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- ABGD fortalece rede de conexões com eventos que aproximam o setor de geração distribuída
Por Ricardo Honório – EnergyChannel São Paulo, 10 de julho de 2025 – A movimentação em torno da geração distribuída no Brasil tem ganhado força não apenas nos corredores técnicos e regulatórios, mas também no campo das conexões humanas e institucionais. Uma das iniciativas que tem impulsionado esse avanço é o Conexão Empresarial ABGD , evento promovido pela Associação Brasileira de Geração Distribuída , que vem se consolidando como ponto de encontro estratégico para os players do setor. ABGD fortalece rede de conexões com eventos que aproximam o setor de geração distribuída Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel , a gerente de marketing e eventos da ABGD, Jéssica Soares , detalhou a proposta do encontro e destacou a importância dessa agenda para o fortalecimento da comunidade da GD no país. “O Conexão Empresarial surgiu de uma demanda dos próprios associados, que buscavam espaços para discutir os desafios e oportunidades do setor. É um ambiente aberto, voltado majoritariamente para os nossos associados, mas que também acolhe o mercado em geral”, explicou Jéssica. Segundo ela, o objetivo é claro: promover debates relevantes, ampliar o networking entre empresas e reforçar o papel da ABGD nas diversas frentes em que atua , como governança institucional, técnico-regulatória e projetos especiais com impacto nacional. Networking qualificado e discussões estratégicas Com edições previstas para diversas cidades brasileiras ao longo de 2025, o Conexão Empresarial ABGD não apenas aproxima os agentes da cadeia produtiva da energia solar e de outras fontes descentralizadas, como também cria pontes com instituições, investidores, gestores públicos e entidades de classe. “Queremos que as empresas falem entre si, compartilhem suas experiências, se conectem com o ecossistema da geração distribuída. As conversas que acontecem nesses eventos são riquíssimas, com insights que reverberam muito além do dia do encontro”, acrescenta Jéssica. Próximo evento no Teatro Santander trará foco em diversidade e sustentabilidade A próxima edição já tem data e local confirmados: acontecerá no Teatro Santander, em São Paulo, e será realizada em conjunto com o movimento Mulheres da Energia – uma iniciativa também apoiada pela ABGD. O encontro será uma oportunidade para aprofundar discussões sobre temas como economia verde, sustentabilidade, o protagonismo feminino no setor e os preparativos do Brasil para a COP 30 , além de apresentar os projetos da ABGD voltados para a Amazônia Legal. “Convidamos não apenas mulheres, mas todos os profissionais do setor interessados em entender para onde caminha o mercado de geração distribuída no Brasil”, reforçou Jéssica. ABGD amplia presença e voz no setor A atuação da ABGD tem se destacado em várias frentes. Além da articulação institucional, a entidade lidera iniciativas de capacitação, participa ativamente de consultas públicas, promove diálogos com o governo e fomenta a representatividade do setor em pautas estratégicas — como o avanço da GD na matriz elétrica brasileira e a regulamentação do marco legal do setor. Com o Conexão Empresarial , a associação reforça seu papel como catalisadora de conexões, impulsionando parcerias e criando um ambiente propício para a inovação e o crescimento sustentável da geração distribuída. ABGD fortalece rede de conexões com eventos que aproximam o setor de geração distribuída
- Construir uma comunidade pode ser sua maior vantagem competitiva no mercado livre de energia
Em um cenário de transformação no setor elétrico brasileiro, surge o reforço de uma oportunidade estratégica: construir comunidade. Uma comunidade não apenas amplia a base de clientes, mas também fortalece a posição competitiva das empresas no setor. Construir uma comunidade pode ser sua maior vantagem competitiva no mercado livre de energia A Medida Provisória nº 1.300/2025, que visa modernizar o setor elétrico, ampliando a liberdade de escolha dos consumidores e promovendo maior eficiência e competitividade, reforça a necessidade de estratégias colaborativas. A abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, prevista para agosto de 2026, representa uma oportunidade significativa para empresas que já operam com comunidades como canais de vendas estabelecidas. Antes de mais nada, é importante entender o que significa uma comunidade. Em termos simples, uma comunidade é um grupo de pessoas sejam parceiros, clientes, ou até mesmo colaboradores que compartilham um interesse comum e colaboram para alcançar objetivos de negócio. A ideia é criar um ecossistema em que todos se sintam parte de algo maior, um movimento, e não apenas “consumidores” ou “vendedores". No setor de energia, isso se traduz em formar uma rede de parceiros e agentes autorizados que não apenas vendem soluções energéticas, mas educam, compartilham experiências e geram confiança. Isso é especialmente importante quando falamos de mercado livre de energia, um mercado que ainda está em crescimento no Brasil e que apresenta barreiras de entrada relacionadas a conhecimento técnico e regulação. Uma das maiores dificuldades que as empresas enfrentam hoje é a educação do consumidor. O mercado livre de energia oferece uma proposta vantajosa, com preços mais baixos e maior liberdade de escolha, mas muitas vezes os consumidores não sabem como ele funciona e até mesmo desconfiam de como podem se beneficiar dele. A MP 1300 propõe facilitar a migração de consumidores para o mercado livre, permitindo que mais empresas e residências possam se beneficiar da liberdade de escolher seus fornecedores de energia. Com essa mudança, a demanda por informações sobre como navegar nesse novo cenário vai aumentar. Quem estiver pronto para fornecer essas informações de forma clara e confiável, estará melhor preparado. Alcance não é comunidade e confiar exclusivamente em mídia paga para escalar presença pode ser uma armadilha silenciosa para quem está ingressando ou expandindo no mercado livre de energia. À medida que o retorno sobre investimento em mídia paga diminui, cresce a urgência de um marketing mais estratégico, onde cada real investido precisa equilibrar performance de curto prazo com construção de autoridade de longo prazo. Nesse cenário, saber quais canais priorizar sejam próprios, conquistados ou híbridos pode ser justamente o que define se a empresa conseguirá cruzar o abismo entre o mercado inicial e o mercado mainstream , onde os critérios de confiança, reputação e experiência pesam mais que a promoção. O Community Canvas é uma ferramenta de estruturação estratégica voltada para a criação de comunidades com propósito. Mais do que gerar engajamento, ele permite desenhar ecossistemas em torno de uma marca ou solução, organizando elementos fundamentais como narrativa, rituais, estrutura de governança, valor compartilhado e papel dos membros. Em mercados como o livre de energia, onde confiança, recorrência e capital relacional são ativos críticos, aplicar o Community Canvas pode ser a diferença entre apenas gerar audiência ou formar uma comunidade real, com advocacy , co-criação e tração de longo prazo, pensando na digitalização e transformação, conforme imagem abaixo: Construir uma comunidade pode ser sua maior vantagem competitiva no mercado livre de energia A construção de uma comunidade de parceiros no mercado livre de energia não deve ser tratada como uma tática complementar, mas como uma possível extensão estratégica do modelo de negócio. No entanto, nem toda comercializadora varejista está, de fato, preparada para estruturar