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- Mercedes avança em carros solares com protótipo de revestimento ultrafino
A Mercedes-Benz apresentou seu mais recente avanço em mobilidade elétrica: um protótipo de veículo equipado com um revestimento solar inovador, capaz de gerar energia mesmo com o carro desligado. A tecnologia utiliza nanopartículas sem silício e atinge uma eficiência de 20%, prometendo transformar a forma como veículos elétricos aproveitam a energia solar. Créditos da imagem, Mercedes-Benz | Mercedes avança em carros solares com protótipo de revestimento ultrafino Segundo a fabricante, os módulos solares aplicados ao carro são extremamente finos — mais finos que um fio de cabelo humano — e podem ser integrados à superfície do veículo sem alterar seu design ou aerodinâmica. O sistema permite que a energia captada seja usada para funções internas do carro, reduzindo a necessidade de recargas externas e ampliando a autonomia. “Este protótipo é uma demonstração do nosso compromisso com a inovação sustentável e com a mobilidade do futuro”, disse um porta-voz da Mercedes-Benz. A montadora ainda não divulgou detalhes sobre a produção em escala, mas afirma que a tecnologia poderá ser aplicada em diferentes modelos nos próximos anos. Especialistas apontam que revestimentos solares desse tipo representam um avanço significativo para os veículos elétricos, permitindo aproveitar energia de forma contínua e contribuindo para reduzir a dependência de fontes de energia externas. A eficiência de 20% está dentro do padrão de tecnologias emergentes de painéis ultrafinos, abrindo caminho para aplicações em carros, edifícios e até dispositivos portáteis. Com este protótipo, a Mercedes-Benz entra em um seleto grupo de fabricantes que investem em soluções que combinam design, inovação tecnológica e sustentabilidade, reforçando a tendência de veículos cada vez mais autossuficientes em energia. Mercedes avança em carros solares com protótipo de revestimento ultrafino
- Manufatura Inteligente: Como a Huasun Está Redefinindo o Futuro da Produção Solar
Automação total, gêmeos digitais e rastreabilidade em tempo real. O conceito de fábrica inteligente da Huasun não é apenas uma revolução industrial, é o novo padrão de qualidade e eficiência da era HJT. Manufatura Inteligente: Como a Huasun Está Redefinindo o Futuro da Produção Solar A quarta revolução solar Se a energia solar representa a transição para um mundo mais limpo, a maneira como fabricamos seus módulos precisa refletir o mesmo espírito de transformação.Na indústria fotovoltaica, eficiência já não se mede apenas pela geração de energia no campo, mas também pela inteligência aplicada dentro das fábricas. É justamente aí que a Huasun Energy vem se destacando, ao implementar o conceito de “manufatura inteligente”, fábricas altamente digitalizadas, com processos automatizados, rastreabilidade completa e controle em tempo real de qualidade. Essa integração de tecnologia e produção coloca a empresa na vanguarda do que já é chamado de Indústria Solar 4.0. A “fábrica farol”: um modelo para o mundo A unidade da Huasun em Xuancheng, na China, é hoje referência global e foi reconhecida como uma “Lighthouse Factory”, título concedido a instalações industriais que representam o estado da arte da manufatura avançada.Com capacidade de 20 GW de módulos HJT, ela opera com robôs autônomos, sistemas de visão artificial e IA para monitorar e ajustar, em tempo real, todos os parâmetros da linha de produção. Cada célula produzida é acompanhada digitalmente desde o wafer até o módulo final, um processo conhecido como “gêmeo digital” (digital twin), que replica virtualmente o comportamento de cada unidade física.Isso permite que engenheiros detectem microvariações, calibrem equipamentos com precisão micrométrica e garantam uniformidade total de qualidade. O resultado é uma linha produtiva com eficiência acima de 98%, taxa de defeitos mínima e controle total sobre o desempenho dos módulos, tanto na fábrica quanto no campo. Inteligência artificial e dados em tempo real O cérebro dessa operação é um sistema de IA treinado com bilhões de dados de produção e desempenho energético.Ele é capaz de prever falhas, otimizar fluxos de materiais e até ajustar automaticamente os parâmetros do PECVD (deposição química a vapor), principal processo de fabricação das células HJT. Além disso, a digitalização total da fábrica permite integrar dados de consumo energético, emissão de CO₂ e rendimento industrial, transformando a planta em um organismo vivo de eficiência e sustentabilidade. Essas informações são auditáveis e usadas para certificações internacionais de baixo carbono, algo que cada vez mais influencia a decisão de compra de investidores e utilities. Manufatura Inteligente: Como a Huasun Está Redefinindo o Futuro da Produção Solar A rastreabilidade como diferencial competitivo Um dos pilares da nova indústria solar é a transparência.No modelo tradicional, acompanhar a origem dos materiais, o consumo energético ou as emissões durante a produção era praticamente impossível.Com o conceito de “intelligent manufacturing”, cada lote (e até cada módulo) possui um histórico digital completo, acessível por meio de QR codes e sistemas em nuvem. Essa rastreabilidade é fundamental em mercados que exigem comprovação de origem e impacto ambiental, como a União Europeia e, em breve, o Brasil, que já discute critérios de sustentabilidade e procedência para produtos importados.Na prática, isso significa mais confiança para os consumidores e mais credibilidade para os fabricantes. O reflexo no custo e na qualidade Ao contrário do que se imagina, automatizar e digitalizar não encarece a produção, ao menos não no longo prazo.Segundo a Huasun, a implementação de fábricas inteligentes reduziu em 25% o custo operacional, além de aumentar em 15% a produtividade e diminuir o consumo energético por módulo em 30%. Isso cria um ciclo virtuoso: quanto mais eficiente a produção, menor o custo por watt, o que acelera a competitividade do HJT frente a outras tecnologias.A qualidade final também se beneficia, com menor degradação, maior uniformidade e índices recordes de confiabilidade. Manufatura Inteligente: Como a Huasun Está Redefinindo o Futuro da Produção Solar
- PCS: o cérebro invisível da nova era do armazenamento de energia e por que a Hopewind lidera essa revolução
