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  • Parques temáticos de Balneário Camboriú (SC) migram para o mercado livre de energia com a VR Energia e irão evitar a emissão de mais de 1,1 tonelada de CO₂ na atmosfera

    Aventura Jurássica, Space Adventure e Oceanic Aquarium do Grupo Oceanic, aderem ao mercado livre de energia com uma economia estimada em mais de R$ 1,33 milhões em até dez anos; Parques temáticos de Balneário Camboriú (SC) migram para o mercado livre de energia com a VR Energia e irão evitar a emissão de mais de 1,1 tonelada de CO₂ na atmosfera Com sede em Florianópolis, VR Energia chegou à marca de 15 mil toneladas de CO₂ evitadas na natureza e uma economia de mais de R$ 50 milhões para as 150 empresas que atende. Parques temáticos de Balneário Camboriú (SC) migram para o mercado livre de energia com a VR Energia e irão evitar a emissão de mais de 1,1 tonelada de CO₂ na atmosfera  Brasil, 24 de setembro de 2025 - A VR Energia, líder em soluções energéticas inovadoras e sustentáveis, celebra importantes conquistas em sua atuação no mercado livre de energia, com destaque para a região Sul do Brasil. A mais nova delas é a adesão de três renomados parques temáticos de Balneário Camboriú Aventura Jurássica, Space Adventure e Oceanic Aquarium — reafirmando o compromisso do Grupo Oceanic com práticas ambientais responsáveis e a redução de custos operacionais.    Por meio de contratos que variam de cinco a dez anos, as atrações turísticas passarão a utilizar energia 100% renovável, evitando a emissão de mais de 1.144 toneladas de CO₂ na atmosfera. A mudança também representa uma economia superior a R$ 1,33 milhões ao longo do período, fortalecendo o compromisso com a sustentabilidade.  Parques temáticos de Balneário Camboriú (SC) migram para o mercado livre de energia com a VR Energia e irão evitar a emissão de mais de 1,1 tonelada de CO₂ na atmosfera   Desde sua fundação, a VR Energia, sediada em Florianópolis, já auxiliou mais de 150 empresas na adoção de fontes de energia mais limpas, gerando uma economia total superior a R$ 50 milhões e evitando aproximadamente 15 mil toneladas de CO₂ até o momento. Esses resultados reforçam o papel da companhia como uma das principais facilitadoras da transição energética sustentável no Brasil.    Segundo Viviane Rosa, CEO da VR Energia (foto), “a abertura do mercado livre é uma oportunidade única para as empresas não apenas reduzirem despesas, mas também fortalecerem seu compromisso com a sustentabilidade. Estamos muito satisfeitos com o impacto que essa mudança vem trazendo para nossos clientes e para o meio ambiente. Com o mercado livre, nossos clientes podem negociar contratos mais flexíveis, com preços mais competitivos e fontes de energia mais limpas, como solar e eólica. Atendemos desde condomínios até indústrias de grande porte, e estamos confiantes de que, nos próximos 12 meses, nossa base de clientes pode dobrar”, acrescenta Viviane. Parques temáticos de Balneário Camboriú (SC) migram para o mercado livre de energia com a VR Energia e irão evitar a emissão de mais de 1,1 tonelada de CO₂ na atmosfera   Além do Grupo Oceanic, o Clube ASTEL, localizado em Florianópolis, também aderiu ao mercado livre de energia em abril de 2025, firmando contrato de 10 anos. Com essa iniciativa, o clube irá economizar recursos e evitar a emissão de mais de 545 toneladas de CO₂, alinhando suas operações às melhores práticas de sustentabilidade.    "Estamos muito satisfeitos com as parcerias estabelecidas com o Grupo Oceanic que trazem um impacto positivo gerado por essas parcerias não só na economia de energia para as empresas como na comunidade e no meio ambiente, pois esses parques temáticos irão a partir de agora consumir energia renovável. A migração para o mercado livre de energia demonstra que é possível conciliar economia e responsabilidade ambiental", afirma Viviane Rosa. "Nosso objetivo é ampliar cada vez mais esse movimento, incentivando mais empresas e instituições a adotarem práticas sustentáveis, contribuindo para um futuro mais verde e eficiente."   A VR Energia reafirma seu compromisso de promover soluções energéticas inovadoras, sustentáveis e personalizadas para seus clientes, reforçando sua missão de transformar o mercado de energia no Brasil. Com essas iniciativas, a empresa reforça seu papel na construção de uma matriz energética mais limpa, eficiente e consciente, alinhada às metas globais de redução de emissões e desenvolvimento sustentável.   Sobre a VR Energia A VR Energia é uma das principais empresas de soluções energéticas sustentáveis no Brasil, dedicada a promover a transição para fontes de energia limpas, eficientes e responsáveis. Com sede em Florianópolis, a companhia atua em todo o território nacional, apoiando empresas e instituições na adoção de práticas que contribuem para a preservação ambiental e a redução de custos operacionais.   Oceanic Aquarium O aquário tem mais de 30 recintos e cerca de 140 espécies de animais de água doce e salgada de diversas partes do mundo. Entre elas: casal adulto de tubarões mangona, pinguins, jacarés, lontras, cavalos-marinhos, axolotes, polvo e águas-vivas. Além das aves australianas na Imersão Oceania.    Parque Aventura Jurássica São mais de 100 animais, em tamanhos reais que se movimentam e reproduzem rugidos. Tem ainda cinema interativo, exposição de fósseis originais, Era Mesozóica, playgrounds, passeio de barco, tirolesa, arvorismo, mirantes. São mais de 20 atrações!   Space Adventure Balneário Camboriú BC abriga o maior acervo da NASA fora dos EUA, são mais de 300 de itens originais das missões que levaram o ser humano à Lua. Ainda inclui cinema, sala de exposição com telas interativas e simuladores, além de uma área de jogos. A atração ainda conta com um Planetário.  Parques temáticos de Balneário Camboriú (SC) migram para o mercado livre de energia com a VR Energia e irão evitar a emissão de mais de 1,1 tonelada de CO₂ na atmosfera

  • MP 1.318 - REDATA: UMA INICIATIVA VISIONÁRIA PARA FORTALECER A ECONOMIA DIGITAL NO BRASIL, MAS COM FALHAS DE REALISMO ENERGÉTICO