esse tipo de iniciativa com profundidade. Antes de seguir nessa direção, é necessário um exercício crítico de posicionamento e clareza de propósito. E três perguntas podem ajudar a sinalizar se esse é um caminho viável e sustentável para sua marca. Primeiro: Qual é o seu grau de relevância percebida dentro do ecossistema energético? Não se trata aqui de popularidade, market shar e ou presença publicitária, mas de posicionamento estratégico. Sua marca possui uma narrativa própria, com uma bandeira clara, capaz de agregar valor simbólico ao redor daquilo que entrega? Marcas relevantes são aquelas que ocupam um espaço mental distinto, com uma promessa que transcende atributos funcionais e que mobiliza seja intelectualmente, seja emocionalmente. Um exemplo claro fora do setor é o Nubank , que se estabeleceu como um símbolo contra a opacidade dos grandes bancos, traduzido em micro decisões de design, linguagem e experiência. No mercado livre, marcas que defendem autonomia energética real, inteligência tarifária ou desburocratização do acesso podem construir algo semelhante se forem consistentes, conforme imagem abaixo com oportunidades para uma comercializadora varejista: Construir uma comunidade pode ser sua maior vantagem competitiva no mercado livre de energia Segundo: Qual é a sua real disposição de investir em estratégias de longo prazo? Uma comunidade é, por definição, um mecanismo baseado na lógica do flywheel: quanto mais você alimenta, mais ela gira e os retornos se acumulam com o tempo. Mas esse efeito de retroalimentação exige intencionalidade, recursos e tempo de maturação. Não é viável criar uma comunidade apenas para lançar uma campanha ou bater uma meta trimestral. É preciso visão. O case do podcast “Boteco Solar”, por exemplo, é um ótimo exemplo de construção orgânica de comunidade: o canal nasceu de um conteúdo espontâneo, criou um núcleo de audiência de integradores que interagia, e depois foi formalizado em um ambiente digital que perdura até hoje, com moderação, pertencimento e autonomia. No setor elétrico, um representante comercial que permanece engajado por anos, defende a marca e compartilha feedbacks espontâneos é o equivalente mais valioso dessa jornada. Por fim: seus clientes ou parceiros já demonstram comportamentos de cocriação espontânea? Em outras palavras: há sinais de um capital relacional já em construção? Isso pode surgir de um parceiro que sugere melhorias em um contrato, de outro que envia um vídeo com dicas para novos clientes, ou até daquele que cria espontaneamente um conteúdo de venda porque acredita no produto. Esses sinais não são ruídos, são indícios de que sua marca já passou da fase de transação e está se tornando uma plataforma. A comunidade, nesse caso, deixa de ser uma aposta e se torna um caminho natural de amplificação e fidelização. No mercado livre, onde a decisão do cliente é técnica, mas também relacional, a construção de uma comunidade comercial pode ser o diferencial competitivo que estrutura confiança, reduz churn e transforma representantes em embaixadores. E isso só acontece quando a marca deixa de ser apenas fornecedora de energia e passa a ser infraestrutura de significado. Tatiane Carolina Especialista em marketing e modelos de negócios no setor elétrico. Engenheira, MBA em Gerenciamento de Projetos e pós-graduanda em Comunicação Empresarial Transmídia pela ESPM, atua conectando engenharia e marketing no desenvolvimento de marcas, produtos e ecossistemas no setor de energia. CEO da Ello Moving e Host do podcast Boteco Solar. Construir uma comunidade pode ser sua maior vantagem competitiva no mercado livre de energia
- Siltrax quebra recorde de densidade de potência em células a combustível para impulsionar transporte limpo e aviação de alto desempenho
Célula a combustível verificada pela TÜV Rheinland estabelece novo padrão em tamanho, peso e desempenho — abrindo caminho para os setores aeroespacial, marítimo e de transporte Siltrax quebra recorde de densidade de potência em células a combustível para impulsionar transporte limpo e aviação de alto desempenho SYDNEY – 9 de julho de 2025 – A Siltrax , empresa pioneira em inovação com células a combustível, anunciou hoje que alcançou as maiores densidades de potência volumétrica e gravimétrica já registradas para células a hidrogênio. Testes independentes realizados pela TÜV Rheinland validaram a célula proprietária G-100 de 150 kW da Siltrax, que alcançou 9,77 kW/L de densidade volumétrica e 9,7 kW/kg de densidade gravimétrica , superando todos os recordes conhecidos do setor. Esse avanço permite o desenvolvimento de células mais leves, compactas e eficientes, acelerando a descarbonização de indústrias em que espaço e peso são fatores críticos — como aeronaves elétricas, caminhões pesados e transporte marítimo. No centro dessa conquista está a arquitetura patenteada da Siltrax, baseada em silício. Ao integrar uma placa bipolar de silício (Si-BPP) — inédita no mundo — e um design de microcanais de fluxo, antes inviável com materiais convencionais, a empresa conseguiu extrair mais potência com menos materiais. Isso representa um passo essencial para viabilizar o uso em larga escala de células a combustível em mercados com restrições severas de espaço e peso. “Nossos resultados mais recentes mostraram um ganho de desempenho de 30% em relação aos melhores benchmarks da indústria, destacando os benefícios extremos do nosso design com Si-BPP e microcanais,” afirma Dr. Zhengrong Shi , fundador da Siltrax.“Essa inovação se traduz diretamente em células mais densas em potência, mais confiáveis e com custo mais competitivo.” O marco de desempenho reforça a força do núcleo tecnológico da empresa: sua placa bipolar patenteada e os canais de fluxo projetados com precisão. O feito foi alcançado utilizando apenas componentes comerciais disponíveis no mercado , evidenciando o potencial ainda inexplorado da abordagem. “O mais empolgante é que esse resultado de alta eficiência foi conquistado apenas com a otimização da nossa placa bipolar e design dos canais,” explica Shi.“Esses números são apenas o começo. Ao integrar camadas de difusão de gás e membranas customizadas ao nosso sistema de alta precisão, vemos ganhos de desempenho ainda mais expressivos no horizonte,” acrescenta Daniel Zafir , Diretor de Parcerias Globais da Siltrax. Densidade de potência que abre novos mercados Enquanto sistemas tradicionais de célula a hidrogênio costumam não atender às exigências de aplicações críticas, o G-100 da Siltrax estabelece um novo patamar. Os resultados não só superam metas internacionais de longo prazo, como também redefinem o que é possível em mobilidade e energia limpa de nova geração. Por exemplo, as densidades de 9,7 kW/L (volumétrica) e 9,7 kW/kg (gravimétrica) ultrapassam as metas estabelecidas pela organização japonesa NEDO para 2030 (6,76 kW/L), 2035 (8,42 kW/L) e 2040 (10,38 kW/L), além das metas do programa USDRIVE do Departamento de Energia dos EUA para potência específica por stack: 2.000 W/kg (atual), 2.700 W/kg (meta para 2025). Ao ultrapassar marcos que a concorrência ainda persegue, a Siltrax acelera a adoção comercial de células em indústrias nas quais cada quilo e cada centímetro cúbico importam . À medida que setores buscam alternativas mais limpas aos combustíveis fósseis, soluções compactas e potentes como a G-100 tornam-se protagonistas da nova era da energia. Impulsionando o futuro da energia zero emissões Com esse desempenho recorde, a Siltrax amplia os limites do que é possível em aplicações onde stacks tradicionais enfrentam restrições críticas: Aeroespacial e eVTOLs (aeronaves de decolagem e pouso vertical elétricas) : Altas relações