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- Google e Entergy Arkansas avançam em mega parque solar de 600 MW com armazenamento de energia
A Entergy Arkansas apresentou à Comissão de Serviços Públicos do estado um ambicioso projeto de geração renovável que pode redefinir o fornecimento energético na região. Google e Entergy Arkansas avançam em mega parque solar de 600 MW com armazenamento de energia Trata-se da construção de um parque solar de 600 MW , acompanhado por um sistema de armazenamento em bateria de 350 MW , no Condado de Jefferson. O empreendimento terá como principal consumidor o Google , que está ampliando sua infraestrutura de nuvem e inteligência artificial no Arkansas, com um pacote de investimentos estimado em US$ 4 bilhões (cerca de € 3,4 bilhões) . Energia limpa para a era da IA O novo complexo solar, batizado de Walnut Bend Solar Center , será responsável por abastecer o data center que a big tech está implantando em West Memphis . Além do projeto inédito, o suprimento energético virá também do portfólio atual da Entergy, que inclui geração e rede de transmissão já em operação. Segundo a empresa, o Google arcará com custos adicionais relacionados ao projeto, em um modelo de fornecimento que reforça a busca por contratos corporativos de energia renovável nos Estados Unidos. Laura Landreaux, presidente e CEO da Entergy Arkansas, destacou o diferencial competitivo do estado no cenário energético: “Grandes empresas de tecnologia estão olhando para o Arkansas porque oferecemos energia confiável a preços acessíveis. Nosso compromisso é manter esse padrão, ao mesmo tempo em que investimos em fontes limpas e sustentáveis”. Fundo para inclusão energética Além do fornecimento de energia renovável, o Google anunciou a criação de um Fundo de Impacto Energético de US$ 25 milhões , destinado a apoiar iniciativas de acessibilidade energética em Crittenden County e comunidades vizinhas. O objetivo é acelerar projetos que ampliem o acesso à energia limpa e promovam benefícios sociais diretos para a população local. Arkansas no mapa da transição energética A combinação de energia solar em larga escala com sistemas de armazenamento em bateria posiciona o estado como um novo polo de atração para investimentos em tecnologia e infraestrutura sustentável . O projeto também reforça uma tendência global: gigantes digitais, como Google, Amazon e Microsoft, estão firmando parcerias estratégicas com utilities regionais para garantir energia limpa no abastecimento de seus data centers, cuja demanda cresce exponencialmente com a expansão da IA generativa e da computação em nuvem . Com esse movimento, o Arkansas não apenas fortalece sua competitividade energética , mas também consolida sua imagem como destino estratégico para empresas que buscam crescer alinhadas à transição energética e à descarbonização . Google e Entergy Arkansas avançam em mega parque solar de 600 MW com armazenamento de energia
- Calor do subsolo, frescor urbano: Emirados Árabes testam resfriamento geotérmico em Masdar City
Nos Emirados Árabes Unidos, o ar-condicionado não é luxo é sobrevivência. Em pleno Golfo Pérsico, onde as temperaturas podem ultrapassar 50 °C, o resfriamento dos ambientes chega a consumir até 70% da eletricidade nacional . Esse desafio energético e climático transformou Masdar City , a cidade sustentável em construção nos arredores de Abu Dhabi, em um verdadeiro laboratório para novas soluções. Calor do subsolo, frescor urbano: Emirados Árabes testam resfriamento geotérmico em Masdar City Entre elas, uma inovação inédita no Oriente Médio: o G2COOL , primeira usina de resfriamento geotérmico da região, resultado da parceria entre a estatal ADNOC e a empresa de climatização urbana Tabreed . Diferente dos projetos geotérmicos tradicionais, voltados para geração elétrica, o G2COOL utiliza o calor subterrâneo diretamente para produzir água gelada destinada ao ar-condicionado central de Masdar City. Hoje, o sistema já cobre aproximadamente 10% da demanda de resfriamento da cidade . Como a água quente vira ar frio A lógica por trás do projeto pode parecer contraintuitiva: poços geotérmicos extraem água a temperaturas entre 80 °C e 100 °C de um aquífero profundo. Essa água, embora insuficiente para mover turbinas a vapor, é quente o bastante para acionar um sistema de resfriamento por absorção — tecnologia que substitui o compressor elétrico por calor. Nesse ciclo, o calor da água geotérmica aquece uma solução de brometo de lítio e água , separando o vapor de água que depois se condensa e resfria novamente. No processo, a água gelada alcança temperaturas próximas de 5 °C e circula por tubulações que alimentam os sistemas de ar-condicionado dos prédios. Embora o COP (Coeficiente de Performance) desse tipo de resfriador varie entre 0,6 e 0,8 , menor que os compressores elétricos tradicionais, a grande vantagem está no insumo: o calor geotérmico é gratuito e reduz drasticamente o consumo de eletricidade em uma região onde cada quilowatt economizado faz diferença. Sustentabilidade subterrânea O G2COOL não é alimentado por vulcões, mas por um aquífero quente. Para garantir a sustentabilidade do sistema, após ceder calor, a água é