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- Schneider Electric está entre as Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil
Reconhecimento no ranking GPTW 2025 reforça o comprometimento da companhia com uma cultura voltada ao desenvolvimento de talentos e impacto positivo Schneider Electric está entre as Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil São Paulo, outubro de 2025 – A Schneider Electric , líder global em tecnologia de energia, está entre as Melhores Empresas Para Trabalhar™ no Brasil em 2025, na categoria de grandes corporações (1.000 a 9.999 funcionários), segundo o ranking da consultoria Great Place to Work (GPTW). A metodologia do GPTW utiliza pesquisas rigorosas e confidenciais para avaliar a experiência dos colaboradores em temas como confiança, inovação, valores da empresa e liderança. “ Estar entre as Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil em mais um ano reflete a nossa cultura sólida baseada em oportunidades de desenvolvimento, colaboração, inclusão e impacto positivo dentro e fora da organização, além de demonstrar e o engajamento das nossas equipes e reforçar o compromissoda Schneider Electric com nossas pessoas ”, afirma Ian Lopes, diretor de Recursos Humanos da Schneider Electric Brasil. Recentemente, a Schneider Electric foi reconhecida como uma das "Melhores Empresas para Pessoas LGBTQIAPN+ Trabalharem", segundo a quarta edição da pesquisa Equidade BR: Igualdade no Trabalho Global, da Human Rights Campaign Foundation (HRC). A companhia também está entre as Melhores Empresas para Trabalhar™ na América Latina 2025, de acordo com o ranking da consultoria Great Place to Work (GPTW). Além disso, foi reconhecida como a empresa mais sustentável do mundo em 2025 pela TIME e Statista, bem como pelo ranking Global 100 da Corporate Knights. Mais recentemente, passou a liderar também a lista das 250 Melhores Empresas em Sustentabilidade da Sustainability Magazine. Sobre a Schneider Electric A Schneider Electric é líder global em tecnologia de energia, promovendo eficiência e sustentabilidade por meio da eletrificação, automação e digitalização de indústrias, negócios e residências. Suas tecnologias permitem que edifícios , data centers , fábricas , infraestruturas e redes funcionem como ecossistemas abertos e interconectados, aumentando desempenho, resiliência e sustentabilidade. O portfólio inclui dispositivos inteligentes, arquiteturas definidas por software, sistemas impulsionados por inteligência artificial, serviços digitais e consultoria especializada. Com 160 mil colaboradores e 1 milhão de parceiros em mais de 100 países, a Schneider Electric é constantemente reconhecida como uma das empresas mais sustentáveis do mundo . Schneider Electric está entre as Melhores Empresas Para Trabalhar no Brasil
- Construindo solidez financeira no mercado livre de energia
Por Yasmine Ghazi, Diretora Financeira da TYR Energia O mercado livre de energia brasileiro vive um momento único. Com a abertura gradual para consumidores menores e a diversidade de comercializadoras, presenciamos uma transformação que trazem oportunidades extraordinárias, mas também desafios complexos que exigem clareza estratégica. Construindo solidez financeira no mercado livre de energia Como diretora financeira de uma varejista independente, vejo diariamente como é fundamental equilibrar a expansão de Market share com prudência financeira. Quando falamos de mercado livre hoje, não estamos mais no cenário de cinco anos atrás. A maioria dos grandes consumidores já migraram, e agora disputamos por um consumidor menor, mais diversificado e, inevitavelmente, com perfil de risco mais heterogêneo. Isso não é necessariamente ruim, pois representa democratização do acesso à energia livre. Mas exige uma abordagem diferente. No passado, uma única negociação podia representar megawatts significativos. No varejo, o crescimento é de "grão a grão", como dizemos internamente. Cada contrato individual deve fazer sentido financeiro, porque é dessa forma que construímos resultados sólidos. Costumo brincar que precisamos ponderar a cada novo contrato, através da ótica do triangulo: preço, prazo e risco. Preço: A Realidade dos Spreads Comprimidos A pressão por preços menores é constante. A oportunidade da nova venda traciona por ofertarmos, a cada vez, uma proposta mais competitiva. Mas, com spreads menores e um mercado altamente canibalizado, não podemos negligenciar: fechando múltiplos contratos na margem mínima, como uma empresa consegue manter sua operação robusta e gerar os resultados projetados? A diferenciação aqui se torna crucial. Desenvolver soluções personalizadas, que agregam valor real para o cliente permite sustentar margens mais justas. Desta forma, a competição não se dá apenas em torno do preço, mas também na oferta de novos serviços e funcionalidades que empoderem o cliente a tomar as melhores decisões relacionadas a sua gestão energética, de forma simples e acessível para consumidores amplos, não especialistas no setor. O mercado livre é a porta de entrada para uma revolução no setor de energia, pois ele estimula o desenvolvimento e a adoção de diversos produtos de eficiência e gestão energética, como baterias, sistemas de recargas de veículos elétricos e bancos de capacitores, devidamente recomendados e aplicados caso-a-caso com base em softwares de análise dos dados de consumo, captados através dos medidores inteligentes instalados em cada unidade consumidora. Prazo: O Desafio do Capital de Giro O prazo de pagamento é outro ponto sensível. Enquanto a pressão de mercado busca flexibilidade nas condições de prazo para pagamento para fechar negócios, precisamos lembrar que a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) liquida as operações a cada sexto dia útil do mês. Se o cliente paga no dia 15, mas eu preciso honrar meus compromissos no dia 6, quem financia essa diferença? Cada extensão de prazo é uma decisão estratégica que impacta diretamente no capital de giro. É um exercício constante de equilibrar competitividade comercial com saúde financeira operacional. Risco: Conhecer para Precificar O risco de crédito talvez seja o mais complexo dos três pilares. Com o perfil atual do mercado, precisamos ser cada vez mais criteriosos. Se um cliente tem histórico de bom pagador, posso trabalhar com margens mais competitivas. Mas se identificarmos sinais de