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  • SPIC Brasil realiza simulados de segurança da UHE São Simão

    Treinamentos mobilizam comunidades de Goiás e Minas Gerais nos dias 26 e 28 de setembro. UHE São Simão possui rígidos protocolos de segurança e nunca registrou ocorrências desde que entrou em operação, em 1978 SPIC Brasil realiza simulados de segurança da UHE São Simão A SPIC Brasil está realizando esta semana simulados de segurança com as comunidades vizinhas à Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, localizada na divisa entre Goiás e Minas Gerais. Os treinamentos fazem parte do Plano de Ação de Emergência (PAE) e têm como objetivo reforçar a cultura de prevenção e orientar a população sobre como agir em caso de necessidade. O primeiro simulado aconteceu na terça-feira, 23 de setembro e foi direcionado aos colaboradores da UHE São Simão. Na sexta-feira, 26 de setembro, às 11h, será a vez dos trabalhadores do Distrito Agroindustrial de São Simão (GO). Já no domingo, 28 de setembro, às 9h30, ocorre o exercício com a comunidade de Chaveslândia, em Santa Vitória (MG). Ações de orientação como tendas tira-dúvidas, circulação de carros de som, envios de comunicados por WhatsApp e campanhas em mídias locais foram realizadas para explicar à população o funcionamento dos treinamentos, esclarecer dúvidas sobre o PAE e distribuir materiais informativos. A comunidade também está sendo orientada sobre como baixar ou atualizar o aplicativo Alert Indivíduo, que, por geolocalização, indica a melhor rota em caso de emergência, além de enviar notificações via mensagens de texto e chamadas de voz em tempo real.  Embora a UHE São Simão seja classificada como de baixo risco pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, os simulados são parte fundamental do PAE, garantindo preparo, rapidez e eficiência caso seja necessário agir. Em caso de dúvidas ou para mais informações, a população pode entrar em contato pelo telefone 0800 200 0204 (segunda a sexta, das 8h às 17h) ou pelo e-mail  portasabertas@spicbrasil.com.br . Programação dos simulados: • 26/09 (sexta-feira), às 11h – Simulado no Distrito Agroindustrial de São Simão (GO);• 28/09 (domingo), às 9h30 – Simulado em Chaveslândia (Santa Vitória/MG).

  • GoodWe leva soluções BIPV a arquitetos no Paraná

    Tecnologia que integra geração solar ao design de fachadas, janelas e telhados será tema de encontro na sede da AEAM em Maringá GoodWe leva soluções BIPV a arquitetos no Paraná A integração entre arquitetura e energia solar será o ponto central do Happy Hour promovido pela GoodWe Soluções Energéticas em parceria com a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Maringá (AEAM), nesta quinta-feira, 25 de setembro, a partir das 18h30, na sede da entidade. O evento terá como tema “Arquitetura Solar: Design, Eficiência e Tecnologia com BIPV GoodWe” e contará ainda com a coparticipação da empresa Descarbonize, reforçando a parceria em torno da Linha Galaxy. Voltado para arquitetos e profissionais do setor, o encontro gratuito busca aproximar a comunidade técnica das inovações em Building-Integrated Photovoltaics (BIPV), soluções que transformam fachadas, janelas e telhados em usinas solares integradas ao projeto arquitetônico. Mais do que painéis convencionais, essa tecnologia redefine a estética urbana ao unir eficiência energética, sustentabilidade e design contemporâneo. Entre os diferenciais das soluções BIPV estão a capacidade de reduzir em até 50% o consumo de energia elétrica, a substituição de materiais de construção convencionais por módulos fotovoltaicos ativos e a durabilidade superior a 25 anos, com ganhos também em isolamento térmico e acústico. O formato modular e pré-fabricado permite instalação durante a obra, reduzindo prazos e custos de execução. GoodWe leva soluções BIPV a arquitetos no Paraná Para a GoodWe, referência internacional em soluções fotovoltaicas, a adoção desse modelo representa um passo essencial na transição para cidades inteligentes. Ao transformar edifícios em ativos energéticos sustentáveis, os sistemas BIPV apontam para um futuro em que design e eficiência caminham lado a lado, reposicionando o papel da arquitetura na matriz energética urbana. As inscrições podem ser feitas diretamente no site da AEAM e pelo link https://www.sympla.com.br/evento/happy-hour-aeam-goodwe/3117496?referrer=bit.ly GoodWe leva soluções BIPV a arquitetos no Paraná

  • Incêndio em Tesla Megapack atinge usina solar em Boulder City e reacende debate sobre segurança de baterias

