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- O que são os projetos de eficiência energética e quais os benefícios para empresas
Por Jones Poffo, especialista em eficiência energética e CEO da P3 Engenharia Nos últimos anos, a eficiência energética deixou de ser apenas uma pauta ambiental e se tornou uma estratégia essencial de competitividade para empresas de todos os setores. Projetos voltados para este viés geram ganhos financeiros, ambientais e sociais: a economia obtida permite que empresas direcionem recursos para outras áreas estratégicas, há a redução das emissões de gases de efeito estufa, e uma contribuição direta para os compromissos de ESG. Projetos de eficiência energética são iniciativas voltadas à otimização do uso da energia em processos produtivos, sistemas de climatização, iluminação, motores elétricos, etc. O objetivo é fazer mais com menos, garantindo o mesmo nível de produção, conforto ou desempenho utilizando menos energia elétrica. Esses projetos envolvem diagnósticos técnicos, análise de consumo, levantamento de oportunidades e implantação de soluções que vão desde a troca de equipamentos por modelos mais eficientes até automações e sistemas de monitoramento em tempo real. Investir em eficiência energética é uma decisão estratégica que traz retorno direto para as empresas. Os principais benefícios incluem a redução de custos operacionais — pois a energia representa uma das maiores despesas fixas em indústrias e comércios, e com as medidas corretas, é possível alcançar reduções significativas —; aumento da competitividade, uma vez que empresas que controlam melhor seus custos ganham mais fôlego para investir em inovação e crescer; sustentabilidade e imagem de marca, devido à valorização de consumidores e investidores por organizações comprometidas com a redução de impactos ambientais; atendimento às legislações e normas, pois, em alguns setores, a eficiência energética é pré-requisito para manter conformidade regulatória; e maior vida útil de equipamentos, afinal, sistemas mais modernos e adequados consomem menos energia e exigem menos manutenção. O processo para entregar a eficiência energética começa com um levantamento minucioso de oportunidades, que identifica onde estão os maiores desperdícios e quais as soluções mais adequadas para cada empresa. Outro diferencial é a viabilização financeira dos projetos. Muitas vezes, a empresa não precisa desembolsar recursos próprios para implementar as melhorias. Enquanto engenheiro eletricista especialista, tenho atuado junto com meu time na estruturação dos projetos e conectado o cliente a fundo de investimentos em eficiência energética, que aplicam o capital necessário. Dessa forma, o custo do projeto é pago com parte da economia gerada na conta de energia, sem comprometer o fluxo de caixa da empresa. Após a aprovação, a empresa de engenharia elétrica deve cuidar de todas as etapas: da engenharia à execução, garantindo que as adequações sejam feitas de forma segura, eficiente e dentro do prazo. Mais do que uma tendência, a eficiência energética se consolida como um investimento estratégico, capaz de gerar economia, fortalecer a sustentabilidade e preparar as empresas para os desafios do futuro. Sobre a P3 Engenharia Elétrica Fundada em 2006 em Indaial (SC) e com atuação em todo o país, a P3 é especializada em administração e execução de obras, montagem de painéis elétricos, realização de laudos técnicos, projetos de eficiência energética e no ramo do mercado livre de energia. São mais de 4 mil obras atendidas em 19 estados brasileiros. A companhia conta com uma equipe de quase 200 profissionais diretos e indiretos que atuam de ponta a ponta nas obras industriais e projetos de eficiência energética, levando tranquilidade e confiança para os clientes. Mais de 7 mil painéis elétricos já foram entregues pela P3 e mais de 5 mil megawatts instalados. O que são os projetos de eficiência energética e quais os benefícios para empresas
- JA Solar Fornecerá Módulos DeepBlue 4.0 Pro para Projeto Solar em Tomakomai, Japão
JA Solar Fornecerá Módulos DeepBlue 4.0 Pro para Projeto Solar em Tomakomai, Japão A JA Solar anunciou que fornecerá seus módulos de última geração DeepBlue 4.0 Pro para o novo projeto solar de Tomakomai, em Hokkaido, reforçando sua presença no mercado japonês de energia renovável. O empreendimento é desenvolvido em parceria pela Tomakomai Port Development Co. , JAPEX e Development Bank of Japan , e promete se tornar um marco de confiabilidade e desempenho em uma das regiões de clima mais desafiador do país. O parque solar será instalado no Akeno Kita Industrial Park , com capacidade projetada de 20,57 MWp (DC) e saída de 13 MW (AC) . A expectativa é de uma geração anual de cerca de 23 milhões de kWh , energia suficiente para evitar a emissão de aproximadamente 9.700 toneladas de CO₂ por ano. Com ventos intensos, grande acúmulo de neve e elevada umidade, Tomakomai exige sistemas capazes de manter alta performance em condições extremas. Segundo a JA Solar, os módulos DeepBlue 4.0 Pro foram projetados exatamente para esse tipo de cenário, oferecendo alta eficiência de conversão, baixas taxas de degradação e excelente desempenho bifacial . Os equipamentos passaram por rigorosos testes de certificação para resistência à névoa salina, amônia, poeira, cargas desiguais de neve e ventos fortes , garantindo maior durabilidade e menor custo nivelado de energia ao longo do ciclo de vida do projeto. A JA Solar tem um histórico consolidado em Tomakomai. Em 2015, forneceu todos os módulos para a usina solar de 29,8 MW de Yufutsu , que segue operando de forma confiável até hoje. Em 2019, a empresa também participou do projeto de 32 MW em Shibetsu , uma das maiores plantas solares com armazenamento de energia de Hokkaido, que superou as expectativas de geração. Para Aiqing Yang, presidente-executivo da JA Solar, o fornecimento para Tomakomai confirma o compromisso da empresa com o mercado japonês: “No Japão, onde o clima impõe desafios extremos, nossos módulos DeepBlue 4.0 Pro entregam a robustez e o desempenho que os clientes esperam. Aliando tecnologia n-type avançada, suporte local e histórico comprovado, vamos ajudar o país a acelerar sua transição para uma matriz mais limpa.” Com esse novo contrato, a JA Solar fortalece sua posição como parceira estratégica na expansão da energia solar no Japão, apoiando o país em suas metas de descarbonização e segurança energética. JA Solar Fornecerá Módulos DeepBlue 4.0 Pro para Projeto Solar em Tomakomai, Japão
