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- SolaX Power lança sistema de comutação inteligente que assegura energia ininterrupta no Brasil
O Nexus Zero atende com eficiência setores em que a continuidade do fornecimento de energia é essencial, como comércio, indústria, setores de saúde e do agronegócio Por Simone Cesário - Assessoria de Imprensa da SolaX Power Os apagões estão cada vez mais frequentes em todas as regiões brasileiras. Um dos mais recentes aconteceu na madrugada de 14 de outubro e afetou os 26 estados, além do Distrito Federal. Essas instabilidades na rede de energia provocam transtornos e prejuízos a todas as esferas da sociedade, especialmente para os setores da indústria e comércio, bem como os serviços essenciais, que podem ter prejuízos enormes com essas quedas. Diante dessa necessidade pela estabilidade no fornecimento, a SolaX Power traz para o Brasil o Nexus Zero. Trata-se de um gabinete de comutação e gerenciamento de energia com tempo de transferência 0ms, ou seja, garante energia ininterrupta, sem piscar, por meio da integração com as baterias. SolaX Power lança sistema de comutação inteligente que assegura energia ininterrupta no Brasil Esse produto garante a continuidade no fornecimento de energia sem nenhuma pausa quando houver essa interrupção no pela concessionária. “O Nexus Zero assegura o fornecimento de energia contínuo, sem piscar a luz, o que é crucial para indústrias e demais serviços essenciais, por exemplo. Essa continuidade no fornecimento também protege os componentes elétricos contra danos externos”, explica o engenheiro da SolaX Power, Marcelo Niendicker. O Nexus Zero possui sistema EMS (Sistema de Gerenciamento de Energia) integrado, o que garante o controle e otimiza o fluxo de energia, pois gerencia a carga e descarga das baterias. O produto estará disponível em modelos de até 1,25MW (operação em paralelo). Vale destacar que possui o IP55 (código de proteção contra a entrada de poeira e jatos de água de baixa pressão), sendo indicado inclusive para ambientes severos, o que atende ao setor do agronegócio, por exemplo. O foco inicial do produto são redes trifásicas 380/220 V. Também possui integração pronta, ou seja, coordena baterias, energia fotovoltaica (opcional) e gerador à diesel. “O Nexus Zero disponibiliza proteções e gestão embutidas: SPD (dispositivo de segurança que protege o equipamento contra picos de tensão), monitoramento ambiental e lógica de microrrede no próprio gabinete”, explica o engenheiro. Além do comércio e indústria, os condomínios, data centers, o setor de saúde e do agronegócio também podem se beneficiar com a utilização do Nexus Zero, já que são serviços nos quais a continuidade do fornecimento de energia é crucial. Diante da necessidade iminente por soluções sustentáveis, o Nexus Zero, ao contrário dos geradores a diesel, garante uma energia silenciosa e limpa, além de exigir menos manutenção do equipamento. “Outro fator importante é a economia, pois é possível programar o uso da bateria em horários com tarifa mais elevada”, pontua Niendicker. Sobre a SolaX Power - Fundada em 2012, a SolaX Power é consolidada como uma das principais fornecedoras globais de soluções solares e de armazenamento. Sendo uma empresa de capital aberto na Bolsa de Valores de Xangai e uma das fabricantes pioneiras de inversores híbridos na Ásia, a SolaX Power caminha hoje para a sua quinta geração de inversores híbridos. Com mais de 3.000 funcionários em todo o mundo, 100 patentes globais e mais de 1.100 certificações de mercado, a empresa reforça sua posição como líder no setor. SolaX Power lança sistema de comutação inteligente que assegura energia ininterrupta no Brasil
- Pioneirismo verde na COP30: união de gigantes posiciona o Brasil no centro da descarbonização marítima global
A corrida global pela energia limpa tem um novo protagonista: o Brasil, que trará à Conferência das Nações Unidas uma solução inédita e real ao transporte marítimo: o projeto JAQ Hidrogênio, por meio de uma aliança liderada por Ernani Paciornik, do Grupo Náutica, junto a outros nomes de peso como Itaipu Parquetec, GWM, MAN, Artefacto, Café Orfeu e Heineken. O futuro Net Zero começa nas águas brasileiras. Pioneirismo verde na COP30: união de gigantes posiciona o Brasil no centro da descarbonização marítima global Novembro, 2025 - O projeto rumo a embarcaçõe s autossuficientes, de explorações e pesquisas científicas movidas a hidrogênio, a partir da água, terá uma representatividade de peso durante a 30 ª Conferência das Nações Unida s. O barco de 36 metros, o JAQ H1, com toda a sua “hotelaria” tecnicamente preparada e testada para utilizar o hidrogênio, será lançado no dia 9 de novembro, véspera da abertura da COP30, a bordo. Concebido como um avançado laboratório flutuante, o barco JAQ H1, um gigante com o equivalente a uma área de cerca de 400 m2, será dedicado à promover educação ambiental e pesquisas dos biomas marinhos e fluviais. Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H 2 V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões", mantendo o sistema H 2 V intacto e pronto para operação. O sucesso da iniciativa, idealizada por Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, que atua no setor há mais de cinco décadas com soluções de alto impacto ao país e com participação em inúmeras campanhas ambientais, traz outros nomes de peso ao projeto JAQ Hidrogênio. Entre eles, o Itaipu Parquetec: parque tecnológico ligado à maior hidrelétrica do Brasil. Itaipu já é um centro de referência em pesquisa e desenvolvimento e garante que o hidrogênio utilizado no projeto seja produzido através de eletrólise alimentada por eletricidade de fontes renováveis. Outro dos elementos disruptivos é a utilização da expertise industrial em tecnologia por meio da participação da Great Wall Motor (GWM). Também integra a parceria a alemã MAN, fabricante global de motores por meio de engenharia de alta eficiência. Já as soluções demobiliário e design na hotelaria dos barcos será apoiada pela Artefacto, referência em design de alto padrão brasileiro. Com campanhas ativas voltadas à sustentabilidade e energia solar utilizada na produção, a Heineken também integra o hall de parceiros no projeto, assim como o premiado Café Orfeu. O roteiro para a autossuficiência O projeto JAQ Hidrogênio está sendo implementado de forma faseada, uma estratégia do grupo para gerenciar o risco da adoção de um combustível totalmente novo. Fase 1 (2025 – Apresentação na COP30): O primeiro barco, o JAQ H1 (de 36 metros), fará sua estréia formal na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, em Belém (PA). Nesta fase, a embarcação estará com o sistema tecnicamente pronto para operar a sua hotelaria – iluminação, ar-condicionado e serviços de bordo com hidrogênio verde. Fase 2 (abril de 2026): Durante o Rio Boat Show, em abril de 2026, no Rio de Janeiro, essa embarcação, a JAQ H1, será apresentada com a utilização de motores híbridos de alta eficiência (com tecnologia MAN), e deve reduzir as emissões de CO2 em até 80% durante a navegação. Fase 3 (2027 - autossuficiência): O salto tecnológico ocorrerá em 2027 com o lançamento do barco JAQ H2, de 50 metros. Esta embarcação será capaz de produzir seu próprio hidrogênio a bordo. A tecnologia incluirá a extração da água do mar, dessalinização e, em seguida, o uso de um eletrolisador a bordo para quebrar a molécula. O hidrogênio gerado em ciclo fechado alimenta a célula de combustível, que, por sua vez, energiza os motores elétricos. A inovação confere uma autonomia operacional inédita e 100% livre de emissões. Além disso, o Projeto JAQ assinou recentemente um Memorando de Entendimentos (MoU) com o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que será a base de testes a partir de 2026. O acordo abrange estudos de viabilidade comercial, ambiental, financeira, jurídica e contábil. Ao apresentar sua tecnologia de eletrólise a bordo na COP30, o Projeto JAQ posiciona o Brasil como um centro de soluções tecnológicas em navegação sustentável, capaz de gerar um modelo replicável ao mundo. Sobre o Grupo Náutica Com mais de 40 anos de mercado, o Grupo Náutica traz soluções em inovação, sustentabilidade, infraestrutura, eventos e comunicação na área náutica. É formado pela Revista Náutica ( www.nautica.com.br ), pioneira e líder no setor; o Boat Show, mais importante salão náutico da América Latina com as edições de São Paulo, Itajaí, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Foz do Iguaçu; a Metalu, maior fabricante de píeres e passarelas em alumínio do mundo; a SF Marina, especialista global em docas flutuantes de concreto e quebra-mares para marinas, portos e orlas marítimas; e o JAQ Hidrogênio, com projetos inovadores focados em pesquisas e sustentabilidade. O grupo também se preocupa com as questões sociais e é detentora das ações “Só Jogue na Água o que Peixe pode Comer”, assinada pelo cartunista Ziraldo, e “Por Uma Cidade Navegável”, que busca a navegação em lugares inimagináveis, assim como desenvolve os principais Guias de Turismo Náutico do país. https://gruponautica.com.br/ Pioneirismo verde na COP30: união de gigantes posiciona o Brasil no centro da descarbonização marítima global
- BMW, Solid Power e Samsung SDI unem forças para acelerar nova geração de baterias de estado sólido
O futuro dos veículos elétricos acaba de ganhar um impulso estratégico com a formação de uma nova aliança tecnológica. O BMW Group anunciou a ampliação de sua parceria com a norte-americana Solid Power, agora com a entrada da sul-coreana Samsung SDI , para acelerar o desenvolvimento e a validação das baterias de estado sólido (ASSB) tecnologia considerada a próxima grande evolução no setor automotivo. BMW, Solid Power e Samsung SDI unem forças para acelerar nova geração de baterias de estado sólido Desde 2022, a BMW e a Solid Power mantêm um acordo de transferência de tecnologia voltado à pesquisa e produção de células mais seguras, leves e com maior densidade energética. A inclusão da Samsung SDI na iniciativa reforça o objetivo de transformar essas descobertas em soluções comerciais viáveis, capazes