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  • Enertrack lança estruturas fixas solares com vãos ultralongos e montagem contínua de até 1 km

    Estruturas fixas da Enertrack garantem vãos de até 60 metros e reduzem custos de fundações em 50%. Enertrack lança estruturas fixas solares com vãos ultralongos e montagem contínua de até 1 km Brasil, 22 de outubro de 2025 - A Enertrack Technology, líder global em sistemas de tracking e estruturas solares, reforça sua presença na América Latina, impulsionando a transição energética com soluções que unem inovação, eficiência e tecnologia de ponta. Com fábrica em Hefei, na China e operações no Brasil e Chile, a companhia vem ampliando sua atuação no mercado regional, oferecendo equipamentos que atendem a todas as fases do ciclo de vida de um projeto solar — do desenvolvimento à operação e manutenção. A Enertrack está expandindo sua atuação na região, incluindo Argentina Colômbia, Equador, Peru e principais países do Caribe, garantindo alta eficiência, qualidade e com custo extremamente competitivo.   Soluções que redefinem o padrão em estruturas solares   Entre os principais diferenciais, a Enertrack se destaca por suas soluções de estruturas fixas, desenvolvidas com sistemas de suporte flexíveis que permitem vãos ultralongos de mais de 60 metros, resistência a ventos de força 15 e zero deflexão durante a instalação dos módulos. Enertrack lança estruturas fixas solares com vãos ultralongos e montagem contínua de até 1 km   Essas estruturas também são altamente adaptáveis a terrenos com inclinações de até 30° e ângulos abruptos, o que possibilita aumentar em mais de 20% a capacidade instalada em áreas complexas. Além disso, o sistema permite instalações contínuas de até 1.000 metros, reduzindo em até 50% os custos com fundações e aço, e acelerando significativamente o cronograma das obras.   Diego Silva, diretor da Enertrack Latam “Nosso foco é desenvolver soluções robustas, seguras e adaptáveis às mais diversas condições de terreno. Queremos entregar ao mercado estruturas que combinem eficiência, flexibilidade e custo-benefício, garantindo resultados sustentáveis e duradouros”, afirma Diego Silva, diretor da Enertrack Latam.   Para instalações em telhados, a Enertrack também oferece sistemas modulares compatíveis com telhas trapezoidais, com garantia de 10 anos para telhas cerâmicas e proteção anti-infiltração para coberturas planas — reforçando o compromisso da marca com a durabilidade e segurança de suas soluções.   Trackers inteligentes e adaptáveis   Outro diferencial do portfólio da Enertrack é seu sistema de trackers solares inteligentes, desenvolvidos integralmente pela própria empresa. Equipados com algoritmo patenteado de rastreamento solar, esses trackers garantem alta eficiência, confiabilidade e rentabilidade, mesmo em condições extremas como montanhas, desertos e terrenos inclinados.   Principais vantagens dos trackers Enertrack:   Algoritmo inteligente patenteado para otimização do rastreamento solar; Alta eficiência energética e rentabilidade; Operação confiável e adaptável a diferentes tipos de terreno; Robustez e estabilidade em ambientes desafiadores.   Expansão e presença regional   Com sede em Hefei (China) e um centro global de P&D, a Enertrack possui capacidade produtiva anual de 16 GW, atendendo às demandas globais com agilidade e escala. Na América Latina, mantém escritórios em São Paulo e Santiago, além de uma rede de suporte local, garantindo atendimento técnico e comercial próximo aos clientes.   Com mais de 20 anos de experiência, 90 patentes registradas e 10 GW de fornecimento acumulado em sistemas de suporte fotovoltaico, a empresa consolida-se como uma das principais fornecedoras globais do setor solar, aliando tecnologia, qualidade e compromisso com o desenvolvimento sustentável.   Sobre a Enertrack   A Enertrack Technology é uma empresa líder mundial em sistemas de tracking e estruturas solares, reconhecida pela inovação, qualidade e eficiência de suas soluções. Sua missão é acelerar a transição energética na América Latina, fornecendo tecnologia de ponta para projetos de energia renovável e contribuindo para um futuro mais sustentável. Enertrack lança estruturas fixas solares com vãos ultralongos e montagem contínua de até 1 km

  • WEG acelera expansão no México para driblar tarifas dos EUA e manter competitividade internacional

    Com novas tarifas sobre produtos brasileiros, fabricante aposta na realocação estratégica de sua produção para sustentar o crescimento no mercado norte-americano até 2026. WEG acelera expansão no México para driblar tarifas dos EUA e manter competitividade internacional A WEG, uma das maiores indústrias brasileiras de equipamentos elétricos e soluções industriais, está redesenhando sua estratégia global de produção para contornar as novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. A companhia confirmou que vai acelerar a ampliação de sua capacidade fabril no México, com o objetivo de atender diretamente ao mercado norte-americano e compensar as perdas provocadas pelas tarifas de importação aplicadas a produtos brasileiros. De acordo com o diretor financeiro da empresa, André Luis Rodrigues, a decisão faz parte de um plano de reestruturação que antecipa investimentos e reposiciona parte da cadeia produtiva. “Estamos ajustando nosso modelo operacional para reduzir a exposição às tarifas e manter a competitividade global. O México passa a ter papel central nesse movimento”, afirmou. As tarifas norte-americanas, em vigor desde agosto, atingem 50% de diversos itens exportados do Brasil, impactando diretamente o desempenho da WEG no último trimestre. A expectativa é de que a nova configuração produtiva entre em plena operação até o primeiro semestre de 2026. A estratégia prevê que as fábricas mexicanas se tornem o principal polo de fornecimento da companhia para os Estados Unidos, enquanto as unidades brasileiras passam a atender prioritariamente o México e outros países da América Central. A mudança deve reduzir custos logísticos e cambiais, além de fortalecer a presença da marca no mercado latino-americano. Especialistas do setor avaliam que a decisão da WEG reflete uma tendência crescente entre empresas industriais brasileiras que buscam rotas alternativas diante do aumento das barreiras comerciais globais. O movimento também reforça a importância do México como hub produtivo regional, impulsionado por acordos de livre comércio e pela proximidade com o mercado norte-americano. Com mais de 60 anos de atuação, a WEG segue ampliando sua presença internacional, com operações em mais de 30 países. A nova fase de expansão sinaliza não apenas uma resposta às restrições tarifárias, mas uma aposta estratégica em um modelo de produção mais integrado, flexível e resiliente. WEG acelera expansão no México para driblar tarifas dos EUA e manter competitividade internacional