    Boulder City, Nevada – 25 de setembro de 2025  – Um incêndio envolvendo um sistema de armazenamento de energia Tesla Megapack atingiu uma usina solar em Boulder City, a cerca de 24 km de Henderson, na noite de 23 de setembro. O incidente reacende a discussão sobre segurança em grandes projetos de armazenamento de energia (BESS), cada vez mais centrais para a transição energética global. Foto reprodução Web; Incêndio em Tesla Megapack atinge usina solar em Boulder City e reacende debate sobre segurança de baterias Linha do Tempo do Incidente Segundo autoridades locais, o chamado de emergência foi registrado às 19h. Minutos depois, equipes de bombeiros chegaram ao local e confirmaram que uma das unidades Megapack estava completamente em chamas.Por volta das 22h, equipes de apoio foram liberadas, permanecendo apenas bombeiros de Boulder City e técnicos da usina para monitoramento. Durante este período, outra unidade de bateria também pegou fogo. Às 23h45, duas unidades continuavam soltando fumaça, mas os riscos de propagação foram considerados controlados. Meia hora depois, o incêndio atingiu um segundo contêiner de armazenamento, que foi contido. A área foi liberada por volta da 1h da manhã, sem registro de feridos. Foto reprodução Web; Incêndio em Tesla Megapack atinge usina solar em Boulder City e reacende debate sobre segurança de baterias Possível Causa Investigações preliminares indicam que o problema pode ter sido provocado por um vazamento no sistema de resfriamento do Megapack, causando curto-circuito e superaquecimento localizado. O fenômeno teria levado à chamada fuga térmica  – quando as células de bateria entram em reação em cadeia – e propagado as chamas para um segundo contêiner. Foto reprodução Web; Incêndio em Tesla Megapack atinge usina solar em Boulder City e reacende debate sobre segurança de baterias Histórico de Ocorrências Este não é o primeiro incidente envolvendo sistemas Tesla Megapack: 2021 – Victoria, Austrália:  incêndio no projeto Victorian Big Battery, após vazamento de líquido de arrefecimento. 2022 – Monterey, Califórnia:  falha de instalação permitiu entrada de água nos módulos, causando sobreaquecimento. 2023 – Baker, Califórnia:  sistema para supercarregadores móveis foi completamente destruído. 2023 – Bouldercombe, Austrália:  um dos 40 Megapacks pegou fogo e foi deixado queimar sob supervisão dos bombeiros. Desafios e Lições O caso reforça a importância de sistemas robustos de detecção, supressão de incêndio, resfriamento e monitoramento em projetos de armazenamento em larga escala. Especialistas alertam que, à medida que a participação das baterias na matriz energética cresce, também aumenta a necessidade de protocolos rígidos de segurança para evitar acidentes de grande impacto.

  • Mina de Lítio na Austrália Atinge 81% de Energia Renovável e Mostra Caminho para a Transição Energética

    EnergyChannel | Especial Energia e Mineração Foto IA: Ilustração | Mina de Lítio na Austrália Atinge 81% de Energia Renovável e Mostra Caminho para a Transição Energética A mina de lítio Kathleen Valley , localizada na Austrália Ocidental, acaba de alcançar um marco relevante para a indústria de mineração: operar com 81% de energia proveniente de fontes renováveis  ao longo do ano fiscal de 2025. O projeto é da Liontown Resources e integra uma das usinas híbridas off-grid mais avançadas do país, combinando energia solar, eólica, baterias de íons de lítio e geração de apoio a gás e diesel. O feito é ainda mais emblemático por envolver uma das investidoras mais conhecidas do setor de mineração, Gina Rinehart, que tem participação relevante na Liontown e historicamente se posicionou de forma crítica às metas de descarbonização e à expansão da energia renovável na Austrália. Complexo Energético de Alta Eficiência A planta híbrida da Kathleen Valley foi desenvolvida pela Zenith Energy e reúne 30 MW de capacidade eólica , 17 MW de energia solar  — distribuídos em 30 mil painéis fotovoltaicos — e uma bateria de 17 MW / 19 MWh  para armazenamento. O sistema é complementado por 26,4 MW de geração a gás e 5 MW de diesel, garantindo confiabilidade para uma operação ininterrupta. Segundo a Liontown, o modelo permite operar a mina e a planta de processamento em regime de “motor desligado” por longos períodos, ou seja, exclusivamente com energia limpa. “Temos atingido entre 79% e 82% de renováveis de forma consistente, e há dias em que conseguimos operar 100% com energia solar e eólica”, destacou o CEO Tony Ottaviano em conferência com investidores. Sinal Verde para Eletrificação da Frota O próximo passo da companhia é avançar na eletrificação de caminhões e veículos de mina , além de adotar sistemas de ventilação subterrânea sob demanda para reduzir o consumo energético. Cada projeto será avaliado em termos de infraestrutura de carregamento, demanda de energia e impacto nas emissões de gases de efeito estufa. Há planos também para expandir a capacidade eólica, solar e de baterias da planta, de forma a absorver o aumento de demanda resultante da eletrificação da frota, mantendo a alta taxa de participação de energia renovável no mix energético. Referência para a Indústria A conquista da Liontown se soma ao resultado da Bellevue Gold Mine, outra operação off-grid da região, que já alcançou 79% de renováveis e registrou 84 horas consecutivas de operação 100% limpa  no início de suas atividades. Esses avanços reforçam o potencial da mineração sustentável  na Austrália e mostram que grandes operações industriais podem combinar alta produtividade com baixa pegada de carbono — um passo estratégico para que o país alcance sua meta de 82% de energia renovável até 2030 . Mina de Lítio na Austrália Atinge 81% de Energia Renovável e Mostra Caminho para a Transição Energética

  • Crise de Combustíveis na Rússia: Ataques de Drones Ucranianos Agravam Escassez e Elevam Preços

