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- Armazenamento de Energia: o caminho para universalizar o acesso em áreas isoladas
Por Marcelo Rodrigues Garantir o fornecimento de energia elétrica em áreas isoladas continua sendo um dos maiores obstáculos para a universalização do acesso. A logística complexa, os custos de transporte e a dificuldade de manutenção tornam o acesso cada vez mais complexo. Nesses cenários, sistemas de geração distribuída combinados a soluções de armazenamento de energia tornam-se estratégicos. Armazenamento de Energia: o caminho para universalizar o acesso em áreas isoladas No Brasil, no ano passado, cerca de 1 milhão de pessoas viviam em comunidades sem conexão ao Sistema Interligado Nacional, enquanto mais de 2,7 milhões eram abastecidas por sistemas isolados, que usam combustível caro e poluente, conforme relatório do Instituto de Defesa do Consumidor. Armazenamento de Energia: o caminho para universalizar o acesso em áreas isoladas Um destes pontos de atenção está na Amazônia, onde a expansão de redes elétricas enfrenta barreiras ambientais, logísticas e financeiras significativas. Nessas regiões, o suprimento depende majoritariamente de usinas a diesel, cuja logística de combustível exige longas distâncias de transporte, elevando custos e trazendo riscos ambientais. É nesse cenário que as baterias estacionárias assumem um papel central, pois ao incorporar fontes renováveis, como energia solar, reduz-se a dependência de diesel e assegura-se fornecimento contínuo, com ganhos evidentes em confiabilidade, emissões de carbono e footprint logístico. Em termos de viabilidade econômica, estudos da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) indicam que o preço médio das baterias de íon-lítio caiu para US$ 115 por kWh em 2024, o menor valor já registrado. Essa tendência de queda não apenas amplia a possibilidade de projetos em locais antes economicamente inviáveis, como também acelera o retorno sobre o investimento em áreas remotas. A prática já mostra sinais promissores de maturação. Empresas de armazenamento de energia têm se destacado ao desenvolver sistemas adaptados às condições brasileiras. Suas soluções utilizam lítio-ferro-fosfato (LFP), uma combinação reconhecida por maior segurança e durabilidade. Além disso, a modularidade dos seus equipamentos facilita o transporte e a instalação em áreas de difícil acesso. Os sistemas integrados, ou all-in-one, reduzem a necessidade de infraestrutura adicional e simplificam a manutenção, fatores críticos em regiões distantes de centros urbanos. Essas capacidades já estão sendo testadas em comunidades da Amazônia, por exemplo, com fornecimento de energia para escolas, postos de saúde e sistemas de bombeamento de água. Vale menção a uma usina solar recentemente inaugurada no país que utiliza baterias de sódio, sinalizando avanços adicionais na diversificação de armazenamento. No que diz respeito ao marco regulatório, o avanço depende de clareza para o investidor e de previsibilidade para o operador. A Aneel discute a criação de um marco específico para o setor, em processo de consulta pública iniciado em 2023 (CP 39/2023). A definição de regras claras para armazenamento integrado, definição de incentivos e modelos de negócio é decisiva para atrair capital privado em escala e, ao mesmo tempo, oferecer tarifas estáveis para comunidades isoladas. O financiamento continua sendo um gargalo relevante. Projetos em áreas remotas exigem subsídios ou mecanismos de apoio público, já que os custos iniciais ainda são elevados. Programas como o “Luz para Todos” precisam o armazenamento como componente essencial, sob pena de limitar a transformação a operações pontuais em vez de uma mudança de regime. O próximo passo envolve não apenas tecnologia, mas a construção de um ecossistema regulatório e financeiro que torne o armazenamento parte integrante do modelo de universalização e não uma exceção pontual. Nesse sentido, cabe ao setor privado, ao governo e aos reguladores trabalharem com urgência para que soluções de armazenamento deixem de ser um piloto ou uma exceção e se tornem a regra no processo de levar energia limpa a quem vive à margem do sistema elétrico nacional. A experiência de mercado já mostra o caminho: tecnologia disponível, custos em trajetória de queda e casos piloto de alto impacto, desde comunidades escolares até postos de saúde e sistemas de abastecimento de água. Se o ecossistema regulatório, financeiro e de implementação caminharem juntos, estaremos diante de uma transformação que redefine o papel da energia distribuída no país, abrindo espaço para que a entrega de eletricidade em áreas remotas seja não apenas mais eficiente, mas também mais humana. Estamos prontos para transformar esse cenário em prática contínua ou ainda permaneceremos à margem do que já está ao nosso alcance? Marcelo Rodrigues é vice-presidente de Vendas e Inovações da UCB Power. Sobre a UCB A UCB é uma das maiores marcas de soluções de armazenamento de energia do Brasil e da América Latina. Presente há 50 anos no mercado, a empresa combina extensa experiência em manufatura de eletrônicos e agilidade operacional. A UCB é fornecedora de baterias estacionárias, baterias portáteis para celulares e laptops e baterias para mobilidade elétrica. A sede administrativa está localizada em São Paulo, possui plantas industriais, localizadas em Manaus - AM e Extrema - MG, um escritório em Porto Velho e parceria comercial com dois escritórios na Ásia (Seul e Shenzhen) e futuramente em Marselha na França. A UCB é uma das empresas signatária do Pacto Global da ONU e está entre as mil maiores empresas, é a Líder nacional no fornecimento de soluções de armazenamento de energia para comunidades remotas. Para mais informações, acesse: www.ucbpower.com.br Armazenamento de Energia: o caminho para universalizar o acesso em áreas isoladas