  • EXPOIND 2025: na próxima semana, público terá quatro dias para conhecer a indústria do futuro em Goiás

    Centro de Convenções recebe a segunda edição da Expoind, Feira de Fornecedores de Tecnologia e Soluções para Indústria de Goiás, de 29/10 a 1º/11. Evento reúne entrega de prêmios de inovação e sustentabilidade, rodadas de negócios internacionais, entre outros destaques EXPOIND 2025: na próxima semana, público terá quatro dias para conhecer a indústria do futuro em Goiás Inovação e Sustentabilidade na Indústria: Transformando Goiás no Polo do Futuro, com esse tema, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e parceiros realizam a Expoind 2025 - Feira de Fornecedores de Tecnologia e Soluções para Indústria de Goiás, que este ano vai reunir a cadeia produtiva goiana e fornecedores de todo o País entre os dias 29 de outubro e 1º de novembro, no Centro de Convenções de Goiânia. O evento terá entrada gratuita e será aberto ao público em geral.Em sua primeira edição realizada no ano passado, a feira mobilizou mais de 70 expositores, movimentou em três dias R$ 70 milhões de negócios, outros R$ 200 milhões em negócios futuros e recebeu um público de 6,5 mil pessoas. Para esta segunda edição, a meta é superar todos esses números, conforme explica o presidente da Fieg, André Rocha. “Felizmente, estamos com 100% dos estandes comercializados, e quase metade desses expositores estava presente no ano passado, o que demonstra que a Expoind se consolidou como um importante evento do calendário industrial já em sua primeira edição”, salienta. Ele sublinha que a ideia principal da organização é mais uma vez conectar empresários, gestores e profissionais da indústria goiana com grandes fornecedores vindos de todo o Brasil, trazendo as mais inovadoras soluções para as principais dores dos industriais goianos, seja nas áreas de automação, logística, insumos, segurança, serviços digitais, capacitação de mão de obra e outros. “Vamos trazer para esse evento, além é claro, das indústrias e fornecedores, acadêmicos, investidores, estudantes de várias áreas afins, trabalhadores da indústria, para que o máximo de pessoas conheçam o que de mais novo e tecnológico está sendo feito para tornar a nossa indústria mais competitiva”, afirma o presidente da Fieg. O dirigente avalia que a mudança da realização da Expoind para o Centro de Convenções é um grande diferencial nesta edição. “Com a excelente infraestrutura do nosso Centro de Convenções e sua localização central, tenho certeza de que vamos atrair um público ainda maior e fornecer uma vitrine de qualidade para os nossos expositores. Comércio exterior e rodadas de negócios Além dos estandes com as mais variadas e inovadoras soluções para a indústria, a Expoind 2025 irá trazer uma ampla programação com objetivo de fomentar conhecimento e negócios. Uma das atrações esperadas pelos industriais é mais uma edição do Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice), agendado para os dias 30 e 31 de outubro.  Organizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, o evento colocará frente a frente indústrias goianas e compradores internacionais para rodadas de negócios. “Serão 12 compradores internacionais da América Latina e este ano temos uma novidade, com a ampliação da participação dos segmentos", informa Juliana Tormin, gerente do CIN-Fieg.As rodadas serão voltadas para os segmentos de alimentos e bebidas; de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (HPPC); e indústrias químicas, de fármacos, de tecnologia, de maquinário e de softwares, que poderão oferecer seus produtos e serviços para o mercado internacional.  A participação é gratuita para as indústrias goianas e, para estimular o fechamento de negócios, a Fieg dá assessoria para aquelas que ainda não têm experiência com exportação. No total, serão atendidas 56 empresas. Já a sessão nacional de negócios será exclusiva para expositores da Expoind. Além da programação com foco no intercâmbio comercial, a 12ª edição do Eice mantém a tradição de fomentar o relacionamento com embaixadas e consulados sediados no Brasil. Nesse sentido, foram convidadas representações diplomáticas de países da América Latina, Europa, Ásia e África, além dos Estados Unidos e do Canadá. O objetivo é reforçar o diálogo, sobretudo no atual momento, marcado por tarifaço e busca por novos mercados para a produção goiana e nacional. Prêmios e reconhecimento Alinhado às grandes temáticas do evento inovação e sustentabilidade, outro ponto alto da Expoind será a entrega do 2º Prêmio de Inovação Fieg e do 2º Prêmio Fieg de Sustentabilidade da Indústria Goiana. As cerimônias de premiação ocorrerão no dia 30 de outubro, respectivamente às 18 horas, na área da Jornada Nacional de Inovação, e às 20 horas, na Arena Coopsparty. O objetivo dos dois concursos é reconhecer as iniciativas desenvolvidas pela indústria goiana. “A promoção desses prêmios é um grande orgulho para nós da Fieg, pois conseguimos engajar indústrias goianas, de variados segmentos, das pequenas às grandes empresas, a mostrarem as soluções que elas criam para seus diversos desafios, mas que também são certamente as dores de muitas outras indústrias Brasil à fora. Ou seja, é uma vitrine para a criatividade, a sustentabilidade e a inovação goiana”, salienta o presidente André Rocha. Jornada Nacional de Inovação da Indústria - etapa regional A Expoind também receberá, durante sua programação, o Encontro Regional Centro-Oeste da Jornada Nacional de Inovação da Indústria, um movimento itinerante pelo Brasil, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, com objetivo de identificar, conectar e amplificar inovações tecnológicas e sustentáveis.  A etapa regional irá apresentar um mapeamento de todas as demandas e desafios da indústria do Centro-Oeste, especialmente no que diz respeito à transição ecológica e digital. Temas como a Indústria 4.0, automação, IoT (internet das coisas), inteligência artificial, sustentabilidade na indústria, eficiência energética, agroindústria tecnológica, cibersegurança e infraestrutura digital, logística inteligente e capacitação profissional e futuro do trabalho serão tratados. O evento será realizado no dia 30 de outubro, com visitas técnicas pela manhã e painéis na parte da tarde, em espaço exclusivo dentro da Expoind. É aguardado um público de 300 representantes da indústria de todo o Centro-Oeste. A etapa regional da jornada é preparatória para o Congresso Nacional de Inovação, que está previsto para ser realizado em março de 2026, quando será apresentado um diagnóstico do cenário da inovação no Brasil e sugestões de ações para estimular a articulação entre centros de pesquisa, instituições e o mercado. Parceria que engrandece Em 2025, a Expoind será realizada dentro da FIC Goiás – Feira da Indústria, Comércio, Habitação e Empreendedorismo, evento que reúne a Fieg, a Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), a Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Sebrae Goiás e o Fórum Goiano da Habitação. Além da Expoind, a FIC irá abarcar num só lugar a Feira do Empreendedor, a 1ª Expocom, a 3ª Expo Fecomércio e a 18ª Feira do Imóvel. O credenciamento para visitantes é gratuito e pode ser feito no link:  https://web.eventogyn.com.br/event/ficgoias25/site/content/inscricoes EXPOIND 2025: na próxima semana, público terá quatro dias para conhecer a indústria do futuro em Goiás