    Por EnergyChannel A Rússia enfrenta um dos momentos mais críticos no setor de combustíveis desde o início da guerra contra a Ucrânia. Uma série de ataques de drones a refinarias em diferentes regiões do país vem comprometendo a produção de derivados e provocando uma escassez crescente de gasolina, com impacto direto no abastecimento e nos preços para a população. Crise de Combustíveis na Rússia: Ataques de Drones Ucranianos Agravam Escassez e Elevam Preços Embora o governo russo mantenha silêncio oficial sobre a dimensão do problema — e seja ilegal compartilhar imagens dos ataques nas redes sociais — vídeos de explosões em refinarias continuam a circular na internet. Especialistas afirmam que a situação está se agravando e pode comprometer a logística de transporte em várias regiões. Preços em Alta e Falta de Abastecimento Dados oficiais indicam que o preço médio da gasolina está em torno de US$ 2,66 por galão, um aumento de 3% no último mês. No entanto, relatos de moradores e analistas independentes sugerem que os valores reais são bem mais altos, chegando a estimativas de até US$ 9 por galão em algumas áreas — quando há combustível disponível. A dificuldade de abastecimento é cada vez mais evidente. No distrito de Sokolsky, na região de Nizhny Novgorod, postos ficaram dias sem gasolina, obrigando motoristas a percorrer cidades vizinhas para encontrar combustível. Nas últimas semanas, a crise se espalhou para ao menos dez regiões russas, incluindo Ryazan, Saratov, Samara, Ulyanovsk, Penza, Rostov, Astrakhan, Kalmykia e Tartaristão. Efeitos Econômicos e Sociais Para além do impacto imediato no transporte, analistas alertam que a continuidade dos ataques e a redução da capacidade de refino podem provocar aumentos de preços em cadeias produtivas inteiras, afetando alimentos, logística e o custo de vida nas grandes cidades. "A guerra chegou ao cotidiano dos cidadãos russos. Não se trata mais apenas de um conflito distante, mas de um problema que afeta o bolso e a mobilidade da população", comenta um especialista em segurança energética ouvido pelo EnergyChannel. Perspectivas Com o número crescente de ataques e sem sinais de recuo no conflito, o cenário de curto prazo indica mais pressão sobre o mercado interno de combustíveis da Rússia. A tendência é de que a escassez se agrave, forçando o governo a adotar medidas emergenciais para garantir o abastecimento em regiões estratégicas e evitar colapso logístico. Crise de Combustíveis na Rússia: Ataques de Drones Ucranianos Agravam Escassez e Elevam Preços

  • Bilhões desperdiçados em energia expõem gargalos da eficiência no Brasil

    Dados apontam que ociosidades no consumo de energia geram perdas que podem ir de 20 a 50% nas empresas, valor que poderia ser revertido em investimentos e ações sociais Bilhões desperdiçados em energia expõem gargalos da eficiência no Brasil Às vésperas da COP30, que será realizada em novembro em Belém (PA), o debate sobre transição energética ganha um componente incômodo: a ociosidade no consumo de eletricidade. Dados da ABESCO apontam que ineficiências no uso de energia no Brasil somam  R$ 61,7 bilhões , valor que poderia ser revertido em investimentos, inovação e até ações sociais. Segundo o levantamento da startup, setores como pavilhões de eventos e áreas de exposições chegam a registrar perdas superiores a 30% por sistemas mantidos ligados fora do horário útil. Em consumidores industriais do grupo A, os índices de desperdício passam de 45% em períodos sem atividade operacional. Para Rodrigo Lagreca, CEO da Energia das Coisas, o problema está menos na geração e mais na gestão. “Não adianta adotar uma tecnologia limpa se a empresa não sabe utilizá-la corretamente. Equipamentos ultrapassados, sistemas de iluminação e climatização acionados sem necessidade e falta de manutenção básica criam um ralo invisível por onde escorre valor que poderia ser investido no crescimento do negócio”, explica. O executivo lembra ainda que o desperdício contribui para a pressão sobre o sistema elétrico nacional. “Quando entramos em bandeira vermelha, há, sim, fatores climáticos, mas também existe uma mea-culpa das empresas e consumidores pelo mau uso da energia”, afirma Lagreca. Esses “O que é desperdiçado diariamente por empresas poderia iluminar ruas inseguras no entorno, beneficiar comunidades e criar programas de responsabilidade social. A eficiência energética é também uma questão de equidade”, avalia a socióloga Viviani Bleyer Remor. A agenda climática, que estará no centro das discussões da COP30, coloca pressão sobre governos e empresas para acelerar a descarbonização. Mas, como mostram os dados, a transformação depende não apenas de investimentos em geração renovável, mas também de inteligência operacional para reduzir o desperdício. Ao mapear gargalos e propor soluções via inteligência de dados e automação, a Energia das Coisas afirma que clientes chegam a registrar economias entre 30% e 40% apenas com ajustes de uso e desligamentos automáticos de cargas ociosas. “Estamos falando de ganhos imediatos, que aumentam a competitividade e reduzem riscos de imagem. Uma empresa que desperdiça energia compromete não só sua eficiência financeira, mas sua credibilidade na agenda ESG”, conclui Lagreca. Bilhões desperdiçados em energia expõem gargalos da eficiência no Brasil Bilhões desperdiçados em energia expõem gargalos da eficiência no Brasil

