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  • Livro 6G na Sexta, lançado no Futurecom 2025, provoca reflexão sobre o futuro da conectividade

    Assinado pelos autores Wilson Cardoso, Alberto Boaventura, Vinicius Caram e Hermano Pinto, a publicação reúne 59 artigos publicados desde março de 2024 como um exercício coletivo de futurologia e imaginação tecnológica. Livro 6G na Sexta, lançado no Futurecom 2025, provoca reflexão sobre o futuro da conectividade O livro foi publicado pela Editora Pontes e patrocinado pela FITec - Fundação para Inovações Tecnológicas, com prefácio de Juarez Quadros do Nascimento, ex-ministro das Comunicações, ex-presidente da Anatel e atual presidente do Conselho Curador da instituição. O livro terá distribuição gratuita em eventos de telecomunicação e será distribuído para universidades, institutos de P,D&I, escolas técnicas e associações de classe em TICs. Mais do que um registro técnico sobre a evolução das redes móveis, o livro 6G na Sexta, lançado nesta semana na Futurecom 2025, apresenta-se como uma verdadeira provocação intelectual sobre o futuro da conectividade no Brasil e no mundo. Escrita por especialistas com décadas de experiência em telecomunicações – Wilson Cardoso, Alberto Boaventura, Vinicius Caram e Hermano Pinto - a obra não apenas reúne conhecimento consolidado, mas oferece as bases para compreender, questionar e participar da construção de um futuro em que a conectividade será cada vez mais decisiva. O livro reúne 59 artigos publicados desde março de 2024 no projeto homônimo, que nasceu como um exercício coletivo de futurologia e imaginação tecnológica. Cada texto foi inspirado em tendências emergentes, pesquisas de ponta e reflexões vindas dos principais centros globais de inovação. Ao propor debates sobre cenários ainda incertos, os autores reforçam que “fazer futurologia é, por natureza, um ato de ousadia”: olhar além do horizonte, mesmo diante do nevoeiro das incertezas. “A ideia é dar sequência à essas reflexões até 2030, quando deve ser lançado o 6G no Brasil”, antecipa Wilson Cardoso, um dos autores da publicação. Do 2G ao 6G Ao longo de suas páginas, a obra percorre a trajetória das redes móveis e seus impactos sociais e econômicos. Do 2G, que popularizou as mensagens de texto, ao 5G, que inaugura uma nova era de conectividade em tempo real, cada salto tecnológico transformou setores inteiros da economia, da saúde à educação, da indústria ao entretenimento. Agora, diante da chegada do 6G, o desafio é compreender não apenas as promessas, mas também as consequências dessa nova fronteira.A publicação se consolida, assim, como um convite à reflexão e ao debate sobre o papel de cada indivíduo e instituição na construção desse futuro. Entre cenários de inovação, riscos e oportunidades, a obra busca inspirar profissionais, acadêmicos, gestores e cidadãos a enxergar além da tecnologia: compreender como a conectividade moldará a sociedade nas próximas décadas. Wilson Cardoso, autor do livro 6G na Sexta Divulgação - foto de arquivo pessoal   O livro chama atenção para a complexidade dessa transformação: a infraestrutura necessária exigirá avanços em materiais, energia e arquitetura de redes; a integração com inteligência artificial e computação quântica levanta questões éticas e de governança; e a hiperconectividade pode tanto ampliar desigualdades digitais quanto demandar novos modelos de segurança cibernética e regulamentações inéditas. Também está em pauta o impacto ambiental, que precisa ser considerado para que o progresso não comprometa a sustentabilidade.Um dos autores, Wilson Cardoso, destaca três importantes pontos da que a publicação traz: uma visão tecnológica do que pode vir a ser o 6G; informações para a construção de políticas públicas para o desenvolvimento 6G para a inserção do Brasil no ecossistema global 6G e no uso do sistema no país futuramente. Os quatro autores, embora atuem em telecomunicações, o fazem em diferentes áreas, o que permite um trabalho ao mesmo tempo crítico e de consenso. Tentamos fazer uma associação tecnológica com o momento em que estamos escrevendo, mesclando o dia a dia com o futuro que pode ter cada nova tecnologia”, diz. Cenário atual Outro ponto de destaque é a dimensão geopolítica. O 6G surge em um cenário marcado por disputas em torno da infraestrutura digital, da soberania dos dados e do controle das redes. O domínio tecnológico pode se tornar um instrumento de influência e poder, afetando não apenas mercados, mas também direitos civis, liberdade de expressão e autonomia das nações.Mais do que um panorama técnico,  6G na Sexta  apresenta-se como uma plataforma de reflexão sobre a relação entre conectividade, ética, diplomacia e governança global. O futuro das redes não será apenas tecnológico — será humano, estratégico e profundamente transformador. José Luis De Souza, CEO da FITec, destaca a importância de patrocinar a iniciativa que se insere nos objetivos da instituição de compartilhar conhecimento com a sociedade, razão pela qual o livro será distribuído gratuitamente para  universidades, institutos de P,D&I, escolas técnicas e associações de classe em TICs.  “Trata-se de uma obra que transmite, desde já, o que o futuro próximo nos trará no mundo da tecnologia”, disse. Jose Luis Oliveira de Souza, Ceo da FITec Divulgação - foto forecida pela FITec Sobre os autores Wilson Cardoso  – PhD pelo MIT e com MBA pela Duke University e FGV, possui quase 40 anos de experiência em telecomunicações em empresas como Siemens e Nokia. Atualmente é Assessor Técnico em TIC no SENAI-SP, com atuação internacional na Alemanha, Singapura e Colômbia. É Membro Sênior do IEEE e detentor de duas patentes internacionais em tecnologias disruptivas. Alberto Boaventura  – Engenheiro de Telecomunicações (UFF), Mestre em Engenharia Elétrica (PUC-Rio) e com MBA em Finanças Corporativas (IBMEC). Com mais de 35 anos de experiência em empresas como Embratel, Ericsson, Oi e Deloitte, é reconhecido por sua atuação estratégica em redes e conectividade. Foi Coordenador do Comitê de Espectro do Projeto 5G Brasil e Deputy Chair do GSMA Latin America Technical & Terminals Working Group. Alberto Boaventura, autor do livro 6G na sexta Divulgação - foto de arquivo pessoal Vinicius Caram  – Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vice-Presidente da Comissão de Licitação do 5G e Coordenador da Comissão Brasileira de Comunicação (CBC2). Engenheiro eletricista, mestre em Engenharia de Telecomunicações e especialista em Governança e Regulação (ENAP), atua na Anatel desde 2011, com ampla experiência em regulamentação, espectro e infraestrutura. Vinicius Caram, autor do livro 6G na sexta Divulgação - foto de arquivo pessoal Hermano Pinto  – Engenheiro eletricista (Poli-USP) e economista (FEA-USP), com mestrado em gestão empresarial pela Duke University (EUA). Atuou por 30 anos no Grupo Siemens, onde foi Presidente Mundial da Unidade de Negócios de Acesso sem Fio em Munique. Atualmente é Diretor Corporativo do grupo britânico Informa, responsável por Relações de Governo e Institucionais no Brasil, e também Diretor da FIESP na Divisão de Telecomunicações do DEINFRA. Hermano Pinto, autor do livro 6G na sexta Divulgação - foto de arquivo pessoal Livro 6G na Sexta, lançado no Futurecom 2025, provoca reflexão sobre o futuro da conectividade