- CGN Brasil Energia conquista o Selo Ouro do GHG Protocol pelo sexto ano consecutivo
Reconhecimento internacional reforça compromisso da empresa com a responsabilidade climática e a transição para uma economia de baixo carbono CGN Brasil Energia conquista o Selo Ouro do GHG Protocol pelo sexto ano consecutivo A CGN Brasil conquistou, pela sexta vez consecutiva, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, qualificação que reconhece o mais alto nível de qualidade, abrangência e verificação das informações sobre as emissões de gases de efeito estufa (GEE). O reconhecimento reforça o compromisso da empresa com a responsabilidade climática e com a consolidação de uma matriz energética cada vez mais renovável e sustentável no país. O inventário de emissões da CGN Brasil foi verificado por uma empresa independente e, posteriormente, submetido para avaliação pela equipe do Programa Brasileiro GHG Protocol. Trata-se de um programa voluntário, que reconhece organizações pela transparência e completude dos dados reportados, concedendo selos em três categorias: Ouro, Prata e Bronze. Criado em 2008, o GHG Protocol Brasil é responsável por adaptar a metodologia internacional ao contexto nacional e desenvolver ferramentas de cálculo para estimar as emissões de GEE. Reconhecido mundialmente, o programa estabelece padrões de credibilidade e transparência, permitindo precisão, consistência e comparabilidade dos dados. Para Silvia Rocha, diretora jurídica e de compliance da CGN Brasil, a conquista comprova que os relatórios da companhia seguem as melhores práticas internacionais, reforçando sua credibilidade e transparência. Segundo ela, o reconhecimento consolida a posição da CGN Brasil como referência no setor de energia renovável e fortalece a estratégia de longo prazo da empresa no país, pautada pela inovação, governança e compromisso ambiental. “Mais do que uma conquista técnica, este selo simboliza o nosso compromisso com a ética, a transparência e a responsabilidade ambiental. Temos a missão de ir além da geração de energia renovável: queremos ser agentes ativos na transição para uma economia de baixo carbono e na construção de um futuro mais sustentável” , afirma. Sobre o Grupo CGN Brasil Energia O grupo chinês CGN atua no desenvolvimento do mercado global de energia e possui capacidade instalada superior a 100 gigawatts. É a maior geradora de energia nuclear da China e a terceira maior do mundo. No Brasil, a expansão do grupo começou em 2019 com a criação da CGN Brasil Energia, dedicada ao desenvolvimento de projetos greenfield, além da geração e comercialização de energia limpa e renovável. Atualmente, a CGN Brasil Energia opera sete complexos eólicos e três complexos solares, distribuídos por cinco regiões do país, somando mais de 1,6 gigawatts de capacidade instalada. CGN Brasil Energia conquista o Selo Ouro do GHG Protocol pelo sexto ano consecutivo
- Rio de Janeiro sediará o 40º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos em 2025, promovido pela ABRAMAN
Congresso reunirá representantes das principais empresas do Brasil em palestras e exposições sobre Manutenção e Gestão de Ativos e preservação ambiental. Rio de Janeiro sediará o 40º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos em 2025, promovido pela ABRAMAN Nos dias 30 de setembro, 01 e 02 de outubro, será realizado o 40º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos (CBMGA) , o maior evento do setor na América Latina. Organizado pela Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (ABRAMAN), o congresso reunirá no Centro de Convenções do Riocentro , na Barra Olímpica, Rio de Janeiro/RJ, representantes das principais empresas do Brasil e dos mais importantes segmentos da economia mundial. Rio de Janeiro sediará o 40º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos em 2025, promovido pela ABRAMAN O objetivo central do evento é aprimorar a qualidade, produtividade, segurança e racionalização de custos na Manutenção e Gestão de Ativos, além de promover a preservação ambiental. Na exposição e nas palestras, serão apresentadas técnicas de gerenciamento e execução de vanguarda. “Esta 40ª edição representa um marco significativo para a ABRAMAN, que completa quatro décadas promovendo e realizando congressos que se tornaram referências para o setor”, afirma Marcela Scalco, presidente da ABRAMAN. “O congresso é uma oportunidade única para profissionais e empresas envolvidos na área, dada a sua abrangência nacional e internacional e a qualidade do conteúdo”, completa. Rio de Janeiro sediará o 40º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos em 2025, promovido pela ABRAMAN Paralelamente ao congresso, os participantes terão a oportunidade de visitar a EXPOMAN , uma exposição de produtos, serviços e equipamentos dedicados à Manutenção e Gestão de Ativos. Serviço: 40º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos (CBMGA) Data: 30/09, 01 e 02/10/2025 Local: Centro de Convenções do Riocentro Endereço: Av. Salvador Allende, 6555 - Barra Olímpica, Rio de Janeiro/RJ - CEP 22783-127 Contato: congresso@abraman.org.br Inscrições: https://www.even3.com.br/40-cbmga-congresso-brasileiro-de-manutencao-e-gestao-de-ativos-532417/ Programação: https://www.even3.com.br/40-cbmga-congresso-brasileiro-de-manutencao-e-gestao-de-ativos-532417/ Rio de Janeiro sediará o 40º Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos em 2025, promovido pela ABRAMAN