reinjetada no subsolo por poços específicos, mantendo a pressão e permitindo que o reservatório se recarregue naturalmente. Esse processo evita o esgotamento da fonte e pode manter a operação por décadas, desde que bem gerido. O calor residual do ciclo, em torno de 30 °C a 40 °C, não é reaproveitado — pois elevar artificialmente a temperatura antes da reinjeção reduziria a eficiência do sistema. Geotermia além da eletricidade O caso de Masdar City reforça uma tendência crescente: o uso da energia geotérmica não apenas para geração de eletricidade, mas também para aplicações térmicas diretas — seja no aquecimento de distritos urbanos em países frios ou, como no Golfo, no resfriamento de cidades inteiras. Se bem-sucedido, o projeto G2COOL pode se tornar um modelo para outras regiões áridas e quentes do planeta, mostrando que o calor da Terra também pode ser fonte de frescor urbano . Calor do subsolo, frescor urbano: Emirados Árabes testam resfriamento geotérmico em Masdar City
- Direto da Física para o Futuro: Simetria paridade-tempo promete revolucionar o carregamento sem fio
Por Redação EnergyChannel A transferência de energia sem fio, que já move celulares, fones de ouvido e começa a ganhar espaço em veículos elétricos, pode estar prestes a dar um salto tecnológico. Pesquisadores da Universidade Cidade de Hong Kong apresentaram um avanço baseado em um conceito até então restrito às páginas da física teórica: a simetria paridade-tempo. Direto da Física para o Futuro: Simetria paridade-tempo promete revolucionar o carregamento sem fio Do quadro-negro ao cotidiano A simetria PT descreve como certos sistemas se comportam quando duas transformações são aplicadas: a inversão espacial (paridade) e a inversão temporal (tempo) . Embora abstrato, o princípio mostrou-se capaz de otimizar a forma como a energia é transmitida sem fios, tornando o processo mais estável e menos suscetível a perdas. “É a prova de que ideias aparentemente distantes da prática podem redefinir tecnologias que usamos todos os dias”, destacam os pesquisadores. O ganho dispersivo: a peça que faltava O grande diferencial do estudo está no chamado ganho dispersivo – um mecanismo que ajusta automaticamente a amplificação do sinal em diferentes frequências. Na prática, o sistema consegue redirecionar a energia para as frequências mais eficientes , elevando o rendimento além dos limites conhecidos até agora. Isso resolve duas barreiras históricas do carregamento sem fio: a necessidade de ajustes extremamente delicados e a dificuldade em alcançar a eficiência máxima teórica . Impacto potencial: de carros a hospitais Se a tecnologia avançar para a escala industrial, os efeitos poderão ser profundos: Veículos elétricos recarregando em movimento, em rodovias preparadas com sistemas de transmissão. Drones e robôs autônomos operando sem pausas para abastecimento de bateria. Equipamentos médicos implantáveis (como marcapassos e sensores) funcionando indefinidamente, sem necessidade de troca cirúrgica de baterias. Indústrias e cidades com menos cabos, maior eficiência e novas possibilidades de design urbano. Além de simplificar a vida cotidiana, a tecnologia promete reduzir as perdas energéticas no transporte de eletricidade, tornando o processo mais sustentável. Um passo para o futuro sem cabos O estudo ainda está em fase experimental, mas já indica um caminho viável para o próximo salto do setor energético. A integração entre teoria física e inovação prática pode levar a uma era em que a eletricidade circula com a mesma liberdade do Wi-Fi . “Estamos diante de um momento em que as fronteiras entre ciência fundamental e tecnologia aplicada se tornam cada vez mais tênues. O carregamento sem fio pode deixar de ser um recurso limitado e se transformar em uma infraestrutura invisível, presente em todos os espaços” , avalia a equipe de pesquisa. Direto da Física para o Futuro: Simetria paridade-tempo promete revolucionar o carregamento sem fio
- Reservatório de Furnas entra em faixa de atenção e terá restrição de vazão
O reservatório da usina hidrelétrica de Furnas, em Minas Gerais, registrou 41,46% de volume útil no fim de setembro e passou oficialmente para a faixa de atenção a partir de 1º de outubro, segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). A condição implica em restrições operacionais, incluindo limite na vazão mínima turbinada, com impacto direto na geração de energia e no uso múltiplo das águas da região. Reservatório de Furnas entra em faixa de atenção e terá restrição de vazão Hidrelétrica estratégica no Sudeste Com potência instalada de 1.216 MW , Furnas é considerada peça-chave no sistema elétrico do Sudeste. A redução do nível do reservatório acende um alerta para o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que deverá ajustar o despacho da usina para equilibrar a segurança hídrica com a demanda de energia. O regime de vazão controlada tem como objetivo preservar o armazenamento do lago e evitar que o nível volte a cair para patamares críticos, como já ocorreu em períodos recentes de estiagem. Efeitos no entorno e no setor elétrico Além do impacto direto na geração de eletricidade, a restrição de vazão afeta atividades como