  • O Xadrez da Energia: O Jogo de Interesses Entre Quem Decide e Quem Lucra

    Por Daniel Lima - ECOnomista O Xadrez da Energia: O Jogo de Interesses Entre Quem Decide e Quem Lucra Há um jogo silencioso sendo jogado nos bastidores da energia nacional. Um tabuleiro onde as peças não são torres e cavalos, mas cargos e interesses. Enquanto o cidadão comum instala um painel solar no telhado, sonhando com autonomia e sustentabilidade, há quem mova as peças para que esse sonho se torne cada vez mais caro, mais difícil, mais distante. A geração distribuída — essa ideia luminosa de descentralizar o poder da eletricidade — incomoda. Não por seus defeitos ou desafios técnicos, mas por sua ousadia política. Ela desafia o monopólio, rompe com a lógica vertical, e propõe um modelo onde o consumidor vira também produtor. E isso, para alguns, é intolerável. Nos corredores onde se decide o futuro da matriz energética, há vozes que ecoam com estranha sincronia. Elas falam de “distorções”, de “subsídios perniciosos”, de “ameaças ao mercado”. Curioso como essas vozes parecem vir sempre de bocas que, até ontem, estavam sentadas em mesas corporativas. Hoje, ocupam outras cadeiras, o crachá mudou, mas o discurso e os interesses permaneceram. Não se trata de teoria conspiratória, mas de uma constatação desconfortável: há uma simbiose entre quem decide e quem lucra. E quando essa simbiose se fortalece, o interesse coletivo enfraquece. A luz que deveria iluminar todos, começa a servir apenas aos que já vivem em palácios bem iluminados. Enquanto isso, o pequeno gerador solar, o dono da padaria, a agricultora que investiu em autonomia, o morador da periferia que acreditou no futuro limpo — esses continuam jogando com peças limitadas, num tabuleiro que já foi arranjado antes da partida começar. É preciso acender outra luz. Uma que revele os bastidores, que exponha os interesses travestidos de técnica, que garanta ao cidadão o direito de produzir sua própria energia sem ser tratado como ameaça. Porque quando o sol nasce, ele não escolhe telhado. Mas há quem tente controlar até o céu. O Xadrez da Energia: O Jogo de Interesses Entre Quem Decide e Quem Lucra

  • Iniciativas brasileiras são finalistas do Prêmio Zayed de Sustentabilidade em duas categorias

    A Stattus4, que usa IA para detectar vazamentos em redes de distribuição de água, e escola do DF concorrem a prêmios em dinheiro Iniciativas brasileiras são finalistas do Prêmio Zayed de Sustentabilidade em duas categorias 2 de outubro de 2025 - Abu Dhabi, EAU -  Duas iniciativas brasileiras foram selecionadas como finalistas do Prêmio Zayed de Sustentabilidade, alcançando grande destaque entre 7.761 inscrições de 173 países. A PME Stattus4, de Sorocaba-SP, foi indicada na categoria água, enquanto o Centro de Ensino Médio 111 Recanto das Emas, do Distrito Federal, avançou para a final da categoria escolas de Ensino Médio na região das Américas. Os finalistas das outras quatro categorias, saúde, alimentação, energia e ação climática, também foram anunciados. Os vencedores serão revelados em uma cerimônia em 13 de janeiro de 2026, durante a Semana da Sustentabilidade de Abu Dhabi. O Prêmio Zayed de Sustentabilidade, iniciativa pioneira dos Emirados Árabes Unidos para soluções inovadoras para desafios globais, já premiou 128 iniciativas em todo o mundo ao longo de 17 anos. A Stattus4 oferece soluções de IoT com tecnologia de IA para detectar vazamentos em redes de distribuição de água, economizando 540 milhões de litros de água diariamente em 250 municípios e impactando quase 4 milhões de pessoas. Caso seja vencedora, a empresa receberá US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões e 333 mil) para escalar sua solução. Também indicadas na categoria água estão a IRIBA Water Group, de Ruanda, criadora de “caixas eletrônicos” movidos a energia solar que fornecem água, e a Great Bubble Barrier, da Holanda, que desenvolveu uma cortina de bolhas de ar para diminuir a poluição em rios, direcionando resíduos para sistemas de captação sem prejudicar a vida aquática. Na categoria escolas de Ensino Médio, instituições educacionais apresentam soluções de sustentabilidade baseadas em projetos liderados por alunos. O prêmio é de até US$ 150 mil (cerca de R$ 800 mil) para cada vencedor regional. Além do Centro de Ensino Médio 111 - Recanto das Emas, são finalistas da região a Escuela Secundaria Técnica 117 Guillermo González Camarena, do México, e a Escola Nativa Mamawi Atosketan, do Canadá. Brasil teve ONG vencedora em 2023 Em 2023, a ONG brasileira Expedicionários da Saúde venceu o Prêmio na categoria saúde. A iniciativa, que atua em expedições na Amazônia levando consultas, tratamento e cirurgias para comunidades remotas, recebeu US$ 600 mil, cerca de R$ 3 milhões na cotação da época, como bonificação. “Os finalistas deste ano demonstram que sustentabilidade e prosperidade não são mais objetivos separados, mas dois lados do mesmo caminho”, disse Sua Excelência, Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos e diretor-geral do Prêmio Zayed de Sustentabilidade. “De diagnósticos de saúde habilitados por IA e sistemas alimentares circulares à preparação para desastres e resiliência climática, eles estão aproveitando tecnologia, finanças e liderança comunitária para fornecer soluções acessíveis, confiáveis, escaláveis e que geram valor socioeconômico para as comunidades que atendem”, completou. Processo de seleção Todas as inscrições foram revistas por uma consultoria independente de pesquisa e análise. Um comitê de seleção composto por especialistas renomados do setor, então, avaliou as inscrições qualificadas e selecionou os 33 finalistas. No terceiro e último nível do processo de avaliação, um júri elegerá por unanimidade os vencedores de cada categoria. “Os finalistas deste ano revelam uma verdade poderosa: a sustentabilidade não é mais uma ambição distante, é uma realidade vivida e moldada por comunidades, jovens e inovadores em todo o mundo”, disse Sua Excelência Ólafur Ragnar Grímsson, presidente do júri do Prêmio. “Suas soluções refletem um mundo que desperta para a urgência das realidades ambientais e socioeconômicas em rápida mudança, e o Prêmio continua a ser um farol de esperança, mostrando como ideias ousadas podem transformar vidas e restaurar nosso planeta.”  Com os recursos destinados aos 128 vencedores do Prêmio Zayed de Sustentabilidade, estima-se que 11,4 milhões de pessoas obtiveram acesso à água potável, 54,1 milhões de lares obtiveram acesso à energia confiável, 17 milhões de pessoas obtiveram acesso a alimentos mais nutritivos e mais de 1,2 milhão de pessoas obtiveram acesso a cuidados de saúde acessíveis financeiramente.   Sobre o Prêmio Zayed de Sustentabilidade O Prêmio Zayed de Sustentabilidade, afiliado à Erth Zayed Philanthropies, é o prêmio pioneiro dos Emirados Árabes Unidos para soluções inovadoras para desafios globais. Uma homenagem ao legado e à visão do fundador dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan, o Prêmio visa impulsionar o desenvolvimento sustentável em todo o mundo. A cada ano, nas categorias saúde, alimentação, energia, água, ação climática e escolas de ensino médio, o Prêmio recompensa organizações e escolas de ensino médio por suas soluções inovadoras para as necessidades mais urgentes do nosso planeta. Com seus 128 vencedores, em 17 anos, o Prêmio impactou positivamente mais de 400 milhões de vidas em todo o mundo, inspirando inovadores a ampliar seu impacto e traçar um futuro sustentável para todos. Iniciativas brasileiras são finalistas do Prêmio Zayed de Sustentabilidade em duas categorias