  • Ricardo Nunes anuncia 1.200 ônibus elétricos em São Paulo ainda neste ano

    Capital paulista consolida maior frota de ônibus elétricos do país e avança na meta de eliminar o diesel do transporte público Ricardo Nunes anuncia 1.200 ônibus elétricos em São Paulo ainda neste ano Entrega nesta semana de mais 120 novos coletivos a bateria, o que evitará 10,4 mil toneladas de CO₂ por ano na atmosfera e reforça compromisso de São Paulo com mobilidade de baixa emissão Evento “Caminhos para a Eletromobilidade Urbana em São Paulo”, realizado em 23 de setembro, reuniu governo, indústria e sociedade civil para debater infraestrutura, financiamento e segurança de transição energética A capital paulista está acelerando sua transição para um transporte público de baixa emissão. Durante o seminário “Caminhos para a Eletromobilidade Urbana em São Paulo”, realizado na última terça-feira, 23, no Memorial da América Latina, o prefeito Ricardo Nunes anunciou a entrega de 120 novos ônibus elétricos realizada na última segunda-feira (22), elevando a frota para 961 veículos eletrificados, sendo 760 movidos a bateria e 201 trólebus, consolidando São Paulo como a cidade com a maior frota de ônibus elétricos do país. “Aqui em São Paulo, já partimos para a execução. Na última segunda-feira (22), entregamos mais 120 ônibus elétricos, totalizando 760 veículos. Somando os trólebus, já são 961 ônibus eletrificados em circulação na cidade. Estamos avançando de forma consistente”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes. Ele acrescentou que, até o fim deste ano, a capital deverá contar com 1.200 ônibus elétricos. Ricardo Nunes anuncia 1.200 ônibus elétricos em São Paulo ainda neste ano O presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), Ricardo Bastos, também participou da cerimônia de abertura e reforçou o impacto positivo da eletromobilidade na economia nacional: “A indústria de veículos eletrificados no Brasil está mais forte do que nunca. Estamos produzindo veículos pesados e leves no país, gerando empregos e fomentando a economia. O que São Paulo está fazendo é um exemplo para o Brasil e traz benefícios diretos: geração de empregos, mais saúde e cuidado com o meio ambiente”, destacou Bastos. O prefeito ressaltou que a substituição da frota a diesel por modelos elétricos pode evitar até 388 mortes prematuras na cidade, segundo estudo da Rede C40 de Cidades (uma união global de grandes municípios que cooperam para combater as mudanças climáticas). Ele também destacou que o investimento se paga ao longo do tempo, já que a operação do ônibus elétrico é muito mais barata, cerca de R$ 5 mil por mês, contra R$ 25 mil dos modelos a diesel, gerando economia de R$ 240 mil anuais por veículo. Com a nova entrega, São Paulo deixará de emitir 10,4 mil toneladas de CO₂ por ano, o que equivale ao plantio de 6,4 mil árvores para cada ônibus colocado em operação. Além disso, cada veículo evita o consumo de 35 mil litros de diesel por ano, o que contribui para as metas climáticas municipais e reduz custos para o sistema. “Estamos saindo de um produto altamente tóxico, poluente e caro, que é o diesel, para um transporte limpo, silencioso e mais barato. Isso significa mais saúde e qualidade de vida para todos os paulistanos”, completou Nunes. De acordo com Ricardo Bastos, os motoristas de aplicativo e profissionais de entrega já vêm optando pelos veículos elétricos por questões de economia e qualidade de vida, aproveitando inclusive a possibilidade de recarga em casa, muitas vezes com energia solar. Painéis destacaram desafios e oportunidades   Ao longo de sete painéis temáticos, o seminário abordou os principais desafios para a adoção em larga escala de veículos elétricos no transporte público. Entre os temas discutidos, destacaram-se a expansão da infraestrutura de recarga, o planejamento da frota e o desenvolvimento de modelos de financiamento eficientes e sustentáveis, com a participação de bancos de fomento nacionais e internacionais, além de instituições financeiras comerciais. Ricardo Nunes anuncia 1.200 ônibus elétricos em São Paulo ainda neste ano O painel sobre Planejamento da Frota de Ônibus Elétricos contou com a presença de Iêda de Oliveira, diretora de Pesados da ABVE; Alferes Soares Alves, gerente de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica da SPTrans; Débora Freitas, coordenadora da UGP (Unidade de Gerenciamento do Projeto) da SMT; Cadu Souza, CEO da TEVX; e Jean Carlos Flohr, chefe de Vendas de Infraestrutura de Recarga da WEG. Durante o seminário, Iêda Oliveira destacou que já existem mais 370 ônibus elétricos em linha de produção no Brasil. Ela reforçou que a indústria nacional está preparada para atender à crescente demanda, com modelos padrão e articulados 100% fabricados no país. “Hoje vemos operadores que desejam ampliar sua frota e até eletrificar toda a operação. A experiência prática comprova as vantagens do modelo: custos reduzidos, maior disponibilidade da frota e boa aceitação tanto pelos operadores quanto pelos passageiros”, explicou a executiva. Alinhamento de normas técnicas Outro destaque foi o painel mediado por Clemente Gauer, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Segurança da ABVE, que discutiu a necessidade de alinhar normas técnicas e regulamentações para integrar a infraestrutura de recarga de veículos elétricos às edificações, conciliando inovação, viabilidade e segurança. Participaram do painel Carlos Alberto de Moraes Borges, vice-presidente do Secovi; o Capitão da PM Renato da Cunha Adashi, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CBPMESP); e Lauro Ladeia, representante técnico do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil). “A expansão da frota de veículos elétricos precisa caminhar junto com a atualização das normas de segurança e da infraestrutura das edificações. Estamos discutindo com o Corpo de Bombeiros e o governo estadual como integrar os carregadores de forma segura e viável, sem criar barreiras que desestimulem a adoção da tecnologia. É fundamental alinhar inovação, custo e regulamentação para garantir que essa transição seja feita de maneira responsável e sustentável” , reforçou Clemente Gauer. Ricardo Nunes anuncia 1.200 ônibus elétricos em São Paulo ainda neste ano

  • Thopen Energy Reinaugura Escritório em São Paulo com Espaço Mais Colaborativo e Sustentável

    São Paulo, 25 de setembro de 2025  – A Thopen Energy reinaugurou seu escritório em São Paulo com um espaço totalmente remodelado, mais acolhedor e funcional para acompanhar o crescimento da equipe e os novos desafios da empresa. Thopen Energy Reinaugura Escritório em São Paulo com Espaço Mais Colaborativo e Sustentável A atualização foi pensada para oferecer bem-estar aos colaboradores, fomentar a colaboração e manter a produtividade em alta. O novo layout traz estações de trabalho integradas às áreas colaborativas, salas de reunião modernas, cabines para video conferências individuais e espaços de convivência como área de café e lounges para encontros informais. Thopen Energy Reinaugura Escritório em São Paulo com Espaço Mais Colaborativo e Sustentável Além do design, o projeto incorporou as cores e identidade visual da Thopen Energy em cada detalhe, da recepção às paredes das áreas comuns. Essa personalização ajuda a fortalecer a cultura da empresa e aumenta o senso de pertencimento entre os colaboradores. Os funcionários celebraram o retorno ao novo ambiente após um mês e meio de obras. “Se já era bom vir para o escritório antes, agora ficou ainda melhor. O espaço está mais bonito, mais confortável e pensado para que possamos focar quando necessário, mas também colaborar de forma mais dinâmica”, destacou um integrante do time. Thopen Energy Reinaugura Escritório em São Paulo com Espaço Mais Colaborativo e Sustentável Com o novo espaço, a Thopen Energy reforça seu compromisso com um ambiente de trabalho moderno, que valoriza a experiência do colaborador e impulsiona a cultura de colaboração – pilares essenciais para os planos de crescimento da companhia no setor de energia. Thopen Energy Reinaugura Escritório em São Paulo com Espaço Mais Colaborativo e Sustentável