- Atenção: pontos de recarga de veículos eletrificados em condomínios exigem cuidados
Síndicos e moradores precisam observar três pilares para a instalação dos carregadores: segurança, gestão de energia, além de regras claras de uso e cobrança Foto: Houve crescimento de quase 60% na quantidade de pontos de recarga de bateria de veículos elétricos entre agosto de 2024 e setembro de 2025 Foto: Houve crescimento de quase 60% na quantidade de pontos de recarga de bateria de veículos elétricos entre agosto de 2024 e setembro de 2025 Simone CesárioAssessoria de Imprensa da SolaX Power O Brasil avança a passos largos na presença de veículos eletrificados integrados à frota do país. Em agosto de 2025, por exemplo, foi registrado um novo marco: a comercialização de mais de 20 mil unidades, um crescimento de 6,3% em relação às vendas do mês de julho, segundo balanço mensal da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Esse cenário também reflete um aumento dos pontos de recarga de bateria de veículos eletrificados, que apresentou crescimento de 59% entre agosto de 2024 e setembro de 2025, ainda segundo relatório da ABVE, o que representa um ponto de recarga para cada 18 veículos, já que o Brasil possui uma frota de mais de 302 mil veículos eletrificados. Diante dessa nova realidade, é essencial que esses pontos de recarga sejam utilizados com cuidado e responsabilidade, desde a escolha dos equipamentos, características da edificação onde serão instalados, aos cuidados no dia a dia, manutenção e sinais de atenção. O gerente de engenharia da SolaX Power, Marcelo Niendicker, explica que, em condomínios, síndicos e moradores precisam observar três pilares para a instalação dos carregadores: segurança, gestão de energia, além de regras claras de uso e cobrança. Para todos os tipos de edificações, é preciso estar atento para fatores como a instalação do carregador dedicado ( wallbox ) no lugar de tomada comum, ou seja, não se deve utilizar extensões ou ‘adaptadores mágicos’. “Também é preciso que cada ponto possua um circuito próprio e um sistema que limita a potência total, bem como a medição por kWh e relatório mensal, que pode ser realizada por meio de medidor no ponto ou aplicativo do sistema”, explica o engenheiro. Outros pontos de alerta referem-se ao modelo de estação de carga aprovado, a identificação dos pontos, existência de botão de emergência próximo e a sinalização, além de um projeto e execução por uma empresa ou engenheiro habilitado com responsabilidade técnica. “Para qualquer prédio, é essencial que os carregadores sejam instalados em garagem coberta, ventilada, sem obstruir saídas; estação de carga em parede ou coluna com proteção, esteja sinalizado, possua desligamento de emergência acessível e distante de combustíveis”, pontua o engenheiro. Prédios novos No caso de instalação dos carregadores em prédios que estão sendo construídos, é fundamental prever a passagem de cabos até as vagas, quadros elétricos nos subsolos com folga para expansão para disjuntores e medidores. “Ademais, é necessário que a garagem possua ventilação e sinalização já previstas no projeto e internet disponível para o sistema de gestão. Oriento ainda que o edifício inicie com algumas vagas operando e deixe infraestrutura pronta para ligar as demais sem a necessidade de grandes novas obras”, orienta Niendicker. Prédios antigos O engenheiro ressalta que é preciso começar com um diagnóstico elétrico, a avaliação da capacidade do quadro, rotas de cabos e, na sequência, a implantação de um piloto com poucos pontos compartilhados e controle de carga, ajustando as regras com base no uso real. “Quando houver a expansão, é importante padronizar o equipamento e instalação por vaga, mantendo a chave de emergência e sinalização, além de adequar a ventilação e detecção conforme orientações do Corpo de Bombeiros”, alerta. O dia a dia A rotina de uso dos carregadores também exige cuidados. Para os usuários, é essencial utilizar apenas a estação de carga do prédio, sendo proibido tomada comum, extensão ou adaptador. É importante ainda a identificação no app ou cartão para que cada usuário pague apenas o que usar. “Depois que encerrar a carga, é preciso retirar o plugue, guardar o cabo no suporte e liberar a vaga”, explica. Muito importante que tanto usuários como a gestão do condomínio se atentem aos sinais de alerta, os quais, caso ocorram, é imprescindível parar de usar o carregador: cheiro de queimado, estalos ou luz vermelha persistente, cabo ou conector muito quentes, escurecidos ou danificados, disjuntor desarmando repetidas vezes, umidade ou infiltração no ponto, bem como falhas recorrentes no app ou carga que não inicia ou que para sozinha. “Diante de alguma dessas situações, é fundamental que seja interrompida a carga, isolar e sinalizar o ponto, registrar e acionar a manutenção e não religar até a liberação formal”, alerta o engenheiro. Escolha dos equipamentos Niendicker orienta que há cinco pontos essenciais para serem incluídos na especificação e no pedido aos fornecedores: - É preciso exigir a conformidade dos equipamentos com as normas técnicas brasileiras (ABNT NBR 17019 e ABNT NBR IEC 61851); - Observar o conector, que deve atender ao padrão do mercado brasileiro (IEC 62196 - Tipo 2 - para CA e CCS2 para CC). Esses conectores garantem compatibilidade com a maioria dos veículos comercializados no país e facilitam padronizar a infraestrutura do condomínio; - Solicitar suporte a OCPP 1.6J (mínimo) e, se possível, OCPP 2.0.1. “Isso permite integrar o carregador a diferentes plataformas de gestão, fazer smart charging (o controle dinâmico de potência) e atualizar firmware sem trocar de fornecedor”, explica. - Exigir IP54+ no