    Por Arthur Oliveira A Medida Provisória nº 1.318/2025, publicada em 17 de setembro de 2025, institui o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA), alterando a Lei nº 11.196/2005 para atrair investimentos em infraestrutura digital no Brasil. Essa política visa reduzir a dependência externa de serviços digitais – atualmente em torno de 60% das cargas nacionais, conforme a Exposição de Motivos Interministerial (EMI) – e mitigar déficits comerciais, como os US$40 bilhões em produtos elétricos e eletrônicos em 2024. Com contrapartidas como uso de energia limpa e investimentos em P&D, o REDATA pode posicionar o país como hub global para datacenters, incluindo IA e nuvem.   MP 1.318 - REDATA: UMA INICIATIVA VISIONÁRIA PARA FORTALECER A ECONOMIA DIGITAL NO BRASIL, MAS COM FALHAS DE REALISMO ENERGÉTICO   ELOGIOS À INICIATIVA BENEFÍCIOS ECONÔMICOS E TECNOLÓGICOS O REDATA oferece suspensão de tributos como PIS/PASEP, COFINS, IPI e Imposto de Importação na aquisição de equipamentos de TIC, convertíveis em alíquota zero após cumprimento de obrigações, conforme o Art. 11-C da MP. Isso tende a reduzir custos operacionais ao aliviar a diferença de cerca de 30% entre operar no Brasil e no exterior, mencionada na EMI, tornando o país mais competitivo. A EMI destaca vantagens como energia renovável abundante e cabos submarinos, com o país ocupando a 10ª posição global em datacenters (2% do total, per Data Center Map). Alguns estados, como o Rio de Janeiro, registraram pedidos de acesso para novos datacenters após a publicação da MP, sinalizando um potencial boom de investimentos que geram empregos qualificados e impulsionam a produtividade. FOMENTO À SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO A MP exige 100% de energia de fontes limpas ou renováveis (Art. 11-B, § 1º, inciso III), eficiência hídrica (WUE ≤0,05 L/kWh, Art. 11-B, § 1º, inciso IV) e 2% de investimentos em P&D na economia digital (Art. 11-B, § 1º, inciso V), com prioridade para regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (redução de 20% nas contrapartidas, Art. 11-B, § 7º). Isso promove uma economia verde, alinhada à matriz brasileira majoritariamente renovável, e fomenta ecossistemas locais via parcerias com ICTs e startups. Os recursos de P&D serão aplicados no financiamento de programas para a cadeia da economia digital, com no mínimo 40% destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (Art. 11-I).   CRÍTICAS À FALTA DE REALISMO SUBESTIMAÇÃO DE IMPACTOS NO SISTEMA ELÉTRICO Apesar das contrapartidas, a MP assume premissas otimistas sobre energia "verde" sem detalhes regulatórios claros. O MDIC indicou que a ênfase recairá sobre fontes renováveis, como eólica e solar. No entanto, o texto ignora desafios como a ausência de mecanismos de armazenamento intra-diário/sazonal, a necessidade de maior flexibilidade do sistema e os riscos crescentes de curtailment – desperdício de energia renovável. Pedidos de conexão de geração renovável já somam dezenas de gigawatts até 2030, o que pode pressionar transmissão e elevar o despacho térmico em situações críticas, como ocorreu em 2021. A vigência de cinco anos (Art. 11-J) pode não ser suficiente para mitigar esses riscos sem regulação complementar. CUSTOS OCULTOS E SUBSÍDIOS CRUZADOS A renúncia fiscal é factual: R$5,2 bi em 2026, R$1 bi em 2027 e R$1,05 bi em 2028, per EMI. Porém, custos indiretos – como investimentos adicionais em rede ou eventuais benefícios de autoprodução que reduzem encargos pagos pelos datacenters – podem gerar repasses ao consumidor comum. Esse debate já ocorre em outros mercados internacionais e pode ressurgir aqui. Penalidades por descumprimento, como recolhimento de tributos com juros e multas (Art. 11-D e Art. 11-E), são bem-vindas, mas não abordam os impactos sistêmicos. INFLUÊNCIA DA MP 1318 NO CURTAILMENT E NO PREÇO DO MWH A MP 1.318/2025, ao incentivar a expansão de datacenters com alta demanda elétrica, pode agravar riscos de curtailment – a perda de energia renovável não absorvida pela rede. Com a dependência de fontes intermitentes como eólica e solar, a falta de armazenamento e flexibilidade no sistema elétrico pode levar a desperdícios, especialmente em horários de baixa demanda. Experiências internacionais mostram que níveis significativos de curtailment impactam diretamente o preço do MWh, elevando custos operacionais em momentos de maior estresse da rede. No Brasil, crises como a de 2021 demonstraram que, em situações extremas, o despacho térmico pode encarecer muito o preço da energia. A ausência de análise no texto da MP sobre esses efeitos pode subestimar o custo real da energia "verde" prometida.   SUGESTÕES Para mitigar os riscos associados ao REDATA, é fundamental que o governo crie um regulamento mais detalhado e robusto. Isso inclui uma definição clara do que constitui "fontes limpas", priorizando de fato as renováveis, além de estabelecer métricas específicas para monitorar o curtailment – o desperdício de energia renovável que pode aumentar com a expansão dos datacenters. Também é essencial integrar um sistema de monitoramento contínuo liderado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para acompanhar os impactos reais no sistema elétrico. Avaliações independentes devem ser conduzidas para mensurar os efeitos econômicos e energéticos da iniciativa. Além disso, exigir garantias financeiras mais rigorosas para empresas que solicitam acesso à rede ajudaria a evitar investimentos "fantasmas" em infraestrutura que podem não se concretizar. Por fim, o acompanhamento pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério da Fazenda (MF), conforme previsto no Art. 4º, deve incluir avaliações anuais detalhadas dos impactos elétricos e econômicos, garantindo que os benefícios sejam distribuídos de forma justa.   CONCLUSÃO O REDATA é louvável por impulsionar a soberania digital e inovação, mas peca ao subestimar desafios elétricos. Com ajustes, pode equilibrar crescimento verde e equidade, beneficiando a sociedade. MP 1.318 - REDATA: UMA INICIATIVA VISIONÁRIA PARA FORTALECER A ECONOMIA DIGITAL NO BRASIL, MAS COM FALHAS DE REALISMO ENERGÉTICO

  • Casa Solar é reinaugurada no Senai Taguatinga com foco em segurança e se consolida como polo de referência em conhecimento para o setor fotovoltaico

