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  • Artigo 10/12: Engenheiros do Planeta: O Poder das Construtoras Chinesas

    Autor: Daniel Pansarella (Série: O Ecossistema Chinês - 10/12) Se os bancos fornecem o combustível financeiro, as construtoras estatais chinesas são os motores que transformam capital em infraestrutura. Empresas como a CRCC (China Railway Construction Corporation)  e a CSCEC (China State Construction Engineering Corporation)  são muito mais do que empreiteiras. Elas são os braços executores da visão de longo prazo de Pequim , responsáveis por construir não apenas dentro da China , mas em todo o mundo. Artigo 10/12: Engenheiros do Planeta: O Poder das Construtoras Chinesas Desde minha primeira visita à China  em 2016, fiquei impressionado com a velocidade e a escala da construção. Cidades inteiras, redes de trens de alta velocidade, os maiores portos do mundo e pontes que desafiam a engenharia são erguidas em tempo recorde. Essa capacidade é o resultado direto do modelo de ecossistema: planejamento centralizado, financiamento estatal e uma cadeia de suprimentos industrial totalmente integrada. A CRCC , por exemplo, não apenas constrói ferrovias; ela oferece uma solução completa, desde o design e a fabricação dos componentes até a operação e manutenção. Essa integração vertical permite um controle de custos e um cronograma de execução que nenhuma outra nação consegue igualar. Agora, essa expertise está sendo exportada globalmente através da Iniciativa Belt and Road , construindo as artérias logísticas que conectarão a economia mundial à China  no século XXI. Essas empresas são a prova física de que o poder da China  não é apenas digital ou manufatureiro. É um poder tangível, de concreto e aço, que está remodelando a paisagem do nosso planeta. No próximo artigo, veremos como a fusão da expertise em infraestrutura com a liderança em energia limpa cria um tripé de poder quase inabalável. #China #Infraestrutura #Construção #CRCC #BeltandRoad #DesenvolvimentoGlobal #Engenharia Artigo 10/12: Engenheiros do Planeta: O Poder das Construtoras Chinesas

  • PowerShift 2026: tecnologia e dados redefinem o futuro do setor elétrico

    Cobertura especial EnergyChannel — Powered by Thopen Energy A transformação do setor elétrico brasileiro passa cada vez mais pela integração entre energia, tecnologia e dados . Essa foi uma das mensagens centrais debatidas durante o PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 , realizado em 11 de março, em São Paulo. O fórum, organizado pela consultoria Bright Strategies , reuniu reguladores, empresas de energia, especialistas e executivos do setor para discutir os caminhos da modernização do sistema elétrico, a abertura do mercado de energia e o papel crescente da digitalização. Durante o evento, a equipe do EnergyChannel , liderada pelo jornalista Ricardo Honório , realizou entrevistas exclusivas com alguns dos protagonistas da transformação energética no Brasil. Entre eles está Thiago Anacleto , Head Executivo responsável pelas áreas de relações com distribuidoras, conexão, ressarcimentos, assuntos regulatórios e novos negócios  na Thopen Energy . PowerShift 2026: tecnologia e dados redefinem o futuro do setor elétrico A próxima revolução do setor será informacional Durante sua participação no PowerShift, Thiago destacou que o setor elétrico está evoluindo de um modelo tradicional, baseado principalmente em infraestrutura física, para um ecossistema mais complexo e digitalizado . Segundo ele, o setor passa a ser estruturado em três camadas fundamentais : Infraestrutura física  – geração, transmissão e distribuição de energia Camada informacional  – dados, digitalização e sistemas inteligentes Camada de mercado  – onde o consumidor passa a ser protagonista Esse novo modelo reflete a transformação do setor energético global, em que a eletricidade deixa de ser apenas um serviço básico e passa a integrar um ambiente digital de gestão de energia e dados . “A nossa próxima revolução no setor elétrico não será apenas elétrica. Ela será informacional.” A afirmação sintetiza uma das principais tendências discutidas no evento: o crescente papel dos dados energéticos  como um novo ativo estratégico do setor. Tecnologia como pilar estratégico da Thopen Energy Para a Thopen Energy , empresa patrocinadora do PowerShift 2026, a tecnologia é um dos pilares centrais de sua estratégia de crescimento. Segundo Thiago Anacleto, a companhia investe fortemente em inovação para desenvolver soluções capazes de melhorar a experiência do consumidor e ampliar a eficiência do setor. Entre as iniciativas estão: desenvolvimento de plataformas tecnológicas uso de inteligência artificial  na análise de dados energéticos soluções digitais para otimizar processos do setor novos produtos voltados à gestão inteligente de energia Essas ferramentas permitem transformar grandes volumes de dados energéticos em informações estratégicas para empresas e consumidores . “A tecnologia está no DNA da empresa. Trabalhamos com inteligência artificial e plataformas digitais para melhorar nossos produtos e a experiência do consumidor.” Dados energéticos: o novo ativo do setor A digitalização do sistema elétrico abre espaço para um novo tipo de ativo estratégico: os dados energéticos . Com redes inteligentes, medidores digitais e sistemas avançados de monitoramento, o setor passa a gerar grandes volumes de informações sobre consumo, geração e comportamento da rede elétrica. Esses dados podem ser utilizados para: otimizar o consumo de energia desenvolver novos serviços energéticos melhorar a eficiência da rede elétrica criar modelos de negócios baseados em informação Segundo Thiago, empresas que souberem utilizar esse novo ativo terão uma vantagem competitiva importante na próxima fase do setor. Aprendendo com mercados internacionais Durante o PowerShift, especialistas também compartilharam experiências de mercados internacionais que já passaram por processos semelhantes de transformação. Entre os exemplos citados estão: o mercado energético do Texas, nos Estados Unidos modelos europeus como Alemanha e Reino Unido experiências da Austrália no desenvolvimento de novos mercados de energia Esses mercados demonstram como a digitalização, a abertura do mercado e a integração com tecnologia podem criar um setor energético mais dinâmico e inovador . Um evento que conecta visões do futuro da energia Para Thiago Anacleto, o PowerShift 2026  se destacou pela qualidade dos debates e pela diversidade de perspectivas apresentadas. O evento reuniu representantes de diferentes áreas do setor energético, incluindo: reguladores formuladores de políticas públicas empresas privadas novos agentes do mercado especialistas em tecnologia e inovação Essa diversidade permitiu um debate amplo sobre os próximos passos para a modernização do setor elétrico brasileiro . “Foi um evento muito rico em debate, com diferentes players do setor elétrico compartilhando experiências e perspectivas sobre o futuro da energia.” O Brasil diante da nova economia da energia O Brasil reúne condições únicas para liderar a nova economia energética global. Com uma matriz energética altamente renovável, um mercado consumidor de grande escala e um ambiente crescente de inovação tecnológica, o país possui um grande potencial de transformação. No entanto, para alcançar esse nível de sofisticação, será necessário avançar em três pilares principais: modernização regulatória digitalização do sistema elétrico inovação em modelos de negócios Eventos como o PowerShift contribuem justamente para aproximar governo, empresas e especialistas na construção desse futuro energético . EnergyChannel acompanha os protagonistas da transformação energética A cobertura especial do EnergyChannel  no PowerShift 2026 faz parte de uma série de entrevistas com líderes do setor que estão ajudando a definir os próximos passos da transformação energética no Brasil. Nos próximos dias, novas entrevistas e análises serão publicadas trazendo diferentes perspectivas sobre inovação, mercado e tecnologia no setor elétrico. Em um momento de mudanças estruturais profundas, compreender essas transformações torna-se essencial para acompanhar o futuro da energia no Brasil e no mundo . PowerShift 2026: tecnologia e dados redefinem o futuro do setor elétrico

  • ABME nasce para fortalecer o protagonismo feminino no setor de energia.