gabinete, pois isso protege contra poeira e respingos, adequado para garagens cobertas e ambientes sujeitos a umidade. Quanto maior o IP, melhor a resistência ambiental — útil especialmente em áreas semiabertas; - Para ratear custos com segurança jurídica, utilize medição com classe de exatidão 1%, seguindo NBR 14519/RTM Inmetro. “Pode ser medidor embutido no carregador ou externo no quadro: o importante é registrar kWh por usuário com precisão e relatórios auditáveis”, explica. Manutenção Mensalmente: é essencial passar um pano seco no wallbox , no cabo de suporte, além de conferir o botão de emergência e a sinalização. Trimestralmente: testar o disjuntor com profissional, revisar relatórios do sistema e atualizar firmware, caso seja indicado. Anualmente: realizar a revisão elétrica por uma empresa habilitada, verificar a ventilação e proteções físicas (defensas e bollards). Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. Atenção: pontos de recarga de veículos eletrificados em condomínios exigem cuidados
- Seminário TranspoSul vai debater futuro da logística e transporte no Rio Grande do Sul
Iniciativa organizada pelo Governo do Estado acontece na quinta-feira (25/09), no Palco TranspoSul - Tudo Gira Sobre Rodas Seminário TranspoSul vai debater futuro da logística e transporte no Rio Grande do Sul A 24ª TranspoSul – Feira e Congresso de Transporte e Logística recebe nesta quinta-feira (25/09) o Seminário TranspoSul “O passo para o futuro da logística e transporte no Rio Grande do Sul”, iniciativa organizada pelo Governo do Estado, patrocinador Master da feira. O encontro será realizado das 8h30 às 10h30, no Palco TranspoSul – Tudo Gira Sobre Rodas, reunindo autoridades públicas e representantes dos principais setores produtivos gaúchos. A abertura ficará a cargo do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (SETCERGS), Delmar Albarello, com coordenação de Ricardo Gomes, assessor político e institucional do SETCERGS e ex-vice-prefeito de Porto Alegre. A programação terá dois painéis. O primeiro, “Importância do Transporte”, contará com mediação de Joarez Piccinini, diretor de Relações Institucionais da Randoncorp e presidente do Conselho do Banco Randon, e participações de Gedeão Pereira (presidente da Farsul), Claudio Bier (presidente da Fiergs) e Luiz Carlos Bohn (presidente da Fecomércio-RS). Na sequência, o painel “Modelo de Expansão da Infraestrutura Rodoviária no RS” será mediado por Otelmo Drebes, presidente do Grupo Lebes, e terá como debatedores o vice-governador do Estado, Gabriel Souza, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, e o secretário de Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi. “Esse seminário mostra a relevância do diálogo entre governo, empresários e sociedade para construir soluções conjuntas para o setor”, destacou o presidente do SETCERGS, Delmar Albarello. A 24ª TranspoSul é uma realização do SETCERGS. Patrocinadores Masters: Dipesul Volvo, Iveco, Mercedes-Benz, Volkswagen Caminhões e Ônibus, DAF Eldorado Caminhões e Governo do Estado do Rio Grande do Sul; Patrocinador Premium: Grupo Vamos. Patrocinador Plus: Veloe Go. Apoiador do Congresso: Transpocred. Para mais informações acesse https://transposul.com/ A inscrição para o evento pode ser feita no link https://transposul.com/congresso/ Redação: Marcelo Matusiak Sobre o SETCERGS O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul – SETCERGS foi fundado em agosto de 1959 e é o órgão de representação sindical patronal do transporte rodoviário de cargas com base territorial na maior parte do Estado do Rio Grande do Sul. Seminário TranspoSul vai debater futuro da logística e transporte no Rio Grande do Sul
- Honda Apresenta WN7: Primeira Moto Elétrica de Produção da Marca Chega em 2026 com Carregamento Rápido e Conectividade Avançada
A Honda acaba de dar um passo histórico na sua estratégia global de eletrificação ao apresentar oficialmente a WN7 , sua primeira moto elétrica de produção em série. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) e marca a estreia da marca japonesa no segmento de motocicletas elétricas de tamanho convencional, após anos oferecendo apenas scooters e ciclomotores movidos a bateria. Honda Apresenta WN7: Primeira Moto Elétrica de Produção da Marca Chega em 2026 com Carregamento Rápido e Conectividade Avançada Segundo a fabricante, a produção da WN7 terá início ainda em 2025 na planta de Kumamoto, no Japão, com as primeiras entregas previstas para o começo de 2026. O modelo chega ao mercado europeu e japonês inaugurando uma nova fase da mobilidade elétrica sobre duas rodas — e promete desempenho equivalente a motos de 600cc, com torque digno de máquinas de maior cilindrada. Design Futurista e Tecnologia Integrada A WN7 foi inspirada no conceito EV FUN , apresentado no Salão de Milão em 2024, e aposta em linhas minimalistas, iluminação full LED e acabamento de aspecto premium. O painel digital TFT de 5 polegadas traz conectividade com o sistema Honda RoadSync , que permite integração total com smartphones e acesso a navegação e comandos diretamente pelo guidão — uma experiência conectada inédita para os fãs da marca. Honda Apresenta WN7: Primeira Moto Elétrica de Produção da Marca Chega em 2026 com Carregamento Rápido e Conectividade Avançada Desempenho e Autonomia O motor elétrico de 18 kW, com refrigeração líquida, entrega potência comparável a uma moto de 600 cilindradas e aceleração semelhante à de uma 1000cc a combustão, graças ao torque instantâneo de 10,2 m.kgf. A velocidade máxima é de 110 km/h, tornando a WN7 uma opção viável para deslocamentos urbanos e rodoviários curtos. A bateria é compatível com o padrão de carregamento