de atender à crescente demanda global por veículos elétricos de alta performance. Segundo fontes próximas ao projeto, a colaboração vai permitir avanços simultâneos em pesquisa de materiais, processos de manufatura e testes de durabilidade. A BMW deve ser uma das primeiras montadoras do mundo a testar protótipos em veículos reais, em um programa de validação previsto para os próximos dois anos. A tecnologia all-solid-state promete revolucionar o mercado de mobilidade elétrica ao substituir o eletrólito líquido por um sólido, o que reduz riscos de incêndio, amplia a autonomia e acelera o carregamento. Essa evolução também pode reduzir custos de produção em larga escala, tornando os veículos elétricos mais acessíveis ao consumidor final. Com o reforço da Samsung SDI uma das líderes mundiais em células de íon-lítio —, o consórcio ganha expertise em fabricação industrial e escala global. O objetivo comum é acelerar a transição da fase experimental para a produção comercial antes do fim da década. “A colaboração entre BMW, Solid Power e Samsung SDI representa um marco na corrida por baterias mais seguras e eficientes, consolidando uma nova fronteira tecnológica no setor automotivo global”, destacou uma fonte ligada à parceria. A iniciativa reforça o compromisso da BMW em liderar a inovação em mobilidade elétrica, somando-se aos investimentos do grupo em economia circular, eficiência energética e redução de emissões em toda a sua cadeia produtiva. BMW, Solid Power e Samsung SDI unem forças para acelerar nova geração de baterias de estado sólido
- Para avançar em descarbonização, Assaí anuncia entrada no modelo de autoprodução de energia
Em parceria com a Auren Energia, rede arrenda três usinas solares no estado de Minas Gerais Para avançar em descarbonização, Assaí anuncia entrada no modelo de autoprodução de energia São Paulo, 05 de novembro de 2025 - Assaí, a maior e mais presente empresa brasileira do varejo alimentar, anuncia sua entrada no modelo de autoprodução de energia, em parceria com a Auren Energia terceira maior geradora de energia do país e líder em comercialização no mercado livre. A iniciativa reforça o avanço do atacadista em seu projeto de descarbonização, ao mesmo tempo em que posiciona a Auren como parceira estratégica de grandes empresas brasileiras na jornada rumo a uma matriz mais limpa. Por meio do acordo, a rede busca reforçar o foco em fontes de energias limpas para o abastecimento de suas lojas e para isso foram arrendadas três usinas solares no município de Jaíba (MG), que serão responsáveis pelo abastecimento de diversas lojas nos estados do Acre, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo, além do Distrito Federal, com estimativa de chegar a cerca de um terço do parque atual de unidades. Esse é mais um passo da rede na eficiência da sua operação, suprindo a demanda de energia elétrica a partir de uma fonte renovável. “Estamos sempre em busca de práticas sustentáveis e novos formatos para otimizar recursos e mitigar os impactos no meio ambiente”, afirma Alexandre Araújo, Diretor Administrativo de Operações do Assaí. O formato do contrato é de consórcio por arrendamento e terá duração de cinco anos. As três usinas, juntas, têm uma capacidade de produção de 36MW médios. Avanço na meta de redução das emissões de carbono A entrada no modelo de autoprodução também segue em linha com a estratégia de sustentabilidade do atacadista. Um dos compromissos da Companhia na frente de meio ambiente é a redução de suas emissões de CO2 e, para isso, tem investido em diversas ações para alcançar a meta de redução, nos escopos 1 e 2, até 2030. Atualmente, o Assaí conta com 99% das lojas abastecidas com energia renovável em contratos do mercado livre, incluindo, além da solar, as fontes hídrica, eólica ou biomassa. Assim, o arrendamento das três usinas solares também contribuirá no avanço da meta de descarbonização. Ao longo dos cinco anos, o atacadista prevê evitar aproximadamente 86 mil toneladas de CO2. O Assaí ainda atua em outros pilares para a redução das emissões de gases de efeito estufa em sua operação, incluindo ações como modernização de equipamentos, gestão de resíduos, combate ao desperdício de alimentos e fomento à economia circular. Além disso, a rede também vem atuando na utilização de fontes renováveis desde 2019. "A entrada no mercado de autoprodução de energia é mais um passo importante que estamos dando dentro da nossa operação, com o uso de energia limpa, tornando-a cada vez mais eficiente. Com essa parceria com a Auren, teremos aproximadamente 1/3 do nosso parque de lojas autoproduzindo sua própria energia, usando uma fonte renovável, contribuindo na questão climática e, ainda, na redução de custos”, complementa Araújo. A Auren Energia, com longa atuação em geração renovável e líder na comercialização de energia no país, tem ampliado seu portfólio de soluções para apoiar empresas de diferentes setores em seus compromissos ESG. Eduardo Diniz, diretor de Comercialização da Auren, ressalta que a parceria com o Assaí agrega valor e eficiência