turismo, pesca e irrigação em municípios do entorno do lago de Furnas. A região é conhecida por abrigar importantes polos de lazer e abastecimento agrícola, o que aumenta a relevância das decisões de gestão do reservatório. No setor elétrico, a medida pressiona ainda mais a necessidade de diversificação da matriz e reforça o papel de fontes renováveis complementares, como solar e eólica, para reduzir a dependência de períodos chuvosos. Contexto nacional O nível dos reservatórios das principais hidrelétricas brasileiras segue sendo um ponto de atenção. O Sudeste/Centro-Oeste concentra cerca de 70% da capacidade de armazenamento do país e sua situação hídrica influencia diretamente o custo da energia e a operação do sistema elétrico nacional. Com a chegada do período úmido a partir de novembro, a expectativa é de melhora gradual nos níveis, mas especialistas alertam que a irregularidade das chuvas e os efeitos das mudanças climáticas tornam a gestão dos recursos hídricos cada vez mais desafiadora. Reservatório de Furnas entra em faixa de atenção e terá restrição de vazão
- Atlas Renewable Energy é nomeada Patrocinadora de Projeto do Ano pelo LatinFinance e premiada por projetos de renováveis
Os reconhecimentos reforçam a inovação, excelência operacional e liderança da empresa na estruturação de projetos renováveis em larga escala na América Latina. Atlas Renewable Energy é nomeada Patrocinadora de Projeto do Ano pelo LatinFinance e premiada por projetos de renováveis A Atlas Renewable Energy, a maior empresa de energia solar centralizada da América Latina e líder regional em soluções de energia limpa para clientes corporativos, foi reconhecida pela LatinFinance com três prêmios que destacam sua capacidade de inovar e entregar projetos de energia renovável na América Latina. A companhia também foi eleita Patrocinadora de Projeto do Ano, recebeu o prêmio de Financiamento em Energia Renovável do Ano (Power) pelo financiamento de R$ 1,5 bilhão do Complexo Solar Luiz Carlos, no Brasil, e conquistou o prêmio de Financiamento em Armazenamento de Energia do Ano pelo financiamento de US$ 510 milhões do projeto Estepa I & II, no Chile. O reconhecimento como Patrocinadora do Ano reforça a posição da Atlas como uma das maiores produtoras independentes de energia (IPP, na sigla em inglês) da América Latina, capaz de estruturar projetos complexos através de consistência, parcerias estratégicas com grandes empresas e soluções financeiras inovadoras. No último ano, a companhia não apenas conduziu dois dos financiamentos mais relevantes da região, como também estabeleceu novos parâmetros para a viabilidade de projetos de energia solar e de armazenamento em larga escala. “ “ Estamos honrados em receber este prêmio de uma instituição tão prestigiosa. Acredito que esses prêmios vão além do reconhecimento. Eles também são uma ilustração da Atlas na liderança da transição energética da América Latina” , afirmou Carlos Barrera, CEO da Atlas Renewable Energy. “Ao estruturar financiamentos dessa dimensão e complexidade, não estamos apenas ampliando a geração de energia limpa, mas demonstrando pioneirismo em conceitos e modelos inovadores, de projetos híbridos com armazenamento no Chile a estruturas sustentáveis de debêntures no Brasil, para continuar oferecendo soluções atraentes aos nossos clientes. Agradeço à nossa equipe pela firme dedicação e aos nossos parceiros pela confiança.” No Brasil, o financiamento de R$ 1,5 bilhão para a construção do Complexo Fotovoltaico Luiz Carlos foi coordenado pelo Itaú BBA. Do total, R$ 750 milhões foram emitidos em debêntures incentivadas pela Lei 12.431/2011, certificadas como “Debêntures Verdes” pela Sustainable Fitch, e R$ 720 milhões em notas comerciais. Com capacidade instalada de 787 MWp, o projeto deve iniciar operações em 2025 e já conta com contratos de fornecimento (PPAs) firmados com a Votorantim Cimentos e a ArcelorMittal. No Chile, a Atlas viabilizou o maior financiamento de sua história: US$ 510 milhões junto a um consórcio de instituições financeiras internacionais, incluindo BNP Paribas, Crédit Agricole Corporate & Investment Bank, DNB Bank, Scotiabank Chile, Sumitomo Mitsui Banking Corporation e Bank of Nova Scotia. O projeto Estepa I & II combina uma usina solar fotovoltaica de 215 MW de capacidade instalada, com geração estimada de 600 GWh anuais, e duas baterias de armazenamento com capacidade de 418 MW, equivalentes a quatro horas de geração. A energia será destinada à Codelco e à Colbún, empresas de destaque nos setores de mineração e energia do Chile. As conquistas dos prêmios consolidam a Atlas Renewable Energy como parceira estratégica para investidores, empresas e governos, reafirmando seu compromisso em desenvolver soluções que moldam o futuro energético da América Latina. Sobre a Atlas Renewable Energy A Atlas Renewable Energy é uma empresa de geração de energia renovável com uma base de ativos superior a 8,4 GW. A empresa é especializada em desenvolver, financiar, construir e operar projetos de energia renovável desde o início de 2017. Ela é formada por uma equipe experiente, com ampla expertise nos mercados globais de energia e no setor de renováveis, e possui o mais longo histórico na indústria de energia renovável na América Latina. A estratégia da empresa está focada em ajudar grandes corporações na transição para a energia limpa. A Atlas Renewable Energy é amplamente reconhecida por seus altos padrões no desenvolvimento, construção e operação de projetos de grande escala e por seu sólido e longo histórico em ESG e desenvolvimento sustentável. Para mais detalhes, visite: https://pt.atlasrenewableenergy.com/ Atlas Renewable Energy é nomeada Patrocinadora de Projeto do Ano pelo LatinFinance e premiada por projetos de renováveis