rápido CCS2, permitindo recarga de 20% a 80% em cerca de 30 minutos. No carregamento doméstico, o tempo total fica abaixo de três horas. A autonomia supera os 130 km por carga, segundo dados da própria Honda. Ciclística e Conforto Com rodas de 17 polegadas, pneus de perfil esportivo, freios a disco nas duas rodas e sistema ABS de dois canais, a WN7 foi projetada para oferecer estabilidade e segurança. A suspensão dianteira utiliza garfo telescópico invertido, enquanto a traseira traz monoamortecedor ajustável, garantindo conforto mesmo em longos percursos. O peso declarado é de 217 kg, e a altura do assento, de 800 mm, facilita a pilotagem para diferentes perfis de motociclistas. Preço e Disponibilidade O preço da WN7 foi confirmado em 15 mil euros (cerca de R$ 95 mil na cotação atual) para o mercado português. A Honda ainda não divulgou se o modelo será lançado no Brasil, mas já iniciou o período de reservas na Europa. Clientes que fizerem a pré-compra até 4 de novembro recebem uma bolsa de assento extra como brinde. Todos os detalhes técnicos e especificações finais serão apresentados no EICMA 2025 , o Salão de Milão, em novembro. Palavra do EnergyChannel Com a chegada da WN7, a Honda reforça o movimento global rumo à eletrificação no setor de duas rodas. O modelo pode se tornar um divisor de águas para a aceitação das motos elétricas em escala mundial, combinando design, tecnologia e desempenho que devem atrair tanto entusiastas quanto novos adeptos da mobilidade sustentável. Honda Apresenta WN7: Primeira Moto Elétrica de Produção da Marca Chega em 2026 com Carregamento Rápido e Conectividade Avançada
- Gigante chinesa impulsiona indústria e agronegócio do Brasil com soluções solares e de armazenamento
Empresa aposta em inovação, sustentabilidade e independência energética para fortalecer a competitividade do campo e da indústria brasileira Gigante chinesa impulsiona indústria e agronegócio do Brasil com soluções solares e de armazenamento Na busca por eficiência e sustentabilidade, a energia solar vem se consolidando como um dos principais aliados do agronegócio e da indústria no Brasil. Com forte atuação no país, a fabricante chinesa GoodWe tem investido em tecnologias que vão desde inversores híbridos até sistemas de armazenamento em baterias de alta capacidade, garantindo economia, estabilidade no fornecimento de energia e menor impacto ambiental. No setor agropecuário, a GoodWe tem levado ao campo soluções híbridas completas para irrigação, pivôs centrais e sistemas de produção em larga escala. A iniciativa permite redução de até 70% nos custos de energia, além de maior autonomia e segurança para os produtores. Entre as vantagens da energia solar para o agronegócio estão a redução dos custos operacionais, a estabilidade energética, a independência das concessionárias, a baixa manutenção e a contribuição para práticas mais sustentáveis. De acordo com Fábio Mendes, vice-presidente da GoodWe para a América do Sul, a estratégia da companhia está alinhada às necessidades brasileiras. “Nossa orientação estratégica é fomentar o desenvolvimento do agronegócio e da indústria, setores em franca expansão. Oferecemos soluções híbridas que combinam sustentabilidade, eficiência e redução de custos. Estamos comprometidos em ajudar produtores e empresários a alcançar independência energética e ampliar sua competitividade no mercado global”. Com presença em mais de 100 países e uma década de experiência em sistemas híbridos, a GoodWe aposta em tecnologia de ponta para atender às demandas crescentes de energia limpa no Brasil. No campo ou na indústria, a meta é clara: tornar o país cada vez mais sustentável e competitivo. Sobre a GoodWe A GoodWe é uma empresa líder mundial em soluções de energia solar, dedicada ao fornecimento de inversores solares inovadores e confiáveis para atender às diversas demandas do mercado fotovoltaico. Com mais de 5.000 colaboradores em mais de 100 países, a GoodWe foi reconhecida como fabricante global TIER 1 de inversores pela BloombergNEF (BNEF) em 2025. A empresa já entregou mais de 2 milhões de inversores e instalou 100 GW em mais de 100 países e regiões. Reconhecida com sete prêmios consecutivos "All Quality Matters" da TÜV Alemanha, a GoodWe lidera consistentemente em qualidade de produto. Seu portfólio completo de soluções para sistemas fotovoltaicos residenciais, comerciais e de grande escala garante alta performance, segurança e confiabilidade. Gigante chinesa impulsiona indústria e agronegócio do Brasil com soluções solares e de armazenamento
- 🏆 EnergyChannel lança o Ranking Comercializadora Brasil 2025 e mapeia líderes do setor energético
São Paulo, 19 de setembro de 2025 – O EnergyChannel , referência em notícias e análises sobre o setor de energia, anuncia o lançamento do Ranking Comercializadora Brasil 2025 , iniciativa inédita que vai eleger as comercializadoras mais destacadas do país com base na avaliação de profissionais do mercado. 🏆 EnergyChannel lança o Ranking Comercializadora Brasil 2025 e mapeia líderes do setor energético O projeto pretende entregar uma visão independente e confiável sobre o desempenho das comercializadoras, destacando aquelas que se sobressaem em transparência, inovação, atendimento, competitividade de preços e compromisso com práticas sustentáveis (ESG) . “O mercado livre de energia no Brasil está passando por transformações significativas. Reconhecer as empresas que lideram esse movimento é essencial. Queremos que o Ranking Comercializadora Brasil se consolide como uma referência anual para todo o setor”, afirma Ricardo Honório , editor-chefe do EnergyChannel. 