à cadeia de negócios, além de tornar a companhia mais uma importante referência em transição energética no Brasil. “A autoprodução de energia, por meio de parcerias estratégicas, oferece benefícios como redução de custos tarifários, aumento da segurança no fornecimento e melhoria da competitividade comercial. E, além de permitir uma gestão mais eficiente do portfólio e uma previsão precisa dos custos operacionais em diferentes escalas, a iniciativa tem pleno alinhamento às demandas da sociedade pela geração de energia limpa”, afirma Diniz. Sobre o Assaí Atacadista O Assaí Atacadista é uma Corporation (empresa sem um único controlador), que opera no setor de atacarejo há 50 anos e é a maior e mais presente empresa brasileira do varejo alimentar (Abras e NielsenIQ Homescan). É ainda a melhor companhia de atacado e varejo do Brasil (Melhores e Maiores 2024 da Exame); a marca mais valiosa do setor no país (Interbrand, Brand Finance e TM20) e alcançou a melhor colocação da história para uma empresa brasileira no ranking Global Powers of Retailing 2025 , da Deloitte, entre as 100 maiores varejistas do mundo com base em desempenho financeiro (92ª colocação). Fundado em São Paulo (SP), o Assaí atende comerciantes e consumidores(as) que buscam maior economia na compra a varejo ou a atacado, liderando a proposta de inovação no formato. Atualmente, tem mais de 300 lojas em todas as regiões do país (24 Estados + DF) e mais de 88 mil colaboradores(as), sendo reconhecida pela GPTW como a melhor empresa de varejo alimentar para se trabalhar (companhias com mais de 10 mil colaboradores). As ações do Assaí são as únicas de uma empresa de atacarejo negociadas na B3 (ASAI3). Forte geradora de caixa, cresce ano após ano e, em 2024, registrou faturamento de R$ 80,6 bilhões. Reconhecida pelo seu forte trabalho social, conta com o Instituto Assaí que, desde 2022, atua com ações de impacto social nas frentes de apoio ao empreendedorismo, incentivo ao esporte e segurança alimentar. Para contatar a equipe de assessoria de imprensa do Assaí, obter press releases ou imagens oficiais da marca, acesse: www.assai.com.br/imprensa . Sobre a Auren Energia A Auren Energia (AURE3) é a terceira maior geradora do país, com produção de energia 100% renovável, e líder em comercialização no mercado brasileiro. A empresa está presente em nove estados, com 39 ativos com uma capacidade instalada total de 8,8 GW distribuídos entre as fontes eólica, solar e hidrelétrica e uma. Com um portfólio completo de soluções em energia e sustentabilidade, a Auren oferece produtos que geram eficiência energética e redução de custos para apoiar clientes de diferentes portes nos segmentos do varejo e atacado. Uma das metas do negócio é contribuir com a agenda climática e auxiliar empresas na economia de baixo carbono. A Companhia é integrante do Novo Mercado e está presente na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, o que reforça seu compromisso pela adoção das melhores práticas de governança corporativa, princípios de transparência, equidade e integridade na condução dos negócios com o propósito de gerar resultados admiráveis e um legado positivo para a sociedade. Acesse www.aurenenergia.com.br Para avançar em descarbonização, Assaí anuncia entrada no modelo de autoprodução de energia
- EUA Perdem Posição em Ranking Global de Eficiência Energética, Mesmo com Avanços Internos
Apesar dos investimentos recordes em eficiência e transporte limpo, os Estados Unidos caem para o 11º lugar no ranking da ACEEE, superados por países europeus e pela China. EUA Perdem Posição em Ranking Global de Eficiência Energética, Mesmo com Avanços Internos EnergyChannel: Os Estados Unidos perderam uma posição no novo ranking global de eficiência energética divulgado pelo American Council for an Energy-Efficient Economy (ACEEE) . O país, que havia ocupado o 10º lugar nas edições de 2018 e 2022, agora aparece em 11º mesmo após registrar avanços importantes em políticas nacionais e desempenho energético. Segundo o levantamento de 2025, a pontuação total dos EUA subiu levemente, mas outras nações conseguiram evoluir de forma mais expressiva, especialmente em transporte e uso racional da energia. “Os líderes globais estão avançando mais rápido, e isso muda o equilíbrio do ranking”, destacou o relatório. A metodologia da ACEEE avalia 25 das maiores economias do mundo em quatro pilares: políticas nacionais, eficiência em edifícios, indústria e transporte. Cada categoria soma até 25 pontos, compondo um total máximo de 100. No caso dos EUA, o desempenho cresceu em quase todos os segmentos desde 2022: políticas nacionais subiram de 16,5 para 21 pontos; a indústria, de 12 para 13; os edifícios mantiveram 17; e o transporte caiu de 8,5 para 6. O último item continua sendo o calcanhar de Aquiles do país, segundo a ACEEE, que alerta para a dependência excessiva do carro particular. “Quase todos os países poderiam trabalhar para reduzir significativamente as viagens de veículos pessoais, mas os EUA ainda enfrentam os maiores desafios nesse aspecto”, observa