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- Startups, território e transição climática: o que a COP 30 nos exige agoraPor Claudia Andrade
Em novembro de 2025, o Brasil sediará, pela primeira vez, a Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima. A COP 30 acontecerá em Belém do Pará, no coração da Amazônia brasileira — e, com ela, virão mais de 190 delegações oficiais, cerca de 40 mil participantes internacionais, bilhões de dólares em fundos climáticos e uma rara concentração global de atenção sobre o nosso país. Startups, território e transição climática: o que a COP 30 nos exige agoraPor Claudia Andrade Mas o que isso significa — de verdade — para as startups de impacto que nascem no Brasil profundo? Aquelas que estão desenvolvendo tecnologias sociais com foco em saneamento, agroecologia, água potável, gestão de resíduos, bioeconomia e educação ambiental? Startups, território e transição climática: o que a COP 30 nos exige agoraPor Claudia Andrade Como empreendedora de impacto com mais de três décadas de atuação em territórios vulneráveis — do sertão baiano à zona rural de Moçambique — não consigo olhar para a COP 30 como apenas um evento climático. Vejo nela uma encruzilhada: ou seguimos repetindo os mesmos padrões de concentração de poder e financiamento, ou reconhecemos que a próxima era da inovação será territorial, regenerativa e descentralizada. E as startups precisam estar prontas para isso. Durante a COP 27 no Egito, mais de US$ 11 bilhões em compromissos financeiros foram anunciados em poucos dias. O Green Climate Fund, maior fundo multilateral do mundo dedicado à ação climática, sozinho já aprovou mais de US$ 13 bilhões em projetos de mitigação e adaptação, e deve intensificar sua atuação nos países do Sul Global nos próximos ciclos. O Brasil é prioridade: detentor da maior floresta tropical do mundo, com 20% da biodiversidade do planeta e 12% da água doce superficial, o país é considerado chave nas negociações climáticas. Mas, paradoxalmente, continua negligenciado em políticas públicas estruturantes: Ainda temos mais de 33 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada (SNIS, 2023); Cerca de 46% da população ainda não é atendida por coleta e tratamento de esgoto; Em 2024, o país atingiu o maior número de focos de incêndio florestal na Amazônia desde 2007 (INPE); E seguimos com índices alarmantes de insegurança alimentar, racismo ambiental e exclusão digital. Diante desse cenário, a pergunta que se impõe é: que tipo de inovação o Brasil precisa mostrar ao mundo na COP 30? Startups de impacto: potência real, ainda invisível O Brasil possui hoje cerca de 1.300 startups de impacto mapeadas, segundo o Monitor de Impacto da Pipe.Social, e esse número vem crescendo. Muitas delas atuam diretamente em temas estratégicos para a agenda climática global: água, saneamento, energias renováveis, gestão de resíduos, agricultura regenerativa e justiça territorial. Entretanto, menos de 10% dessas startups acessam recursos públicos ou fundos internacionais. A maioria opera com capital próprio, rodadas pontuais ou editais nacionais com baixo volume de investimento. Isso precisa mudar. E a COP 30 pode ser o ponto de virada. Estar pronta para a COP 30 vai muito além de ter um pitch bonito ou um vídeo institucional com drones. É sobre conseguir apresentar ao mundo soluções tecnológicas com profundidade, legitimidade territorial e impacto mensurável. Significa: 1. Dominar o próprio impacto Traduzir resultados em indicadores técnicos e sociais claros: redução de emissões, aumento de acesso à água, melhorias na saúde pública, engajamento comunitário, presença em escolas públicas, diminuição da evasão escolar, geração de renda local. 2. Conhecer as vias de financiamento Mapear chamadas de fundos climáticos internacionais, como o GCF, CIF, GEF, e também fomentos públicos nacionais, como BNDES Fundo Clima, Finep e as chamadas estaduais de inovação. Entender como funcionam as parcerias com entidades acreditadas. 3. Saber vender para governos Aprender a navegar a Lei nº 14.133/21 (nova Lei de Licitações), utilizar emendas parlamentares como ferramenta de entrada em territórios, entender os caminhos da compra pública para soluções sustentáveis. 4. Fortalecer redes regionais Conectar-se a ecossistemas locais e redes cooperativas. A startup isolada não escala. Mas, quando conectada a cooperativas, escolas, consórcios intermunicipais, universidades e redes de fomento, ganha musculatura institucional e abrangência real. A pergunta que me move não é “como aparecer na COP 30”. É: o que ficará depois que ela passar? Quais tecnologias ficarão nas escolas públicas? Quantos municípios estarão mais resilientes? Quantas startups conseguirão sair da dependência de editais pontuais e construir contratos sustentáveis com governos e investidores comprometidos com impacto real? A COP 30 pode ser o ponto de partida de uma nova era — uma era em que o Brasil exporta soluções e não apenas commodities. Nos últimos anos, tenho contribuído com a estruturação de projetos em mais de 100 comunidades, através da SDW, focando em tecnologias acessíveis de saneamento, água e educação ambiental. E, com a chegada da COP 30, coloco minha experiência à disposição para apoiar: Startups em fase de tração que desejam estruturar seu modelo de impacto; Grupos que precisam entender como vender ao setor público sem depender de licitação; Jovens empreendedores que querem apresentar suas soluções em editais climáticos internacionais; Redes que desejam estruturar um legado COP 30 nos territórios. Porque no fim, não é sobre o evento. É sobre o futuro. O que me move não é a COP. É o que a gente vai fazer com ela. É garantir que o semiárido seja ouvido. Que os jovens indígenas sejam protagonistas. Que as mulheres negras da agricultura familiar liderem tecnologias. Que as soluções não sejam apenas escaladas, mas reconhecidas como saberes estratégicos para o mundo. Se a COP 30 conseguir mostrar esse Brasil, então ela terá valido a pena. E se não for agora, quando? Startups, território e transição climática: o que a COP 30 nos exige agora Por Claudia Andrade #ODS 13 #ODS11 #ODS6 #ODS 1 #ODS 4 #ODS 12 #ODS 10 #ODS 17 http://linkedin.com/in/claudia-andrade-aa0b4935 @cauvic2 Startups, território e transição climática: o que a COP 30 nos exige agoraPor Claudia Andrade
- Frente Sul-Mato-Grossense reforça protagonismo de Dourados e integra Coalizão Nacional em defesa da energia solar