potência/peso permitem maior alcance e mais carga útil, maximizando o retorno sobre investimento. Marítimo e Drones : Soluções duráveis e compactas ideais para operação prolongada em ambientes com pouco espaço. Transporte pesado : Propulsão de alta densidade viabiliza eletrificação de cargas pesadas, otimizando capacidade útil e eficiência de abastecimento. O marco G-100 se baseia na plataforma de célula a combustível de silício já anunciada pela Siltrax, desenvolvida com apoio da Clean Energy Finance Corporation (CEFC) e da Virescent Ventures . Ao aproveitar as cadeias de suprimento maduras da indústria fotovoltaica e técnicas de fabricação de silício em alta escala, a abordagem também tem potencial para reduzir significativamente os custos de produção dessas tecnologias avançadas. Sobre a Siltrax Sediada em Sydney, Austrália , a Siltrax lidera o desenvolvimento de tecnologias com células a combustível baseadas em silício, oferecendo soluções de ponta para geração de energia, transporte e logística. Combinando pesquisa avançada e cadeias de suprimentos consolidadas, a empresa impulsiona a eficiência energética e a sustentabilidade com células robustas, de alta performance e ótimo custo-benefício. Comprometida com a expansão da economia do hidrogênio, a Siltrax se posiciona como agente de transformação na transição energética global.Mais informações: www.siltrax.net Siltrax quebra recorde de densidade de potência em células a combustível para impulsionar transporte limpo e aviação de alto desempenho
- Thopen capta R$ 293 milhões com XP e Kinea e acelera expansão do seu portfólio de energia limpa no Brasil
Os recursos foram levantados em duas emissões de debêntures de infraestrutura e serão destinados para o financiamento da construção de 32 ativos de energia solar em diferentes estados brasileiros Thopen capta R$ 293 milhões com XP e Kinea e acelera expansão do seu portfólio de energia limpa no Brasil São Paulo, 7 de julho de 2025 — A Thopen , maior plataforma integrada de geração e gestão de energia elétrica com foco na abertura total do mercado livre, acaba de anunciar duas novas captações de investimentos para ativos de energia solar fotovoltaica. A primeira foi coordenada pela XP Investimentos, no montante de R$ 200 milhões. Já a segunda, foi realizada com a Kinea, desta vez, no valor de R$ 93 milhões. Os recursos foram captados via emissão de debêntures de infraestrutura não conversíveis em ações e serão destinados para o financiamento da construção de 32 projetos, distribuídos em diferentes estados brasileiros. A partir da captação com a XP, serão construídos 21 projetos nos estados de Goiás, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. Destes, mais de 80% dos ativos possuem previsão de início de operação ainda em 2025 e o restante para o primeiro semestre de 2026, incluindo 58,1 MWp de capacidade instalada ao portfólio da Thopen. Thopen capta R$ 293 milhões com XP e Kinea e acelera expansão do seu portfólio de energia limpa no Brasil Já os investimentos da Kinea serão destinados para 11 projetos, localizados no Paraná, São Paulo, Maranhão, Bahia e Goiás. Juntas, as usinas totalizam 30,5 MWp de capacidade instalada . O capex total, que inclui o desenvolvimento destes ativos, foi de R$ 127,5 milhões. Thopen capta R$ 293 milhões com XP e Kinea e acelera expansão do seu portfólio de energia limpa no Brasil Em abril deste ano, a Thopen já havia realizado uma captação de R$ 90 milhões em investimentos com a Kinea para outros projetos renováveis nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Ceará. “Esse novo ciclo de captações acelera ainda mais o nosso compromisso com a transição energética do Brasil. Estamos construindo, com solidez e agilidade, um portfólio que democratiza o acesso à energia limpa, reduz custos para empresas e consumidores, e posiciona a Thopen como protagonista na abertura do mercado livre de energia”, comenta Gustavo Ribeiro, CEO da Thopen e da Pontal Energy, empresas do mesmo grupo. Plano acelerado de expansão e realização de acordos estratégicos no mercado Desde o início de 2025, a Thopen já realizou mais de R$1,7 bilhão em investimentos no seu portfólio, incluindo soluções para criação da nova plataforma focada em oferecer soluções inovadoras enquanto agente na transição do mercado livre de energia e aquisição de empreendimentos de energia limpa. Nos últimos meses, a Thopen também fechou uma parceria com a operadora de telefonia TIM em um programa que prevê economia na conta de luz para consumidores em diversos estados do Brasil. Estas iniciativas prometem expandir a carteira de clientes da companhia, que hoje já ultrapassa a marca de 250 mil unidades consumidoras gerenciadas. A empresa projeta chegar a 1 milhão de clientes nos próximos anos, além de aplicar R$ 2,3 bilhões nos seus segmentos de atuação até 2027. Atualmente, a Thopen, junto com a Pontal Energy, possui uma capacidade total instalada de 608 MW em geração centralizada e um portfólio de projetos greenfield que somam mais de 1 GW. A plataforma também possui 240 MWp de capacidade operacional em GD e está construindo novas usinas, que aumentarão esta produção para 500 MWp. Juntas, as empresas projetam atingir cerca de 800 MWp de capacidade em GD até o final de 2026, através de desenvolvimento próprio ou aquisição de usinas de terceiros. Thopen capta R$ 293 milhões com XP e Kinea e acelera expansão do seu portfólio de energia limpa no Brasil
- Livoltek aposta em ecossistema completo e fábrica no Brasil para liderar nova fase da energia solar com armazenamento
Por Ricardo Honório, direto de Campinas – Especial para o EnergyChannel Livoltek aposta em ecossistema completo e fábrica no Brasil para liderar nova fase da energia solar com armazenamento Direto da edição de julho da Performatec Campinas 2025 , o EnergyChannel acompanhou de perto as principais novidades do setor fotovoltaico, e uma delas veio da Livoltek , empresa que está construindo um posicionamento sólido no Brasil com soluções completas em energia solar e sistemas de armazenamento. Conversamos com Guilherme Deziatto , coordenador de suporte técnico da marca no país, que apresentou durante o evento uma palestra técnica sobre a evolução dos sistemas híbridos com baterias , destacando os ganhos práticos para o integrador e o consumidor final. Armazenamento: de tendência a realidade no mercado brasileiro Segundo Deziatto, a Livoltek tem reforçado seu compromisso com o mercado nacional, investindo na fabricação local e desenvolvendo tecnologias de armazenamento com baterias de lítio ferro fosfato , que hoje já entregam kWh abaixo dos R$ 0,20 em aplicações residenciais . “A proposta é clara: mais do que vender produtos, queremos entregar soluções energéticas completas que se conectem com a realidade do consumidor brasileiro”, afirmou. Entre os temas da apresentação, o especialista destacou as diferenças entre sistemas on-grid, off-grid e híbridos , e explicou como a Livoltek oferece apoio técnico completo ao integrador , desde a seleção de equipamentos até o suporte em cálculos de viabilidade econômica e dimensionamento de projetos. Indústria nacional: Livoltek inaugura primeira fábrica de inversores do Brasil Com presença global, a Livoltek é o braço de energias renováveis do Grupo Rex, mas tem dado passos firmes para se tornar referência nacional no segmento solar . Prova disso é a implantação de duas fábricas no país : uma em Manaus, dedicada à produção de inversores , e outra em Fortaleza, especializada em medidores de energia . “Somos a primeira empresa a ter uma fábrica de inversores operando no Brasil, o que representa um marco para o setor e uma vantagem competitiva para o cliente nacional