  • Faltas de luz superiores a 24h terão compensação automática para consumidores

    ANEEL intensifica fiscalização e exige comunicação imediata de interrupções de energia Faltas de luz superiores a 24h terão compensação automática para consumidores Os consumidores brasileiros terão direito a receber compensação financeira automática caso enfrentem interrupções de energia elétrica por mais de 24 horas. A medida, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), representa um avanço na proteção do consumidor e estabelece regras mais rigorosas para distribuidoras em todo o país. De acordo com a nova regulamentação, qualquer falta de luz deve ser comunicada imediatamente pelos fornecedores de energia às autoridades e aos clientes. Além disso, as empresas terão que adotar ações preventivas para reduzir o risco de apagões prolongados, incluindo reforço de manutenção em redes críticas e monitoramento em tempo real do fornecimento. A compensação automática será calculada de forma proporcional ao tempo em que o serviço ficou indisponível, sem necessidade de protocolo ou solicitação por parte do consumidor. “É uma mudança histórica na relação entre distribuidoras e clientes. A ideia é garantir que interrupções longas não gerem prejuízo financeiro para quem depende da energia”, explicou um especialista em regulação do setor elétrico. O novo marco regulatório também prevê penalidades mais severas para as empresas que não cumprirem os prazos de comunicação ou não adotarem medidas preventivas. A expectativa é que a aplicação dessas regras aumente a transparência e melhore a confiabilidade do fornecimento elétrico no país, beneficiando tanto residências quanto empresas. O consumidor conectado Além da compensação, a ANEEL quer que os consumidores estejam sempre informados. Alertas via aplicativo, SMS ou e-mail devem ser enviados imediatamente em casos de interrupções, permitindo que famílias e empresas se preparem e adotem medidas de contingência. Especialistas afirmam que a medida incentiva a modernização das distribuidoras e o investimento em tecnologias de monitoramento e resposta rápida, alinhando o Brasil a práticas internacionais de proteção do consumidor. Com a mudança, o setor elétrico brasileiro entra em um novo patamar de responsabilidade, colocando o cliente no centro das decisões e transformando a forma como apagões são tratados no país. Faltas de luz superiores a 24h terão compensação automática para consumidores

  • Armazenamento de energia pode reduzir custos do sistema elétrico brasileiro em até 16% até 2029