DOURADOS (MS) – Com sede na cidade que concentra os maiores players do setor fotovoltaico de Mato Grosso do Sul, a nova diretoria da Frente Sul-Mato-Grossense de Geração Distribuída tomou posse neste mês e já marcou posição no cenário nacional: a entidade agora integra oficialmente a Coalizão Nacional do Movimento Solar Livre, rede de articulação interestadual que atua em defesa da geração de energia limpa, acessível e descentralizada. Frente Sul-Mato-Grossense reforça protagonismo de Dourados e integra Coalizão Nacional em defesa da energia solar A nova gestão é presidida pelo engenheiro Germano Lima Rodrigues Caires, fundador da Evo Brasil Energia, e conta com representantes de empresas atuantes em diversas regiões do estado. A eleição ocorreu no dia 11 de junho de 2025, em assembleia extraordinária online, e o mandato terá duração de dois anos. A diretoria da Frente é composta por: • Vice-presidente: Leonardo Freire Marques (Soltech Energia Solar) • Secretário: Leandro Lima Barbosa (LB Energia Solar) • Tesoureiro: Roberto Augusto da Silva Filho (AS Energy) • Conselheiros: André Luis do Amaral (Proativa Energia Solar) e Gilberto Luis Guimarães de Paula (Sentinela) “Ter nossa sede em Dourados não é por acaso. A cidade concentra a maior densidade de empresas do setor fotovoltaico no estado. Nossa missão é fortalecer a representação política e técnica do setor, conectar oportunidades e garantir que Mato Grosso do Sul continue sendo uma referência nacional na geração distribuída”, afirma Germano Caires. Segundo ele, a Frente também inicia um processo de regionalização da sua atuação, com o propósito de abrir diretórios nos principais municípios do estado. “Queremos ouvir de perto cada realidade, entender os desafios locais e construir soluções que façam sentido para cada território. A união dos municípios é fundamental para consolidar uma atuação forte, plural e comprometida com o avanço da energia solar em todo o Mato Grosso do Sul”, completa o presidente. ⸻ Conexão com o Movimento Solar Livre fortalece agenda nacional Frente Sul-Mato-Grossense reforça protagonismo de Dourados e integra Coalizão Nacional em defesa da energia solar A adesão à Coalizão Nacional representa um importante alinhamento com o Movimento Solar Livre (MSL), entidade sediada em Brasília e responsável pela articulação legislativa e regulatória do setor junto ao Congresso Nacional, ANEEL e Ministérios. O MSL lidera um processo de descentralização por meio da criação das Frentes Estaduais, como a Mineira, Paulista, Goiana e Catarinense — agora somando 17 com a entrada da Frente Sul-Mato-Grossense. Para o presidente do Movimento Solar Livre, Hewerton Martins, a atuação local é essencial para garantir os direitos do consumidor à geração da própria energia: “A Coalizão é uma ferramenta de defesa do consumidor. Estamos falando de garantir ao cidadão o acesso à energia limpa, mais barata e que reduza sua dependência das tarifas tradicionais – principalmente em momentos de crise, como nas bandeiras vermelhas. A entrada da Frente Sul-Mato-Grossense fortalece essa malha nacional que luta por segurança jurídica, desenvolvimento regional e transição energética justa”, afirma Hewerton. ⸻ Plano de trabalho mira qualificação, negócios e políticas públicas Nos próximos meses, a Frente Sul-Mato-Grossense colocará em prática um plano estruturado com quatro eixos estratégicos: 1. Representatividade e articulação institucional – Reuniões com o Governo do Estado, prefeituras e agências reguladoras para propor melhorias no licenciamento, financiamento e acesso à rede. 2. Capacitação técnica – Realização de workshops com IFMS, SENAI e outras instituições, além de programas de estágio e jovem aprendiz. 3. Geração de negócios – Rodadas de negócios, compras coletivas para associados e aproximação com fornecedores nacionais e internacionais. 4. Educação e comunicação – Campanha “MS Solar 2030” nas mídias e escolas, boletins informativos, podcasts e ações de conscientização pública. A entidade também prepara uma missão empresarial à Intersolar South America, o maior evento do setor solar da América Latina, com apoio do Sebrae. O objetivo é levar empresários do estado para contato direto com novas tecnologias, fornecedores globais e potenciais investidores. ⸻ Mercado em expansão, desafios persistentes Com mais de 1 GW de potência instalada em geração distribuída, Mato Grosso do Sul vive um ciclo de expansão no setor solar, impulsionado pela alta irradiação solar, incentivos fiscais e crescente demanda por soluções energéticas mais econômicas e sustentáveis. Cidades como Dourados, Campo Grande e Três Lagoas se destacam como polos de desenvolvimento. Ainda assim, o setor enfrenta gargalos importantes, como burocracia nos processos de homologação, escassez de mão de obra especializada e necessidade de ampliar o crédito para pequenos consumidores e produtores rurais. “Queremos deixar um legado de profissionalização, geração de emprego verde, valorização regional e protagonismo de Mato Grosso do Sul nas decisões que afetam todo o setor”, conclui Germano Caires. Contato para interessados em associar no Mato Grosso do Sul AMSSOLAR - Amanda - +55 67 99934‑5196 Frente Sul-Mato-Grossense reforça protagonismo de Dourados e integra Coalizão Nacional em defesa da energia solar
- Hoymiles aposta em inovação acessível e fortalece laços com o Brasil em visita exclusiva da EnergyChannel à sede na China
Hangzhou (China), junho de 2025 — A Hoymiles, uma das líderes globais em microinversores e soluções para geração distribuída, abriu as portas de sua sede em Hangzhou para uma comitiva especial do setor solar brasileiro. A convite da fabricante, representantes do Sebrae , da ABSOLAR e do EnergyChannel tiveram acesso exclusivo às inovações mais recentes da empresa — que vem consolidando sua posição de destaque no cenário internacional com foco em acessibilidade tecnológica, segurança e eficiência operacional. A visita acontece em um momento estratégico para a marca, que enxerga na América Latina — especialmente no Brasil — um mercado prioritário para sua expansão global nos próximos anos. Segurança, performance e agilidade na instalação Durante a imersão técnica, a equipe da Hoymiles apresentou uma de suas principais apostas para o setor: microinversores com potência individual inferior a 120 W, atendendo rigorosamente aos padrões de segurança da IEC e reduzindo drasticamente riscos de incêndio nos sistemas fotovoltaicos. Outro destaque é o sistema plug-and-play para conexões do lado AC, que reduz o tempo de instalação e otimiza a eficiência no campo. “Nosso objetivo é facilitar o dia a dia dos instaladores. Cada detalhe é pensado para entregar praticidade e confiabilidade”, explicou um dos engenheiros da empresa durante a demonstração técnica. Design modular e adaptação a realidades locais Inspirada no conceito LEGO, a Hoymiles desenvolveu um sistema modular para armazenamento de energia, permitindo que as soluções sejam montadas por blocos. Isso reduz a complexidade na instalação e garante maior escalabilidade. A inovação, segundo os executivos, foi inicialmente proposta pela própria Hoymiles e hoje já inspira outras empresas no setor. Antes de entrar em um novo mercado, a fabricante realiza