Por EnergyChannel - Atualizado em 21 de outubro de 2025 PCS: o cérebro invisível da nova era do armazenamento de energia e por que a Hopewind lidera essa revolução Na corrida mundial pela transição energética, o armazenamento de energia deixou de ser um desafio técnico para se tornar uma das principais soluções rumo à descarbonização. No centro dessa revolução silenciosa está o PCS – Power Conversion System , ou Sistema de Conversão de Energia , um componente essencial que faz o elo entre as baterias e a rede elétrica. Mas afinal, o que é o PCS e por que ele é considerado o “cérebro” dos sistemas de armazenamento de energia (BESS – Battery Energy Storage Systems) ? O papel do PCS na transição energética O PCS é responsável por converter a energia armazenada em corrente contínua (CC) nas baterias em corrente alternada (CA), a mesma utilizada pela rede elétrica. Ele atua como um controlador inteligente, capaz de equilibrar fluxos de energia entre a geração, o armazenamento e o consumo. Em aplicações práticas, o PCS permite que usinas solares, eólicas e híbridas armazenem energia em horários de baixa demanda e devolvam essa energia à rede quando o consumo aumenta garantindo estabilidade, eficiência e confiabilidade ao sistema elétrico . Além disso, o equipamento pode operar em modo “fora da rede”, fornecendo energia de forma autônoma a regiões isoladas ou sistemas críticos, como hospitais e centros de dados. Hopewind: tecnologia de precisão no coração dos sistemas de energia Entre os fabricantes que se destacam nesse segmento, a Hopewind vem se consolidando como uma das líderes globais em soluções de conversão e armazenamento de energia . A empresa chinesa desenvolve sistemas PCS com faixas que vão de 50 kW a 3,45 MW , atendendo desde aplicações comerciais e industriais até grandes plantas de energia em larga escala. Imagens IA simulação da importância da tecnologia da Hopewind aplicada em um Hospital Com foco em eficiência, robustez e adaptabilidade , os PCS da Hopewind são projetados para operar em condições extremas — com faixas de temperatura que variam de -40°C a +60°C , altitude de até 4.000 metros e grau de proteção IP66 , resistente à poeira, chuva e ambientes corrosivos. Soluções modulares e inteligentes: destaque da série ESNV e PCSHV A Hopewind oferece diferentes linhas de PCS, cada uma voltada para necessidades específicas: Série ESNV 130kW (C&I PCS) – voltada para o setor comercial e industrial , essa linha combina design compacto, resfriamento eficiente e suporte para 100% de carga desbalanceada , o que garante estabilidade mesmo em ambientes com variações abruptas de energia. Série PCSHV (1,25 a 2,75 MW) – sistemas de refrigeração líquida de alta potência , ideais para grandes usinas e parques híbridos. Com design inovador e baixo ruído, o equipamento mantém desempenho máximo até 51°C sem perda de capacidade. Série ESHV (145 e 250 kW) – destaca-se pelo design modular e alta densidade de potência , o que permite gestão individual de racks de bateria , maior eficiência de manutenção e operação paralela multimódulo. Em todas as linhas, a Hopewind adota protocolos abertos de comunicação, como Modbus TCP, CAN e IEC 61850 , que facilitam a integração com sistemas de gerenciamento de energia (EMS) e plataformas digitais inteligentes. Eficiência, segurança e compatibilidade total Com eficiência máxima de 99% e resposta ultrarrápida em menos de 100 milissegundos , os PCS da Hopewind figuram entre os mais eficientes do mundo. Outro diferencial é a flexibilidade de operação , que permite ao sistema trabalhar tanto em modo PQ (controle de potência ativa e reativa) quanto em modo VSG (Virtual Synchronous Generator) , simulando o comportamento de um gerador síncrono para melhorar a estabilidade da rede elétrica . Além disso, o design anticorrosivo (classe C4 e C5) e a arquitetura sem ponto único de falha reforçam a confiabilidade, tornando os PCS da Hopewind ideais para ambientes severos e projetos de longa duração . O futuro dos sistemas de conversão de energia À medida que a integração de fontes renováveis cresce e a eletrificação de setores industriais avança, o papel dos PCS se tornará ainda mais estratégico. O mercado global de sistemas de armazenamento de energia deverá ultrapassar 600 GW até 2030 , e empresas que investem em tecnologia, resiliência e digitalização terão vantagem competitiva. Nesse cenário, a Hopewind se posiciona como uma das protagonistas da nova era da energia , oferecendo soluções inteligentes e escaláveis que conectam o presente ao futuro da sustentabilidade elétrica. EnergyChannel acompanha de perto as inovações em armazenamento, energia limpa e tecnologias digitais que estão moldando o futuro da matriz energética global. PCS: o cérebro invisível da nova era do armazenamento de energia e por que a Hopewind lidera essa revolução
- Indicação do Dia EnergyChannel: Curso ensina a dominar o bombeamento solar e transformar energia limpa em renda
Formação online prepara profissionais para projetar sistemas de bombeamento movidos a energia solar uma solução que une economia, sustentabilidade e novas oportunidades no setor elétrico. Indicação do Dia EnergyChannel: Curso ensina a dominar o bombeamento solar e transformar energia limpa em renda Todos os dias, o EnergyChannel apresenta uma indicação especial para quem busca ampliar seus conhecimentos sobre energia, inovação e sustentabilidade. A recomendação de hoje é o curso “Domine o Bombeamento Solar” , um programa completo voltado à capacitação de profissionais que desejam atuar em um dos segmentos que mais crescem no mercado: o bombeamento de água com energia solar. A proposta do curso é simples, mas transformadora: ensinar, do zero, como projetar e dimensionar sistemas solares capazes de substituir o uso de motores a diesel ou ligados à rede elétrica convencional tecnologias que, além de poluentes, geram altos custos anuais de operação. De acordo com o conteúdo apresentado, um sistema de bombeamento solar pode reduzir significativamente as despesas de um projeto agrícola, industrial ou residencial , tornando-se uma alternativa econômica e ambientalmente responsável. Do básico ao avançado: uma trilha de aprendizado completa O curso é organizado em uma trilha progressiva de conhecimento , que conduz o aluno desde os fundamentos da energia solar até o dimensionamento e otimização de sistemas complexos.Cada módulo foi desenvolvido para consolidar o aprendizado e preparar o participante para atuar com autonomia, segurança e eficiência em projetos reais. Além das aulas teóricas e práticas, o programa inclui infográficos e estudos de caso , que ajudam a visualizar o impacto financeiro da transição para a energia solar um dos pontos altos da formação. Mercado em expansão e oportunidades reais O setor de bombeamento solar está em franca expansão no Brasil, impulsionado pelo crescimento da agricultura irrigada e pela busca por soluções energéticas autossuficientes em regiões remotas.Profissionais especializados nesse tipo de tecnologia estão sendo cada vez mais procurados por empresas de engenharia, produtores rurais e cooperativas. Com a conclusão do curso, o aluno se torna apto a projetar sistemas que geram economia e sustentabilidade , além de conquistar espaço em um nicho de alto potencial de rentabilidade. Indicação EnergyChannel 📘 Curso: Domine o Bombeamento Solar 🎯 Foco: Formação técnica e prática em sistemas de bombeamento movidos a energia solar 🌱 Destaque: Redução de custos, sustentabilidade e oportunidades de mercado 🔗 Onde encontrar: https://go.hotmart.com/K102488939Y EnergyChannel — informação que impulsiona o futuro da energia. Indicação do Dia EnergyChannel: Curso ensina a dominar o bombeamento solar e transformar energia limpa em renda