    O armazenamento de energia surge como peça-chave para a transição energética do Brasil, apontam especialistas. Um estudo da consultoria PSR indica que tecnologias como baterias de íon-lítio e usinas hidrelétricas reversíveis podem cortar até 16% dos custos médios do sistema elétrico nacional até 2029, enquanto aumentam a confiabilidade da rede e viabilizam uma participação maior de fontes renováveis. O relatório “ Accelerating the Brazilian Energy Transition: Comprehensive Energy Storage Meta-Analysis for Brazil ” analisa o papel estratégico dos sistemas de armazenamento (ESS – Energy Storage Systems) na evolução do setor elétrico, destacando barreiras regulatórias e tributárias que ainda limitam investimentos e a necessidade de novas fontes de receita para viabilizar projetos. Baterias e hidrelétricas reversíveis: soluções complementares Segundo o estudo, baterias de íon-lítio são ideais para armazenamento de curta duração, até quatro horas, oferecendo soluções modulares e rápidas para equilibrar picos de demanda e curtailment de energia solar e eólica. Por outro lado, usinas hidrelétricas reversíveis permitem armazenamento de longo prazo, aproveitando a geografia brasileira e a experiência consolidada do país em geração hidrelétrica. Essas tecnologias podem fornecer serviços ancilares essenciais e permitir que o sistema elétrico integre mais energia renovável sem aumentar a dependência de termelétricas a combustíveis fósseis. “O armazenamento de energia é central para a transição energética no Brasil. Ele reduz custos e amplia a participação de renováveis, mas precisa de regras claras e condições econômicas que incentivem seu desenvolvimento”, afirma Luiz Barroso, CEO da PSR. Demanda por flexibilidade pode chegar a 58 GW em 2029 O crescimento da geração solar e eólica está transformando a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN). A participação das hidrelétricas caiu de 65% em 2014 para menos de 48% em 2025, enquanto a eólica saltou de 2% para 16% e a solar, praticamente ausente há alguns anos, já representa 8% da capacidade centralizada – chegando a 24% quando se incluem micro e minigeradores distribuídos. Com isso, a rede precisará de maior flexibilidade para responder a variações rápidas na geração renovável. Segundo a PSR, em cenários críticos de 2029, rampas de sete horas poderão demandar até 58 GW de flexibilidade. Sem recursos de resposta rápida, a confiabilidade do sistema pode ficar comprometida. O estudo mostra que a instalação de 32 GW em baterias de quatro horas poderia reduzir os custos do atendimento à demanda em 13%, enquanto 32 GW de hidrelétricas reversíveis de 100 horas resultariam em uma redução de até 16%. Em comparação, 32 GW de termelétricas flexíveis a gás reduziriam apenas 4,1%. Barreiras regulatórias e tributárias ainda limitam investimentos Apesar do potencial técnico, a viabilidade econômica dos ESS enfrenta desafios. A arbitragem de preços, estratégia que permite armazenar energia quando ela está barata e despachá-la quando os preços sobem, ainda não gera receita suficiente. Para ser financeiramente viável, seria necessário um spread diário de US$ 72 a 152/MWh para baterias de quatro horas e US$ 65 a 161/MWh para hidrelétricas reversíveis, enquanto o mercado brasileiro apresenta uma variação média diária de apenas US$ 29/MWh. Além disso, a tributação elevada sobre baterias em média 76% de aumento de custo frente à geração tradicional e a ausência de um marco regulatório consolidado dificultam a expansão. A Aneel tem desenvolvido um roadmap regulatório com conclusão prevista para 2027, mas lacunas persistem, incluindo regras sobre leilões de capacidade, licenciamento ambiental e integração ampla de tecnologias de armazenamento. Segundo o estudo, avançar no marco regulatório será crucial, mas medidas complementares serão necessárias para garantir que os ESS possam participar plenamente do mercado elétrico e desbloquear seu potencial técnico e econômico. Armazenamento de energia pode reduzir custos do sistema elétrico brasileiro em até 16% até 2029