o relatório. França lidera novamente; China avança rapidamente A França manteve a liderança do ranking, seguida por Alemanha, Reino Unido e Itália. O país europeu recebeu destaque por seus investimentos robustos em renovação de edifícios e mobilidade limpa. Em 2024, o governo francês destinou €800 milhões para programas de eficiência e modernização urbana, além de lançar um plano nacional de economia de água que prevê reduzir o consumo em 10% até 2030. Outro destaque é a China, que subiu da 9ª posição em 2022 para dividir o 5º lugar com a Espanha. O avanço chinês foi atribuído ao uso intensivo de transporte público e à implementação de metas nacionais para reduzir o consumo de energia e a intensidade energética da economia. O impacto da Lei de Redução da Inflação Nos Estados Unidos, a Lei de Redução da Inflação ( Inflation Reduction Act ) continua sendo o principal motor de investimentos em eficiência energética. O pacote federal destinou bilhões de dólares em incentivos para retrofit de edifícios, descarbonização industrial e compra de veículos elétricos. Apesar disso, especialistas avaliam que os benefícios ainda não se refletem integralmente nos indicadores internacionais. “Os resultados começarão a aparecer com mais força nos próximos anos, à medida que os programas estaduais e municipais amadurecem”, avalia a ACEEE. Com a transição energética global ganhando velocidade, o relatório reforça que o desempenho em eficiência será decisivo não apenas para a competitividade das economias, mas também para o cumprimento das metas climáticas. EUA Perdem Posição em Ranking Global de Eficiência Energética, Mesmo com Avanços Internos
- Por que as gestoras de energia deveriam ser reguladas no Brasil?
Por Vanessa Huback, head de inteligência de mercado da Tyr Energia O mercado livre de energia no Brasil está sofrendo uma transformação nos últimos anos, com um cronograma de abertura do mercado para o grupo B em até 24 meses da conversão da MP 1.304 em Lei (previsão para novembro) para os consumidores comerciais e industriais, e total em até 36 meses, incluindo os residenciais. Por que as gestoras de energia deveriam ser reguladas no Brasil? Os clientes do grupo B somente poderão migrar por meio da representação de uma comercializadora varejista, que tem como objetivo a simplificação dos representados. Além da varejista, existe a figura da gestora de energia, que atua como intermediária entre consumidores e comercializadoras, desempenhando funções de assessoria técnica especializada no setor elétrico aos seus clientes. No mercado brasileiro, é comum que a gestora pertença a um grupo econômico do qual também fazem parte determinadas comercializadoras, podendo direcionar clientes para beneficiar tais empresas, ao invés de buscar as melhores condições para o consumidor. Isso resulta em práticas anticoncorrenciais, tais como a manipulação de preços e divisão de mercados. Em outros países, as gestoras são conhecidas como brokers ou third party intermediaries (TPIs). No Texas, há a exigência de licença para os brokers, e o regulador pode suspender ou revogar o registro de um agente que forneça informações falsas, pratique fraude ou desrespeite as obrigações. No Reino Unido, a proteção dos clientes contra práticas abusivas depende de códigos de prática voluntários, mas foi lançada em 2024 uma consulta pública sobre a regulação direta dos TPIs, que propõe um regime de autorização geral, administrado por um regulador. A consulta recebeu 85 respostas e deve entrar em vigor em breve, com forte apoio à regulação direta para aumento da confiança dos clientes. Fazendo uma analogia com o mercado de capitais no Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) regula e fiscaliza os assessores de investimentos, que atuam como intermediários entre os clientes e o mercado financeiro. Assim como o assessor de investimentos ajuda o cliente a investir melhor o seu dinheiro, a gestora de energia deveria ajudar o cliente a contratar melhor sua energia. Logo, diante de um contexto de práticas anticoncorrenciais em que as gestoras fortalecem as assimetrias de mercado, é fundamental que esses agentes sejam regulados, de modo a garantir um mercado mais justo, competitivo e transparente. E como isso pode ser feito? Por meio de exigência de registro/licença para as gestoras atuarem no mercado livre de energia, do combate ao pagamento de fee para a realização de parceria comercial com outras comercializadoras, da transparência na publicação dos preços ofertados por todas as comercializadoras de uma cotação, além da exigência de um mínimo de cotações aos consumidores. Somente com a vedação de práticas anticoncorrenciais e regulamentação das atividades de mercado será possível atingir a democratização desejada através da abertura de mercado. Vanessa Huback é Head de Inteligência de Mercado na TYR Energia. Formada em Ciências Econômicas (IE/UFRJ), com mestrado em Planejamento Energético (COPPE/UFRJ) e doutorado em Políticas Públicas (PPED/UFRJ). Por que as gestoras de energia deveriam ser reguladas no Brasil?