- Carga de Energia no Brasil Deve Avançar 2,5% em Outubro, Aponta ONS
Perspectiva de crescimento vem acompanhada de hidrologia abaixo da média histórica em todos os submercados Carga de Energia no Brasil Deve Avançar 2,5% em Outubro, Aponta ONS O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou sua projeção mais recente para o comportamento da carga de energia elétrica no país e indicou que outubro deverá registrar um aumento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2024 . A expansão é atribuída à retomada gradual da atividade econômica e ao crescimento do consumo residencial e industrial. Apesar da elevação na demanda, o ONS alerta para um cenário de hidrologia desfavorável . As previsões de afluência para o mês estão abaixo da média histórica em todos os submercados – Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Essa condição exige atenção redobrada para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente no planejamento de despacho de usinas hidrelétricas e térmicas. Impactos no Planejamento Energético Segundo especialistas, a combinação de maior carga com afluências reduzidas pode pressionar os reservatórios das hidrelétricas, aumentando a necessidade de acionamento de fontes complementares, como térmicas a gás natural, biomassa e eólicas. “É um cenário que demanda equilíbrio para garantir segurança no abastecimento e evitar elevação de custos para o consumidor final”, aponta o ONS. Mercado Acompanha de Perto Agentes do setor elétrico e comercializadores de energia acompanham de perto os boletins semanais do ONS para ajustar estratégias de compra e venda de energia no mercado livre. O comportamento do regime de chuvas ao longo do mês será determinante para o fechamento do balanço energético de 2025. Com o avanço da carga e a perspectiva hidrológica menos favorável, a gestão eficiente do SIN será crucial para atravessar o período seco e garantir a confiabilidade do suprimento. Carga de Energia no Brasil Deve Avançar 2,5% em Outubro, Aponta ONS
- ANEEL Reduz Bandeira Tarifária para Vermelha 1 em Outubro: Impacto no Bolso do Consumidor
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou nesta semana a redução da bandeira tarifária para vermelha 1 no mês de outubro, após dois meses consecutivos de acionamento da bandeira vermelha 2 . A medida traz um alívio para os consumidores brasileiros, refletindo diretamente na conta de luz. ANEEL Reduz Bandeira Tarifária para Vermelha 1 em Outubro: Impacto no Bolso do Consumidor A bandeira tarifária é um mecanismo que sinaliza o custo da geração de energia no país e influencia o valor final da fatura de forma proporcional. No caso da bandeira vermelha 1 , cada 100 kWh consumidos gera um acréscimo de R$ 3,00 na conta, enquanto a bandeira vermelha 2, aplicada em agosto e setembro, chegava a R$ 9,49 a cada 100 kWh. Segundo a ANEEL, a decisão foi tomada considerando a melhora das condições hidrológicas e a redução do custo da geração termelétrica no sistema interligado nacional. A hidrologia, que é determinante para a produção de energia, apresentou recuperação em diversas regiões, permitindo menor dependência de usinas termelétricas, tradicionalmente mais caras. Especialistas apontam que a diminuição da bandeira representa não apenas um alívio imediato na conta de luz, mas também uma sinalização positiva para o mercado de energia , contribuindo para a previsibilidade de custos no setor elétrico brasileiro. No entanto, o cenário ainda exige atenção. A hidrologia segue abaixo da média histórica em algumas regiões, o que mantém a necessidade de monitoramento constante do sistema e da demanda elétrica. Para os consumidores, a dica é manter hábitos de consumo conscientes. Pequenos ajustes, como reduzir o uso de eletrodomésticos em horários de pico e investir em soluções de eficiência energética , podem potencializar a economia, mesmo com a redução da bandeira. Resumo do impacto da bandeira de outubro: Bandeira anterior (agosto e setembro): Vermelha 2 – R$ 9,49/100 kWh Bandeira vigente (outubro): Vermelha 1 – R$ 3,00/100 kWh Motivo: Melhorias na hidrologia e redução do custo de geração termelétrica A ANEEL reforça que o monitoramento do sistema é constante, e novas alterações nas bandeiras podem ocorrer caso as condições hidrológicas se modifiquem. ANEEL Reduz Bandeira Tarifária para Vermelha 1 em Outubro: Impacto no Bolso do Consumidor
- Sigenergy Revoluciona o MPPT e Eleva a Eficiência da Geração Solar
Por Redação EnergyChannel A ideia de que sistemas solares perdem grande parte da eficiência em dias nublados ou sob sombreamento parcial já não condiz com a realidade da tecnologia atual. A evolução dos inversores fotovoltaicos transformou a forma como a energia solar é aproveitada, e um dos protagonistas dessa mudança é o MPPT — Maximum Power Point Tracking, ou Rastreamento do Ponto de Máxima Potência. Sigenergy Revoluciona o MPPT e Eleva a Eficiência da Geração Solar Hoje, o MPPT é presença obrigatória nos inversores modernos. Mas, para a Sigenergy, essa funcionalidade é apenas o ponto de partida. A empresa tem investido em algoritmos inteligentes e em uma arquitetura de sistema inovadora que leva o MPPT a um novo patamar, garantindo maior geração de energia, mesmo em cenários desafiadores. Sigenergy Revoluciona o MPPT e Eleva a Eficiência da Geração Solar Resposta Rápida às Oscilações de Irradiação Em situações de variação brusca de luminosidade como no nascer ou pôr do sol, ou com o avanço rápido de nuvens os inversores tradicionais podem sofrer atrasos na identificação do ponto de máxima potência, resultando em perdas de energia. A Sigenergy adotou uma abordagem preditiva. Seu algoritmo proprietário analisa múltiplos fatores e se ajusta em milissegundos, antecipando mudanças no ponto de máxima potência e “travando” nele em tempo real. O resultado é um aproveitamento mais consistente da energia disponível, evitando que o sistema