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  • Energia solar supera a geração a gás na Califórnia em 2025

    Energia solar supera a geração a gás na Califórnia em 2025 A Califórnia vive um marco histórico na transição energética A energia solar na Califórnia  está alcançando um feito inédito em 2025: superar a geração a gás natural pela primeira vez em escala anual. O avanço reflete o investimento maciço do estado em usinas solares combinadas com sistemas de armazenamento em baterias , capazes de fornecer energia limpa mesmo após o pôr do sol. De acordo com dados recentes do California Energy Commission (CEC) , a produção solar, somada à energia eólica e ao armazenamento em larga escala, respondeu por mais da metade da eletricidade consumida no estado durante a maior parte deste ano. Essa virada consolida a Califórnia como um dos principais exemplos globais de descarbonização do sistema elétrico. Usinas híbridas e baterias impulsionam o equilíbrio da rede O diferencial californiano está na integração de tecnologias. As usinas solares com baterias de íon-lítio  têm garantido estabilidade à rede e reduzido a dependência do gás natural nos horários de pico, quando a demanda por eletricidade é mais alta. Esses sistemas de armazenamento permitem que a energia capturada durante o dia seja liberada à noite, suavizando as flutuações na geração e ajudando a conter os custos com gás, que subiram nos últimos anos devido à volatilidade global dos combustíveis fósseis. Segundo analistas do Energy Information Administration (EIA) , essa combinação tecnológica está tornando o modelo californiano uma referência para outros estados norte-americanos e países que buscam acelerar a transição energética. Redução de emissões e preços mais estáveis Além dos benefícios ambientais, o avanço da energia solar está trazendo alívio econômico aos consumidores . Com menos dependência de termelétricas a gás, os preços da eletricidade vêm se tornando mais previsíveis, reduzindo o impacto das variações do mercado internacional. A redução nas emissões também é significativa. Estimativas do California Air Resources Board  indicam que as emissões do setor elétrico devem cair até 12% em 2025, reforçando as metas do estado para atingir neutralidade de carbono até 2045 . O futuro da energia solar na Califórnia e no mundo Com o sucesso do modelo híbrido, especialistas acreditam que a energia solar na Califórnia  continuará crescendo exponencialmente na próxima década, especialmente com o avanço de tecnologias como baterias de fluxo e sistemas de armazenamento térmico. Esse movimento reforça a posição da Califórnia como laboratório global da transição energética , mostrando que políticas públicas consistentes, incentivos fiscais e inovação tecnológica podem transformar o setor elétrico em tempo recorde. Conclusão A virada da energia solar sobre o gás natural na Califórnia  não é apenas um marco regional, mas um símbolo do que vem pela frente na matriz energética mundial. A combinação de geração renovável, armazenamento e políticas de incentivo  está pavimentando o caminho para uma nova era de energia limpa, acessível e resiliente. Energia solar supera a geração a gás na Califórnia em 2025