- ABREN discute a redução das emissões de metano durante a X Semana de Energia da OLADE, no Chile
O presidente da associação, Yuri Schmitke, integrou o evento "Explorando Oportunidades para a Convergência na Mitigação de Metano entre a UE e a ALC" e apresentou o cenário brasileiro referente à gestão de resíduos ABREN discute a redução das emissões de metano durante a X Semana de Energia da OLADE, no Chile Chile, 03 de outubro de 2025 – O presidente da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN), Yuri Schmitke, participou na última quarta-feira (01/10) do evento "Explorando Oportunidades para a Convergência na Mitigação de Metano entre a UE e a ALC", realizado durante a X Semana de Energia da Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), no Chile. O especialista brasileiro apresentou o cenário atual do Brasil referente à gestão de resíduos, abordou os exemplos de sucesso da China e da Alemanha e listou os desafios encontrados para a implementação da recuperação energética de resíduos no país, tecnologia considerada a mais adequada do ponto de vista ambiental. “ O Brasil adotou iniciativas muito importantes nos últimos anos, como a instituição do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PLANARES), que prevê a contratação de 994 MW de potência instalada de recuperação energética, 252 MW de potência instalada de gás de aterro (biogás) e 69 MW de potência instalada de biodigestão anaeróbia (biogás) até 2040. Porém, esse potencial não saiu do papel até agora. No caso das usinas de recuperação energética, por exemplo, há somente uma em construção, em Barueri (SP)”, explicou. Para mudar esse cenário, Schmitke destacou a importância de uma regulação que contemple essas tecnologias. “ A ABREN contribuiu recentemente com o Projeto de Lei (PL 3.311/2025), que institui o Programa Nacional do Metano Zero, atualmente em tramitação no Senado. Esse PL pode abrir caminho para a viabilização das usinas de recuperação energética de resíduos sólidos urbanos no país, além de reduzir as emissões de metano ”. O presidente da ABREN explicou, ainda, que o Programa Nacional do Metano Zero é urgente para o Brasil, pois os maiores aumentos relativos das emissões de metano entre 2005 e 2020 correspondem à disposição de resíduos sólidos, com uma alta de 52%. Durante o debate, especialistas de diversos países discutiram ainda as diferentes possibilidades de a União Europeia (UE) e a América Latina e o Caribe (ALC) colaborarem na redução das emissões de metano. Na ocasião, foram apresentados resultados preliminares de um estudo comparativo sobre as emissões de metano nos setores de energia, agricultura e resíduos em seis países latino-americanos, com apoio da União Europeia. As discussões destacaram oportunidades de mitigação setorial, convergência regulatória e cooperação UE–ALC, baseando-se em boas práticas e abordagens inovadoras já em desenvolvimento na região. O diálogo explorou, ainda, medidas práticas para fortalecer os sistemas de monitoramento, alinhar marcos regulatórios e mobilizar investimentos, oferecendo uma plataforma para orientar futuras ações conjuntas de redução do metano. Além de Yuri Schmitke, o evento contou com a participação de Aminta Estrada Leyva , pesquisadora do SEI América Latina, Carlos Álvarez , Oficial de Políticas Internacionais na Direção-Geral de Energia da Comissão Europeia, Cristina Lobillo , diretora da Divisão de Segurança Energética e Relações Internacionais da Comissão Europeia, Efraim Hernández , pesquisador do SEI América Latina, Henrique Bezerra , líder regional para a América Latina no Global Methane Hub, Jaime Giazomozzi , oficial de Mudança Climática no Office of Agricultural Studies and Policies, Javier Rodríguez Dueñas , consultor técnico no RAP Llanos – Biocarbono, Leonardo Augusto Tamayo , coordenador do grupo upstream do Ministério de Minas e Energia da Colômbia, Marco Jano , diretor adjunto de pesquisa da IDEA, Riley Duren , CEO e fundador da Carbon Mapper, e Yudi Yepes , pesquisadora do SEI América Latina. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma entidade nacional, sem fins lucrativos, que tem como missão promover a interlocução entre a iniciativa privada e as instituições públicas, nas esferas nacional e internacional, e em todos os níveis governamentais. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos de recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar por soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de uma indústria sustentável e integrada de tratamento de resíduos sólidos no Brasil. A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. O Presidente Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, é o atual Vice-Presidente LATAM do Global WtERT e Presidente do WtERT – Brasil. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram e YouTube da associação. ABREN discute a redução das emissões de metano durante a X Semana de Energia da OLADE, no Chile