  • Com presença de CEOs, Congresso SAE BRASIL 2025 debate o papel do C-Level na transição energética

    Painel terá a presença dos CEOs Rafael Chang, da Toyota; Christopher Podgorski, da Scania; e Gaston Diaz Perez, da Bosch; além de João Irineu Medeiros, VP de Assuntos Regulatórios da Stellantis; e Glaucia Mendes Souza, Professora Titular da USP Com presença de CEOs, Congresso SAE BRASIL 2025 debate o papel do C-Level na transição energética São Paulo, 25 de setembro de 2025  – Qual o papel dos profissionais C-Level na transição energética e na mobilidade sustentável? As respostas a essa pergunta serão respondidas durante o  Painel de CEOs , que faz parte da Trilha de Descarbonização durante a  32ª edição do Congresso e Mostra Internacionais de Mobilidade SAE BRASIL , que acontece entre os dias 7 e 8 de outubro no PRO MAGNO, em São Paulo (SP). Com moderação de  Camilo Adas , Conselheiro de Inovação e Transição Energética da SAE BRASIL e Diretor de Estratégia e Transição Energética na Be8, o painel contará com experientes e importantes CEOs do mercado, como  Rafael Chang , Presidente do Congresso SAE BRASIL 2025 e CEO Toyota para América Latina e Caribe;  Christopher Podgorski , Presidente e CEO da Scania Latin America; e  Gaston Diaz Perez , CEO e Presidente, Robert Bosch Latin America;  João Irineu Medeiros , Vice-Presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis; e  Glaucia Mendes Souza , Professora Titular do Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Para entender melhor o cenário da transição energética no país, a SAE BRASIL conduziu uma pesquisa inédita sobre percepções individuais e profissionais relacionadas à transição energética no contexto da mobilidade. A iniciativa reúne dados objetivos e percepções subjetivas sobre prioridades, barreiras e o papel do Brasil nesse processo. Os resultados serão apresentados no Painel de Transição Energética e no Painel dos CEOs. Ainda durante o painel, será anunciado o Presidente do Congresso SAE BRASIL 2026. “Apesar do crescente debate, ainda há falta de clareza e alinhamento sobre a urgência e os caminhos mais viáveis para a implementação da transição energética. Muito se discute, mas pouco se concretiza em larga escala. Por isso, é extremamente importante que saibamos a visão de importantes C-Levels em torno do tema e, principalmente, qual o papel das lideranças nessa transição”, explica Camilo Adas. “Entendemos que qualquer rumo que a transição energética tome por aqui, precisa respeitar as realidades locais”, finaliza.   As inscrições para o Congresso SAE BRASIL 2025 já estão abertas e podem ser realizadas pelo site oficial da  SAE BRASIL . No site também é possível acompanhar a grade de palestras e debates.  Serviço Painel de CEOs: Decisão e Liderança na Transição Energética: O Papel do C-Level na Mobilidade Sustentável   Data:  quarta-feira, 8 de outubro Horário:  Às 16h Auditório : CARCON | MAHLE | BROSE Local:  PRO MAGNO - Centro de eventos Endereço:  Av. Profa. Ida Kolb, 513 – Jardim das Laranjeiras   Serviço Congresso SAE BRASIL 2025 Data:  7 e 8 de outubro de 2025 Horário:  das 8h30 às 19h Local:  PRO MAGNO – Centro de Eventos Endereço:  Av. Profa. Ida Kolb, 513 – Jardim das Laranjeiras, São Paulo – SP Inscrições:   saebrasil.org.br/congresso2025   Sobre a SAE BRASIL    A SAE BRASIL é uma associação de pessoas físicas, sem fins lucrativos, que tem como propósito ser “A Casa do Conhecimento da Mobilidade Brasileira”. Participam da entidade profissionais de variadas áreas, unidos pela missão de criar e de disseminar conhecimento, visando desenvolver tecnologia e inovação no ecossistema da mobilidade.     Fundada no Brasil em 1991 por executivos dos segmentos automotivo e aeroespacial conscientes da necessidade de se abrir as fronteiras do conhecimento da mobilidade e da integração do País ao processo de globalização da economia, a SAE BRASIL é referência nacional para a integração da indústria, academia, 3º setor e dos órgãos técnicos do governo. Conta com 6 mil associados e 09 seções regionais distribuídas desde o Nordeste até o extremo Sul do Brasil, constituindo-se hoje em uma das mais relevantes instituições do setor da mobilidade brasileira.    A SAE BRASIL é filiada à SAE International, fundada em 1905, nos EUA, por líderes de grande visão da indústria automotiva e da então nascente indústria aeronáutica, entre os quais se destacam Henry Ford, Orville Wright e Thomas Edison. Ao longo de mais de um século de existência tornou-se em uma das principais fontes de normas, padrões e conhecimento relativos aos setores automotivo e aeroespacial em todo o mundo, com mais de 35 mil normas geradas e mais de 138 mil sócios em cerca de 100 países. Com presença de CEOs, Congresso SAE BRASIL 2025 debate o papel do C-Level na transição energética