  • CURTAILMENT NO BRASIL: A QUEBRA DE CONTRATO SILENCIOSA E A URGÊNCIA DE SOLUÇÕES ESTRUTURAIS

    Por Arthur Oliveira Acompanho com preocupação o avanço do curtailment no setor elétrico brasileiro. O que deveria ser uma exceção operacional tornou-se rotina. CURTAILMENT NO BRASIL: A QUEBRA DE CONTRATO SILENCIOSA E A URGÊNCIA DE SOLUÇÕES ESTRUTURAIS O que era um instrumento de segurança virou um problema bilionário, ameaçando a viabilidade de projetos de energia renovável. O cenário é claro: estamos diante de uma quebra contratual silenciosa, onde geradores que cumpriram todas as obrigações são penalizados por falhas de infraestrutura que não lhes pertencem. O paradoxo é evidente: o Brasil, dono de uma das matrizes mais limpas do mundo, desperdiça energia solar e eólica porque a infraestrutura de transmissão não acompanhou o ritmo de expansão da geração. Os cortes compulsórios determinados pelo ONS, embora necessários à estabilidade do sistema, revelam uma falha estrutural de planejamento que não pode ser repassada apenas aos geradores. Defendo uma posição clara: os geradores devem ser remunerados. Os investidores cumpriram suas obrigações, obtiveram outorgas, conectaram-se à rede conforme os procedimentos e investiram bilhões de reais. O Estado, por meio de leilões e políticas de incentivo, prometeu um ambiente regulatório estável  e não pode agora transformar um erro de planejamento em um “risco de negócio”. O PARADOXO DA ABUNDÂNCIA: A DIMENSÃO DO CURTAILMENT NO BRASIL Os dados ilustram a gravidade da crise. Em um cenário de abundância de recursos, o país é forçado a descartar uma parcela significativa de sua produção. FONTE DE GERAÇÃO CORTES TOTAIS (SET/2025) DETALHAMENTO DOS CORTES PRINCIPAIS ESTADOS AFETADOS VOLUME DESPERDIÇADO (GW MÉDIOS) EÓLICA 24,1% 13,5% (Razões Energéticas) e 9,9% (Confiabilidade) CE, RN, PE 5,15 SOLAR 36,4% 22,9% (Razões Energéticas) e 11,3% (Confiabilidade) BA, MG, PI 1,88 Tabela 1 – Síntese dos dados de curtailment em setembro de 2025 (Fonte: FSET). Entre 2022 e 2025, os cortes médios saltaram de 51 MWm para 3.256 MWm, um crescimento superior a 6.000%. As perdas acumuladas desde 2021 já superam R$ 6,9 bilhões, configurando o que alguns  chamam de “apagão financeiro” das renováveis. A RAIZ DO PROBLEMA: FALHA DE PLANEJAMENTO, NÃO DE GERAÇÃO O curtailment não é excesso de geração, mas déficit de infraestrutura. A falha está na assimetria do planejamento setorial enquanto a capacidade de geração cresceu, as obras de transmissão e as subestações não acompanharam. A ausência de coordenação entre MME, EPE, ONS e CCEE agravou o descompasso entre a expansão da oferta e a capacidade da rede. Devo citar que a inclusão da geração distribuída (GD) nos cortes de curtailment não resolverá o problema tampouco reduzirá o impacto sobre a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A GD, por sua natureza pulverizada e conectada às redes de baixa tensão, não tem escala operacional para aliviar restrições sistêmicas de transmissão ou grandes sobrecargas na rede básica. Pelo contrário, aplicar curtailment à GD seria ineficaz, tecnicamente complexo e socialmente inviável. A verdadeira solução passa pela revisão  criteriosa dos benefícios econômicos concedidos à micro e minigeração distribuída, de forma a reduzir distorções e redistribuir os custos sistêmicos de maneira mais justa, sem comprometer a expansão sustentável do setor. A experiência chinesa mostra o caminho: diante de 15% de curtailment, o país investiu US$ 88 bilhões por ano em transmissão, reduzindo o problema a menos de 3% em 2023. A lição é simples: geração e rede devem crescer juntas. OS RISCOS CONTRATUAIS E O IMPACTO SOBRE O MERCADO LIVRE No Brasil, o impacto não se limita aos geradores. O mercado livre de energia começa a sentir o reflexo do curtailment em contratos de longo prazo, especialmente nos casos de autoprodução e PPA corporativo. A energia não entregue, ainda que por imposição do ONS, gera descasamento financeiro e ameaça a previsibilidade dos compromissos assumidos entre geradores e consumidores. Se o problema persistir, o país pode assistir a uma escalada de disputas judiciais e arbitragem, minando a confiança em um dos pilares da modernização do setor elétrico. SOLUÇÕES TÉCNICAS: REMUNERAÇÃO VIA ESS E PROLONGAMENTO DE BENEFÍCIOS O custo já existe a questão é quem deve arcá-lo. Defendo duas medidas de reequilíbrio: Remuneração via Encargos de Serviços de Sistema (ESS): os ESS cobrem custos de segurança sistêmica. As usinas renováveis, ao serem obrigadas a parar para preservar o equilíbrio da rede, prestam um serviço ao sistema. Logo, o pagamento via ESS é justo e técnico, distribuindo o custo entre todos os beneficiários da estabilidade energética. Prolongamento do período de benefícios das fontes incentivadas: estender o desconto de TUSD/TUST por mais tempo compensaria as perdas de receita dos geradores sem gerar impacto tarifário imediato, restaurando parcialmente o valor presente líquido (VPL) dos projetos. CONCLUSÃO A crise do curtailment é um problema de infraestrutura e regulação, não de geração.  Persistir nessa situação significa punir quem investe e destruir a segurança jurídica do setor. O Brasil precisa adotar soluções estruturais como a remuneração via ESS e o prolongamento de benefícios e acelerar a expansão da rede.  De qualquer modo, alguém irá pagar a conta. Seja o Consumidor Livre através do aumento direto no preço do MWh ou através do Encargo de Serviços do Sistema.  Somente assim a abundância de energia limpa deixará de ser sinônimo de desperdício e passará a representar o verdadeiro potencial de desenvolvimento sustentável do país. CURTAILMENT NO BRASIL: A QUEBRA DE CONTRATO SILENCIOSA E A URGÊNCIA DE SOLUÇÕES ESTRUTURAIS

  • Geração mundial de energia renovável ultrapassa o carvão pela primeira vez na história

    No primeiro semestre de 2025, a energia solar e eólica impulsionaram um marco histórico: as fontes renováveis superaram o carvão na produção global de eletricidade. Geração mundial de energia renovável ultrapassa o carvão pela primeira vez na história A geração mundial de energia renovável superou o carvão pela primeira vez em 2025, segundo a Ember. Crescimento da solar e eólica indica virada histórica na matriz elétrica global. Energia renovável ultrapassa o carvão em geração global pela primeira vez Geração mundial de energia renovável ultrapassa o carvão pela primeira vez na história De acordo com o relatório Global Electricity Review Mid-Year Insights 2025 , publicado pela Ember , a geração mundial de energia renovável  atingiu 5.072 TWh  no primeiro semestre de 2025 um aumento de 7,7% (ou 363 TWh)  em relação ao mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, a geração a carvão caiu 31 TWh , totalizando 4.896 TWh , marcando a primeira vez em que as fontes limpas superam o carvão  na história da eletricidade global. Com isso, a participação das renováveis no total de eletricidade produzida no mundo subiu de 32,7% para 34,3% , enquanto o carvão recuou de 34,2% para 33,1% . Solar e eólica impulsionam o crescimento da eletricidade limpa O avanço das energias solar e eólica  foi decisivo para essa virada.A demanda global por eletricidade  aumentou 2,6%  no primeiro semestre de 2025, equivalente a um acréscimo de 369 TWh  — mas a energia solar sozinha respondeu por 83% desse crescimento , gerando 306 TWh , um salto de 31%  sobre o ano anterior. Já a geração eólica  cresceu 97 TWh  (alta de 7,7%), consolidando-se como uma das principais fontes do mix elétrico global. “Estamos vendo os primeiros sinais de uma reviravolta crucial”, afirma Malgorzata Wiatros-Motyka, analista sênior de eletricidade da Ember.“A energia solar e eólica estão crescendo rápido o suficiente para atender ao crescente apetite mundial por eletricidade. Isso marca o início de uma mudança em que a energia limpa está acompanhando o crescimento da demanda.” Combustíveis fósseis perdem espaço no mix global A geração de combustíveis fósseis  como um todo teve uma leve queda de 27 TWh  no semestre.A redução foi puxada por China  e Índia , enquanto Estados Unidos  e União Europeia  apresentaram pequenos aumentos. Esse equilíbrio mostra que, embora ainda exista demanda por geração térmica, a tendência de longo prazo aponta para uma desaceleração estrutural dos fósseis , com as renováveis assumindo papel central na transição energética global. Um marco simbólico e estratégico para o futuro da energia O feito de 2025 é considerado um divisor de águas .Especialistas avaliam que o ritmo de expansão da energia solar e eólica deve continuar acelerado nos próximos anos, impulsionado por investimentos, inovação tecnológica e políticas de descarbonização  em diversas regiões do planeta. A Ember destaca que esse é apenas o início de uma mudança estrutural no sistema elétrico global , que tende a reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis e abrir caminho para um modelo energético mais sustentável, resiliente e acessível. Imagem de destaque:  Geração global de energia renovável supera o carvão pela primeira vez na história (Fonte: Ember) Geração mundial de energia renovável ultrapassa o carvão pela primeira vez na história