uma análise minuciosa sobre clima, infraestrutura da rede elétrica e padrões de instalação. No caso do Brasil, o foco tem sido adaptar os sistemas às altas temperaturas e condições tropicais, garantindo desempenho otimizado. Três pilares estratégicos: foco, cliente e solução A expansão global da Hoymiles se baseia em três pilares bem definidos: Foco estratégico: concentrar recursos em produtos e mercados específicos, evitando dispersão e priorizando excelência. Centrado no cliente: ouvir e antecipar as necessidades do consumidor final, com soluções que resolvem tanto os desafios atuais quanto os futuros. Mentalidade orientada a soluções: reconhecer que nenhum cliente busca apenas um produto, mas sim um sistema confiável e integrado. Capacitação e presença local no Brasil A Hoymiles reforçou ainda seu compromisso com o mercado brasileiro, destacando a atuação de sua equipe técnica local e os investimentos em centros de treinamento. “Falamos a mesma língua dos instaladores. Acreditamos que o acesso ao conhecimento técnico é um pilar essencial para nosso crescimento. Criamos pontes reais entre quem fabrica e quem instala”, afirmou um dos porta-vozes da empresa. Além da equipe dedicada no Brasil, a Hoymiles tem estreitado relações com seus distribuidores autorizados e investido fortemente em capacitação. Segundo os diretores, esse é um sinal claro de confiança mútua entre a empresa e o setor solar brasileiro. Brasil no centro da estratégia Receber a comitiva brasileira em Hangzhou foi, segundo a própria Hoymiles, um momento simbólico. “Para nós, isso representa mais do que uma visita institucional. É uma confirmação de que o Brasil confia no que estamos construindo. E nós também confiamos no potencial desse mercado”, concluiu a empresa. Cobertura especial: EnergyChannel – Notícias internacionais sobre energia, inovação e sustentabilidade. Hoymiles aposta em inovação acessível e fortalece laços com o Brasil em visita exclusiva da EnergyChannel à sede na China Hoymiles aposta em inovação acessível e fortalece laços com o Brasil em visita exclusiva da EnergyChannel à sede na China
- Adiar leilão de baterias é retrocesso, dizem entidades do setor elétrico brasileiro
Brasília, junho de 2025 – Em um momento crucial para a modernização do setor elétrico brasileiro, associações de energia renovável e armazenamento se posicionaram publicamente contra um possível adiamento do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) com participação de sistemas de baterias, cogitado para depois de 2026. Em carta conjunta, ABSAE, ABSOLAR, ABGD e ABEEólica alertam para os riscos estratégicos dessa decisão e pedem urgência ao Governo Federal na definição de diretrizes claras para a realização do certame. Adiar leilão de baterias é retrocesso, dizem entidades do setor elétrico brasileiro A manifestação surge após declarações recentes do Ministério de Minas e Energia (MME) indicarem a possibilidade de postergar o leilão. As entidades defendem que o Brasil está diante de uma oportunidade histórica de incorporar tecnologias já amplamente consolidadas no cenário internacional, como os sistemas de armazenamento por baterias — fundamentais para garantir mais segurança, eficiência e flexibilidade ao sistema elétrico nacional. Baterias como eixo da transição energética De acordo com os signatários, as baterias têm papel essencial na próxima etapa da transição energética do Brasil. Elas permitem reduzir perdas, ampliar o aproveitamento de fontes renováveis e responder rapidamente às oscilações de demanda, além de contribuir diretamente para a modicidade tarifária. “Essa é uma tecnologia que não só entrega potência nova com custo global competitivo, como fortalece a segurança do suprimento e eleva a confiabilidade da matriz energética”, afirmam os representantes das entidades. A carta reforça que o setor já demonstrou, em outras ocasiões, capacidade de seguir com o leilão mesmo enquanto a Consulta Pública 39/2023 da ANEEL segue em trâmite. Para os líderes das associações, não há obstáculos técnicos ou jurídicos significativos que justifiquem o adiamento. “A flexibilidade da tecnologia é comprovada, e sua contribuição para o sistema é incontestável”, apontam. Planejamento, clareza e compromisso O grupo defende a publicação imediata de uma Portaria Ministerial com os parâmetros necessários para viabilizar o LRCAP ainda dentro de um cronograma compatível com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil em desenvolvimento sustentável — especialmente em um ano em que o país sedia a COP. As entidades também fazem um apelo por mais transparência e diálogo contínuo com os agentes do setor. “A decisão sobre o leilão não pode ser tratada apenas como uma questão técnica, mas como um movimento estratégico para o país. Está em jogo a nossa liderança energética global e o alinhamento com as melhores práticas internacionais”, destaca o documento. Compromisso com o futuro energético do Brasil Por fim, as associações reiteram sua disposição em colaborar com o governo, oferecendo informações, estudos técnicos e propostas para garantir que os sistemas de armazenamento de energia sejam implantados de forma segura, eficiente e competitiva. “Estamos prontos para contribuir. O Brasil não pode perder mais tempo”, concluem. O posicionamento conjunto reflete a crescente mobilização de um setor que vê nas baterias não apenas uma tendência, mas um caminho inevitável para um sistema elétrico mais moderno, resiliente e sustentável. Cobertura especial EnergyChannel – O canal internacional de notícias sobre energia, inovação e sustentabilidade. Adiar leilão de baterias é retrocesso, dizem entidades do setor elétrico brasileiro
- Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China
Xangai, China – SNEC PV Power Expo 2025 — Em um dos eventos mais aguardados do setor de energia solar no mundo, a equipe do EnergyChannel acompanhou de perto as movimentações da gigante ReneSola, que apresentou novidades estratégicas e tecnológicas diretamente de seu estande na feira internacional. Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China Em entrevista exclusiva, Francis Lai , Diretor de Desenvolvimento de Negócios da ReneSola, compartilhou os bastidores da expansão da fábrica da empresa na China e detalhou o papel da inovação no avanço global da marca. “Na cultura chinesa, consideramos uma grande felicidade receber amigos que vêm de longe. É uma honra reencontrar parceiros do Brasil aqui, do outro lado do planeta, para trocar ideias, experiências e estratégias que nos ajudam a construir juntos o futuro da energia solar" , destacou Lai. Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China O executivo reforçou que encontros como este são fundamentais para alinhar visões de mercado e entender de perto os rumos da indústria fotovoltaica global. “Aqui conseguimos enxergar as direções que cada fornecedor está tomando, quais tecnologias estão ganhando espaço e como podemos nos unir ainda mais para atender à crescente demanda por soluções sustentáveis” , disse. Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China Impressões de uma visita marcante à sede da ReneSola Os convidados sul-americanos também tiveram a oportunidade de visitar as instalações industriais da ReneSola em Yancheng, uma das mais modernas do setor. O grupo ficou impressionado com a escala produtiva e o nível de automação da unidade, projetada para produzir anualmente 10 GW em módulos fotovoltaicos. Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China “Estar aqui e ver tudo isso de perto fortalece nossa confiança na marca. Já conhecíamos a qualidade da ReneSola e a competência do Francis Lai, mas conhecer o time, a fábrica e a operação in loco nos dá ainda mais segurança para levar essa tecnologia ao mercado brasileiro” , destacou um dos empresários presentes. Foco em tecnologias disruptivas: N-Type TOPCon e Back Contact (BC) Entre as inovações reveladas pela ReneSola está a ampliação da capacidade produtiva voltada para módulos N-Type TOPCon — uma tecnologia que eleva a eficiência dos painéis solares — e o investimento robusto no desenvolvimento dos avançados módulos Back Contact (BC) . Estes últimos reposicionam os contatos elétricos para a parte traseira da célula solar, eliminando as tradicionais barras frontais e permitindo maior absorção de luz, eficiência superior e um design mais elegante. Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China “Nosso objetivo é tornar a energia solar cada vez mais acessível, eficiente e competitiva globalmente. A produção em massa desses módulos é um dos caminhos para reduzir o custo de geração energética e democratizar o acesso à energia limpa em todo o mundo, incluindo o Brasil” , ressaltou Lai. Energia solar e o futuro da matriz energética global Para a ReneSola, a combinação entre automação de ponta, inovação tecnológica e produção em grande escala é fundamental para reduzir custos, aumentar a eficiência e tornar a energia fotovoltaica viável para todos os perfis de consumidores, do mercado residencial ao utility scale. Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China Lai também destacou o impacto do avanço da inteligência artificial no consumo energético mundial. “A IA vai demandar volumes imensos de energia, e só a fonte renovável pode atender essa nova realidade de forma sustentável. Não há caminho de volta. Por isso, o desenvolvimento de tecnologias como HJT, TOPCon e Back Contact (BC) são prioridade absoluta em nossa estratégia”, afirmou. A fábrica da ReneSola em Yancheng já opera com cinco linhas de produção preparadas para essas tecnologias e prevê a instalação de uma sexta linha, dedicada especialmente aos módulos de nova geração. Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China EnergyChannel — Direto da China, acompanhando de perto a transformação da indústria solar global. Fique ligado para mais novidades exclusivas da SNEC 2025! Direto da SNEC 2025: ReneSola reforça estratégia global com foco em tecnologia de ponta e expansão fabril na China
- Martin Green visita a Huasun Energy, aprofunda diálogo sobre tecnologia solar HJT e explora futuras cooperações
Nos dias 19 e 20 de junho, o Professor Martin Green — amplamente reconhecido como o "pai da fotovoltaica" — liderou uma delegação da Universidade de New South Wales (UNSW Sydney) à sede da Huasun Energy, em Xuancheng. A visita proporcionou discussões aprofundadas sobre a industrialização da tecnologia solar de heterojunção (HJT), caminhos para o desenvolvimento de células tandem HJT-perovskita e inovações em sistemas fotovoltaicos verticais. Oficinas dedicadas aos processos de contato de cobre, passivação de bordas e gerenciamento óptico da face traseira também geraram insights valiosos para o avanço da tecnologia de células HJT de ultra-alta eficiência. Martin Green visita a Huasun Energy, aprofunda diálogo sobre tecnologia solar HJT e explora futuras cooperações Sistemas fotovoltaicos verticais HJT revelam novo valor em eficiência de uso do solo e geração de energia No local de demonstração bifacial vertical HJT da Huasun, o presidente e CEO da empresa, Jimmy Xu, destacou vantagens claras com base em dados operacionais: a bifacialidade próxima de 100% dos módulos permite geração contínua de energia mesmo nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, alinhando-se bem com tarifas diferenciadas por horário de uso.Os resultados em campo de um projeto agrivoltaico para cultivo de mirtilos mostraram ganhos significativos em eficiência de uso da terra em comparação com arranjos fotovoltaicos convencionais, posicionando o modelo vertical como uma forte opção para áreas marginais e reaproveitamento de espaços. O Professor Green comentou que esses resultados demonstram potencial comercial real para sistemas fotovoltaicos verticais, especialmente na geração de valor incremental em terrenos subutilizados — um modelo promissor para apoiar a transição energética global. Martin Green visita a Huasun Energy, aprofunda diálogo sobre tecnologia solar HJT e explora futuras cooperações Avanços nas tecnologias HJT e tandem por meio de colaboração mais estreita Jimmy Xu e a cientista-chefe da Huasun, Dra. Wenjing Wang, mantiveram discussões detalhadas sobre as principais tecnologias HJT com o Professor Green. Sobre a tecnologia 0BB (zero busbar), o Professor Green observou que o processo de baixa temperatura do HJT e a estrutura de camada ITO oferecem compatibilidade única para metalização com cobre.“Os resultados industriais da Huasun mostram que essa abordagem não apenas garante a confiabilidade a longo prazo dos sistemas fotovoltaicos, como também reduz significativamente o consumo de prata, além de proporcionar ganhos de potência de 5 a 10 watts nos módulos”, destacou. Sobre o desenvolvimento de células tandem, Jimmy Xu apresentou: “A solução tandem de dois terminais (2T) da Huasun atingiu 30% de eficiência por meio de um processo mais simplificado em comparação aos tandems TOPCon tradicionais. A tecnologia já foi validada em escala de linha-piloto, e as pesquisas atuais focam na ampliação da produção e na melhoria da estabilidade a longo prazo.” O Professor Green elogiou esses avanços e enfatizou o potencial de combinar as mais recentes inovações da UNSW em passivação de interfaces e estabilidade com as capacidades de fabricação da Huasun. Ambas as equipes concordaram em aprofundar a colaboração em arquitetura tandem, metalização com cobre e design óptico para acelerar a transição das inovações de laboratório para aplicações comerciais em larga escala da tecnologia solar tandem HJT-perovskita. Martin Green visita a Huasun Energy, aprofunda diálogo sobre tecnologia solar HJT e explora futuras cooperações