O objetivo é contribuir para descarbonizar a matriz energética brasileira. O PL 2.308/2023 cria a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, que compreende o Programa Nacional do Hidrogênio; o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC); o Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio; e o Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro).  O relator foi o senador Otto Alencar (PSD-BA), que promoveu mudanças no texto original e acatou emendas ao projeto. Segundo o texto aprovado, será incentivada a produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono, inclusive o obtido a partir de fontes renováveis, como o produzido a partir de biomassas, etanol e outros biocombustíveis, e o hidrogênio eletrolítico, produzido por eletrólise da água, usando energias renováveis, tais como solar, eólica, hidráulica, biomassa, etanol, biogás, biometano, gases de aterro, geotérmica “e outras a serem definidas pelo poder público”. — Sobre essa matéria, que eu julgo de grande importância para o país, nessa transição energética, o Brasil ainda não tem a regulamentação, o marco regulatório. Eu acredito que o Senado aprovando, que a Câmara aprovando, nós vamos ter condição de iniciar no país uma nova planta de produção de energia limpa a mais, porque nós já temos — disse Otto. De acordo com o texto aprovado, os incentivos creditícios e tributários do Rehidro terão vigência de cinco anos, com metas e objetivos e acompanhamento do poder público. O Rehidro suspenderá a incidência do PIS/Pasep e da Cofins, inclusive os de importação, sobre a compra de matérias-primas, produtos intermediários, embalagens, estoques e de materiais de construção feita pelos produtores de hidrogênio de baixa emissão de carbono habilitados.  Além das empresas produtoras de hidrogênio de baixo carbono, poderão participar do Rehidro aquelas que atuarem no transporte, distribuição, acondicionamento, armazenamento ou comercialização do produto. Também serão beneficiadas as que produzirem biogás e energia elétrica a partir de fonte renovável destinados à produção de hidrogênio. Regulamento do Executivo terá que estabelecer requisitos para a entrada no Rehidro, como investimento mínimo em pesquisa, desenvolvimento e inovação e percentual mínimo de bens e serviços de origem nacional no processo produtivo, exceto em casos de inexistência de equivalente nacional ou a quantidade produzida for insuficiente para atendimento da demanda interna. Debêntures As empresas beneficiadas pelo Rehidro poderão emitir debêntures sujeitas a tributação menor, as chamadas debêntures incentivadas, o que as torna mais atrativas para os investidores. Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais como forma de captar recursos para os seus projetos. Os ganhos da pessoa física com debêntures incentivadas são isentos do Imposto de Renda enquanto os ganhos das pessoas jurídicas pagam 15%. Certificação O texto aprovado cria também o sistema brasileiro de certificação, que será feita por autoridade competente que ateste as características do processo produtivo, dos insumos empregados, da localização da produção, das informações sobre o ciclo de vida do hidrogênio e da quantidade de dióxido de carbono emitida. Gestão Pelo texto, as diretrizes para execução das políticas de incentivo serão definidas pelo Comitê Gestor do Programa Nacional do Hidrogênio (Coges-PNH2). Ele será integrado por até 15 representantes de órgãos do Poder Executivo federal, um representante dos estados e do Distrito Federal; um representante da comunidade científica; e três representantes do setor produtivo. Caberá à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizar a produção, importação, transporte, exportação e armazenagem de hidrogênio. A produção, no entanto, só poderá ser permitida a empresas brasileiras sediadas no país.  Créditos fiscais Será concedido crédito fiscal da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre as operações de compra e venda de hidrogênio de baixa emissão e seus derivados produzidos no país, desde que os projetos estimulem o desenvolvimento tecnológico e contribuam com o desenvolvimento regional e a diversificação do parque industrial e com a redução de danos e adaptação às mudanças climáticas. O crédito será concedido em até 60 dias da emissão da nota fiscal de venda e poderá ser usado para pagar qualquer tributo federal. Se não houver débito suficiente para a compensação, o crédito será ressarcido em dinheiro. Mas o benefício não poderá superar R$ 1,7 bilhões em 2028, R$ 2,9 bilhões em 2029, R$ 4,2 bilhões em 2030, R$ 4,5 bilhões em 2031 e R$ 5 bilhões em 2032, e terá que constar do Orçamento da União.  O senador Cid Gomes (PSB-CE) elogiou o projeto por acreditar que ele vai permitir que o Brasil seja protagonista nesse mercado. Ele comemorou a previsão de R$ 18,3 bilhões de benefícios fiscais em cinco anos.  — O que eu desejo é que o Brasil seja um grande consumidor de hidrogênio, o que eu quero é que a gente fabrique o hidrogênio para vender aqui para o Brasil e que a gente substitua os nossos trens, substitua os nossos caminhões de carga, substitua até carros de passeio por essa modalidade energética que não emite carbono — afirmou Cid Gomes. Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Jaques Wagner (PT-BA), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e outros também ressaltaram a importância do projeto para o futuro do país. Infraestrutura O texto aprovado altera a Lei 11.488, de 2007, para incluir as empresas do Rehidro no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), que hoje beneficia as empresas dos setores de transportes, portos, energia, saneamento básico e irrigação com projeto aprovado para implantação de infraestrutura. Essas empresas estão isentas do pagamento de PIS/Pasep e Cofins, também sobre importação, na venda ou importação de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos e de materiais de construção. Fontes de recursos O projeto cria o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), com a finalidade de constituir fonte de recursos para a transição energética a partir do uso do hidrogênio de baixa emissão de carbono. Entre os objetivos do programa estará a definição de metas objetivas para o desenvolvimento do mercado interno de hidrogênio de baixo carbono e de incentivos para o uso de hidrogênio de baixo carbono nos setores industriais de difícil descarbonização, como de fertilizantes, siderúrgico, cimenteiro, químico e petroquímico, além do uso do hidrogênio verde no transporte pesado. Habilitação Para serem inseridas no Rehidro, as produtoras de hidrogênio de baixo carbono terão de usar no processo produtivo um percentual mínimo de bens e serviços de origem nacional ainda a ser definido. Também terão de limitar a parcela de sua produção destinada ao mercado externo e comprovar a realização de investimentos em pesquisa e inovação. As empresas poderão se habilitar em até cinco anos para usufruir o benefício, exceto aquelas com tributação pelo Simples Nacional, que não terão direito a integrar o regime. As empresas instaladas em Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) também poderão aderir, sem abrir mão dos benefícios fiscais que já têm. Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) Fonte: Agência Senado

  • A Sustentabilidade do Setor Elétrico: Soberania, Segurança e Governança Institucional.