  • Brasil retoma leilões no pré-sal e mira reposição de reservas estratégicas

    Após quase dois anos sem lançar novas áreas no polígono do pré-sal, o Brasil retorna ao mercado com sete blocos disponíveis no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção. O leilão, organizado pela ANP nesta quarta-feira (22/10), é visto como uma oportunidade para recompor reservas de óleo e gás em regiões estratégicas. Brasil retoma leilões no pré-sal e mira reposição de reservas estratégicas Entre os blocos ofertados, dois estão na Bacia de Santos (Ametista e Esmeralda) e cinco na Bacia de Campos (Jaspe, Citrino, Larimar, Ônix e Itaimbezinho). Todas as áreas já haviam despertado interesse prévio do mercado, segundo a agência. A Petrobras exerce direito de preferência pelo bloco Jaspe, o que garante à estatal a possibilidade de atuar como operadora no consórcio vencedor, mesmo que não seja a maior ofertante. Para Marina Abelha, superintendente de Promoções de Licitações da ANP, a diversidade geológica das áreas é um ponto positivo: “Os blocos apresentam características muito distintas, o que deve atrair diferentes perfis de investidores”, afirmou durante a Offshore Week 2025. Tabita Loureiro, diretora da PPSA, responsável por representar a União nos contratos de partilha, reforçou o otimismo: “Este deve ser o segundo de três leilões bem-sucedidos do ano no setor de petróleo e gás. Há sinais claros de interesse do mercado”, disse. No total, 15 empresas estão inscritas, incluindo três ‘junior oils’ estreantes no modelo de partilha Brava, Karoon e Prio. A Brava, no entanto, anunciou que não participará do certame, priorizando a desalavancagem após a fusão entre 3R Petroleum e Enauta. O modelo de partilha ainda gera debates sobre sua atratividade. Diferente do sistema de concessão, na partilha o bônus de assinatura é fixo, e a disputa entre empresas ocorre pelo percentual da produção futura que cabe à União. O último leilão nesse formato, em dezembro de 2023, foi marcado por baixa adesão, com apenas um bloco arrematado pela bp, sem participação da Petrobras. Desde então, o tema voltou ao centro de discussões políticas, mas propostas de alteração do modelo não avançaram no Senado. A retomada dos leilões é parte da estratégia do Brasil para evitar o declínio das reservas e manter a autossuficiência energética. A ANP planeja ainda publicar este ano o edital da próxima rodada de oferta permanente no modelo de concessão, ampliando as oportunidades para o setor. Especialistas do mercado ressaltam que continuar explorando áreas maduras do pré-sal, ao mesmo tempo em que se avança na abertura de novas fronteiras, como a Margem Equatorial, é essencial para que o país não se torne importador líquido de petróleo já na próxima década. A recente aprovação da licença ambiental pelo Ibama para perfuração na Bacia da Foz do Amazonas reforça essa estratégia, mas a indústria alerta que não se pode depender apenas dessas regiões para recompor reservas. Flavio Fernandes, diretor técnico da S&P Global, observa que “há apetite dos investidores para recompor áreas e investir em exploração”. Já Thais Vachala, vice-presidente de Supply Chain da Rystad Energy, destaca que a combinação entre exploração de campos maduros e novas fronteiras é crucial para a sustentabilidade do setor no Brasil. Brasil retoma leilões no pré-sal e mira reposição de reservas estratégicas

  • Tempestades sob controle: como operadores eólicos estão reinventando a proteção contra raios

    Com mais de 60% das perdas de pás eólicas ligadas a descargas atmosféricas, o setor busca soluções tecnológicas e estratégicas para reduzir prejuízos e aumentar a resiliência das turbinas diante do avanço das mudanças climáticas. Tempestades sob controle: como operadores eólicos estão reinventando a proteção contra raios Quando um raio atinge uma turbina eólica, o impacto vai muito além do espetáculo visual ele representa um dos maiores custos operacionais para os parques de geração. Estudos apontam que mais de 60% das perdas de pás  e 20% do tempo de inatividade  das turbinas têm origem em descargas elétricas. E, com a intensificação das tempestades causada pelas mudanças climáticas, esse desafio tende a crescer. Conversas com operadores e especialistas de diferentes países revelam um quadro preocupante: falhas recorrentes nos sistemas de proteção contra raios (LPS) , dados inconsistentes entre fabricantes , seguros com coberturas limitadas  e orçamentos anuais de manutenção que ultrapassam US$ 1 milhão  em grandes empreendimentos. Mas o setor começa a reagir. A seguir, o EnergyChannel  apresenta seis passos práticos adotados por operadores de ponta  para reduzir riscos e custos causados por descargas atmosféricas e transformar dados em estratégia. 1. Conhecer a fundo cada turbina e seu sistema de proteção Cada turbina é única até mesmo entre unidades de um mesmo modelo. Pequenas diferenças de projeto ou de fábrica podem alterar significativamente o comportamento elétrico das pás e o desempenho do sistema de proteção. Mapear e entender as variações no LPS (Lightning Protection System)  é o primeiro passo para identificar vulnerabilidades e definir ações preventivas adequadas. 2. Medir o impacto real das descargas e os prejuízos anuais Muitos operadores não têm clareza sobre o quanto perdem, de fato, com danos por raios. Realizar um levantamento detalhado do histórico de ocorrências, custos de reparo e tempo médio de parada  é essencial para justificar investimentos em mitigação e fortalecer negociações com seguradoras ou fabricantes. 3. Instalar sistemas de detecção e monitoramento de descargas As redes regionais de detecção fornecem dados gerais, mas o monitoramento local e em tempo real  é o que permite agir com rapidez. Sensores inteligentes, como os utilizados por grandes operadores europeus, enviam alertas instantâneos após uma descarga. A integração desses sistemas a plataformas de dados possibilita identificar padrões de frequência, intensidade e localização , auxiliando na prevenção de novos incidentes. 4. Ter um plano de resposta claro e imediato Detectar o raio é só o começo. A eficiência vem da resposta. Operadores de referência já contam com protocolos padronizados  que definem: Quando iniciar inspeções; Quem é responsável pela verificação e em quanto tempo; Como registrar e comunicar resultados. Relatórios detalhados, com fotos e dados técnicos, reduzem custos, agilizam seguros e evitam que pequenos danos evoluam para falhas estruturais. 5. Rever contratos de seguro e acordos com fabricantes O aumento das ocorrências levou seguradoras a endurecer cláusulas de cobertura especialmente em casos de falhas repetitivas nos sistemas de proteção. Por isso, revisar os contratos é indispensável. Questões como “raios estão totalmente cobertos?”, “há exclusões por defeito conhecido?” e “é possível obter descontos por adoção de sistemas de detecção?” devem fazer parte da pauta. Da mesma forma, entender as condições de garantia dos fabricantes (OEMs)  é fundamental. Muitas vezes, raios são classificados como força maior , excluindo a responsabilidade do fabricante. Nesses casos, dados precisos de detecção  ajudam o operador a comprovar a origem e a intensidade do evento. 6. Investir em retrofit e aprimoramento do sistema de proteção Projetos originais de LPS nem sempre consideram fatores locais como altitude, topografia e padrões regionais de tempestade . Por isso, cresce o uso de soluções complementares desenvolvidas por empresas especializadas, que permitem criar caminhos de descarga mais eficientes e seguros . Esses retrofits, quando projetados por engenheiros qualificados, reduzem danos às pás, aumentam a confiabilidade do sistema e melhoram a relação com seguradoras e OEMs . Gestão inteligente do risco Não há como eliminar o risco de raios mas é possível controlar a resposta e minimizar os efeitos . A combinação de monitoramento contínuo, planos de ação bem estruturados e soluções de retrofit  representa hoje a melhor defesa para os parques eólicos. Ao adotar uma gestão baseada em dados, operadores ganham não apenas em segurança e disponibilidade, mas também em previsibilidade financeira e competitividade . Checklist rápido: o que fazer após um raio Priorize a segurança da equipe; Interrompa a operação das turbinas afetadas; Realize uma inspeção visual imediata; Analise os registros operacionais e de sensores; Acione técnicos especializados para reparo; Documente todo o processo com fotos e relatórios; Inicie o processo de sinistro o quanto antes; Teste completamente a turbina antes de retomar a operação; Faça uma análise pós-evento para aprimorar protocolos. Conclusão A eletricidade está no coração da energia eólica mas também é sua maior ameaça. À medida que os ventos mudam e as tempestades se tornam mais intensas, prevenir e responder com inteligência  será o fator que separa os parques resilientes dos vulneráveis. Tempestades sob controle: como operadores eólicos estão reinventando a proteção contra raios