  • Estados dos EUA aceleram transição para bombas de calor e miram 90% das vendas até 2040

    Por Redação EnergyChannel Os estados norte-americanos estão intensificando a corrida para substituir sistemas de aquecimento movidos a combustíveis fósseis por bombas de calor totalmente elétricas, em uma estratégia alinhada às metas de descarbonização e eficiência energética. Um novo relatório divulgado pela NESCAUM  (Northeast States for Coordinated Air Use Management) apresenta mais de 50 recomendações práticas para acelerar essa transição. Estados dos EUA aceleram transição para bombas de calor e miram 90% das vendas até 2040 O plano de ação, com 80 páginas, detalha políticas e incentivos para expandir o uso de bombas de calor em residências, reduzindo as emissões de carbono do setor de edificações — responsável por cerca de 13% das emissões de CO₂ nos EUA . Metas ambiciosas: 65% até 2030 e 90% até 2040 Estados como Califórnia, Colorado, Maine, Maryland, Massachusetts, Nova Jersey, Nova York, Oregon, Rhode Island e o Distrito de Columbia já haviam firmado metas de adoção em 2023. Na última semana, o estado de Washington juntou-se ao pacto. O objetivo é que as bombas de calor representem 65% das vendas de sistemas de aquecimento, ar-condicionado e aquecimento de água até 2030  e 90% até 2040 . Essas metas são consideradas cruciais para combater as mudanças climáticas e melhorar a qualidade do ar, já que as bombas de calor eliminam a queima direta de gás e óleo em residências. Eficiência energética e economia para o consumidor De acordo com o relatório, bombas de calor para aquecimento e refrigeração são de duas a quatro vezes mais eficientes que sistemas a gás . Os modelos para aquecimento de água chegam a ser de três a cinco vezes mais eficientes , resultando em economia significativa na conta de energia ao longo do tempo. Apesar do custo inicial ainda ser superior ao de sistemas convencionais, a tendência é de queda de preços com o avanço da tecnologia e o aumento da demanda. Startups e fabricantes já trabalham para reduzir o preço de aquisição, tornando a tecnologia mais acessível para a população. Desafios e políticas públicas O relatório destaca que, mesmo com cortes de subsídios federais e tarifas que encarecem o setor, os estados continuam criando programas de incentivo, subsídios e linhas de financiamento para proprietários que desejam migrar para sistemas mais limpos. Segundo Emily Levin , diretora de políticas e programas da NESCAUM, “os estados estão encontrando formas criativas de avançar, apesar de desafios regulatórios e de mercado” . Por que importa para o setor de energia A adoção em massa de bombas de calor representa uma das estratégias mais eficientes para reduzir emissões de carbono em áreas urbanas. Para o setor de energia, a medida impulsiona a eletrificação residencial e amplia o mercado para fontes renováveis, criando novas oportunidades de negócios e inovação tecnológica. Estados dos EUA aceleram transição para bombas de calor e miram 90% das vendas até 2040

  • Uber e Nubank fecham parceria para oferecer viagens com até 100% de desconto até outubro

    O setor de mobilidade urbana ganha uma novidade que promete atrair consumidores: Uber e Nubank anunciaram uma parceria que vai garantir descontos expressivos em viagens realizadas pelo aplicativo. A campanha, que já está em vigor, segue até o dia 16 de outubro de 2025  e tem potencial para impulsionar o uso do transporte por aplicativo nas principais capitais brasileiras. Uber e Nubank fecham parceria para oferecer viagens com até 100% de desconto até outubro De acordo com o anúncio, todos os clientes Nubank que pagarem suas corridas com um cartão da instituição – seja crédito, débito ou via NuPay – terão 50% de desconto automático  em viagens durante o período da promoção. Para os usuários de São Paulo e Rio de Janeiro , a iniciativa vai além: haverá viagens selecionadas com 100% de desconto , garantindo deslocamentos gratuitos em momentos específicos. A ação reforça a estratégia das duas empresas de ampliar benefícios para seus clientes. A Uber busca fidelizar passageiros em um mercado cada vez mais competitivo, enquanto o Nubank segue investindo em vantagens exclusivas que reforçam o vínculo com sua base de mais de 100 milhões de usuários no Brasil. Segundo representantes das empresas, a parceria tem como objetivo incentivar o uso de meios de pagamento digitais e tornar o transporte mais acessível. "Queremos proporcionar experiências que facilitem a vida dos nossos clientes no dia a dia", destacou o Nubank em comunicado oficial. Como aproveitar o benefício Para participar, o usuário deve: Atualizar o app da Uber  para a versão mais recente. Selecionar como forma de pagamento um cartão Nubank (crédito, débito ou NuPay). Realizar corridas até 16 de outubro para garantir o desconto automático aplicado no valor final. A recomendação é ficar atento às notificações do aplicativo, que vão indicar quando as corridas 100% gratuitas estiverem disponíveis nas cidades contempladas. Com essa parceria, Uber e Nubank mostram como a união entre tecnologia financeira e mobilidade pode gerar impacto direto no bolso do consumidor e estimular novas formas de engajamento no setor. Uber e Nubank fecham parceria para oferecer viagens com até 100% de desconto até outubro

  • O ABSURDO DO "RISCO DO INVESTIDOR": COMO O MINISTRO SILVEIRA AMEAÇA OS INVESTIMENTOS NO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO

    Por Arthur Oliveira O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, soltou uma pérola que ecoa como um tiro no pé da economia brasileira:  os cortes de geração de energia por falta de demanda, conhecidos como "curtailment", seriam "risco do investidor dos projetos" . Foto reprodução: TV Senado, créditos | O ABSURDO DO "RISCO DO INVESTIDOR": COMO O MINISTRO SILVEIRA AMEAÇA OS INVESTIMENTOS NO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO Em outras palavras, se o sistema elétrico falha por ausência de infraestrutura ou planejamento público, talvez haja espaço para compensações; mas se for por "falta de demanda", azar o dos empreendedores que apostaram bilhões em fontes renováveis como solar e eólica. Essa visão míope não só ignora a responsabilidade estatal em fomentar um ambiente estável para investimentos, mas também sinaliza um desinteresse perigoso em atrair capitais para o Brasil – afinal, quem arriscaria mais em um país onde o governo lava as mãos e joga a culpa no mercado?  Silveira fez essa declaração em meio a discussões sobre a Medida Provisória 1.304, prometendo que um grupo de trabalho apresentaria soluções "nos próximos dias" para equilibrar estabilidade ao investidor e tarifas ao consumidor. Mas o tom revela uma desconexão profunda com a realidade do setor: em 2025, o Brasil já acumula mais de R$ 3 bilhões em prejuízos só com cortes em geração solar e eólica , e empresas estão suspendendo projetos inteiros para evitar mais perdas. Seria isso um convite para paralisar investimentos? A pergunta não é retórica – o ministro parece subestimar que, sem confiança, o fluxo de capitais seca, e o país volta a depender de fontes caras e poluentes. OS IMPACTOS DEVASTADORES DO CURTAILMENT NO SETOR ELÉTRICO O curtailment não é um mero "risco contratual", como quer pintar o ministro; é um sintoma agudo de um sistema elétrico engasgado pela expansão desordenada de renováveis sem o suporte necessário. Em 2025, os cortes em geração solar centralizada já chegam a 20%, com projeções sombrias de 30% até 2030, forçando geradores a desperdiçar energia limpa e renovável enquanto o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) prioriza a estabilidade da rede. No Nordeste, epicentro dessa produção, usinas eólicas e solares paralisam turbinas à tarde, quando o sol brilha mais forte, só porque a transmissão não dá conta. Essa realidade já custa caro: prejuízos bilionários para investidores e uma ameaça velada à transição energética do Brasil. Empresas multinacionais, que injetaram bilhões em leilões passados, agora hesitam em novos compromissos, temendo que o governo os trate como "risco assumido". Uma opinião recente no setor questiona exatamente isso: o curtailment é falha do Estado ou do investidor? A resposta é clara – é uma omissão regulatória que mina a atratividade do Brasil como destino para energias limpas, num momento em que o mundo corre para o net zero. LEILÃO DE TRANSMISSÃO 4/2025: UM PASSO CERTO, MAS INSUFICIENTE A aprovação do edital do Leilão de Transmissão nº 4/2025 pela Aneel, em 23 de setembro de 2025, merece aplausos. Marcado para 31 de outubro na B3, em São Paulo, o leilão prevê sete lotes, com R$ 5,53 bilhões em investimentos, 1.081 km de linhas de transmissão, 2.000 MW em capacidade de transformação e sete compensações síncronas, abrangendo 12 estados (Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo). O impacto socioeconômico é promissor, com mais de 13 mil empregos diretos e indiretos previstos. A chancela do Tribunal de Contas da União (TCU) reforça a seriedade do processo, seguindo o rito padrão de licitações. Contudo, é inaceitável que este seja o único  leilão de transmissão em 2025. Um único certame, por mais robusto que seja, não dá conta da defasagem crônica na infraestrutura de transmissão, que já causa curtailment  em larga escala. A Aneel e o governo precisam acelerar o calendário de leilões, com rodadas frequentes e específicas para mitigar cortes em renováveis, como propõem especialistas. Sem isso, o Brasil seguirá desperdiçando energia limpa e confiança de investidores. SOLUÇÕES ESTRUTURAIS: POR QUE A EXPANSÃO DE LEILÕES É URGENTE Em vez de culpar o investidor, o governo deveria mirar na raiz do problema: a falta de infraestrutura. Uma das saídas mais óbvias e defendidas há tempos por especialistas é aumentar significativamente o número de leilões para transmissão de energia. Em 2025, a EDF Power Solutions, gigante francesa, já manifestou interesse em participar de mais rodadas, mas o calendário apertado e a burocracia travam o avanço.  O ABSURDO DO "RISCO DO INVESTIDOR": COMO O MINISTRO SILVEIRA AMEAÇA OS INVESTIMENTOS NO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO O deputado Arnaldo Jardim apresentou uma emenda na Medida Provisória 1300 que propõe um mecanismo para compensar as perdas financeiras dos geradores decorrentes do curtailment (cortes de geração) por meio da extensão do prazo da outorga do empreendimento participante do MRE (mecanismo de realocação de energia). Essa emenda permite que, mediante comprovação das perdas causadas por restrições operativas no sistema elétrico, os geradores obtenham créditos financeiros negociáveis na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Os créditos seriam usados exclusivamente para ampliar o tempo de outorga, equilibrando assim o impacto econômico dos cortes sobre os contratos de geração, sem demandar recursos públicos ou aumento de tarifas. O deputado justifica que essa solução reduz a insegurança jurídica, promove eficiência econômica, evita conflitos judiciais e contribui para a modicidade tarifária. A sugestão da emenda é excelente, pois cria um instrumento regulatório definitivo para tratar as perdas causadas pelo curtailment, beneficiando o setor elétrico e os consumidores. Além disso, estabelecer a regulação