    Por Wagner Ferreira A energia elétrica é signo de prosperidade e segurança para qualquer País. A constituição federal de 1988 foi categórica ao garantir que a geração de energia e sua operação devem ser planejadas e entregues à nação brasileira com segurança, qualidade e isonomia.  Determinou que a União, através do Poder Concedente, deve assegurar o permanente funcionamento do serviço de energia elétrica aos brasileiros. Por essa razão, o planejamento do setor elétrico requer uma estrutura e governança com responsabilidades e atores (CNPE, CMSE, MME, ONS, EPE, ANEEL, CCEE e outros organismos de funcionamento), que, juntos, garantem à sociedade a disponibilidade plena desse bem tão vital ao desenvolvimento social e econômico. Coube, portanto, a União assegurar a contínua disponibilidade da energia elétrica, o que é feito por um conjunto de leis, regulações e contratos organizados através de uma operação estruturada, a partir de responsabilidades que envolvem estudos, planejamento, estruturação e execução, performando um núcleo desse serviço concedido. Essa primeira conclusão explica e fundamenta o papel fundamental da União na formulação e no planejamento setorial.  A despeito de um acerto absoluto da constituição brasileira quanto à proteção da soberania nacional e independência nesse insumo tão vital que é a energia,  duas questões, principalmente, tem trazido riscos à segurança e funcionamento adequado do setor elétrico brasileiro.  A primeira delas tem um caráter institucional e a segunda tem relação com o tratamento  das inovações tecnológicas dentro do setor. O caráter institucional tem uma relação direta com a formulação de leis e de políticas públicas que afetam o funcionamento do setor elétrico.  É evidente que agentes setoriais movimentam suas pautas de interesse no legislativo na busca de objetivos específicos, o que é legítimo e importante, porém é fundamental que a representação do poder concedente (a União), a partir de sua estrutura e governança, esteja à frente das discussões setoriais para que prevaleça medidas que combinem com a sustentabilidade do setor elétrico, em outras palavras, a soberania. Entende-se aqui como sustentabilidade, a segurança do serviço de energia elétrica a todos os brasileiros, no curto, médio e longo prazos, com isonomia de tratamento aos usuários a preços justos. A segunda questão tem relação com inovação tecnológica, muito veloz e muitas vezes sem uma avaliação prudente dos impactos trazidos. Notem, por exemplo, os subsídios tarifários concedidos às fontes incentivadas de energia elétrica e a quem instala painéis solares.  Em suma, essas inovações tem gozado de descontos na tarifa de energia, e esses descontos viram encargos setoriais na CDE para que os outros consumidores paguem, os regulados e com menor condições, fazendo com que haja uma espécie de transferência de renda invertida, injusta e, claro, insustentável.  Basta verificar que a CDE, a chamada Conta de Desenvolvimento Energético, já alcança 38 bilhões de reais por ano, e em breve, em função de subsídios dessa natureza, chegará a 50 bilhões de reais em menos de 3 anos, se nada for feito. A partir de dedicados estudos para a sustentabilidade do setor elétrico, algumas medidas são vitais para a sustentabilidade: i. Resgatar a centralidade  do planejamento setorial e a participação do poder concedente nas discussões que afetam a sustentabilidade do setor elétrico, no plano executivo ou legislativo; ii. Impedir novos subsídios e revisar os atuais para aliviar a conta de luz dos brasileiros, como já definido pelo próprio TCU;  iii. Implementar política pública para furto de energia para uma atuação presente e contundente dos entes (judiciário, legislativo e executivo) de modo a coibir essa prática, que, além de tirar vidas, gera impactos financeiros ao sistema elétrico, consumidores, fisco, distribuidora e a sociedade em geral; iv. Reduzir a tributação total sobre a energia elétrica , pois promove prosperidade para a vida das pessoas e dos negócios. Para tanto, os conceitos trazidos pela PEC 45 (novo modelo tributário) são adequados, e, se bem aplicados, podem garantir um sinal econômico apropriado à tributação da energia. v. Separar os serviços de distribuição e de comercialização regulada  em duas atividades distintas, aplicando uma tarifa multipartes onde cada usuário pague isonomicamente pelo seu uso do sistema elétrico, como já estabelecido no PL 414/2021; O desafio pela sustentabilidade do serviço de energia elétrica é uma missão de todos nós. Sigamos todos nessa construção. Por Wagner Ferreira Entre os 100 + influentes do setor de energia em 2023 | Diretor Institucional e Jurídico na ABRADEE | Professor | Árbitro | Negócios | Transição energética | Energias Renováveis | ESG | Visão 360° | Gente | Liderança

  • USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM SISTEMA SOLAR FOTOVOLTAICO