    Associação Brasileira Mulheres da Energia foi fundada em dezembro de 2025 com foco em liderança, conhecimento técnico e transformação do setor energético. ABME nasce para fortalecer o protagonismo feminino no setor de energia. A Associação Brasileira Mulheres da Energia (ABME)  foi oficialmente fundada em 02 de dezembro de 2025 , com o propósito de fortalecer o protagonismo feminino no setor energético brasileiro, promover o desenvolvimento profissional, incentivar a diversidade nos espaços de decisão e contribuir de forma qualificada para os debates técnicos, regulatórios, institucionais e de sustentabilidade que moldam o futuro da energia no país. A estruturação da ABME, bem como sua formalização jurídica junto ao cartório, foi conduzida por Zilda Costa,  que, na mesma data, foi eleita conforme o Estatuto Social e tomou posse como Presidente Executiva da Associação. Desde sua fundação, a ABME  nasce com uma governança sólida, representativa e alinhada às melhores práticas institucionais. No dia 09 de fevereiro de 2026 , foi realizada a primeira Assembleia Geral da ABME , ocasião em que foram oficializados os membros do Conselho e da Diretoria, consolidando a estrutura de governança da entidade e fortalecendo sua atuação institucional. Diretoria Executiva Angela Livino  – Vice-Presidente Executiva; Elusa Moreira  – Diretora Jurídica; Clarissa Zomer – Diretora de Integração de Energia e Arquitetura; Juliana Ulian  – Diretora de Marketing e Comunicação; Karina Martins – Diretora Sustentabilidade e Regulação Setor Elétrico; Mariana Galhardo  – Diretora de Empreendedorismo e Carreiras; Milena Rosa  – Diretora de Ações Sociais e Voluntariado; Silvia Resende  – Diretora de Tecnologia. Conselho Fiscal  Desire Tamberlini – Conselheira Fiscal; Régia Moreira – Conselheira Fiscal Valcleia Lima – Conselheira Fiscal. Conselho Deliberativo Alessandra Torres  – Vice-Presidente do Conselho; Renata Beckert Isfer – Conselheira Deliberativa; Simone Suarez  – Conselheira Deliberativa; Talita Porto  – Conselheira Deliberativa; Membros Beneméritos e Honorários Marisete Dadald  – Membra Honorária. Formada por executivas, engenheiras, advogadas, pesquisadoras, empreendedoras e lideranças com atuação em diferentes segmentos da cadeia energética, como geração, transmissão, distribuição, comercialização, energias renováveis, regulação, planejamento, inovação e sustentabilidade, a ABME  se posiciona como um espaço plural e técnico, que valoriza a experiência, o conhecimento e a diversidade de trajetórias femininas no setor. A atuação da ABME  está estruturada em frentes estratégicas que incluem: Promoção de debates técnicos e regulatórios; Estímulo à formação e ao desenvolvimento de lideranças femininas; Incentivo ao empreendedorismo e à construção de carreiras no setor de energia; Apoio à transição energética justa e sustentável; Articulação institucional com agentes públicos, privados, academia, institutos federais, demais associações e da sociedade civil. Além de sua atuação institucional, a ABME  também se propõe a ser uma rede ativa de conexões, troca de conhecimento e geração de impacto, apoiando iniciativas, eventos, fóruns e projetos que ampliem o acesso à informação e fortaleçam a presença feminina em posições de liderança no mercado energético. Ao reunir mulheres que atuam diretamente na construção do presente e do futuro da energia no Brasil, a ABME  reafirma seu compromisso com a ideia de que diversidade de gênero e de raça, conhecimento e energia caminham juntos para o desenvolvimento sustentável do país. Mais informações: Telefone Oficial ABME: (11) 99694-9097  E-mail: adm@abme.eco.br Assessoria de Imprensa:  elys.marina@ghmsolutions.com.br Site: www.abme.eco.br ABME nasce para fortalecer o protagonismo feminino no setor de energia.

  • ABREN participa de debate sobre o potencial do biogás, do biometano e de combustíveis sintéticos para atender mercado europeu em diálogo multissetorial no MDIC

    Brasília, 11 de março de 2026  – A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) participou, na última sexta-feira, 06 de março, do II Diálogo Multissetorial: Brasil como Fornecedor Estratégico de Combustíveis Sintéticos Derivados de Resíduos para o Mercado Europeu , sediado no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) , na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF).  ABREN participa de debate sobre o potencial do biogás, do biometano e de combustíveis sintéticos para atender mercado europeu em diálogo multissetorial no MDIC O evento foi organizado pela Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV)  e pelo Departamento de Bioindústria e Insumos Estratégicos da Saúde (DEBIO) , em cooperação com a GIZ – Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit , reunindo representantes do governo, associações setoriais, empresas e especialistas em bioenergia, biogás e combustíveis sustentáveis.  A ABREN foi representada por seu presidente-executivo, Yuri Schmitke , que apresentou dados sobre o potencial brasileiro de produção de biogás, biometano e combustíveis sintéticos a partir de resíduos urbanos, agroindustriais e industriais, destacando oportunidades de cooperação internacional e investimentos no setor, especialmente os que ocorreram no projeto European Union Climate Dialogues (EUCD), implementado em 2024 e 2025 e que trouxeram avanços significativos para o setor.  O encontro teve como objetivo promover um diálogo técnico e estratégico sobre o potencial de resíduos biogênicos e recursos renováveis do Brasil  para a produção de combustíveis sintéticos e e-fuels voltados ao mercado internacional, especialmente a União Europeia. A iniciativa buscou consolidar estimativas de volumes de resíduos, composição de matérias-primas e oportunidades tecnológicas para posicionar o Brasil como fornecedor global de combustíveis sustentáveis derivados de biomassa e resíduos.  Durante o evento, foram apresentados números que demonstram o crescimento acelerado da bioenergia no Brasil. O setor de etanol de milho , representado pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), destacou que a produção brasileira de milho saltou de 82,57 milhões de toneladas para aproximadamente 140 milhões de toneladas nos últimos sete anos , criando novas rotas de biomassa para a produção de biocombustíveis e biogás. Além disso, o país já conta com 27 biorrefinarias de etanol de milho em operação , 16 com autorização de construção  e 14 projetos adicionais planejados , consolidando um parque industrial em rápida expansão.  Os dados apresentados indicam que a cadeia do etanol de milho também gera importantes subprodutos energéticos. A partir de 1.000 kg de milho processados , é possível produzir cerca de 440 litros de etanol , além de subprodutos como 212 kg de DDGS (proteína para ração), 19 kg de óleo de milho e cerca de 151 kWh de eletricidade , demonstrando o potencial de integração entre bioenergia, alimentos e combustíveis sustentáveis.  Outro destaque foi o crescimento do mercado de biogás e biometano no Brasil , apresentado como um dos pilares da transição energética. O país possui um potencial técnico estimado de aproximadamente 84,6 bilhões de Nm³ de biogás por ano , proveniente principalmente dos setores sucroenergético, agroindustrial e de resíduos orgânicos. Apesar desse enorme potencial, a produção efetiva ainda representa cerca de 5,6% desse total , com aproximadamente 4,7 bilhões de Nm³ por ano produzidos atualmente por 1.633 plantas de biogás registradas  no país.  O panorama apresentado indicou que os principais substratos para produção de biogás incluem palha de cana, bagaço, vinhaça, resíduos agroindustriais e dejetos animais , que juntos representam grande parte do potencial nacional. Somente os setores sucroenergético e agroindustrial respondem por cerca de 92% do potencial total de biogás do Brasil , evidenciando o papel estratégico da agricultura e da agroindústria na transição energética.  Representantes do setor também destacaram que o Brasil possui um potencial ainda maior quando considerados todos os fluxos de resíduos orgânicos disponíveis. Estimativas indicam um potencial superior a 216 milhões de m³ de biogás por dia , distribuídos entre diferentes cadeias produtivas, incluindo 110,2 milhões de m³/dia provenientes do setor sucroenergético, 59,3 milhões de m³/dia da proteína animal, 34,9 milhões de m³/dia da produção agrícola e 11,5 milhões de m³/dia do saneamento .  Outro segmento relevante apresentado foi o da reciclagem de resíduos de origem animal , que representa uma importante fonte de carbono biogênico para combustíveis avançados. O setor conta com 471 indústrias registradas no Brasil , processando mais de 13 milhões de toneladas de resíduos por ano , gerando matérias-primas energéticas como sebo e gorduras utilizadas na produção de biodiesel e combustíveis sustentáveis. Em 2025, o Brasil exportou 926.594 toneladas de produtos da reciclagem animal , movimentando aproximadamente US$ 770 milhões  em exportações.  As discussões também abordaram o crescimento da demanda internacional por SAF – Sustainable Aviation Fuel  e combustíveis sintéticos, impulsionada por políticas europeias como o ReFuelEU Aviation , que estabelece metas obrigatórias de uso crescente de combustíveis sustentáveis na aviação. As estimativas apresentadas indicam que a demanda por SAF na União Europeia poderá ultrapassar 100 milhões de toneladas até 2050 , abrindo uma nova fronteira de mercado para combustíveis produzidos a partir de resíduos e carbono biogênico.  Nesse contexto, Schmitke destacou que “ o Brasil possui vantagens competitivas únicas para liderar a produção de combustíveis sintéticos e biocombustíveis avançados. A combinação de abundância de biomassa, grande produção agrícola, disponibilidade de resíduos orgânicos e crescente capacidade industrial cria um ambiente favorável para investimentos em tecnologias como digestão anaeróbia, produção de biometano, síntese Fischer-Tropsch, rotas Alcohol-to-Jet e produção de e-SAF a partir de biogás e hidrogênio verde ” . Segundo o presidente da ABREN, a valorização energética de resíduos urbanos e agroindustriais pode transformar passivos ambientais em vetores estratégicos de descarbonização , além de gerar novas cadeias industriais e oportunidades de investimento. Ele destacou que a integração entre setores como saneamento, agroindústria, resíduos urbanos e bioenergia pode posicionar o Brasil como um dos principais fornecedores globais de combustíveis sustentáveis e produtos derivados de carbono renovável. O debate concluiu que o país reúne condições para se tornar um hub internacional de combustíveis sustentáveis e combustíveis sintéticos baseados em resíduos , atraindo investimentos, promovendo a economia circular e contribuindo para a descarbonização de setores difíceis de eletrificar, como a aviação e o transporte pesado. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil.  A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram  e YouTube  da associação. ABREN participa de debate sobre o potencial do biogás, do biometano e de combustíveis sintéticos para atender mercado europeu em diálogo multissetorial no MDIC