fragilidade financeira, precisamos precificar esse risco adequadamente. O mercado livre varejista não opera com a figura das garantias. Um cliente com risco elevado tem menor probabilidade de chegar a um ciclo de renovação contratual, apresenta maior probabilidade de inadimplência e demandará mais recursos de gestão. Todos esses fatores precisam estar refletidos na precificação. Uma vantagem importante do mercado livre é o sistema de proteção regulatória. Quando um cliente fica em atraso, seguimos o rito de cobrança: notificação seguida de prazo para regularização. No limite, em caso de término de contrato por falta de pagamento, o cliente precisa regularizar seus débitos com a comercializadora para poder retornar ao mercado cativo ou mudar de fornecedor dentro do mercado livre, caso contrário terá o corte de energia realizado pela distribuidora local e ficará sem luz até quitar seu débito com a varejista. Esse mecanismo oferece segurança ao setor, mas não elimina o trabalho de gestão. O processo é burocrático, demanda recursos jurídicos e administrativos, e resulta na perda do cliente. Por isso, a prevenção através de análise criteriosa continua sendo a melhor estratégia. Concorrência desleal: um obstáculo real Por outro lado, não podemos ignorar a prática de concorrência desleal por parte das distribuidoras que, para reter clientes, oferecem condições incapazes de competir. São exemplos disso o uso da marca e de base dados de clientes da distribuidora pela comercializadora do mesmo grupo econômico. Além disso, graças a seu tamanho e nível de faturamento, os grupos econômicos que controlam, ao mesmo tempo, distribuidoras e comercializadoras de energia, podem praticar um spread mínimo, sabendo que qualquer valor incremental compensa a perda total do cliente da distribuidora para o mercado livre. Essas práticas reconcentram o mercado através de contratos longos e pouco transparentes, limitando a inovação e prejudicando o consumidor final. Empresas independentes precisam competir não apenas em preço, mas provar constantemente seu valor através de serviços diferenciados e relacionamento próximo. Com a perspectiva de abertura total do mercado, vivemos um momento de preparação intensa. Investimentos em marca, tecnologia, foco na experiencia do cliente e desenvolvimento de novos produtos são essenciais. Yasmine Ghazi é Diretora Financeira da TYR Energia Construindo solidez financeira no mercado livre de energia
- Engenheiros brasileiros lançam ferramenta inédita para simplificar o dimensionamento de sistemas híbridos com baterias
Desenvolvida para o mercado nacional, a nova planilha automatiza cálculos técnicos e traz dados climáticos, de consumo e equipamentos, tornando o planejamento de sistemas solares híbridos mais acessível e preciso. Engenheiros brasileiros lançam ferramenta inédita para simplificar o dimensionamento de sistemas híbridos com baterias EnergyChannel News — São Paulo O armazenamento de energia deixou de ser tendência para se tornar parte central da nova geração distribuída (GD) no Brasil. E agora, dois engenheiros brasileiros apresentam uma solução prática para profissionais que desejam dominar essa etapa técnica: a Planilha de Dimensionamento de Sistemas Híbridos com Baterias , criada por Sydney Ipiranga e Victor Catrib , promete transformar a forma como integradores e projetistas calculam e configuram sistemas solares com armazenamento. Ferramenta feita para o mercado nacional Diferente de modelos estrangeiros ou genéricos, a ferramenta foi construída com base em dados oficiais brasileiros , reunindo informações do Procel, Aneel e do Inmet , além de fichas técnicas dos principais fabricantes que atuam no país.“O objetivo foi criar algo realmente útil e contextualizado. A ferramenta foi pensada para quem trabalha no dia a dia com energia solar e precisa de precisão e agilidade”, explica Victor Catrib , engenheiro especialista em eficiência energética. A planilha permite simulações rápidas e projeções confiáveis para projetos residenciais, comerciais e industriais — incluindo o cálculo automático de variáveis como: Profundidade de descarga (DoD) e eficiência de ciclo completo (RTE); Degradação e ciclagem de baterias (até 6.000 ciclos); Comparação entre químicas (LiFePO₄, NMC, NCA, sódio-lítio e outras); Dimensionamento do inversor (Low/High Voltage, EPS e pico); Tempo de suporte a picos entre 2 e 60 segundos. Além disso, o sistema traz um banco de dados completo com: Curvas de carga das distribuidoras (A4, B1, B2 e B3); Dados climáticos de todas as cidades brasileiras; Lista de eletrodomésticos com consumo certificado pelo INMETRO/PROCEL ; Catálogo atualizado de baterias e inversores híbridos disponíveis no mercado nacional . Armazenamento: o novo pilar da GD Para Sydney Ipiranga , engenheiro eletricista e especialista em energias renováveis, a bateria se tornou o novo “canivete suíço” do setor. “O armazenamento é o ponto de virada da geração distribuída. Ele permite que o consumidor alcance autonomia real, reduzindo a dependência da rede e ampliando o controle sobre o próprio consumo”, destaca. Segundo ele, o desafio atual está na complexidade dos cálculos . “Não é mais um dimensionamento linear como no sistema solar convencional. Agora, cada projeto precisa refletir o perfil real de consumo e as características da aplicação seja backup, autoconsumo inteligente ou estabilidade de rede.” Independência energética e oportunidade de mercado O lançamento chega em um momento decisivo para o setor de energia solar no Brasil, em meio a debates sobre as Medidas Provisórias 1300, 1304 e 1307 , que impactam o marco regulatório da GD.Para os engenheiros, o futuro da geração distribuída passa por soluções híbridas e inteligentes , com uso estratégico de armazenamento e gestão digital. “Com a bateria, a concessionária deixa de ser o centro da equação. O consumidor passa a ser protagonista da própria energia”, resume Ipiranga. Lançamento e condições especiais Durante o período de lançamento, a Planilha de Dimensionamento de Sistemas Híbridos com Baterias está disponível exclusivamente pelo EnergyChannel , com valor promocional de 12 parcelas de R$ 25,75 e acesso imediato após a compra.A oferta é válida até o final de outubro , e o link para aquisição está disponível no final da matéria. Sobre o EnergyChannel Group O EnergyChannel Group é um hub de comunicação multiplataforma internacional especializado em energia, sustentabilidade, mobilidade e construção inovadora , com conteúdo em português, inglês e espanhol .Acompanhe entrevistas, análises e reportagens exclusivas sobre as transformações do setor energético global em energychannel.co . Engenheiros brasileiros lançam ferramenta inédita para simplificar o dimensionamento de sistemas híbridos com baterias