fique “correndo atrás do sol” e perca geração em momentos críticos. Escaneamento Multipeak para Máxima Geração Outro desafio para os sistemas fotovoltaicos é o chamado multi-peak curve , quando sombreamentos parciais ou sujeira nos módulos criam vários picos de potência na curva de geração. Inversores convencionais frequentemente ficam presos em um pico local, entregando menos energia do que poderiam. A Sigenergy resolveu esse problema com o Multipeak MPPT Scanning Optimization , um algoritmo capaz de escanear toda a curva em segundos, identificar o verdadeiro pico global e ajustar o sistema para operar nele. Na prática, isso significa que, mesmo com sombreamento complexo, a geração é rapidamente restaurada ao nível máximo — em apenas 10 segundos enquanto soluções tradicionais podem levar até um minuto para reagir, desperdiçando energia. Resultados Comprovados em Campo Os avanços da Sigenergy não ficam apenas no papel. Um teste de campo realizado na fábrica de Jiaozhou, em Qingdao (China), comparou o inversor C&I de 110 kW da empresa com um concorrente de marca Tier-1. Sob as mesmas condições de operação, o equipamento da Sigenergy entregou, em média, 0,41% a mais de geração , com picos diários de até 2,12% de ganho adicional . Pode parecer pouco, mas em uma usina de 10 MW, isso representa cerca de 53.000 kWh de energia extra por ano o suficiente para gerar mais de RMB 40 mil em receita adicional. Em projetos de escala centenária de megawatts, o impacto é exponencial, aumentando significativamente o retorno sobre o investimento. Inovação Contínua em um Mercado Competitivo Num setor onde muitos produtos parecem semelhantes, a Sigenergy vem se destacando ao somar avanços em hardware, algoritmos e design de sistema, sempre com foco em eficiência e confiabilidade. “Nosso objetivo é extrair o máximo valor de cada raio de sol e oferecer aos clientes soluções de energia limpa mais estáveis e rentáveis”, afirma a empresa. A expectativa é que a Sigenergy continue ampliando o uso de inteligência preditiva e otimização dinâmica, consolidando-se como referência em inversores de alta performance e ajudando a acelerar a transição global para energia renovável. Sigenergy Revoluciona o MPPT e Eleva a Eficiência da Geração Solar
- Computação Quântica Alcança 6.100 Qubits e Abre Novo Capítulo na Era da Supremacia Quântica
Por Redação EnergyChannel Computação Quântica Alcança 6.100 Qubits e Abre Novo Capítulo na Era da Supremacia Quântica A corrida global pela supremacia quântica acaba de ganhar um marco histórico: uma equipe de pesquisadores apresentou uma memória quântica com 6.100 qubits endereçáveis , superando em larga escala os recordes anteriores e aproximando o mundo da era dos computadores quânticos práticos. Até então, os avanços mais notáveis vinham da IBM, com o processador Condor (1.121 qubits), da Atom Computing, com 1.180 qubits, e da Universidade Técnica de Darmstadt, na Alemanha, com 1.305 qubits. Esses números já eram considerados marcos para se atingir o ponto em que os computadores quânticos demonstram vantagens reais sobre as máquinas clássicas — o chamado ponto de supremacia quântica . Agora, com 6.100 qubits operacionais, o cenário muda de patamar. “Este é um momento empolgante para a computação quântica baseada em átomos neutros. Agora podemos vislumbrar um caminho para grandes computadores quânticos com correção de erros”, declarou Manuel Endres , professor do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Como funciona a nova arquitetura quântica O diferencial da conquista está na tecnologia empregada. Ao invés dos qubits supercondutores, que dominam a maioria das plataformas atuais, os cientistas utilizaram qubits de átomos neutros , manipulados com altíssima precisão. Para isso, foi utilizado um sistema de pinças ópticas , feixes de laser extremamente focados capazes de capturar e organizar milhares de átomos individuais de césio. No total, mais de 12.000 pinças foram criadas, resultando em uma grade que acomodou os 6.100 qubits em uma câmara de vácuo — uma verdadeira “matriz quântica” vista pelos pesquisadores como uma imagem impressionante, com cada qubit aparecendo como um ponto brilhante. Estabilidade e precisão sem precedentes O que mais chamou atenção não foi apenas o número de qubits, mas a qualidade da coerência quântica alcançada. Os pesquisadores conseguiram manter os qubits em superposição por cerca de 13 segundos — quase dez vezes mais do que experimentos anteriores com arquiteturas semelhantes — e atingiram 99,98% de precisão na manipulação individual dos qubits . “Qubits não são úteis sem qualidade. Agora temos quantidade e qualidade”, destacou Gyohei Nomura , integrante da equipe responsável pela pesquisa. O próximo desafio: correção de erros em larga escala O próximo passo para transformar esse avanço em aplicações comerciais será a implementação da correção de erros quânticos na escala de milhares de qubits. Esse é o ponto crítico que permitirá a criação de processadores capazes de executar tarefas complexas, como simulações de novos materiais, otimização de redes elétricas e avanços em inteligência artificial. Com essa conquista, os átomos neutros se consolidam como um dos candidatos mais promissores para liderar o desenvolvimento de computadores quânticos escaláveis e confiáveis. Computação Quântica Alcança 6.100 Qubits e Abre Novo Capítulo na Era da Supremacia Quântica
- FORMAÇÃO DO PREÇO DO MWH DE ENERGIA ELÉTRICA