- EUA revisam políticas e subsídios de energia limpa, enquanto estados avançam com suas próprias agendas renováveis
De cortes em programas federais a novos incentivos estaduais, novembro marca uma virada complexa na transição energética americana EUA revisam políticas e subsídios de energia limpa, enquanto estados avançam com suas próprias agendas renováveis Por Redação EnergyChannel - Washington, D.C., novembro de 2025 O cenário energético dos Estados Unidos entrou em uma nova fase de disputas políticas e realinhamento estratégicos. Enquanto o governo federal anuncia cortes em subsídios e o encerramento de programas-chave de energia limpa, estados como Califórnia e Illinois aceleram legislações locais para proteger seus avanços em energia solar, armazenamento e infraestrutura sustentável. DOE anuncia fim de centenas de subsídios federais O Departamento de Energia dos EUA (DOE) confirmou que encerrará centenas de subsídios vinculados aos escritórios de Demonstrações de Energia Limpa e de Eficiência Energética e Energia Renovável. A decisão pode impactar diretamente programas de capacitação e manutenção (O&M) no setor solar, além de comprometer o ritmo de inovação tecnológica em energia limpa. Especialistas avaliam que o corte sinaliza uma revisão orçamentária voltada à priorização de projetos com “impacto comprovado”, mas acende o alerta em diversos estados que dependem desses recursos para formação técnica e expansão de infraestrutura. EPA é processada após encerrar o programa Solar for All Em uma reação inédita, 23 estados norte-americanos e diversos beneficiários do programa Solar for All moveram ação judicial contra a Agência de Proteção Ambiental (EPA). O motivo é o encerramento do programa de US$ 7 bilhões , voltado a comunidades de baixa renda. Os estados alegam que a medida viola a legislação, já que os recursos haviam sido aprovados pelo Congresso. Caso a decisão seja mantida, projetos comunitários e programas de democratização do acesso à energia solar podem ser paralisados. Governadores pedem reformas para acelerar licenciamento energético Um grupo bipartidário de governadores apresentou um pacote de propostas ao Congresso para agilizar os processos de licenciamento de infraestrutura energética. O governador de Maryland, Wes Moore , destacou a necessidade de transformar a burocracia em ação: “Quando se trata de energia, precisamos mudar de ‘não e devagar’ para ‘sim e agora’.” A coalizão defende uma política “neutra em tecnologia”, que permita o avanço equilibrado de fontes renováveis e projetos de armazenamento, sem entraves regulatórios. Justiça exige inclusão de renováveis na reconstrução de Porto Rico Em Porto Rico, grupos ambientais venceram uma disputa contra a FEMA , responsável pelos esforços de reconstrução da rede elétrica do território. O tribunal determinou que as energias renováveis distribuídas devem ser consideradas como alternativa aos combustíveis fósseis. A decisão representa uma vitória para a transição energética local, que busca reduzir a dependência de usinas térmicas e ampliar o uso de energia solar em residências e comércios. Califórnia fortalece regras de segurança para baterias após incêndio Após o incêndio na instalação de armazenamento de energia de Moss Landing , o governador Gavin Newsom sancionou uma nova legislação que reforça os padrões de segurança em sistemas de armazenamento de baterias . A lei exige maior coordenação entre operadoras de energia e departamentos de bombeiros, ampliando protocolos de emergência e inspeção. O objetivo é garantir que o avanço das soluções de armazenamento ocorra com segurança e transparência pública. Organizações contestam cortes à energia solar residencial em Idaho Em Boise , grupos como a Vote Solar e o Sierra Club pediram à Comissão de Serviços Públicos de Idaho que reconsidere a proposta da concessionária local de reduzir as tarifas de compensação para sistemas solares residenciais. As organizações sugerem a criação de um grupo de trabalho para revisar as regras de exportação de energia solar antes da próxima atualização tarifária, prevista para 2028. Illinois acelera transição com novas leis e incentivos solares O estado de Illinois se destacou em outubro com duas decisões cruciais: a aprovação da Lei de Acessibilidade de Rede Limpa e Confiável , que busca fortalecer a infraestrutura elétrica e ampliar o uso de baterias; e a expansão do Plano de Aquisição de Recursos Renováveis , que dobra a capacidade do programa solar estadual . As medidas pretendem blindar o estado dos efeitos da eliminação gradual do crédito tributário federal (ITC) e garantir previsibilidade para novos investimentos em energia limpa. Panorama: uma transição fragmentada, mas em movimento A combinação de cortes federais e avanços estaduais evidencia um quadro de transição energética descentralizada nos Estados Unidos. Enquanto o governo central revisa subsídios, os estados buscam caminhos próprios para sustentar o crescimento das energias renováveis. Com legislações independentes, pressão judicial e novas coalizões políticas, o país caminha por uma rota complexa onde a inovação energética pode depender menos de Washington e mais da iniciativa local. EUA revisam políticas e subsídios de energia limpa, enquanto estados avançam com suas próprias agendas renováveis