- Nova bateria híbrida combina sódio e lítio e promete dobrar a capacidade energética das tecnologias atuais
Pesquisadores da Universidade de Limerick desenvolvem a primeira bateria do mundo com dois cátions ativos, unindo desempenho e sustentabilidade em um mesmo sistema. Nova bateria híbrida combina sódio e lítio e promete dobrar a capacidade energética das tecnologias atuais Em um avanço que pode redefinir o futuro do armazenamento de energia, cientistas da Universidade de Limerick , na Irlanda, anunciaram a criação da primeira bateria do mundo que utiliza íons de sódio e íons de lítio de forma combinada . A inovação inaugura uma nova classe de sistemas eletroquímicos, conhecidos como baterias de cátion duplo , capazes de unir o melhor desempenho de ambos os elementos. A principal diferença dessa tecnologia está na forma como os dois metais interagem dentro da célula. Em vez de competir, os íons de lítio e de sódio atuam de maneira sinérgica , ampliando significativamente a capacidade energética e a estabilidade do sistema. Segundo o pesquisador Syed Ahad , líder do estudo, “a introdução dos dois cátions dobrou a capacidade da bateria em comparação com as de íons de sódio tradicionais algo nunca alcançado antes com os materiais de ânodo utilizados”. Eficiência com menor impacto ambiental As baterias de íons de sódio vêm sendo vistas como uma alternativa sustentável às de íons de lítio, já que o sódio é abundante e pode ser extraído da água do mar , enquanto o lítio depende de mineração concentrada em poucos países e de processos de extração ambientalmente intensivos. No entanto, o desempenho energético limitado das células de sódio ainda é um desafio. A combinação com o lítio, segundo os pesquisadores, resolve esse gargalo , aumentando a densidade de energia e mantendo os benefícios ambientais. O projeto também dispensa o uso de metais críticos como o cobalto , reduzindo custos e riscos ambientais na cadeia produtiva um ponto-chave para viabilizar uma transição energética mais limpa e acessível. Avanço técnico e aplicação prática A equipe de Limerick desenvolveu um sistema onde o lítio atua como reforçador de capacidade dentro do eletrólito , enquanto o sódio garante estabilidade e segurança. O resultado é uma bateria mais durável, eficiente e com maior densidade energética , ideal para aplicações que exigem autonomia estendida, como veículos elétricos e sistemas de armazenamento estacionário . Nos testes de laboratório, o protótipo superou a marca de 1.000 ciclos de carga e descarga , um indicador técnico considerado essencial para validar a viabilidade comercial de novas tecnologias de bateria. Um novo horizonte para o armazenamento de energia A descoberta abre caminho para uma nova geração de baterias híbridas , que podem combinar custo reduzido, alta eficiência e menor impacto ambiental uma tríade que o setor de energia busca há décadas. Embora ainda em fase experimental, o conceito de bateria de cátion duplo já desperta interesse da indústria, especialmente em um contexto global de diversificação de materiais críticos e busca por alternativas ao lítio puro . “Nosso objetivo é ampliar a sustentabilidade sem comprometer o desempenho”, reforça Ahad. “Com a sinergia entre sódio e lítio, acreditamos estar um passo mais perto de um armazenamento de energia realmente acessível e de longo prazo.” Nova bateria híbrida combina sódio e lítio e promete dobrar a capacidade energética das tecnologias atuais
- Alemanha impulsiona expansão solar com novo leilão de 2,3 GW para usinas em solo
A Alemanha deu mais um passo decisivo rumo à sua meta de neutralidade climática, ao abrir uma nova rodada de licitações para projetos de energia solar terrestre, totalizando 2,3 gigawatts (GW) de capacidade instalada. Alemanha impulsiona expansão solar com novo leilão de 2,3 GW para usinas em solo A iniciativa, conduzida pela Bundesnetzagentur agência federal de redes, reflete o ritmo acelerado de transição energética do país e reforça o protagonismo europeu na corrida global por fontes renováveis competitivas. Segundo apuração do EnergyChannel , o certame atraiu forte interesse de investidores e desenvolvedores, com ofertas que ultrapassaram o volume disponibilizado, somando 2,8 GW em propostas apresentadas . Essa alta demanda indica que o mercado alemão continua aquecido, mesmo em um cenário de queda nos preços médios de energia solar. Preços em queda e alta competitividade Os projetos vencedores apresentaram tarifas entre € 0,0400 e € 0,0626 por quilowatt-hora , com média em torno de € 0,0484/kWh patamar que consolida o custo da energia solar como um dos mais baixos do continente. O resultado reforça a maturidade tecnológica e financeira do setor, ao mesmo tempo em que pressiona os desenvolvedores a buscar maior eficiência na implementação de usinas. A licitação abrangeu terrenos agrícolas e áreas classificadas como “desfavorecidas”, amparadas pelas recentes atualizações da política energética alemã conhecidas como “Solar Paket I” , que visam destravar o crescimento do setor e simplificar regras para instalação de projetos fotovoltaicos de grande porte. Parte de uma meta ambiciosa Com essa rodada, a Alemanha se aproxima de sua meta de atingir 215 GW de capacidade solar instalada até 2030 . O país já ultrapassou a marca de 100 GW, mas ainda precisa dobrar seu ritmo anual de expansão para alcançar o objetivo dentro do prazo. O governo alemão aposta em uma combinação de usinas em solo, sistemas em telhados e integração com armazenamento de energia para equilibrar geração e estabilidade de rede modelo que vem inspirando políticas semelhantes em outros países europeus. Referência global e lições para o Brasil Para o mercado internacional, o leilão alemão serve como termômetro de viabilidade e custo das grandes usinas solares em economias maduras. No contexto brasileiro, onde a geração distribuída (GD) ainda concentra a maior parte das novas conexões solares, a Alemanha aponta o caminho para uma expansão mais robusta em projetos centralizados , com contratos estáveis e planejamento de longo prazo. Enquanto o Brasil busca consolidar seu marco regulatório e garantir previsibilidade para investidores, a experiência alemã mostra que previsibilidade, competição e transparência são fatores-chave para destravar o crescimento sustentável da energia solar. Com os resultados do leilão, o país europeu reafirma sua posição como líder em transição energética e envia um recado claro ao mercado global: o futuro da energia limpa será competitivo, descentralizado e cada vez mais acessível. Alemanha impulsiona expansão solar com novo leilão de 2,3 GW para usinas em solo