  • THOR Industries apresenta novo motorhome híbrido plug-in de luxo com autonomia total de até 724 km

    A THOR Industries lançou o Embark , novo motorhome híbrido plug-in Classe A da Entegra Coach, com autonomia elétrica de 178 km e total de até 724 km. O veículo combina luxo, sustentabilidade e tecnologia em uma nova era para os veículos recreativos. THOR Industries apresenta novo motorhome híbrido plug-in de luxo com autonomia total de até 724 km A THOR Industries , líder mundial na fabricação de veículos recreativos, apresentou oficialmente o Embark , seu primeiro motorhome híbrido plug-in (PHEV)  Classe A, desenvolvido pela subsidiária Entegra Coach . O lançamento marca um passo decisivo da empresa rumo à eletrificação do setor de turismo sobre rodas, combinando desempenho, eficiência energética e conforto premium. Plataforma elétrica exclusiva e autonomia estendida Construído sobre uma plataforma elétrica de 800 volts  desenvolvida em parceria com a Harbinger Motors , o Embark é fruto de uma colaboração iniciada em 2022. O sistema incorpora uma bateria central de 140 kWh , que garante autonomia 100% elétrica de até 178 km , ideal para deslocamentos curtos e viagens regionais. Para trajetos mais longos, o modelo conta com um extensor de autonomia a gasolina de baixa emissão , elevando o alcance total para 724 km uma inovação que oferece ao viajante liberdade sem comprometer a sustentabilidade. Carregamento rápido e energia bidirecional Graças à arquitetura de 800 V, o motorhome suporta carregamento rápido em estações DC , reduzindo significativamente o tempo de recarga. O Embark também pode ser carregado em tomadas convencionais de campings e residências, além de funcionar como fonte de energia reserva , capaz de alimentar uma casa em situações de emergência um conceito alinhado à tendência de veículos com função V2H (vehicle-to-home) . Segurança e conforto de ponta Entre os recursos de segurança, o Embark traz câmera de ré com trajetória dinâmica , sensores ultrassônicos de colisão frontal e traseira  e monitoramento de pressão dos pneus em tempo real , elevando o padrão de segurança na categoria de motorhomes de luxo. “O futuro da mobilidade, incluindo o estilo de vida RVing, será fortemente moldado pela eletrificação”, destacou Bob Martin , CEO da THOR Industries. “O Embark representa um marco de inovação e reforça o compromisso da THOR em oferecer soluções de mobilidade mais limpas e eficientes.” Lançamento comercial e testes com consumidores A produção completa do Embark está prevista para 2026 , mas o modelo já pode ser encomendado  por consumidores e frotistas. Antes do início das entregas, unidades serão disponibilizadas para locação pela THL , permitindo que viajantes experimentem o veículo e forneçam feedback direto à Entegra Coach. Segundo Ken Walters , CEO da Jayco (empresa controladora da Entegra), os testes de uso real serão fundamentais para aprimorar o produto. “Queremos garantir que o Embark ofereça tudo o que nossos clientes esperam de um motorhome Entegra Coach: conforto, confiabilidade e inovação.” O futuro dos motorhomes: eletrificação e experiência Com o Embark, a THOR Industries reafirma sua liderança no avanço tecnológico dos veículos recreativos. O modelo simboliza uma nova geração de motorhomes inteligentes e sustentáveis , prontos para um mercado cada vez mais atento à eficiência energética e à redução de emissões. THOR Industries apresenta novo motorhome híbrido plug-in de luxo com autonomia total de até 724 km

  • Petrobras entra no jogo da importação do gás argentino, de olho na competitividade

    A Petrobras avalia importar gás natural da Argentina para reduzir custos e fortalecer a competitividade do setor energético brasileiro. Entenda o impacto estratégico dessa medida para o mercado de gás no Cone Sul. Petrobras entra no jogo da importação do gás argentino, de olho na competitividade Integração energética avança entre Brasil e Argentina A Petrobras confirmou seu interesse em participar das negociações para importar gás natural da Argentina , movimento que pode redefinir o equilíbrio energético no Cone Sul. A decisão surge em um momento em que o Brasil busca diversificar suas fontes de suprimento  e reduzir custos  em meio à transição energética global. A importação seria viabilizada por meio do Gasoduto Presidente Néstor Kirchner (GPNK) , que conecta o campo de Vaca Muerta uma das maiores reservas de gás não convencional do mundo às regiões centrais da Argentina. O projeto tem potencial para ampliar o fluxo de gás até o Brasil , integrando os mercados e aumentando a competitividade do gás natural  frente a outras fontes de energia. Petrobras busca reduzir custos e ampliar margens de eficiência De acordo com executivos da estatal, a importação de gás argentino permitiria reduzir o preço médio do insumo  para indústrias e geradoras de energia, especialmente no Sul do Brasil. Atualmente, boa parte do gás importado vem da Bolívia, cujos volumes têm diminuído progressivamente. A entrada da Petrobras nesse mercado  indica um novo ciclo de cooperação energética na América do Sul, impulsionado pela infraestrutura existente e por investimentos em expansão do transporte de gás entre os países. “A estratégia é fortalecer a segurança energética nacional e criar condições mais competitivas para a indústria brasileira”, afirmou uma fonte ligada à companhia. Transição energética e oportunidades regionais O movimento da Petrobras ocorre em paralelo ao avanço de políticas regionais de integração energética e descarbonização , que buscam valorizar recursos naturais com menor impacto ambiental. O gás natural, apesar de fóssil, tem sido considerado combustível de transição uma ponte entre o carvão e as fontes renováveis. Para a Argentina, a exportação representa uma nova frente de receita  e um incentivo à consolidação de Vaca Muerta como hub de gás natural para a América do Sul . Já para o Brasil, pode significar menor dependência de contratos bolivianos  e mais estabilidade no abastecimento. Desafios de infraestrutura e regulação Apesar do otimismo, especialistas alertam que ainda há barreiras logísticas e regulatórias  a superar. A conexão entre os sistemas de transporte de gás dos dois países requer novos investimentos, além de alinhamento regulatório entre as agências nacionais de energia. Mesmo assim, o cenário é promissor. Com o avanço dos acordos bilaterais e o interesse da Petrobras, a importação de gás argentino pode se tornar realidade já nos próximos anos , inaugurando uma nova era de cooperação energética no continente. Conclusão: um passo estratégico para a competitividade energética A entrada da Petrobras no mercado de importação de gás argentino  sinaliza uma mudança de paradigma na estratégia energética brasileira. O movimento reforça o papel do Brasil como ator-chave na integração energética sul-americana  e aponta para um futuro em que competitividade, segurança e sustentabilidade  caminham juntas. Petrobras entra no jogo da importação do gás argentino, de olho na competitividade