Por ARTHUR OLIVEIRA A Formação do Preço da Energia no Brasil: Uma Análise dos Custos (CAPEX e OPEX) e do Mercado de Curto Prazo FORMAÇÃO DO PREÇO DO MWH DE ENERGIA ELÉTRICA A precificação da energia elétrica, especificamente do Megawatt-hora (MWh), é um tema de grande complexidade e relevância para o setor energético. Envolve uma intrincada rede de fatores econômicos, operacionais e regulatórios que buscam equilibrar a oferta e a demanda, garantir a segurança do suprimento e remunerar adequadamente os agentes envolvidos na cadeia de valor. A questão central é como o preço do MWh é estabelecido de forma a cobrir os custos de capital (CAPEX) e operacionais (OPEX) das usinas geradoras, garantindo a viabilidade de construção e a manutenção do parque gerador. Este artigo visa expor o processo de formação do preço do MWh, explicando os conceitos fundamentais de CAPEX e OPEX, a metodologia de precificação no mercado de curto prazo brasileiro e a relevância dos documentos fornecidos, que abordam as discussões e propostas de aprimoramento do modelo atual. Vou tentar conduzir a explanação com uma linguagem acessível, para facilitar a compreensão de um público amplo. CAPEX E OPEX: A BASE DA REMUNERAÇÃO DA GERAÇÃO DE ENERGIA Para que uma usina de geração de energia seja construída e opere de forma sustentável, é fundamental que a receita gerada pela venda da energia cubra todos os seus custos. Estes custos são categorizados principalmente em duas grandes vertentes: CAPEX (Capital Expenditure - Despesas de Capital) O CAPEX representa o investimento inicial e de longo prazo necessário para a criação ou expansão de uma usina. São os recursos aplicados na aquisição de ativos fixos que terão uma vida útil prolongada. Exemplos de componentes do CAPEX incluem: Terrenos e Infraestrutura: Custos de aquisição do local, terraplanagem, construção de edifícios e estruturas de suporte. Equipamentos Principais: Turbinas, geradores, painéis solares, transformadores, caldeiras, reatores nucleares, etc. Sistemas Auxiliares: Sistemas de controle, subestações, linhas de transmissão internas, sistemas de refrigeração, tratamento de água, etc. Licenciamento Ambiental e Engenharia: Custos com estudos de viabilidade, projetos de engenharia, cumprimento das condicionantes ambientais e regulatórias. Juros Durante a Construção (JDC): Custos financeiros associados ao capital (CAPEX) emprestado durante o período de construção do projeto. O CAPEX é um custo “afundado” (sunk cost) que precisa ser recuperado ao longo da vida útil do empreendimento. A forma como essa recuperação ocorre no preço da energia pode variar, mas geralmente envolve mecanismos de contratos de longo prazo (no mercado regulado) que garantem uma receita fixa ou indexada, ou através de leilões de energia que precificam a capacidade e a energia futura, permitindo que o gerador projete a amortização de seu investimento. OPEX (Operational Expenditure - Despesas Operacionais) O OPEX abrange todos os custos recorrentes associados à operação, manutenção e administração de uma usina após sua entrada em funcionamento. Diferentemente do CAPEX, o OPEX é um custo contínuo e essencial para a produção diária de energia. Pode ser subdividido em: Custos Variáveis: Os custos variáveis estão diretamente associados ao volume de energia produzido. Nas termelétricas , o principal componente é o combustível (gás, carvão, óleo). Nas hidrelétricas , corresponde ao “valor da água”, isto é, o custo de oportunidade de utilizá-la no presente em vez de preservá-la para o futuro. Já em fontes renováveis intermitentes (eólica e solar), o custo variável de combustível é nulo, pois vento e sol não têm preço. É fundamental diferenciar: Custo Variável de Combustível : ligado à geração adicional em curto prazo. CMO (Custo Marginal de Operação) : base para despacho no mercado spot, geralmente dominado pelo custo do combustível; por isso, eólicas e solares têm custo próximo de zero. OPEX Total : inclui custos fixos e variáveis de operação e manutenção. Mesmo com custo marginal baixo, eólicas e solares apresentam OPEX relevante, que precisa ser coberto para assegurar a viabilidade econômica de longo prazo. Custos Fixos: Não variam significativamente com o volume de energia gerada. Incluem: Pessoal: Salários, encargos e benefícios da equipe de operação e manutenção. Manutenção: Manutenção preventiva, corretiva e preditiva de equipamentos. Seguros e Impostos: Prêmios de seguro, impostos sobre a propriedade e outras taxas. Serviços de Terceiros: Contratos de consultoria, segurança, limpeza, etc. Custos Administrativos: Despesas gerais de gestão da usina. Cumprimento de Condicionantes Ambientais: Monitoramento de fauna, flora, água, emissões, mitigação de impactos, gestão de resíduos e conformidade com regulamentações. Para que o preço do MWh seja sustentável, ele deve ser capaz de cobrir o OPEX total (variável e fixo) e a parcela do CAPEX que é amortizada em cada período, além de garantir uma margem de lucro que remunere o capital investido. A falha em cobrir esses custos pode levar à inviabilidade econômica do projeto, à falta de investimentos futuros e, em última instância, à insegurança no suprimento de energia. Uma métrica amplamente utilizada para comparar a competitividade de diferentes tecnologias de geração é o Custo Nivelado de Energia (LCOE - Levelized Cost of Energy). O LCOE calcula o custo médio por MWh ao longo da vida útil de uma usina, considerando todos os custos (CAPEX e OPEX) e a produção total de energia esperada. Ele fornece uma base para entender o preço mínimo que uma usina precisaria para ser economicamente viável. FORMAÇÃO DO PREÇO NO MERCADO DE CURTO PRAZO BRASILEIRO No Brasil, o preço da energia no Mercado de Liquidação de Diferenças (MLD) é definido pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), calculado por modelos computacionais que otimizam a operação do sistema em diferentes patamares de carga e submercados. O PLD reflete o Custo Marginal de Operação (CMO), o custo incremental de gerar um MWh, que nas hidrelétricas inclui o “valor da água” (elevado em reservatórios baixos), é baixo em eólicas/solares e alto em termelétricas. O CMO não deve ser confundido com o OPEX total, que engloba custos fixos e significativos em todas as fontes de geração. O Critério de Ordem de Mérito de Custo O mecanismo central para a formação do preço no curto prazo é o critério de ordem de mérito de custo. Este princípio estabelece que as usinas são despachadas (acionadas para gerar energia) em uma sequência que prioriza as fontes de menor custo operacional marginal, até que a demanda total de energia seja integralmente atendida. A lógica é a seguinte: Fontes Renováveis Intermitentes (Eólica e Solar): Usinas eólicas e solares possuem um custo operacional marginal muito baixo, uma vez que não utilizam combustível. Sua geração é determinada pelas condições climáticas e, por não serem despacháveis (ou seja, não podem ser ligadas ou desligadas conforme a necessidade), elas