- DA CHESF AO APAGÃO DE IDENTIDADE: A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS E O SAQUE AO RIO SÃO FRANCISCO
Por Arthur Oliveira O anúncio da Eletrobras, agora rebatizada como AXIA Energia, de extinguir o nome CHESF a partir de 10 de novembro de 2025 não tem nada de cosmético. Para mim, é o fim simbólico de uma era em que o Nordeste ainda tinha voz no comando do seu próprio destino hídrico e energético. DA CHESF AO APAGÃO DE IDENTIDADE: A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS E O SAQUE AO RIO SÃO FRANCISCO Quem nasceu ou vive sob a proteção do Rio São Francisco sente isso como uma perda profunda da nossa identidade e soberania. O que está sendo imposto desde a privatização de 2022 é um adeus forçado a um legado de quase 80 anos, trocado por uma marca global que pensa primeiro no lucro e só depois na vida das pessoas. Esse nome AXIA, que vem do grego “valor”, unifica tudo sob uma identidade única e tenta apagar as raízes locais. Falam em agilidade e inovação. Para mim, é apenas rebranding para atrair investidores e esconder o passado estatal. O próprio presidente Lula já chamou essa privatização de escárnio e retrocesso. Concordo plenamente. Agora, como Produtor Independente de Energia (PIE), a AXIA herda a descotização das grandes usinas do São Francisco. Estamos falando de Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó, com uma Garantia Física de 5.400 MW médios. O risco é transformar o Velho Chico em um ativo financeiro. Irrigação e abastecimento ficam em segundo plano, como se água fosse apenas commodity. A Resolução ANA nº 2.081/2017 é um escudo frágil diante de um operador privado que só enxerga lucro. O ENTERRO DA CHESF: PRIVATIZAÇÃO COMO APAGÃO REGIONAL A CHESF, fundada em 1945 e incorporada à Eletrobras em 1974, não era só uma empresa. Era desenvolvimento de verdade para o Nordeste. Suas usinas, de Moxotó a Xingó, representam 10% da energia do país e garantem o funcionamento de Sobradinho, que regula secas em uma região onde vivem 18 milhões de pessoas. Para nós, pernambucanos, baianos e nordestinos em geral, CHESF significa emprego, energia acessível e segurança hídrica. Agora vemos o nome sumindo das fachadas. O CNPJ segue, mas vazio de sentido. A privatização de 2022, feita às pressas no fim do governo Bolsonaro, acelerou esse desmonte. Foi vendida por R$ 20 bilhões, apesar de ter patrimônio avaliado em R$ 68 bilhões. Eu vejo isso como entrega barata de um setor estratégico. Recentemente, 68% da Eletronuclear foi vendida por R$ 535 milhões aos irmãos Batista, conhecidos por escândalos. O padrão me parece claro: desmontar o que é nacional para favorecer grupos privados. Para o Nordeste, é o fim de uma base histórica que sempre nos sustentou. DESCOTIZAÇÃO: A TENTAÇÃO LUCRATIVA QUE SECA O SEMIÁRIDO A descotização é o verdadeiro veneno dessa história. Antes, com cotas, havia equilíbrio entre energia, irrigação para 1,5 milhão de hectares e abastecimento humano. Agora a AXIA pode negociar livremente 5.400 MW médios da cascata do São Francisco. Isso incentiva reduzir vazões e guardar água para vender energia mais cara. Desde 2013, o São Francisco já sofre com secas e baixa disponibilidade hídrica de 1.886 m³/s, apenas 2,07% do volume nacional. Nos últimos anos, reduções de vazões de 1.300 para 800 m³/s em Xingó e Sobradinho afetaram agricultura, pesca e dezenas de comunidades ribeirinhas. Tudo em nome de ganhos financeiros. Vejo isso como privatizar o rio junto com a energia. Tarifas mais caras, desemprego e interesses corporativos vencendo o direito básico à água. Muitos economistas e entidades já denunciaram isso, e eu concordo: a privatização concentra renda, ignora o clima e aumenta conflitos por água. RESOLUÇÃO ANA 2.081/2017: UM ESCUDO DE PAPEL Essa resolução foi criada para equilibrar os usos da água durante a crise de 2013 a 2017. Define vazões mínimas, faixas operacionais e autoriza intervenções do ONS. Só que é uma regra frágil, com várias brechas, sujeita a flexibilizações. Na prática, não impediu que o Baixo São Francisco fosse sacrificado. O PRHSF existe, mas sem fiscalização real, virou letra morta. O que me deixa mais revoltado é ver que promessas de revitalização, como investimentos de R$ 350 milhões anuais, desaparecem aos poucos. O que sobra é risco social e ambiental para quem vive ali. CONCLUSÃO Não vejo a AXIA como evolução. Para mim, é o crepúsculo da CHESF e o prenúncio de um Nordeste ainda mais vulnerável. A descotização entrega 5.400 MW à ganância privada. A Resolução 2.081/2017 não dá conta de proteger o Velho Chico. Cabe ao CBHSF, à ANA e à sociedade enfrentar esse modelo e defender usos múltiplos da água. O Rio São Francisco não é especulação. É vida. Sem vigilância e cobrança, a AXIA vai transformar a nossa água em pó. Como baiano de Juazeiro-BA, recuso-me a assistir isso em silêncio. Ainda há tempo de lutar. DA CHESF AO APAGÃO DE IDENTIDADE: A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS E O SAQUE AO RIO SÃO FRANCISCO
- Energia Solar no Brasil: Protagonismo do Consumidor e Desafios do Sistema Elétrico