Explorando o gerenciamento óptico para aumentar a eficiência das células Durante uma oficina específica sobre gerenciamento óptico, a equipe da UNSW apresentou novas estratégias para superar os limites tradicionais de eficiência das células solares de silício cristalino. Explicaram que o padrão atual de eficiência de 29,4%, baseado em absorção de luz isotrópica, pode ser superado por meio do gerenciamento direcional da luz. Dados empíricos dos sistemas fotovoltaicos verticais HJT da Huasun foram destacados como forte evidência desse potencial, especialmente através de estruturas avançadas na face traseira que aumentam a absorção de luz. A oficina também abordou futuras colaborações na aplicação das ferramentas de simulação óptico-elétrica Quokka3, com a UNSW se oferecendo para fornecer treinamento técnico à equipe da Huasun. Martin Green visita a Huasun Energy, aprofunda diálogo sobre tecnologia solar HJT e explora futuras cooperações A equipe do Professor Green visitou a linha-piloto de perovskita da Huasun e as instalações de produção de células solares HJT, destacando os avanços da empresa em metalização com cobre e integração de sistemas como insights valiosos para a indústria. Jimmy Xu afirmou: “O intercâmbio ajudou a identificar prioridades-chave de P&D, como o gerenciamento óptico da face traseira e o processamento de lâminas ultrafinas. E a parceria fortalecida entre a Huasun e a UNSW Sydney continuará a aproximar academia e indústria para impulsionar soluções energéticas sustentáveis.” Martin Green visita a Huasun Energy, aprofunda diálogo sobre tecnologia solar HJT e explora futuras cooperações
- GoodWe publica relatório de sustentabilidade de 2024, fortalecendo seu impacto global em ESG
GoodWe publica relatório de sustentabilidade de 2024, fortalecendo seu impacto global em ESG GoodWe publica relatório de sustentabilidade de 2024, fortalecendo seu impacto global em ESG O relatório, que inclui uma auditoria independente de terceiros pela primeira vez, reforçando a transparência e a credibilidade de seu desempenho em sustentabilidade, "reflete como o ESG está estrategicamente integrado à GoodWe". Entre suas operações, a nova sede global da GoodWe, inaugurada em 2024, destaca-se por seu design sustentável, incorporando tecnologia BIPV, inversores, carregadores de veículos elétricos, baterias, IoT e sistemas inteligentes de gestão de energia. A GoodWe publicou seu Relatório de Sustentabilidade de 2024, que inclui uma auditoria independente de terceiros pela primeira vez, reforçando a transparência e a credibilidade de seu desempenho em sustentabilidade. "Nosso relatório reflete como o ESG está estrategicamente integrado à GoodWe. Estamos comprometidos com uma transição energética mais inteligente, verde e sustentável", disse Kenan Zhang, diretor do instituto de desenvolvimento sustentável da GoodWe. Para Fábio Mendes, vice-presidente da GoodWe para a América do Sul, "o Relatório de Sustentabilidade de 2024 é um testemunho do nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade. Nele, estão informações detalhadas sobre nossos esforços em ESG, incluindo nossas metas, indicadores e resultados”. Em 2024, a GoodWe fortaleceu sua estrutura ESG com a criação de um Comitê de Estratégia e Gestão ESG, expandindo o trabalho iniciado por seu departamento dedicado em 2023. Essas ações estão alinhadas aos Dez Princípios do Pacto Global da ONU e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entre os reconhecimentos recebidos estão: • Medalha de Bronze da EcoVadis, ficando entre os 35% melhores • Classificação AA do CSI (Índice de Valores Mobiliários da China) • 25ª posição no ranking das 100 Maiores Empresas de Energia ESG da China Operações Verdes A nova sede global da GoodWe, inaugurada no final de 2024, possui grande destaque por seu design sustentável, incorporando tecnologia BIPV, inversores, carregadores de veículos elétricos, baterias, IoT e sistemas inteligentes de gestão de energia. O edifício alcança uma economia de energia de 52,18% e uma utilização de energia renovável de 34,41%, sendo certificado como um edifício de ultra baixo consumo de energia. Paralelamente, a fábrica de Guangde foi selecionada para participar de um parque industrial provincial de emissão zero e do primeiro conjunto de projetos de demonstração de usinas de energia virtuais (VPP). Este local gera 4.000 MWh anualmente por meio de soluções de energia solar com armazenamento. A GoodWe também expandiu sua verificação de gases de efeito estufa (Escopos 1, 2 e 3) para todos os seus principais locais: sede global, Suzhou, Guangde e sua subsidiária Yude. Sobre a GoodWe A GoodWe é uma empresa global líder no setor de energia limpa e sustentável, comprometida em fornecer soluções inovadoras e de alta qualidade para um futuro mais verde. Seu portfólio inclui inversores solares, tecnologias de armazenamento de energia e sistemas BIPV. Está presente em mais de 100 países, com destaque para sua excelência em inovação e desempenho. GoodWe publica relatório de sustentabilidade de 2024, fortalecendo seu impacto global em ESG
- ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar
A fabricante global de módulos fotovoltaicos ReneSola deu um passo estratégico para reforçar sua posição de destaque no mercado internacional de energia solar. ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar Em meio às comemorações de duas décadas de atuação, a empresa inaugurou uma nova e moderna unidade fabril em Yancheng, província de Jiangsu, na China, com capacidade anual de produção de 10 GW em módulos solares. ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar A equipe do EnergyChannel esteve na sede da companhia para acompanhar de perto a visita de uma comitiva sul-americana formada por empresários, distribuidores e executivos do setor fotovoltaico, vindos especialmente do Brasil e da Colômbia. ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar O tour técnico antecedeu a participação da ReneSola na SNEC PV Power Expo 2025 , realizada em Xangai, um dos principais eventos do segmento de energia solar no mundo. Durante a visita, a ReneSola abriu as portas de suas linhas de produção, revelando detalhes de seus rigorosos processos de controle de qualidade, certificações internacionais e inovações tecnológicas aplicadas ao portfólio de produtos. ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar Entre os destaques está o investimento contínuo em Pesquisa & Desenvolvimento , que impulsiona soluções para diferentes cenários de aplicação — de usinas de grande porte a sistemas comerciais e residenciais. Segundo executivos da companhia, o foco atual está em acelerar a digitalização da cadeia produtiva, expandir o uso de sistemas inteligentes de manufatura e ampliar a presença global. A nova fábrica reflete essa estratégia, combinando automação de ponta com tecnologias avançadas como as células N-type TOPCon. Além disso, a ReneSola está investindo fortemente em uma das tecnologias mais promissoras do setor: os módulos * back contact (contato traseiro) , também conhecidos como N type BC . ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar Esses módulos se destacam por posicionar todos os contatos elétricos na parte traseira das células solares, eliminando as tradicionais barras metálicas na superfície frontal. O resultado é um painel com maior área de captação de luz, eficiência superior e um visual mais clean e sofisticado — ideal para aplicações onde estética e desempenho andam juntos. Para atender à demanda crescente por essa tecnologia, a empresa está ampliando suas instalações e dedicando uma unidade de produção exclusiva para o desenvolvimento e fabricação de módulos N type BC . Presença marcante na SNEC PV Power Expo 2025 A participação da ReneSola na SNEC 2025 foi marcada pela apresentação de sua linha premium de módulos fotovoltaicos, com destaque para a série Rene 5N . Equipado com células retangulares 210R e tecnologia TOPCon, o módulo alcança uma impressionante eficiência de 23,2% , além de design otimizado para redução dos custos operacionais e do LCOE (custo nivelado de energia) . ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar A movimentação intensa no estande da empresa confirmou o interesse do mercado global pelas soluções da marca, que aposta em inovação constante para atender à demanda crescente por energia limpa e sustentável. ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar Reconhecimento internacional pela excelência A qualidade dos módulos da ReneSola foi validada recentemente pela Kiwa PV Evolution Labs (PVEL) , uma das mais respeitadas instituições de testes independentes do mundo. Os módulos bifaciais de alta eficiência da fabricante foram classificados como "Top Performer" no Programa de Qualificação de Produtos (PQP) da PVEL , reconhecimento que reforça a confiabilidade e o desempenho dos produtos sob condições extremas de operação. ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar Expansão global e compromisso ambiental Com remessas globais que já superam a marca de 25 GW , a ReneSola amplia sua influência em diversos mercados, oferecendo soluções completas que incluem desde o financiamento de projetos até a operação e manutenção de usinas solares. ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar Para os próximos anos, a empresa projeta uma atuação ainda mais robusta no cenário internacional, guiada pela meta de contribuir ativamente para a transição energética e a construção de uma sociedade de baixo carbono. A nova fábrica de Yancheng e a unidade exclusiva para módulos back contact são símbolos desse compromisso e representam o início de uma nova fase de expansão e modernização industrial. ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar ReneSola aposta em inovação e expande capacidade produtiva na China, de olho na liderança global em energia solar
- Armazenamento de energia deixa de ser tendência e se consolida como pilar essencial do setor solar global
Por EnergyChannel Internacional Durante a SNEC 2025, uma das maiores feiras de energia solar do mundo realizada em Xangai, o EnergyChannel conversou com Gabriela Reigada, CEO do Grupo GNHR , e Marco Togniazzolo, Gerente de Engenharia da SecPower , sobre as transformações que o mercado de armazenamento de energia vem consolidando — e a crescente importância do Brasil nesse cenário. Para ambos os executivos, a visita à feira este ano revelou um setor que passou do estágio de tendência para o de consolidação total. “Já não é uma promessa, é realidade global. O armazenamento não é mais algo que se coloca se sobrar orçamento ou espaço no projeto. Hoje ele é indispensável em qualquer aplicação fotovoltaica, do consumidor residencial até usinas de grande porte”, destacou Togniazzolo. Armazenamento de energia deixa de ser tendência e se consolida como pilar essencial do setor solar global A percepção é reforçada pela mudança no perfil da própria feira: dos oito pavilhões principais da SNEC, quatro estavam totalmente dedicados a soluções de armazenamento — algo impensável em edições anteriores, quando módulos fotovoltaicos e inversores dominavam as atenções. Para os executivos brasileiros, este sinal claro mostra que o mundo já entende que energia gerada precisa obrigatoriamente ser estocada de maneira eficiente para atender a uma matriz elétrica que exige flexibilidade e disponibilidade em tempo integral. “Estamos vendo baterias com maior densidade, inversores mais inteligentes e a chegada definitiva da inteligência artificial embarcada nos sistemas de controle, que vão gerenciar em tempo real a operação das baterias, ajustando cargas, descargas, e até mesmo decidindo quando vender energia para a rede — tudo sem intervenção humana”, explicou Gabriela Reigada. “Esse avanço técnico já é realidade na Europa e nos Estados Unidos, especialmente no Texas, onde o mercado de energia é ajustado a cada 15 minutos. É inevitável que esse modelo chegue também ao Brasil.” Armazenamento de energia deixa de ser tendência e se consolida como pilar essencial do setor solar global SecPower: Papel estratégico no desenvolvimento nacional Nesse contexto de expansão global, a brasileira *SecPower* se destaca como uma das poucas fabricantes locais de soluções completas para armazenamento de energia. Atuando no desenvolvimento de sistemas adaptados à realidade do mercado nacional — com foco em robustez, custo competitivo e integração com a matriz energética diversificada do Brasil — a empresa desponta como peça-chave na consolidação dessa nova fronteira tecnológica no país. Além de atender o mercado interno, a SecPower busca fortalecer parcerias estratégicas com grandes players chineses, como os vistos na SNEC 2025, para acelerar a nacionalização de tecnologias avançadas. “É fundamental trazermos para o Brasil não só os produtos acabados, mas também o know-how de produção e o desenvolvimento conjunto de soluções locais. Isso gera autonomia tecnológica e impulsiona a indústria nacional”, destaca Togniazzolo. Análise de Mercado: O futuro do armazenamento no Brasil O potencial brasileiro para sistemas de armazenamento é vasto — tanto em geração centralizada quanto distribuída — mas enfrenta desafios estruturais, como a falta de incentivos fiscais específicos, ausência de leilões dedicados e regulação ainda imatura para baterias de grande porte. Mesmo assim, o movimento global, liderado pela China e Europa, pressiona o país a acelerar esse processo. Armazenamento de energia deixa de ser tendência e se consolida como pilar essencial do setor solar global Com a entrada de empresas como a SecPower e o fortalecimento de parcerias com fabricantes asiáticos, o Brasil pode encurtar esse ciclo e integrar de forma mais competitiva a cadeia mundial de energia limpa. A adoção crescente de inteligência artificial, sistemas híbridos e baterias de alta densidade deverá ser inevitável — tanto para melhorar a eficiência operacional quanto para reduzir desperdícios históricos da matriz elétrica brasileira. Conclusão : O recado da SNEC 2025 é claro: o armazenamento não é futuro — é presente. E o Brasil, para manter seu protagonismo em renováveis, precisará correr para incorporar essa nova realidade tecnológica. Armazenamento de energia deixa de ser tendência e se consolida como pilar essencial do setor solar global