📊 Como funciona a pesquisa A participação é aberta a consumidores industriais e comerciais, comercializadoras, distribuidoras, geradoras, consultores, investidores e acadêmicos . O processo de avaliação é simples e rápido: os respondentes completam um questionário online de até cinco minutos , analisando as comercializadoras em critérios estratégicos como: Transparência e ética Competitividade de preços Atendimento ao cliente Inovação em produtos e serviços Compromisso com ESG Facilidade de negociação e digitalização As respostas serão sigilosas e servirão para compor o ranking oficial. 📅 Cronograma Início da votação: 19 de setembro de 2025 Encerramento da votação: 09 de dezembro de 2025 Divulgação do ranking: 9º de dezembro de 2025 no portal e nas redes sociais do EnergyChannel 🏅 Reconhecimento e premiação As comercializadoras mais bem avaliadas receberão o selo oficial “Ranking Comercializadora Brasil 2025 – EnergyChannel” , podendo utilizá-lo em campanhas institucionais, sites e materiais de marketing , reforçando a liderança e excelência no setor. 🔗 Participe e contribua A votação é gratuita e aberta a todos os profissionais do setor . Para participar, acesse: https://www.energychannel.co/rankingcomercializadorabrasil 🏆 EnergyChannel lança o Ranking Comercializadora Brasil 2025 e mapeia líderes do setor energético
- Por que a corrupção está corroendo o potencial do Brasil para liderar a transição energética
Por EnergyChannel — 19 de setembro de 2025 A corrupção sistêmica em contratos, licitações e dentro de empresas estatais eleva custos, afasta investimentos e distorce prioridades públicas, reduzindo a capacidade do Brasil de aproveitar sua vantagem competitiva em energias renováveis. Entenda como episódios recentes, fraquezas institucionais e escolhas de política pública estão transformando uma oportunidade histórica em risco estratégico. ( Banco Mundial ) Por que a corrupção está corroendo o potencial do Brasil para liderar a transição energética O Brasil tem recursos naturais e tecnologia para assumir papel de liderança na transição energética: matriz elétrica já com alta participação renovável, forte indústria de bioenergia e potencial em eólica offshore e hidrogênio verde. Mas a aceleração desse processo esbarra em um inimigo antigo e multifacetado: a corrupção. Contratos superfaturados, procedimentos de licitação frágeis e desvios em obras e obras públicas condenaram projetos, atrasaram leilões e minaram a confiança de investidores nacionais e estrangeiros fatores que transformam potencial competitivo em risco econômico e climático. ( EPE ) 1) Como a corrupção aumenta custos e afasta investidores Investidores institucionais e bancos multilaterais levam em conta riscos políticos e de integridade. Casos de corrupção aumentam o custo do capital para projetos de infraestrutura — incluindo transmissão, armazenamento e usinas renováveis — ao elevar prêmios de risco, condicionar due diligence mais rígida e, em muitos casos, travar financiamentos até que controles sejam reforçados. Relatos de práticas corruptas em contratos públicos e concessões deterioram a percepção do país e ampliam o “risco-país” para projetos de energia limpa. ( Não Disponível ) 2) O legado da Lava Jato e o efeito sobre decisões estratégicas A Operação Lava Jato expôs esquemas que envolveram grandes empresas e governos e teve efeitos profundos sobre o setor energético. Além de sanções e processos, a operação abalou modelos de conteúdo local e parcerias público-privadas, forçando revisões contratuais, gerando incertezas e atrasando investimentos — tanto no setor de óleo & gás quanto em iniciativas de transição. Esse legado institucional ainda influencia decisões sobre onde, quando e como investir em alternativas de baixo carbono. ( Global Arbitration Review ) 3) Prioridades públicas desalinhadas: mais dinheiro para óleo e menos para energia limpa Relatórios recentes mostram que programas e planos governamentais continuam direcionando recursos substanciais a petróleo e gás — incluindo grandes investimentos públicos enquanto parte expressiva do financiamento para renováveis fica a cargo do setor privado, exposto a volatilidade e riscos de mercado. Quando contratos e licitações se tornam terreno para corrupção, a tendência é reforçar projetos já consolidados (e rentáveis no curto prazo) em detrimento de investimentos públicos estratégicos necessários para construir infraestrutura de suporte (transmissão, interconexões, armazenamento) para renováveis. ( Human Rights Watch ) 4) Obras de infraestrutura (transmissão e leilões) em xeque A expansão de capacidade e a integração de fontes solar e eólica dependem de linhas de transmissão, subestações e processos de licitação transparentes. Irregularidades em contratos de obras e falhas de governança em agências reguladoras atrasam cronogramas, elevam custos e, em casos extremos, suspenderam ou inviabilizaram projetos. Auditorias e investigações em empreiteiras e consórcios também criam gargalos operacionais que reduzem a velocidade de implementação de redes inteligentes e projetos de grande escala. ( OECD ) 5) Risco para financiamento climático e para a reputação internacional Instituições internacionais (bancos multilaterais, fundos de clima) estão cada vez mais condicionando desembolsos a salvaguardas anticorrupção e transparência. Eventos globais recentes mostram que corrupção pode bloquear fluxos destinados a mitigação e adaptação. Para o Brasil, perder acesso rápido e de baixo custo a financiamentos climáticos significa retardar projetos de hidrogênio verde, eólica offshore e redes inteligentes justamente as áreas que poderiam consolidar sua liderança. ( Banco Mundial ) Casos emblemáticos e lições práticas