    Casa Solar é reinaugurada no Senai Taguatinga com foco em segurança e se consolida como polo de referência em conhecimento para o setor fotovoltaico Taguatinga (DF), 24 de setembro de 2025 – A Casa Solar foi oficialmente reinaugurada no dia 23 de setembro, em uma solenidade no Senai Taguatinga, marcando um novo capítulo na formação de profissionais e na disseminação de conhecimento sobre segurança e boas práticas em energia solar fotovoltaica no Brasil. O espaço, resultado de uma parceria entre o Senai Taguatinga e a Ecori Energia Solar, consolida-se como um polo multiplicador de conhecimento técnico e normativo, e um marco de referência para todo o setor. O evento contou com a presença de autoridades públicas, representantes do Corpo de Bombeiros, do CREA e do próprio Senai, além de profissionais do setor solar e convidados. Todos destacaram o papel fundamental da Ecori Energia Solar na construção desse projeto e no avanço da cultura de segurança no mercado fotovoltaico brasileiro. Casa Solar é reinaugurada no Senai Taguatinga com foco em segurança e se consolida como polo de referência em conhecimento para o setor fotovoltaico Protagonismo e reconhecimento O engenheiro João Souza, secretário da Comissão de Estudo de Segurança contra Incêndio para Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica da ABNT, teve seu trabalho amplamente reconhecido por sua atuação técnica e contribuição decisiva na elaboração das normas que hoje orientam a instalação segura de sistemas solares no país. Além de ser relator e redator ativo das diretrizes da ABNT NBR 17193, Souza foi elogiado por diversas entidades por sua liderança no processo de normatização e por sua dedicação contínua ao avanço do setor. Também recebeu destaque o trabalho de Peter Yu Jr., sócio e diretor das unidades da Ecori em Goiânia e no Distrito Federal, reconhecido por seu empenho na organização da Casa Solar e por sua atuação estratégica no fortalecimento do debate sobre segurança e qualidade das instalações fotovoltaicas. Durante a cerimônia, o presidente da Ecori Energia Solar, Leandro Martins, reforçou o compromisso da empresa com a disseminação de conhecimento e a transformação do setor: Casa Solar é reinaugurada no Senai Taguatinga com foco em segurança e se consolida como polo de referência em conhecimento para o setor fotovoltaico ⁠“A Ecori nasceu com a missão de compartilhar informação técnica e promover a evolução do mercado. Temos a convicção de que a segurança deve ser a base do crescimento da energia solar no Brasil. E se todo o esforço e investimento que fizemos até hoje tiver salvado uma única vida, já terá valido a pena.” Segurança no centro das atenções A Casa Solar foi estruturada com foco total na segurança das instalações fotovoltaicas, alinhando-se às principais normas que norteiam o setor: NBR 17193 (ABNT) – define requisitos técnicos de segurança em sistemas fotovoltaicos, incluindo a função de desligamento rápido; NT 48 (Corpo de Bombeiros do DF) – estabelece parâmetros para combate a incêndio em instalações solares; NT 44 (Corpo de Bombeiros de Goiás) – define medidas de proteção contra choques elétricos e incêndios. No espaço, profissionais e estudantes têm acesso a tecnologias avançadas, incluindo dispositivos com a função de desligamento rápido e proteção AFCI contra arco elétrico, além de microinversores, inversores e estruturas modernas que permitem o aprendizado prático em conformidade com as normas. Casa Solar é reinaugurada no Senai Taguatinga com foco em segurança e se consolida como polo de referência em conhecimento para o setor fotovoltaico Primeiros treinamentos e agenda Logo após a solenidade, iniciaram-se as atividades práticas no local. No dia 24 de setembro, a fabricante APsystems promoveu treinamentos técnicos ao longo de todo o dia, apresentando soluções e práticas seguras. Nos próximos dias, a programação continua com: Casa Solar é reinaugurada no Senai Taguatinga com foco em segurança e se consolida como polo de referência em conhecimento para o setor fotovoltaico 25 de setembro – SolarEdge realiza treinamentos e demonstrações tecnológicas; 26 de setembro – GoodWe conduz cursos e apresentações de suas soluções para sistemas solares. A partir de outubro, a Casa Solar entra em funcionamento pleno com uma agenda contínua de cursos, treinamentos e eventos, além de integrar-se às atividades curriculares do Senai, formando profissionais cada vez mais preparados para levar energia solar limpa, eficiente e, acima de tudo, segura aos consumidores brasileiros. Casa Solar é reinaugurada no Senai Taguatinga com foco em segurança e se consolida como polo de referência em conhecimento para o setor fotovoltaico Casa Solar é reinaugurada no Senai Taguatinga com foco em segurança e se consolida como polo de referência em conhecimento para o setor fotovoltaico

  • Schneider Electric Coloca Resiliência Energética e Gestão Inteligente da Água no Centro da Semana do Clima de Nova York 2025