  • Novas regras da Aneel para geração renovável redefinem classificação de complexos e descontos tarifários

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou novas regras para a classificação de complexos de geração renovável  e para a concessão de descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão (TUST) e distribuição (TUSD) . A medida busca coibir a fragmentação artificial de empreendimentos , prática que vinha sendo utilizada por alguns investidores para dividir grandes usinas em unidades menores e, assim, se enquadrar no limite de 300 MW estabelecido para obter incentivos tarifários. Novas regras da Aneel para geração renovável redefinem classificação de complexos e descontos tarifários A decisão do TCU e o impacto no setor renovável A revisão das normas ocorre após recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) , que identificou irregularidades em projetos que se beneficiavam indevidamente de descontos tarifários. Esses incentivos, criados originalmente para estimular a expansão das fontes renováveis no país, acabaram sendo explorados de forma indevida por meio da fragmentação proposital de usinas em várias unidades geradoras menores, cada uma registrada como se fosse um empreendimento independente. Com a nova regulamentação, a Aneel estabelece critérios mais rígidos para identificar quando empreendimentos pertencem a um mesmo complexo de geração . Essa avaliação considerará fatores como proximidade geográfica, compartilhamento de infraestrutura, contratos e titularidade  das empresas. O que muda com as novas regras As mudanças impactam diretamente a forma como os projetos de energia solar, eólica e de biomassa serão estruturados e registrados no país. A partir de agora, empreendimentos que compartilham estruturas de conexão ou administração  serão analisados como parte de um único complexo, mesmo que possuam CNPJs diferentes. A medida também busca garantir maior transparência  na aplicação dos descontos de TUSD e TUST , que reduzem o custo de escoamento da energia para os produtores. Os benefícios continuarão válidos para projetos enquadrados dentro das regras legais, mas o novo marco visa evitar distorções e proteger a competitividade do setor elétrico . Equilíbrio entre incentivo e integridade regulatória Especialistas do setor avaliam que as novas diretrizes trazem mais segurança jurídica e previsibilidade regulatória , ao mesmo tempo em que preservam os incentivos legítimos à geração limpa. A decisão é vista como um passo importante para o amadurecimento do mercado renovável brasileiro , especialmente diante da expansão acelerada de projetos solares e eólicos nos últimos anos. De acordo com a Aneel, a atualização da norma tem como objetivo “ assegurar que os benefícios tarifários sejam concedidos apenas a projetos que realmente se enquadrem nos critérios legais , evitando práticas que possam distorcer o equilíbrio competitivo entre os agentes do setor”. O futuro dos investimentos em energia renovável no Brasil Com as novas regras, investidores e desenvolvedores precisarão planejar com mais atenção a estruturação jurídica e técnica de seus empreendimentos . A tendência é que haja uma maior profissionalização no desenho dos projetos e uma consolidação de complexos de geração sob uma mesma gestão operacional. A expectativa é que, a médio prazo, a medida contribua para um ambiente mais equilibrado, transparente e eficiente , fortalecendo a confiança de investidores nacionais e estrangeiros no mercado de energia limpa do Brasil um dos mais promissores do mundo. Novas regras da Aneel para geração renovável redefinem classificação de complexos e descontos tarifários

  • Queda do Ibovespa reflete temor fiscal no Brasil e incerteza com shutdown nos EUA