Petrobras e processos correlatos: além do dano reputacional, processos e litígios relacionados a esquemas de corrupção geraram incertezas que afetaram investimentos estratégicos e reorientaram prioridades corporativas. A gestão de crises e a necessidade de reconstruir controles consome recursos e atenção executiva. ( Global Arbitration Review ) Contratos de infraestrutura e empreiteiras: episódios com grandes empreiteiras demonstraram como práticas irregulares podem inflacionar prazos e orçamentos, reduzindo a atratividade econômica de projetos de longo prazo (evaluados sobre décadas), como parques eólicos e linhas de transmissão. ( OECD ) O que precisa mudar — recomendações práticas Transparência em tempo real de contratos e licitações : abrir dados de contratos, etapas e aditivos em plataformas acessíveis, com fiscalização independente. ( Open Government Partnership ) Cláusulas anticorrupção e due diligence obrigatória : exigir padrões internacionais em financiamentos e parcerias (condicionalidades que protejam recursos de clima). ( Banco Mundial ) Fortalecer agências reguladoras (autonomia, recursos e governança): para reduzir captura política e aumentar previsibilidade regulatória. ( OECD ) Acelerar licitações e contratos padronizados para transmissão : com critérios técnicos e avaliações de integridade pré-qualificatórias. ( EPE ) Criação de um “carimbo verde e íntegro” para projetos : certificação nacional que combine critérios ESG, anticorrupção e social para facilitar acesso a financiamentos internacionais. ( Banco Mundial ) Conclusão O Brasil dispõe de atributos únicos para liderar a transição energética recursos hídricos, biomassa, sol e vento em abundância mas a corrupção sistêmica corrói atratividade, encarece projetos e desloca investimentos para soluções de curto prazo. Sem reforma institucional, controles robustos e maior alinhamento entre políticas públicas e financiamento climático, o país corre o risco de perder uma janela histórica para consolidar uma economia de baixo carbono. Corrigir isso não é apenas uma questão ética: é estratégia econômica e segurança energética para as próximas décadas. ( Banco Mundial ) Por que a corrupção está corroendo o potencial do Brasil para liderar a transição energética
- TJGO Considera Inconstitucional Cobrança de ICMS sobre Geração Distribuída em Goiás
Decisão reforça segurança jurídica e deve impulsionar o crescimento da energia solar no estado TJGO Considera Inconstitucional Cobrança de ICMS sobre Geração Distribuída em Goiás O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) decidiu, por unanimidade, que é inconstitucional a cobrança de ICMS sobre a energia elétrica gerada por sistemas de geração distribuída (GD) no estado. A decisão põe fim à polêmica criada após a interpretação da Fazenda Estadual e da concessionária Equatorial Goiás, que havia levado ao início da cobrança do imposto sobre a energia injetada na rede. A cobrança era contestada por associações do setor e gerava insegurança para investidores e consumidores que apostaram na instalação de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios e indústrias. Com o entendimento do TJGO, a prática é considerada ilegal e contrária à Constituição Estadual, devolvendo tranquilidade ao mercado e abrindo espaço para novas adesões à geração distribuída. Vitória para o setor solar Especialistas avaliam que a decisão representa uma vitória importante para o setor de energia solar no estado. “Esse julgamento garante previsibilidade e reforça o princípio de que a energia gerada para autoconsumo não deve ser onerada por impostos adicionais”, comenta um advogado especialista em direito tributário. A decisão também fortalece a aplicação do Marco Legal da Geração Distribuída (Lei 14.300/2022), que estabelece regras claras para compensação de créditos de energia e isenção de encargos e tributos em determinados casos. Impactos econômicos e ambientais Com a manutenção da isenção, consumidores continuam se beneficiando integralmente dos créditos de energia gerada, tornando os projetos de GD ainda mais atrativos. Segundo entidades do setor, a medida deve acelerar o crescimento da matriz solar em Goiás, que já figura entre os estados com maior potência instalada em geração distribuída no país. Além do impacto econômico positivo, a decisão contribui para o avanço da transição energética no Brasil, incentivando a geração limpa, descentralizada e próxima ao consumo. Próximos passos A Equatorial Goiás ainda pode recorrer, mas a decisão do TJGO é vista como um precedente robusto. Caso mantida em instâncias superiores, a interpretação se consolida e oferece maior estabilidade para o mercado solar. TJGO Considera Inconstitucional Cobrança de ICMS sobre Geração Distribuída em Goiás
- ANEEL e ONS promovem reunião emergencial sobre desafios da geração distribuída no Brasil