    Nova York – Setembro de 2025  – A Schneider Electric, referência global em transformação digital de energia e automação, reforçou seu compromisso com um futuro energético mais confiável e sustentável durante a Semana do Clima de Nova York 2025 . Schneider Electric Coloca Resiliência Energética e Gestão Inteligente da Água no Centro da Semana do Clima de Nova York 2025 A companhia apresentou novos estudos sobre acesso à energia  e infraestrutura hídrica inteligente , além de soluções que unem eletrificação, digitalização e inteligência artificial para apoiar o crescimento econômico e reduzir riscos empresariais. Segundo a empresa, o mundo vive um “superciclo energético”, impulsionado pelo avanço da IA , da mobilidade elétrica  e da eletrificação de indústrias e edifícios , em um momento em que a infraestrutura de energia de várias regiões enfrenta dificuldades para acompanhar o ritmo da demanda. “Nosso foco está em medidas práticas para melhorar a confiabilidade do fornecimento, manter custos previsíveis e adicionar capacidade de forma ágil. A meta é ajudar cidades, indústrias e comunidades a transformar o desafio da transição energética em vantagem competitiva”, destacou Jean-Pascal Tricoire, presidente global da Schneider Electric. Microrredes e Armazenamento: Caminhos para Energia Confiável O Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade da Schneider Electric  lançou o white paper “Pobreza Energética: Uma visão global para energia sustentável para todos” , que redefine o conceito de pobreza energética como um triplo desafio: acesso, acessibilidade e confiabilidade . De acordo com o estudo, entre 685 milhões e 3,3 bilhões de pessoas  vivem em situação de pobreza energética no mundo, com uma média estimada de 1,3 bilhão . Como solução, o relatório propõe o uso de microrredes solares com armazenamento , combinadas a governança local inclusiva , como forma de garantir maior tempo de operação, gerar valor econômico regional e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Gestão Inteligente da Água Ganha Espaço nas Estratégias Corporativas Outro destaque foi o relatório sobre infraestrutura hídrica inteligente , com base em pesquisa junto a executivos norte-americanos. O estudo revela que a escassez de água  já figura entre as principais preocupações de empresas e governos locais, mas ainda há um descompasso entre metas e ações. A Schneider defende investimentos em tecnologias que otimizem o uso de recursos hídricos, reduzam perdas e aumentem a resiliência das operações. IA para Sustentabilidade: Parceria com Makersite Para acelerar o ecodesign de seus produtos, a Schneider lançou o LC-Analytics (Life Cycle Analytics) , desenvolvido em parceria com a Makersite. A solução utiliza gêmeos digitais  para gerar automaticamente dados de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV)  e Declarações Ambientais de Produto (DAPs) , permitindo decisões mais rápidas e precisas para reduzir o impacto ambiental de milhares de itens de seu portfólio. Agenda da Schneider Electric na Semana do Clima Durante o evento, executivos da empresa participam de painéis estratégicos sobre descarbonização , mercados de carbono , resiliência energética  e infraestrutura de IA  para inclusão de 3 bilhões de pessoas no acesso a energia. Entre os destaques: “Pioneiros da mudança”  – Esther Finidori, CSO da Schneider Electric, apresenta estratégias para acelerar a ação climática nas cadeias de valor. “Preparado para o Futuro com a Schneider Electric”  – Jean-Pascal Tricoire e Steve Wilhite discutem como eletrificação e digitalização transformam disrupções em vantagem de longo prazo. Semafor Next 3 Billion Summit  – debate sobre infraestrutura energética para bilhões de novos consumidores. Compromisso Global Com presença em mais de 100 países  e um ecossistema de 150 mil colaboradores , a Schneider Electric reafirma sua missão de descarbonizar indústrias, modernizar infraestruturas e garantir energia acessível e confiável para todos . “Unir progresso e sustentabilidade é o nosso propósito. Chamamos isso de Life Is On ”, concluiu Tricoire. Schneider Electric Coloca Resiliência Energética e Gestão Inteligente da Água no Centro da Semana do Clima de Nova York 2025

  • A Verdade Sobre os Riscos do Sistema Elétrico Brasileiro

    Por Daniel Lima – ECOnomista A Verdade Sobre os Riscos do Sistema Elétrico Brasileiro No Brasil, alguns setores parecem apostar na teoria do caos. Talvez por envolver eletricidade, força e potência, o setor elétrico é um dos mais emblemáticos nesse aspecto. Uma característica marcante é o corporativismo de grandes empresas — em sua maioria multinacionais — que influenciam decisões estratégicas. E o mais preocupante: os órgãos gestores, reguladores e operadores do sistema elétrico brasileiro contam com diretores egressos dessas mesmas corporações. A nova narrativa: culpar a geração distribuída Nos últimos meses, segmentos do setor elétrico têm martelado na grande mídia um novo vilão: a geração distribuída (GD). Segundo “especialistas”, ela estaria atendendo a um percentual elevado da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), forçando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a desligar usinas centralizadas para manter o equilíbrio de frequência. O assunto ganhou tanta urgência que ANEEL, ONS e ABRADEE realizaram uma reunião fechada — sem imprensa  e sem representantes da GD  — para discutir protocolos de contingenciamento. O plano será detalhado pelo ONS até o final de outubro. A verdade por trás dos números Segundo o  Relatório Mercado Cativo – SAMP  da ANEEL, o mercado cativo possui cerca de  93 milhões de unidades consumidoras , que consumiram aproximadamente  170 milhões de MWh  até julho de 2025, movimentando  R$ 148 bilhões  com impostos. A GD, por sua vez, conta com  43 GW de potência instalada , distribuída em  3,8 milhões de usinas solares  espalhadas por mais de  5.500 municípios , gerando créditos para  7 milhões de unidades consumidoras  — sendo  87%  nas classes  residencial (62%)  e  comercial (25%) . Isso representa apenas  7,5% das UCs do país , e  apenas  4% são consumidoras/geradoras . A Verdade Sobre os Riscos do Sistema Elétrico Brasileiro A potência instalada média de GD por UC é de  6,3 kW. Se considerarmos apenas a classe residencial a potência média é de 5,0 kW. Energia solar não é privilégio de ricos Um sistema solar de  5,0 kW  custa cerca de  R$ 20 mil instalado . Financiado em  60 meses a 1,5% a.m. , gera uma parcela de aproximadamente  R$ 510 . Com produção média de  600 kWh/mês , o sistema se paga com a economia gerada. Ou seja,  cabe no orçamento da grande maioria das famílias brasileiras , exceto aquelas em situação de vulnerabilidade — que já são atendidas pela Tarifa Social de Energia Elétrica. A Verdade Sobre os Riscos do Sistema Elétrico Brasileiro GD representa geração e consumo local e equilíbrio regional Outro dado essencial:  72% da potência instalada em GD está na própria unidade geradora e consumidora . Apenas  28% são remotas. A Verdade Sobre os Riscos do Sistema Elétrico Brasileiro Há também equilíbrio geográfico entre geração e consumo na GD: Sul e Sudeste/Centro-Oeste:  71% Nordeste:  21% Norte:  8% Destaques por estado: São Paulo:  14% Minas Gerais:  13% Paraná:  9% Bahia:  5% Ou seja, a GD está  onde a demanda ou o consumo está .  Não há sobra de GD para ser exportada pela rede básica. O problema: A concentração da geração centralizada Segundo o ONS, a geração centralizada apresenta os seguintes números: Eólica – Total: 35,6 GW Nordeste: 32,9 GW (92,8%) Sul:   2,3 GW (6%) Norte e Sudeste/Centro-Oeste: inexpressivo Solar Centralizada – Total: 19,4 GW Nordeste: 10,7 GW (55%) Sudeste/Centro-Oeste: 8,7 GW (45%) Sul e Norte: praticamente irrelevantes A região Nordeste concentra   43,6 GW  nos grandes parques eólicos e solares — cerca de  80% da capacidade instalada  dessas fontes.  A geração eólica com 32,9 GW, por exemplo, está 93% concentrada no Nordeste . A Verdade Sobre os Riscos do Sistema Elétrico Brasileiro O verdadeiro gargalo: o descompasso entre geração, consumo e transmissão O problema não é a GD. É o descompasso no Nordeste entre a concentração da geração centralizada e a capacidade de consumo local, agravado pela deficiência da infraestrutura de transmissão. A sobrecarga e os cortes nas usinas do Nordeste decorrem de um modelo de expansão centralizada e mal planejada.  Não se constroem parques sem outorgas da ANEEL e do ONS . A saturação é fruto da ausência de planejamento e de investimentos proporcionais em linhas de transmissão. O risco não é a GD — é a narrativa A geração distribuída  não é ameaça, é solução . Ela democratiza o acesso à energia limpa, reduz a pressão sobre o sistema centralizado e empodera o consumidor. O verdadeiro risco está em decisões tomadas  sem transparência, sem planejamento e sem diálogo  com todos os agentes. O Brasil precisa de uma política energética que valorize: Descentralização Inovação Justiça energética E isso começa por reconhecer que a GD  não é o problema  — é parte essencial da solução. Daniel Lima é graduado em Ciências Econômicas e com MBA em Arquitetura, Construção e Gestão de Construção Sustentáveis, ao longo de sua carreira ocupou diversos cargos no setor público, na iniciativa privada e no terceiro setor. Acumulou grande experiência na área de elaboração de projetos sustentáveis e na captação de recursos nacionais e internacionais. Destaca-se em seu currículo a Coordenação Geral do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (PRODETUR). Atualmente atua como especialista e consultor no segmento de energia solar, é CEO da Agrosolar Investimentos Sustentáveis e Conselheiro da startup Energia Verde do Brasil - EVBIO. A Verdade Sobre os Riscos do Sistema Elétrico Brasileiro