em termos de prazo, suporte e custo”, explicou Deziatto ao EnergyChannel. Ecossistema 100% integrado: da geração à mobilidade elétrica A Livoltek não se limita a inversores. A empresa oferece um ecossistema completo que inclui baterias, carregadores veiculares, medidores e soluções de monitoramento , todos com integração nativa — o que facilita a instalação, o suporte e o pós-venda . “Com equipamentos de uma única marca, o integrador evita incompatibilidades e reduz o risco de falhas. Além disso, o cliente final ganha em confiabilidade, escalabilidade e controle”, completou. Outro destaque é o carregador veicular CC de 240 kW , voltado para aplicações industriais, frotas e eletropostos, além do modelo CA de 7 kW para uso residencial. Apoio total ao integrador e foco em soluções sob medida Com atuação desde o residencial até projetos comerciais e industriais , a Livoltek oferece soluções adaptadas para diferentes portes e tipos de consumidores. Para os integradores, a empresa disponibiliza suporte técnico direto , treinamentos e consultoria para customização de projetos com foco na viabilidade econômica e sustentabilidade. “Nosso papel é dar suporte completo, inclusive na transição de sistemas movidos a diesel para soluções com baterias , que já fazem sentido financeiramente em muitos casos”, destacou. O futuro da energia solar passa pelo armazenamento Livoltek aposta em ecossistema completo e fábrica no Brasil para liderar nova fase da energia solar com armazenamento Durante o evento, o executivo reforçou que o armazenamento de energia deixou de ser um conceito distante e já faz parte do presente , principalmente em aplicações onde o cliente busca autonomia energética, segurança e previsibilidade de custos . “O integrador precisa entender que o consumidor hoje quer mais do que um sistema solar — ele quer uma solução energética inteligente e pronta para o futuro. É isso que a Livoltek entrega”, concluiu. Quer saber mais sobre sistemas híbridos, armazenamento e o futuro da energia solar no Brasil? Acompanhe as atualizações no www.energychannel.co e siga o EnergyChannel nas redes sociais para coberturas exclusivas dos principais eventos do setor. Livoltek aposta em ecossistema completo e fábrica no Brasil para liderar nova fase da energia solar com armazenamento
- Alemanha já alcança metade da meta solar de 2030 — mas especialistas alertam para risco de desaceleração na transição energética
Por EnergyChannel – Redação Internacional Alemanha já alcança metade da meta solar de 2030 — mas especialistas alertam para risco de desaceleração na transição energética A Alemanha acaba de cruzar uma marca importante no seu plano de transição energética: atingiu 50% da meta de 215 GW de capacidade instalada de energia solar prevista para 2030 . O avanço, divulgado nesta semana pela Agência Federal de Redes (Bundesnetzagentur) , reflete o esforço contínuo do país em expandir suas fontes renováveis e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Alemanha já alcança metade da meta solar de 2030 — mas especialistas alertam para risco de desaceleração na transição energética No entanto, ao mesmo tempo em que os números representam um sinal de progresso, também acendem um alerta vermelho no setor . Segundo a Associação Alemã da Indústria Solar (BSW) , a trajetória de crescimento pode enfrentar um "ponto de inflexão" caso não sejam tomadas medidas urgentes para destravar investimentos e acelerar o desenvolvimento de soluções de armazenamento de energia . Alemanha precisa manter o ritmo — e resolver gargalos estruturais A meta ambiciosa da Alemanha de alcançar 215 GW de capacidade solar até 2030 faz parte do plano nacional para neutralizar emissões de carbono e ampliar a segurança energética diante dos desafios geopolíticos e climáticos. Hoje, com cerca de 107 GW de capacidade instalada , o país já avançou consideravelmente — mas o ritmo de crescimento precisa ser mantido ou ampliado nos próximos cinco anos. O desafio, segundo o setor, vai além da instalação de novos painéis solares. Um dos principais gargalos está na infraestrutura de armazenamento , essencial para garantir estabilidade ao sistema elétrico à medida que aumenta a participação de fontes intermitentes, como solar e eólica. “Sem soluções eficientes de armazenamento, o excesso de energia produzida durante o dia pode ser desperdiçado, enquanto a demanda continua crescente à noite”, alertou Carsten Körnig, diretor executivo da BSW. Condições de investimento precisam melhorar A Associação também destacou que barreiras burocráticas, incertezas regulatórias e entraves no licenciamento têm dificultado a implantação de grandes usinas fotovoltaicas e travado o interesse de investidores internacionais. Além disso, custos relacionados a terrenos, conexão à rede e mão de obra especializada pressionam a viabilidade de projetos em escala. Embora os subsídios e programas federais tenham sido cruciais para o avanço até agora, o setor cobra uma atualização nas políticas de incentivo , especialmente diante da concorrência com mercados emergentes que vêm oferecendo ambientes mais atraentes para negócios em energia renovável. Armazenamento é a chave para a segunda metade da meta A expansão da energia solar na Alemanha dependerá cada vez mais de tecnologias de armazenamento em larga escala , como baterias de íons de lítio e soluções de hidrogênio verde. Esses recursos são vistos como peças-chave para aumentar a flexibilidade da rede elétrica, evitar curtailment (desperdício de energia gerada) e garantir que a energia solar esteja disponível mesmo fora dos períodos de sol. O governo alemão já sinalizou que deve lançar novas diretrizes para facilitar o investimento em armazenamento , mas o setor defende que essas medidas precisam ser colocadas em prática rapidamente para evitar um retrocesso na curva de crescimento. Um alerta para o Brasil e o mundo O caso da Alemanha serve de alerta para outras nações em processo de transição energética , inclusive o Brasil. Embora a geração solar tenha crescido de forma expressiva em ambos os países, o planejamento de longo prazo exige mais do que a simples expansão da geração : é preciso garantir infraestrutura, regulação adequada e soluções que deem robustez ao sistema elétrico. Com a COP30 no horizonte e os compromissos climáticos se tornando mais exigentes, a integração entre geração renovável, armazenamento e digitalização da rede será decisiva para o futuro energético global . Acompanhe mais atualizações sobre energia solar, transição energética e inovação no setor elétrico em energychannel.co . Assine nossa newsletter e siga o EnergyChannel nas redes sociais para não perder nenhum avanço do setor de energias renováveis. Alemanha já alcança metade da meta solar de 2030 — mas especialistas alertam para risco de desaceleração na transição energética
- MERCADO LIVRE PARA TODOS AINDA NÃO É VIÁVEL: ALTA SELIC, INFRAESTRUTURA INSUFICIENTE E DISTORÇÕES TARIFÁRIAS EXIGEM TRANSIÇÃO GRADUAL