O avanço da geração distribuída transformou consumidores em prosumidores, mas também trouxe desafios econômicos e técnicos que exigem soluções modernas e equilibradas. Energia Solar no Brasil: Protagonismo do Consumidor e Desafios do Sistema Elétrico O Brasil vive um momento histórico na transição energética. Milhões de consumidores deixaram de ser apenas “cativos” das distribuidoras e passaram a produzir sua própria energia por meio de painéis solares e outras fontes renováveis. Um avanço que promove autonomia, economia e sustentabilidade, mas que também trouxe desafios para a operação e o equilíbrio do sistema elétrico nacional. Desde 2012, com a criação das regras de micro e mini geração distribuída (MMGD) pela ANEEL, consumidores puderam gerar energia para consumo próprio e injetar excedentes na rede, recebendo créditos equivalentes. Esse mecanismo transformou telhados e pequenas empresas em micro usinas. O conceito é simples: durante o dia, quando a produção solar supera o consumo, o excedente vai para a rede; à noite ou em dias nublados, a energia é resgatada via créditos, funcionando como uma “poupança de eletricidade”. O crescimento foi exponencial. De 1847 sistemas em 2015, espalhados por 543 cidades, o país passou para quase 4 milhões de instalações em 2025, abrangendo praticamente todos os municípios e atendendo 21 milhões de cidadãos. A capacidade total da geração distribuída já chega a 44,6 GW, o equivalente a três usinas de Itaipú, com projeção de atingir mais de quatro Itaipús até 2029. É importante contextualizar: não se trata de um “privilégio de ricos”; programas como a tarifa social foram ampliados e há linhas de financiamento e modelos de assinatura que democratizam o acesso à geração distribuída para qualquer classe social. Com esse avanço, apesar de todas as vantagens para o sistema, surgiram distorções que merecem atenção. O sistema elétrico brasileiro foi concebido para energia centralizada, e milhões de pontos de geração pulverizada alteram a dinâmica da oferta e da demanda em tempo real. O avanço da geração distribuída trouxe impactos técnicos. Em horários de pico de sol, especialmente entre 10h e 14h, há excesso de energia injetada na rede. Diferente das grandes hidrelétricas e termelétricas, os painéis solares não podem ser controlados centralmente, exigindo ajustes conhecidos como curtailment, que podem reduzir temporariamente a geração de grandes usinas para manter o equilíbrio. Em agosto de 2025, por exemplo, a energia solar chegou a representar 40% da eletricidade no país ao meio-dia, exigindo cortes de até 17,5 GW de outras fontes. Para lidar com esses desafios, governo, ANEEL e operadores do sistema estudam mecanismos modernos, como leilões de capacidade, megabaterias e usinas reversíveis que armazenam o excedente e liberam energia quando necessário. Soluções caras e demoradas, mas fundamentais para garantir que o crescimento da geração no país não comprometa a confiabilidade da rede. O ponto central desta transformação é que a geração solar descentralizada representa protagonismo do consumidor e modernização do sistema elétrico, algo que os monopólios de energia tradicional não estavam acostumados a ver. A energia solar continua sendo um símbolo de inovação, sustentabilidade e empoderamento do cidadão. Agora, o desafio é equilibrar justiça econômica e estabilidade técnica, garantindo que todos possam se beneficiar de um sistema mais moderno, limpo e democrático. A energia solar deu certo e deu certo demais. Cabe ao país avançar com inteligência para que esse sucesso não se transforme em distorção, mas sim em um modelo sustentável e inclusivo para todos. Energia Solar no Brasil: Protagonismo do Consumidor e Desafios do Sistema Elétrico
- General Motors encerra operação da BrightDrop e recalibra estratégia de eletrificação diante de cenário desafiador
Com o fechamento da fábrica da BrightDrop no Canadá, a GM revê seu plano para veículos comerciais elétricos e busca novo equilíbrio entre rentabilidade e transição energética. General Motors encerra operação da BrightDrop e recalibra estratégia de eletrificação diante de cenário desafiador A General Motors (GM) confirmou o encerramento definitivo do programa de vans elétricas BrightDrop , sinalizando uma importante inflexão em sua estratégia de eletrificação. A decisão inclui o fechamento da fábrica dedicada em Ingersoll, Ontário (Canadá) , e a dispensa de cerca de 1.200 trabalhadores , segundo o sindicato Unifor . O anúncio veio junto com os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025, que mostraram um lucro líquido de US$ 1,3 bilhão , apesar de uma baixa contábil de US$ 1,6 bilhão ligada às operações de veículos elétricos. Mesmo assim, a montadora revisou para cima suas projeções anuais, estimando um lucro ajustado entre US$ 12 e 13 bilhões . Mercado de vans elétricas perde fôlego Segundo a CEO Mary Barra , o encerramento da BrightDrop reflete “um mercado de vans comerciais elétricas que evolui mais lentamente do que o previsto” e um ambiente de incentivos menos favorável.Nos Estados Unidos, o corte de subsídios federais de até US$ 40 mil por veículo afetou diretamente a competitividade do segmento, enquanto algumas políticas estaduais pró-eletrificação também foram revertidas. A desaceleração da demanda surpreende parte do mercado, já que as vans de entrega urbanas são vistas como um dos usos mais promissores para veículos elétricos com autonomia previsível, operação concentrada em áreas metropolitanas e potencial para reduzir custos logísticos e emissões. Mesmo assim, o contraste com concorrentes é evidente: a Rivian entregou 6.809 vans elétricas no último trimestre, e a Ford registrou 4.174 unidades da E-Transit apenas no primeiro semestre de 2025. A BrightDrop, por sua vez, caminhava para cerca de 4.000 unidades vendidas no ano , segundo o site Electrek . Retrocesso estratégico ou realismo de mercado? O encerramento da BrightDrop reacende o debate sobre a consistência da GM em sua agenda elétrica . A empresa havia transformado a planta da CAMI em uma “fábrica de veículos elétricos em larga escala”, com investimento conjunto de cerca de US$ 500 milhões parte proveniente de recursos públicos canadenses. Para analistas do setor, a decisão reforça um movimento de cautela das montadoras tradicionais diante da pressão por rentabilidade e da concorrência de elétricos chineses de baixo custo , que vêm ganhando terreno fora dos Estados Unidos. Críticos lembram que a GM já havia demonstrado hesitação em outras transições tecnológicas, como no caso do lendário EV1 nos anos 1990. “É o padrão GM: investir em uma boa ideia e abandoná-la antes de amadurecer”, resumiu um comentarista ouvido pelo Electrek . Compromisso com a eletrificação permanece, diz GM Apesar da decisão, Mary Barra reafirmou o compromisso da GM com a mobilidade elétrica , destacando que o encerramento da BrightDrop faz parte de uma “readequação de escala” para otimizar a estratégia de longo prazo.A executiva mantém a aposta de que o mercado se estabilizará à medida que empresas que vendem elétricos com grandes descontos deixem o setor. Enquanto isso, a GM continuará focada em ampliar sua linha de veículos elétricos de passeio e SUVs , apoiada na plataforma Ultium , e fortalecer sua rentabilidade com modelos a combustão interna , cuja demanda ainda permanece sólida nos Estados Unidos. Análise EnergyChannel: O fim da BrightDrop é mais do que um ajuste pontual é um sinal de alerta sobre os desafios de escalar veículos comerciais elétricos em um ambiente de incentivos incerto e competição global crescente.Para o setor automotivo, a lição é clara: a transição energética exige não apenas inovação tecnológica, mas também estabilidade regulatória e visão estratégica de longo prazo . General Motors encerra operação da BrightDrop e recalibra estratégia de eletrificação diante de cenário desafiador