  • SMA amplia protagonismo em soluções de energia em larga escala com projeto pioneiro na Alemanha

    A busca por sistemas energéticos mais resilientes e sustentáveis tem levado municípios, concessionárias e investidores a apostar em soluções capazes de combinar armazenamento, gestão inteligente e fornecimento seguro. Um dos casos mais emblemáticos vem da cidade de Bordesholm, no norte da Alemanha, onde a tecnologia da SMA Solar Technology  provou ser capaz de garantir autonomia elétrica total mesmo diante de falhas na rede europeia. Energia limpa e confiável, 24 horas por dia Com pouco mais de 8 mil habitantes, Bordesholm tornou-se referência internacional ao adotar uma Solução Energética de Grande Escala da SMA , baseada em um sistema de armazenamento de 15 MW e controlado por inversores de bateria Sunny Central Storage, integrados ao SMA Hybrid Controller XL. Na prática, o município consegue operar de forma independente da rede elétrica europeia em caso de falha, mantendo o fornecimento de eletricidade contínuo e 100% renovável, proveniente de usinas solares, biomassa e cogeração. “Esse modelo demonstra como regiões inteiras podem alcançar autossuficiência energética de maneira inteligente, confiável e limpa”, destaca a SMA. Negócio lucrativo e segurança para a transição energética Além da independência, o sistema de Bordesholm também representa um novo modelo de negócio no mercado europeu de energia . Ao fornecer reserva de controle primário  para a rede elétrica, o município garante estabilidade de frequência em 50 Hertz, contribuindo para a segurança energética do continente e gerando receita adicional para a concessionária local, a Versorgungsbetriebe Bordesholm (VBB). Esse posicionamento estratégico faz do projeto uma das usinas de armazenamento de energia mais avançadas do mundo, reforçando o papel da SMA como parceira-chave na transição energética global. Teste prático comprovou robustez do sistema Em 2019, uma experiência conduzida pela VBB em parceria com a Universidade de Ciências Aplicadas TH Köln colocou a solução à prova: Bordesholm foi desconectada da rede europeia durante uma hora. O resultado surpreendeu os moradores sequer perceberam a mudança, já que a energia continuou fluindo de forma estável pela microrede local. Graças à função black start , o sistema da SMA é capaz de reiniciar a rede de forma autônoma em segundos, utilizando energia armazenada em baterias e fontes renováveis conectadas. Assim que a rede pública é restabelecida, a solução se ressincroniza automaticamente, retomando a conexão com a malha elétrica europeia. Um marco para a transição energética Com a solução implementada, Bordesholm assegura o fornecimento elétrico 24 horas por dia, sete dias por semana, totalmente baseado em energias renováveis. O projeto não apenas fortalece a segurança energética local, como também estabelece um referencial global para cidades que buscam independência energética, sustentabilidade e novos modelos de rentabilidade no setor elétrico . “O caso de Bordesholm simboliza o futuro da energia: redes inteligentes, flexíveis, baseadas em fontes renováveis e capazes de gerar valor econômico além da segurança de fornecimento”, resume a SMA. SMA amplia protagonismo em soluções de energia em larga escala com projeto pioneiro na Alemanha

  • ABGD completa 10 anos e lança campanha nacional pela democratização da energia no Brasil

    Brasília –  A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) celebrou nesta semana, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, uma década de atuação em defesa da energia renovável no país. O evento reuniu parlamentares, lideranças do setor elétrico, representantes de associações setoriais, investidores e executivos de empresas ligadas à transição energética. ABGD completa 10 anos e lança campanha nacional pela democratização da energia no Brasil Fundada em 2015, a ABGD chega ao seu aniversário de 10 anos com números que reforçam a relevância da geração distribuída (GD) na matriz elétrica brasileira: já são mais de 43 GW de potência instalada , em aproximadamente 3,8 milhões de unidades geradoras , beneficiando quase 7 milhões de consumidores diretos  e impactando positivamente cerca de 20 milhões de brasileiros . Durante a cerimônia, a entidade lançou a campanha “Energia Limpa e Democrática” , que reforça a importância da GD como instrumento de inclusão social, redução de emissões, estímulo à economia e fortalecimento da transição energética do Brasil. Os “4 Ds” da transformação energética Ao longo do evento, especialistas e parlamentares destacaram os vetores que sustentam o avanço da geração distribuída no Brasil e no mundo: Descarbonização : redução das emissões de gases de efeito estufa; Descentralização : expansão de sistemas de geração próximos ao consumidor; Democratização : acesso ampliado e maior protagonismo do consumidor; Digitalização : modernização e automação da infraestrutura de transmissão e distribuição. “O consumidor deixou de ser passivo. Hoje, ele quer produzir sua própria energia, participar ativamente da transição energética e ter maior autonomia”, destacou um dos representantes da associação. Avanços e desafios Apesar do crescimento acelerado, a ABGD reforçou a necessidade de segurança jurídica, estabilidade regulatória e regras claras  para garantir previsibilidade aos investidores e consumidores. Autoridades presentes também lembraram que a GD desempenha papel estratégico em regiões isoladas, como a Amazônia Legal, onde milhares de famílias ainda dependem de geradores a diesel para ter acesso limitado à energia. Projetos de mini redes renováveis com armazenamento  já começam a mostrar caminhos para levar eletricidade limpa e contínua a comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Uma década de conquistas O presidente da ABGD, Carlos Evangelista , ressaltou que o avanço da geração distribuída no Brasil só foi possível graças à união de esforços entre setor privado, Congresso Nacional e órgãos reguladores , que viabilizaram marcos fundamentais como a Resolução Normativa 482 da Aneel e a Lei nº 14.300. “De um setor incipiente em 2015, chegamos a uma potência instalada que já representa uma verdadeira revolução energética. O Brasil tem tudo para se tornar referência mundial em energia limpa e descentralizada”, afirmou Evangelista. Próximos passos Com a COP30 no horizonte, a ABGD reforça que a GD deve ser parte essencial da estratégia brasileira para acelerar a transição energética, reduzir custos, gerar empregos e ampliar a competitividade da indústria nacional. A campanha recém-lançada buscará dialogar com governo, formadores de opinião, investidores e sociedade civil , defendendo o direito de cada cidadão de gerar e consumir sua própria energia limpa. “Mais do que painéis solares, estamos falando de um novo modelo de matriz elétrica: sustentável, digital, inclusiva e voltada para o futuro. A geração distribuída é, e continuará sendo, um dos pilares dessa transformação”, concluiu a associação. ABGD completa 10 anos e lança campanha nacional pela democratização da energia no Brasil ABGD completa 10 anos e lança campanha nacional pela democratização da energia no Brasil