  • Thopen inaugura primeira usina própria em Goiás e projeta investir R$ 140 Milhões no estado até 2026

    A UFV Sítio Nogueira faz parte de um plano de expansão de 11 usinas solares que a Thopen irá operar no estado até o próximo ano, totalizando 45,98 MWp, capacidade suficiente para abastecer uma média de 35 mil residências brasileiras Thopen inaugura primeira usina própria em Goiás e projeta investir R$ 140 Milhões no estado até 2026 São Paulo, 22 de setembro de 2025  — A Thopen, maior plataforma integrada de geração e gestão de energia elétrica com foco na abertura total do mercado, anuncia a inauguração de sua primeira usina própria em Goiás, a UFV Sítio Nogueira. Com 5,3 MWp de potência instalada, a usina solar fotovoltaica faz parte de um plano de investimento de cerca de R$ 140 milhões que a companhia projeta para o estado para a operação de 11 unidades de energia limpa e renovável. Juntas, as 11 unidades totalizarão 45,98 MWp de capacidade instalada, volume suficiente para abastecer o consumo médio de mais de 35 mil residências. Atualmente, a Thopen já possui 18,3 MWp operacionais no estado, incluindo usinas de terceiros. Com as novas unidades em construção, a companhia adicionará 27,68 MWp à sua capacidade. A Thopen oferece uma solução inovadora para o mercado de energia elétrica, permitindo que empresas e comércios de todos os portes acessem energia limpa e de baixo custo sem a necessidade de investir em painéis solares próprios, dispensando custos com obras e manutenção. Por meio da solução de geração distribuída (GD), os clientes se conectam diretamente às usinas da companhia e obtêm uma redução de pelo menos 10% nas contas de luz. O público-alvo são empresas de todos os segmentos, desde pequenos comércios a grandes indústrias. Clientes residenciais com contas acima de R$ 300 também podem se beneficiar do serviço. "A inauguração da nossa primeira usina própria em Goiás é um marco para a Thopen e um reflexo do nosso compromisso em impulsionar a transição energética e a democratização do acesso à energia renovável e economicamente viável no Brasil. O investimento de R$ 140 milhões no estado reforça nossa crença no potencial da energia limpa e nos aproxima dos nossos objetivos de expansão da nossa capacidade, reforçando nossa posição de liderança no mercado de energia e aprimorando a oferta aos nossos clientes de forma eficiente. Goiás é uma região estratégica para a Thopen, e esperamos crescer ainda mais por aqui," afirma Gustavo Ribeiro, CEO da Thopen e da Pontal Energy, empresas do mesmo grupo. As novas inaugurações se alinham a um momento de forte expansão e crescimento acelerado da Thopen. Apenas em 2025, a empresa já realizou quatro grandes aquisições e realizou aproximadamente de R$ 2 bilhões de investimentos no mercado de energia. Agora,  com esta inauguração, a empresa passa a contar com 286 ativos sob gestão, que somam 600 MWp de capacidade instalada, potência suficiente para abastecer o consumo médio de 321 mil residências. Thopen inaugura primeira usina própria em Goiás e projeta investir R$ 140 Milhões no estado até 2026 Presente em 22 estados brasileiros, a Thopen possui uma carteira com mais de 250 mil unidades consumidoras gerenciadas e tem a meta de alcançar a marca de 1 milhão de clientes nos próximos anos com a abertura prevista no setor. Sobre a Thopen  A Thopen  é a maior plataforma integrada de geração e gestão de energia elétrica do Brasil, com um portfólio diversificado que inclui projetos de energia solar, eólica e biogás. Com os mais de R$ 2 bilhões em investimentos e aquisição de novas usinas realizados em 2025, a empresa do grupo Pontal Energy gerencia um total de 286 ativos, que somam 600 MWp de capacidade instalada. Presente em 22 estados, a Thopen atende mais de 250 mil unidades consumidoras e pretende chegar à marca de 1 milhão de clientes nos próximos anos, além de atingir a meta 1 GWp de capacidade para atender à crescente demanda de energia do mercado. Thopen inaugura primeira usina própria em Goiás e projeta investir R$ 140 Milhões no estado até 2026

  • Tempestades deixam quase 1 milhão de pessoas sem energia em São Paulo e Campinas