- Solis celebra 20 anos com novos inversores híbridos e aposta no futuro do armazenamento de energia no Brasil
A fabricante global de inversores fotovoltaicos Solis completa em 2025 duas décadas de atuação no mercado de energia solar e aproveita a marca histórica para reforçar sua presença no Brasil. Solis celebra 20 anos com novos inversores híbridos e aposta no futuro do armazenamento de energia no Brasil Reconhecida como a terceira maior fabricante mundial de inversores e líder no segmento residencial segundo a Bloomberg, a empresa aposta em inovação para atender um setor que vive uma nova fase: a era dos sistemas híbridos e de armazenamento de energia . Em entrevista exclusiva ao EnergyChannel , os executivos Lucas e Thiago , da equipe da Solis no Brasil, destacaram os lançamentos mais recentes, as perspectivas para o mercado nacional e os diferenciais da empresa no atendimento a integradores e clientes finais. Energia solar em ciclos: do off-grid ao armazenamento Segundo os representantes da empresa, a evolução da geração fotovoltaica ocorre em ciclos. O primeiro, marcado pelos sistemas off-grid , deu lugar ao modelo on-grid , que se popularizou no Brasil graças à compensação de créditos de energia. Agora, o setor caminha para o terceiro ciclo: o armazenamento com baterias . “O armazenamento é a resposta natural aos desafios de conexão e de fluxo reverso na rede. Já vimos esse movimento em países como a Austrália e agora é a vez do Brasil. O inversor híbrido é a chave para essa nova etapa” , explica Lucas. Com os novos equipamentos, o consumidor pode não apenas gerar, mas também armazenar e gerenciar sua energia de forma inteligente , reduzindo perdas e aumentando a autonomia em momentos de pico de demanda ou falhas no fornecimento. Solis celebra 20 anos com novos inversores híbridos e aposta no futuro do armazenamento de energia no Brasil Inversores adaptados ao mercado brasileiro Durante a última edição da Intersolar South America , a Solis apresentou três novidades estratégicas: Inversor híbrido Split Phase (monofásico 127V/220V): desenvolvido especialmente para a realidade brasileira, atende regiões com diferentes padrões de tensão, reduzindo barreiras para integradores e consumidores. Inversor trifásico low voltage (7 a 10 kW): voltado para projetos residenciais e comerciais de médio porte, com recursos avançados como porta backup 3 em 1 e maior capacidade de sobrecarga. Inversor híbrido de 75 a 125 kW: solução robusta para aplicações industriais e comerciais de grande porte, com compatibilidade para integração a geradores. Thiago reforça que os produtos são resultado de pesquisas junto ao mercado nacional: “A Solis escuta instaladores e clientes para adaptar tecnologias globais à realidade local. O Split Phase, por exemplo, nasceu dessa necessidade de atender cidades brasileiras com tensões distintas” . Casos reais: da residência ao agronegócio A versatilidade dos sistemas híbridos já se comprova em projetos no país. Um exemplo é a instalação realizada para o ex-jogador Denílson , que enfrentava quedas frequentes de energia em sua residência em São Paulo. Com inversores híbridos e baterias, passou a contar com até seis horas de backup, além de continuar economizando na conta de luz. No setor produtivo, indústrias de beneficiamento de café e granjas também têm adotado a tecnologia para evitar perdas milionárias causadas por interrupções na energia elétrica. “Em um caso, o cliente perdia R$ 200 mil por mês por conta de falhas no fornecimento. O sistema híbrido eliminou o problema, oferecendo segurança e estabilidade” , afirma Thiago. Campanha de 20 anos: prêmios e incentivo aos integradores Para celebrar os 20 anos de trajetória, a Solis lançou uma campanha promocional que vai até janeiro de 2026. Integradores que registrarem suas compras no período concorrerão a prêmios mensais, incluindo inversores híbridos , e a três carros zero quilômetro no sorteio final. “Queremos que os integradores cresçam junto com a Solis. É uma forma de reconhecer quem está na linha de frente da transição energética no Brasil” , ressalta Lucas. O futuro: consultoria em energia e personalização Com a chegada dos sistemas híbridos, os especialistas da Solis destacam que o papel do integrador passa a ser mais consultivo. Em vez de apenas dimensionar um sistema on-grid, será necessário entender os hábitos de consumo e as necessidades específicas de cada cliente. “Estamos entrando em um novo ciclo, no qual o inversor deixa de ser apenas o coração do sistema fotovoltaico e passa a ser também o cérebro da gestão de energia. O integrador será cada vez mais um consultor de soluções energéticas” , conclui Thiago. Solis celebra 20 anos com novos inversores híbridos e aposta no futuro do armazenamento de energia no Brasil
- China ergue “Grande Muralha Solar” no Deserto de Kubuqi e alia energia limpa a reflorestamento