  • CNPE adia decisão sobre Angra 3 e cobra novos estudos de viabilidade

    Brasília – 2 de outubro de 2025  – O futuro da usina nuclear Angra 3 continua indefinido. Em reunião realizada nesta quarta-feira (1º), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)  decidiu adiar qualquer deliberação sobre a conclusão ou abandono do projeto e solicitou à Eletronuclear  e ao BNDES  a atualização dos estudos econômico-financeiros relacionados ao empreendimento. CNPE adia decisão sobre Angra 3 e cobra novos estudos de viabilidade A medida amplia a incerteza em torno da obra, que se arrasta há décadas e já consumiu bilhões de reais em investimentos. O CNPE reforçou a necessidade de análises adicionais para avaliar a real viabilidade econômica de Angra 3 diante do novo contexto do setor elétrico, marcado pela expansão das energias renováveis e pela queda no custo das fontes solar e eólica. Um impasse histórico O projeto de Angra 3, localizado em Angra dos Reis (RJ), começou a ser idealizado nos anos 1980, mas sofreu sucessivas interrupções ao longo do tempo. As obras foram retomadas em diferentes momentos, mas nunca chegaram a ser concluídas. Atualmente, a usina está parcialmente construída, mas sem definição clara sobre o futuro. Segundo especialistas, o impasse sobre Angra 3 não é apenas econômico. Há também debates sobre a inserção da energia nuclear na matriz elétrica brasileira, especialmente diante das metas de descarbonização e da necessidade de garantir segurança energética em períodos de baixa hidrologia. Próximos passos Com a decisão do CNPE, a expectativa é que Eletronuclear e BNDES apresentem relatórios atualizados nos próximos meses. Esses documentos devem considerar cenários de custos, cronogramas e projeções de retorno do investimento, além de avaliar alternativas de financiamento para a obra. Somente após essa análise aprofundada, o governo deverá decidir se dará continuidade à construção da usina ou se encerrará definitivamente o projeto. Impactos para o setor elétrico O adiamento mantém em aberto a possibilidade de o Brasil ampliar sua capacidade nuclear como forma de diversificação da matriz. Atualmente, o país opera apenas Angra 1 e Angra 2, que juntas representam cerca de 3% da geração elétrica nacional . A conclusão de Angra 3 poderia elevar essa participação, mas a um custo considerado alto por parte do mercado. Enquanto isso, fontes renováveis seguem ganhando espaço. Dados recentes apontam que solar e eólica já respondem por mais de 25% da capacidade instalada  no sistema elétrico brasileiro, tornando-se concorrentes diretas de projetos de alto custo como Angra 3. CNPE adia decisão sobre Angra 3 e cobra novos estudos de viabilidade

  • Armazenar ou Cortar: O Brasil Está no Fio da Navalha Energética

    Por Daniel Lima – ECOnomista Os que fazem o Sistema Elétrico Brasileiro estão diante de um dilema: Armazenar ou Cortar?   Armazenar ou Cortar: O Brasil Está no Fio da Navalha Energética Em setembro de 2025, segundo dados da Aneel¹ e da EPE², já são cerca de 3,1 milhões de residências com usinas solares instaladas sobre os telhados, com potência média de 7,0 kW. Juntas, essas unidades somam 21,4 GW de potência instalada, o equivalente a quase duas vezes a capacidade da Usina de Belo Monte. Essas usinas geram aproximadamente 1.600 GWh por mês, dos quais 64% são injetados na rede elétrica — cerca de 1.000 GWh/mês, o que representa 18% da geração mensal da Usina de Itaipu em 2024³. É energia limpa, barata, descentralizada e democrática. Mas há um problema. O Dilema do "Vale de Carga" Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a expansão acelerada da micro e minigeração distribuída (MMGD) tem trazido desafios à gestão da carga. O maior deles ocorre nos chamados "vales de carga" — períodos em que a demanda por energia é baixa, mas a geração solar continua alta. Nesses momentos, o ONS é obrigado a desligar usinas centralizadas para evitar sobrecarga na rede. É um paradoxo: temos energia sobrando, mas não conseguimos aproveitá-la plenamente. E isso pode levar, ironicamente, a cortes de energia em horários críticos. A Solução Está ao Alcance A resposta está diante de nós: armazenamento de energia por baterias. Se cada residência com geração solar tivesse um sistema de armazenamento, seria possível reter o excedente gerado durante o dia e utilizá-lo à noite ou em momentos de pico. Isso desafogaria a rede, reduziria a necessidade de desligamentos e aumentaria a resiliência do sistema elétrico nacional. A tecnologia já existe e está sendo amplamente adotada em países como Austrália, Estados Unidos e na União Europeia. O Brasil não precisa reinventar a roda — basta incentivar a adoção em larga escala. O Papel do Governo Cabe ao governo federal através do Ministério de Minas e Energia (MME) e ao órgão regulador criar políticas públicas e normas que estimulem o armazenamento residencial. Incentivos através de linhas de crédito específicas e acessíveis, isenção de impostos e programas de conscientização podem acelerar a adoção da tecnologia. Se o Brasil quer manter sua liderança em energia limpa e evitar os gargalos da MMGD, não há outra solução viável a curto prazo. Armazenar energia é mais do que uma alternativa é uma necessidade estratégica e uma resposta responsável e justa para a sociedade. Armazenar ou Cortar: O Brasil Está no Fio da Navalha Energética

  • Bandeira tarifária Vermelha mais barata em outubro: entenda impactos, cálculos e estratégias de economia

    Por Glauber Cavalcante Bandeira tarifária Vermelha mais barata em outubro: entenda impactos, cálculos e estratégias de economia Diretor de gestão e inteligência energética na EMANA Energy, com ampla atuação em projetos de eficiência energética, com Benchmark de 12%, voltados à redução de consumo de energia com investimento inicial zero. É doutorando e mestre em Eficiência Energética (Lean Energy) pela Universidade Federal do Ceará (UFC), engenheiro eletricista (UFC) e possui certificação Green Belt Lean Six Sigma. A conta de luz deve ficar um pouco mais leve a partir de outubro de 2025. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2 (VP2) para a vermelha patamar 1 (VP1), o que representa uma redução de cerca de R$ 4,00 a cada 100 kWh consumidos. A medida reflete um cenário de maior equilíbrio no setor elétrico, impulsionado por recordes de geração renovável e pelas afluências favoráveis registradas ao longo de setembro/25. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), as precipitações acima da média na região Sul contribuíram para melhorar as condições hidrológicas, ainda que os níveis dos reservatórios das hidrelétricas permaneçam em patamar desfavorável. Por isso, a estratégia segue orientada para o controle dos reservatórios e não descarta a necessidade de despacho térmico adicional. O alívio na bandeira tarifária, portanto, deve ser interpretado com cautela, já que os custos de energia continuam sendo um desafio para famílias, empresas e governo. Nesse contexto, mesmo com a redução, a conta de energia pode pesar no orçamento sem hábitos conscientes de consumo. No ambiente residencial, o uso racional de equipamentos como chuveiro elétrico, condicionador de ar e geladeira pode gerar impacto significativo. Pequenas atitudes, como apagar as luzes ao sair de um ambiente, evitar o modo stand-by ou programar o uso de eletrodomésticos por meio de automação, ajudam a reduzir despesas e, ao mesmo tempo, contribuem para a sustentabilidade ambiental. Compreender como a energia é contabilizada também favorece escolhas mais conscientes. A unidade de medida utilizada pelas distribuidoras é o quilowatt-hora (kWh). Nesse cálculo, o “k”, que é apenas uma constante, é o prefixo quilo, que equivale a mil; o “W” corresponde ao Watt, unidade de potência elétrica dos equipamentos; e o “h” indica o tempo, em horas, que o equipamento permanece ligado. Assim, o consumo resulta da multiplicação da potência pelo tempo de uso. Por exemplo: um aparelho de 1.000 W (ou 1 kW) ligado por três horas consome 3 kWh, valor que será multiplicado pela tarifa de energia elétrica vigente, com os devidos impostos, resultando no custo final na fatura. Além disso, o consumidor pode adotar uma forma simples de gestão energética: o Consumo Médio Diário (CMD). Esse indicador pode ser obtido a partir da própria fatura, dividindo-se o consumo mensal (em kWh) pelo número de dias do período de leitura. Ao acompanhar esse valor mês a mês, é possível identificar variações, avaliar o impacto de novos hábitos — como ajustar o condicionador de ar para 23°C — e comparar o perfil de consumo entre diferentes épocas do ano. Trata-se de um recurso prático que aumenta a consciência energética e ajuda a planejar melhor os gastos. No caso das empresas, a gestão deve ir além. Consultorias especializadas em eficiência energética podem ser decisivas para transformar custos em oportunidades, oferecendo análises detalhadas para identificar desperdícios, propor soluções técnicas e aplicar a chamada inteligência tarifária. Essa prática consiste em estudar profundamente as tarifas aplicáveis ao perfil de consumo da empresa, avaliando a demanda contratada, os horários de ponta e fora de ponta, os encargos setoriais, a viabilidade de migração para o mercado livre de energia e até eventuais erros de faturamento. Nesse último caso, a Resolução Normativa nº 1.000/21 da ANEEL garante, no artigo 323, o direito à devolução em dobro do valor pago em excesso. Com esse tipo de abordagem, torna-se possível estruturar um plano de gestão que não apenas reduz o consumo desnecessário, mas também otimiza a fatura ao alinhar o perfil de uso à modalidade tarifária mais vantajosa. Em setores industriais, hospitalares, comerciais e de serviços, os resultados podem ser expressivos: economias relevantes, maior previsibilidade orçamentária e ganhos de competitividade. Em um cenário de incertezas no setor elétrico, uma lição se impõe: quem enxerga energia como estratégia e não apenas como custo está um passo à frente. A combinação de hábitos conscientes, uso inteligente das informações da fatura e apoio técnico especializado é o caminho para transformar a energia em fator de sustentabilidade econômica e vantagem estratégica. Bandeira tarifária Vermelha mais barata em outubro: entenda impactos, cálculos e estratégias de economia