A Medida Provisória nº 1.300/2025 reacendeu uma discussão importante sobre a abertura do mercado livre de energia para todos os consumidores, inclusive os de baixa tensão. Embora a proposta tenha potencial no longo prazo, acredito que, no cenário atual do setor elétrico brasileiro, sua adoção não é viável sem ajustes estruturais profundos. MERCADO LIVRE PARA TODOS AINDA NÃO É VIÁVEL: ALTA SELIC, INFRAESTRUTURA INSUFICIENTE E DISTORÇÕES TARIFÁRIAS EXIGEM TRANSIÇÃO GRADUAL Não se trata apenas de um desafio técnico; existem entraves econômicos e de infraestrutura que precisam ser superados para que essa transição ocorra de forma segura. A alta taxa de juros, a precariedade da infraestrutura e as distorções tarifárias são apenas alguns dos fatores que tornam esse processo mais complexo do que aparenta. Segue a minha impressão técnica sobre o tema. Ressalto, porém, que há outros aspectos econômicos relevantes que não foram plenamente abordados nesta análise. ADOÇÃO DE MEDIDORES INTELIGENTES: SEM DADOS CONCRETOS, MAS INFRAESTRUTURA AINDA INSUFICIENTE Não há dados oficiais atualizados sobre a penetração de medidores inteligentes no Brasil em 2025. Estimativas anteriores da ANEEL (2023) indicavam uma taxa de adoção inferior a 5% entre consumidores de baixa tensão, especialmente nas classes residenciais. Para uma liberalização de preços com precificação horária e contratos dinâmicos, os medidores inteligentes são essenciais. Considerando 89 milhões de unidades consumidoras em baixa tensão, uma cobertura de 50% demandaria a instalação de cerca de 44,5 milhões de smart meters. Com um custo unitário médio entre R$ 300 e R$ 500,00, o investimento total seria da ordem de R$ 13,3 a R$ 22,2 bilhões. Mesmo distribuída ao longo de cinco anos, a implementação representaria um esforço financeiro anual de até R$ 4,4 bilhões , o que exigiria uma definição clara de quem assumirá o pagamento: consumidores, concessionárias, governo ou por meio de encargos setoriais. TRANSMISSÃO SOBRECARREGADA: NECESSIDADE DE EXPANSÃO E PLANEJAMENTO COORDENADO A malha de transmissão do país, especialmente no Nordeste, enfrenta saturação devido à concentração de projetos eólicos e solares distantes dos centros de carga. Isso resulta em curtailment frequente e aumento de custos operacionais. Estudos do ONS e da EPE já projetam investimentos superiores a R$ 20-30 bilhões até 2030 para suportar a integração de fontes renováveis em larga escala. Apenas os leilões realizados entre 2023 e 2024 já demandaram cerca de R$ 15 bilhões. A estimativa do BESS ainda está sob análise, mas tende a crescer diante das exigências de um mercado mais dinâmico e descentralizado. ARMAZENAMENTO DE ENERGIA: ALTERNATIVA EM REGULAÇÃO Embora o texto legal e regulatório ainda não esteja consolidado, o armazenamento por baterias surge como um importante mitigador de desequilíbrios de geração intermitente e sobrecarga de rede. A Consulta Pública nº 39/2023 da ANEEL discute a inserção regulada dos sistemas de armazenamento no SIN, tanto como solução de flexibilidade quanto para redução de curtailment. A combinação de armazenamento com tarifação horária pode representar um vetor importante de viabilidade futura, mas ainda depende de definições operacionais, econômicas e jurídicas que estão em curso. DISTORÇÕES NA TUSD: SUBSÍDIOS CRUZADOS E O IMPACTO SOBRE O CONSUMIDOR Um dos maiores entraves técnicos à abertura total do mercado é a estrutura tarifária da TUSD, que não reflete de forma adequada o custo de uso da rede. Subsídios cruzados são amplamente reconhecidos por agentes e instituições. A MP 1.300/2025 prevê, inclusive, que os consumidores livres passem a contribuir para os incentivos à geração distribuída, corrigindo parcialmente esse desequilíbrio. Se a TUSD for reestruturada para refletir os custos reais, há consenso no setor de que haverá aumento tarifário direto para consumidores que hoje acessam a rede com valores subdimensionados. A consequência pode ser o enfraquecimento da atratividade do mercado livre para os pequenos consumidores de baixa tensão. A criação de um fundo de equalização, subsidiado por encargos setoriais ou por política pública, surge como alternativa para mitigar os impactos dessa reestruturação sobre populações vulneráveis ou regiões penalizadas por questões estruturais (ex.: interior do Nordeste e do Norte). SINAL LOCACIONAL: TECNICAMENTE CORRETO, POLITICAMENTE SENSÍVEL, ECONOMICAMENTE INVIÁVEL A adoção de preços nodais ou sinal locacional foi amplamente discutida na Consulta Pública 33/2021 e posteriormente rejeitada pelo Congresso Nacional, principalmente pelos impactos negativos previstos nas regiões com menor densidade de carga. No Nordeste, os estudos indicavam aumento da TUST em até 40% em alguns nós, inviabilizando projetos eólicos e solares que, embora eficientes energeticamente, ficam distantes do centro de consumo. Região Variação estimada na TUST com sinal locacional Nordeste +30% a +40% Norte +20% a +25% Sudeste -10% a -20 A viabilidade econômica de projetos em regiões como o Semiárido brasileiro passaria a depender exclusivamente de preços de energia muito elevados ou de subsídios compensatórios, o que contradiz a lógica liberal da abertura de mercado. CONSUMIDORES AINDA CARECEM DE EDUCAÇÃO ENERGÉTICA A liberalização do mercado depende também de consumidores informados. A maioria dos consumidores residenciais desconhece os conceitos de demanda, TUSD, encargos ou precificação horária. Sem uma campanha ampla de educação energética, o risco de adesão a contratos desvantajosos ou até mesmo abusivos é elevado. O caso do Texas, em 2021, ilustra os riscos de liberalizações mal calibradas: consumidores residenciais enfrentaram tarifas de milhares de dólares durante eventos climáticos extremos, por conta de contratos dinâmicos não compreendidos. CONCLUSÃO A meu ver, a abertura do mercado livre é um objetivo legítimo do setor elétrico brasileiro, mas sua implementação deve ser escalonada, técnica e economicamente fundamentada . O cenário atual, com Selic em 15%, adoção de smart meters, rede sobrecarregada e regulação de armazenamento ainda em fase inicial, não oferece sustentação para uma abertura ampla e segura. Uma trajetória segura passa por: Rollout progressivo de medidores inteligentes com subsídios ou financiamento híbrido; Revisão da TUSD com fundo de equalização; Implementação de pilotos regionais com consumidores acima de 500 kWh/mês; Consolidação regulatória de sistemas de armazenamento; Campanhas de educação energética e proteção ao consumidor. A liberalização do setor é desejável, mas só será justa e eficiente se vier acompanhada de infraestrutura, informação e equilíbrio regulatório. MERCADO LIVRE PARA TODOS AINDA NÃO É VIÁVEL: ALTA SELIC, INFRAESTRUTURA INSUFICIENTE E DISTORÇÕES TARIFÁRIAS EXIGEM TRANSIÇÃO GRADUAL
- Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente movimentará o setor renovável em setembro em Belém (PA)
Belém se prepara para a Semana Internacional das Energias Renováveis e Sustentabilidade, com foco na Amazônia e na COP30 Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente movimentará o setor renovável em setembro em Belém (PA) Por EnergyChannel – Direto de São Paulo Entre os dias 23 e 25 de setembro de 2025 , Belém do Pará será palco de um dos eventos mais estratégicos do calendário nacional de energia, sustentabilidade e meio ambiente: a Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente . A capital paraense se posiciona como protagonista no debate climático global ao receber especialistas, empresas, lideranças políticas e representantes da sociedade civil em uma programação que promete ser um aquecimento de peso para a COP30 , também marcada para novembro, na mesma cidade. Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente movimentará o setor renovável em setembro em Belém (PA) O encontro reunirá três fóruns de grande relevância para o setor, integrando temas-chave da transição energética , desenvolvimento sustentável , descarbonização e fortalecimento da bioeconomia amazônica . A agenda será intensa e repleta de oportunidades para geração de negócios, inovação, políticas públicas e ações concretas que podem mudar o rumo da região Norte — e impactar diretamente o posicionamento do Brasil nas discussões climáticas internacionais. Fóruns estratégicos e temas que moldam o futuro da Amazônia energética A programação acontecerá no Auditório Orlando Sozinho Lobato , da FECOMÉRCIO-PA , e será dividida em três grandes frentes: 🔋 3º Fórum Carbono Neutro – 23 de setembro (manhã) Focado em estratégias para uma economia de baixo carbono, o fórum trará especialistas nacionais e internacionais para debater créditos de carbono, ESG, regulamentações globais e oportunidades econômicas sustentáveis na Amazônia. A perspectiva é clara: o Brasil pode se tornar uma potência verde, e o Norte tem papel central nesse processo. 