EnergyChannel – 03/10/2025 – A China acaba de dar mais um passo ousado em sua transição energética com a construção da chamada “Grande Muralha Solar” , um projeto que une geração de energia renovável em larga escala com recuperação ambiental em uma das regiões mais áridas do país. Localizado no Deserto de Kubuqi, na Mongólia Interior , o empreendimento já se estende por mais de 400 quilômetros e, até 2030, poderá alcançar a impressionante marca de 100 GW de capacidade instalada . China ergue “Grande Muralha Solar” no Deserto de Kubuqi e alia energia limpa a reflorestamento Energia e meio ambiente lado a lado Diferente das tradicionais usinas solares, a “Grande Muralha Solar” foi concebida como uma solução integrada. Os painéis fotovoltaicos não apenas produzem energia limpa, mas também funcionam como barreira contra a desertificação. A tecnologia aplicada inclui irrigação por gotejamento alimentada a energia solar , cultivo de vegetação sob as estruturas e reuso de água proveniente de minas locais . Essa combinação tem um objetivo claro: regenerar o solo degradado e estabilizar dunas móveis, que representam risco para comunidades e áreas agrícolas próximas. Impacto socioeconômico e ambiental O projeto não se limita à geração de eletricidade. Segundo autoridades locais, a iniciativa deve impulsionar empregos verdes, fomentar o desenvolvimento regional e criar novas cadeias de valor ligadas ao setor de energias renováveis. Além disso, a recuperação ambiental pode transformar o deserto em um território produtivo, abrindo espaço para atividades agroecológicas e novas formas de uso sustentável da terra. Um marco global em energia limpa Com a meta de atingir 100 GW até o final da década , a “Grande Muralha Solar” tem potencial para se tornar uma das maiores infraestruturas renováveis do mundo. O projeto simboliza não apenas a aposta da China em energia solar , mas também sua estratégia de enfrentar simultaneamente os desafios climáticos e ambientais. Especialistas destacam que a iniciativa pode servir de modelo internacional, especialmente para países que enfrentam processos de desertificação e escassez hídrica . China ergue “Grande Muralha Solar” no Deserto de Kubuqi e alia energia limpa a reflorestamento
- Câmara analisa criação do Operador Nacional do Sistema de Combustíveis
Brasília — 3 de outubro de 2025 – A Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados deu mais um passo no debate sobre o Projeto de Lei 1923/2024 , que propõe a criação do Operador Nacional do Sistema de Combustíveis (ONSC) , entidade que seria responsável por monitorar e dar maior transparência à cadeia de abastecimento de combustíveis no Brasil. Câmara analisa criação do Operador Nacional do Sistema de Combustíveis Durante a reunião desta quarta-feira (1º), o parecer do relator foi apresentado, mas a votação acabou adiada após um pedido de vista coletiva, recurso regimental que concede prazo adicional para análise do texto antes da deliberação final em Plenário. O presidente da CME, deputado Diego Andrade (PSD-MG) , destacou a relevância da proposta e defendeu que a tramitação seja acelerada: “Esta presidência apoia o projeto e faz apelo ao deputado Hugo Motta (presidente da Câmara) para que a matéria seja pautada e votada em breve”, afirmou Andrade. ONSC ganha força em meio a investigações sobre mercado clandestino A proposta ganhou visibilidade nas últimas semanas após a deflagração das operações Carbono Oculto e Cadeia de Carbono , da Polícia Federal, que investigam esquemas de comercialização ilegal de combustíveis supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) . Segundo parlamentares favoráveis ao PL, a criação do ONSC pode ajudar a reduzir práticas ilícitas, aumentar a transparência no setor e fortalecer a segurança energética do país . Próximos passos Com o pedido de vista, o texto deve voltar à pauta da CME nas próximas sessões. Caso seja aprovado, seguirá para análise em outras comissões temáticas antes de ser apreciado no Plenário da Câmara. O setor de energia e combustíveis acompanha de perto a tramitação do projeto, que poderá criar um novo marco institucional para o monitoramento da cadeia de derivados no Brasil. Câmara analisa criação do Operador Nacional do Sistema de Combustíveis
- SolaX Power e Ourolux promovem treinamento virtual e gratuito sobre armazenamento de energia
Por Simone Cesário - Assessoria de Imprensa da SolaX Power Foto: O treinamento focará nas principais inovações tecnológicas voltadas aos sistemas de armazenamento de energia Desde 2024, a SolaX Power tem como uma de suas missões levar ao integrador solar conhecimento para que possa aproveitar o potencial do mercado de armazenamento de energia que está em ascensão no Brasil, motivado, dentre outros fatores, pela demanda da população em relação à segurança energética, já que os apagões e interrupções do fornecimento estão cada vez mais frequentes em todas as regiões brasileiras. Com esse intuito, além das capacitações presenciais, a SolaX também oferece esse conhecimento de forma virtual. O próximo treinamento virtual já tem data: será no dia 06 de outubro, às 15 horas, e acontece em parceria com a Ourolux. Os participantes poderão conhecer e receber todas