  • BV é a instituição financeira mais lembrada pelos instaladores para financiamentos fotovoltaicos pela 9ª vez consecutiva, segundo pesquisa Greener

    Banco mantém posição de destaque no segmento que registrou mais de R$3,9 bilhões no segundo trimestre deste ano BV é a instituição financeira mais lembrada pelos instaladores para financiamentos fotovoltaicos pela 9ª vez consecutiva, segundo pesquisa Greener São Paulo, 01 de outubro de 2025 -  O banco BV, uma das maiores instituições financeiras do Brasil, foi novamente reconhecido como a instituição mais lembrada pelos instaladores de sistemas solares na pesquisa Greener, que avalia a percepção do mercado sobre os principais agentes de financiamento em Geração Distribuída. Este é o nono ano consecutivo em que o BV lidera o ranking, reforçando sua posição de destaque e confiança junto aos profissionais do setor. “O financiamento é uma ferramenta essencial na ampliação do acesso à energia solar no Brasil e no BV trabalhamos para estar sempre na linha de frente desse movimento, oferecendo soluções que tornam a tecnologia mais acessível para famílias, comércios e pequenas empresas. Estar novamente na liderança de uma pesquisa de referência no setor é o reconhecimento do nosso compromisso em estimular a conscientização e acelerar a transição para uma matriz energética mais sustentável”, afirma Jamil Ganan, Diretor de Negócios de Varejo do banco BV. O BV oferece um portfólio completo de soluções para energia solar, contemplando desde o financiamento de sistemas fotovoltaicos até baterias — sistemas de armazenamento de energia que ganham cada vez mais relevância no setor. Essa diversificação permite que clientes residenciais, comerciais e empresariais ampliem sua autonomia, tenham maior confiabilidade no fornecimento, otimizem o consumo e conquistem mais controle sobre a conta de luz, além de contribuir para a sustentabilidade e a diversificação da matriz energética nacional. O banco também disponibiliza crédito para projetos em condomínios, aquisição de carregadores para veículos elétricos e seguros para sistemas financiados, em parceria com a Brasilseg (BB Seguros). Dessa forma, o BV reforça seu compromisso com a inovação, a agenda ESG e o atendimento às demandas de um mercado cada vez mais atento à eficiência energética e à transição para fontes limpas. “Ao investir continuamente em soluções para o setor solar, fortalecemos nossa posição como referência no mercado, ampliamos as oportunidades de negócios e contribuímos para a construção de uma matriz energética mais limpa e resiliente, alinhada ao compromisso da instituição com a sustentabilidade e a geração de valor para clientes e sociedade”, disse Ganan. Sobre o banco BV O banco BV é uma das maiores instituições financeiras do país em ativos e atua nos segmentos de Varejo e Corporate & Investment Banking. Em sua estratégia de negócios, reúne a solidez dos bancos tradicionais com o mindset dos digitais. O banco é líder de financiamento de placas solares, especialista no financiamento de veículos usados leves e a primeira instituição a neutralizar a emissão de poluentes dos automóveis que financia. Conhecida pelas parcerias com startups, a instituição apresenta soluções inovadoras para o mercado. O banco BV definiu seus compromissos com os pilares ambientais, sociais e de governança no documento público "Compromissos para um futuro mais leve 2030". BV é a instituição financeira mais lembrada pelos instaladores para financiamentos fotovoltaicos pela 9ª vez consecutiva, segundo pesquisa Greener

  • O Brasil precisa falar sobre baterias: o papel do armazenamento na transição energética