- Gigantes globais se unem para criar padrão mundial de contabilidade de carbono
Iniciativa reúne líderes da indústria, finanças e energia em busca de um sistema único e verificável para rastrear emissões e acelerar investimentos em tecnologias de baixo carbono. Gigantes globais se unem para criar padrão mundial de contabilidade de carbono Um grupo formado por algumas das maiores empresas do mundo acaba de anunciar uma iniciativa inédita para criar um padrão global de contabilidade de carbono. O projeto, batizado de Carbon Measures , reúne gigantes dos setores de energia, indústria e finanças entre eles ExxonMobil, BASF, Vale, Banco Santander, ADNOC e o fundo GIP da BlackRock com o objetivo de estabelecer uma base comum e confiável para o registro e a verificação das emissões de gases de efeito estufa em nível de produto e de empresa. A proposta é simples, mas ambiciosa: aplicar ao carbono a mesma precisão e transparência usadas na contabilidade financeira. A coalizão quer substituir sistemas fragmentados e pouco comparáveis por uma estrutura global capaz de reduzir a duplicidade de dados, eliminar lacunas de informação e permitir a mensuração padronizada das emissões em toda a cadeia produtiva. Um novo passo na transparência climática De acordo com os idealizadores da Carbon Measures, a falta de um modelo universal para calcular e reportar emissões de carbono tem dificultado a tomada de decisões por parte de governos, investidores e empresas. Com metodologias diversas e informações pouco auditáveis, o mercado de carbono global segue enfrentando desafios para precificar de forma justa as emissões e recompensar negócios realmente comprometidos com a descarbonização. A nova estrutura pretende corrigir esse cenário. “Queremos criar um sistema que traga o mesmo nível de confiança que as demonstrações financeiras oferecem hoje”, afirmou um porta-voz da iniciativa. Segundo ele, a padronização dos dados vai permitir comparar o desempenho climático de diferentes produtos como aço, cimento, combustíveis e energia elétrica de maneira transparente e verificável. Do relatório à ação de mercado O trabalho da coalizão será dividido em duas frentes principais: Definição de uma metodologia universal para a contabilização de carbono em todos os setores; Criação de métricas de intensidade de carbono aplicáveis a produtos industriais estratégicos. Esses parâmetros deverão orientar políticas públicas, direcionar investimentos e permitir que empresas com menores emissões ganhem vantagem competitiva . Na prática, o modelo abrirá caminho para que governos, compradores e consumidores tenham acesso a informações mais claras sobre o impacto ambiental dos produtos que consomem. Além das corporações já envolvidas, o Carbon Measures deve receber novas adesões ao longo dos próximos meses, consolidando um grupo diverso que inclui desde companhias químicas e energéticas até consultorias globais e operadores logísticos. Impacto esperado para a transição energética Para o setor de energia, a criação de um padrão global de contabilidade de carbono pode representar um divisor de águas. Ao estabelecer métricas claras e confiáveis, o sistema deve acelerar a precificação do carbono , incentivar tecnologias de baixo impacto e ampliar a credibilidade dos relatórios de sustentabilidade . O EnergyChannel apurou que a iniciativa também busca dialogar com governos e organismos internacionais para garantir que a nova estrutura seja compatível com futuras regulamentações globais e nacionais. O objetivo final é criar uma base de dados transparente que apoie tanto políticas climáticas quanto investimentos sustentáveis. Gigantes globais se unem para criar padrão mundial de contabilidade de carbono
- Microsoft aposta em rochas e solos para acelerar remoção natural de carbono até 2036
Com tecnologia de intemperismo aprimorado, parceria com startup britânica UNDO promete capturar quase 29 mil toneladas de CO₂ e fortalecer o solo agrícola no Canadá. Microsoft aposta em rochas e solos para acelerar remoção natural de carbono até 2036 A Microsoft deu mais um passo em sua estratégia para se tornar carbono negativa até 2030. A gigante da tecnologia fechou um novo acordo com a startup britânica UNDO , especializada em remoção natural de carbono por meio do intemperismo acelerado de rochas um processo que imita e amplia a capacidade do solo de capturar CO₂ da atmosfera. Microsoft aposta em rochas e solos para acelerar remoção natural de carbono até 2036 O contrato prevê a remoção permanente de 28.900 toneladas de dióxido de carbono até 2036 , utilizando um método que combina ciência ambiental, tecnologia e práticas agrícolas regenerativas. Essa é a terceira parceria entre as duas empresas , elevando o total de CO₂ removido sob os contratos para quase 49 mil toneladas . Como funciona a tecnologia A solução desenvolvida pela UNDO se baseia em um processo natural: o intemperismo de rochas . A startup acelera esse fenômeno espalhando rocha de silicato triturada neste caso, wollastonita , rica em cálcio e silício sobre áreas agrícolas. Enquanto os microrganismos e plantas interagem com o mineral, o CO₂ é quimicamente transformado e armazenado de forma estável no solo. Além da captura de carbono, o processo melhora a fertilidade das terras e a saúde das plantas , tornando-se uma ferramenta de duplo impacto positivo para o clima e a agricultura. Investimento climático e confiança científica O novo contrato foi acompanhado por um financiamento de dívida do fundo climático canadense Inlandsis , que garantirá os recursos para a expansão global dos projetos de intemperismo aprimorado da UNDO. Phillip Goodman, diretor de portfólio de remoção de carbono da Microsoft, destacou o potencial da tecnologia: “O intemperismo aprimorado de rochas é um caminho promissor para remover carbono em escala de gigatoneladas. A UNDO tem se mostrado exemplar em garantir rigor científico e durabilidade dos resultados — aspectos essenciais para o alcance da meta climática da Microsoft.” Microsoft lidera o mercado global de remoção de carbono Com mais de 30 milhões de toneladas de CO₂ contratadas em diferentes tecnologias de remoção, a Microsoft se consolida como a maior compradora corporativa de créditos de carbono do planeta , segundo dados da plataforma CDR.fyi . Fundada em 2022 e sediada em Londres, a UNDO tem se destacado no setor e recentemente foi premiada com US$ 5 milhões no XPRIZE Carbon Removal , uma das competições mais importantes do mundo voltadas à inovação em captura de carbono. Com o novo acordo, a parceria entre UNDO e Microsoft reforça um movimento crescente no setor tecnológico: a busca por soluções naturais e cientificamente validadas para equilibrar o carbono da atmosfera , transformando desafios climáticos em oportunidades de regeneração ambiental e inovação sustentável. Microsoft aposta em rochas e solos para acelerar remoção natural de carbono até 2036