  • Colômbia adota sistema instantâneo de pagamentos com tecnologia brasileira

    Inspirado no sucesso do Pix, o novo sistema financeiro instantâneo da Colômbia foi desenvolvido com suporte de uma fintech de Curitiba e promete acelerar a digitalização bancária no país vizinho. Colômbia adota sistema instantâneo de pagamentos com tecnologia brasileira A Colômbia acaba de dar um passo importante rumo à modernização de seu sistema financeiro ao lançar um modelo próprio de pagamentos instantâneos, inspirado no Pix brasileiro. A novidade coloca o país entre as nações latino-americanas que buscam fortalecer a bancarização digital e ampliar o acesso a serviços financeiros rápidos e seguros. O destaque, porém, é a presença brasileira no projeto: uma fintech de Curitiba foi uma das principais responsáveis por desenvolver a infraestrutura tecnológica que dá vida ao novo sistema, garantindo a interoperabilidade entre bancos e carteiras digitais locais. Transformação financeira regional Desde que o Pix foi lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020, o modelo se tornou referência global. A Colômbia é um dos primeiros países da América Latina a criar uma versão própria e com apoio direto de know-how nacional. De acordo com fontes do setor financeiro colombiano, o novo sistema permitirá transferências instantâneas entre diferentes instituições, 24 horas por dia, sete dias por semana, sem custos adicionais para o usuário. A expectativa é que a solução reduza drasticamente a dependência de dinheiro em espécie e aumente a eficiência dos pagamentos no comércio eletrônico e entre pessoas físicas. Tecnologia brasileira exportada A participação da fintech curitibana reforça o protagonismo do Brasil no desenvolvimento de soluções financeiras digitais na América Latina. A empresa forneceu parte do sistema de integração responsável por conectar bancos, fintechs e o órgão regulador colombiano estrutura considerada essencial para garantir segurança, rastreabilidade e alta disponibilidade das operações. Em entrevista ao EnergyChannel , especialistas do setor destacam que a internacionalização de tecnologias como o Pix é um marco para o ecossistema de inovação da região. “O sucesso do modelo brasileiro abriu espaço para uma nova geração de soluções financeiras abertas e interoperáveis. O caso colombiano mostra que a integração digital pode avançar de forma cooperativa entre países latino-americanos”, afirma um analista. Expansão e impacto econômico A iniciativa colombiana deve beneficiar milhões de usuários, principalmente os que ainda não têm acesso pleno ao sistema bancário tradicional. Segundo o Banco da República da Colômbia, mais de 45% da população adulta ainda depende majoritariamente de dinheiro vivo para transações cotidianas. Com o novo sistema, o governo busca promover a inclusão financeira e estimular a formalização da economia digital. Pequenos empreendedores, trabalhadores autônomos e plataformas de serviços serão os primeiros a sentir o impacto positivo da mudança. Um novo ciclo para a integração latino-americana O avanço tecnológico compartilhado entre Brasil e Colômbia pode abrir caminho para um futuro de maior integração econômica e digital na região. O modelo de pagamentos instantâneos se consolida como ferramenta estratégica não apenas para acelerar a inovação financeira, mas também para fortalecer a soberania tecnológica dos países latino-americanos. Com a expertise exportada de Curitiba, a Colômbia dá início a uma nova fase da transformação digital no continente e o Brasil reafirma seu papel de referência em tecnologia financeira global. Colômbia adota sistema instantâneo de pagamentos com tecnologia brasileira

  • Fast Track acelera aprovação de projetos solares e reduz reprovas por fluxo reverso