    Merivaldo de Freitas Brito ORCID  https://orcid.org/0009-0002-9885-3783 Universidade Estadual do Ceará- UECE, Brasil E-mail: merivaldo@mbritto.com.br O panorama atual da geração de energia solar destaca um potencial significativo para expansão, com apenas 2 milhões de pessoas atualmente envolvidas e mais de 89 milhões de pessoas capazes de contribuir. Esse cenário aponta para uma ampla oportunidade no setor da energia solar fotovoltaica, especialmente na modalidade de Geração Distribuída (GD), desempenha um papel essencial na matriz energética   global, incluindo o cenário brasileiro.   O crescimento exponencial está diretamente relacionado ao aumento da adoção de inversores string , conforme estabelecido pela norma portaria 515/2023 do INMETRO. Esta regulamentação impõe a obrigatoriedade de inversores com proteção contra arco elétrico (AFCI), visando a segurança e prevenção de incêndios. A Lei 14300/2022 contribuiu para o crescimento significativo do número de empresas no setor solar, atingindo a marca de 26.640 empresas integradoras fotovoltaicas ativas. O aumento na micro e minigeração de energia solar também está em ascensão, impulsionando o desenvolvimento do mercado. No entanto, o aumento da atividade no setor também trouxe consigo um aumento no número de acidentes relacionados, destacando a importância da conformidade com as normas de segurança. Como metodologia adota uma abordagem descritiva e estudo de caso, de caráter qualitativo, bem como fontes bibliográficas em livros, artigos e periódicos online, busca-se compreender e temática da aplicação da IA na segurança de sistemas solares fotovoltaicos, bem como a análise de casos específicos que exemplifiquem a eficácia da IA na prevenção e resposta a incidentes de incêndio em instalações solares. O cenário atual do setor de energia solar no contexto das normas e leis mencionadas indica um crescimento expressivo, mas também destaca a necessidade contínua de vigilância e implementação de medidas de segurança para mitigar os riscos associados ao aumento da atividade no setor. Sendo assim, a sua utilização deve ser incentivada e regulamentada de acordo com as normas de segurança em vigor.  Palavras-chave: Inteligência Artificial; Sistema Solar; Fotovoltaico; Segurança; Incêndio. ABSTRACT  The current landscape of solar power generation highlights significant potential for expansion, with just 2 million people currently involved and more than 89 million people able to contribute. This scenario points to a broad opportunity in the photovoltaic solar energy sector, especially in the Distributed Generation (DG) modality, which plays an essential role in the global energy matrix, including the Brazilian scenario. The exponential growth is directly related to the increase in the adoption of string inverters, as established by INMETRO ordinance 515/2023. This regulation imposes mandatory inverters with electric arc protection (AFCI), aiming at safety and fire prevention. Law 14300/2022 contributed to the significant growth in the number of companies in the solar sector, reaching the mark of 26,640 active photovoltaic integrator companies. The increase in micro and mini generation of solar energy is also on the rise, driving market development. However, increased activity in the sector has also brought with it an increase in the number of related accidents, highlighting the importance of compliance with safety standards. As a methodology, it adopts a descriptive approach and case study, of a qualitative nature, as well as bibliographical sources in books, articles and online journals, seeking to understand the application of AI in the safety of photovoltaic solar systems, as well as case analysis. specifications that exemplify the effectiveness of AI in preventing and responding to fire incidents in solar installations. The current scenario of the solar energy sector in the context of the aforementioned standards and laws indicates significant growth, but also highlights the continued need for vigilance and implementation of security measures to mitigate the risks associated with increased activity in the sector. Therefore, its use must be encouraged and regulated in accordance with current safety standards. Keywords: Artificial Intelligence; Solar system; Photovoltaic; Security; Fire. 1. INTRODUÇÃO O uso de inteligência artificial na segurança em Sistema Fotovoltaico (FV) - Arc Fault Circuit Interrupter  (AFCI). Este trabalho explora como a inteligência artificial pode ser aplicada para melhorar a segurança e proteção da vida de usuários do sistema solar FV. A aplicação da UL1699B em sistema solar FV, onde aborda-se a importância da conformidade com normas de segurança, como a UL1699B, em sistemas solares FV. Será discutido como essa norma contribui para garantir a segurança elétrica e prevenir riscos em sistemas FV. Explora-se neste trabalho, a importância da IA na previsão da geração de energia solar, utilizando análise de dados meteorológicos e padrões de insolação. Destaca-se a necessidade de modelos preditivos precisos para planejar o fornecimento de energia de forma eficiente e confiável ao longo do tempo de operação dos sistemas fotovoltaicos.  O emprego da inteligência artificial visa proporcionar uma camada avançada de proteção, garantindo maior segurança em instalações residenciais, comerciais, industriais e rurais, tanto em Geração Distribuída (GD) quanto em Geração Centralizada (GC).  Este artigo tem como objetivo analisar a aplicação da Inteligência Artificial (IA) na segurança contra incêndios em sistemas solares fotovoltaicos, com foco no aprimoramento e otimização dos processos de prevenção, detecção e resposta aos incidentes relacionados a incêndios. A análise encontra-se fundamentada em dados relevantes provenientes de instituições governamentais e não governamentais, visando garantir uma avaliação embasada e atualizada sobre energia solar fotovoltaica, legislação e práticas de mercado. . 2. MÉTODOS E RESULTADOS Como metodologia utiliza-se a pesquisa bibliográfica mediante a consulta a livros, artigos e periódicos online, abrangendo temas como energia solar FV, transição energética, políticas energéticas, regulamentação do setor, incentivos  fiscais e financeiros, inovação tecnológica, entre outros relevantes. As fontes de referência incluíram não apenas publicações acadêmicas, mas também relatórios técnicos, documentos normativos e publicações de órgãos governamentais. A interpretação dos resultados se deu mediante uma análise aprofundada dos dados, relacionando-os diretamente com os objetivos específicos delineados na pesquisa (Gil, 2017).  Os sistemas de energia solar FV, geram eletricidade através da conversão da irradiação do sol, sendo dois tipos básicos de sistemas: os Isolados ( Off-grid ) ou conectados à rede ( On-grid ) da Concessionária.  A aprovação da Lei 14.300, de 06 de janeiro de 2022, busca a permissão do  uso dos inversores híbridos ( on grid com acoplamento para  bateria), de acordo com a Portaria nº 140, INMETRO, de 21 de março de 2022. Diferencial da tecnologia dos inversores híbridos, que o mesmo pode ser utilizado tanto em sistema off grid  como em sistema on grid , ele nos permite, quando houver uma falta de energia da concessionária local ou não tiver irradiação, pode ser obtido através da bateria, energia para alimentar determinada carga, ou de acordo com dimensionamento até mesmo alimentar toda carga (Brasil, 2022).  Essas inovações estão associadas à Microgeração e Minigeração Distribuídas de Energia Elétrica (MMGD), e ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). As diretrizes que normatizam a MMGD foram sujeitas a ajustes pela ANEEL ao longo do tempo, incluindo modificações nos limites de potência instalada e nas modalidades de participação no SCEE (ANEEL, 2023). Essas alterações foram implementadas por meio de Resoluções Normativas, a exemplo da nº 687, datada de 24 de novembro de 2015, e da nº 786, de 17 de outubro de 2017, conforme indicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME, 2023).  A Resolução Normativa nº 1.059, de 7 de fevereiro de 2023, promoveu ajustes nos regulamentos da ANEEL em conformidade com a Lei nº 14.300/2022 Além disso, consolidou as disposições relacionadas à MMGD e ao SCEE nas condições gerais de fornecimento de energia, como estabelecido na Resolução Normativa nº 1.000/2021 (MME, 2023).  A capacidade de garantir que o sistema seja desligado automaticamente em caso de falhas por arco elétrico não apenas protege a vida dos usuários, mas também resguarda suas propriedades de danos potenciais. Esse estudo de caso destaca que a tecnologia AFCI, combinada com inversores de string , pode ser uma opção segura e viável, mesmo na ausência de otimizadores de potência, contribuindo para uma indústria solar mais segura e confiável. As Figuras 1 e 2 que se seguem proporcionam uma representação visual do sistema em pleno funcionamento, destacando um sistema solar FV com uma capacidade total de 24,9 kWp. Essas imagens capturam a eficiência e a operação do sistema, permitindo uma visão direta de como a energia solar está sendo convertida em eletricidade.  Figura 1 – Sistemas solar FV de 24,9 KWp A Figura 1 apresenta o sistema solar em toda a sua magnitude, revelando a instalação completa com seus painéis solares em posição, prontos para capturar a luz do sol. Essa imagem é uma representação vívida da escala da instalação e da infraestrutura envolvida. Já a Figura 2 oferece uma visão mais próxima e detalhada do sistema solar, demonstrando a foto da instalação do inversor com uma capacidade de 20kW (quilowatts) na instalação. A capacidade de 20 kW indica a potência que o inversor pode converter a partir dos painéis solares FV . Essa representação visual é valiosa para acompanhamento, manutenção e documentação do sistema solar FV, permitindo uma análise detalhada da configuração e conexões do inversor. Figura 2 – Foto da instalação do Inversor String – 20 kW   O cenário desafiador para usuários quando um aplicativo de monitoramento apresenta a notificação de "Desativação Inesperada". Essa mensagem indica que o aplicativo encontrou um erro não previsto, levando ao encerramento abrupto. A conectividade à Internet é identificada como um ponto crítico a ser avaliado, pois problemas nessa área podem causar falhas no aplicativo de monitoramento.  Torna-se importante revisar as configurações do dispositivo onde o aplicativo está instalado e garantir a atualização do sistema operacional, pois configurações inadequadas podem ser a causa de problemas. A Figura 3 apresenta visualmente a falha no aplicativo de monitoramento, indicando uma falha de desligamento.  