    Apagão afeta bairros da capital paulista e cidades da RMC; concessionárias intensificam operação para restabelecer o fornecimento ainda hoje Tempestades deixam quase 1 milhão de pessoas sem energia em São Paulo e Campinas Matéria EnergyChannel: A segunda-feira (22) foi marcada por uma das maiores interrupções no fornecimento de energia elétrica registradas este ano na Região Metropolitana de São Paulo e em Campinas. Segundo as concessionárias que operam na área, quase 1 milhão de consumidores ficaram sem luz após fortes temporais atingirem a região no início da tarde. Os ventos acima de 70 km/h derrubaram árvores e danificaram linhas de distribuição em vários pontos, provocando quedas simultâneas de energia em bairros da capital paulista, municípios vizinhos e cidades estratégicas da Região Metropolitana de Campinas (RMC). As distribuidoras de energia informaram que equipes de campo foram mobilizadas em regime de urgência para identificar e reparar os danos. A prioridade, segundo as empresas, é restabelecer o fornecimento em hospitais, centros de saúde e áreas de maior impacto econômico. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), o sistema de tempestades que provocou o apagão foi acompanhado por descargas elétricas intensas e deve perder força ao longo da noite. Especialistas alertam que episódios como este tendem a se tornar mais frequentes devido às mudanças climáticas, que intensificam eventos extremos e pressionam a infraestrutura elétrica. “O desafio é tornar a rede mais resiliente, com maior capacidade de resposta a situações críticas”, explica um consultor do setor ouvido pelo EnergyChannel . As concessionárias recomendam que os consumidores desconectem aparelhos sensíveis da tomada e aguardem o restabelecimento completo antes de religar equipamentos de maior potência, evitando danos causados por oscilações de tensão. Tempestades deixam quase 1 milhão de pessoas sem energia em São Paulo e Campinas

  • Investimentos Globais em Hidrogênio Limpo Superam US$ 110 Bilhões, Aponta Relatório da Hydrogen Council

    Por Redação EnergyChannel O mercado global de hidrogênio limpo segue em forte expansão, contrariando o pessimismo recente sobre a transição energética. O Hydrogen Council  divulgou nesta terça-feira (23) a nova edição de seu relatório anual Hydrogen Insights Compass , que mostra crescimento acelerado dos projetos em todo o mundo e investimentos comprometidos acima de US$ 110 bilhões  – um aumento de US$ 35 bilhões em relação ao levantamento anterior. Investimentos Globais em Hidrogênio Limpo Superam US$ 110 Bilhões, Aponta Relatório da Hydrogen Council Segundo o estudo, mais de 510 projetos  já atingiram Final Investment Decision  (FID), estão em construção ou em operação. Desde 2020, os investimentos vêm crescendo a uma taxa média superior a 50% ao ano , consolidando o hidrogênio como um dos pilares da descarbonização global. 1.700 Projetos em Andamento no Mundo O relatório destaca ainda que existem mais de 1.700 iniciativas  em diferentes estágios de desenvolvimento, cobrindo toda a cadeia de valor – da produção ao transporte e uso industrial. Embora cerca de 50 projetos tenham sido cancelados nos últimos 18 meses , em sua maioria de hidrogênio verde em fase inicial, eles representam apenas 3% do portfólio global e não alteram a tendência de expansão do setor. Transição Energética e Geopolítica Para a CEO do Hydrogen Council, Ivana Jemelkova , o avanço contínuo da indústria prova que o hidrogênio é peça-chave para a segurança energética e para atingir metas de neutralidade de carbono. “Estamos falando de uma infraestrutura que permitirá descarbonizar setores difíceis de eletrificar e reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados”, afirmou. O CEO da Linde  e co-presidente do Conselho, Sanjiv Lamba , reforçou que o setor privado continua apostando na tecnologia, mesmo diante de desafios regulatórios e econômicos. Europa no Centro do Debate O relatório também aponta a relevância estratégica do hidrogênio para a Europa , que busca reduzir sua vulnerabilidade geopolítica e acelerar a independência energética. Especialistas alertam que narrativas negativas sobre a viabilidade do hidrogênio não refletem a realidade industrial e podem atrasar decisões cruciais para o futuro da transição energética. Investimentos Globais em Hidrogênio Limpo Superam US$ 110 Bilhões, Aponta Relatório da Hydrogen Council

  • Engenharia em pauta: SME coloca inovação, clima e equidade social no centro do debate nacional

    Evento em Belo Horizonte reúne especialistas para discutir o papel da engenharia frente a desafios como mudanças climáticas, inovação tecnológica e equidade social Para o vice-presidente da SME, José Cláudio Nogueira Vieira, a iniciativa reafirma a relevância da entidade em conectar o conhecimento técnico à tomada de decisão Divulgação SME Em um momento em que os efeitos das mudanças climáticas, a pressão por inovação tecnológica e a busca por equidade social desafiam governos e empresas, a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) promove, até 24 de setembro, a Semana da Engenharia 2025, no Centro Universitário Dom Helder, em Belo Horizonte. O evento, que tem como eixo a integração entre educação, inovação e políticas públicas, reúne especialistas de universidades, órgãos reguladores, setor privado e sociedade civil para discutir o papel da engenharia como força estratégica para o desenvolvimento nacional. Para o vice-presidente da SME, José Cláudio Nogueira Vieira, a iniciativa reafirma a relevância da entidade em conectar o conhecimento técnico à tomada de decisão. “A engenharia não pode ser vista apenas como técnica e execução. Ela é também uma ciência social aplicada, que interfere diretamente na vida das pessoas e na formulação de políticas públicas. Ao debatermos temas como gestão das águas pluviais, inteligência artificial, transição energética e segurança alimentar, estamos projetando soluções para os grandes desafios do Brasil”, afirma Vieira. Engenharia em pauta: SME coloca inovação, clima e equidade social no centro do debate nacional Da drenagem urbana à inteligência artificial -  A programação tem entre os focos a gestão de águas pluviais e drenagem urbana, um dos problemas mais críticos de Belo Horizonte e de grandes centros urbanos do país. A pauta ganha relevância diante da recorrência de enchentes e desastres climáticos, que têm provocado prejuízos humanos e econômicos. Nesta terça-feira, 23 de setembro, a atenção se volta para a inovação, com discussões sobre o uso da inteligência artificial em setores produtivos, inovação em pavimentos sustentáveis e os desafios éticos da tecnologia. Já no encerramento, dia 24 de setembro, o debate será sobre mudanças climáticas e segurança alimentar, abordando desde o impacto do aquecimento global na agricultura até novas rotas de energia verde e os reflexos da geopolítica na produção de alimentos. Engenharia e sociedade -  Segundo José Cláudio Nogueira Vieira, a escolha dos temas não é casual. “Há um entendimento de que a engenharia é um vetor de equidade social. Ela garante o direito básico à moradia digna, à água potável, ao saneamento, à mobilidade. É impossível pensar em sustentabilidade e justiça social sem a presença estruturante da engenharia”, reforça. O evento reune profissionais, empresários e estudantes, com a proposta de integrar a experiência acadêmica, a visão regulatória e os avanços do setor privado. Para a SME, trata-se de fortalecer sua posição como instituição técnica de referência em Minas e no Brasil. Tradição e futuro -  Fundada em 1933, a Sociedade Mineira de Engenheiros tem sido protagonista em debates técnicos e políticos que marcaram a história do desenvolvimento do Estado. Agora, busca renovar sua atuação, ampliando o diálogo com a sociedade em torno de desafios globais. “Nosso compromisso é com o futuro. Queremos que Minas e o Brasil estejam na vanguarda, usando a engenharia como instrumento de transformação social e desenvolvimento sustentável”, conclui Vieira. Engenharia em pauta: SME coloca inovação, clima e equidade social no centro do debate nacional