as informações técnicas acerca das principais inovações tecnológicas mundiais voltadas ao armazenamento de energia. As inscrições são gratuitas pelo link Microsoft Virtual Events Powered by Teams “Os treinamentos virtuais se configuram como uma proposta de ampliar o conhecimento que a SolaX oferece aos profissionais que empreendem no setor de energia solar de todo o país. O potencial é enorme, os preços das baterias estão com expectativa de queda, o que também facilita o acesso a esses equipamentos, e o sistema elétrico brasileiro tem se mostrado cada vez mais instável, cenário que potencia a demanda pelas baterias. Contudo, esses profissionais precisam estar preparados para aproveitar o momento e reverter de forma positiva para seu negócio”, enfatiza o gerente de marketing da SolaX Power, Valdo Mendes. Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. SolaX Power e Ourolux promovem treinamento virtual e gratuito sobre armazenamento de energia
- Livro 6G na Sexta, lançado no Futurecom 2025, provoca reflexão sobre o futuro da conectividade
Assinado pelos autores Wilson Cardoso, Alberto Boaventura, Vinicius Caram e Hermano Pinto, a publicação reúne 59 artigos publicados desde março de 2024 como um exercício coletivo de futurologia e imaginação tecnológica. Livro 6G na Sexta, lançado no Futurecom 2025, provoca reflexão sobre o futuro da conectividade O livro foi publicado pela Editora Pontes e patrocinado pela FITec - Fundação para Inovações Tecnológicas, com prefácio de Juarez Quadros do Nascimento, ex-ministro das Comunicações, ex-presidente da Anatel e atual presidente do Conselho Curador da instituição. O livro terá distribuição gratuita em eventos de telecomunicação e será distribuído para universidades, institutos de P,D&I, escolas técnicas e associações de classe em TICs. Mais do que um registro técnico sobre a evolução das redes móveis, o livro 6G na Sexta, lançado nesta semana na Futurecom 2025, apresenta-se como uma verdadeira provocação intelectual sobre o futuro da conectividade no Brasil e no mundo. Escrita por especialistas com décadas de experiência em telecomunicações – Wilson Cardoso, Alberto Boaventura, Vinicius Caram e Hermano Pinto - a obra não apenas reúne conhecimento consolidado, mas oferece as bases para compreender, questionar e participar da construção de um futuro em que a conectividade será cada vez mais decisiva. O livro reúne 59 artigos publicados desde março de 2024 no projeto homônimo, que nasceu como um exercício coletivo de futurologia e imaginação tecnológica. Cada texto foi inspirado em tendências emergentes, pesquisas de ponta e reflexões vindas dos principais centros globais de inovação. Ao propor debates sobre cenários ainda incertos, os autores reforçam que “fazer futurologia é, por natureza, um ato de ousadia”: olhar além do horizonte, mesmo diante do nevoeiro das incertezas. “A ideia é dar sequência à essas reflexões até 2030, quando deve ser lançado o 6G no Brasil”, antecipa Wilson Cardoso, um dos autores da publicação. Do 2G ao 6G Ao longo de suas páginas, a obra percorre a trajetória das redes móveis e seus impactos sociais e econômicos. Do 2G, que popularizou as mensagens de texto, ao 5G, que inaugura uma nova era de conectividade em tempo real, cada salto tecnológico transformou setores inteiros da economia, da saúde à educação, da indústria ao entretenimento. Agora, diante da chegada do 6G, o desafio é compreender não apenas as promessas, mas também as consequências dessa nova fronteira.A publicação se consolida, assim, como um convite à reflexão e ao debate sobre o papel de cada indivíduo e instituição na construção desse futuro. Entre cenários de inovação, riscos e oportunidades, a obra busca inspirar profissionais, acadêmicos, gestores e cidadãos a enxergar além da tecnologia: compreender como a conectividade moldará a sociedade nas próximas décadas. Wilson Cardoso, autor do livro 6G na Sexta Divulgação - foto de arquivo pessoal O livro chama atenção para a complexidade dessa transformação: a infraestrutura necessária exigirá avanços em materiais, energia e arquitetura de redes; a integração com inteligência artificial e computação quântica levanta questões éticas e de governança; e a hiperconectividade pode tanto ampliar desigualdades digitais quanto demandar novos modelos de segurança cibernética e regulamentações inéditas. Também está em pauta o impacto ambiental, que precisa ser considerado para que o progresso não comprometa a sustentabilidade.Um dos autores, Wilson Cardoso, destaca três importantes pontos da que a publicação traz: uma visão tecnológica do que pode vir a ser o 6G; informações para a construção de políticas públicas para o desenvolvimento 6G para a inserção do Brasil no ecossistema global 6G e no uso do sistema no país futuramente. Os quatro autores, embora atuem em telecomunicações, o fazem em diferentes áreas, o que permite um trabalho ao mesmo tempo crítico e de consenso. Tentamos fazer uma associação tecnológica com o momento em que estamos escrevendo, mesclando o dia a dia com o futuro que pode ter cada nova tecnologia”, diz. Cenário atual Outro ponto de destaque é a dimensão geopolítica. O 6G surge em um cenário marcado por disputas