    Nova diretriz da Aneel simplifica o processo de conexão para sistemas fotovoltaicos de até 7,5 kW, eliminando a necessidade de análise de fluxo reverso em geração local. Fast Track acelera aprovação de projetos solares e reduz reprovas por fluxo reverso O modelo fast track um procedimento simplificado que promete reduzir significativamente o número de reprovações em projetos de microgeração distribuída. A medida é especialmente relevante para sistemas de até 7,5 kW conectados à rede local, que passam a ser dispensados da análise de fluxo reverso, uma das etapas mais técnicas e demoradas do processo de homologação. Na prática, o fast track  permite que pequenos geradores, como residências e comércios de pequeno porte, avancem mais rapidamente nas etapas de aprovação junto às distribuidoras. Isso reduz gargalos técnicos e agiliza a conexão de novas usinas solares à rede, favorecendo tanto instaladores quanto consumidores. Segundo especialistas do setor, o fluxo reverso que ocorre quando a energia gerada pelo sistema solar excede o consumo local e é injetada de volta na rede tem sido um dos principais motivos de reprovações em análises de conexão. O novo modelo, ao dispensar essa exigência em casos de geração local sem exportação de energia, torna o processo mais ágil e previsível. “Essa simplificação é estratégica, pois elimina etapas desnecessárias para sistemas de menor porte e garante maior eficiência para todos os envolvidos”, avalia um engenheiro consultado pelo EnergyChannel . “Além de reduzir a burocracia, o fast track reforça a segurança técnica, já que mantém critérios de conformidade elétrica e qualidade da instalação.” Para empresas integradoras, a mudança representa não apenas economia de tempo, mas também de custos operacionais. Projetos que antes podiam levar semanas para aprovação agora têm a chance de serem liberados em poucos dias, especialmente quando não há injeção de energia na rede. O avanço do fast track  está alinhado ao esforço nacional de desburocratização da geração distribuída e de incentivo ao uso de fontes renováveis. A expectativa é que o modelo contribua para ampliar o número de sistemas homologados em 2025, impulsionando a expansão da energia solar em residências e pequenos negócios. Como aplicar o Fast Track na prática Para que um projeto seja enquadrado no fast track , é essencial que o sistema fotovoltaico tenha potência instalada de até 7,5 kW (inversor) , e esteja de acordo com as normas técnicas da distribuidora local. Os integradores devem atentar-se a alguns pontos fundamentais: Comprovar o balanceamento entre geração e consumo local , evitando excedentes de energia; Utilizar inversores homologados pelo Inmetro e compatíveis com o padrão de rede local ; Anexar documentação técnica completa , incluindo diagrama unifilar e ART de responsabilidade técnica; Registrar o projeto no sistema da distribuidora , informando o enquadramento no procedimento fast track . Com essas medidas, é possível reduzir o risco de reprovas e acelerar a liberação do ponto de conexão uma vantagem competitiva importante para integradores e clientes que buscam agilidade na instalação de sistemas solares. Fast Track acelera aprovação de projetos solares e reduz reprovas por fluxo reverso

  • ABGD reúne especialistas na USP para debater acesso à energia limpa na Amazônia Legal

    Evento destaca desafios e soluções para universalizar o acesso à energia renovável em comunidades isoladas da região amazônica ABGD reúne especialistas na USP para debater acesso à energia limpa na Amazônia Legal São Paulo (SP) — O Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP) sediou, nesta segunda-feira (20), um encontro promovido pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD)  dedicado a um dos maiores desafios energéticos e sociais do país: a universalização do acesso à energia elétrica na Amazônia Legal . O evento reuniu pesquisadores, representantes do governo, empresas e organizações civis para discutir políticas públicas, modelos de financiamento e tecnologias limpas  voltadas à geração própria de energia em comunidades isoladas. A Amazônia Legal, que representa cerca de 50% do território nacional , ainda abriga mais de 1 milhão de pessoas sem acesso à eletricidade  moderna e limpa. O encontro destacou a urgência de desenvolver sistemas híbridos, baterias, micro e minirredes  que integrem energia solar e armazenamento, tornando o fornecimento mais estável, sustentável e acessível. “Levar energia à Amazônia não é apenas uma questão técnica, é uma questão de dignidade e de cidadania”, afirmou Marcelo Sousa , representante da Gotion Inc , empresa especializada em sistemas de armazenamento de energia (BESS). Ele destacou que soluções como minirredes e sistemas solares híbridos são essenciais para regiões que ainda vivem desconectadas do Sistema Interligado Nacional. “Estamos falando de acesso à saúde, educação, comunicação e desenvolvimento econômico local”, completou. Entre os destaques do encontro, a Fundação Mott , instituição filantrópica americana com sede em Michigan, compartilhou sua experiência de quase uma década apoiando projetos de energia solar em comunidades indígenas e tradicionais  na Amazônia. Daniela Gomes Pinta , coordenadora de programas da fundação, destacou o papel da sociedade civil e dos modelos comunitários: “A energia é o ponto de partida para o desenvolvimento. Estamos fortalecendo redes locais que gerem e administrem sua própria energia, de forma mais barata e autônoma.” A ABGD , anfitriã do evento, reforçou a importância da geração distribuída como ferramenta estratégica para a inclusão energética e social . “ A geração distribuída já soma mais de 40 GW de potência instalada e pode ser uma aliada essencial para levar energia renovável a quem ainda vive no escuro ”, afirmou Jéssica Soares , gerente de marketing da entidade. “A energia é o motor do desenvolvimento humano garante acesso à água potável, saneamento, educação e renda.” O debate também contou com a presença de Luisa Valentim Barros, representante do GEAPP (Global Energy Alliance for People and Planet) , que ressaltou a importância de alinhar políticas públicas e financiamento filantrópico para acelerar a transição energética na região. “Levar energia limpa à Amazônia é fundamental para impulsionar a bioeconomia e reduzir o uso de diesel nos sistemas isolados. Precisamos fazer convergir as agendas de energia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável”, destacou. Ao final, os participantes se comprometeram a elaborar um documento de recomendações  destinado ao Ministério de Minas e Energia (MME) , à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)  e a demais órgãos públicos, com propostas concretas para viabilizar o acesso universal à energia limpa até 2030 . “A energia é a base para a transformação social e ambiental da Amazônia. Democratizar seu acesso é garantir futuro, dignidade e oportunidade para milhões de brasileiros.” ABGD reúne especialistas na USP para debater acesso à energia limpa na Amazônia Legal