  • Guterres: Energias Renováveis São Caminho para Independência Energética Global

    Nova York –  O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, voltou a colocar as energias renováveis no centro do debate sobre segurança energética global. Em um pronunciamento realizado nesta terça-feira (23) na sede da ONU, Guterres defendeu que a transição para fontes limpas não é apenas uma medida ambiental, mas um passo estratégico para garantir autonomia econômica e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Créditos: ONU/Eskinder Debebe | Guterres: Energias Renováveis São Caminho para Independência Energética Global “Investir em renováveis é investir em liberdade” , afirmou o secretário-geral. Para ele, a dependência do petróleo, gás e carvão expõe países a crises geopolíticas e oscilações de preço, comprometendo a estabilidade econômica. “As energias renováveis representam segurança, empregos e desenvolvimento sustentável” , reforçou. Críticas aos subsídios fósseis Guterres foi incisivo ao criticar os subsídios bilionários que ainda sustentam a indústria fóssil. Segundo dados recentes da Agência Internacional de Energia (IEA), esses incentivos somaram mais de US$ 1 trilhão em 2023, o que, segundo o chefe da ONU, distorce o mercado e atrasa a transição energética. “Estamos financiando a destruição do planeta enquanto temos à disposição tecnologias limpas, baratas e escaláveis. Cada dólar gasto em subsídios aos fósseis é um dólar que poderia estar acelerando a revolução renovável” , destacou. Impacto social e econômico O secretário-geral também enfatizou o papel das renováveis na geração de empregos de qualidade e no fortalecimento das economias locais. Ele citou como exemplo os países que expandiram seus parques solares e eólicos, reduzindo custos de energia e atraindo novos investimentos. “Transição energética não é um sacrifício, é uma oportunidade de reindustrialização verde”, disse Guterres, reforçando que políticas públicas devem priorizar capacitação profissional e inclusão social para garantir que a economia de baixo carbono beneficie todas as camadas da população. Chamado à ação Para acelerar a mudança, Guterres pediu mais ambição dos governos na COP30, que será realizada no Brasil em 2025. Entre as metas sugeridas estão triplicar a capacidade de geração renovável até 2030 e eliminar gradualmente os subsídios aos fósseis. Guterres: Energias Renováveis São Caminho para Independência Energética Global

  • Agronegócio sustentável começa com energia inteligente

    Por Pedro Al Shara   Agronegócio sustentável começa com energia inteligente O agronegócio brasileiro sempre foi movido a sol, das lavouras que florescem sob sua luz até a resiliência de produtores que enfrentam os desafios do clima com inovação. Mas agora, mais do que nunca, o sol está se tornando uma fonte literal de energia para o setor. A transição para matrizes energéticas renováveis não é apenas uma tendência: é uma resposta estratégica aos desafios de custo, acesso e sustentabilidade que impactam diretamente a produção no campo.  Nos últimos anos, observamos uma movimentação significativa no setor rural em direção à adoção de soluções como a energia solar fotovoltaica. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), só em 2023 houve um crescimento de quase 35% na potência instalada da geração solar distribuída no agronegócio. O setor já responde por cerca de 14,5% de toda a capacidade instalada no país, o que equivale a mais de 3,5 GW espalhados por mais de 190 mil sistemas em propriedades rurais. A curva ascendente não surpreende: em um cenário de custos crescentes e oscilações no fornecimento de energia elétrica, a geração distribuída garante previsibilidade e autonomia para o produtor.  Esse movimento tem sido reforçado por incentivos financeiros e políticas públicas que reconhecem o papel das fontes limpas na competitividade do campo. O Plano Safra 2023/2024, por exemplo, trouxe R$ 364 bilhões em crédito rural, parte dos quais direcionados para práticas sustentáveis e tecnologias verdes, incluindo sistemas de energia renovável. Além do apoio institucional, a queda no custo dos equipamentos e a melhoria na eficiência tecnológica têm tornado os projetos cada vez mais acessíveis, mesmo para pequenos e médios produtores, tradicionalmente mais vulneráveis às oscilações do mercado energético.  O impacto da energia renovável vai além do fator econômico. Em tempos de emergência climática e pressão por práticas sustentáveis nas cadeias globais de suprimento, utilizar energia limpa se tornou uma vantagem competitiva. Países compradores têm exigido rastreabilidade e indicadores ambientais de ponta a ponta. Neste contexto, a capacidade de demonstrar que a produção agrícola brasileira é abastecida por fontes de baixo impacto ambiental pode abrir portas, agregar valor à produção e consolidar a imagem do Brasil como potência verde.  A adoção de energia solar também contribui para resolver um desafio crônico da infraestrutura rural: a falta de acesso confiável à rede elétrica. Em áreas remotas ou de difícil acesso, a geração local de energia permite que sistemas de irrigação, armazenagem e processamento operem com estabilidade fator crítico para evitar perdas e otimizar o rendimento da safra. O que antes era visto como uma utopia tecnológica, hoje se materializa em painéis instalados nos telhados de galpões, nas margens de plantações e até em sistemas flutuantes sobre reservatórios de água.  É interessante observar como essa transformação energética no campo está ocorrendo de forma descentralizada, silenciosa e eficiente, sem depender de grandes usinas ou mega projetos. A natureza modular da energia solar combina perfeitamente com a lógica da produção rural, onde cada hectare tem sua especificidade e cada produtor precisa de soluções sob medida. O avanço é técnico, mas também cultural: os produtores estão cada vez mais conscientes de que investir em energia limpa é investir na longevidade do seu negócio.  Não há dúvidas de que a transição energética representa uma nova fronteira para o agronegócio nacional. Mais do que uma resposta às dores do presente, trata-se de um passo estratégico rumo a um futuro em que produtividade e sustentabilidade caminham lado a lado. E esse futuro já começou a nascer, com a luz do sol refletida nos painéis, alimentando não só máquinas, mas também a esperança de um Brasil rural mais forte, resiliente e sustentável.  Pedro Al Shara é CEO da TS Shara indústria nacional fabricante de nobreaks, inversores e estabilizadores de tensão e protetores de rede inteligente.    Agronegócio sustentável começa com energia inteligente