  • PowerShift 2026 - A revolução do consumidor de energia: como a abertura do mercado pode transformar o setor elétrico brasileiro

    Por Ricardo Honório — Especial para o EnergyChannel Cobertura Especial — Powered by Thopen Energy PowerShift 2026 - A revolução do consumidor de energia: como a abertura do mercado pode transformar o setor elétrico brasileiro A transformação do setor elétrico brasileiro entrou definitivamente em uma nova fase. A expansão das energias renováveis, a digitalização das redes e a abertura progressiva do mercado estão alterando profundamente a forma como a energia é produzida, comercializada e consumida no país. Esses foram alguns dos principais temas debatidos durante o PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 , realizado no dia 11 de março, em São Paulo , reunindo especialistas, executivos, reguladores e formuladores de políticas públicas para discutir os caminhos da modernização do setor elétrico. Organizado pela Bright Strategies , o fórum se consolidou como um dos principais espaços de debate sobre transição energética, digitalização do sistema elétrico e evolução do mercado de energia no Brasil . PowerShift 2026 - A revolução do consumidor de energia: como a abertura do mercado pode transformar o setor elétrico brasileiro A equipe do EnergyChannel , liderada pelo jornalista Ricardo Honório , realizou a cobertura completa do evento com entrevistas exclusivas com alguns dos protagonistas que estão moldando o futuro da energia no país . A cobertura especial conta com o apoio da Thopen Energy , empresa que vem contribuindo para fomentar o debate estratégico sobre inovação, tecnologia e transformação do setor energético. Entre os entrevistados está Isabela Sales Vieira , Diretora de Programa da Secretaria Executiva do Ministério de Minas e Energia , que participou de um dos painéis do evento discutindo o futuro do consumidor de energia e a abertura do mercado elétrico brasileiro . O novo papel do consumidor no setor elétrico Durante a entrevista ao EnergyChannel, Isabela destacou que o setor elétrico brasileiro está passando por uma mudança estrutural importante: o consumidor deixa de ser apenas um usuário passivo e passa a ter um papel mais ativo e protagonista dentro do mercado de energia . Historicamente, o consumidor tinha poucas opções em relação ao fornecimento de eletricidade, estando vinculado diretamente à concessionária de distribuição da sua região. Esse cenário começa a mudar com a abertura progressiva do mercado. “Durante muito tempo o consumidor foi um agente passivo no setor elétrico. Agora ele quer ter mais protagonismo e mais participação nas decisões sobre o seu consumo de energia.” Essa transformação é uma das bases do novo modelo energético que está sendo construído no país. A nova lei que abre o mercado de energia Um dos marcos mais importantes dessa transformação foi a aprovação da Lei nº 15.269 , publicada no final de 2025, que estabelece o cronograma para a abertura do mercado de energia para consumidores de baixa tensão. Segundo Isabela Sales Vieira, essa mudança cria um novo horizonte para milhões de consumidores brasileiros. A partir das novas regras: consumidores comerciais e industriais de baixa tensão poderão escolher seus fornecedores de energia já nos próximos anos a partir de 2028 todos os consumidores brasileiros, inclusive residenciais, poderão escolher de quem comprar energia Isso significa que, no futuro próximo, consumidores poderão contratar energia de diferentes fornecedores, independentemente da distribuidora responsável pela rede elétrica da sua região. “A partir de 2028 todos os consumidores, inclusive residenciais, poderão escolher o fornecedor de energia. Isso muda completamente a relação entre o consumidor e o setor elétrico.” Mesmo com a escolha do fornecedor, a distribuidora continuará responsável pela infraestrutura de distribuição que leva a energia até as casas e empresas. Um novo ecossistema de serviços energéticos Com a abertura do mercado, o fornecimento de eletricidade deixa de ser apenas uma commodity e passa a integrar um ecossistema mais amplo de serviços energéticos . Segundo Isabela, a competição entre fornecedores deve estimular o surgimento de novos produtos, serviços e soluções tecnológicas voltadas ao consumidor. Entre essas soluções estão: medidores inteligentes tarifas dinâmicas que variam ao longo do dia integração com eletrodomésticos inteligentes gestão inteligente de consumo energético carregamento otimizado de veículos elétricos armazenamento de energia em baterias residenciais Esse novo modelo permitirá que consumidores utilizem energia de forma mais eficiente, escolhendo horários de menor custo e adaptando seus hábitos de consumo. “O futuro que a gente espera é de um consumo muito mais inteligente, eficiente e conectado com a tecnologia.” Digitalização: a base da nova economia da energia Outro elemento central da transformação do setor é a digitalização do sistema elétrico . Segundo Isabela Sales Vieira, a abertura total do mercado até poderia ocorrer sem uma digitalização profunda, mas os benefícios seriam muito mais limitados. A digitalização permite que dados de consumo sejam coletados e analisados em tempo real, gerando informações que ajudam consumidores e empresas a tomar decisões mais eficientes. Nesse novo cenário, dados energéticos passam a ser um dos ativos mais importantes do setor elétrico . Eles permitem: melhorar a experiência do consumidor otimizar o uso da rede elétrica criar novos serviços digitais aumentar a eficiência energética Sem essa infraestrutura digital, o consumidor até poderia trocar de fornecedor, mas não teria acesso à nova geração de serviços energéticos. A inspiração em outros setores da economia Durante a entrevista ao EnergyChannel, Isabela comparou a transformação do setor elétrico com mudanças que já aconteceram em outras indústrias, como telecomunicações e serviços financeiros. No passado, consumidores tinham pouca liberdade para escolher serviços de telefonia ou bancos. Com a abertura e a digitalização desses setores, surgiram novos modelos de negócios e uma grande expansão de serviços. O mesmo movimento pode acontecer agora com a energia. “O que a gente espera é que os novos fornecedores tragam também novos serviços, uma nova experiência para o consumidor.” Assim como ocorreu com os bancos digitais e com a telefonia móvel, a competição tende a estimular inovação e ampliar as opções disponíveis para os consumidores. Impactos econômicos da abertura do mercado A abertura do mercado também pode gerar efeitos positivos para a economia. Com mais empresas competindo no fornecimento de energia, aumenta o número de players atuando no setor, estimulando investimentos e inovação. Segundo especialistas, o mercado pode passar de algumas dezenas de empresas relevantes para centenas ou até milhares de participantes em diferentes segmentos do setor energético . Esse movimento pode impulsionar: novos modelos de negócios startups de tecnologia energética serviços digitais voltados ao consumidor soluções de eficiência energética Ao mesmo tempo, consumidores passam a ter mais liberdade para escolher serviços e fornecedores que melhor atendam às suas necessidades. Thopen Energy e o apoio ao debate sobre o futuro da energia A edição 2026 do PowerShift  contou com o apoio da Thopen Energy , empresa que vem ampliando sua atuação no ecossistema energético e incentivando discussões estratégicas sobre inovação e modernização do setor. Ao apoiar iniciativas como o PowerShift, a empresa contribui para fortalecer o diálogo entre governo, indústria e especialistas sobre os caminhos da transição energética no Brasil. EnergyChannel acompanha os protagonistas da transformação energética A cobertura especial do EnergyChannel  no PowerShift 2026  faz parte de uma série editorial dedicada a acompanhar os principais debates que estão moldando o futuro do setor energético. Nos próximos dias, o portal publicará novas entrevistas exclusivas com líderes do setor , trazendo análises e perspectivas sobre os desafios e oportunidades da nova economia da energia. Em um momento em que o setor elétrico vive mudanças estruturais profundas, acompanhar essas discussões é essencial para compreender como será o sistema energético brasileiro nas próximas décadas . PowerShift 2026 - A revolução do consumidor de energia: como a abertura do mercado pode transformar o setor elétrico brasileiro