- COP30 em Belém: Brasil lidera pacto global para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035
Com o compromisso “Belém 4x”, Brasil, Itália e Japão unem forças para impulsionar a transição energética e acelerar a adoção de combustíveis limpos em escala mundial. Créditos da imagem COP30; COP30 em Belém: Brasil lidera pacto global para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035 O Brasil prepara terreno para sediar, em novembro de 2025, a COP30 , a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que desta vez terá como palco a cidade de Belém do Pará . A edição promete ser histórica: além de marcar a primeira COP realizada na Amazônia, o evento será o lançamento oficial do Compromisso Belém 4x , uma iniciativa que mira quadruplicar a produção e o consumo de combustíveis sustentáveis até 2035 . Um pacto para a nova era da energia limpa Idealizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil , o Belém 4x nasce com o apoio de Itália e Japão , e já desperta o interesse de diversos países que devem aderir oficialmente durante a COP30. A proposta é ambiciosa: remover barreiras regulatórias, ampliar incentivos e criar um ambiente político favorável à transição energética global , com foco em biocombustíveis, biogás, hidrogênio verde e combustíveis sintéticos. Segundo João Marcos Paes Leme , diretor do Departamento de Energia do Itamaraty, o objetivo é unir forças políticas e econômicas para viabilizar soluções que já são tecnicamente possíveis, mas ainda não atingiram escala industrial suficiente . “Queremos enviar um sinal claro aos governos e investidores de que o futuro da energia passa pela sustentabilidade. Muitas dessas tecnologias estão prontas, mas precisam de apoio e escala”, afirma o diplomata. Cooperação internacional e avanços bilaterais O pacto também se apoia em parcerias estratégicas já em andamento. Japão e Índia firmaram recentemente acordos para o desenvolvimento conjunto de tecnologias de energia limpa, enquanto Brasil e Indonésia cooperam na produção sustentável de biocombustíveis e manejo de uso do solo . Essas alianças reforçam a ideia de que a transição energética é um desafio global que exige cooperação técnica e política entre nações . Base científica e metas da Agência Internacional de Energia O Belém 4x tem como principal referência o relatório Delivering Sustainable Fuels , elaborado pela Agência Internacional de Energia (AIE) . O documento aponta que é possível atingir a meta de quadruplicar os combustíveis sustentáveis até 2035, desde que as políticas públicas mantenham flexibilidade tecnológica e incentivos de mercado . A AIE destaca ainda que os recursos para essa revolução energética como resíduos orgânicos, biomassa e eletricidade renovável são mais acessíveis e distribuídos de forma mais equitativa que os combustíveis fósseis, o que pode reduzir custos, emissões e dependência de importações. Além do impacto ambiental, a agência prevê benefícios sociais e ecológicos adicionais , como melhora na qualidade da água e do ar , gestão de resíduos e recuperação de solos degradados . Belém e a COP da implementação A presidência da COP30 , liderada pelo embaixador André Corrêa do Lago , promete transformar o encontro em uma “COP da implementação” , marcada por ações concretas e colaboração internacional. “A implementação é um exercício coletivo. Precisamos de cooperação, não apenas de compromissos”, destacou Corrêa do Lago. Belém também deve se tornar um modelo de sustentabilidade urbana , com infraestrutura alimentada por energia renovável , compensação total das emissões do evento e políticas locais de reciclagem e economia circular . O caminho até 2035 Com o Belém 4x no centro das discussões, a COP30 deve definir um novo marco global para os combustíveis sustentáveis , consolidando o Brasil como um dos principais articuladores da transição energética justa e inclusiva . O sucesso do compromisso dependerá da capacidade das nações em transformar metas em políticas efetivas , ampliando o acesso à tecnologia, crédito e inovação verde pilares fundamentais de uma economia de baixo carbono. COP30 em Belém: Brasil lidera pacto global para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035
- Petrobras lança primeiro asfalto renovável do Brasil e avança em pavimentação sustentável
Novo CAP Pro R utiliza óleo vegetal na composição e promete reduzir emissões e impactos ambientais nas estradas brasileiras Créditos da imagem: Petrobras, Petrobras lança primeiro asfalto renovável do Brasil e avança em pavimentação sustentável A Petrobras deu um passo importante rumo à descarbonização da infraestrutura rodoviária brasileira com o lançamento do CAP Pro R , o primeiro cimento asfáltico com conteúdo renovável produzido no país . O produto, desenvolvido na Refinaria Henrique Lage (Revap) , em São José dos Campos (SP), foi produzido em um lote inicial de 3 mil toneladas e já começou a ser comercializado para o setor de pavimentação. O diferencial do CAP Pro R está na utilização de óleo de origem vegetal em sua formulação, que substitui parte dos componentes fósseis do asfalto tradicional. Segundo a Petrobras, o novo composto mantém o mesmo desempenho técnico dos asfaltos convencionais, com menor impacto ambiental e maior eficiência energética . Inovação com DNA brasileiro O desenvolvimento do novo asfalto é resultado direto dos programas de pesquisa do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (Cenpes) , que realizou os testes de pré-produção e validação do produto em vias da Cidade Universitária da Ilha do Fundão , no Rio de Janeiro. O desempenho obtido confirmou a viabilidade da tecnologia, abrindo caminho para sua aplicação em larga escala em rodovias e centros urbanos. “Essa inovação representa o compromisso da Petrobras em investir em soluções que combinem eficiência, sustentabilidade e tecnologia nacional ”, destacou William França , diretor de Processos Industriais e Produtos da companhia. Nova geração de asfaltos sustentáveis O CAP Pro R passa a integrar a linha CAP Pro , uma família de produtos da Petrobras voltada para pavimentação de baixo carbono. Além de atender às normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) , essa linha busca promover uma cadeia produtiva mais limpa e sustentável no setor de construção e infraestrutura. De acordo com Claudio Schlosser , diretor de Logística, Comercialização e Mercados, “a chegada do asfalto renovável à Revap fortalece a linha CAP Pro, oferecendo uma alternativa viável e ambientalmente responsável para o mercado de pavimentação”. Com o lançamento, os produtos CAP Pro W e CAP Pro AP , já