    Por Laís Víctor – Especialista em energias renováveis e Diretora executiva O Brasil precisa falar sobre baterias: o papel do armazenamento na transição energética O Brasil vem avançando de forma consistente na diversificação da sua matriz elétrica, impulsionado pelo crescimento expressivo de fontes renováveis, principalmente solar e eólica. Esse movimento é um marco positivo da transição energética e posiciona o país como referência internacional em energia limpa. No entanto, junto com essa expansão, surgem desafios técnicos e estruturais que exigem atenção: como garantir a estabilidade da rede elétrica diante da intermitência natural dessas fontes? Como manter a segurança do fornecimento energético em horários de pico ou em dias nublados e com pouco vento? E, mais do que isso, como transformar esse crescimento em um modelo de geração cada vez mais eficiente, flexível e acessível? A resposta para essas questões passa por um tema ainda pouco debatido com a profundidade necessária no Brasil: o armazenamento de energia. Esse recurso, cada vez mais estratégico, permite compensar oscilações na geração, otimizar o uso de fontes renováveis e dar suporte técnico ao sistema elétrico nacional. Em outras palavras, armazenar energia é tão importante quanto gerá-la. Ignorar essa etapa compromete a solidez da transição energética e limita o pleno aproveitamento do potencial das renováveis no país. Por que o armazenamento é essencial para a segurança energética O avanço das fontes renováveis no Brasil, especialmente solar e eólica, representa uma conquista importante do ponto de vista ambiental e estratégico. No entanto, essas fontes têm uma característica que, apesar de natural, impõe desafios técnicos significativos: a intermitência. Sol e vento não seguem a lógica da demanda elétrica. A geração depende de condições climáticas que variam ao longo do dia, da semana e das estações. Quando há sol em excesso, por exemplo, parte da energia gerada pode ser desperdiçada por falta de uso imediato. Por outro lado, em momentos de maior consumo, como no início da noite, a geração solar já caiu, forçando o acionamento de outras fontes, geralmente térmicas, que são mais caras, mais poluentes e, muitas vezes, menos eficientes. É nesse contexto que o armazenamento de energia se torna essencial para a segurança e a estabilidade do sistema elétrico brasileiro. Ele atua como um "pulmão" da rede, absorvendo o excedente de energia gerada em horários de baixa demanda e devolvendo essa energia em momentos de necessidade. Com isso, o armazenamento oferece mais previsibilidade ao operador do sistema, ajuda a reduzir picos de carga, evita o acionamento de usinas fósseis e melhora a gestão de frequência e tensão da rede. Para o consumidor, o impacto se traduz em maior confiabilidade no fornecimento, menor exposição a variações tarifárias e acesso a soluções mais inteligentes de gestão energética. O tema já é tratado com alta prioridade em outras partes do mundo. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, 2024), os sistemas de armazenamento são considerados o “elo crítico” para que as redes elétricas possam operar com segurança e eficiência em cenários de alta penetração renovável. A BloombergNEF projeta que o mercado global de baterias estacionárias deve crescer mais de 15 vezes até 2030, movimentando investimentos e impulsionando uma cadeia tecnológica robusta em diversos países. O Brasil, apesar do enorme potencial, ainda caminha de forma tímida nessa frente o que pode comprometer a resiliência do sistema e limitar os benefícios da transição energética. Para que possamos consolidar uma matriz mais limpa e estável, o armazenamento precisa deixar de ser uma discussão técnica restrita e passar a integrar o planejamento energético nacional de forma transversal, conectando geração, distribuição, consumo e inovação. Geração distribuída e baterias: o novo modelo de negócio A geração distribuída (GD) viveu uma verdadeira revolução nos últimos anos no Brasil, impulsionada pela popularização dos sistemas fotovoltaicos e pela percepção de que produzir sua própria energia representa, ao mesmo tempo, uma economia e um ato de sustentabilidade. Com mais de 2 milhões de unidades consumidoras conectadas, a GD solar passou a ocupar um espaço relevante na matriz elétrica brasileira, transformando consumidores em produtores e mudando a lógica centralizada do setor. No entanto, o cenário regulatório evoluiu. O novo Marco Legal da Geração Distribuída (Lei nº 14.300/2022) trouxe alterações importantes na forma como a energia excedente é compensada na rede, o que impactou diretamente o tempo de retorno dos investimentos especialmente para quem ainda não considera soluções integradas como o armazenamento. Com essas mudanças, as baterias ganham protagonismo. Mais do que uma tecnologia complementar, elas podem se tornar a chave para a viabilidade econômica e técnica da geração distribuída no médio e longo prazo. Armazenando parte da energia gerada durante o dia, o consumidor pode utilizar essa energia nos períodos de maior consumo (e tarifas mais altas), reduzindo sua exposição à rede e, em alguns casos, até operando em modo de backup durante interrupções. Esse movimento cria uma dinâmica mais inteligente, na qual o consumo deixa de ser passivo e passa a responder estrategicamente a sinais de preço, disponibilidade e estabilidade da rede. Mas o potencial vai além da autossuficiência individual. Já começam a surgir no Brasil projetos-piloto que combinam geração distribuída, armazenamento e serviços de rede, como resposta à demanda (demand response), geração virtual e até participação em mercados de capacidade e serviços ancilares. Isso abre espaço para um novo ecossistema de negócios, em que consumidores residenciais, comerciais e industriais podem se agrupar, compartilhar recursos energéticos e operar como agregadores, prestando serviços para o sistema elétrico e recebendo por isso. Modelos híbridos também se destacam. Usinas solares com baterias já são realidade em diversos países, e começam a surgir no Brasil como soluções para regiões remotas, áreas com infraestrutura de rede precária ou locais que sofrem com tarifas elevadas. Essas usinas podem operar com mais flexibilidade, atendendo à demanda local e oferecendo suporte à rede, além de contribuírem para reduzir perdas e melhorar a qualidade do fornecimento. A combinação de geração distribuída com armazenamento não apenas torna o sistema mais eficiente, como também cria novas oportunidades para empreendedores, integradores e investidores. É a base de um modelo energético descentralizado, dinâmico e adaptável, alinhado às necessidades do século XXI. O que dizem as perspectivas regulatórias e tecnológicas no Brasil Embora o armazenamento de energia seja reconhecido internacionalmente como uma tecnologia essencial para a consolidação de matrizes renováveis, o Brasil ainda está construindo os fundamentos regulatórios e institucionais necessários para que o setor se desenvolva com escala e segurança jurídica. Atualmente, não há uma regulamentação específica que defina as regras de acesso, remuneração, conexão ou comercialização de serviços relacionados ao armazenamento. Isso cria um vácuo normativo que dificulta tanto a atração de investimentos quanto o planejamento de projetos viáveis tecnicamente e financeiramente. Em 2024, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou uma Nota Técnica sinalizando o início das discussões sobre a regulamentação de sistemas de armazenamento. O documento reconhece que essa tecnologia será estratégica para o equilíbrio da rede elétrica nos próximos anos, especialmente diante do crescimento das fontes intermitentes. No entanto, ainda há uma série de temas em aberto: como será feito o enquadramento tarifário? Os sistemas de baterias poderão participar do mercado de energia ou apenas como apoio à operação? Haverá incentivos fiscais ou financiamento específico? Essas definições são urgentes para que o setor possa sair do papel e avançar com segurança. O armazenamento de energia também aparece no Plano Decenal de Expansão Energética (PDE 2035) como uma das tecnologias de apoio à modernização do sistema elétrico nacional. O plano aponta o armazenamento como um elemento de flexibilidade, com potencial de reduzir o custo marginal da operação e contribuir para a segurança energética em cenários de alta penetração renovável. No entanto, o próprio documento reconhece a ausência de modelos de negócio estruturados e a necessidade de articulação entre diferentes órgãos e políticas públicas para que essa solução avance de forma integrada com a geração, transmissão, distribuição e consumo. No campo tecnológico, o Brasil conta com centros de pesquisa de excelência que vêm desenvolvendo alternativas em baterias, principalmente à base de íon-lítio, sódio e materiais de menor impacto ambiental. Instituições como o LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), o Instituto de Energia e Ambiente da USP e o Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica têm atuado em frentes como eficiência energética, novos materiais e gestão inteligente do armazenamento. Apesar desses esforços, a cadeia industrial ainda é incipiente, com forte dependência de insumos importados, especialmente da Ásia. Isso impacta os custos