- Apple prepara notebook acessível com chip de iPhone e mira domínio sobre o mercado educacional
Novo modelo deve custar menos de US$ 1.000 e busca competir diretamente com dispositivos Windows e ChromeOS no segmento de entrada Apple prepara notebook acessível com chip de iPhone e mira domínio sobre o mercado educacional Em um movimento estratégico que pode redefinir o mercado de notebooks acessíveis, a Apple está desenvolvendo um novo modelo de baixo custo, voltado especialmente para o público estudantil e corporativo. Segundo fontes do setor, o dispositivo deve chegar ao mercado internacional em 2026 com preço abaixo de US$ 1.000 algo inédito para a empresa de Cupertino, conhecida por seus produtos premium. O novo notebook, que internamente vem sendo apelidado de uma “versão popular do MacBook”, deverá adotar componentes mais simples que os dos atuais modelos da linha Air e Pro. Entre eles, está o uso de um chip baseado na mesma arquitetura dos processadores dos iPhones e uma tela LCD convencional, substituindo o painel mini-LED de alto desempenho. Estratégia para expandir presença no setor educacional Com a iniciativa, a Apple pretende reconquistar espaço em escolas e universidades áreas hoje dominadas por Chromebooks e laptops com Windows de baixo custo. Nos Estados Unidos, esses dispositivos representam grande parte das vendas institucionais, graças aos preços reduzidos e à integração com plataformas educacionais. O novo notebook “ popular ” da Apple deve manter o sistema operacional macOS, mas com uma interface otimizada para desempenho em hardware mais modesto e consumo reduzido de energia. Especialistas do setor acreditam que o modelo poderá ser produzido com materiais reciclados e foco em sustentabilidade, alinhando-se à política ambiental da marca. Competição direta com Microsoft e Google A movimentação coloca a Apple em rota de colisão com a Microsoft e o Google, que há anos disputam o segmento educacional com soluções integradas de hardware e software. Enquanto os Chromebooks oferecem simplicidade e custo reduzido, o Windows domina a base instalada de notebooks no mundo. Ao entrar nesse espaço, a Apple busca não apenas aumentar sua presença no mercado, mas também introduzir novos usuários ao seu ecossistema uma estratégia que, no longo prazo, fortalece as vendas de serviços e acessórios, áreas que têm impulsionado o faturamento da empresa. Lançamento e perspectivas Ainda não há uma data oficial de lançamento, mas fontes próximas à cadeia de fornecimento indicam que o novo notebook já está em fase de prototipagem. O anúncio pode ocorrer no segundo semestre de 2025, durante algum evento voltado a educação ou tecnologia, com comercialização a partir do início de 2026. Se confirmada, a chegada do notebook acessível marcará uma nova fase na história da Apple uma empresa que, pela primeira vez em décadas, pode mirar não apenas o topo, mas também a base do mercado de computadores pessoais. Apple prepara notebook acessível com chip de iPhone e mira domínio sobre o mercado educacional
- Elon Musk propõe usar satélites solares com IA para equilibrar o clima global
O bilionário sugere uma constelação de satélites movidos a energia fotovoltaica para ajustar a quantidade de radiação solar que chega à Terra ideia que divide especialistas entre inovação e risco climático extremo. Elon Musk propõe usar satélites solares com IA para equilibrar o clima global Por Redação EnergyChannel Em uma nova e polêmica proposta para enfrentar o aquecimento global, Elon Musk sugeriu a criação de uma rede de satélites equipados com inteligência artificial e alimentados por energia solar. O objetivo seria regular a quantidade de luz solar que atinge o planeta, equilibrando o balanço energético terrestre e, teoricamente, evitando o superaquecimento da atmosfera. A declaração foi feita pelo fundador da Tesla e da SpaceX em sua conta na rede social X, onde a postagem rapidamente viralizou, ultrapassando 23 milhões de visualizações em um dia. Segundo Musk, “ajustes sutis na incidência solar” poderiam ser suficientes para estabilizar o clima global, sem necessidade de intervenções em larga escala. “A Terra passou por períodos de congelamento total diversas vezes no passado. Pequenas correções podem evitar tanto o superaquecimento quanto o resfriamento do planeta”, afirmou Musk na publicação. A proposta, no entanto, acendeu debates intensos entre cientistas e especialistas em energia e meio ambiente. O engenheiro israelense Ram Ben Ze’ev alertou que a ideia de controlar o fluxo de radiação solar com uma constelação de satélites pode gerar consequências imprevisíveis. “Mesmo uma redução de apenas 1% na luz solar poderia impactar ecossistemas inteiros, alterar padrões de chuva e comprometer a agricultura