Figura 3 - Falha no aplicativo de monitoramento (acusando falha de desligamento) O alarme emitido pelo sistema de monitoramento do inversor, indicando uma "Falha de desligamento inesperado do inversor", é um alerta que merece atenção. Essa mensagem aponta que ocorreu uma interrupção não programada no funcionamento do inversor. É recomendável avaliar as configurações do inversor e garantir que estejam de acordo com as especificações recomendadas. Às vezes, ajustes inadequados podem resultar em desligamentos inesperados. A Figura 4 ilustra um alarme no sistema de monitoramento de inversor, que está indicando uma falha de desligamento inesperado do inversor.  Figura 4 – Alarme no sistema de monitoramento do inversor  acusando falha de desligamento inesperado do inversor Verifica-se que a falha de desligamento inesperado do inversor, requer uma abordagem cuidadosa para determinar a causa subjacente e adotar medidas adequadas para restaurar o funcionamento normal do sistema de energia solar.  O inversor enfrentou uma situação de falha que desencadeou um alarme com o código 2003-5, apontando para a ativação do AFCI (Interruptor de Circuito Anti-Arco Elétrico). Essa circunstância específica gerou um alerta crítico que foi imediatamente comunicado por meio de um e-mail. A Figura 5 apresenta uma falha no inversor, com o erro “alarme 2003-5”. Figura 5 – Falha no inversor (alarme 2003-5 – AFCI)   Verifica-se que o sistema de monitoramento do inversor detectou a ocorrência do alarme 2003-5 relacionado ao AFCI, uma notificação por e-mail foi gerada e enviada aos responsáveis pela operação do sistema solar. Esse tipo de notificação é fundamental, pois permite uma resposta rápida a problemas potencialmente perigosos, como arcos elétricos.  A mensagem de e-mail fornecia informações cruciais sobre a natureza da falha e o código específico do alarme. Esse nível de detalhe é essencial para entender o que causou o problema e quais medidas corretivas podem ser necessárias. Com base nessa notificação, os operadores do sistema puderam investigar e tomar as providências adequadas para resolver a falha do inversor. A identificação da falha foi causada devido uma má instalação, onde os cabos de corrente contínua enrolados junto ao conector MC4 na String 5, gerou um superaquecimento no conector MC4. Nesse caso o AFCI com IA foi um passo fundamental para interromper o fluxo reverso da corrente, não deixando ocorrer a ruptura do conector MC4 que consequentemente geraria  arco-elétrico, que levaria ao  incêndio.  Uma vez que a equipe de campo identificou a falha de instalação, medidas corretivas puderam ser implementadas imediatamente, conforme apresentado na Figura 6.  Figura 6 – Causa da Falha conector MC4  na String 5   Essas medidas podem incluir a substituição do conector MC4 defeituoso, a reavaliação das conexões em toda a instalação para garantir que estejam devidamente apertadas e seguras, além de outras ações necessárias para restaurar a funcionalidade do sistema. O superaquecimento de conectores pode ser causado por diversos fatores, como conexões defeituosas, sobrecarga elétrica ou problemas de dimensionamento inadequado. Independentemente da causa, essa condição   pode levar a danos   nos conectores, elevando o risco de incêndio e afetando   o funcionamento do sistema.  Desta forma, a identificação do conector com início de superaquecimento destaca a importância da manutenção preventiva em sistemas de energia solar FV. A inspeção regular e a detecção precoce de problemas, como superaquecimento, desempenham um papel fundamental na prevenção de danos mais sérios e na manutenção da segurança e eficiência do sistema. Portanto, essa descoberta deve ser tratada com a devida atenção e ação imediata.  3. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS  Foram obtidos todos dados onde o inversor teve uma desligamento inesperado, ou seja, deixando de gerar o fluxo reverso da corrente, onde foi possível observar a existência de tensão, com inversor automaticamente através da IA desligamento o fluxo reverso da corrente, lembrando que para acontecer um arco elétrico temos que ter uma ruptura de dois pólos,  ou  seja, é o acontecimento que surge devido a uma descarga elétrica entre dois pólos,  superior a resistência do ar e mantida pela formação de gases que agem como meio  condutor para a corrente elétrica que que pode ser originada devido a uma falha  humana (técnicos no ato da ligação), ou falha de produtos, que pode levar a um arco  elétrico do lado CC e com isso levar a propagar a um incêndio causando prejuízos e  danos aos usuários. Em contraste com a vasta experiência acumulada ao longo de décadas em instalações fotovoltaicas (PV) em climas mais temperados, percebe-se os efeitos das temperaturas operacionais extremas e dos níveis extremos de irradiância solar à medida que a absorção de energia FV em grande escala se expande nas regiões do mundo conhecidas como o "cinturão solar". Um desses efeitos é desencadeado por eventos de irradiância solar extrema, que, até recentemente, eram mais objeto de interesse científico do que um problema potencial que afetasse o desempenho das usinas FV (Nascimento, et al., 2019). Os resultados experimentais comprovam que os harmônicos gerados pela ignição e extinção de uma falha de arco podem ser identificados por meio das medições de tensão na fonte de tensão onde os dispositivos de proteção contra falhas de arco (AFCI) estão instalados (Kim et al., 2022). As falhas por arco em sistemas FV, especialmente as falhas por arco em série, estão se tornando mais frequentes. Sem a detecção e interrupção oportunas, esses eventos perigosos têm o potencial de desencadear incêndios catastróficos, representando uma ameaça grave à segurança de indivíduos e propriedades (Lu et al., 2022). À medida que a adoção de sistemas FV cresce, a preocupação com as falhas por arco também aumenta. Essas falhas podem ser desencadeadas por uma série de fatores, incluindo problemas de conexão, danos aos componentes ou mesmo condições ambientais adversas. Quando não são identificadas e tratadas a tempo, as falhas por arco podem resultar em danos substanciais e colocar em risco vidas e bens. Torna-se fundamental que os profissionais da área elétrica, construtores e proprietários de imóveis estejam cientes dessas atualizações e sigam as normas para garantir ambientes mais seguros. A prevenção de incêndios em instalações elétricas é crucial na proteção de vidas e propriedades, e a adoção de tecnologias como os AFCIs desempenha um papel fundamental nesse esforço. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Nas considerações finais, é importante ressaltar a relevância da pesquisa e análise realizadas no âmbito dos sistemas de geração solar FV. Foram identificados vários aspectos significativos que impactam a eficiência, o desempenho e a segurança desses sistemas. Verificou-se que a capacidade de realizar medições e monitorar sistemas em tempo real, como demonstrado com o aplicativo Sun2000, é fundamental para identificar falhas, problemas de desempenho e garantir a segurança do sistema. Isso permite ação imediata e ajuda a evitar problemas mais graves.  Este artigo demonstrou a importância do monitoramento contínuo e da detecção de falhas em sistemas de geração solar FV. A implementação de tecnologias avançadas, como a detecção de arcos elétricos, é fundamental para garantir a segurança e a eficiência desses sistemas. O futuro da energia solar FV depende de pesquisas contínuas, inovação tecnológica e conformidade com as normas e regulamentações. A implementação da IA é uma abordagem promissora para melhorar a segurança contra incêndios em sistemas de energia solar FV. Essa tecnologia oferece soluções eficazes para a detecção precoce de falhas por arco e a ativação de desligamentos rápidos, reduzindo significativamente os riscos associados a incêndios em plantas fotovoltaicas.  Ao analisar as projeções futuras, torna-se importante ressaltar que até 2040, prevê-se que a energia solar fotovoltaica representará aproximadamente 32% da matriz energética global. Além disso, estima-se que cerca de 75% da energia solar será gerada por sistemas de geração distribuída. A geração distribuída, em particular, destaca a tendência de sistemas de energia   descentralizados, nos quais a geração de eletricidade ocorre em pequena escala e próximo aos pontos de consumo.   Isso pode incluir instalações solares em residências, empresas e comunidades, contribuindo para uma rede mais resiliente e sustentável.   A expansão da geração distribuída também reflete a busca por soluções mais descentralizadas e resilientes, reduzindo a dependência de grandes centrais elétricas tradicionais. REFERÊNCIAS  ANEEL. Agência Nacional de Energia Elétrica (2023). Revisão das regras aplicáveis à micro e minigeração distribuída – Resolução Normativa nº 482/2012 Relatório de Análise de Impacto Regulatório nº 003-SRD/SGT/SRM/SRG/SCG/SMA/ANEEL. Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Disponível em: http://www2.aneel.gov.br/cedoc/ren2015687.pdf . Brasil (2022). Lei 14.300, de 06 de janeiro de 2022 : Institui o marco legal da microgeração e minigeração distribuída, o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) e o Programa de Energia Renovável Social (PERS); altera as  Leis nºs 10.848, de 15 de março de 2004 , e  9.427, de 26 de dezembro de 1996 ; e dá outras providências. Disponível em: https://in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-14.300-de-6-de-janeiro-de-2022-372467821 . Brasil. (2023). Portaria nº 515, de 10 de novembro de 2023: Altera a Portaria Inmetro nº 140, de 21 de março de 2022, que aprova o Regulamento Técnico da Qualidade e os Requisitos de Avaliação da Conformidade para Equipamentos de Geração, Condicionamento e Armazenamento de Energia Elétrica em Sistemas Fotovoltaicos – Consolidado. Disponível em: http://sistema-sil.inmetro.gov.br/rtac/RTAC003010.pdf . Gil, A. C. (2017). Como elaborar projetos de pesquisa . 6 ed., São Paulo: Atlas. Kim, M. A., Chun, J., & Shim, H. (2022). Using photovoice with male problematic gamblers to understand their lived story on the path to recovery in South Korea. SAGE Open . Advance online publication.  Lu, S., Sahoo, A., Ma, R., Phung, B.T. (2022). DC Series Arc Fault Detection Using Machine Learning in Photovoltaic Systems: Recent Developments and Challenges. The 8th International Conference on Condition Monitoring and Diagnosis . Jul.. MME. Ministério de Minas e Energia (2023). Micro e Minigeração Distribuída. 29/08. . Disponível em: https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/geracao-distribuida . Nascimento, L.R., Viana, T.S., Campos, R.A., Rüther, R.(2019). Extreme solar overirradiance events: Occurrence and impacts on utility-scale photovoltaic power plants in Brazil. Solar Energy.  v.186, Jul./2019, p.370-381. https://doi.org/10.1016/j.solener.2019.05.008