    Mercado financeiro reage a tensões políticas e econômicas, com o dólar encerrando o dia em R$ 5,35 Queda do Ibovespa reflete temor fiscal no Brasil e incerteza com shutdown nos EUA O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa , registrou nesta terça-feira (7) sua maior queda em quase dois meses , em meio a um cenário de crescente preocupação com o equilíbrio fiscal do Brasil e à instabilidade política nos Estados Unidos, onde a possibilidade de uma paralisação do governo federal (shutdown) elevou a aversão global ao risco. O índice caiu 1,57%, fechando aos 141.356 pontos , marcando seu pior desempenho diário desde 19 de agosto, quando havia recuado 2,10%. O movimento foi impulsionado por uma combinação de fatores locais e internacionais, incluindo a votação da medida provisória que substitui o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) proposta considerada essencial pelo Ministério da Fazenda para reforçar a arrecadação e tentar equilibrar as contas públicas . Enquanto isso, o dólar subiu 0,75%, encerrando o dia cotado a R$ 5,35 , acompanhando a valorização da moeda americana em relação a outras divisas globais. O avanço reflete tanto o aumento da percepção de risco nos mercados emergentes quanto a busca de investidores por ativos considerados mais seguros, em meio ao impasse fiscal nos EUA. Cenário fiscal pressiona o mercado A falta de clareza sobre a trajetória das contas públicas brasileiras tem alimentado a desconfiança dos investidores. A equipe econômica tenta garantir receitas adicionais sem comprometer o crescimento, mas o debate político em torno das medidas de ajuste tem elevado a volatilidade no mercado. Segundo analistas, a credibilidade fiscal será determinante para a estabilidade dos ativos brasileiros  até o final do ano. Caso o governo não consiga aprovar medidas que sustentem o equilíbrio orçamentário, há risco de novas desvalorizações no mercado de capitais e na moeda brasileira. Incerteza internacional amplia a aversão ao risco No cenário externo, o impasse no Congresso norte-americano sobre a liberação de recursos para o orçamento federal ameaça provocar uma paralisação parcial das atividades do governo dos EUA , o que eleva a tensão nos mercados globais. A perspectiva de um “shutdown” alimenta a busca por segurança, reforçando a valorização do dólar e pressionando moedas e bolsas emergentes — como a brasileira. Impactos sobre o setor de energia e investimentos sustentáveis A queda do Ibovespa  também atinge companhias de energia listadas na B3, especialmente as que dependem de capital intensivo e condições de financiamento favoráveis. O aumento da aversão ao risco global tende a encarecer o custo de capital para projetos de energia limpa e infraestrutura sustentável , setores estratégicos para a transição energética brasileira. Mesmo assim, especialistas ressaltam que a demanda estrutural por investimentos verdes permanece sólida , o que pode criar oportunidades de médio prazo para empresas do setor energético e de sustentabilidade. O Ibovespa registrou sua maior queda em quase dois meses, caindo 1,57% em meio a temores fiscais no Brasil e à incerteza com o shutdown nos EUA. Dólar sobe para R$ 5,35. Queda do Ibovespa reflete temor fiscal no Brasil e incerteza com shutdown nos EUA