  • PowerShift 2026 - O momento da consolidação: como o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase da transição energética

    Por Ricardo Honório — Especial para o EnergyChannel - Cobertura Especial — Powered by Thopen Energy PowerShift 2026 - O momento da consolidação: como o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase da transição energética A transformação do setor energético global já deixou de ser uma previsão para se tornar realidade. Nos últimos anos, a expansão acelerada das energias renováveis, o avanço da digitalização das redes elétricas e a emergência de novos modelos de negócio vêm redefinindo profundamente a forma como energia é produzida, distribuída e consumida. No Brasil, esse processo ganha contornos particularmente estratégicos. PowerShift 2026 - O momento da consolidação: como o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase da transição energética Com uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo e um mercado de escala continental, o país se posiciona como um dos potenciais protagonistas da nova economia da energia. Foi exatamente esse cenário que norteou os debates do PowerShift – O Futuro da Energia em Debate 2026 , realizado no dia 11 de março, em São Paulo , reunindo algumas das principais lideranças do setor elétrico brasileiro para discutir os caminhos da modernização do sistema energético. PowerShift 2026 - O momento da consolidação: como o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase da transição energética Organizado pela consultoria estratégica Bright Strategies , o evento consolidou-se como um dos fóruns mais relevantes do país para o debate sobre transformação do mercado elétrico, abertura do setor, inovação tecnológica e evolução do papel do consumidor de energia . Durante todo o encontro, a equipe do EnergyChannel  esteve presente realizando uma cobertura especial com entrevistas exclusivas com executivos, especialistas e líderes que estão ajudando a moldar o futuro da energia no Brasil . A cobertura contou com o apoio da Thopen Energy , empresa que vem ampliando sua presença no ecossistema energético e apoiando iniciativas voltadas à inovação e à transformação do setor. Mais do que um evento setorial, o PowerShift tornou-se um espaço estratégico de reflexão sobre a próxima fase da transição energética brasileira . E essa próxima fase pode ser resumida em uma palavra: consolidação . PowerShift 2026 - O momento da consolidação: como o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase da transição energética A nova etapa da transição energética Nos últimos anos, o setor energético viveu uma expansão intensa de novos projetos, especialmente no campo das energias renováveis. A energia solar e a eólica cresceram em ritmo acelerado, ampliando a diversificação da matriz elétrica brasileira, historicamente dominada pela geração hidrelétrica. Essa transformação começa agora a entrar em uma nova etapa: a fase de implementação e consolidação dos projetos estruturados na última década . Foi exatamente esse diagnóstico que destacou Pedro Dante , sócio da área de energia do Lefosse Advogados , durante entrevista concedida ao EnergyChannel no evento. Segundo ele, o setor entra em um novo ciclo. “O setor de energia entra em 2026 como um ano de consolidação. Tivemos um crescimento muito grande das renováveis nos últimos anos. A matriz energética do Brasil, assim como a do mundo, mudou significativamente.” Com hidrelétricas ainda desempenhando papel central e com o crescimento consistente da energia solar e eólica, o Brasil construiu uma das matrizes elétricas mais limpas do planeta . O desafio agora passa a ser outro. O consumidor no centro do novo mercado de energia Se no passado o sistema elétrico era estruturado a partir de grandes agentes geradores, transmissores e distribuidores, o futuro do setor dependerá cada vez mais da participação ativa do consumidor. Essa mudança foi um dos temas centrais do PowerShift 2026 . Para Pedro Dante, a transformação energética só se completa quando o consumidor passa a fazer parte do sistema de forma mais ativa. “O setor se estruturou muito bem em geração, transmissão e comercialização. Mas agora precisamos trazer o consumidor de energia efetivamente para dentro do setor.” A abertura gradual do mercado livre de energia, aliada ao crescimento da geração distribuída e das tecnologias digitais, começa a alterar esse paradigma. Consumidores passam a ter mais opções para contratar energia, produzir parte de sua própria eletricidade ou aderir a novos modelos de serviços energéticos. Essa mudança representa uma transformação profunda no modelo tradicional do setor elétrico. Um setor que precisa aprender a pensar como varejo Historicamente, o setor de energia no Brasil operou em um ambiente predominantemente corporativo. As negociações eram feitas entre grandes empresas geradoras, comercializadoras e grandes consumidores industriais. Agora, com a ampliação do acesso ao mercado de energia, surge um desafio que o setor ainda está aprendendo a enfrentar: a lógica do varejo energético . Segundo Pedro Dante, essa mudança exige novas competências. “O setor de energia foi muito acostumado a não precisar pensar em varejo. Agora, com a abertura do mercado e a expansão da geração distribuída, surge a necessidade de prospectar consumidores.” Essa transição envolve desafios relevantes. O Brasil possui uma dimensão continental, com diferentes níveis de informação e maturidade de mercado entre consumidores. Transformar consumidores tradicionalmente passivos em participantes ativos do mercado energético exige educação, tecnologia e novos modelos de relacionamento . Energia como plataforma de serviços Outro elemento central na transformação do setor é a convergência entre energia, tecnologia e serviços digitais. Nos mercados mais avançados do mundo, empresas de energia vêm se transformando em plataformas integradas de serviços energéticos . Isso inclui soluções como: monitoramento inteligente de consumo armazenamento de energia mobilidade elétrica integração com casas inteligentes redes inteligentes (smart grids) gestão energética baseada em dados Nesse cenário, a eletricidade deixa de ser apenas um produto e passa a funcionar como infraestrutura para uma nova economia digital e sustentável . O papel da tecnologia na transformação do setor Durante a entrevista ao EnergyChannel, Pedro Dante também compartilhou experiências recentes em mercados internacionais que ilustram essa transformação. Entre elas está o caso da empresa britânica Octopus Energy , considerada uma das companhias mais inovadoras do setor energético global. A empresa ganhou destaque ao desenvolver uma plataforma tecnológica capaz de integrar serviços energéticos, gestão de consumo e relacionamento digital com milhões de clientes. Segundo Dante, o diferencial está justamente na origem tecnológica do modelo. “Muitas dessas empresas não nasceram como empresas de energia, mas como empresas de tecnologia.” Esse tipo de abordagem demonstra que a próxima grande revolução do setor energético pode vir da integração entre energia, dados e plataformas digitais . Parcerias entre setores podem acelerar a transformação Uma das tendências observadas no mercado brasileiro é o surgimento de parcerias entre empresas de energia e grandes companhias de outros setores. Entre elas: bancos telecomunicações varejo tecnologia Essas empresas possuem acesso direto a milhões de consumidores e podem desempenhar um papel importante na expansão do mercado energético. Segundo Pedro Dante, essa convergência pode acelerar a transformação do setor. “A grande capacidade comercial pode não vir necessariamente do setor de energia, mas de grandes marcas que já têm relacionamento direto com o consumidor.” Esse movimento pode criar um novo ecossistema energético integrado a serviços digitais, financeiros e tecnológicos . Um país com potencial energético único Apesar dos desafios, o cenário para o Brasil continua extremamente promissor. O país reúne fatores raros no cenário internacional: abundância de recursos naturais matriz energética renovável expansão da energia solar e eólica grande mercado consumidor capacidade de inovação tecnológica Combinados, esses elementos posicionam o Brasil como um dos mercados energéticos mais estratégicos do mundo nas próximas décadas . Segundo especialistas, a próxima fase da transformação dependerá da capacidade do país de integrar tecnologia, regulação e novos modelos de negócios . Thopen Energy e o apoio ao ecossistema de inovação energética A edição 2026 do PowerShift  contou com o apoio da Thopen Energy , empresa que vem ampliando sua atuação no setor energético e apoiando iniciativas voltadas ao debate estratégico sobre inovação e transformação do mercado. Ao incentivar fóruns que reúnem reguladores, especialistas e empresas, a companhia contribui para fortalecer o diálogo necessário para a evolução do setor elétrico brasileiro. EnergyChannel acompanhando a transformação da energia A cobertura especial do EnergyChannel  no PowerShift 2026  faz parte de uma série editorial dedicada a acompanhar os principais movimentos que estão redefinindo o setor energético no Brasil e no mundo. Nos próximos dias, o portal publicará novas entrevistas exclusivas realizadas durante o evento , trazendo a visão de executivos, especialistas e formuladores de políticas públicas sobre os desafios e oportunidades da nova economia da energia. Em um momento em que o setor vive mudanças estruturais profundas, acompanhar esses debates torna-se essencial para compreender como será o futuro da energia nas próximas décadas . PowerShift 2026 - O momento da consolidação: como o setor elétrico brasileiro entra em uma nova fase da transição energética