  • EVENTO MUNDIAL: ENERGY SUMMIT ESTÁ ACONTECENDO NO RIO JANEIRO

    Por: Renato Zimmermann - Mentor e Consultor em Sustentabilidade  O Complexo Cultural Casa das Artes, localizada no coração da Barra da Tijuca na capital do Rio de Janeiro, está sendo o palco do Energy Summit, evento mundial organizado pelo MIT-Massachusetts Institute of Technology. O evento começou nesta segunda-feira, 17 e vai até hoje, 19 de junho, com várias temáticas e atrações voltadas ao mercado energético mundial e brasileiro.  No centro dos debates, claro, está a transição energética.  Mas as temáticas não irão abordar apenas as energias renováveis e limpas.  A energia nuclear também terá um amplo espaço de debates assim como muitos outros setores.  O evento é amplo e nos 3 dias os debates abordarão temas variados envolvendo o setor energético e sua influência sobre o clima, as forças políticas e a interação com o crescimento econômico.  Atrair eventos mundiais para o Brasil que reúnem debatedores e palestrantes com renome internacional é importante para colocar o país como eixo de atenção das discussões do setor.  O Energy Summit 2024, considerado o principal evento de transição energética do mundo. As ações do MIT-Brasil  tem por objetivo trazer desenvolvimento econômico ao país por meio de investimento e aceleração de novas tecnologias e inovações. Este encontro reúne especialistas, líderes governamentais e representantes da indústria para discutir os próximos passos na transição energética e na busca pela sustentabilidade global. Os debates prometem abordar uma série de iniciativas do MIT-Brasil voltadas para o desenvolvimento econômico do Brasil por meio do investimento e aceleração de novas tecnologias e inovações.  Segundo  Hudson Mendonça( a esquerda, na foto),  CEO do Energy Summit,  o objetivo é transformar a capital fluminense no novo “Vale do Silício”. “Focado em energia e sustentabilidade”, comenta.  Além disso,  André Miceli (a direita, na foto) , CEO da MIT Technology Review Brasil, explica que o Rio já possui os elementos básicos para se tornar a capital mundial da transição energética, e o Energy Summit irá ajudar a fazer a mistura completa desses ingredientes. Entre os nomes confirmados estão  Elizabeth Bramson-Boudreau , CEO e editora da MIT Technology Review;  Ted Hu , Gerente Sênior de Licenciamento da MIT Technology Review;  Page Crahan , Gerente Geral do Google X e Tapestry;  Carlos Aros , Editor Executivo do MIT Technology Review Brasil;  Ricardo Cappra , CEO da Cappra Lab;  Amanda Andreone , Gerente Nacional da Genesys. Dentre as atrações, no dia 19 de junho acontecerá a premiação dos destaques do setor.  Um evento disputado uma vez que esta premiação tem status  mundial.  No campo das empresas inovativas, as startups vêm ganhando cada vez mais destaques neste cenário energético, com sua capacidade de construção de um negócio escalável e com soluções muito importante para garantir a justa e descentralizada transição energética. Estas startups são chamadas de “energytechs” pela junção da energia e da tecnologia.  São as “energytechs” que irão levar para a sociedade todas as soluções possíveis neste mercado e assim possibilitar novos cenários.   Uma das empresas competidoras é a Volters, empresa gaúcha fundada em 2.022 pelo empreendedor e engenheiro eletricista, Eduardo Berriel , 44 anos, um porto alegrense apaixonado por inovação e conectar pessoas.  Desta vocação e da percepção que poderia criar uma nova maneira do mercado relacionar os seus agentes, surgiu a ideia de criar uma plataforma onde investidores, geradores de energia elétrica e os consumidores finais poderiam interagir e encontrar soluções customizadas para suas demandas energéticas.  A Volters já participou de outras competições, já tem acumulada prêmios pela sua proposta inovadora.  Agora chegou a vez de buscar um reconhecimento além da fronteira brasileira.  E como este  mesmo ímpeto, outras startups com propostas inovadoras estão competindo na mesma arena pelo reconhecimento internacional, Para estas empresas, o fato de serem selecionadas já é uma conquista. Cada premiação e cada finalista foram cuidadosamente avaliadas pela comissão encarregada da premiação.   E evento se encerra hoje. O cartão postal da Barra da Tijuca com suas belas paisagens abrigou o Energy Summit   durante estes 3 dias.  O evento servirá para mostrar ao mundo que o Brasil vem amadurecendo seu mercado, que está se preparando para as oportunidades trazidas pelas novas tecnologia assim como está se adequando para os desafios trazidos pelas novas legislações e principalmente pela mitigação dos efeitos dos eventos climáticos.  Tudo isto  sem perder de vista a transição energética.

  • A SMA é uma empresa alemã. Há mais de 40 anos, eles têm contribuído para transição energética global

    Um nome que ressoa com energia, inovação e liderança. Hoje, tive o privilégio de testemunhar um momento especial: Henrique Almeida, Sales Director Brazil da SMA Solar Technology AG, nos estúdios do Energy Channel em São Paulo para um podcast cativante. O estúdio estava imbuído de expectativa, e Henrique não decepcionou. Com sua paixão pela energia solar e sua visão clara para o futuro, ele compartilhou insights valiosos sobre o mercado brasileiro e o papel da SMA na revolução energética. Sua atuação é extremamente relevante para o setor, um líder apaixonado, alguém que não apenas entende os números e as tendências, mas também a essência da transformação. Enquanto os microfones captavam suas palavras, Henrique descreveu como a SMA está moldando o cenário energético no Brasil. Ele falou sobre os desafios enfrentados, desde regulamentações até conscientização pública, e como a tecnologia de ponta da SMA está superando essas barreiras. Seus olhos brilhavam quando mencionou projetos solares inovadores, comunidades mais sustentáveis e o impacto positivo que a energia limpa está tendo em nosso país. Que privilégio é receber Henrique Almeida nos estúdios do Energy Channel. A SMA Solar Technology AG está liderando o caminho para um mundo mais sustentável, com Henrique Almeida na vanguarda dessa jornada. A SMA Solar Technology AG é uma empresa alemã especializada em inversores e soluções fotovoltaicas. Há mais de 40 anos, eles têm contribuído para a transição energética global, permitindo que pessoas e empresas aumentem sua independência no fornecimento de energia. Aqui estão alguns destaques: 1. SMA Solar Technology AG: - Inversores e Soluções Fotovoltaicas: A SMA oferece produtos inovadores para gerar, armazenar e usar energia solar em residências, empresas e projetos de grande escala. - Soluções Residenciais: Eles capacitam residências com energia solar, garantindo economia de custos e sustentabilidade. - Soluções Comerciais: Para empresas, a SMA oferece soluções modulares que atendem a todas as necessidades energéticas com precisão e flexibilidade. - Parcerias e Suporte: Colaboram com instaladores de sistemas fotovoltaicos, fornecendo tecnologia de ponta e serviços de suporte. 2. SMA Brasil: - Energia Solar Sustentável: A SMA Brasil oferece soluções para projetos de sistemas fotovoltaicos, garantindo qualidade e vida útil máxima. - Inversores Fotovoltaicos: Oferecem dispositivos para todos os tipos de módulos, desde sistemas residenciais até sistemas comerciais de megawatts.

  • Votação do Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono é Adiada para Esta Quarta

    Na sessão deliberativa desta quarta-feira (19), a votação do projeto de lei que estabelece o marco regulatório para a produção do hidrogênio de baixa emissão de carbono foi transferida. O PL 2.308/2023, que estava previsto como o primeiro item da pauta do Plenário na terça-feira (18), recebeu 20 novas emendas de senadores e teve sua análise adiada. O objetivo desse projeto é definir regras e benefícios para estimular a indústria de hidrogênio combustível no Brasil, contribuindo para a descarbonização da matriz energética brasileira. O que o PL 2.308/2023 propõe? Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono: O projeto cria a Política Nacional do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, que abrange: O Programa Nacional do Hidrogênio. O Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC). O Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio. O Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro). O senador Otto Alencar (PSD-BA) é o relator desse projeto. Incentivos e Vigência: Os incentivos creditícios e tributários do Rehidro terão vigência de cinco anos, com metas e objetivos acompanhados pelo poder público. O Rehidro suspenderá a incidência do PIS/Pasep e da Cofins (inclusive os de importação) sobre a compra de matérias-primas, produtos intermediários, embalagens, estoques e materiais de construção pelos produtores habilitados. Participantes do Rehidro: Além das empresas produtoras de hidrogênio de baixo carbono, também poderão participar do Rehidro: Empresas envolvidas no transporte, distribuição, acondicionamento, armazenamento ou comercialização do produto. Aquelas que produzirem biogás e energia elétrica a partir de fontes renováveis destinadas à produção de hidrogênio. Requisitos e Certificação: O regulamento do Executivo estabelecerá requisitos para a entrada no Rehidro, incluindo investimento mínimo em pesquisa, desenvolvimento e inovação, bem como percentual mínimo de bens e serviços de origem nacional no processo produtivo. O projeto também cria o sistema brasileiro de certificação, que atestará as características do processo produtivo, dos insumos empregados, da localização da produção, das informações sobre o ciclo de vida do hidrogênio e da quantidade de dióxido de carbono emitida. Comitê Gestor e Autorização: As diretrizes para execução das políticas de incentivo serão definidas pelo Comitê Gestor do Programa Nacional do Hidrogênio (Coges-PNH2). O Coges-PNH2 será composto por até 15 representantes de órgãos do Poder Executivo federal, um representante dos estados e do Distrito Federal, um representante da comunidade científica e três representantes do setor produtivo. A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será responsável por autorizar a produção, importação, transporte, exportação e armazenagem de hidrogênio. No entanto, a produção só poderá ser permitida a empresas brasileiras sediadas no país. Conclusão O marco legal do hidrogênio de baixa emissão de carbono visa impulsionar a indústria nacional, promover a transição energética e contribuir para um futuro mais sustentável. A expectativa é que essa legislação incentive investimentos e avanços tecnológicos no setor, alinhando o Brasil às tend

  • Centro de Reparo e Assistência, garante serviços de alta qualidade da SOFAR

    A SOFAR é líder global em soluções solares fotovoltaicas e armazenamento de energia. Fundada em 2013, a empresa é pioneira no fornecimento de inversores solares, sistemas de armazenamento e carregadores de carros elétricos. Sua tecnologia confiável é produzida em uma fábrica ultramoderna na China. Recentemente, a SOFAR investiu em dois centros estratégicos no Brasil: 1. Centro de Treinamento e Showroom na Avenida Paulista: Localizado no próprio prédio da SOFAR, esse espaço moderno oferece treinamentos práticos e apresenta as novas tecnologias aos parceiros e clientes. 2. Centro de Reparo e Assistência em Jacareí, SP: Dedicado ao suporte pós-venda, garante serviços de alta qualidade para os consumidores que escolheram a marca SOFAR. Com esses investimentos, a empresa reforça seu compromisso com a excelência e inovação no setor de energia solar no Brasil.