e limita a competitividade de soluções nacionais no curto prazo. Faltam ainda políticas industriais que incentivem a nacionalização de componentes, a capacitação da mão de obra e a criação de um ecossistema de inovação voltado para o armazenamento. Em paralelo, também é necessário desenvolver ferramentas de financiamento específicas, como linhas do BNDES e fundos de investimento voltados à infraestrutura de energia limpa, para viabilizar projetos que incluam baterias em suas soluções estruturadas. Sem um avanço coordenado entre regulação, tecnologia e financiamento, o Brasil corre o risco de perder a janela de oportunidade para liderar a integração do armazenamento em sua matriz elétrica. O momento exige planejamento, articulação interinstitucional e visão estratégica de longo prazo. Lições do cenário internacional Enquanto o Brasil ainda debate como incluir o armazenamento de energia de forma estruturada no planejamento do setor elétrico, outros países já tratam essa tecnologia como uma infraestrutura essencial e estratégica para a transição energética. Em mercados mais maduros, o armazenamento é integrado aos instrumentos regulatórios, aos mecanismos de mercado e às políticas públicas de incentivo à inovação e à descarbonização. Nos Estados Unidos, por exemplo, o armazenamento faz parte do planejamento energético estadual e federal. A Califórnia, uma das regiões mais avançadas nesse tema, já superou a marca de 6 GW de capacidade instalada de armazenamento conectado à rede, atuando como reserva estratégica para o sistema. A política estadual inclui metas obrigatórias para armazenamento, incentivos financeiros para projetos residenciais e industriais, e programas de resposta à demanda que remuneram consumidores por usar suas baterias em horários de pico. Além disso, as baterias participam ativamente do mercado atacadista de energia, oferecendo serviços de regulação de frequência, suporte à tensão e resposta rápida a oscilações. Na Alemanha, o movimento é semelhante, mas com ênfase na integração entre geração distribuída e armazenamento. Já são mais de 600 mil residências equipadas com sistemas de baterias acopladas a painéis solares, formando uma rede de prosumidores capaz de atuar de forma coordenada em apoio ao sistema elétrico. Os alemães também investem pesadamente em pesquisa e desenvolvimento de baterias mais sustentáveis, com foco em segurança, reciclagem e independência da cadeia asiática. O país oferece subsídios diretos para a aquisição de baterias e reduções de impostos para quem instala sistemas híbridos. A Austrália é outro exemplo notável, especialmente no que diz respeito à escala. O país abriga alguns dos maiores projetos de armazenamento em baterias do mundo, incluindo a Hornsdale Power Reserve, que ficou conhecida como a “Tesla Big Battery”. Esses sistemas ajudam a equilibrar a rede, estabilizar frequências e evitar apagões, principalmente em regiões isoladas com alta penetração de solar e eólica. A estratégia australiana combina incentivos financeiros, abertura de mercado para serviços ancilares e políticas locais que estimulam a descentralização energética. Um fator que tem viabilizado essa expansão é a redução significativa no custo das baterias de íon-lítio, que caiu mais de 80% entre 2010 e 2023, segundo a BloombergNEF. Essa queda abriu espaço para que soluções de armazenamento se tornassem economicamente viáveis não apenas para grandes projetos, mas também para consumidores residenciais e pequenos negócios. A tendência é que o custo continue caindo, impulsionado por ganhos de escala, inovação em materiais e aumento da concorrência internacional. Esses países mostram que, quando há visão estratégica, clareza regulatória e incentivos bem desenhados, o armazenamento de energia pode evoluir rapidamente, beneficiando toda a cadeia do consumidor final ao sistema elétrico como um todo. O Brasil tem muito a aprender com esses exemplos e, mais do que isso, tem potencial para adaptar essas lições à sua própria realidade, tropicalizando soluções e construindo um modelo nacional de armazenamento alinhado às suas características geográficas, econômicas e sociais. O que falta para o Brasil avançar Em um cenário onde as fontes renováveis assumem protagonismo crescente, o armazenamento de energia não pode mais ser visto como um luxo ou uma tecnologia futurista. Ele se tornou um elemento estruturante para garantir a viabilidade técnica, econômica e ambiental da transição energética. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), os sistemas de armazenamento serão responsáveis por até 15% da flexibilidade global necessária para redes elétricas com alta penetração de renováveis até 2030. Já a BloombergNEF estima que o mercado mundial de baterias estacionárias deve alcançar mais de 1.100 GWh até o final da década, impulsionado pela queda contínua de custos e pela expansão das aplicações residenciais, comerciais e utilitárias. No Brasil, a ausência de uma estrutura regulatória específica, aliada à escassez de incentivos e à dependência de uma cadeia industrial internacional, tem atrasado a inserção estratégica do armazenamento no sistema elétrico. Ainda que o Plano Decenal de Expansão Energética (PDE 2035) mencione o armazenamento como uma tecnologia habilitadora, ainda falta clareza sobre sua função no planejamento integrado de geração, transmissão e consumo. Não há mecanismos regulatórios que reconheçam a multifuncionalidade das baterias – que podem atuar como geradoras, cargas controladas, ou prestadoras de serviços ancilares – nem políticas fiscais que incentivem sua adoção por parte de consumidores, distribuidores e investidores institucionais. Enquanto isso, outros países avançam de forma coordenada. A Alemanha já subsidia a instalação de baterias residenciais há mais de uma década. A Califórnia impôs metas obrigatórias de armazenamento para suas distribuidoras. A China, maior fabricante de baterias do mundo, implementou um programa nacional de estímulo à industrialização local de tecnologias de armazenamento e à criação de hubs logísticos estratégicos. Esses exemplos mostram que o tempo é um fator competitivo e que os países que souberem agir com visão, coordenação e agilidade ocuparão posições centrais na economia de baixo carbono que se consolida globalmente. Portanto, quanto mais rapidamente o Brasil reconhecer o armazenamento como infraestrutura crítica, e não apenas como apoio técnico, mais resiliente, eficiente e competitiva será sua matriz elétrica. Ignorar esse movimento global é abrir mão de protagonismo, inovação e oportunidades. Avançar nesse tema, por outro lado, significa posicionar o país de forma estratégica em uma nova era energética mais descentralizada, limpa, flexível e segura. Investir em armazenamento é investir em segurança energética A transição energética no Brasil está em andamento, mas ainda carece de um elemento fundamental para ser, de fato, estruturada e completa: o armazenamento de energia. Gerar eletricidade limpa é essencial, mas não suficiente. É preciso ir além da geração e incorporar, com inteligência e estratégia, soluções que garantam a estabilidade do sistema elétrico, especialmente em um contexto de crescimento acelerado de fontes intermitentes como a solar e a eólica. Sem a capacidade de armazenar energia de forma eficiente, o país corre o risco de limitar o uso pleno de seu potencial renovável e de comprometer a confiabilidade da rede em momentos de maior demanda ou de variações climáticas intensas. Como especialista em parcerias no setor de energias renováveis, tenho acompanhado de perto tanto o avanço tecnológico quanto as barreiras institucionais que ainda travam a expansão do armazenamento no Brasil. A ausência de incentivos financeiros consistentes, a falta de uma regulação específica que reconheça o valor técnico e econômico das baterias, e a inexistência de uma cadeia produtiva nacional sólida fazem com que o país caminhe de forma lenta e desarticulada nessa agenda. Enquanto isso, o mundo já trata o armazenamento como peça-chave para garantir segurança energética, estabilidade de preços e atração de investimentos em projetos sustentáveis. Apesar disso, o Brasil possui um potencial extraordinário para se destacar nessa frente. Nossa matriz majoritariamente limpa, combinada à crescente digitalização do setor elétrico e à demanda por soluções descentralizadas, cria um ambiente favorável para o crescimento do mercado de armazenamento. Com visão estratégica e articulação entre governo, iniciativa privada e academia, o país pode transformar essa tecnologia em um vetor de eficiência operacional, redução de custos sistêmicos e geração de novos modelos de negócio voltados para a inovação e a sustentabilidade. O Brasil precisa falar sobre baterias com a seriedade e a prioridade que o tema exige. E mais do que isso, precisa agir com planejamento, coragem institucional e compromisso de longo prazo, colocando o armazenamento de energia no centro das políticas públicas, do planejamento setorial e das decisões estratégicas que moldarão o futuro do setor energético brasileiro. Sobre a autora   Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 14 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis.  O Brasil precisa falar sobre baterias: o papel do armazenamento na transição energética