são as primeiras a serem consideradas no despacho, aproveitando ao máximo sua disponibilidade. Usinas Hidrelétricas: Após o despacho das renováveis intermitentes, o sistema avalia o uso das usinas hidrelétricas. A decisão de gerar energia a partir da água armazenada nos reservatórios envolve o conceito de “valor da água”. Este valor representa o custo de oportunidade de utilizar a água no presente em vez de reservá-la para o futuro, considerando as projeções de afluências, níveis de reservatórios e demanda futura. Se o “valor da água” for baixo, indicando que há abundância ou que a energia hidrelétrica é mais competitiva, as hidrelétricas são despachadas. Caso contrário, a água é poupada. Usinas Termelétricas: As usinas termelétricas, que utilizam combustíveis fósseis (gás natural, carvão, óleo) ou biomassa, possuem custos operacionais mais elevados devido ao preço do combustível. Elas são as últimas a serem despachadas e entram em operação apenas quando a demanda não pode ser atendida pelas fontes de menor custo (renováveis e hidrelétricas) ou quando o “valor da água” é muito alto, tornando a geração térmica mais econômica do que poupar água. O acionamento de termelétricas, por ter um custo marginal mais elevado, tende a elevar o PLD. O PLD, portanto, reflete o custo da última usina necessária para atender à demanda em um determinado momento e local. Este preço é crucial, pois orienta as decisões de geração, consumo e comercialização de energia no mercado de curto prazo. A DISCUSSÃO ENTRE PRECIFICAÇÃO EX ANTE E EX POST Um ponto crítico na formação de preço é a distinção entre a precificação ex ante e ex post. Precificação Ex Ante: No modelo atual brasileiro, o cálculo do PLD é feito ex ante, ou seja, antes da operação real do sistema, com base em previsões de demanda, geração e condições hidrológicas para o dia seguinte. Embora essa abordagem seja fundamental para o planejamento e a programação da operação, ela pode gerar distorções. Se a geração real de fontes intermitentes (eólica, solar) for menor que a prevista, ou se a demanda variar significativamente, o preço calculado ex ante pode não refletir as condições reais do sistema, levando a desequilíbrios financeiros para os agentes. Precificação Ex Post e Dupla Contabilização: No Brasil, o mercado de curto prazo define o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) com base no Custo Marginal de Operação (CMO), priorizando usinas de menor custo operacional (eólicas, solares, hidrelétricas e termelétricas, nessa ordem) pelo critério de ordem de mérito. O cálculo ex ante, baseado em previsões de demanda, geração e condições hidrológicas, pode gerar distorções quando as condições reais divergem, causando desequilíbrios financeiros para os agentes. Para aprimorar esse sistema, o Projeto META II, liderado pela CCEE com Banco Mundial e PSR desde junho de 2023, propõe a “contabilização dupla”. Neste modelo, um primeiro preço é calculado ex ante para o planejamento, e um segundo preço é calculado ex post, com base no que realmente ocorreu no sistema. A diferença entre o montante de energia produzido ou consumido entre esses dois momentos seria liquidada ao preço ex post. O objetivo é aumentar a eficiência e a transparência do mercado, garantindo que cada gerador seja remunerado e cada consumidor pague de acordo com o preço real da energia, cobrindo de forma mais precisa os custos operacionais e de capital. A receita total de um agente é calculada como: R_total = R_contratual + R_liquidação_dia_seguinte + R_liquidação_balanço Onde: R_contratual = p_contratual * q_contratual (Receita de contratos de longo prazo) R_liquidação_dia_seguinte = p_ex.ante * q_ex.ante (Receita/custo da energia planejada) R_liquidação_balanço = p_ex.post * [q_ex.post - q_ex.ante] (Ajuste pela diferença entre o planejado e o realizado, liquidado ao preço ex post) Além da “contabilização dupla”, o Projeto META II propõe “reservatórios virtuais” (para gerenciar riscos hidrológicos) e “ofertas de segurança” (para garantir suprimento confiável). Apesar desses avanços, como opinião pessoal, não acredito totalmente no META II, devido a críticas como: o modelo atual é conservador, gerando preços altos que pressionam consumidores e impactam a inflação; o PLD é volátil por previsões imprecisas; e propostas como preço por oferta podem favorecer grandes agentes, carecendo de testes no contexto brasileiro. Para melhorar, sugiro: (1) testes pilotos amplos com software aberto e feedback de pequenos geradores e consumidores; (2) análises de impacto social, com subsídios para mitigar picos de preço em secas e quedas excessivas em abundância hídrica; (3) abordagem híbrida ex ante/ex post com limites de volatilidade; e (4) maior inclusão de dados de renováveis e envolvimento de partes interessadas em oficinas contínuas. A DISTINÇÃO CRUCIAL ENTRE PREÇOS DE LONGO E CURTO PRAZO: POR QUE TODO CONSUMIDOR PRECISA ENTENDER COMO ISSO AFETA SEU CUSTO DE ENERGIA Eu sempre achei muito interessante como a percepção do consumidor sobre os preços de energia de longo prazo versus curto prazo revela tanto sobre a compreensão que temos do setor elétrico. Como os preços de energia de longo e curto prazo diferem? A diferença entre preços de longo e curto prazo não é apenas técnica: ela é central para investimentos e gestão de risco. Nos contratos de longo prazo, o objetivo é garantir que o alto investimento na construção de uma usina — hidrelétrica, solar ou eólica — seja recuperado ao longo de sua vida útil. Esses contratos consideram CAPEX, OPEX, impostos e uma margem de lucro, formando um preço médio projetado (LCOE). Para o consumidor, isso significa estabilidade e proteção contra picos inesperados de mercado. No mercado de curto prazo, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) reflete o custo variável de operação do sistema em tempo real. Ele é altamente volátil, dependendo de fatores como hidrologia, disponibilidade das usinas e preço de combustíveis. Em períodos de abundância hídrica, o PLD tende a cair; em períodos de escassez, pode subir significativamente devido à necessidade de acionar usinas termelétricas mais caras. Por que é importante entender essa diferença? Ignorar a distinção entre