  • ENERGY ADVISOR: O que é energia ?

    Por Joao Pedro Neves 공동 Partner na RZK Energia A energia é a forma universal de poder que possibilita a transformação de todas as coisas. Desde as vastas rotações das galáxias impulsionadas por reações termonucleares nas estrelas, até os movimentos tectônicos que moldam os oceanos e montanhas na Terra, a energia é fundamental para a transformação e o funcionamento do universo. Na Terra, a energia solar sustenta a vida através da fotossíntese e muitas outras conversões de energia das quais dependemos. A evolução da sociedade humana está intimamente ligada ao aumento da complexidade dos arranjos produtivos e à melhoria da qualidade de vida. Historicamente, aqueles que controlavam as formas mais concentradas e versáteis de conversão de energia tinham uma vantagem significativa. Alfred Lotka, um cientista americano, observou que a seleção natural favorece sistemas que aumentam o fluxo total de energia através deles, enquanto houver matéria e energia disponíveis não utilizadas. A dependência humana de fluxos de energia crescentes está vinculada à inevitável evolução das coisas. A primeira lei da energia estabelece que ela não pode ser criada ou destruída, apenas transformada de uma forma para outra. A segunda lei afirma que, com cada transformação, parte da energia se perde. Friedrich Wilhelm Ostwald, em 1912, resumiu bem essa ideia: "Não desperdice nenhuma energia; faça-a útil." Historicamente, a ligação entre energia e desenvolvimento humano foi reconhecida por Leslie White, que afirmou que o grau de desenvolvimento de uma sociedade é proporcional à quantidade de energia per capita aproveitada e utilizada. Robert Lindsay, em 1975, destacou que o conceito de energia unifica diversos aspectos da existência humana de maneira econômica e poderosa. As formas de energia conhecidas são críticas para a existência humana. O curso da história foi moldado pelos fluxos de energia universal e planetária e seus impactos locais. A gravidade governa as galáxias e sistemas estelares, mantendo a Terra a uma distância habitável do Sol e preservando uma atmosfera adequada. A fusão termonuclear alimenta o Sol, cuja energia chega à Terra como energia eletromagnética, essencial para a vida e os processos naturais. A energia geotérmica, resultante da acumulação gravitacional e decomposição radioativa, impulsiona processos tectônicos que moldam a geografia terrestre. Apenas uma fração mínima da energia solar é convertida em novas reservas de energia pela fotossíntese, sustentando toda a vida na Terra. O metabolismo animal reorganiza nutrientes, mantém funções corporais e temperatura constante, e gera energia mecânica para movimento. Os seres humanos têm expandido os limites físicos através de uma utilização eficiente da energia, tanto interna quanto externamente. No contexto brasileiro, a energia elétrica é um recurso vital, mas enfrenta desafios únicos, como o baixo custo de produção versus os altos preços cobrados devido a mercados não livres e subsídios ineficientes. A democratização da energia é uma tendência global, com foco nos 4 D’s: digitalização, descentralização, descarbonização e democratização. No Brasil, a energia elétrica representa uma oportunidade para disrupção, com potencial para superar barreiras econômicas e tecnológicas. A descarbonização é uma necessidade urgente para evitar a destruição DO planeta, e a geração distribuída (GD) é um exemplo do potencial futuro, caso haja liberdade para inovação. A profissão de Energy Advisor está emergindo como uma realidade necessária para enfrentar esses desafios e promover um ciclo positivo de inovação e desenvolvimento no setor energético. É essencial adquirir conhecimento, exigir políticas adequadas e promover um mercado energético equilibrado e livre. A nova profissão do mercado de energia está aí e já é uma realidade! João Pedro Correia Neves é graduado em Administração de Empresas e MBA na FIA-USP, fez especialização em diversos países como Itália, Estados Unidos (Chicago e São Francisco) e China (onde integrou o grupo de estudo Brasil – China da FIA-USP). Atua no setor elétrico desde 2003 nos segmentos de distribuição, geração, comercialização e gestão de energia, além de ter atuado no setor de telecomunicações. Atuou nos primeiros leilões de energia regulado e na migração do mercado livre para o modelo que existe hoje no pós-apagão. Além disso teve participação na consolidação da operação da Net-Claro-Embratel, nas Olimpíadas 2016, e dentre outras grandes projetos criou o projeto “A Energia da  Claro Brasil ”. Trabalhou na  Duke Energy Corporation , AES (Eletropaulo, Tiete,  Uruguaiana, Brasiliana e AES Sul) e na  Claro Brasil . Hoje é sócio e conselheiro da  RZK Energia   , sócio e fundador da  Sol by RZK   – Internet of People, conselheiro da  ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída 🇧🇷   e do  INEL - Instituto Nacional de Energia Limpa .

  • [Melhoria contínua] Por onde começar na minha empresa integradora?

    No dia a dia do empreendedorismo , o desafio sempre será o de "trocar o pneu com o carro andando". E no caminho de criar condições para que sua empresa torne-se sustentável financeiramente e que sua marca seja reconhecida, alguns percalços precisarão ser vencidos. No dia a dia da concorrência, temos de tudo. Empresas que não prezam pela qualidade de entrega, que praticam margens de lucro predatórias e que nivelam o mercado por baixo em matéria de qualidade. Sua empresa pode estar em estágios diferentes neste momento: já consolidada e reconhecida mas enfrentando desafios de gestão de aspecto mais amplo, por conta de sua estrutura; no meio do caminho, com algum nível de sustentabilidade financeira mas desejando estruturar e, claro, faturar mais, querendo saber como dar o próximo passo. As formas de se colocar em um caminho de diminuição de riscos e custos são várias. Você terá em sua empresa: sua própria experiência, seus sócios, seus colaboradores, consultores que você venha a contratar, entre outras opções. Acredito e estudo muito os modelos de trabalho, ou chamados frameworks. Acredito que, se entendidos e bem colocados na prática, tornam-se atalhos a caminhos que podem tornar-se longos e teóricos demais. Veja este por exemplo. Junto ao tradicional ciclo PDCA, clássico da gestão da qualidade criado na década de 20 nos Estados Unidos, as ações práticas relacionadas a cada fase farão com que sua empresa evolua em todos os aspectos. Mas aí você pergunta: se é um ciclo, por onde começar? Tradicionalmente alguns vão dizer pelo planejamento. Planeja-se primeiro, para executar depois, para que se possa revisar e corrigir. Mas na prática não é assim que a banda toca. Assim como fazer uma faculdade tem (dizem e concordo) pouco a ver com a execução prática da profissão que se escolheu. Na prática, sua reflexão conjunta com seus sócios; as sugestões técnicas de consultores, colaboradores e gestores e outras fontes de informação de sua empresa, podem indicar que: perfeito, vamos melhorar a estratégia e o planejamento, mas temos urgências na área operacional. Precisamos melhorar a qualidade das nossas instalações ou a agilidade das nossas homologações, precisamos de indicadores que mostram se estamos no caminho certo. Portanto, o que costumo conduzir em processos de implantação de metodologia é o paralelismo, ou seja, atuar nas melhorias em paralelo ao ciclo já implantado de venda-operação. O que acha? É melhor o esforço extra no trabalho de encaixar sua empresa no ciclo de melhoria contínua que a solidificará de vez OU a continuação do retrabalho que tenta corrigir, mais uma vez, um problema na instalação da casa de um cliente e que gera a mesma reclamação em outros? Sugestão: comece pelo Check do ciclo. Sua operação já está implantada, certo? Então, com certeza você tem incômodos sobre algo que dá errado de maneira repetida, reclamações internas ou de clientes que se repetem, falta de registros das instalações, falta de disciplina em orientações que foram dadas, entre outras possibilidades. Comece por aí, pela reflexão sobre as falhas. Liste os erros aos quais já tem conhecimento. Em seguida, liste as possíveis alternativas de solução e valide com seu time, colha com eles alternativas que você possa não ter visto. Classifique as opções em: 1 - Custo para implantar, 2 - Complexidade, 3 - Impacto de melhoria na operação (escalas simples de 1 a 5). Defina as ações necessárias para a alternativa escolhida e escolha-a com seu time. Nem sempre a alternativa classificada como menor custo e menor complexidade será a melhor. Se uma opção, por exemplo, com baixo custo e alta complexidade, caso tenha nota 5 no impacto operacional, e maior quantidade de votos entre você e seu time, defina-a como foco e liste as ações necessárias para torná-la realidade. Ao iniciar o ciclo na fase de Checagem e depois na Correção, sua empresa naturalmente terá a oportunidade de planejar e executar melhor. Invista tempo nessa ideia. A melhoria contínua abre as portas de clientes que ainda não haviam olhado para a sua empresa, os novos clientes não reclamarão da sua qualidade, os desafios serão novos (não retrabalhos) e sua empresa terá todas as condições de dar os próximos passos, independentemente do tamanho da sua operação. Todas as empresas, de qualquer tamanho, beneficiam-se do ciclo PDCA, da melhoria contínua que ele traz, do aprendizado permanente e da satisfação crescente de clientes, colaboradores e parceiros. Pense seriamente nisso.