fabricados na Revap, passam a receber o “R” de renovável em seus nomes. O CAP 50/70 convencional também será incorporado à linha CAP Pro, reforçando a padronização sustentável da marca. Créditos da imagem: Petrobras, Petrobras lança primeiro asfalto renovável do Brasil e avança em pavimentação sustentável Produtividade e eficiência em foco Entre as principais vantagens técnicas, o CAP Pro W 30/45 permite reduzir a temperatura do processo de aplicação, elevando a produtividade das usinas de asfalto em até 15% sem necessidade de ajustes nos equipamentos. Já o CAP Pro AP , com alta penetração, é indicado para misturas com até 25% de material reciclado , contribuindo para a redução de resíduos e menor emissão de gases na cadeia produtiva. Um passo estratégico para o futuro das estradas brasileiras Com o CAP Pro R, a Petrobras reforça seu compromisso em desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis para a pavimentação nacional. A iniciativa está alinhada às metas globais de transição energética e à busca por infraestruturas mais resilientes e ambientalmente conscientes um passo importante na jornada do Brasil rumo a um futuro de mobilidade e energia limpa . Petrobras lança primeiro asfalto renovável do Brasil e avança em pavimentação sustentável
- Huasun Energy Torna-se a Primeira Empresa de Cadeia Industrial Totalmente HJT a Integrar a Solar Stewardship Initiative
Com adesão à principal iniciativa global de sustentabilidade e rastreabilidade da cadeia solar, a Huasun reforça seu compromisso com a governança ESG e consolida sua posição como referência mundial em tecnologia de baixo carbono. Huasun Energy Torna-se a Primeira Empresa de Cadeia Industrial Totalmente HJT a Integrar a Solar Stewardship Initiative A Huasun Energy anunciou oficialmente sua entrada na Solar Stewardship Initiative (SSI), tornando-se a primeira fabricante com cadeia industrial totalmente baseada em tecnologia HJT (Heterojunction) a ser admitida no programa. O marco representa um novo passo na integração da empresa ao sistema global de governança ESG e na consolidação de uma cadeia de valor fotovoltaica sustentável e rastreável. Como líder verticalmente integrada em tecnologia HJT, a Huasun volta a receber reconhecimento internacional, reafirmando as vantagens de baixo carbono do seu modelo de desenvolvimento e a maturidade industrial da rota HJT. Huasun Energy Torna-se a Primeira Empresa de Cadeia Industrial Totalmente HJT a Integrar a Solar Stewardship Initiative A SSI e o novo padrão de sustentabilidade solar Criada pela SolarPower Europe e pela Solar Energy UK, a SSI é o primeiro programa global da indústria solar voltado à sustentabilidade e rastreabilidade da cadeia produtiva.Por meio do processo de certificação SSI Assurance, os fabricantes associados devem passar, em até 12 meses após a adesão, por uma avaliação independente de suas unidades produtivas, comprovando práticas responsáveis em todas as etapas de operação (da origem dos materiais até o produto final). Segundo as novas regras aprovadas pelo conselho da SSI, a partir de 1º de janeiro de 2027, ao menos 80% dos módulos fotovoltaicos que entrarem no Espaço Econômico Europeu (EEE), na Suíça e no Reino Unido deverão ser provenientes de instalações certificadas pela SSI.Em 1º de janeiro de 2028, esse percentual subirá para 100%. Isso significa que, nos próximos anos, o acesso ao mercado europeu dependerá diretamente da conformidade com rígidos critérios ESG e de rastreabilidade.Nesse contexto, a participação antecipada da Huasun demonstra não apenas comprometimento real com a sustentabilidade, mas também garante à empresa vantagem competitiva para manter o acesso fluido aos principais mercados internacionais. Huasun Energy Torna-se a Primeira Empresa de Cadeia Industrial Totalmente HJT a Integrar a Solar Stewardship Initiative Compromisso com a descarbonização e a inovação tecnológica Fundada em 2020, a Huasun Energy tem como missão acelerar a transição energética global sob o lema “Deixar o sol liderar como a principal fonte de energia”. A empresa é reconhecida por industrializar e comercializar em larga escala a tecnologia HJT, atuando em toda a cadeia de equipamentos e materiais à fabricação e aplicações. Com uma visão de ecossistema colaborativo, a Huasun vem impulsionando a produção em larga escala de módulos de alta eficiência e baixo custo, e lidera o desenvolvimento de células tandem HJT–perovskita, apontadas como a próxima fronteira da energia solar de altíssimo rendimento. Huasun Energy Torna-se a Primeira Empresa de Cadeia Industrial Totalmente HJT a Integrar a Solar Stewardship Initiative Liderança ambiental: eficiência com menor impacto Os resultados ambientais da Huasun reforçam sua liderança em sustentabilidade.Testes certificados demonstram que os módulos HJT da empresa possuem uma pegada de carbono de apenas 366,12 gCO₂eq/W, significativamente abaixo da média da indústria. Em 2024, a capacidade instalada de sistemas solares em telhados da companhia cresceu 115% em relação ao ano anterior, atingindo 59,07 MW.No mesmo período, o consumo de energia renovável aumentou 262%, alcançando 177 milhões de kWh, o que evidencia o compromisso da empresa com um modelo de produção de baixo consumo energético e alta eficiência. Contribuição social: desenvolvimento local e geração de empregos A Huasun também se destaca por seu impacto social positivo.A empresa mantém ambiente de trabalho seguro, saudável e inclusivo, e desempenha papel relevante no desenvolvimento econômico da província de Anhui, na China.Somente em Xuancheng, são mais de 5.100 empregos diretos, com produção anual de RMB 7,6 bilhões em 2024, representando crescimento de 10% em relação ao ano anterior. A companhia ainda lidera a colaboração técnica no setor por meio do “Clube 760 W+ de Alta Eficiência HJT”, participa de quatro projetos nacionais e dois provinciais de grande relevância, e contribuiu na redação de 20 normas técnicas da indústria, incluindo quatro padrões nacionais. Governança e integridade corporativa Na esfera de governança, a Huasun adota um sólido sistema de conformidade, gestão de riscos e ética empresarial, sustentado por um código de conduta abrangente que se estende a toda a sua cadeia de suprimentos, parceiros e clientes.A transparência e a rastreabilidade estão no centro da estratégia, em linha com as melhores práticas de governança global. Huasun Energy Torna-se a Primeira Empresa de Cadeia Industrial Totalmente HJT a Integrar a Solar Stewardship Initiative
- Na China, FIEC, SENAI Ceará e GoodWe firmam parceria para implantar centro de treinamento em energia solar e armazenamento