🌿 3º Fórum Amazônia – 23 de setembro (tarde) A biodiversidade amazônica é o ponto de partida para debates sobre bioeconomia, turismo sustentável, inovação social e conservação ambiental . O fórum pretende colocar em evidência os saberes tradicionais e soluções locais como caminhos para uma economia regenerativa, com forte presença de comunidades locais, ONGs e centros de pesquisa. ☀️ 29º Fórum GD Norte – 24 e 25 de setembro Reconhecido como o maior evento de geração distribuída da região Norte , o fórum abordará o avanço das fontes solares, uso de baterias, armazenamento, financiamento de projetos e regulamentação . Em destaque, o crescimento da GD no Brasil, que já ultrapassa 41 GW de potência instalada , segundo dados da Aneel. Amazônia como protagonista da transição energética justa Tiago Fraga, CEO do Grupo FRG Mídias & Eventos , organizador da Semana Internacional, reforça a importância de articular conhecimento técnico com impacto social. “Queremos mostrar que a transição energética na Amazônia já está em curso. A ideia é acelerar esse processo com soluções que levem energia limpa a comunidades isoladas, incentivem o uso de baterias e fomentem a sustentabilidade com inclusão”, explica Fraga. Além dos fóruns, o evento contará com painéis técnicos , espaços de networking , exposição de tecnologias e discussões sobre financiamento climático , barreiras regulatórias , capacitação profissional e desenvolvimento territorial sustentável . Propostas entregues à COP30 Um dos marcos esperados da Semana Internacional será a elaboração de um documento técnico final , reunindo as principais propostas, diretrizes e demandas discutidas durante os fóruns. Esse material será entregue oficialmente ao comitê organizador da COP30 , ampliando a participação da Amazônia nas mesas de negociação internacionais sobre clima e energia. Como participar da Semana Internacional de Energias Renováveis na Amazônia As inscrições para os três eventos já estão abertas e podem ser feitas online, pelos sites oficiais: 🌱 Fórum Carbono Neutro 🌳 Fórum Amazônia ⚡ Fórum GD Norte A Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente é promovida pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, com apoio da FECOMÉRCIO-PA e diversas instituições parceiras do setor energético, ambiental e social. 📌 EnergyChannel na cobertura especial em Belém O EnergyChannel estará presente na Semana Internacional para uma cobertura completa com reportagens especiais, entrevistas exclusivas e análises sobre os desdobramentos rumo à COP30. Quer ficar por dentro de tudo? Acesse energychannel.co e siga o @energychannel nas redes sociais para não perder nenhuma atualização. Semana Internacional das Energias Renováveis, Sustentabilidade e Meio Ambiente movimentará o setor renovável em setembro em Belém (PA)
- Energia solar lidera transição na União Europeia, e carvão atinge mínima histórica
Com forte crescimento das fontes renováveis, especialmente a solar, a matriz elétrica da União Europeia acelera a descarbonização e redefine o papel dos combustíveis fósseis no continente. Energia solar lidera transição na União Europeia, e carvão atinge mínima histórica Por EnergyChannel – Redação Internacional A União Europeia vive uma transformação sem precedentes em sua matriz elétrica. Dados atualizados de 2024 apontam para uma virada histórica: as energias renováveis não apenas avançaram, mas consolidaram sua posição como base do sistema energético europeu. Enquanto isso, o uso do carvão caiu para seu menor nível em décadas, indicando que a transição energética deixou de ser apenas discurso — e virou prática. Segundo levantamento recente do think tank Ember , especializado em dados de energia, as fontes renováveis representaram mais de 50% da geração de eletricidade no bloco europeu no primeiro semestre de 2024. A principal protagonista? A energia solar, que superou expectativas e ganhou protagonismo em diversas economias do continente. Solar avança com força — e rapidez Impulsionada por políticas públicas robustas, incentivos financeiros e um mercado cada vez mais competitivo, a energia solar bateu recordes de instalação e geração. De janeiro a junho de 2024, a produção fotovoltaica cresceu mais de 11% em comparação com o mesmo período do ano anterior, tornando-se a fonte com maior expansão percentual entre todas. O avanço solar foi visível em países como Alemanha, Espanha, Itália e Países Baixos — nações que, juntas, responderam por grande parte das novas conexões à rede. Além de contribuir diretamente para a redução de emissões, essa expansão também ajudou a aliviar o custo da eletricidade em momentos de pico de demanda. Queda acentuada do carvão Na contramão da solar, o carvão teve queda de mais de 24% na participação da matriz elétrica europeia no primeiro semestre de 2024. Esse declínio é fruto de uma combinação de fatores: aumento na oferta renovável, preço competitivo da energia limpa, regulamentações ambientais mais rígidas e o fechamento gradual de usinas movidas a combustíveis fósseis. Mesmo em países historicamente dependentes do carvão, como Polônia e Bulgária, a substituição por fontes mais limpas já é uma realidade em curso — ainda que em ritmos distintos. Gás natural ainda resiste, mas perde espaço O gás natural, que nos últimos anos havia sido considerado uma “ponte” na transição energética europeia, também começou a ceder espaço. Apesar de ainda representar uma fatia significativa da matriz, seu uso recuou levemente em 2024, pressionado pelo aumento da competitividade das fontes renováveis e pelo avanço de tecnologias de armazenamento. Com a melhoria das baterias e o fortalecimento da integração entre os sistemas energéticos dos países membros, a variabilidade das fontes solares e eólicas tem sido cada vez melhor gerenciada. Uma transição consolidada — e em aceleração A transformação do mix energético europeu já não é apenas tendência, mas um movimento consolidado. Para especialistas ouvidos pelo EnergyChannel, o desafio agora é manter o ritmo acelerado de expansão renovável, modernizar redes de transmissão e garantir que os benefícios da transição sejam distribuídos de forma equitativa entre as regiões e populações do bloco. Além disso, o papel da energia solar como eixo central da matriz europeia reforça a importância de investimentos em inovação, armazenamento e digitalização — tecnologias que permitirão maior eficiência e controle da geração distribuída. Palavras-chave para SEO: energia solar Europa 2024 mix energético União Europeia transição energética Europa fim do carvão na matriz elétrica crescimento das energias renováveis queda do gás natural fontes limpas na União Europeia energia limpa 2024 Quer acompanhar de perto as transformações do setor energético mundial? Continue ligado no EnergyChannel — o canal da transição energética. Energia solar lidera transição na União Europeia, e carvão atinge mínima histórica
- TRUMP ELIMINA CRÉDITO FISCAL PARA ENERGIA SOLAR RESIDENCIAL EM NOVA LEI ORÇAMENTÁRIA