preços de longo e curto prazo seria um erro grave. Depender apenas do PLD tornaria o risco de investir tão alto que a expansão da matriz elétrica se tornaria inviável , comprometendo a segurança do fornecimento. Contratos de longo prazo viabilizam novos projetos, enquanto o mercado de curto prazo serve como ajuste operacional diário. FORMAÇÃO DO PREÇO DO MWH DE ENERGIA ELÉTRICA O que o consumidor deve saber? A percepção de que a energia de longo prazo é mais estável (e frequentemente mais barata) está correta, mas é importante entender que ela não é comparável ao preço do curto prazo, que reflete apenas o custo variável imediato. O resultado da significativa diminuição DO VALOR DA CONTA DE ENERGIA e não preço do MWh. Consumidores que compreendem essa dinâmica podem proteger melhor seus orçamentos e tomar decisões mais conscientes. Forçar preços longos para níveis artificialmente baixos pode gerar problemas financeiros sérios de liquidez, como já ocorreu em casos de falência no setor. Por que comprar energia a um preço baixo por MWh nem sempre reduz minha conta de luz residencial? Porque o preço do MWh corresponde a apenas ~28% da fatura ; o restante são encargos, impostos e custos de rede, que podem aumentar independentemente do custo da geração, afetando o valor total ao longo do tempo. Priorize a REDUÇÃO DA CONTA DE ENERGIA de forma eficiente e NÃO REDUÇÃO DO PREÇO DO MWh para economizar de verdade. Por que esse conhecimento é essencial hoje? Com a discussão sobre a abertura total do mercado livre, entender a formação de preços se torna ainda mais relevante. Esse conhecimento permite que consumidores negociem contratos adequados, administrem riscos de forma eficiente e participem de maneira consciente da transição energética. CONCLUSÃO A formação do preço do MWh no Brasil precisa equilibrar dois pilares: a recuperação dos custos de investimento e operação (CAPEX e OPEX) e a sinalização eficiente do custo de operação no curto prazo (PLD/CMO). Essa dualidade garante tanto a viabilidade de novos projetos quanto a segurança do suprimento. O Projeto META II surge como tentativa de aprimorar esse processo, propondo mecanismos como a contabilização ex ante e ex post. Apesar do mérito, ainda existem desafios: risco de preços elevados, volatilidade excessiva e a possibilidade de concentração de benefícios em grandes agentes. Para avançar, é fundamental adotar medidas práticas, como: testes pilotos mais amplos com software aberto, incorporando feedback de consumidores e pequenos geradores; subsídios temporários para suavizar picos de preço em secas e quedas excessivas em períodos de abundância hídrica; maior integração de dados de fontes renováveis no processo de precificação; maior inclusão de dados de fontes renováveis e envolvimento de partes interessadas em oficinas contínuas. O caminho desejado é um modelo de precificação transparente, previsível e justo , capaz de garantir investimentos sustentáveis, proteger consumidores e assegurar a expansão do sistema elétrico brasileiro. Fonte: PSR. Você sabe como funciona a formação de preço no curto prazo no Brasil? . [S.l.]: PSR, [s.d.]. CCEE. META II: Formação de preço - Apresentação para agentes do setor . São Paulo: Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, [s.d.]. MAYA ENERGY. Opex de uma usina solar: maximizando o retorno do investimento . [S.l.]: Maya Energy, [s.d.]. Pesquisa: https://mayaenergy.com.br/opex-de-uma-usina-solar-maximizando-o-retorno-do-investimento/ FORMAÇÃO DO PREÇO DO MWH DE ENERGIA ELÉTRICA
- Amprius Fecha Pedido de US$ 35 Milhões e Consolida Liderança no Mercado de Baterias para Drones
Por Redação EnergyChannel A Amprius Technologies (NYSE: AMPX), referência global em baterias de lítio com ânodo de silício, anunciou um novo pedido de compra superior a US$ 35 milhões para suas células SiCore® , encomendado por um dos maiores fabricantes de sistemas aéreos não tripulados (UAS). O contrato reforça a posição da companhia como fornecedora estratégica para o setor de defesa e aplicações comerciais críticas. Amprius Fecha Pedido de US$ 35 Milhões e Consolida Liderança no Mercado de Baterias para Drones O anúncio vem apenas sete meses após um pedido de US$ 15 milhões do mesmo cliente, sinalizando uma aceleração na adoção de baterias de alta densidade energética no mercado de drones. Desempenho que redefine o voo dos UAS As células SiCore® são projetadas para atender às condições extremas das operações de drones da decolagem ao pouso, oferecendo maior autonomia e alcance de missão. Com densidade energética líder do setor, a tecnologia da Amprius supera as limitações das baterias convencionais de íons de lítio e garante resistência necessária para missões militares, logísticas e de vigilância de longo alcance. “Este novo pedido é um voto de confiança em nosso desempenho e capacidade de entrega”, destacou Dr. Kang Sun , CEO da Amprius. “Estamos posicionados para liderar a próxima fase de crescimento do mercado de drones, oferecendo soluções que permitem que nossos clientes executem missões cada vez mais complexas e críticas.” Capacidade global de produção em expansão Para atender à crescente demanda, a Amprius conta com uma rede global de fabricação contratual que já supera 1,8 GWh de capacidade garantida , incluindo parcerias estratégicas na Coreia do Sul. A estrutura possibilita escalar a produção para os setores aeroespacial, de defesa e mobilidade elétrica. Mercado bilionário em crescimento De acordo com projeções de mercado, o setor global de sistemas não tripulados movimentou US$ 26,6 bilhões em 2024 e pode chegar a US$ 48,3 bilhões até 2030 , crescendo a um CAGR de 10,5% . A América do Norte lidera o segmento, concentrando 45% da receita global. A combinação de baterias de ânodo de silício de alto desempenho e parcerias de fabricação internacionais coloca a Amprius em posição privilegiada para capturar participação de mercado e acelerar a transição para uma nova era de aviação elétrica e operações autônomas . Amprius Fecha Pedido de US$ 35 Milhões e Consolida Liderança no Mercado de Baterias para Drones
- Samsung SDI anuncia produção de baterias BESS nos EUA a partir de 2026