  • Energia solar e armazenamento caminham lado a lado: DNV prevê integração quase total até 2060

    Estudo global indica que o avanço das baterias transformará o papel da energia solar no sistema elétrico mundial, com predominância de geração distribuída e queda gradual dos custos. Energia solar e armazenamento caminham lado a lado: DNV prevê integração quase total até 2060 Matéria – EnergyChannel A energia solar caminha para uma nova fase de maturidade tecnológica e econômica. Segundo o Energy Transition Outlook 2025 , relatório anual da DNV, quase metade de toda a capacidade fotovoltaica instalada no mundo estará conectada a sistemas de armazenamento até 2060 um marco que redefine o papel da geração solar no equilíbrio energético global. A projeção indica que a combinação entre módulos solares e baterias será cada vez mais comum, impulsionada pela redução dos custos, pela maior eficiência dos inversores híbridos e pela necessidade de flexibilidade nas redes elétricas. “O armazenamento se tornará o complemento natural da energia solar, permitindo estabilidade e previsibilidade na oferta de energia limpa”, destaca o estudo. Além da expansão dos sistemas híbridos, o relatório prevê uma virada importante no perfil da geração solar: em algumas regiões, as instalações distribuídas como telhados residenciais, comerciais e industriais devem ultrapassar as usinas de grande porte até o fim da década de 2050. Essa descentralização, aponta a DNV, será impulsionada por políticas de incentivo, avanços em microredes e modelos de autoconsumo coletivo. Energia solar e armazenamento caminham lado a lado: DNV prevê integração quase total até 2060 Mesmo com o amadurecimento da tecnologia, a consultoria projeta que a redução do custo nivelado de energia (LCOE) solar entrará em um novo ritmo de estabilidade, com quedas anuais inferiores a 1% a partir da década de 2050. Na prática, isso significa que a maior parte da competitividade futura virá da integração com o armazenamento e da eficiência nos sistemas de gestão e operação. A DNV ressalta que o caminho rumo à transição energética passa por investimentos contínuos em redes inteligentes, digitalização e infraestrutura de suporte. A empresa acredita que, ao longo das próximas três décadas, o binômio “solar + bateria” será um dos pilares centrais da matriz elétrica mundial — não apenas para descarbonizar a geração, mas também para garantir resiliência e segurança energética em um cenário de crescente eletrificação global. Energia solar e armazenamento caminham lado a lado: DNV prevê integração quase total até 2060

  • Brasil testa novo modelo de mercado para serviços ancilares e controle de tensão elétrica

    Aneel autoriza projeto do ONS que inaugura ambiente regulatório experimental para contratação competitiva de serviços essenciais à estabilidade da rede elétrica e à integração de energias renováveis. Brasil testa novo modelo de mercado para serviços ancilares e controle de tensão elétrica A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu sinal verde para que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) inicie um projeto pioneiro de contratação de serviços ancilares voltados ao controle de tensão. A iniciativa marca um passo importante na modernização da operação do sistema elétrico brasileiro e na criação de um mercado competitivo para esses serviços, fundamentais à estabilidade da rede em um cenário de expansão das fontes renováveis. O novo modelo será implementado em caráter experimental, dentro de um sandbox regulatório ambiente controlado que permite testar inovações com regras temporárias e supervisionadas. A proposta busca identificar preços de mercado e ampliar a participação de diferentes agentes, como geradores, consumidores livres e operadores de tecnologias capazes de oferecer suporte à operação elétrica. Segundo o ONS, os primeiros testes devem ocorrer em subestações de Minas Gerais, onde há uma forte presença de geração solar e eólica. Nesses locais, o controle preciso da tensão é essencial para garantir a qualidade da energia entregue e evitar instabilidades na rede. Com o avanço das fontes renováveis variáveis especialmente solar e eólica o sistema elétrico nacional enfrenta novos desafios de operação. Os serviços ancilares, que incluem suporte de tensão, frequência e reserva de potência, tornam-se cada vez mais estratégicos para assegurar a confiabilidade e a eficiência do fornecimento de energia. Para a Aneel, a experiência do sandbox permitirá avaliar o desempenho técnico e econômico do novo modelo antes de definir uma regulação definitiva. A expectativa é que, a partir dos resultados obtidos, o país possa desenvolver um mercado mais dinâmico e transparente para serviços de suporte à rede, estimulando investimentos e inovação tecnológica no setor elétrico. O EnergyChannel acompanha a evolução dessa iniciativa e seu potencial de transformar a forma como o Brasil equilibra estabilidade e transição energética. Brasil testa novo modelo de mercado para serviços ancilares e controle de tensão elétrica

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