em torno da infraestrutura digital, da soberania dos dados e do controle das redes. O domínio tecnológico pode se tornar um instrumento de influência e poder, afetando não apenas mercados, mas também direitos civis, liberdade de expressão e autonomia das nações.Mais do que um panorama técnico, 6G na Sexta apresenta-se como uma plataforma de reflexão sobre a relação entre conectividade, ética, diplomacia e governança global. O futuro das redes não será apenas tecnológico — será humano, estratégico e profundamente transformador. José Luis De Souza, CEO da FITec, destaca a importância de patrocinar a iniciativa que se insere nos objetivos da instituição de compartilhar conhecimento com a sociedade, razão pela qual o livro será distribuído gratuitamente para universidades, institutos de P,D&I, escolas técnicas e associações de classe em TICs. “Trata-se de uma obra que transmite, desde já, o que o futuro próximo nos trará no mundo da tecnologia”, disse. Jose Luis Oliveira de Souza, Ceo da FITec Divulgação - foto forecida pela FITec Sobre os autores Wilson Cardoso – PhD pelo MIT e com MBA pela Duke University e FGV, possui quase 40 anos de experiência em telecomunicações em empresas como Siemens e Nokia. Atualmente é Assessor Técnico em TIC no SENAI-SP, com atuação internacional na Alemanha, Singapura e Colômbia. É Membro Sênior do IEEE e detentor de duas patentes internacionais em tecnologias disruptivas. Alberto Boaventura – Engenheiro de Telecomunicações (UFF), Mestre em Engenharia Elétrica (PUC-Rio) e com MBA em Finanças Corporativas (IBMEC). Com mais de 35 anos de experiência em empresas como Embratel, Ericsson, Oi e Deloitte, é reconhecido por sua atuação estratégica em redes e conectividade. Foi Coordenador do Comitê de Espectro do Projeto 5G Brasil e Deputy Chair do GSMA Latin America Technical & Terminals Working Group. Alberto Boaventura, autor do livro 6G na sexta Divulgação - foto de arquivo pessoal Vinicius Caram – Superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vice-Presidente da Comissão de Licitação do 5G e Coordenador da Comissão Brasileira de Comunicação (CBC2). Engenheiro eletricista, mestre em Engenharia de Telecomunicações e especialista em Governança e Regulação (ENAP), atua na Anatel desde 2011, com ampla experiência em regulamentação, espectro e infraestrutura. Vinicius Caram, autor do livro 6G na sexta Divulgação - foto de arquivo pessoal Hermano Pinto – Engenheiro eletricista (Poli-USP) e economista (FEA-USP), com mestrado em gestão empresarial pela Duke University (EUA). Atuou por 30 anos no Grupo Siemens, onde foi Presidente Mundial da Unidade de Negócios de Acesso sem Fio em Munique. Atualmente é Diretor Corporativo do grupo britânico Informa, responsável por Relações de Governo e Institucionais no Brasil, e também Diretor da FIESP na Divisão de Telecomunicações do DEINFRA. Hermano Pinto, autor do livro 6G na sexta Divulgação - foto de arquivo pessoal Livro 6G na Sexta, lançado no Futurecom 2025, provoca reflexão sobre o futuro da conectividade
- O Xadrez da Energia: O Jogo de Interesses Entre Quem Decide e Quem Lucra
Por Daniel Lima - ECOnomista O Xadrez da Energia: O Jogo de Interesses Entre Quem Decide e Quem Lucra Há um jogo silencioso sendo jogado nos bastidores da energia nacional. Um tabuleiro onde as peças não são torres e cavalos, mas cargos e interesses. Enquanto o cidadão comum instala um painel solar no telhado, sonhando com autonomia e sustentabilidade, há quem mova as peças para que esse sonho se torne cada vez mais caro, mais difícil, mais distante. A geração distribuída — essa ideia luminosa de descentralizar o poder da eletricidade — incomoda. Não por seus defeitos ou desafios técnicos, mas por sua ousadia política. Ela desafia o monopólio, rompe com a lógica vertical, e propõe um modelo onde o consumidor vira também produtor. E isso, para alguns, é intolerável. Nos corredores onde se decide o futuro da matriz energética, há vozes que ecoam com estranha sincronia. Elas falam de “distorções”, de “subsídios perniciosos”, de “ameaças ao mercado”. Curioso como essas vozes parecem vir sempre de bocas que, até ontem, estavam sentadas em mesas corporativas. Hoje, ocupam outras cadeiras, o crachá mudou, mas o discurso e os interesses permaneceram. Não se trata de teoria conspiratória, mas de uma constatação desconfortável: há uma simbiose entre quem decide e quem lucra. E quando essa simbiose se fortalece, o interesse coletivo enfraquece. A luz que deveria iluminar todos, começa a servir apenas aos que já vivem em palácios bem iluminados. Enquanto isso, o pequeno gerador solar, o dono da padaria, a agricultora que investiu em autonomia, o morador da periferia que acreditou no futuro limpo — esses continuam jogando com peças limitadas, num tabuleiro que já foi arranjado antes da partida começar. É preciso acender outra luz. Uma que revele os bastidores, que exponha os interesses travestidos de técnica, que garanta ao cidadão o direito de produzir sua própria energia sem ser tratado como ameaça. Porque quando o sol nasce, ele não escolhe telhado. Mas há quem tente controlar até o céu. O Xadrez da Energia: O Jogo de Interesses Entre Quem Decide e Quem Lucra