Las Vegas, EUA – A Samsung SDI, fabricante sul-coreana de baterias e materiais eletrônicos, revelou seus novos sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, na sigla em inglês) durante a feira RE+ 2025 em Las Vegas. A empresa confirma que a produção local nos Estados Unidos terá início em 2026, reforçando sua estratégia de expansão diante do crescimento da demanda por soluções de energia limpa. Imagem, crédito: Samsung SDI, Samsung SDI anuncia produção de baterias BESS nos EUA a partir de 2026 Os novos modelos Battery Box (SBB) 1.7 e SBB 2.0 trazem inovações tecnológicas para o setor. O SBB 1.7 , com células de óxido de níquel cobalto alumínio (NCA) de alta densidade, oferece cerca de 17% mais capacidade energética que seu antecessor, o SBB 1.5. Já o SBB 2.0 utiliza células de fosfato de ferro-lítio (LFP) e incorpora um formato prismático proprietário, além de tecnologias diferenciadas de eletrodo, superando a limitação histórica de baixa densidade energética das baterias LFP, mantendo segurança e custo competitivo. Ambos os modelos contam com tecnologia Enhanced Direct Injection (EDI) , garantindo maior segurança e confiabilidade, além de algoritmos baseados em inteligência artificial para manutenção preditiva e previsão de durabilidade. Cada unidade SBB comporta células, módulos e racks dentro de um contêiner de 20 pés, e já recebeu o CES Innovation Award neste ano. “O lançamento dos novos SBB com produção local é uma resposta direta à crescente demanda americana, mesmo diante dos desafios de fabricação doméstica e dos riscos da cadeia de suprimentos relacionados a políticas tarifárias dos EUA”, afirmou a Samsung SDI. Além das BESS, a empresa apresentou a nova solução de UPS (Uninterruptible Power Supply) U8A1 , que oferece 33% mais eficiência de espaço em comparação a modelos anteriores, utilizando células de alta potência e densidade energética. Destinada a data centers, a U8A1 garante resposta rápida a interrupções de energia e menor consumo de células, com química de óxido de manganês-lítio e certificação UL9540A de segurança contra incêndios. A tecnologia No TP (No Thermal Propagation) impede a propagação de calor em caso de fogo, aumentando a proteção dos equipamentos. Em março, a Samsung SDI firmou contrato com a NextEra Energy , no valor de KRW 437 bilhões (US$ 301 milhões), para fornecimento de sistemas ESS em projetos BESS nos EUA, com retroatividade de 15 de abril de 2024 a 20 de novembro de 2025. A Samsung SDI segue a tendência de outras empresas sul-coreanas, como LG Energy Solution e SK On , de investir na produção doméstica de BESS nos EUA. O movimento é impulsionado também pelas restrições impostas aos fornecedores estrangeiros de tecnologia no país, criadas pelos republicanos para regulamentar créditos fiscais em energia limpa. A chegada da Samsung SDI ao mercado americano reforça o crescimento do setor de armazenamento de energia nos EUA e a tendência global de expansão de soluções BESS para apoiar a transição energética e a descarbonização. Samsung SDI anuncia produção de baterias BESS nos EUA a partir de 2026
- SK On Iniciará Produção de Baterias LFP nos EUA em 2026 e Aposta em Maior Capacidade para ESS
Por Redação EnergyChannel A sul-coreana SK On anunciou que dará início à produção de baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) em sua fábrica própria na Geórgia, Estados Unidos, a partir de outubro de 2026 . O movimento representa um passo estratégico para ampliar a presença da empresa no mercado de armazenamento de energia (ESS) , setor que vem registrando crescimento acelerado na América do Norte. SK On Iniciará Produção de Baterias LFP nos EUA em 2026 e Aposta em Maior Capacidade para ESS Segundo fontes do setor, parte da unidade operada pela SK Battery America será convertida para fabricar células LFP em formato “pouch” de 600 mm de comprimento o dobro do padrão de 300 mm —, o que garante maior densidade energética e competitividade de preço. Essa decisão levou a empresa a descartar a produção nas fábricas da BlueOval SK , sua joint venture com a Ford, já que essas instalações não suportam a tecnologia de células longas. Concorrência Direta com LG e Samsung A SK On planeja lançar contêineres de 5,4 MWh para sistemas ESS, superando os modelos atuais da concorrência: os 5,12 MWh da LG Energy Solution e os 5,26 MWh da Samsung SDI . Essa vantagem de capacidade pode se traduzir em maior atratividade para projetos de grande escala, aumentando as chances de vitória em licitações no setor de armazenamento. O fornecimento de componentes estruturais dos contêineres ficará a cargo da Seojin System , reforçando a cadeia de suprimentos local. Expansão Maciça da Produção A planta da Geórgia, que hoje possui capacidade anual de 22 GWh , é uma das mais importantes operações da SK On nos EUA. Além dela, a empresa está construindo quatro novas fábricas na Geórgia, Kentucky e Tennessee. Quando todas estiverem concluídas, a capacidade produtiva da companhia em território americano ultrapassará 180 GWh por ano , representando cerca de 50% da produção global da SK On. Com o avanço da agenda de transição energética e o crescimento da demanda por soluções de armazenamento de grande escala, a iniciativa posiciona a SK On como uma das principais fornecedoras de tecnologia LFP para o mercado norte-americano. SK On Iniciará Produção de Baterias LFP nos EUA em 2026 e Aposta em Maior Capacidade para ESS
- Inovações sustentáveis são destaque em palestra na Feira Logística do Futuro