- Tensão no Oriente Médio ameaça pressionar preços dos combustíveis no Brasil
O agravamento do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos no Oriente Médio reacende o alerta no mercado global de energia e já levanta preocupações sobre os reflexos no bolso do consumidor brasileiro, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Tensão no Oriente Médio ameaça pressionar preços dos combustíveis no Brasil Com a possibilidade real de fechamento do Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde escoa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo — analistas de mercado estimam que os efeitos poderão ser sentidos rapidamente no preço dos combustíveis importados pelo Brasil. A escalada da crise, marcada por ataques a instalações nucleares no Irã e respostas ameaçadoras por parte do governo iraniano, alimenta a expectativa de um cenário de instabilidade prolongada. No radar das distribuidoras e importadoras está a alta prevista do barril do petróleo, que já se aproxima dos US$ 80, mas pode ultrapassar a marca de US$ 100 dependendo da evolução do conflito e da resposta dos mercados financeiros nesta semana. Esse cenário não só eleva o custo do petróleo bruto, mas também afeta diretamente os produtos derivados, como diesel e gasolina. Atualmente, cerca de 25% do diesel consumido no país e 10% da gasolina têm origem em importações. A defasagem nos preços internos já é perceptível: cálculos do setor indicam que o diesel vendido pela Petrobras apresentava uma diferença de R$ 0,50 em relação ao preço internacional na última atualização, enquanto a gasolina acumulava um descompasso de R$ 0,20 por litro. Embora refinarias privadas ajustem suas tabelas de preços de forma semanal — acompanhando as oscilações globais — a Petrobras, principal fornecedora nacional, segue política própria de correção de valores, o que pode atenuar ou retardar os repasses ao consumidor final, dependendo da estratégia adotada. Especialistas alertam que as regiões Norte e Nordeste são mais sensíveis a esse cenário devido à maior dependência de combustíveis importados nesses mercados. Se o conflito escalar e comprometer por tempo prolongado o fluxo de petróleo via Ormuz, o impacto pode ser significativo para o custo do transporte, da logística e, consequentemente, para o preço final dos produtos na ponta do consumo. O desenrolar da crise no Oriente Médio, portanto, se torna peça-chave para o comportamento do setor de energia nas próximas semanas, influenciando não apenas os preços no Brasil, mas também as decisões de abastecimento e importação por parte das distribuidoras. Agravamento do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos no Oriente Médio Tensão no Oriente Médio ameaça pressionar preços dos combustíveis no Brasil
- Tensão no Oriente Médio: Irã fecha o Estreito de Hormuz e mercado global de energia entra em alerta máximo
Por EnergyChannel Internacional O cenário energético mundial entrou em estado de alerta nesta manhã após o Irã anunciar oficialmente o fechamento do Estreito de Hormuz — um dos corredores marítimos mais estratégicos para o transporte de petróleo e gás natural do planeta. Tensão no Oriente Médio: Irã fecha o Estreito de Hormuz e mercado global de energia entra em alerta máximo A decisão veio logo após a aprovação formal pelo parlamento iraniano e teve efeito imediato: navios-tanque que se preparavam para cruzar o estreito foram obrigados a mudar de rota, executando manobras de retorno a partir das 9h15 (horário da Costa Leste dos EUA). As imagens de radar marítimo já confirmam o recuo das embarcações na região. As imagens de radar marítimo já confirmam o recuo das embarcações na região. O Estreito de Hormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Qualquer interrupção neste fluxo tem potencial para gerar impactos diretos nos preços globais do barril e no fornecimento de energia em diversas regiões — dos mercados asiáticos aos consumidores europeus e norte-americanos. O movimento pode desencadear uma escalada nos preços do petróleo Analistas ouvidos pelo EnergyChannel alertam que o movimento pode desencadear uma escalada nos preços do petróleo já nas próximas horas, alimentando pressões inflacionárias e acentuando incertezas no setor energético, especialmente em um momento em que a transição para fontes renováveis ainda caminha de forma desigual em várias partes do mundo. " O fechamento de Hormuz é um divisor de águas para o mercado global. Além de afetar o transporte de petróleo bruto, impacta diretamente o comércio de GNL (Gás Natural Liquefeito) que abastece países dependentes como Japão, Coreia do Sul e parte da Europa ", comentou um especialista em geopolítica energética consultado pela reportagem. O governo iraniano não especificou a duração prevista para o bloqueio, aumentando ainda mais a tensão no mercado. A medida é interpretada por observadores internacionais como resposta direta ao agravamento das sanções econômicas e pressões diplomáticas sobre Teerã nos últimos meses. Empresas petrolíferas, distribuidoras de energia e operadores de mercado acompanham a situação com atenção redobrada, diante do risco real de ruptura de fornecimento e disparada de preços — cenário que pode acelerar movimentos de transição energética, mas também provocar choques econômicos de curto prazo. O EnergyChannel seguirá monitorando todos os desdobramentos dessa crise e trará atualizações em tempo real para seus leitores. Tensão no Oriente Médio: Irã fecha o Estreito de Hormuz e mercado global de energia entra em alerta máximo
- Unicamp firma parcerias estratégicas com MTR Solar, Sungrow, Risen e VGR para desenvolver usina modelo em energia solar e impulsionar a formação de profissionais do setor