  • Empoderamento Profissional: Como se Posicionar em um Mercado de Alta Competitividade

    O mercado mudou. E mudou profundamente. Empoderamento Profissional: Como se Posicionar em um Mercado de Alta Competitividade Vivemos uma era em que tecnologia, velocidade da informação e inovação transformam constantemente as relações de trabalho, os modelos de negócio e a forma como profissionais se posicionam no mundo. Nesse cenário altamente competitivo, permanecer relevante deixou de ser apenas uma questão de experiência. Hoje, exige aprendizado contínuo, adaptação, visibilidade e posicionamento estratégico. Empoderamento profissional não é apenas ocupar um cargo ou ter um título. É compreender o próprio valor, construir autoridade e desenvolver a capacidade de se reinventar ao longo do tempo. E essa é uma jornada que precisa ser construída todos os dias. A evolução profissional ao longo do tempo. Quando iniciei minha trajetória profissional, o mundo do trabalho era completamente diferente do que vemos hoje. Era uma época em que muitos processos ainda eram feitos manualmente. Pedidos comerciais eram escritos à mão, utilizando papel carbono para gerar cópias. Planilhas eram preenchidas manualmente, comunicações aconteciam por telefone fixo e grande parte das negociações dependia de encontros presenciais. A tecnologia ainda não fazia parte do cotidiano profissional da forma como acontece hoje. Ao longo dos anos, acompanhei, e vivi uma verdadeira revolução no ambiente de trabalho. Vieram os computadores, os sistemas digitais, a internet, os smartphones, as plataformas online, a automação de processos e, mais recentemente, a inteligência artificial. Cada uma dessas transformações exigiu adaptação, aprendizado e abertura para o novo. Quem não evolui com o mercado, inevitavelmente fica para trás. Empoderamento profissional significa assumir protagonismo sobre a própria carreira. Não se trata apenas de ocupar um espaço, mas de construir relevância no mercado. Isso envolve desenvolver competências, ampliar conhecimento, fortalecer networking e construir uma marca pessoal sólida. Hoje, mais do que nunca, o profissional precisa entender que sua carreira é também uma marca. E marcas precisam de posicionamento. Em um mercado cada vez mais competitivo, competência técnica continua sendo fundamental. Mas ela já não é suficiente. O profissional que deseja se destacar precisa desenvolver marca pessoal . Marca pessoal não significa autopromoção vazia. Significa demonstrar, de forma consistente, quem você é, o que você sabe fazer e qual valor entrega ao mercado. Isso se constrói através de: posicionamento claro comunicação consistente presença profissional compartilhamento de conhecimento relacionamento com o mercado Hoje, profissionais não competem apenas por vagas ou contratos. Eles competem por visibilidade e relevância. Outro fator essencial no empoderamento profissional é o networking. Muitas oportunidades não surgem em anúncios ou processos formais. Elas surgem nas conexões, nas conversas, nos encontros profissionais e nas relações de confiança construídas ao longo do tempo. Networking não significa apenas conhecer pessoas. Significa construir relações genuínas , baseadas em troca de conhecimento, colaboração e credibilidade. Ao longo da minha trajetória, o networking sempre foi um dos pilares mais importantes da construção de oportunidades. Relacionamentos profissionais abrem portas que muitas vezes o currículo sozinho não abre. Se no passado a reputação profissional circulava apenas no ambiente físico, hoje ela também se constrói no ambiente digital. Plataformas profissionais, produção de conteúdo e participação em eventos se tornaram ferramentas estratégicas para fortalecer presença e autoridade. A visibilidade hoje faz parte do posicionamento profissional. Não basta apenas fazer um bom trabalho. É preciso que o mercado saiba que você faz. Profissionais que compartilham conhecimento, experiências e visão de mercado ampliam sua influência e fortalecem sua reputação. Independentemente da área de atuação, desenvolver habilidade de abordagem comercial tornou-se um diferencial importante. Saber apresentar ideias, negociar, construir propostas de valor e identificar oportunidades de negócio são competências cada vez mais valorizadas. Profissionais bem-sucedidos não apenas executam tarefas. Eles também sabem gerar oportunidades . Essa capacidade de enxergar soluções, identificar demandas e conectar pessoas e projetos é um dos pilares da competitividade profissional. Talvez o maior desafio do mundo atual seja manter-se atualizado. O conhecimento se transforma rapidamente. Tecnologias surgem, modelos de negócio evoluem e novas competências passam a ser exigidas pelo mercado. Por isso, investir em educação nunca foi tão importante. Mesmo após décadas de experiência profissional, decidi continuar estudando. Estou cursando faculdade de Gestão Comercial e concluindo cursos complementares que me permitem acompanhar as transformações tecnológicas e estratégicas do mercado. Ferramentas digitais e inteligência artificial fazem parte do meu cotidiano profissional. Me demonstra uma convicção que considero fundamental: não existe idade para aprender, existe apenas a decisão de continuar evoluindo. Existe um  mito no mercado de que inovação pertence apenas às novas gerações. Mas a realidade mostra algo diferente. Experiência e inovação podem e devem, caminhar juntas. Profissionais que acumulam trajetória, conhecimento prático e capacidade de adaptação tornam-se extremamente valiosos para o mercado. Eles possuem visão estratégica, maturidade para tomada de decisão e capacidade de interpretar mudanças com profundidade. Quando essa experiência se soma à abertura para aprender novas tecnologias e metodologias, cria-se um perfil profissional altamente competitivo. Chegar aos 57 anos ativa, estudando, aprendendo novas tecnologias e participando de mercados inovadores não é apenas uma conquista pessoal. É também uma prova de que o verdadeiro diferencial competitivo não está apenas na idade ou no tempo de carreira. Está na atitude diante da evolução do mundo . Competitividade hoje significa curiosidade intelectual, disposição para aprender e coragem para se reinventar. O profissional que continua se desenvolvendo permanece relevante. Empoderamento profissional é uma construção contínua. Em um ambiente de alta competitividade, destacar-se exige mais do que talento técnico. Exige visão estratégica, capacidade de adaptação e compromisso permanente com o aprendizado. Passei pelos pedidos feitos à mão com papel carbono, acompanhei a chegada dos computadores, testemunhei a revolução digital e hoje utilizo tecnologia e inteligência artificial no meu cotidiano profissional. O mercado valoriza profissionais que continuam aprendendo, contribuindo e construindo soluções. Porque, no final das contas, competitividade não é apenas acompanhar as mudanças. É ter coragem de crescer junto com elas. Por Kátia Rezende Moreira - EnergyChannel Empoderamento Profissional: Como se Posicionar em um Mercado de Alta Competitividade