- Visão de Mercado: O que o investidor de geração distribuída precisa saber e fazer até janeiro de 2026 para garantir sustentabilidade operacional
Visão de Mercado: O que o investidor de geração distribuída precisa saber e fazer até janeiro de 2026 para garantir sustentabilidade operacional Visão de Mercado: O que o investidor de geração distribuída precisa saber e fazer até janeiro de 2026 para garantir sustentabilidade operacional A geração distribuída (GD) no Brasil atingiu um novo estágio de maturidade. Sai de um ciclo de expansão acelerado baseado em incentivos e entra em um complexo contexto de consolidação, onde performance, governança e segurança regulatória são determinantes para a rentabilidade dos ativos. O futuro da GD será definido por quatro vetores: (i) reforma tributária; (ii) abertura do mercado livre de energia; (iii) fim dos subsídios regulatórios e fiscais; e (iv) gestão de riscos operacionais. Os dois primeiros transformarão o ambiente de negócios. O terceiro e quarto definirão quem se manterá competitivo ou “vivo”. Reforma Tributária: 2026 não é ensaio Apesar de muitos contadores afirmarem que os impactos só começam em 2027, o setor elétrico precisa estar atento: a transição fiscal (e mais importante) começa em janeiro de 2026 . O ano de 2026 será utilizado pela Receita Federal como ano espelho , para observar e avaliar a aderência dos modelos operacionais ao novo sistema de tributação (IBS/CBS). E isso trará impactos diretos para todas as usinas de investimento. O ponto mais crítico? A obrigatoriedade da emissão de nota fiscal para todas as relações de consumo compartilhado. Não se trata apenas de uma adequação operacional. Exige ajustes jurídicos, contratuais e contábeis antecipados . Modelagens mal estruturadas podem gerar passivos reais no futuro. Governança, planejamento tributário, compliance e rotinas contábeis precisam estar alinhados e testados antes da virada do ano . Na Nitia, já estamos apoiando nossos clientes com essa transição. Porque gestão profissional não é reagir. É planejar no tempo certo. Abertura de mercado e curtailment : impactos indiretos, riscos diretos Com a abertura total do mercado livre prevista para 2026, os consumidores residenciais e empresariais passarão a ter acesso a novas modalidades de compra de energia. Isso tende a pressionar o modelo da GD compartilhada, especialmente os consórcios menos estruturados. Ao mesmo tempo, cresce (e se consolida cada vez mais) o risco de curtailment : reduções de geração por sobrecarga regional ou despacho centralizado. Usinas com baixa previsibilidade, ou sem estrutura de resposta rápida, poderão perder parte relevante da receita. Ambos os cenários impactam diretamente a rentabilidade dos ativos (em alguns casos, impactam a sobrevivência) . E é aqui que a gestão profissional se torna diferencial estratégico . Investidores que contam com gestão integrada — que monitora geração, rateio, faturamento, inadimplência, relacionamento assertivo com distribuidora, relacionamento direto e humano com os clientes, conformidade fiscal e indicadores de atendimento — estão mais preparados para lidar com oscilações e preservar valor. Próximos dois meses: o que precisa ser feito agora Revisar modelo fiscal e contábil: mapear o fluxo de faturamento, contratos, emissão de notas e obrigações acessórias frente ao novo IBS. Rodar cenários de impacto: projetar diferentes modelos com e sem curtailment , com variação de adesão de consumidores e efeitos da abertura de mercado. Atualizar contratos e sistemas de billing : garantir que toda a estrutura comercial, documental e operacional esteja aderente ao novo contexto regulatório e fiscal. Capacitar os times e os parceiros: atendimento ao cliente, contabilidade, financeiro e jurídico precisam falar a mesma língua. A integração é o novo nome da governança. Avaliar se a operação atual está preparada ou exige terceirização: nem todo investidor quer (ou pode) montar uma gestora interna. Contar com um BPO técnico-operacional, como a Nitia, pode garantir conformidade e rentabilidade com menor risco. Conclusão: não há mais espaço para amadorismo A GD segue como excelente oportunidade. Mas os próximos 2 anos serão de seleção natural. Quem estiver preparado, com estrutura fiscal e operacional robusta, ganhará mercado. Quem insistir em modelos informais ou desatualizados, acumulará passivos. A boa notícia é que ainda há tempo. Os próximos dois meses são a janela ideal para ajustar a rota e proteger o futuro do investimento. Na Nitia, já estamos prontos. E nosso papel é justamente esse: apoiar quem quer operar com responsabilidade, transparência e resultado em um mercado que não aceita mais improviso, onde a tarifa não suporta mais desaforo. Sobre a Nitia A Nitia – Gestão Inteligente de Energia é especializada na gestão técnica, comercial, financeira, regulatória e contábil de usinas de geração distribuída. Com metodologia própria e foco em resultados , atua como um BPO completo para geradores e investidores, assegurando conformidade, previsibilidade, rentabilidade e nitidez na gestão operacional .A Nitia acredita que a gestão e a governança são os pilares que garantem a sustentabilidade da transição energética no Brasil. Paula Caetano Lima – Engenheira Especialista em Gestão e Regulatório de GD – Fundadora e Diretora Executiva na Nitia – Gestão Inteligente de Energia. Alexandre Soares dos Santos – Financista Especialista em Estruturação Financeira, Jurídica e Tributária de Projetos de Energia – Diretor de Novos Negócios na Nitia - Gestão Inteligente de Energia. Visão de Mercado: O que o investidor de geração distribuída precisa saber e fazer até janeiro de 2026 para garantir sustentabilidade operacional