ANEEL e ONS promovem reunião emergencial sobre desafios da geração distribuída no Brasil Brasília, 19 de setembro de 2025 – A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) realizam nesta sexta-feira (19) uma reunião emergencial em Brasília (DF), reunindo distribuidoras de energia elétrica de todo o país. O encontro foi convocado em resposta aos recentes episódios de excedente de oferta no sistema, que têm gerado impactos na operação e na segurança energética. O diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa , anunciou o encontro durante a reunião pública da agência na última terça-feira (16). Segundo Feitosa, a pauta central será discutir os desafios impostos pelo crescimento acelerado da geração distribuída (GD) , especialmente a solar, e como esse avanço impacta a estabilidade da rede elétrica. “O modelo atual, baseado em tarifas volumétricas e monômias, não reflete os custos reais da operação e tende a induzir uma expansão excessiva da rede”, destacou o diretor. O executivo reforçou a necessidade de ajustes regulatórios que permitam sinalizar preços de forma mais precisa, promovendo uma integração eficiente da GD com a segurança sistêmica. A ideia é alinhar o crescimento da geração distribuída à operação segura do sistema elétrico nacional, evitando distorções que possam comprometer a confiabilidade do fornecimento. Especialistas do setor apontam que a expansão rápida da geração solar em residências e empresas, embora essencial para a transição energética, exige novas regras de medição, tarifas e incentivos. A reunião de hoje deve discutir caminhos para equilibrar o estímulo à GD com a manutenção da estabilidade da rede e dos custos para consumidores. A expectativa é que o encontro resulte em diretrizes estratégicas para o setor elétrico , considerando o cenário de aumento de micro e minigeração distribuída, ao mesmo tempo em que busca preservar a confiabilidade do sistema nacional. ANEEL e ONS promovem reunião emergencial sobre desafios da geração distribuída no Brasil
- Brasil verá crescimento de 3,3% ao ano na demanda de eletricidade até 2035, aponta PDE 2035
Por EnergyChannel O consumo de eletricidade no Brasil deverá crescer em média 3,3% ao ano até 2035, segundo projections do Caderno de Demanda de Eletricidade do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 , elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). ( Serviços e Informações do Brasil ) Brasil verá crescimento de 3,3% ao ano na demanda de eletricidade até 2035, aponta PDE 2035 Principais dados e cenários No cenário de referência , o consumo total previsto para 2035 é de 939 TWh . ( Serviços e Informações do Brasil ) Há cenários alternativos: inferior : crescimento médio de ~2,7% ao ano, totalizando ~872 TWh. ( Serviços e Informações do Brasil ) superior/dinâmico : crescimento mais acelerado, ~5% ao ano, chegando a ~1.118 TWh. ( Serviços e Informações do Brasil ) Projeções por setor Comércio e serviços : expansão média anual de 4,7% , alcançando 179 TWh em 2035. ( Serviços e Informações do Brasil ) Residencial : crescimento de ~3,0% aa, chegando a 254 TWh, com cerca de 91 milhões de unidades consumidoras. ( Serviços e Informações do Brasil ) Indústria : taxa média de crescimento de ~2,8% aa, chegando a ~272 TWh, com destaque para metalurgia, química e cimento. ( Serviços e Informações do Brasil ) Outras classes (rural, administração pública, saneamento, iluminação pública): crescimento médio ~4,2% aa, totalizando ~136 TWh. ( Serviços e Informações do Brasil ) Novas cargas e componentes disruptivos O PDE 2035 destaca pela primeira vez com mais clareza no estudo projeções para “cargas especiais”: Veículos elétricos (eletromobilidade) Centros de dados (data centers) Produção de hidrogênio por eletrólise ( Serviços e Informações do Brasil ) Essas novas cargas podem representar entre 1,2% e 12,9% da demanda total de eletricidade em 2035, dependendo do cenário considerado. ( Serviços e Informações do Brasil ) Desafios para o sistema elétrico A carga global no Sistema Interligado Nacional (SIN) deverá chegar a 115 GW médios no cenário de referência, podendo alcançar 138 GW médios no cenário mais dinâmico. ( Serviços e Informações do Brasil ) A demanda máxima integrada pode ultrapassar 180 GWh/h em determinados momentos de pico. ( Serviços e Informações do Brasil ) As perdas técnicas e não técnicas , atualmente estimadas em torno de 18% da carga , continuam como ponto de atenção. Espera-se alguma redução em cenários de forte dinamismo, especialmente com maior participação de grandes cargas conectadas diretamente à rede básica, que têm menores índices de perdas. ( Serviços e Informações do Brasil ) Autoprodução : deve representar cerca de 11,6% do consumo total em 2025, crescendo a ~1,6% aa, chegando a ~92,4 TWh em 2035. Entre os grandes consumidores industriais, esse crescimento médio pode ser ~3% aa. ( Serviços e Informações do Brasil ) Implicações e perspectivas Esse cenário projeta uma forte pressão sobre a infraestrutura de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil. Alguns pontos de atenção: Investimentos necessários : expansão de capacidade, modernização de redes, redução de perdas, maior robustez para atender picos, incorporar novas cargas (como data centers, eletromobilidade, hidrogênio). Políticas regulatórias e incentivos serão fundamentais para viabilizar esse crescimento de forma sustentável — tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. Transição energética : o papel da eletricidade como vetor central para descarbonização se intensifica, especialmente se o crescimento vier acompanhado de expansão de fontes renováveis, eficiência energética e geração distribuída/autoprodução. Planejamento de demanda : compreender bem os cenários de incerteza (economia, tecnologia, adoção de novas cargas) será chave para evitar sobrecarga do sistema ou déficits de fornecimento. Conclusão O estudo PDE 2035 desenha para o Brasil uma trajetória ambiciosa de crescimento da demanda por eletricidade, na ordem de 3,3% ao ano em média. Embora existam riscos e incertezas econômicos, técnicos, regulatórios, a projeção evidencia que a eletricidade seguirá se tornando elemento central do desenvolvimento nacional nas próximas décadas. Adaptar-se a esse novo patamar exigirá investimentos estratégicos, visão de longo prazo e compromisso com a eficiência e sustentabilidade energética. Brasil verá crescimento de 3,3% ao ano na demanda de eletricidade até 2035, aponta PDE 2035