  • Guerra entre EUA, Israel e Irã pressiona mercado global de energia e ameaça rotas estratégicas de petróleo

    Escalada militar no Oriente Médio aumenta risco para o Estreito de Hormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo Conflito iniciado no fim de fevereiro amplia tensões geopolíticas e pode impactar preços do petróleo, cadeias logísticas e a segurança energética global. Guerra entre EUA, Israel e Irã pressiona mercado global de energia e ameaça rotas estratégicas de petróleo A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã  entrou em uma nova fase nas últimas semanas, com ataques a instalações estratégicas iranianas, retaliações militares e crescente tensão no Golfo Pérsico. O conflito, iniciado no final de fevereiro de 2026, já afeta rotas críticas do comércio global de energia, especialmente no Estreito de Hormuz , por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. A ofensiva militar liderada por Estados Unidos e Israel teve como objetivo atingir instalações estratégicas iranianas, incluindo infraestrutura militar e instalações associadas ao programa nuclear do país. A operação também eliminou líderes militares e políticos iranianos de alto escalão, incluindo o então líder supremo Ali Khamenei , morto em um ataque aéreo em Teerã no fim de fevereiro. Desde então, o conflito evoluiu para uma série de ataques e contra-ataques na região. O Irã respondeu lançando mísseis e drones contra alvos em Israel e bases militares associadas aos Estados Unidos no Oriente Médio. Autoridades norte-americanas afirmam que milhares de alvos já foram atingidos durante a campanha militar, enquanto Teerã acusa os ataques de atingir também infraestrutura civil e áreas urbanas. Impacto no mercado global de energia O conflito ocorre em uma região considerada um dos pontos mais sensíveis para a segurança energética mundial. O Estreito de Hormuz , que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, é responsável por aproximadamente 20% do transporte global de petróleo e gás . Com o aumento das tensões militares, embarcações comerciais e petroleiros passaram a enfrentar riscos crescentes de ataques e interrupções logísticas. Alguns navios foram atingidos e rotas comerciais passaram a ser reavaliadas por empresas de transporte marítimo. O resultado imediato foi um aumento significativo na volatilidade dos preços do petróleo, com temores de que a crise possa provocar um choque de oferta semelhante ao observado em crises energéticas anteriores. Analistas do setor avaliam que qualquer bloqueio prolongado no estreito teria impacto direto nas exportações de grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Reações políticas e militares O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , afirmou que a operação militar estaria próxima de atingir seus objetivos estratégicos, embora não haja consenso entre aliados sobre a duração ou os próximos passos da campanha. Enquanto isso, autoridades iranianas condicionam qualquer possibilidade de cessar-fogo ao reconhecimento de direitos estratégicos do país e à garantia internacional de que novos ataques não ocorrerão. A escalada também mobilizou potências europeias e governos do Oriente Médio, que tentam equilibrar pressões diplomáticas por desescalada com preocupações sobre estabilidade regional e segurança energética. Impactos para a transição energética Especialistas apontam que crises geopolíticas envolvendo petróleo e gás tendem a acelerar debates sobre diversificação energética , armazenamento de energia e expansão de fontes renováveis. Nos últimos anos, eventos semelhantes como conflitos no Oriente Médio e tensões na Europa impulsionaram investimentos em tecnologias como: energia solar hidrogênio verde armazenamento em baterias redes elétricas resilientes Para analistas do setor energético, a crise atual reforça a importância de reduzir a dependência global de rotas marítimas estratégicas altamente vulneráveis a conflitos geopolíticos. Tendência de mercado Caso as tensões persistam, o cenário pode gerar três efeitos estruturais para o setor energético: Maior volatilidade nos preços do petróleo e gás Aceleração da transição energética em economias importadoras Redefinição de cadeias globais de abastecimento energético Empresas de energia e governos já monitoram atentamente a situação, especialmente devido ao risco de uma escalada regional que envolva outros países do Golfo. Análise final O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã representa um dos momentos mais delicados para a segurança energética global desde as crises petrolíferas do século XXI. Mais do que uma disputa militar regional, o episódio evidencia a fragilidade das rotas estratégicas de energia e reforça o papel da transição energética como elemento central da segurança econômica global. Guerra entre EUA, Israel e Irã pressiona mercado global de energia e ameaça rotas estratégicas de petróleo

  • Hopewind conquista conformidade com o Código de Rede das Filipinas e reforça posição como parceira de referência em solar e armazenamento

    Shenzhen, 6 de fevereiro  – A Hopewind, reconhecida fornecedora de soluções em energia renovável, concluiu com sucesso os Testes de Aceitação de Fábrica (FAT)  para seu inversor solar de 385 kW  e para o PCS de armazenamento de energia de 250 kW , em total conformidade com o Código de Rede das Filipinas . Os testes foram oficialmente acompanhados pela National Grid Corporation of the Philippines (NGCP) e validam o desempenho e a robustez da tecnologia da empresa para o mercado filipino. Hopewind conquista conformidade com o Código de Rede das Filipinas e reforça posição como parceira de referência em solar e armazenamento O rigoroso regime de testes confirmou a excelência operacional dos equipamentos sob condições exigentes da rede elétrica. Tanto o inversor quanto o PCS demonstraram capacidade de manter potência nominal estável , mesmo diante de variações de tensão e frequência , operando dentro das faixas normais estabelecidas pelo Código de Rede. Além disso, os equipamentos comprovaram capacidade de suportar variações de frequência , garantindo suporte contínuo à rede durante eventos transitórios. Um requisito crítico atendido foi o Low Voltage Ride-Through (LVRT) , no qual os sistemas permaneceram operacionais durante quedas de tensão, contribuindo para a estabilidade da rede elétrica em situações de distúrbio. Hopewind conquista conformidade com o Código de Rede das Filipinas e reforça posição como parceira de referência em solar e armazenamento O inversor de 385 kW  concluiu seu FAT em outubro de 2025 , seguido pelo PCS de armazenamento de energia de 250 kW , aprovado em fevereiro de 2026 . Essa conquista reforça o compromisso da Hopewind em fornecer tecnologia totalmente validada e consolida sua posição como parceira de alto nível, compatível com os requisitos de rede, para projetos integrados de energia solar e armazenamento nas Filipinas . “Passar por esses testes rigorosos para ambas as linhas de produtos representa um passo importante na expansão global da Hopewind”, afirmou Ng Siew Chun, chefe da Hopewind para o Sudeste Asiático. “Isso reflete nosso compromisso em desenvolver produtos que atendam aos mais altos padrões regionais e oferece aos nossos parceiros a confiança de uma integração à rede elétrica segura, confiável e totalmente em conformidade com os códigos técnicos .” Esse marco está alinhado com a estratégia de expansão global da empresa, impulsionada pelo compromisso de fornecer soluções de energia limpa adaptáveis e confiáveis  em todo o mundo. O portfólio crescente de inversores e sistemas de armazenamento compatíveis com diferentes códigos de rede foi desenvolvido para atender às diversas exigências de mercado e apoiar a transição energética em diferentes regiões e condições de rede. Hopewind conquista conformidade com o Código de Rede das Filipinas e reforça posição como parceira de referência em solar e armazenamento Sobre a Hopewind Fundada em 2007  e listada na Shanghai Stock Exchange ( 603063.SH ) desde 2017 , a Hopewind é uma líder global em tecnologia de energia renovável. A empresa é especializada no desenvolvimento e produção de soluções essenciais, incluindo conversores para energia eólica, inversores fotovoltaicos, sistemas de armazenamento de energia (ESS) e drives industriais . A Hopewind participou do projeto científico europeu Wingrid no laboratório da DNV na Holanda. Em 2022 , seu conversor para energia eólica recebeu o primeiro certificado mundial de grid-forming concedido pela DNV . A empresa também foi reconhecida pela Bloomberg New Energy Finance como fabricante Tier 1 de inversores  e, até 2025 , já havia enviado mais de 235 GW de produtos para energia renovável em todo o mundo . Hopewind conquista conformidade com o Código de Rede das Filipinas e reforça posição como parceira de referência em solar e armazenamento