Acordo assinado na China prevê a criação de um laboratório tecnológico no SENAI Ceará para capacitar profissionais nas novas tendências do setor fotovoltaico Na China, FIEC, SENAI Ceará e GoodWe firmam parceria para implantar centro de treinamento em energia solar e armazenamento A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Ceará) e a multinacional chinesa GoodWe firmaram nesta segunda-feira (20.10) um acordo de cooperação tecnológica que vai resultar na implantação de um centro de treinamento de ponta voltado à formação de profissionais do setor fotovoltaico, com foco em armazenamento de energia. Na China, FIEC, SENAI Ceará e GoodWe firmam parceria para implantar centro de treinamento em energia solar e armazenamento A assinatura do termo ocorreu na sede da GoodWe, em Suzhou, na China, com a presença do presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante; do diretor regional do SENAI Ceará e superintendente regional do SESI, Paulo André Holanda; e do diretor da GoodWe Solar Academy, Lucas Lu. Na China, FIEC, SENAI Ceará e GoodWe firmam parceria para implantar centro de treinamento em energia solar e armazenamento Participaram de forma virtual o vice-presidente da FIEC, André Montenegro; a superintendente do IEL Ceará, Dana Nunes; e a diretora de marketing da GoodWe para a América do Sul, Vanessa Yurie. Também acompanharam presencialmente o gerente do Instituto SESI SENAI de Tecnologia, Carlos Egberto Mesquita; o gerente de soluções da GoodWe, Eric Yang; e a diretora internacional de marketing, Cameal Yu. “Agradeço à GoodWe por essa importante parceria, pois acreditamos que, ao lado de grandes empresas, conseguimos qualificar profissionais aptos a lidar com as novas tendências de mercado”, afirmou Ricardo Cavalcante, presidente da FIEC. O novo laboratório será instalado no SENAI Ceará e contará com sistemas completos fornecidos pela GoodWe, incluindo inversores on-grid e híbridos, soluções de armazenamento e um carport com módulos solares BIPV (Building Integrated Photovoltaics). O objetivo é capacitar técnicos e engenheiros para atuar em todas as etapas dos sistemas solares — do dimensionamento e instalação ao monitoramento e manutenção. Para o vice-presidente da GoodWe na América do Sul, Fábio Mendes, a iniciativa representa a convergência entre educação e tecnologia. “Esse laboratório simboliza um marco da nossa estratégia de inserção tecnológica no Brasil e na América Latina. Ao unir nossa expertise em sistemas solares e armazenamento com a tradição educativa do SENAI, criamos um ambiente onde teoria e prática convergem para formar profissionais prontos para os desafios do mercado. Essa parceria reforça nossa confiança no potencial do Brasil como polo de inovação em energia limpa”, destacou Mendes. O diretor regional do SENAI Ceará e superintendente do SESI, Paulo André Holanda, enfatizou o impacto educacional do projeto. “Parcerias com empresas de vanguarda, como a GoodWe, são fundamentais para o SENAI cumprir sua missão de preparar profissionais para o futuro. Esse espaço elevará o nível de ensino técnico, oferecendo experiências práticas que simulam situações reais do setor e fortalecendo o ecossistema regional de energia solar. Isso demonstra o dinamismo do presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, em atrair grandes parceiros em pautas tão relevantes como inovação, capacitação e energia”, ressaltou. Na China, FIEC, SENAI Ceará e GoodWe firmam parceria para implantar centro de treinamento em energia solar e armazenamento Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil já ultrapassou 40 gigawatts de potência instalada em geração distribuída, com mais de 3,7 milhões de sistemas em operação. O Nordeste concentra 58% da potência instalada em projetos de geração centralizada, o que reforça a importância da qualificação profissional para sustentar o crescimento do setor. O projeto executivo do laboratório está em andamento no Centro de Excelência para Transição Energética Prof. Jurandir Picanço, no SENAI Barra do Ceará, com início das atividades previsto ainda para 2025. A expectativa é que o espaço se torne referência em capacitação solar no Nordeste, oferecendo cursos técnicos, workshops e programas de atualização voltados à inovação e à sustentabilidade. Na China, FIEC, SENAI Ceará e GoodWe firmam parceria para implantar centro de treinamento em energia solar e armazenamento
- Energia Limpa de Verdade: O HJT e a Nova Geração de Módulos de Baixo Carbono
Mais do que gerar energia renovável, o desafio do setor solar agora é produzi-la de forma limpa. A tecnologia HJT lidera essa transformação, reduzindo pela metade a pegada de carbono dos módulos tradicionais e abrindo espaço para o Brasil ser referência em sustentabilidade solar. Energia Limpa de Verdade: O HJT e a Nova Geração de Módulos de Baixo Carbono A contradição da energia limpa A energia solar é, por natureza, uma fonte limpa. Mas há uma contradição que o setor fotovoltaico vem enfrentando há anos: nem todo painel solar é produzido de forma sustentável.O processo de fabricação tradicional ainda consome grandes quantidades de energia e emite gases de efeito estufa significativos, especialmente em etapas de alta temperatura e purificação do silício. Com a crescente pressão global por metas ESG e neutralidade de carbono, fabricar módulos solares com menor impacto ambiental tornou-se uma prioridade. É nesse cenário que surge o HJT (Heterojunction Technology) não apenas como uma evolução tecnológica em eficiência, mas como uma resposta ambiental concreta aos desafios da indústria. Pegada de carbono: a revolução silenciosa do HJT A Huasun Energy, maior fabricante mundial de módulos HJT, foi a primeira empresa do setor a conquistar a certificação da TÜV Rheinland para módulos de baixo carbono.O resultado surpreende: apenas 366 gCO₂eq por watt produzido, o menor valor já registrado em módulos de silício cristalino, quase 50% inferior ao dos módulos PERC convencionais fabricados na China. Para se ter uma ideia, se uma usina de 100 MW fosse construída com módulos HJT, isso representaria a redução de mais de 3.000 toneladas de emissões de CO₂ somente na fase de produção. Essa conquista não vem de marketing verde, mas de uma mudança radical no processo industrial: Baixas temperaturas de fabricação (≈200°C) substituem as fornalhas de mais de 1.000°C usadas em tecnologias tradicionais. Menor número de etapas produtivas , o que reduz o consumo energético global da linha de produção. Menos materiais metálicos e ausência de dopagem complexa , que demandam processos intensivos em energia. O resultado é um módulo mais eficiente não só no campo, mas também na fábrica algo que redefine o conceito de energia solar limpa. Energia Limpa de Verdade: O HJT e a Nova Geração de Módulos de Baixo Carbono Produção inteligente e economia circular A Huasun vai além da redução direta das emissões.Suas novas fábricas, como a unidade de Xuancheng, operam com automação total, controle digital e reaproveitamento térmico, dentro do conceito de “smart manufacturing”.Essas unidades utilizam sistemas fechados de água e recuperação de gases, minimizando o desperdício e permitindo reciclagem de materiais como vidro, alumínio e silício residual. Na etapa final, o design dos módulos HJT é pensado para facilitar a desmontagem e o reaproveitamento, antecipando tendências de economia circular que serão obrigatórias na União Europeia até 2030.Em termos práticos, isso significa menor custo ambiental e maior valor residual dos módulos após 25 ou 30 anos de operação. O valor do carbono: de diferencial a exigência A Europa, pioneira em regulamentações ambientais, já trata a pegada de carbono dos módulos solares como critério de compra.Projetos financiados por fundos verdes e bancos multilaterais exigem certificações de baixo carbono para liberação de crédito, especialmente em países como França, Alemanha e Holanda. Esse movimento está se espalhando rapidamente para outros mercados e o Brasil não ficará de fora.