incentivando investimentos em sistemas de armazenamento (como baterias BESS) e redes inteligentes é essencial para deslocar energia dos horários de pico e evitar desperdícios. O PL em tramitação na Câmara propõe até um mecanismo concorrencial para passivos de curtailment, com novos modelos tarifários. Ignorar isso, como faz Silveira ao tratar o problema como "risco privado", é sabotar o futuro: sem expansão de linhas de transmissão e modernização regulatória, o Brasil arrisca blackouts e dependência externa, enquanto o potencial renovável mofar inexplorado. O PESO DOS SUBSÍDIOS À GERAÇÃO DISTRIBUÍDA E A CDE INCHAÇADA O curtailment  em Geração Distribuída (GD) não resolve nada por si só – é um paliativo para um sintoma, não uma cura para a doença. Os benefícios excessivos à GD, como isenções e créditos de energia, incham a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que em 2025 deve absorver pelo menos R$ 49,2 bilhões em subsídios , uma alta de aproximadamente 32,4% em relação a 2024. Desses, cerca de R$ 8,3 bilhões são destinados exclusivamente à CDE-GD, englobando subsídios diretos e indiretos, forçando consumidores cativos a bancar o "desconto" que a GD recebe no uso da rede. O valor total destinado aos subsídios para a Geração Distribuída (GD) é estimado em R$ 8,3 bilhões.  Esse montante abrange tanto os subsídios diretos (como a compensação de créditos de energia injetada na rede e descontos tarifários para micro e minigeração) quanto os indiretos (custos operacionais e de rede absorvidos pelas distribuidoras e rateados nas tarifas). Reduzir esses subsídios cruzados seria um alívio imediato: análises da Aneel mostram que eles elevam a conta de luz em até 4,67% para residências, beneficiando principalmente classes médias e alta enquanto o povão paga a fatura. A MP 1.300, aprovada pelo Congresso, entendeu "por bem" tirar pontos cruciais como essa redução, frustrando o equilíbrio tarifário. Silveira lamenta, mas não age – e o resultado é uma CDE que pressiona o bolso do brasileiro comum, sem resolver o descompasso entre oferta e demanda. AS PROMESSAS FRUSTRADAS DAS MPS 1300 E 1304: ABERTURA DO MERCADO EM XEQUE A MP 1.300, que moderniza o arcabouço regulatório, perdeu emendas chave na Câmara: a redução de subsídios e a abertura plena do mercado livre para todos os consumidores, inclusive baixa tensão. Isso beneficiaria classe média, pequenos comércios e indústrias com até 40% de economia na conta, mas o texto diluído priorizou interesses setoriais. Silveira agora joga para a MP 1.304, negociando com Gleisi Hoffmann, mas o prazo de emendas já esgotou, e o impasse regulatório só cresce. A repactuação do Uso de Bem Público (UBP) para hidrelétricas, aprovada na 1.300, pode atenuar reajustes no Norte e Nordeste, mas depende de análise da Fazenda – e Hadad já sinaliza cautela orçamentária. Em resumo, as MPs prometem estabilidade, mas entregam meias-solas, deixando o setor refém de um governo que discute compensações pontuais em vez de reformas profundas. O Brasil precisa de ação, não de discursos que oneram o consumidor e afugentam investidores. O IMPACTO DO CURTAILMENT NO PREÇO DO MWh NO MERCADO LIVRE O curtailment deixou de ser um problema técnico para se tornar um fator determinante na formação do preço do MWh no mercado livre de energia. Em 2025, o cenário de cortes forçados de geração solar e eólica já soma bilhões em prejuízos e começa a se refletir diretamente nos contratos de longo prazo. Consultorias independentes, como a Aurora Energy Research, estimam que o risco de curtailment adiciona em média R$ 40/MWh aos PPAs (Power Purchase Agreements) de novos projetos. Esse valor pode chegar a R$ 110/MWh quando somado a outros riscos correlatos, como volatilidade horária, diferenças entre submercados e modulação. O resultado é um encarecimento estrutural da energia renovável no Brasil, justamente a fonte que deveria ser a mais competitiva. Na prática, os geradores repassam ao preço de venda os custos potenciais de não entregar energia contratada. Quando são obrigados a desligar turbinas ou painéis, precisam recorrer ao Mercado de Curto Prazo (MCP) para cumprir seus contratos, pagando o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças). Essa exposição gera incerteza e pressiona os valores finais negociados no mercado livre. Para os consumidores livres, o impacto é direto: empresas que buscavam contratos de longo prazo como forma de garantir previsibilidade agora enfrentam preços maiores e cláusulas contratuais mais rígidas. Isso reduz a competitividade do ambiente livre de contratação, limita a economia potencial das indústrias e ameaça a expansão da transição energética. Sem soluções estruturais — como a expansão urgente de leilões de transmissão, incentivo a sistemas de armazenamento e um arcabouço regulatório que trate as perdas por curtailment — o Brasil seguirá desperdiçando energia limpa e encarecendo o MWh no mercado livre. O risco que hoje o governo tenta empurrar ao investidor já está, na prática, sendo pago pelo consumidor. CONCLUSÃO: HORA DE COMBATER A ORIGEM, NÃO O SINTOMA O “risco do investidor” de Silveira é um absurdo que expõe a inação do governo frente ao curtailment . O Leilão 4/2025 é um passo louvável, mas insuficiente – precisamos de mais leilões de transmissão, aliados a sistemas de armazenamento, redes inteligentes e um arcabouço regulatório moderno. Reduzir subsídios excessivos à GD também é essencial para aliviar a CDE e as tarifas. Sem essas medidas, o Brasil seguirá desperdiçando energia limpa, confiança e oportunidades. O futuro energético do país depende de ação concreta, não de discursos que empurram a conta para o setor privado. O ABSURDO DO "RISCO DO INVESTIDOR": COMO O MINISTRO SILVEIRA AMEAÇA OS INVESTIMENTOS NO SETOR ENERGÉTICO BRASILEIRO

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