Durante a feira, que é um dos principais eventos logísticos do país, a Heli Brasil, divisão de empilhadeiras do Grupo KMR, terá uma palestra conduzida por Wilson Pequeño, gerente executivo comercial da companhia, sobre os caminhos da transição energética na intralogística. Inovações sustentáveis são destaque em palestra na Feira Logística do Futuro A apresentação discutirá o avanço das empilhadeiras elétricas de lítio, destacando ganhos de eficiência, segurança e competitividade. O encontro também abordará o lançamento da CPD38 Cabine Alta, modelo elétrico inédito projetado para a indústria de bebidas, que eleva a visibilidade do operador, incorpora direção inteligente e proteção ativa para pedestres, colocando a segurança no centro da operação logística. Setembro, 2025 – A busca por eficiência energética e soluções que aliam produtividade à redução de impactos ambientais estará no centro da palestra que a Heli Brasil, divisão de empilhadeiras do Grupo KMR, realiza durante a Feira Logística do Futuro. O evento será realizado nos dias 1º e 2 de outubro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e vai reunir mais de 120 expositores e um público estimado em 3,5 mil participantes, sendo 76% formado por tomadores de decisão, consolidando-se como um dos principais encontros de inovação para o setor logístico no país. Inovações sustentáveis são destaque em palestra na Feira Logística do Futuro A apresentação da Heli Brasil será conduzida por Wilson Pequeño, gerente executivo comercial da empresa, no dia 2 de outubro, às 9h30, no palco auxiliar do evento. Com o tema “Inovações sustentáveis na logística e lançamento da CPD38 Cabine Alta”, a palestra vai mostrar como tecnologias como baterias de lítio, direção inteligente e proteção ativa estão redefinindo padrões de segurança, custo e eficiência no setor. “Estamos diante de uma transição estrutural da intralogística, em que sustentabilidade e segurança deixam de ser diferenciais para se tornarem pré-requisitos. Há anos acompanho esse setor e nunca vi tamanha velocidade na adoção de tecnologias que unem eficiência operacional e responsabilidade ambiental. As empilhadeiras elétricas de lítio já representam uma realidade consolidada, e as empresas que fizerem essa virada agora terão vantagem competitiva em três frentes: redução efetiva de custos, atendimento às exigências globais de ESG e fortalecimento da reputação no mercado. A Heli Brasil, por meio do Grupo KMR, lidera esse movimento no Brasil ao entregar soluções de escala mundial com suporte local, preparando clientes para um futuro onde inovação e preservação caminham juntas”, afirma Wilson Pequeño. Além de debater as transformações sustentáveis no setor, a apresentação vai detalhar a CPD38 Cabine Alta, empilhadeira elétrica inédita que será lançada na feira e também integra o conteúdo da palestra. O equipamento foi desenvolvido especialmente para a indústria de bebidas e traz avanços que colocam a segurança no centro da operação, como cabine elevada em 450 milímetros para maior visibilidade, sistema inteligente de direção com desaceleração automática contra tombamentos e proteção ativa capaz de detectar pedestres em áreas de risco e acionar a frenagem de emergência. SERVIÇO O que: Logística do Futuro 2025 Quando: 1º e 2 de outubro de 2025 Onde: Transamérica Expo Center – Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro, São Paulo – SP Ingressos: www.feiralogisticadofuturo.com.br Sobre o Grupo KMR O Grupo KMR é responsável pela divisão de empilhadeiras Heli no Brasil e pelo fortalecimento da marca no mercado. Com uma rede de mais de 150 distribuidores de venda de máquinas, peças e pós-vendas, com cobertura em todo o território nacional. O grupo garante capilaridade de atendimento e pós-vendas estruturado, com o maior estoque de peças do segmento. A fábrica Heli (Anhui Forklift Group) está entre as sete maiores do mundo, com produção anual superior a 330 mil equipamentos e presença em mais de 180 países. No Brasil, a divisão de empilhadeiras da marca Heli é uma unidade de negócio do Grupo KMR, se consolidou como líder em empilhadeiras elétricas e pioneira em soluções sustentáveis, oferecendo mais de 1.700 modelos entre equipamentos elétricos, a combustão e rebocadores. Inovações sustentáveis são destaque em palestra na Feira Logística do Futuro Mais informações: https://helibrasil.com/
- ABB reativa linha de turbinas na Espanha
Companhia já tem pedidos de modernização de equipamentos de empresas norueguesas e espanholas Construídas entre 1950 e 1970, hidrelétricas europeias demandam modernização São Paulo, 29/9/2025 -- O grupo industrial ABB anunciou ter aberto uma linha de modernização de turbinas hidrelétricas em sua fábrica de Bilbao, Espanha, onde o equipamento já havia sido fabricado no passado. Segundo comunicado da empresa, a unidade já trabalha em projetos encomendados por companhias de energia da Noruega e da Espanha e projeta novos pedidos para breve, com boa parte das turbinas em operação na Europa caminhando para o fim da vida útil, de cerca de 30 anos. No texto, a ABB destaca que a maior parte das hidrelétricas europeias foi construída entre 1950 e 1970, com turbinas em muitos casos já apresentando perda de desempenho, oscilações e custos crescentes de manutenção, demandando, portanto, modernização tecnológica — mercado no qual a ABB pretende atuar. “As equipes da ABB vão utilizar materiais e tecnologias modernas para ajudar a reduzir perdas de energia em geradores, para torná-los mais eficientes do que modelos antigos. Novos estatores, por exemplo, serão projetados, fabricados e entregues a partir de Bilbao, incorporando processos de fabricação avançados e tecnologias como o sistema de insulação Micadur para barras de estatores”, informou a companhia. A nova linha de turbinas foi instalada no mesmo espaço onde, ao longo de 90 anos, foram montados mais de 240 equipamentos do tipo, sob gestão da ABB e de outras empresas. A localização na Espanha é vista como estratégica, já que parte considerável das hidrelétricas europeias se concentra nos Pirineus da Península Ibérica e em regiões elevadas próximas, como os Alpes, ou outras áreas acessíveis pelo porto de Bilbao. “Num tempo em que cadeias de suprimento mais próximas ganham importância, agora temos como oferecer uma logística ainda mais rápida, com prazos e qualidade de serviço de previsibilidade, associada a um histórico de excelência de fabricação”, afirmou no texto Mikel Torre, diretor-geral da ABB Motores de Anel Espanha. Com capacidade instalada de 260 GW, o setor hidrelétrico europeu majoritariamente formado por usinas de pequeno e médio porte responde por cerca de 20% da eletricidade gerada no continente e segue fundamental para a integração das renováveis. Além da modernização de turbinas, a unidade de Bilbao continuará fabricando acionamentos de moinhos de minério sem engrenagens, também conhecidos como motores de anel, já produzidos na instalação. ABB reativa linha de turbinas na Espanha