- Abu Dhabi inaugura megaprojeto solar com baterias que garante energia limpa 24 horas por dia
Em uma iniciativa inédita, os Emirados Árabes Unidos dão um passo decisivo rumo à neutralidade de carbono com o primeiro sistema integrado de energia solar e armazenamento em escala de gigawatts do mundo. Abu Dhabi inaugura megaprojeto solar com baterias que garante energia limpa 24 horas por dia Matéria – EnergyChannel Os Emirados Árabes Unidos acabam de inaugurar um projeto que promete redefinir os limites da geração renovável global. Localizado em Abu Dhabi, o novo complexo combina um parque solar de grande escala com um sistema avançado de armazenamento em baterias, garantindo o fornecimento contínuo de energia limpa, dia e noite. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Masdar , uma das líderes mundiais em energias renováveis, e a Emirates Water and Electricity Company (EWEC) , responsável pela operação elétrica e hídrica da região. O projeto marca a primeira instalação do planeta a operar com capacidade de geração e armazenamento em escala de gigawatt , representando um avanço estratégico para a transição energética do Oriente Médio. De acordo com a Masdar, o sistema foi projetado para equilibrar a geração solar com as demandas crescentes de energia urbana, garantindo estabilidade e segurança energética. “Este é um marco global estamos mostrando que é possível oferecer energia renovável 24 horas por dia, mesmo em regiões com alta variabilidade solar”, afirmou um porta-voz da empresa durante a cerimônia de inauguração. Além do impacto ambiental, o projeto deverá impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a criação de empregos especializados no setor de energia limpa nos Emirados. O país, que será sede da COP29 , busca consolidar sua posição como referência em sustentabilidade e inovação energética no Oriente Médio. O novo sistema também reforça os compromissos assumidos no Plano Net Zero 2050 , a estratégia nacional dos Emirados para eliminar as emissões líquidas de carbono nas próximas décadas. Ao integrar geração solar, armazenamento em larga escala e inteligência de rede, o modelo de Abu Dhabi pode se tornar um novo padrão global para sistemas renováveis com operação contínua. Com esse projeto, os Emirados Árabes Unidos sinalizam ao mundo que o futuro da energia não está apenas na geração limpa, mas na capacidade de manter o fornecimento sustentável e confiável 24 horas por dia . Abu Dhabi inaugura megaprojeto solar com baterias que garante energia limpa 24 horas por dia
- França desafia pressão dos EUA e mantém compromisso com o financiamento climático global
Mesmo sob divergências com Washington, Paris reafirma o apoio à meta do Banco Mundial de destinar 45% de seus recursos a projetos ligados ao clima e prepara terreno para uma agenda verde no G7 de 2026. França desafia pressão dos EUA e mantém compromisso com o financiamento climático global Por Redação EnergyChannel A França reafirmou sua posição como uma das principais defensoras do financiamento climático global, em meio a uma crescente disputa diplomática com os Estados Unidos. Durante as reuniões anuais do Banco Mundial e do FMI em Washington, a nova ministra francesa do Desenvolvimento, Éléonore Caroit, declarou que Paris continuará apoiando integralmente a meta de que 45% dos financiamentos do Banco Mundial estejam ligados ao clima , mesmo diante da pressão norte-americana para reverter essa diretriz. “O clima não é um tema acessório. É uma condição para qualquer política de desenvolvimento sustentável. Continuaremos firmes nesse compromisso”, afirmou Caroit. A declaração vem em um momento de mudança de rumo em Washington, com o governo Trump defendendo que o Banco Mundial retome investimentos em carvão, petróleo e gás natural , argumentando que as metas climáticas atuais limitam o acesso à energia para países em desenvolvimento. Divergência estratégica sobre o papel do Banco Mundial Desde 2023, o Banco Mundial vem reformulando seu mandato sob a liderança de Ajay Banga, que consolidou a visão de “um mundo livre da pobreza em um planeta habitável”. Essa integração entre crescimento econômico e sustentabilidade ambiental tem sido amplamente apoiada pela União Europeia mas encontra forte resistência de Washington. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, classificou as metas climáticas como “excessivamente ideológicas” e defendeu a priorização de fontes de energia tradicionais. Em resposta, Caroit destacou que a França continuará dialogando com os EUA, mas sem abrir mão da coerência ambiental: “Podemos ter divergências, mas compartilhamos alguns pontos de convergência, como o papel da energia nuclear na transição energética”, observou. ⚛️ Energia nuclear e adaptação: pontos de consenso Com mais de 70% de sua eletricidade proveniente de reatores nucleares, a França vê a energia nuclear como um pilar estratégico de uma matriz energética de baixo carbono. Essa convergência pode abrir espaço para novas cooperações entre Paris e Washington, mesmo com o impasse sobre o financiamento climático. Além disso, Caroit destacou que projetos de adaptação climática como infraestrutura contra enchentes e incêndios florestais são, na prática, investimentos verdes, ainda que os EUA prefiram classificá-los como medidas de resiliência ou prevenção de desastres. “Podem chamá-los como quiserem”, disse a ministra, “mas o impacto é o mesmo: proteger vidas e economias em um planeta em transformação”. 💶 A França no centro da diplomacia verde O posicionamento de Caroit não é apenas técnico, mas político. Ao se preparar para assumir a presidência do G7 em 2026 , a França pretende colocar a ação climática no centro da agenda global de desenvolvimento , reforçando a integração entre bancos multilaterais e os objetivos do Acordo de Paris. Essa linha diplomática se soma ao esforço interno do governo francês, que já anunciou 500 milhões de euros anuais em incentivos fiscais para impulsionar a indústria verde e acelerar a descarbonização de sua economia. 🔎 Impactos para o futuro do financiamento climático A disputa entre França e EUA no Banco Mundial vai muito além de uma diferença de visão: ela define o rumo do financiamento global para o clima nos próximos anos. Se Washington conseguir enfraquecer a meta de 45%, o impacto poderá reverberar em toda a arquitetura financeira internacional, afetando projetos de energia limpa e infraestrutura sustentável em países emergentes. Para a França e boa parte da Europa recuar não é uma opção. Como resumiu Caroit, “ desenvolvimento e empregos só fazem sentido em um planeta habitável .” Análise EnergyChannel: O embate entre França e EUA ilustra a crescente divisão entre visões de curto e longo prazo no financiamento global. Enquanto parte das potências prioriza o retorno econômico imediato, países europeus tentam consolidar uma nova diplomacia do clima onde crescimento e sustentabilidade caminham lado a lado. França desafia pressão dos EUA e mantém compromisso com o financiamento climático global