  • 8º Energy Advisor Day: Evento Imperdível do Setor Energético Acontece em 20 de Junho

    No próximo dia 20 de junho, às 18h, o setor energético se reunirá para o aguardado 8º Energy Advisor Day, promovido pela Acesso Energia e RZK Energia. O evento, que será transmitido online, promete trazer uma experiência rica em insights e oportunidades de networking para profissionais e entusiastas do setor. Com um lineup de palestrantes de renome, o Energy Advisor Day abordará as últimas tendências, inovações e desafios do mercado de energia. Entre os convidados confirmados, destacam-se: - Monika Heringer: Executiva com 20 anos de experiência em negócios e parcerias estratégicas. Mestre em Administração de Empresas, doutoranda em Relações Internacionais e especialista em Inovação Tecnológica, Monika é responsável pelo desenvolvimento de negócios internacionais do Instituto Eldorado e investidora em startups. - Alessandra Amaral: Economista formada pela UFRJ com mais de 30 anos de experiência em grandes corporações como Vale, Coca-Cola e Light. Atualmente, é Diretora Executiva da Adelat, representando distribuidoras de energia de sete países da América Latina. - André Luís Michels de Alcântara: Especialista em Inteligência Artificial com 23 anos de experiência. André atua em consultoria de implantação de redes generativas para diversas áreas, como Indústria, Saúde e Telecom. - Maurício Benvenutti: Reconhecido líder de inovação, Maurício vive entre o Brasil, Vale do Silício e Flórida. Sócio e investidor em diversas empresas, ele defende a humanização das relações profissionais e é um forte defensor da inovação tecnológica. Além de palestras inspiradoras, o evento também anunciará o vencedor do Missão Texas, uma competição emocionante que destaca talentos e inovações no setor. Para participar, os interessados devem se inscrever através do link: [https://forms.office.com/r/KKN7GkREad](https://forms.office.com/r/KKN7GkREad). O 8º Energy Advisor Day é uma oportunidade imperdível para se conectar com líderes de opinião e ficar por dentro das últimas novidades do mercado de energia. A organização convida a todos os profissionais e interessados do setor a não perderem esta chance única de aprendizado e networking. Sobre Acesso Energia e RZK Energia: Acesso Energia e RZK Energia são empresas comprometidas com a inovação e desenvolvimento sustentável no setor energético. Com foco em educação, consultoria e soluções tecnológicas, ambas trabalham para transformar e modernizar o mercado de energia no Brasil e no mundo.

  • ONDAS DE CALOR EXTREMO PODEM DANIFICAR MÓDULOS FOTOVOLTAICOS

    STARTUP CEARENSE DESENVOLVE TECNOLOGIA QUE REDUZ A TEMPERATURA NA SUPERFÍCIE DOS MÓDULOS.  Por:  Renato Zimmermann - Mentor e Consultor em Sustentabilidade O recorde de calor no último verão acendeu um alerta no setor eletroenergético. As temperaturas extremas e as ondas de calor que podem durar dias ou semanas, além de provocar uma perda de rendimento dos painéis fotovoltaicos, podem também diminuir a sua vida útil.  A situação climática tende a se repetir em 2024 e nos próximos anos. Estes recordes ocasionam uma dinâmica diferente nos materiais que compõem os módulos (em geral, semicondutores), que sob altas temperaturas, perdem performance de produção energética, provocando uma redução na potência gerada. Para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, o mercado já começa a procurar soluções para evitar danos e perdas no investimento junto aos sistemas já instalados e aos milhões de novos projetos de instalação de usinas solares que serão implantados nos próximos anos. Neste cenário, um inventor e pesquisador cearense de 43 anos, Ismael Mendes, desenvolveu um produto, testando-o por 3 anos para garantir que seu experimento possuía um diferencial entre os demais que já estavam no mercado. Ismael teve uma longa jornada, de Fortaleza no Ceará, em seu minúsculo laboratório de 30m², foi para um espaço maior de 250m², e agora já está de malas prontas para uma nova fábrica de 1.500m², localizada no complexo portuário do Pecém - Ceará.  Com a ajuda de um sócio economista experiente que é fundador de uma indústria automobilística, assim conseguiu melhorar sua estratégia de negócio e desenvolver um planejamento empresarial.  Ismael transformou sua Startup, a QNQ Neoindústria , em um projeto inovador e escalável, recebendo prêmio internacional de peso significativo. Sua jornada começou tempos antes, com a descoberta científica e a escolha de um mercado para aplicá-la, sendo escolhido o setor de energia solar por seu alto crescimento em todo o mundo, sendo um mercado promissor para implantar e aplicar seu produto. O pesquisador Ismael, especialista em manipular soluções químicas e apaixonado pela nanotecnologia, escolheu essa área de energia para levar seu experimento com o intuito de revolucionar o mercado solar. A descoberta foi registrada, mapeada, testada e implementada em projetos pilotos para garantir a sua funcionalidade. Todos os custos e os detalhes foram cuidadosamente avaliados. Após minuciosa análise, foi lançado o primeiro produto, chamado TOPSUN® I: A primeira tecnologia do mundo responsável por diminuir propositalmente a temperatura dos módulos fotovoltaicos em até 8º C. A tecnologia também propõe um ganho de 21,7% em eficiência energética durante 14 dias seguidos, utilizando apenas 50 ml de água por cada módulo fotovoltaico reduzindo o desperdício de água em 100 vezes comparado ao procedimento normal de limpeza, em seguida veio um upgrade com a tecnologia TOPSUN®  II que estende o efeito TERMO REPELENTE  em até 90 dias. Com estas inovações, a QNQ Neoindústria participou do “Future Innovation Summit” 4ª edição nos dias 10 e 11 de outubro de 2023 em Dubai nos Emirados Árabes Unidos, e seu produto TOPSUN® I  e TOPSUN® II foram apresentados na categoria “sustentabilidade”. Com isso, a Startup cearense ganhou o prêmio de “ melhor produto de sustentabilidade do ano de 2023 ”. A startup, que já havia participado do processo seletivo de incubação em 2017 no Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial do Ceará (NUTEC) , onde a mesma foi incubada por 3 anos e em 27 de junho de 2019 recebeu sua graduação. Em 05 de julho de 2022, Ismael foi convidado para apresentar o seu trabalho e descoberta ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações (MCTI)  para ao ministro da época e sua diretoria técnica. Seguindo sua busca para validar a tecnologia inovadora através de um amigo que mora entre Brasil e os Emirados Árabes, lhe apresentou o evento internacional de sustentabilidade onde participou e concorreu em uma seleção entre centenas de outras Startups de tecnologias ao redor do mundo. Hoje, a empresa está finalizando os preparativos para levar sua solução ao mercado brasileiro e mundial.   O produto também foi apresentado no XIX Encontro Regional Ibero-americano  realizado nos dias 21 e 25 de maio de 2023 em Foz do Iguaçu-PR. Abreviadamente denominado “ERIAC” , é o Seminário internacional do Comitê Internacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (CIGRE) , o mais importante evento da “Região Iberoamericana do CIGRE” (RIAC) .  Publicação do artigo científico em um congresso internacional : “Análise Comparativa de Eficiência na Limpeza Nanotecnológica de Painéis Fotovoltaicos” Nesse congresso, foi apresentado os laudos técnicos realizados pelo Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Piauí - UFPI, na figura dos pesquisadores Gabriel Caminha e Felipe Bispo, responsáveis pela condução dos testes e criação da metodologia de pesquisa. No teste piloto, foi comprovado que o efeito Termo Repelente da solução TOPSUN® I é efetivo durante determinado tempo, apresentando os seguintes benefícios: diminuição da temperatura superficial do painel e diminuição de perda energética em comparação aos painéis limpos apenas com água e detergente.   O produto em questão possui duas aplicações, a primeira solução tem por objetivo limpar a superfície do painel, formando uma pré-película com nano cristais e adicionando os efeitos antiaderente, hidro-repelente e termo repelente , preparando o módulo para a segunda aplicação, a película protetora. Essa película é formada por micro cristais e nano fios, formando um macro filme de maior duração e efeito, podendo chegar a 3 meses de eficiência. Se comparado com uma limpeza tradicional das placas solares, feita em média com 5 litros de água por painel e uso de detergente, a aplicação do produto economiza 99% de água por módulo, além de evitar o resíduo do detergente sobre a placa solar e no solo. O produto possui aplicabilidade para projetos em geral e é ideal para usinas de solo com grande quantidade de módulos, onde a eficiência é muito mais visível com significativos resultados econômicos após a aplicação do TOPSUN® I . A aplicação é prática e pode ser feita e de forma manual, semi manual ou robotizada possibilitando ganhos financeiros em larga escala.  Diante das previsões de calor extremo para o próximo verão, encontrar soluções para proteger as células fotovoltaicas e melhorar seu desempenho é crucial para a continuidade na operação de plantas solares de qualquer tamanho e finalidade, um grande desafio imposto ao mercado e também a sociedade, que lida com os impactos ambientais causados pelo desequilíbrio térmico do planeta. Enquanto os maiores fabricantes de painéis solares testam módulos mais resistentes a estas mudanças climáticas, já temos uma solução única vinda da terra do sol, o Ceará - MADE IN BRAZIL .   Responsável: Ismael Mendes. Telefone: +55 85 9 9816-2427 (WhatsApp Business). Telefone: +55 85 9 8917-6196 (WhatsApp Personal). E-mail Personal: ismaelmendespdi@gmail.com E-mail Business: qnqneoindustria@gmail.com Site: www.qnqneoindustria.com Cidade: Fortaleza UF: Ceará.