  • Veículos comerciais leves elétricos têm crescimento de 51% em 12 meses

    Mercado emplacou 1.652 comerciais leves de janeiro a setembro “Eletrificação das frotas corporativas ganha escala”, diz ABVE Em dois anos, crescimento foi ainda mais expressivo: 271% Veículos comerciais leves elétricos têm crescimento de 51% em 12 meses Num mês de novo recorde de vendas de veículos leves eletrificados em 2025, com 21.515 emplacamentos, o destaque ficou para os comerciais leves elétricos, que tiveram um crescimento expressivo de 51% de janeiro a setembro, em comparação com o mesmo período de 2024. De janeiro a setembro, o mercado comercializou 1.642 veículos comerciais leves eletrificados, contra 1.086 no mesmo período de 2024 (+51%). Essa evolução é especialmente significativa se comparada com os números de janeiro a setembro de 2023 (442). Em dois anos, o crescimento desse segmento do mercado foi de 271,5%. “A eletrificação das frotas corporativas começa a ganhar escala”, comentou o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “Essa é uma das principais tendências da mobilidade sustentável no país, e isso ficará cada vez mais nítido nos próximos meses”. “A mobilidade elétrica já começou a fazer parte das estratégias empresariais direcionadas à modernização de frotas e ao fortalecimento de cadeias logísticas mais limpas e inteligentes”, acrescentou. Os números indicam que as empresas de logística, distribuição e serviços vêm aderindo gradativamente aos veículos comerciais leves eletrificados. Esse processo é orientado pela redução de custos operacionais, pela eficiência energética e pelos compromissos com metas ESG. A evolução dessa tendência tem sido amplificada por iniciativas como a plataforma e-Fast Brasil, liderada pelo WRI Brasil. O programa reúne empresas, montadoras, operadores logísticos e gestores públicos com o objetivo de fomentar soluções sustentáveis e promover a descarbonização da mobilidade de carga nas cidades brasileiras.  A ABVE, que é apoiadora institucional da iniciativa, contribui com dados, estudos e articulações setoriais para acelerar a transição para frotas de comerciais leves eletrificadas. Setembro As vendas totais de veículos leves eletrificados em setembro (automóveis, SUVs e comerciais leves) mantiveram o ritmo forte que tem caracterizado a maioria dos meses de 2025. Os 21.515 emplacamentos do mês representam um aumento de 6,4% sobre agosto (20.222), o que sinaliza que a curva de crescimento se mantém estável e consistente ao longo do ano. Já em relação a setembro de 2024 (13.265), o crescimento foi ainda mais expressivo: 62%. Esses resultados refletem uma combinação de fatores, como o aumento da oferta de modelos, o fortalecimento da infraestrutura de recarga e o crescimento da confiança do consumidor na tecnologia dos eletrificados. A participação de mercado dos veículos leves eletrificados em setembro (market share) foi de 9,3% em relação ao total geral de vendas dos veículos leves no mês (231.370). Em setembro de 2024, essa participação era de 6%. A evolução confirma o crescimento consistente da fatia dos eletrificados dentro do setor automotivo brasileiro. De janeiro a setembro, o mercado de eletrificados leves chegou a 147.602 unidades vendidas, um crescimento de 20,4% sobre o mesmo período de 2024 (122.548). PLUG-IN Do total de vendas de eletrificados entre janeiro e setembro, 76% correspondem a veículos elétricos plug-in (BEV e PHEV), com 120.644 unidades. Em relação ao mesmo período do ano anterior (86.326), essas tecnologias apresentaram um crescimento de 40%. Dos 21.515 eletrificados vendidos em setembro de 2025, 76% foram elétricos plug-in (BEV e PHEV), enquanto 24% correspondem aos híbridos (HEV e HEV Flex). O resultado consolida o predomínio das tecnologias de recarga externa na preferência do comprador. Entre os fatores que impulsionam esse crescimento, destaca-se a chegada de novas montadoras ao mercado nacional, como Omoda Jaecoo, GAC, Geely e Zeekr, que ampliam a oferta com novos modelos. Além disso, fabricantes tradicionais, como a General Motors, também reforçaram seu portfólio, com lançamentos de veículos elétricos como o Spark. Entre os plug-in, os PHEV (híbridos plug-in) lideraram as vendas em setembro, com 8.194 unidades, ou 38% do total de eletrificados. Em relação a agosto (8.057), esse segmento teve um aumento leve de 1,7%. Já sobre setembro de 2024 (4.869), o crescimento foi de 68%. Os BEV 100% elétricos repetiram o desempenho robusto dos últimos meses e em setembro registraram vendas de 8.169 unidades, ficando também com 38% das vendas de eletrificados no mês. Sobre agosto (7.624), o crescimento dos BEV foi de 7%. E sobre setembro de 2024 (4.699), de expressivos 74%. Já os HEV e HEV Flex somaram 5.152 unidades em setembro, equivalentes a 24% do total de eletrificados do mês. Embora representem uma participação menor do mercado de eletrificados, os HEV continuam relevantes sobretudo em regiões onde a infraestrutura de recarga ainda está em fase de consolidação e em estados que oferecem isenção de IPVA para este tipo de tecnologia, como, por exemplo, São Paulo. Dentro desse grupo, os HEV (híbridos convencionais) responderam por 10,6% das vendas de eletrificados em setembro (2.285), com leve retração de 0,5% sobre agosto (2.296). Já em relação a setembro de 2024 o aumento foi de 85%. Os HEV Flex, alcançaram 2.867 unidades em setembro (13% do total de eletrificados do mês), com um aumento de 28% sobre agosto (2.245) e de 86% sobre setembro de 2024 (1.540).  Veículos leves eletrificados por tecnologia no Brasil em setembro de 2025: PHEV 194 (38,1%) BEV 169 (38,0%) HEV FLEX 867 (13,3%) HEV FLEX 285 (10,6%) TOTAL: 515 As vendas de micro-híbridos (MHEV) registram em setembro o total de 5.604 unidades, com aumento de 10,4% sobre agosto (5.075). Os MHEV 12V ficaram com 74,4% das vendas desse segmento (4.168), com aumento de 16% em relação a agosto (3.587). Já os MHEV 48V ficaram com os 25,6% restantes (1.436), registrando uma leve retração de 3,5% no comparativo com agosto (1.488). Ônibus Em setembro, o mercado registrou emplacamentos de 42 ônibus elétricos. Todos eles no estado de São Paulo, epicentro da eletrificação do transporte público no país. Na comparação com setembro de 2024, quando foram vendidos 6 modelos, o crescimento das vendas de ônibus elétricos atingiu 600%. Geografia da eletromobilidade A distribuição geográfica das vendas de veículos eletrificados no Brasil continua revelando importantes contrastes regionais, refletindo o estágio de maturidade da infraestrutura de recarga e o perfil econômico de cada área do país. Apesar de a região Sudeste manter a liderança absoluta nas vendas, impulsionada principalmente pelo estado de São Paulo, observa-se um crescimento constante nas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Vendas de veículos leves eletrificados por regiões brasileiras em setembro 2025:  1º - Sudeste: 10.059 (46,8%) 2º - Sul: 4.031 (18,7%) 3º - Nordeste: 3.478 (16,2%) 4º - Centro-Oeste: 3.050 (14,2%) 5º - Norte: 897 (4,2%) Os 5 estados que mais venderam veículos eletrificados leves em setembro de 2025:  1º - São Paulo: 6.834 (31,8%) 2º - Distrito Federal: 1.862 (8,7%) 3º - Rio de Janeiro: 1.416 (6,6%) 4º - Rio Grande do Sul: 1.368 (6,4%) 5º - Paraná: 1.358 (6,3%)  Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em setembro de 2025:  1º - São Paulo: 2.789 (13,0%) 2º - Brasília: 1.862 (8,7%) 3º - Rio de Janeiro: 779 (3,6%) 4º - Belo Horizonte: 758 (3,5%) 5º - Curitiba: 603 (2,8%) A ABVE disponibiliza em seu site, por meio de seu BI (Business Inteligence), os números relativos ao mercado de vendas de veículos eletrificados. As informações são divididas em três temas: Geral, Frotas e Geografia da Eletromobilidade. Os mapas são interativos e trazem informações rápidas sobre os estados. Em “Frotas”, é possível verificar a venda por estados e por municípios. Já em “Geografia da Eletromobilidade”, é possível verificar o percentual de distribuição das tecnologias por estado. Em “Ônibus” é possível verificar a venda por estados e municípios. As informações se encontram disponíveis e são atualizadas mensalmente, em  https://abve.org.br/bi-geral/   Veículos comerciais leves elétricos têm crescimento de 51% em 12 meses

  • Seleção genética na agricultura pode reduzir emissões de metano sem comprometer produtividade

    Pesquisa revela que a seleção genética na agricultura, especialmente em cultivos de arroz, pode diminuir significativamente as emissões de gases de efeito estufa, mantendo altos rendimentos. Descubra como a ciência está transformando o futuro da produção de alimentos. Seleção genética na agricultura pode reduzir emissões de metano sem comprometer produtividade Variedades de arroz influenciam mais as emissões de metano que fertilizantes Um novo estudo conduzido pela Universidade de Warwick e pela Universidade de Cranfield aponta que a escolha da variedade de arroz tem impacto maior nas emissões de metano (CH₄) do que o manejo de fertilizantes nitrogenados. A pesquisa, publicada na Frontiers in Agronomy , compara globalmente diferentes variedades de culturas e seus efeitos sobre os gases de efeito estufa (GEE). A intensificação agrícola necessária para atender à demanda global tem transformado o setor em um dos maiores emissores de GEE. Enquanto os fertilizantes nitrogenados são conhecidos por liberar óxido nitroso (N₂O), este estudo revela que o próprio material genético das plantas pode ser uma ferramenta poderosa para mitigar emissões. Melhoramento genético: caminho para uma agricultura sustentável Segundo os pesquisadores, é possível reduzir as emissões de metano sem sacrificar a produtividade das plantações. Isso abre novas oportunidades para agricultores e criadores adotarem variedades mais eficientes, alinhando produção alimentar à sustentabilidade ambiental. A descoberta reforça a importância do uso da seleção genética na agricultura  como estratégia de mitigação climática, oferecendo soluções práticas em um cenário onde reduzir a pegada de carbono do setor agrícola é cada vez mais urgente. Implicações globais e o futuro do cultivo de arroz Com o arroz sendo um alimento central para bilhões de pessoas, otimizar suas variedades pode gerar impactos significativos no combate às mudanças climáticas. O estudo sugere que políticas agrícolas e programas de melhoramento genético devem priorizar variedades com menor emissão de metano, equilibrando produtividade e sustentabilidade. Seleção genética na agricultura pode reduzir emissões de metano sem comprometer produtividade