  • Energia limpa já é realidade, mas liderança global ainda é promessa

    Por Rodrigo Ferreira, Head de tecnologia, produto, dados e inovação da Evolua Energia Energia limpa já é realidade, mas liderança global ainda é promessa A transição energética brasileira carrega uma contradição curiosa. De um lado, o país é reconhecido como potência renovável, com cerca de 90% da matriz elétrica proveniente de fontes limpas. A hidráulica, ainda dominante, responde por metade da capacidade instalada, a eólica soma cerca de 15% e a solar já ultrapassa 20% (dividida entre geração distribuída e usinas centralizadas). Biomassa e PCHs completam a base renovável. De outro, segue preso a barreiras que impedem a consolidação dessa liderança e o aproveitamento de oportunidades estratégicas que vão muito além da geração. É como se estivéssemos diante da linha de chegada, mas sem a decisão política e econômica necessária para cruzá-la. Grande parte desse impasse nasce no ambiente regulatório. Marcos legais confusos, licenciamento moroso e tributação fragmentada tornam o setor um labirinto desestimulante. Não surpreende que investidores internacionais recuem diante de tantas incertezas: falta previsibilidade. Quando a burocracia consome mais tempo que a própria construção de um parque eólico ou solar, como destacou a Global Renewables Alliance, o país envia sinais contraditórios ao mercado. Outro gargalo está na infraestrutura de transmissão e nas restrições operacionais de um sistema cada vez mais complexo e descentralizado. Linhas insuficientes transformam o Nordeste em polo abundante de energia solar e eólica, mas incapaz de escoar plenamente sua riqueza para o restante do território, evidenciando falhas no planejamento. O avanço veloz da solar, em especial, intensifica esse desafio: nos horários de pico, a produção chega a superar a demanda local, mas sem rede suficiente para transportar o excedente. Nesse contexto, cresce a ocorrência do curtailment — quando a geração limpa é interrompida para preservar a estabilidade do sistema. Essa realidade também expõe a sazonalidade e a intermitência da solar. Enquanto ao meio-dia a geração atinge seu pico, em outros momentos do dia o sistema precisa acionar fontes complementares, exigindo flexibilidade e planejamento constante. Ao longo do ano, a irradiação varia conforme as estações, o que amplia a complexidade de operação. Mais do que manutenção adequada, o que garante eficiência é a adoção de sinais de preço corretos (estrutura tarifária) que reflitam escassez e abundância de energia em cada hora, além do estímulo ao uso de baterias e sistemas de armazenamento (BESS) para o chamado time shift — deslocando a energia gerada no horário solar para os momentos de maior demanda noturna. Essas soluções aumentam a confiabilidade do sistema e reduzem o risco de desperdício. O financiamento também exige atenção. Embora iniciativas como o Programa de Integração de Energias Renováveis representem avanços, ainda faltam instrumentos capazes de dar escala e segurança a projetos de longo prazo. Sem crédito acessível, pequenas e médias empresas — peças-chave para democratizar a energia solar e ampliar a geração distribuída — continuam em posição secundária, quando poderiam ser protagonistas. Há ainda um obstáculo silencioso: a falta de conscientização social. Parte dos consumidores enxerga a energia limpa apenas como custo adicional, e não como ativo estratégico de retorno econômico, ambiental e até reputacional. Essa percepção reduz a velocidade necessária para que seja vista como diferencial competitivo, e não apenas como forma de economia na conta de luz. Alterar esse imaginário é tão essencial quanto erguer novas linhas de transmissão ou modernizar a regulação, porque só assim será possível transformar o potencial já existente em liderança global. Um futuro que pede coragem para sair do papel Apesar dos entraves, o Brasil vive um momento fértil de oportunidades. A abertura do Mercado Livre de Energia, aliada ao avanço das tecnologias de armazenamento, cria cenário promissor. O que falta é coordenação efetiva entre governo e setor privado para transformar essas oportunidades em escala prática, com inovação tecnológica e políticas consistentes caminhando lado a lado. É justamente nesse ponto que reside a chave do futuro. Se o Brasil quiser deixar de ser visto apenas como “gigante adormecido” e consolidar-se como liderança climática global, precisa assumir o risco de inovar. Isso implica investir em pesquisa, fortalecer a indústria nacional de equipamentos e reduzir a dependência de tecnologias importadas. O país não pode se contentar em apenas adotar soluções externas; é hora de produzir conhecimento e exportar inovação. A energia renovável já é realidade consolidada na matriz elétrica, com mais de 90% de participação de fontes limpas. O desafio agora não é só manter esse diferencial, mas transformá-lo em vantagem competitiva. Isso passa por usar o potencial solar e eólico para atrair indústrias intensivas em energia, expandir a exportação de hidrogênio verde e derivados, e desenvolver mercados de flexibilidade e armazenamento que garantam segurança ao sistema. Se conseguirmos alinhar regulação moderna, infraestrutura eficiente, mecanismos financeiros robustos e soluções tecnológicas compatíveis com o crescimento renovável, o Brasil terá não apenas uma matriz sustentável, mas também a oportunidade de se tornar referência mundial em inovação e economia verde. O dilema é claro: permanecer como fornecedor de recursos primários ou assumir de vez o protagonismo global como potência limpa.   Sobre a Evolua Energia A Evolua Energia é uma referência em energia solar no Brasil, destacando-se no mercado de geração distribuída compartilhada com soluções de energia limpa, renovável e econômica. Fundada em 2020, a empresa administra mais de R$ 1 bilhão em ativos de energia e visa democratizar o acesso à energia solar para empresas e pessoas físicas, promovendo economia nas contas mensais. Presente em estados como Minas Gerais, Ceará, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí, a Evolua também está no Mercado Livre de Energia (ML), oferecendo ainda mais flexibilidade e opções aos consumidores. Energia limpa já é realidade, mas liderança global ainda é promessa

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