Por EnergyChannel | Redação Publicado em 07 de julho de 2025 Em movimento que promete reconfigurar o mercado de energia solar nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou ontem um projeto de lei orçamentária que elimina o Crédito Fiscal de Investimento (ITC) para instalações solares residenciais, encerrando um dos principais incentivos que impulsionou a adoção de energia solar por consumidores americanos na última década. TRUMP ELIMINA CRÉDITO FISCAL PARA ENERGIA SOLAR RESIDENCIAL EM NOVA LEI ORÇAMENTÁRIA Fim de uma era para o setor solar residencial O ITC residencial, que permitia aos proprietários de imóveis deduzirem até 26% do custo de instalação de sistemas solares em seus impostos federais, foi um pilar fundamental para o crescimento exponencial do setor solar americano. Analistas do mercado energético já preveem impactos significativos para fabricantes, instaladores e consumidores. "Esta decisão representa um ponto de inflexão para o mercado solar residencial nos EUA", afirma Maria Gonzalez, analista-chefe da consultoria RenewEcon, em entrevista exclusiva. "Estamos falando de um incentivo que reduzia efetivamente o custo de aquisição de sistemas solares em mais de um quarto, tornando-os acessíveis para milhões de famílias americanas." Justificativa fiscal e reações do mercado A administração Trump justificou a medida como parte de um esforço mais amplo para reduzir gastos governamentais e eliminar o que classificou como "subsídios desnecessários" no setor energético. Segundo o Departamento do Tesouro, a eliminação do ITC residencial deve economizar aproximadamente US$ 7 bilhões aos cofres públicos nos próximos cinco anos. O mercado reagiu imediatamente ao anúncio. As ações das principais empresas do setor solar registraram quedas significativas: - SunPower: -18,7% - Sunrun: -22,3% - Tesla (divisão solar): -9,4% - First Solar: -7,2% "A diferença nas quedas reflete a exposição de cada empresa ao mercado residencial", explica Carlos Mendes, economista especializado em transição energética. "Empresas com foco predominante no segmento residencial, como Sunrun , sofrem impacto mais severo do que aquelas com portfólio diversificado ou concentrado em projetos de grande escala." ITC comercial mantido, mas com incertezas É importante ressaltar que o projeto de lei mantém o ITC para instalações comerciais e de utilidade pública, que continuarão beneficiando-se do crédito fiscal de 26%, com redução gradual prevista nos próximos anos. No entanto, especialistas questionam a estabilidade desse incentivo no longo prazo. "Manter o ITC comercial enquanto elimina o residencial sinaliza uma preferência por projetos de grande escala, mas também levanta dúvidas sobre a permanência desse benefício nos próximos anos" , avalia Jennifer Park, diretora da Associação de Indústrias de Energia Limpa (AIEL). "O setor precisa se preparar para um cenário de redução gradual ou eliminação completa dos incentivos federais." Impactos projetados para o mercado Segundo projeções da Wood Mackenzie Power & Renewables, a eliminação do ITC residencial deve resultar em: - Redução de 35% nas instalações solares residenciais em 2026 - Perda estimada de 38.000 empregos no setor solar nos próximos 18 meses - Aumento do período de retorno do investimento em sistemas residenciais de 7-8 anos para 11-12 anos - Aceleração da consolidação entre instaladores e distribuidores de equipamentos solares "O mercado não vai desaparecer, mas certamente veremos uma transformação significativa" , projeta Gonzalez. "Empresas precisarão inovar em modelos de financiamento, reduzir custos operacionais e possivelmente focar em segmentos premium menos sensíveis a preço." Estados podem compensar com incentivos locais Diante do vácuo deixado pelo governo federal, especialistas apontam que estados com metas ambiciosas de energia renovável provavelmente intensificarão seus próprios programas de incentivo. " Califórnia, Nova York, Massachusetts e outros estados com compromissos climáticos robustos devem expandir ou criar novos mecanismos de apoio à energia solar distribuída", prevê Thomas Chen, pesquisador do Instituto de Políticas Energéticas Sustentáveis. "Isso pode criar um mercado ainda mais fragmentado, com adoção solar concentrada em estados com políticas favoráveis . " Alguns estados já sinalizaram essa intenção. O governador da Califórnia anunciou ontem que apresentará um projeto de lei estadual para compensar parcialmente a perda do incentivo federal, enquanto legisladores de Nova York discutem a ampliação do programa NY-Sun. Setor busca alternativas Representantes da indústria solar já articulam estratégias para navegar neste novo cenário. A Associação das Indústrias de Energia Solar (SEIA) anunciou a formação de uma força-tarefa para desenvolver propostas alternativas de incentivo e explorar novos modelos de negócio. "O setor solar americano é resiliente e inovador" , afirma Sarah Johnson, presidente da SEIA. "Já superamos desafios regulatórios antes e continuaremos a expandir, mesmo que em ritmo mais moderado no curto prazo. A competitividade econômica da energia solar vai além dos incentivos fiscais." Entre as alternativas em discussão estão: - Expansão de programas de financiamento com juros reduzidos - Desenvolvimento de modelos de assinatura de energia solar sem custo inicial - Foco em integração com armazenamento de energia e veículos elétricos - Parcerias com concessionárias para programas de resposta à demanda Perspectivas para o futuro Apesar do revés, analistas de longo prazo mantêm perspectiva positiva para o setor solar como um todo. A contínua redução nos custos de equipamentos, combinada com o aumento nos preços da eletricidade convencional, deve preservar a competitividade da energia solar mesmo sem o ITC residencial. "Este é um obstáculo significativo, mas não muda a trajetória fundamental da transição energética" , conclui Mendes. "A energia solar continua sendo uma das fontes mais competitivas em termos de custo nivelado de energia, e essa vantagem só tende a aumentar com avanços tecnológicos contínuos." O EnergyChannel continuará acompanhando os desdobramentos desta decisão e seus impactos no mercado energético global. EnergyChannel é o principal canal de notícias especializado em energia, sustentabilidade e transição energética, com cobertura global e análises aprofundadas sobre as transformações do setor energético. TRUMP ELIMINA CRÉDITO FISCAL PARA ENERGIA SOLAR RESIDENCIAL EM NOVA LEI ORÇAMENTÁRIA
- TSUNESS aposta em microinversores, inovação e suporte técnico local para conquistar o mercado brasileiro
Com presença global, produção própria e foco em segurança e performance, fabricante avança no Brasil com soluções acessíveis e atendimento técnico ágil e eficiente. Por EnergyChannel – São Paulo O setor de energia solar no Brasil vive um momento de expansão acelerada e crescente demanda por tecnologias que combinem eficiência, segurança e suporte pós-venda confiável. É nesse cenário que a TSUNESS, fabricante especializada em microinversores, ganha destaque com uma proposta clara: entregar mais geração, mais segurança e mais proximidade com o cliente brasileiro. O EnergyChannel recebeu no estúdio de São Paulo o Head LATAM da TSUNESS, Victor Curi Segato, para uma conversa exclusiva com o jornalista Ricardo Honório. A entrevista abordou desde os bastidores da fábrica na China até os diferenciais da marca para o mercado brasileiro. De startup à referência global Fundada em 2019, a TSUNESS nasceu com foco em MLPE (Module-Level Power Electronics) e rapidamente consolidou sua operação global. Apesar de jovem, a empresa traz a experiência de seu CEO, Andy Lew — também fundador da ProJoy Electric e cofundador da OMNI e Everlight, esta última adquirida pela SMA. Atualmente, a TSUNESS exporta para mais de 30 países, com produção 100% própria e centros de pesquisa avançada na China. “Somos