  • Sustentabilidade na moda: como LVMH, Hermès e Inditex estão transformando a indústria

    Descubra como LVMH, Hermès e Inditex estão transformando a sustentabilidade na moda, adotando economia circular, descarbonização e rastreabilidade em suas cadeias de suprimentos. Sustentabilidade na moda: como LVMH, Hermès e Inditex estão transformando a indústria A sustentabilidade na moda deixou de ser apenas uma tendência e se tornou um critério estratégico para as maiores empresas do setor. LVMH, Hermès e Inditex estão investindo em inovação, economia circular e práticas responsáveis para reduzir impactos ambientais e sociais em suas cadeias de produção. LVMH: luxo e responsabilidade ambiental A gigante francesa LVMH, com presença em 81 países e mais de 215 mil funcionários, vem consolidando sua estratégia de sustentabilidade. Segundo o Relatório de Responsabilidade Social e Ambiental 2024 , a empresa já alcançou reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) e avança em direção às metas LIFE 360 para 2026 e 2030. Destaques do progresso incluem: Redução de 55,1% nas emissões de Escopos 1 e 2, dois anos antes do previsto 71% da matriz energética proveniente de fontes renováveis Mais de 3,8 milhões de hectares regenerados ou preservados Quase 100% de rastreabilidade em diamantes, lã e couro Além disso, LVMH investe na economia circular, estendendo a vida útil de mais de 10 milhões de produtos e ampliando o uso de materiais reciclados em embalagens. O foco para os próximos anos inclui eliminar plásticos virgens de origem fóssil, expandir a agricultura regenerativa e avançar na rastreabilidade total da cadeia de suprimentos. Hermès: artesanato aliado à economia circular Hermès, com 25.697 colaboradores e operações em 45 países, aposta na produção responsável como base para sustentabilidade. A marca de luxo francesa prioriza matérias-primas sustentáveis e ecodesign, promovendo o uso frugal de materiais e iniciativas de economia circular. O Relatório Anual 2024  destaca que Hermès superou as metas de redução de emissões de Escopos 1 e 2 antes do previsto, atingindo 63,4% de corte em relação a 2018, e reduziu a intensidade das emissões do Escopo 3 em 50%. A empresa visa alcançar neutralidade de carbono até 2050 e 100% de energia renovável em todas as operações até 2030. Próximos passos incluem eliminar combustíveis fósseis, aprofundar a transparência da cadeia de suprimentos e ampliar soluções baseadas na natureza para adaptação climática. Inditex: fast fashion com foco em descarbonização A Inditex, proprietária de marcas como Zara, Pull&Bear e Massimo Dutti, concentra esforços na transformação da cadeia de suprimentos para reduzir impactos ambientais. Seu Plano de Transformação da Cadeia de Suprimentos 2023–2027  exige que fábricas estratégicas implementem medidas rigorosas de descarbonização, gestão de água, resíduos e produtos químicos. Principais resultados de 2024: 73% das fibras têxteis usadas têm menor impacto ambiental Redução de 25% no consumo de água na cadeia de suprimentos desde 2018 90% do frete marítimo utilizando combustíveis alternativos O próximo desafio da Inditex é atingir emissões líquidas zero em toda a cadeia de valor até 2040, além de promover circularidade por meio de iniciativas como a Zara PreOwned. Sustentabilidade na moda como diferencial estratégico Enquanto a moda rápida enfrenta críticas por seu impacto ambiental, essas três gigantes demonstram que é possível integrar sustentabilidade e inovação em modelos de negócios globais. A combinação de economia circular, rastreabilidade, redução de GEE e práticas responsáveis de abastecimento se tornou um diferencial competitivo, além de atender às expectativas de consumidores cada vez mais conscientes. A transformação da indústria da moda mostra que luxo, alta produção e responsabilidade ambiental podem caminhar juntos, redefinindo padrões e inspirando novas práticas em todo o setor. Sustentabilidade na moda: como LVMH, Hermès e Inditex estão transformando a indústria