- Conheça as 10 megatendências da transição energética, de acordo com relatório do Energy Summit Global e MIT Technology Review Brasil
Elaborado pelo Energy Center, vertical de energia da MIT Technology Review Brasil em parceria com o Energy Summit, o documento destaca a pressão imediata sobre o setor, com impactos da IA, segurança digital e novas rotas de descarbonização Conheça as 10 megatendências da transição energética, de acordo com relatório do Energy Summit Global e MIT Technology Review Brasil O Energy Summit e a MIT Technology Review Brasil , por meio do Energy Center , acabam de lançar o relatório “ 10 Energy Megatrends 2025 ” , que reúne as principais forças tecnológicas, econômicas e geopolíticas que estão moldando o futuro da energia. Produzido a partir do innovation stakeholder model do MIT, o documento aponta que a transição deixou de ser um plano de longo prazo para se tornar uma pressão real e imediata sobre governos, empresas e consumidores , impulsionada por fatores como o avanço da inteligência artificial, a digitalização das redes e a urgência climática. O relatório é resultado de profundos debates e análises durante Energy Summit 2025 , maior evento global de inovação e empreendedorismo em energia e sustentabilidade, realizado em junho, no Rio de Janeiro, que reuniu cerca de 12 mil participantes e centenas de líderes nacionais e internacionais de destaque no setor. Mais do que tendências de longo prazo, a edição deste ano revela pressões imediatas que já estão redesenhando o sistema energético global. O relatório 2025 destaca as seguintes megatendências: Datacenter e Infraestrutura para IA – IA generativa pressiona o consumo energético e exige novos contratos de energia limpa, eficiência em resfriamento e reaproveitamento de calor. Ciber-resiliência energética – proteção contra ataques digitais se torna prioridade em redes críticas e ativos distribuídos. Veículos híbridos (HEV) – solução-ponte em mercados onde os elétricos ainda enfrentam barreiras de preço e infraestrutura. Biometano e biogás – aproveitamento de resíduos do agronegócio e das cidades para gerar segurança de suprimento e reduzir emissões de metano. Deeptechs na transição energética – tecnologias de fronteira, como captura e uso de carbono, novos materiais e manufatura limpa, avançam para projetos piloto. Usinas Virtuais de Energia (VPPs) – agregam milhares de recursos distribuídos, como baterias residenciais e carros elétricos, funcionando como novas usinas. Baterias alternativas ao lítio – sódio, estado sólido e LMFP ampliam opções de armazenamento, reduzem custos e fortalecem a resiliência das cadeias. Descarbonização do transporte marítimo – navios a metanol e amônia ganham espaço, impulsionados por regras internacionais e contratos de combustíveis sintéticos. Processamento submarino avançado de O&G – tecnologias que aumentam a eficiência, reduzem emissões e prolongam a vida útil dos campos. Geopolítica da energia e cadeias críticas – minerais estratégicos, semicondutores e rotas marítimas passam ao centro das políticas industriais globais. Segundo Hudson Mendonça, CEO do Energy Summit e Vice-Presidente de Energia e Sustentabilidade da MIT Technology Review Brasil , as tendências revelam que o desafio deixou de ser apenas de planejamento para se tornar uma pressão concreta sobre governos, empresas e consumidores. “A transição energética agora é uma urgência estratégica. O relatório mostra que já estamos lidando com efeitos da digitalização, da IA e da geopolítica, e que precisamos alinhar políticas públicas, ciência aplicada, capital e empreendedorismo. O Brasil, pela sua matriz elétrica renovável, agronegócio robusto e posição logística, tem uma oportunidade única de protagonismo nessa nova fase”, afirma. Para o executivo, a comparação com o relatório do ano anterior mostra que o debate amadureceu e que a transição energética entrou em uma nova etapa. “Se em 2024 as megatendências estavam focadas em aceleração tecnológica, o relatório de 2025 mostra um cenário de execução. As inovações deixaram o laboratório e chegaram ao mercado, transformando ciência em infraestrutura e políticas públicas. É um novo ciclo da transição, mais pragmático e interdependente”, conclui. As megatendências indicam um futuro de maior complexidade, no qual ciência, inovação e governança serão essenciais para equilibrar viabilidade econômica, segurança e sustentabilidade. Para Luiz Mandarino, COO do Energy Center , os pontos destacados no relatório apontam para um cenário conectado e desafiador: “As megatendências mostram que a transição energética já não é mais uma visão de futuro, mas uma agenda presente e estratégica. Nosso papel é justamente transformar conhecimento e tecnologia em soluções aplicáveis, capazes de gerar eficiência, reduzir riscos e acelerar o impacto positivo da inovação no setor.” Confira o relatório completo neste link: 10 Energy Megatrends 2025 Sobre o Energy Summit Organizado em parceria com o MIT pelo segundo ano consecutivo, o Energy Summit se tornou em 2025 o maior evento do MIT em todo o mundo e o principal evento global de inovação e empreendedorismo em energia e sustentabilidade, que acontece anualmente no Rio de Janeiro. Conecta os maiores nomes da transição energética e sustentabilidade, incluindo C-levels de grandes empresas e deep techs, autoridades governamentais, palestrantes internacionais, reitores de universidades e centros de pesquisa, que juntos lideram debates essenciais para acelerar o futuro da energia. Conheça as 10 megatendências da transição energética, de acordo com relatório do Energy Summit Global e MIT Technology Review Brasil