  • O problema silencioso das conexões em sistemas solares no Brasil

    Por Luan Adelino Field Application Engineer (FAE) – Rockcore Electronics O crescimento acelerado da geração solar distribuída no Brasil trouxe ganhos importantes para a transição energética e para a democratização da produção de eletricidade. No entanto, à medida que o número de sistemas instalados aumenta, também cresce a atenção sobre a qualidade das instalações e os riscos associados a pequenas falhas de montagem. O problema silencioso das conexões em sistemas solares no Brasil Entre os pontos que mais têm preocupado técnicos e especialistas do setor está um problema relativamente silencioso, mas potencialmente grave: o uso de cabos e conectores fora das especificações recomendadas pelos fabricantes. Embora muitas vezes passe despercebida durante a instalação, essa prática pode comprometer a segurança, a durabilidade e o desempenho dos sistemas fotovoltaicos. O risco nas conexões Em países tropicais como o Brasil, condições ambientais severas são comuns, incluindo longos períodos de chuva, exposição à maresia em regiões costeiras e elevada presença de poeira em determinadas áreas. Por isso, não apenas o equipamento, mas toda a solução é projetada para operar de forma segura e confiável nesses cenários. O problema silencioso das conexões em sistemas solares no Brasil Em diversas inspeções de campo realizadas por especialistas, foram identificados casos em que instaladores utilizam cabos singelos em conectores projetados para operar com cabos do tipo multipolar, mais conhecido como “PP”, especialmente em conjuntos com grau de proteção IP68. Esse tipo de adaptação pode parecer inofensiva à primeira vista, mas compromete um dos principais objetivos da conexão: garantir a vedação adequada contra umidade, poeira e variações ambientais. Em países tropicais, como o Brasil, longos períodos de chuva, exposição a maresia e regiões com muita poeira são cenários corriqueiros e não só o equipamento é projetado para operar nestas condições mas a solução inteira. É importante destacar que o grau de proteção IP68 não se refere apenas ao conector isoladamente , mas sim ao conjunto completo da conexão instalado conforme especificado pelo fabricante . Quando cabos inadequados são utilizados, a vedação deixa de funcionar como projetado. Com isso, o sistema passa a ficar mais vulnerável à entrada de umidade e contaminantes, o que pode gerar aumento da resistência elétrica e aquecimento nos pontos de conexão. Um problema que aparece com o tempo Diferentemente de outras falhas elétricas, problemas em conexões fotovoltaicas muitas vezes não são percebidos imediatamente. O sistema pode continuar operando por meses ou até anos, enquanto pequenas imperfeições no contato elétrico começam a gerar aquecimento progressivo. Esse fenômeno pode levar à degradação de componentes, derretimento de conectores e, em situações mais críticas, ao surgimento de arcos elétricos. Casos desse tipo já foram registrados em usinas solares de diferentes portes. Em uma análise técnica realizada em campo, um inversor de grande potência apresentou conectores completamente danificados na entrada de corrente contínua. A investigação apontou como causas principais o uso de componentes não homologados e a crimpagem inadequada dos conectores. Além dos riscos de segurança, práticas fora das recomendações técnicas também podem resultar na perda da garantia dos equipamentos , já que o sistema deixa de seguir as condições de instalação especificadas pelos fabricantes.    A importância de seguir as especificações Especialistas do setor reforçam que a confiabilidade de uma instalação fotovoltaica depende não apenas da qualidade dos módulos e inversores, mas também da forma como os sistemas são montados. Pequenos componentes, como cabos e conectores, desempenham papel essencial na segurança elétrica e na estabilidade da geração. Entre as boas práticas recomendadas para instaladores e integradores estão: utilizar cabos e conectores homologados pelos fabricantes; respeitar o tipo de cabo indicado para cada conector; evitar misturar componentes de marcas diferentes na mesma conexão; realizar crimpagem adequada com ferramentas apropriadas; inspecionar periodicamente os pontos de conexão. Segurança começa nos detalhes Com o avanço do mercado solar brasileiro, especialistas destacam que a profissionalização das instalações se torna cada vez mais importante. Em sistemas que operam continuamente sob sol intenso, variações térmicas e exposição ambiental, qualquer falha em conexões pode evoluir silenciosamente até se tornar um problema maior. Por isso, seguir as recomendações técnicas dos fabricantes não deve ser visto apenas como uma orientação de projeto, mas como uma medida essencial de segurança. No setor fotovoltaico, muitas vezes são os pequenos detalhes da instalação que garantem a confiabilidade de todo o sistema ao longo dos anos . O problema silencioso das conexões em sistemas solares no Brasil

  • PDI e Usinas Virtuais: Transformando a Geração Distribuída de "Carga Crítica" em "Recurso Despachável"