  • Bombeiros de SP divulgarão nos próximos dias norma para instalação de pontos de recarga em garagens

    Bombeiros de SP divulgarão nos próximos dias norma para instalação de pontos de recarga em garagens Lauro Ladeia, diretor do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Capitão da PM Roberto Adashi, do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Carlos Borges, vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Administração de Imóveis de São Paulo) e Clemente Gauer, diretor e coordenador do Grupo de Segurança da ABVE. Nova regra prevê normativas NBR e responsabilidade técnica do instalador Medidas aumentarão a segurança e darão tranquilidade a síndicos e condôminos Em evento promovido pela Prefeitura paulistana, ABVE e outras entidades, no dia 23/9, o Corpo de Bombeiros de São Paulo informou que deverá divulgar nos próximos dias uma instrução específica sobre instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em edifícios residenciais e comerciais. Essa instrução, segundo o capitão Renato Adashi, aumentará a segurança predial e dará mais previsibilidade às empresas de recarga. A nova regra prevê a adoção obrigatória de um conjunto de normativas NBR (diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas) e a exigência de responsabilização técnica e habilitação do instalador por parte de sua entidade profissional. Na avaliação da ABVE, essas providências aumentarão substancialmente a segurança das instalações de pontos de recarga nas garagens dos edifícios, tranquilizarão síndicos e condomínios e reduzirão a incerteza do mercado de infraestrutura. “Entendemos que essa medida dos bombeiros de São Paulo dará uma orientação clara aos síndicos e administradores prediais sobre como instalar equipamentos de recarga, além ampliar a segurança de toda a garagem”, disse o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. As normativas previstas incluem: NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão), NBR 17019 (Instalações elétricas de baixa tensão — Requisitos para instalações em locais especiais - Alimentação de veículos elétricos), NBR IEC 618S1-1 (Sistema de recarga condutiva para veículos elétricos), Modos de recarga 3 e 4 (conforme a NBR 61851-1), Exigência de habilitação do instalador dos equipamentos por sua entidade profissional e responsabilidade técnica pelas instalações. Seminário A segurança das garagens foi o tema principal do painel “Eletromobilidade e Segurança nas Edificações”, durante o seminário “Caminhos da Eletromobilidade Urbana em São Paulo, no Memorial da América Latina. O evento foi organizado pela Prefeitura, ABVE, C40 e ICCT, com presença do prefeito Ricardo Nunes. Outros aspectos da segurança nas garagens dos prédios existentes e novos em São Paulo, como instalação de chuveiros automáticos (sprinklers), detectores de fumaça, exaustores e planos de gerenciamento de risco, ficarão para um segundo momento e demandarão nova consulta pública, segundo o capitão Renato Adashi. O debate no Memorial da América Latina deixou claro que a recente diretriz sobre o tema da Ligabom (Conselho Nacional dos Comandantes de Bombeiros), divulgada no dia 26 de agosto, é apenas “recomendativa e orientativa”, e não necessariamente será seguida à risca em São Paulo. “Os senhores podem ficar tranquilos, essa discussão a gente vai trazer à sociedade, não vai ser da noite para o dia”, disse o capitão. Também participaram do painel Carlos Borges, vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Administração de Imóveis de São Paulo), e Lauro Ladeia, diretor do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil). A mediação foi de Clemente Gauer, diretor e coordenador do Grupo de Segurança da ABVE. Bombeiros de SP divulgarão nos próximos dias norma para instalação de pontos de recarga em garagens

  • Cresce participação em simulados de segurança da Usina Hidrelétrica São Simão

    Treinamentos mobilizaram comunidades em Goiás e Minas Gerais entre os dias 23 e 28 de setembro. Usina possui rígidos protocolos de segurança e nunca registrou ocorrências desde que entrou em operação, em 1978 Cresce participação em simulados de segurança da Usina Hidrelétrica São Simão Na última semana, mais de 600 pessoas participaram dos simulados que treinaram a população sobre como agir em caso de emergência na barragem da Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, na divisa entre Goiás e Minas Gerais. Pela segunda vez, a ação foi organizada pela SPIC Brasil, responsável pela operação da usina desde 2018, em parceria com entes públicos e privados, como a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Prefeituras municipais de São Simão (GO) e Santa Vitória (MG) e concessionária Ecovias do Cerrado. Foram mais de nove meses de preparação e 40 voluntários envolvidos na organização das atividades, que culminaram em um aumento de aproximadamente 85% no engajamento do público-alvo nos três dias de simulado: em 23/9 (público interno), 26/9 (Distrito Industrial de São Simão-GO) e 28/9 (Distrito de Chaveslândia-MG). O treinamento de segurança ocorre a cada três anos e está previsto no Plano de Ação de Emergência (PAE) da usina. “Desde nosso último exercício, em 2022, houve um crescimento muito grande na participação das comunidades, especialmente do Distrito Industrial e de Chaveslândia. Tivemos muito apoio de toda a população, das indústrias, além da participação ativa de todos os órgãos públicos. Os simulados transcorreram sem contratempos, difundindo nossa cultura de segurança. A usina segue extremamente segura, com instrumentos e equipes que monitoram diariamente a barragem. Não há com o que se preocupar”, afirma Paulo Cesar Pereira, Gerente de Operações Hidroelétricas da SPIC Brasil. Além dos encontros realizados com a comunidade, neste ano a SPIC investiu no cadastramento de todas as 1.100 pessoas de Chaveslândia, distrito localizado abaixo da barragem. Na ocasião, as equipes explicaram sobre a dinâmica do treinamento, esclarecerem dúvidas e fornecerem materiais informativos. Também foi realizado um trabalho de conscientização especial para o público infantil em escolas da região, com utilização de recursos lúdicos, como contação de histórias e jogos. As comunidades ainda foram orientadas a baixar ou atualizar o aplicativo Alert Indivíduo, um sistema complementar às sirenes que envia notificações por mensagens de texto e chamadas de voz em tempo real, além de indicar a melhor rota de evacuação em caso de emergência. Divulgação SPIC Brasil Sinalização Rota de Fuga Simulado de Segurança 2025 UHE São Simão Para o Tenente Pedro Omar Peres, agente regional da Defesa Civil de MG, buscar informações de qualidade e participar do simulado são um exercício de cidadania. “É importante que toda comunidade saiba avaliar situações de risco e adote a cultura de prevenção. Sabemos que a usina é muito segura, mas em caso de qualquer emergência, a população deve saber qual a rota seguir e a localização dos pontos de encontros. A Defesa Civil vai sempre acolher as pessoas caso seja necessário”, reforça o tenente. Primeira moradora de Chaveslândia a chegar ao ponto de encontro, instalado em uma área segura no caso de alagamento, Rosângela de Oliveira Santos se disse “aliviada” após participar da experiência. “Esse já é meu segundo simulado. As pessoas se sentem mais confiantes em saber o que fazer, a rota para onde ir, qual direção tomar. Nós que moramos aqui precisamos nos conscientizar”, declara. Francisco Aparecido Medeiros da Silva, morador há 40 anos do Distrito de Chaveslândia, contou que já estava sabendo do simulado, por isso se deslocou tranquilamente quando recebeu uma mensagem em seu celular, indicando o início do exercício de evacuação. “Achei bem fácil seguir as placas de sinalização. Eu me sinto seguro, a barragem para mim não é novidade, mas se precisar, tem que sair, né?”, afirma. A SPIC Brasil mantém outras ações de prevenção e treinamento. Em caso de dúvidas ou para mais informações, a população pode entrar em contato pelo telefone 0800 200 0204 (segunda a sexta, das 8h às 17h) ou pelo e-mail  portasabertas@spicbrasil.com.br . Cresce participação em simulados de segurança da Usina Hidrelétrica São Simão

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