  • Foi um sucesso a Noite de Gala exclusiva da Huasun HJT, em Xangai com estreia de produtos de perovskita de heterojunção

    A "HUASUN HJT EXCLUSIVE GALA" começou em Xangai na noite de 12 de junho. Mais de uma centena de parceiros da Ásia-Pacífico, Europa, Médio Oriente, África, América do Sul e outras regiões, incluindo proeminentes empresas de energia, EPCs, distribuidores e muito mais, reuniram-se para participar nesta festa única de brilho da heterojunção ao longo do Rio Huangpu. Jimmy Xu , Presidente e CEO da Huasun Energy, deu as boas-vindas calorosamente a todos os participantes em seu discurso de abertura, afirmando: "Em uma era onde a homogeneização de produtos fotovoltaicos é predominante, a Huasun sempre permaneceu comprometida com a inovação no campo da heterojunção (HJT), forjando um caminho extraordinário. Desde a sua criação, Huasun tem se dedicado a fornecer à indústria produtos fotovoltaicos de primeira linha, buscando 'Cinco Excelências': alta eficiência de conversão, alta geração de energia, forte confiabilidade, baixa pegada de carbono e custos mínimos. " Xu apresentou as últimas amostras tandem da Huasun, expressando otimismo para seu lançamento oficial ainda este ano. Ele imaginou que Huasun se tornaria não apenas a maior e mais importante empresa de heterojunção do mundo, mas também a primeira a produzir em massa produtos tandem de perovskita de heterojunção. Xu antecipou a adoção generalizada dos produtos tandem de perovskita HJT da Huasun nos próximos três anos, apresentando maior produção de energia e eficiência para a indústria. É amplamente reconhecido que as células solares de silício cristalino (c-Si) têm um limite de eficiência teórico de 29,4%. Para alcançar eficiências superiores a 35% no futuro, as estruturas tandem são essenciais. As células solares em tandem de perovskita / c-Si podem aumentar a eficiência teórica em até 43%, quebrando o gargalo das células solares c-Si de junção única. Células de heterojunção e estruturas tandem de perovskita possuem vantagens inerentes, e ambas são baseadas em processos de baixa temperatura. A camada transparente de óxido condutor (TCO) na superfície das células de heterojunção permite a incorporação direta de estruturas celulares de perovskita, facilitando o empilhamento eficiente. Juntamente com a alta tensão de circuito aberto característica das células de heterojunção, esta tecnologia tandem possui um potencial significativo para alcançar eficiências mais elevadas. Em seu discurso, o vice-presidente da Huasun, Matthew Jin, agradeceu tanto aos apoiadores de longa data quanto aos novos aliados, observando: "Após quatro anos de esforço dedicado, a Huasun implantou com sucesso produtos HJT em projetos solares em todo o mundo . Agora, estamos à beira da introdução da heterojunção de produtos tandem de perovskita, preparados para oferecer inovações ainda maiores para a indústria. Christian Comes, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Huasun Europe, falou ao público sobre o passado, o presente e o futuro da heterojunção e da energia fotovoltaica. "A tecnologia HJT surgiu no final do século 20, mas enfrentou uma industrialização lenta devido às suas complexidades técnicas. Como empresa líder focada em HJT, a Huasun priorizou investimentos substanciais em P&D desde o seu início, culminando na produção bem-sucedida em larga escala de módulos HJT. Globalmente, entregamos um total acumulado de 5 GW de produtos HJT de alta eficiência em projetos que abrangem mais de 40 países e regiões”. Comes enfatizou o compromisso contínuo da Huasun em demonstrar que os produtos HJT de maior eficiência podem reduzir significativamente o Custo Nivelado de Energia (LCOE) e melhorar a Taxa Interna de Retorno (TIR) ​​para usinas de energia solar. Juntamente com as novas tecnologias, a tecnologia de barramento zero (0BB) da Huasun atraiu considerável interesse dos clientes durante o evento. Aproveitando processos avançados de texturização, a mais recente tecnologia microcristalina bifacial HJT 3.0 e materiais alvo eficientes de baixo custo, combinados com a tecnologia de ponta 0BB e pastas de cobre revestidas com prata com baixo teor de prata, a Huasun alcançou resultados impressionantes. As células G12 apresentam agora uma eficiência média de 26,15% na produção em massa, atingindo até 26,5% no máximo. Apoiada pela inovação tecnológica contínua, a Huasun continua a ultrapassar limites em potência e eficiência. Isto destaca o potencial significativo de eficiência e as amplas aplicações comerciais da tecnologia HJT em todo o mundo. Tracy Hong, Diretora de Suporte Técnico e de Produto de Pré-Vendas da Huasun, elaborou oito vantagens principais da tecnologia 0BB exclusiva da Huasun em comparação com os métodos tradicionais. Hong observou: "É importante destacar o coeficiente de temperatura notavelmente baixo do módulo de -0,24%/°C. Os cálculos indicam que a 65°C, a perda de energia nos módulos 0BB pode ser reduzida em aproximadamente 6W em comparação com os módulos HJT-SMBB convencionais do mesmo tipo, aumentando efetivamente o rendimento energético das centrais elétricas." Atualmente, a Huasun integrou com sucesso a tecnologia HJT 0BB na produção em massa com seus módulos Himalaya Series G12-132 e Everest Series G12R-132, aumentando ainda mais a eficiência e a relação custo-benefício para usinas de energia montadas no solo, bem como projetos comerciais e residenciais em telhados.

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