    Por Marcelo Figueiredo, CEO da Iquira PDI e Usinas Virtuais: Transformando a Geração Distribuída de "Carga Crítica" em "Recurso Despachável" Historicamente, o sistema de distribuição de energia elétrica foi concebido para operar com fluxo predominantemente unidirecional:da alta tensão para os centros de consumo. A expansão acelerada da Geração Distribuída (GD), especialmente solar fotovoltaica, introduziu fluxos bidirecionais em diversos alimentadores, impondo novos desafios operacionais às distribuidoras ,  particularmente em regiões com alta penetração de micro e minigeração. Embora a conexão de novos recursos ainda represente um desafio relevante em várias áreas de concessão, o setor passa agora a enfrentar uma questão mais complexa: como integrar e coordenar esses ativos distribuídos de forma que contribuam para a confiabilidade e eficiência da rede. É nesse contexto que o investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) assume papel estratégico. Do Monitoramento à Coordenação: A Evolução Necessária A crescente presença de Recursos Energéticos Distribuídos (DERs), como geração fotovoltaica, armazenamento e cargas controláveis, exige que esses ativos deixem de ser tratados apenas como elementos passivos conectados à rede. Hoje, a maioria das distribuidoras brasileiras opera a GD de forma predominantemente estática, com controle limitado após a conexão. O avanço para um modelo mais coordenado depende do desenvolvimento e validação de novas ferramentas digitais, especialmente: 1) DERMS – A Camada Operacional do DSO DERMS (Distributed Energy Resource Management Systems)  é uma camada operacional integrada ao ambiente de operação da distribuidora, responsável por monitorar, prever e coordenar DERs em tempo quase real. O DERMS: Integra-se ao SCADA/ADMS da distribuidora Utiliza motores de cálculo elétrico (como engines de fluxo de potência) Avalia restrições de tensão, carregamento e qualidade de energia Pode emitir sinais ou comandos técnicos dentro de limites operacionais É importante distinguir:  DERMS não é marketplace, não é plataforma comercial e não substitui estudos estruturais. Ele é uma ferramenta técnica de apoio à operação do DSO. Trata-se de uma solução interna à distribuidora, voltada à gestão técnica da rede. 2) VPPs – Estruturas de Agregação de Recursos VPPs (Virtual Power Plants)  são estruturas de agregação que coordenam múltiplos recursos distribuídos ,  geração, armazenamento e resposta da demanda ,  para fins econômicos, sistêmicos ou ambos. Dependendo do arranjo regulatório, a VPP pode: Agregar ativos para prestação de serviços sistêmicos Otimizar portfólios energéticos Participar de mercados organizados Coordenar despacho econômico agregado Enquanto o DERMS opera sob a ótica técnica da distribuidora, a VPP atua sob a ótica de agregação operacional e econômica. No Brasil, a consolidação formal desse papel ainda depende de amadurecimento regulatório. 3) Plataformas de Orquestração e Centralização de Flexibilidade Entre o domínio técnico do DERMS e o domínio econômico das VPPs, emerge uma camada intermediária essencial: as plataformas de orquestração e centralização de flexibilidade . Essa camada funciona como: Middleware técnico entre estudos elétricos e ativação operacional Conector entre ativos distribuídos e mecanismos de sinalização Centralizador estruturado de flexibilidade Ambiente de simulação probabilística e avaliação de impacto Ela não substitui o DERMS, nem é um marketplace.  Ela estrutura a viabilidade técnica da flexibilidade antes da ativação. É nessa camada que se integram: Modelos elétricos detalhados Análises de restrição local Simulações de cenários Definição de envelopes operacionais seguros Sem essa camada intermediária, a ativação de flexibilidade pode gerar risco técnico ou ineficiência econômica. 4) Marketplaces de Flexibilidade Por fim, há os marketplaces de flexibilidade , plataformas voltadas à contratação estruturada de serviços. Um exemplo internacional é o Piclo. Esses ambientes funcionam como: Plataformas de leilão ou contratação Ambientes de matchmaking entre necessidade de rede e oferta de flexibilidade Estruturas de padronização contratual Importante:  O marketplace não executa fluxo elétrico, não coordena proteção e não opera a rede. Ele organiza a contratação. A ativação técnica precisa estar sustentada por camadas anteriores (orquestração e, eventualmente, DERMS). A Arquitetura Completa da Flexibilidade Podemos compreender a arquitetura em quatro camadas complementares: Motor de cálculo elétrico – Fluxo de potência e análise de rede DERMS – Operação técnica do DSO Plataforma de Orquestração – Centralização estruturada de flexibilidade Marketplace/VPP – Contratação e agregação econômica Cada camada cumpre função distinta. Confundi-las gera desalinhamento estratégico. PDI como Mitigador de Risco e Indutor de Flexibilidade A implementação de mecanismos coordenados de flexibilidade em redes de distribuição envolve riscos técnicos, regulatórios e cibernéticos. Por essa razão, o ambiente de PDI é fundamental. Projetos de inovação permitem: 1. Desenvolvimento de Interoperabilidade  Criação e teste de protocolos que viabilizem comunicação segura entre ativos distribuídos, agregadores e centros de operação (COS), respeitando padrões de cibersegurança e governança de dados. 2. Modelagem de Incentivos Econômicos  Estudos sobre formas de remuneração da flexibilidade, considerando limitações atuais do marco regulatório brasileiro e a necessidade de reconhecimento de serviços ancilares distribuídos. 3. Avaliação de Alternativas Não-Físicas ao CAPEX  Simulações para verificar se mecanismos de controle e resposta podem reduzir ou postergar investimentos em reforços físicos, desde que haja reconhecimento regulatório e equivalência em confiabilidade. 4. Segurança Cibernética e Resiliência Operacional  Testes de robustez para evitar vulnerabilidades em sistemas que interagem com infraestrutura crítica. Não se trata de implementar despacho distribuído diretamente na rede viva, mas de validar modelos técnicos e econômicos em ambientes controlados antes de eventual escalabilidade. Limites e Oportunidades no Contexto Brasileiro É importante reconhecer que o modelo regulatório brasileiro ainda está em evolução quanto: à atuação formal de agregadores de flexibilidade, à possibilidade de despacho coordenado de DERs, à remuneração por serviços sistêmicos distribuídos. A Lei nº 14.300 estruturou o marco da GD sob a ótica da compensação de energia, mas ainda não consolidou um mercado estruturado de flexibilidade na baixa e média tensão. Assim, o avanço para modelos de VPP e coordenação ativa depende de amadurecimento regulatório, definição de papéis institucionais e mecanismos de sinalização econômica adequados. A Contribuição da Iquira Na Iquira, entendemos a flexibilidade como um atributo sistêmico emergente. Nosso foco está no desenvolvimento de inteligência analítica capaz de: Mapear restrições elétricas locais (tensão, carregamento, desequilíbrio); Simular cenários probabilísticos de geração e carga; Estruturar modelos de agregação compatíveis com a regulação vigente; Apoiar distribuidoras e agentes de mercado na avaliação técnica e econômica de soluções digitais. Mais do que propor substituição imediata de ativos físicos por software, buscamos demonstrar, com base em dados e modelagem, onde e em quais condições a coordenação distribuída pode representar alternativa tecnicamente equivalente e economicamente eficiente. Conclusão: Inovação como Ativo Estratégico O futuro da distribuição elétrica não será definido exclusivamente pela expansão da infraestrutura física, mas pela capacidade de integrar inteligência operacional à rede. A construção de um ecossistema de flexibilidade no Brasil exigirá: Experimentação controlada via PDI, Clareza regulatória, Definição de papéis institucionais, Métricas transparentes de confiabilidade e desempenho. Transformar a GD de elemento passivo em recurso coordenável é um processo gradual, técnico e regulatório. O PDI é o instrumento que permite percorrer esse caminho com responsabilidade, reduzindo riscos e estruturando bases sólidas para uma rede mais resiliente, eficiente e preparada para alta penetração renovável. Não se trata apenas de digitalizar a rede, mas de desenvolver capacidade sistêmica para lidar com complexidade crescente ,  com rigor técnico, aderência regulatória e visão de longo prazo. PDI e Usinas Virtuais: Transformando a Geração Distribuída de "Carga Crítica" em "Recurso Despachável"

  • Uma guerra sem saber quem é o inimigo

    Em pleno século XXI, quando a humanidade deveria estar unida em torno da construção de soluções limpas e sustentáveis, ainda assistimos à repetição de um espetáculo trágico: a estupidez da guerra. Uma guerra sem saber quem é o inimigo Os impérios, em especial o americano, continuam a alimentar narrativas que justificam ataques em nome da democracia e da liberdade. Mas a história já nos mostrou que, quando os senhores da guerra produzem suas propagandas, o que sobra para os povos atingidos é apenas miséria, fome, doenças e guerras civis intermináveis. O que se vende como promessa de tempos melhores, na prática, transforma-se em ruínas. Basta olhar para os exemplos recentes: países devastados, populações deslocadas, crianças sem futuro. A guerra não constrói democracia, destrói sociedades. E, como se não bastasse, ela também destrói o planeta. O Impacto Ambiental da Guerra Estudos apontam que conflitos armados aumentam drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. Tanques, aviões e explosivos consomem combustíveis fósseis em escala absurda, liberando toneladas de dióxido de carbono e metano na atmosfera. Além disso, a destruição de infraestruturas energéticas e industriais provoca vazamentos tóxicos, contamina rios e solos, e acelera o colapso ambiental. A guerra é, portanto, uma máquina de poluição. Ela não apenas mata pessoas, mas também sufoca o planeta. Em tempos de emergência climática, insistir em conflitos é um contrassenso ético e filosófico. Precisamos virar a página e dar um salto para uma nova humanidade sem guerras. Justiça Energética e Transição Necessária Aqui entra a reflexão sobre justiça energética. Enquanto bilhões são gastos em armas, a transição energética segue lenta, travada por interesses que não querem perder o status quo. O verdadeiro inimigo da humanidade não está do outro lado da trincheira — aliás, trincheiras já não existem nas guerras tecnológicas modernas. O inimigo real são as indústrias que insistem em destruir o planeta: contaminam oceanos, derrubam florestas, envenenam o ar e alimentam o aquecimento global. Essas corporações, muitas vezes protegidas por governos e lobbies poderosos, são responsáveis por manter viva a dependência dos combustíveis fósseis. Enquanto isso, tecnologias limpas e descentralizadas, como a geração distribuída de energia elétrica, são boicotadas por narrativas que tentam desacreditar sua viabilidade. O Brasil como Protagonista da Revolução Verde O Brasil tem uma oportunidade única de se tornar protagonista dessa revolução energética. Com sua biodiversidade, potencial de biomassa, energia solar e eólica abundante, o país pode liderar a transição para uma economia verde. Mas isso exige coragem política e ética: não podemos nos submeter às pressões de mercados que querem manter o atraso. A defesa da geração distribuída é, nesse contexto, um ato de justiça. Ela democratiza o acesso à energia, reduz a dependência de grandes corporações e fortalece comunidades locais. É o oposto da lógica da guerra, que concentra poder e destrói sociedades. Caminhos para uma Nova Humanidade Será que o inimigo é mesmo aquele que está do outro lado da trincheira? Ou será que o verdadeiro inimigo é o modelo econômico predatório que insiste em destruir o planeta? A resposta é clara: precisamos abandonar a lógica da guerra e abraçar a lógica da vida. Isso significa acelerar a transição energética, eliminar os combustíveis fósseis, investir em geração distribuída e construir uma economia verde que respeite os limites da Terra. O salto para uma nova humanidade sem guerras não é utopia, é necessidade. A justiça energética é o caminho para garantir que todos tenham acesso a recursos limpos e sustentáveis. O Brasil pode e deve ser o farol dessa transformação. Chegou a hora de escolher: continuar alimentando a estupidez da guerra ou construir um futuro de paz, justiça e sustentabilidade. A escolha é nossa e o tempo é agora. Uma guerra sem saber quem é o inimigo

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