À medida que o país avança em políticas de descarbonização e o mercado de créditos de carbono se fortalece, a origem e o impacto ambiental dos módulos fotovoltaicos passarão a ser fatores determinantes na escolha de fornecedores. Nesse contexto, o HJT surge como o produto ideal para a nova era da sustentabilidade corporativa, oferecendo vantagens ambientais comprovadas e mensuráveis. Oportunidade para o Brasil: energia limpa da fonte à fábrica O Brasil é um dos países mais avançados em geração renovável — mais de 80% da sua matriz elétrica vem de fontes limpas. Mas a produção de módulos solares ainda depende fortemente de importações, muitas delas oriundas de cadeias industriais de alto impacto ambiental. Com a ascensão do HJT e o avanço global da descarbonização, o país tem a chance de posicionar-se como polo de consumo e até de produção de módulos de baixo carbono.Projetos de geração distribuída, usinas agrovoltaicas e grandes empreendimentos centralizados podem adotar o HJT como símbolo de eficiência e responsabilidade ambiental, reforçando a imagem do Brasil como potência verde. Além disso, empresas brasileiras que operam sob compromissos ESG (como distribuidoras de energia, construtoras e fundos de investimento) podem se beneficiar diretamente da valorização do módulo de menor pegada de carbono, seja em licitações, financiamentos ou acordos internacionais. Energia Limpa de Verdade: O HJT e a Nova Geração de Módulos de Baixo Carbono
- Estações de recarga de veículos elétricos: é um bom negócio?
Por Laís Víctor – Especialista em energias renováveis e Diretora executiva Estações de recarga de veículos elétricos: é um bom negócio? A nova fronteira da eletrificação no Brasil A mobilidade elétrica saiu do campo das promessas e entrou no mapa da infraestrutura brasileira. A queda do custo das baterias, a pressão por descarbonização e a chegada de novos modelos aceleraram a curva de adoção e abriram uma janela rara de oportunidades para o setor de energia. Essa transformação, embora ainda incipiente frente a países desenvolvidos, já começa a redesenhar o mapa da infraestrutura urbana e abrir novas oportunidades de negócio no setor elétrico. Entretanto, o entusiasmo com a eletrificação traz uma pergunta inevitável: instalar estações de recarga é realmente um bom negócio? Por trás das inaugurações e dos corredores elétricos em expansão, existe um mercado em formação que ainda busca equilíbrio entre demanda, custo e retorno. A rentabilidade direta continua modesta, mas a relevância estratégica cresce rapidamente; afinal, quem dominar a infraestrutura de recarga ocupará uma posição-chave no ecossistema energético da próxima década. Mais do que pontos de abastecimento, as estações de recarga representam um elo entre energia, mobilidade e tecnologia, reunindo integradores, distribuidoras e investidores em busca de protagonismo na transição energética. O desafio está em alinhar visão de longo prazo com um mercado ainda em consolidação tarifas elevadas, regulação em evolução e um público que começa a se adaptar à nova lógica da mobilidade sustentável. Ainda assim, o horizonte é promissor. Com políticas públicas em curso, redução gradual dos custos e integração crescente com geração solar e armazenamento, o setor de recarga tende a se tornar um dos vetores mais dinâmicos da eletrificação nacional. A questão já não é mais “se” esse mercado vai crescer mas “quem” estará preparado para liderá-lo. Crescimento acelerado, rentabilidade incerta O mercado de veículos elétricos no Brasil avança em um ritmo que há poucos anos pareceria improvável. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o país ultrapassou 250 mil unidades eletrificadas em circulação em 2025, somando modelos 100% elétricos e híbridos plug-in. O crescimento é expressivo, considerando que há apenas cinco anos o total de veículos dessa categoria não passava de 50 mil. Ainda que a frota eletrificada represente menos de 1% dos 46 milhões de automóveis leves em circulação, o movimento é claramente exponencial e o país começa a sentir os primeiros efeitos dessa nova fase da mobilidade. Essa curva ascendente é resultado de uma combinação de fatores. De um lado, incentivos fiscais e linhas de financiamento verdes têm tornado o investimento mais atrativo, especialmente para frotas corporativas e locadoras. De outro, as metas de descarbonização de grandes empresas impulsionadas por políticas ESG e compromissos climáticos estão acelerando a substituição gradual de veículos a combustão por modelos elétricos e híbridos. Mas talvez o principal motor dessa virada esteja na presença crescente de montadoras chinesas e asiáticas, que vêm democratizando o acesso ao carro elétrico. Marcas como BYD, GWM e Chery ampliaram significativamente sua produção e oferta no Brasil, trazendo modelos com autonomia acima de 300 km e preços até 40% menores do que os praticados há apenas três anos. Essa combinação de custo competitivo, desempenho e inovação tecnológica está mudando a percepção do consumidor e colocando o país em uma nova rota de eletrificação. No entanto, esse avanço acelerado da frota não tem sido acompanhado, na mesma velocidade, pela expansão da infraestrutura de recarga. O Brasil conta hoje com aproximadamente 4.500 pontos públicos de recarga, distribuídos de forma desigual e concentrados nas regiões Sul e Sudeste justamente onde está a maior parte da renda e da frota elétrica. Estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina puxam a frente, enquanto Norte e Nordeste ainda carecem de investimentos estruturantes. O contraste com o cenário internacional é nítido: em países europeus como Holanda, Alemanha e Noruega, há entre uma e duas estações públicas para cada dez veículos elétricos. No Brasil, essa proporção ultrapassa um ponto para cada cinquenta veículos uma defasagem que mostra que o desafio da infraestrutura é tão grande quanto o da adoção. E o motivo é simples: a viabilidade econômica das estações de recarga ainda é o principal obstáculo. A implantação de um eletroposto rápido (DC) exige investimentos que podem ultrapassar R$ 400 mil por