especialistas em microinversores e temos uma estrutura pensada para escalar inovação com segurança e performance”, afirmou Segato. Inovação como rotina A TSUNESS mantém uma equipe de mais de 60 engenheiros dedicados exclusivamente ao desenvolvimento de microinversores. Entre os lançamentos mais recentes, destacam-se modelos de 3,3 kW com capacidade para até seis módulos — um diferencial que amplia a competitividade da tecnologia em projetos maiores. “Microinversores deixaram de ser solução apenas para telhados residenciais. Hoje, vemos usinas comerciais e industriais com dezenas ou centenas de unidades em operação”, explica Segato. A empresa também anunciou a entrada oficial no mercado de armazenamento de energia (storage), com baterias próprias e microinversores híbridos, reforçando o posicionamento como fornecedora completa de soluções solares inteligentes. Segurança e performance no centro da proposta A principal aposta da TSUNESS está na segurança elétrica e na otimização de geração. Com tensão de operação abaixo de 60 V, os microinversores da marca estão alinhados com as normas de segurança da ABNT (NBR 17903), dispensando o uso de dispositivos de desligamento rápido (RSD) exigidos em sistemas com tensão superior a 720 V. Além disso, cada módulo conta com um MPPT individual, o que garante maior eficiência em casos de sombreamento, sujeira ou degradação dos painéis. “Com microinversor, a performance é otimizada módulo a módulo, e o sistema é mais resiliente”, reforça. Suporte técnico local e garantia realista Um dos maiores diferenciais da TSUNESS no Brasil é o suporte técnico localizado e direto com a fábrica. Com equipe baseada em Belo Horizonte, a empresa oferece atendimento via WhatsApp, e-mail e telefone, com foco em agilidade e proximidade com o integrador. Em junho, a TSUNESS registrou mais de 600 chamados técnicos, com 97% de satisfação dos clientes. “Não fazemos reparo em produto. Em caso de garantia, enviamos um equipamento novo via distribuidor, com agilidade”, garantiu Segato. A garantia de 15 anos para os microinversores comercializados no Brasil reforça o compromisso da empresa com a qualidade sem promessas exageradas. “Preferimos oferecer o que conseguimos cumprir com responsabilidade. Falar em 25 anos de garantia é marketing que não se sustenta tecnicamente”, afirmou. Preço competitivo e soluções acessíveis Segundo o executivo, os avanços na escala de produção e nos processos de engenharia permitiram à TSUNESS oferecer microinversores com preços mais acessíveis, inclusive abaixo de muitos modelos string importados. “Hoje, temos micro de 3 kW com custo mais baixo do que inversores string equivalentes. Além disso, a instalação é mais simples e os ganhos em performance compensam no longo prazo”, explicou. A filosofia da empresa, de entregar soluções “ affordable ” — acessíveis e eficientes — orienta toda a estratégia para a América Latina. Quer saber mais sobre os bastidores da TSUNESS na China e as tendências da tecnologia fotovoltaica? Acompanhe o EnergyChannel e assista à entrevista completa em nosso canal no YouTube. TSUNESS aposta em microinversores, inovação e suporte técnico local para conquistar o mercado brasileiro 📍 EnergyChannel – O canal da transição energética.
- SolMais aposta em armazenamento e capacitação para liderar a nova fase da energia solar no Brasil
Por EnergyChannel – Direto do Performatec 2025, Campinas (SP) SolMais aposta em armazenamento e capacitação para liderar a nova fase da energia solar no Brasil Com o avanço da transição energética e a pressão crescente sobre as margens da geração distribuída tradicional, o mercado fotovoltaico brasileiro entra em uma nova etapa: a da gestão inteligente de energia . E quem quiser sobreviver nesse cenário, precisa fazer mais do que instalar painéis solares. Precisa entender de armazenamento , de soluções híbridas e, acima de tudo, de educação técnica. Foi com essa mensagem que a SolMais , distribuidora nacional com forte presença no setor, marcou presença na edição 2025 do Performatec , realizada em Campinas (SP). Durante o evento, o diretor comercial e de negócios da empresa, Joaquim Fernandes , destacou que o momento é de virada — e de preparo. “Quem insistir no modelo de negócio baseado apenas em preço está com os dias contados. Armazenamento é a nova onda da energia solar, e quem não surfar vai ficar para trás”, afirmou Joaquim em entrevista exclusiva ao EnergyChannel. Armazenamento: mais do que tendência, uma resposta ao mercado Com a queda nas margens dos projetos fotovoltaicos tradicionais e o aumento das exigências técnicas, o setor passa a exigir soluções mais completas, capazes de garantir autonomia, segurança e eficiência energética para consumidores residenciais, comerciais e industriais. A SolMais foi uma das primeiras distribuidoras a identificar essa mudança. Desde 2023, a empresa vem promovendo uma série de treinamentos técnicos presenciais com foco em armazenamento, reunindo mais de 200 integradores em encontros realizados em Maringá (PR). Além disso, mantém um canal no YouTube com dezenas de horas de conteúdo voltado à capacitação do integrador. “Não se trata apenas de vender produtos. Estamos desenvolvendo parceiros com conhecimento real sobre como dimensionar, ofertar e instalar sistemas de armazenamento. Isso muda o jogo”, reforça o executivo. Inversores híbridos e soluções para o cenário brasileiro Entre as tecnologias mais promissoras citadas por Fernandes estão os inversores híbridos , capazes de operar tanto on-grid quanto off-grid, com funcionalidades como agendamento de injeção, backup automático e resposta inteligente a falhas na rede. Mas adaptar essas tecnologias ao mercado brasileiro não é simples. O Brasil possui uma das arquiteturas elétricas mais complexas do mundo, com redes trifásicas em 127V e ausência de neutro em diversas regiões. Segundo a SolMais, são poucos os fabricantes que hoje oferecem equipamentos compatíveis e homologados para essa realidade — e a empresa já dispõe de soluções prontas para atender essa demanda. Casos práticos e ROI viável A SolMais defende que o armazenamento não é apenas viável, mas já oferece retornos de investimento entre 4 e 5 anos , especialmente em aplicações como: Backup para cargas essenciais (residências, condomínios e comércios); Redução de demanda contratada ; Ciclagem programada em horários de ponta ; Estabilidade e continuidade em regiões com falhas frequentes de fornecimento . “Quanto vale sua segurança? O consumidor precisa entender que, além de economia, o armazenamento entrega continuidade, inteligência e conforto. Quem já precisou abrir um portão eletrônico manualmente em um apagão entende o valor disso”, comenta Joaquim. Educação como pilar estratégico Além da tecnologia, a formação do integrador tem sido um dos principais pilares da estratégia da empresa. A SolMais aposta em conteúdo técnico qualificado para preparar o setor para o próximo salto de maturidade. “Armazenamento não é mais sobre o futuro. É sobre agora. E o integrador que quiser se manter relevante precisa entender profundamente como entregar soluções completas”, diz o executivo. SolMais na Intersolar 2025 e no estúdio EnergyChannel A empresa promete levar suas principais novidades em armazenamento para a Intersolar South America 2025 , incluindo cases, equipamentos e condições especiais para integradores. E a parceria com o EnergyChannel também continua: Joaquim e equipe estarão no estúdio oficial do canal durante a feira, em uma nova entrevista exclusiva sobre os caminhos da energia solar inteligente no Brasil. SolMais aposta em armazenamento e capacitação para liderar a nova fase da energia solar no Brasil