Foto, créditos: Marketing MTR Solar A iniciativa faz parte do Programa de Parcerias da instituição, promovendo colaboração entre diferentes áreas acadêmicas; Atuando como um dos principais players no mercado solar, a MTR Solar integrou as empresas envolvidas para viabilizar o projeto, criando uma usina que oferece um ambiente adequado para que professores, pesquisadores e estudantes possam realizar estudos aprofundados. Os dados coletados embasarão aprimoramentos nos projetos, materiais utilizados e sistemas de suporte; MTR Solar disponibilizou estrutura fixa e tracker, a Sungrow os inversores, a Risen forneceu todos os módulos solares e a VGR Energy fez o trabalho de EPCista. Brasil, 20 de junho de 2025 - A Unicamp, uma das principais instituições de ensino e pesquisa da América Latina, dá mais um passo decisivo em sua contribuição para o setor de energia renovável ao firmar uma parceria estratégica com a MTR Solar, Sungrow, Risen e VGR Energy. O objetivo é criar uma usina modelo fotovoltaica voltada à pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e capacitação de profissionais altamente qualificados para o mercado de energia solar. Foto, créditos: Marketing MTR Solar A iniciativa integra o Programa de Parcerias da universidade e tem como diferencial a combinação entre ensino, ciência e aplicação prática. A usina permitirá que professores, pesquisadores e alunos realizem estudos experimentais avançados, analisando variáveis operacionais, ambientais e técnicas que influenciam a eficiência e a durabilidade de módulos e estruturas. Os dados obtidos vão subsidiar melhorias no design, materiais e sistemas de suporte, com potencial para gerar soluções mais eficientes, econômicas e adaptadas à realidade climática do Brasil. Para o projeto a Unicamp recebeu duas doações significativas da MTR Solar, que atuou como integrador do projeto unindo todas as empresas: estruturas mecânicas fixas e estruturas do tipo tracker, que serão incorporadas ao patrimônio da universidade e utilizadas pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação. Já as empresas Sungrow, ao doar inversores, e Risen, com a doação de módulos HJT de alta tecnologia e a empresa VGR Energy que fez o trabalho de levantar a usina de EPCista, complementam o projeto, contribuindo para a montagem da mini-usina solar que foi concluída no final de maio/2025. Esse projeto inovador tem como objetivo promover pesquisa avançada e oferecer treinamento prático na área de energia solar fotovoltaica, fortalecendo a formação de profissionais qualificados. A iniciativa também destaca o papel da Unicamp na disseminação de conhecimentos de ponta em energia renovável, alinhada às demandas do mercado e às metas de sustentabilidade. Além disso, a usina solar instalada no campus permitirá a realização de experimentos e testes em diferentes condições de iluminação e angulação, proporcionando aos estudantes e pesquisadores uma experiência prática valiosa. O projeto prevê também a integração de laboratórios de última geração, capazes de monitorar e analisar o desempenho dos painéis em tempo real, contribuindo para o desenvolvimento de novas tecnologias e melhorias na eficiência dos sistemas fotovoltaicos. Foto, créditos: Marketing MTR Solar A MTR Solar é uma das maiores fabricantes e distribuidoras de equipamentos para usinas fotovoltaicas no Brasil, com mais de 4 GWp de capacidade instalada e atendendo a mais de 1.200 usinas. O CEO da MTR Solar, Thiago Rios, destaca a participação da empresa nesse projeto : “A nossa parceria com a Unicamp reforça o compromisso da MTR com a inovação, sustentabilidade e capacitação de profissionais qualificados, contribuindo para o avanço do setor de energia solar no Brasil. Nesse contexto, reconhecemos que a Unicamp tem investido fortemente na formação de alunos do curso de Energia Solar, promovendo atividades que estimulam o desenvolvimento de competências técnicas e práticas essenciais para o mercado e por isso montamos um pool de empresas do mercado solar para ajudar nesse processo de fomento do mercado solar no Brasil”. O diretor da Faculdade de Engenharia e Computação da Unicamp, Bruno Masiero , enfatiza a participação de empresas como parceiras da universidade o que só agrega a qualidade dos cursos que a Unicamp oferece: “A parceria entre a Unicamp e empresas como a MTR Solar nos ajudarão a utilizar essa usina solar modelo nos cursos de graduação, de pós-graduação, cursos de extensão e claro, para pesquisa. A partir de agora vamos ser capaz de entende melhor o funcionamento da energia fotovoltaica, e disseminar esse conhecimento para toda população brasileira. Essa é uma missão nossa na Unicamp que é não só gerar esse conhecimento, mas disseminá-lo também”. Foto, créditos: Marketing MTR Solar A Unicamp também incentiva a participação dos alunos em eventos, congressos e feiras de energia renovável, ampliando seu networking e atualizando-os sobre as tendências e inovações do setor. Programas de capacitação técnica, treinamentos específicos e estágios supervisionados também fazem parte da estratégia de formação, garantindo que os futuros profissionais estejam bem preparados para atuar de forma eficiente e sustentável. Além disso, uma das principais atividades que a equipe de pesquisadores da Unicamp realizará com os equipamentos do projeto será a condução de estudos experimentais detalhados, nos quais serão testadas diversas variáveis operacionais, ambientais e técnicas. Essas análises visam identificar fatores que influenciam a eficiência e a durabilidade dos painéis solares e estruturas, além de validar novos conceitos de design e materiais. Os resultados obtidos contribuirão para a melhoria contínua dos equipamentos e das estruturas de suporte utilizados, possibilitando o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes, resistentes e econômicas. Esses estudos serão publicados em periódicos científicos e apresentados para as empresas parceiras e em conferências, promovendo o avanço do conhecimento na área de energia fotovoltaica. Foto, créditos: Marketing MTR Solar Assim, a pesquisa realizada pelos pesquisadores da universidade não só fortalecerá o parque tecnológico da Unicamp, mas também impulsionará a inovação no setor energético nacional, promovendo soluções sustentáveis e de alto impacto para o Brasil e o mundo. Desde 2015, a EXTECAMP já capacitou mais de 14.000 profissionais de todo o país, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para o crescimento do mercado de energia solar no Brasil. Cursos de Energia Solar da EXTECAMP - Escola de Extensão da Unicamp: Para atender à crescente demanda por profissionais qualificados, a EXTECAMP oferece cursos reconhecidos nacionalmente, incluindo: Introdução à Energia Solar Fotovoltaica - Sistemas On-grid e Off-grid: Conheça tudo sobre energia solar, módulos fotovoltaicos e os fundamentos do setor. Projeto e Dimensionamento de Usinas Solares com PVSyst: Torne-se um especialista em planejamento e projeto de sistemas fotovoltaicos. Instalação e Integração de Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede Elétrica: Curso totalmente prático para aprender a instalar e colocar em operação sistemas solares conectados à rede. Unicamp firma parcerias estratégicas com MTR Solar, Sungrow, Risen e VGR para desenvolver usina modelo em energia solar e impulsionar a formação de profissionais do setor