unidade, considerando equipamentos, obras civis, demanda contratada e custos operacionais. O uso, porém, é intermitente, e o volume de recargas ainda não garante retorno consistente. Em muitos casos, a ocupação média das estações públicas não passa de 30% da capacidade instalada, tornando difícil alcançar equilíbrio financeiro. Com isso, operar um ponto de recarga hoje diz menos sobre lucro e mais sobre estratégia de presença. As empresas que investem nesse segmento o fazem com foco em posicionamento de marca, fidelização de clientes e compromisso ambiental. É o caso de redes varejistas, montadoras e incorporadoras que enxergam nas estações uma plataforma de relacionamento e não apenas um ativo elétrico. Com isso, o Brasil está avançando rapidamente na eletrificação de sua frota, mas ainda precisa resolver o descompasso entre o número de veículos e a infraestrutura disponível. O país vive um momento de transição em que o crescimento do mercado se sustenta mais pelo entusiasmo e pela visão de futuro do que por rentabilidade imediata. E talvez esse seja o ponto mais revelador: o negócio da recarga ainda não é rentável, mas já é inevitável.Quem compreender isso, e decidir entrar agora, estará menos preocupado com o retorno de hoje e mais comprometido em construir o mercado que virá amanhã. De onde vem o lucro (e para quem ele vai) O negócio de recarga se molda em torno de novos ecossistemas de valor. Três modelos principais se destacam: Infraestrutura própria de montadoras e locadoras, como BYD, Volvo e Localiza, que investem para atrair clientes e fortalecer suas marcas, sem foco direto em lucro operacional. Operadores independentes, como EZVolt, Voltbras e Raízen Power, que atuam com shoppings e redes de varejo, combinando cobrança por recarga, publicidade e programas de fidelização. Recarga corporativa e condominial, voltada a frotas e residências, com retorno mais previsível e payback entre três e seis anos, dependendo do perfil de consumo e do uso de geração distribuída. As margens ainda são estreitas, mas o valor está na convergência entre energia, dados e serviços. Cada estação é uma porta de entrada para a digitalização da energia conectando veículos, sistemas solares e baterias em uma rede cada vez mais inteligente e descentralizada. O desafio da regulação e da energia contratada A regulação é hoje um dos maiores obstáculos e, ao mesmo tempo, uma das maiores oportunidades. A ANEEL ainda enquadra as estações como “serviço de recarga”, e não como comercialização de energia, o que limita a precificação por kWh e restringe a escala do negócio. O custo da energia também pesa. Estações rápidas demandam alta potência, elevando a demanda contratada e o custo fixo mensal. Para contornar isso, empresas têm adotado contratos no Mercado Livre, aproveitando a abertura gradual para baixa tensão, e integrando geração distribuída para compensar parte do consumo. O PDE 2035, da EPE, destaca o papel crescente do armazenamento por baterias (BESS) como alternativa para reduzir picos de consumo e otimizar custos estratégia que tende a ganhar força à medida que o preço da tecnologia caia e a regulação evolua. Até que o marco regulatório se consolide, o setor seguirá nesse trânsito entre inovação e incerteza e é justamente nesse semáforo amarelo que os líderes costumam acelerar. O papel da infraestrutura pública e das parcerias A expansão da mobilidade elétrica no Brasil depende da capacidade de colaboração entre o poder público e a iniciativa privada. O Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), lançado em 2024, já prevê estímulos à produção local de veículos elétricos e à instalação de estações de recarga, sinalizando o interesse do governo em acelerar essa infraestrutura. Estados como São Paulo e Paraná também avançam com linhas de crédito, isenções fiscais e programas regionais de corredores elétricos. Mas a transformação não virá apenas de incentivos. O verdadeiro salto virá das parcerias inteligentes entre distribuidoras, startups, prefeituras e investidores capazes de conectar energia, dados e mobilidade. Experiências em Curitiba e Fortaleza mostram que a rentabilidade não precisa vir apenas da recarga, mas do ecossistema ao redor dela: da coleta de dados ao engajamento de marca, da publicidade digital aos serviços complementares. Cada estação, nesse contexto, torna-se um ponto de conexão estratégica não apenas uma infraestrutura elétrica, mas um ativo urbano e digital. Projeções e o horizonte de oportunidade De acordo com o PDE 2035, a mobilidade elétrica poderá adicionar 1,5 TWh por ano à demanda nacional de energia até o fim da década o suficiente para abastecer uma cidade de médio porte. Esse crescimento, ainda modesto frente ao consumo total do país, representa um novo vetor de expansão para o setor elétrico brasileiro. Mais do que um desafio de oferta, é uma oportunidade para integrar geração distribuída, armazenamento e comercialização flexível de energia. A eletrificação dos transportes redefine o papel do consumidor, transformando-o em protagonista da transição energética. Assim como ocorreu com o setor solar há uma década, o momento atual é de formação de mercado. Quem agir agora construindo presença, firmando parcerias e apostando em inovação ocupará posições privilegiadas quando o setor atingir maturidade. Mais do que energia, um novo caminho Investir em estações de recarga hoje é, antes de tudo, uma decisão de posicionamento estratégico. Ainda não se trata de um negócio de margens amplas, mas de visão de longo prazo, voltada à construção de relevância em um mercado que começa a se estruturar. O retorno financeiro virá, sim mas será consequência de quem souber ocupar espaço, construir parcerias e integrar inovação à infraestrutura. À medida que o país consolide sua regulação, expanda a frota de veículos elétricos e avance na integração entre geração distribuída, armazenamento e digitalização, o setor de recarga deixará de ser uma aposta para se tornar um pilar da nova economia elétrica brasileira. Em última instância, a recarga não é e talvez nunca tenha sido um fim em si mesma. Ela é o ponto de partida de um ecossistema energético em transformação, onde energia, mobilidade e tecnologia convergem para redefinir o papel do consumidor, do investidor e das cidades. Quem enxergar esse movimento agora, com clareza e propósito, não estará apenas instalando carregadores estará ajudando a construir a infraestrutura do futuro. Sobre a autora Laís Víctor é especialista em energias renováveis e diretora executiva de parcerias, com 14 anos de atuação no setor de energia. Sua atuação inclui o desenvolvimento de negócios, estruturação de alianças estratégicas e apoio à atração de investimentos para projetos de transição energética, com foco na construção de ecossistemas sustentáveis e inovação no mercado global de renováveis. Estações de recarga de veículos elétricos: é um bom negócio?