  • Aldo Solar e Sol Agora anunciam novos CEOs após saída de Nuno Verças

    Aldo Solar e Sol Agora anunciam novos CEOs após a saída de Nuno Verças, marcando nova fase de liderança e expansão sob gestão da Brookfield. Aldo Solar e Sol Agora anunciam novos CEOs após saída de Nuno Verças Transição estratégica marca nova fase para Aldo Solar e Sol Agora A Aldo Solar e a Sol Agora, duas das principais empresas do setor solar brasileiro, anunciaram mudanças importantes em sua liderança executiva após a saída de Nuno Verças  do cargo de CEO. A reestruturação marca o início de uma nova etapa de crescimento e consolidação das empresas, ambas controladas pela Brookfield Renewable . Com ampla experiência em gestão e investimentos no setor de energia, Patrick von Schaaffhausen , atual Chief Operating Officer (COO) da Aldo Solar e vice-presidente sênior da Brookfield Private Equity , assume o cargo de CEO da Aldo Solar/Descarbonize Soluções . Sua chegada ao posto máximo da companhia reforça a estratégia de sinergia entre as operações da Brookfield no Brasil, com foco em energia renovável e soluções de descarbonização. Paralelamente, Antônio Lombardi Neto , atual Chief Technology Officer (CTO) da Aldo Solar e da Sol Agora, passa a exercer a função de CEO interino da Sol Agora , empresa reconhecida por seu modelo de negócios inovador em energia distribuída. Brookfield reforça aposta em integração e inovação no setor solar As mudanças executivas refletem a visão da Brookfield de fortalecer sua presença no mercado brasileiro de energia solar, um dos mais promissores do mundo. A combinação entre tecnologia, eficiência operacional e expansão sustentável  é vista como pilar estratégico da nova fase das empresas. Sob a liderança de von Schaaffhausen e Lombardi, Aldo Solar e Sol Agora devem seguir com foco em digitalização, melhoria de processos e ampliação de parcerias estratégicas  com integradores e fornecedores de soluções fotovoltaicas. A transição é vista internamente como uma evolução natural dentro do grupo, com continuidade nas políticas de inovação e compromisso com a sustentabilidade valores que posicionam as duas marcas entre as mais influentes do ecossistema de energia limpa no Brasil. Sobre a Aldo Solar e a Sol Agora Fundada em Maringá (PR), a Aldo Solar  é uma das maiores distribuidoras de equipamentos fotovoltaicos do país, atuando também em soluções de armazenamento e infraestrutura energética por meio da Descarbonize Soluções . Já a Sol Agora  se consolidou como uma plataforma de energia solar voltada para geração distribuída e democratização do acesso à energia limpa, conectando investidores, consumidores e integradores. Com o suporte da Brookfield Renewable , uma das maiores gestoras de ativos de energia renovável do mundo, ambas as empresas seguem comprometidas com o avanço da transição energética e o desenvolvimento sustentável do Brasil. Conclusão As nomeações de Patrick von Schaaffhausen e Antônio Lombardi Neto representam mais do que uma troca de comando simbolizam uma nova etapa de consolidação para as empresas do grupo Brookfield no Brasil, em um momento em que o mercado solar nacional avança para um patamar de maturidade e inovação tecnológica sem precedentes. Aldo Solar e Sol Agora anunciam novos CEOs após saída de Nuno Verças

  • Infraestrutura de carregamento para veículos elétricos comerciais: como o gerenciamento de cabos garante segurança e eficiência

    O crescimento acelerado da mobilidade elétrica transforma o transporte comercial e impõe desafios críticos: sem uma infraestrutura de carregamento adequada, a adoção de veículos elétricos por frotas comerciais pode ser limitada. Para operadores que buscam substituir caminhões e vans a diesel por veículos elétricos, estações de carregamento rápido de Nível 2  e Nível 3  são fundamentais, assim como o gerenciamento eficiente dos cabos de carregamento. Infraestrutura de carregamento para veículos elétricos comerciais: como o gerenciamento de cabos garante segurança e eficiência Por que investir na infraestrutura de carregamento agora O mercado de veículos elétricos comerciais está em rápida expansão. Fabricantes de caminhões e vans elétricas já entregam frotas completas para clientes corporativos, e o número de veículos elétricos nas ruas cresce a cada mês. Exemplos recentes incluem: Thomas Built Buses:  ônibus escolares elétricos que percorreram mais de um milhão de milhas em distritos escolares na América do Norte. Rivian e Amazon:  a frota de vans de entrega elétrica já soma 3.000 veículos distribuídos em mais de 500 cidades nos EUA, com planos para chegar a 100.000 veículos. Investir em infraestrutura de carregamento hoje permite às frotas se preparar para a crescente demanda e garantir operações confiáveis a longo prazo. Nível 2 ou Nível 3: qual escolher? O tipo de carregamento define a arquitetura da infraestrutura: Nível 2:  fornece 208–240 V, adicionando cerca de 51 km de autonomia por hora. Ideal para veículos de última milha ou cargas que podem ser feitas durante pausas ou à noite. Nível 3:  utiliza 480 V, com carregamento rápido que adiciona até 32 km de autonomia por minuto. Mais indicado para ônibus e caminhões de longa distância. Gerenciamento de cabos: segurança e longevidade da frota O gerenciamento adequado dos cabos de carregamento é essencial, especialmente para sistemas de Nível 3 , devido à alta tensão e ao peso dos cabos. Cabos mal posicionados podem causar: Danos ao equipamento e ao veículo Riscos de tropeços e acidentes Redução da vida útil do cabo Soluções como bobinas motorizadas , balanceadores de cabo  e protetores ambientais  aumentam a segurança e garantem que o carregamento seja eficiente e confiável. Melhores práticas para gerenciamento de cabos em frotas comerciais Para maximizar segurança e ROI, operadores devem adotar algumas práticas recomendadas: Montagem adequada:  cabos podem ser suspensos no teto, fixados em parede ou no chão, dependendo do peso e frequência de uso. Grampos e suportes:  devem suportar o peso do cabo sem ultrapassar o raio de curvatura, evitando danos e riscos elétricos. Proteção contra desgaste:  capas, protetores e isolamento contra raios UV aumentam a durabilidade do cabo. Identificação clara:  etiquetar cabos por função e tensão evita confusões em operações com múltiplas estações. Essas práticas ajudam a prolongar a vida útil do equipamento, reduzir custos de manutenção e garantir que a frota opere sem interrupções. Conclusão: infraestrutura robusta como vantagem competitiva Frotas comerciais que investem em infraestrutura de carregamento para veículos elétricos comerciais  e gerenciamento de cabos de alta qualidade garantem maior segurança, tempo de atividade maximizado e retorno sobre o investimento. Ao adotar soluções adequadas para Nível 2 e Nível 3, operadores podem transformar a transição para elétricos em uma vantagem competitiva sustentável, oferecendo eficiência operacional e confiabilidade para motoristas, técnicos e empresas. Infraestrutura de carregamento para veículos elétricos comerciais: como o gerenciamento de cabos garante segurança e eficiência

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