global. O planeta não é um laboratório”, afirmou. Outros pesquisadores destacam ainda os riscos de uma dependência tecnológica extrema. Se o sistema fosse desativado ou sofresse falhas, o chamado “choque de terminação” uma elevação brusca da temperatura após o fim de uma intervenção climática artificial poderia gerar efeitos devastadores e de difícil reversão. Energia solar espacial: do conceito à corrida tecnológica Embora a proposta de Musk soe futurista, a ideia de gerar energia solar no espaço vem ganhando força em vários países. Satélites alimentados por painéis fotovoltaicos já são amplamente usados em órbita, e novas pesquisas exploram a transmissão sem fio de energia em feixes de micro-ondas ou lasers diretamente para a superfície da Terra. A Coreia do Sul, por exemplo, planeja lançar em 2024 um projeto de energia solar espacial com capacidade de 120 GW, desenvolvido por institutos nacionais de pesquisa. O sistema pretende gerar até 1 TWh de eletricidade por ano com milhares de painéis flexíveis em órbita. A China também avança no setor: até 2030, a Academia de Tecnologia Espacial pretende colocar em órbita seu primeiro demonstrador de transmissão de energia solar, equipado com painéis fotovoltaicos e sistemas de micro-ondas e laser. Com o avanço dessas tecnologias e a redução dos custos de lançamento espacial, especialistas acreditam que o aproveitamento da energia solar fora da atmosfera pode se tornar uma das grandes revoluções energéticas da próxima década. Um equilíbrio delicado entre inovação e responsabilidade A proposta de Musk insere-se em um debate mais amplo sobre geoengenharia o uso de tecnologias avançadas para alterar o clima da Terra. Para defensores, é um campo inevitável diante da lentidão na redução das emissões globais de carbono. Para críticos, é uma aposta perigosa que ignora a complexidade natural do planeta. O consenso entre especialistas, por enquanto, é de cautela: qualquer projeto que envolva manipulação direta da radiação solar exigirá protocolos internacionais rigorosos, supervisão científica e uma governança global da IA. Enquanto isso, a ideia de Musk, como tantas outras do bilionário, levanta uma questão essencial: até que ponto a tecnologia pode ou deve intervir no equilíbrio climático da Terra? Elon Musk propõe usar satélites solares com IA para equilibrar o clima global
- ABREN implementa novo projeto com a União Europeia para tratar sobre a redução das emissões de metano
A atividade, que faz parte do Programa “Diálogos Climáticos da União Europeia 2”, tem como objetivo promover intercâmbios entre o Brasil e a União Europeia a respeito da descarbonização nos setores da agropecuária e resíduos urbanos, por meio da implementação de políticas públicas para o aproveitamento do biogás e do biometano; ABREN implementa novo projeto com a União Europeia para tratar sobre a redução das emissões de metano Entre os dias 13 e 17 de outubro, a ABREN organizou e coordenou uma delegação brasileira oficial que participou da European Biomethane Week 2025, além de reuniões estratégicas e workshops com especialistas das diretorias técnicas da União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica Bruxelas, Bélgica – 05 de novembro de 2025 – A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) iniciou, neste mês, um novo projeto que integra a segunda edição do programa “ European Union Climate Dialogues 2 – EUCDs2 ”. A ação tem como objetivo promover intercâmbios entre o Brasil e a União Europeia a respeito da descarbonização nos setores da agropecuária e resíduos urbanos, por meio da implementação de políticas públicas para o aproveitamento do biogás e do biometano. Para isso, a ABREN organizou e coordenou uma delegação brasileira oficial que participou, entre os dias 13 e 15 de outubro, da European Biomethane Week 2025 , em Bruxelas / Bélgica . Na sequência, foram realizadas reuniões estratégicas e workshops com especialistas das diretorias técnicas da União Europeia. Fizeram parte da delegação brasileira representantes do governo brasileiro e do Congresso Nacional. A comitiva foi coordenada por Yuri Schmitke , presidente da ABREN e vice-presidente do Global WtERT. Além dele, também compuseram a delegação Francisco Maciel , Correspondente Brasil e Coordenador para América Latina do EUCDs2; Bibo Nunes , Deputado Federal pelo Estado do Rio Grande do Sul; Sávia Gavazza dos Santos , Gerente de Projetos na Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda; Rachel Martins Henriques , Consultora técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); Lara Line , Coordenadora-Geral de Produção Vegetal, Departamento de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas e Indicações Geográficas do Ministério da Agricultura; Alberto Amorim , Secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; e Ricardo Pedro Guazzelli Rosario , Coordenador de Transição Energética na Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Organizada pela Associação Europeia de Biogás (EBA) , a Biomethane Week 2025 contou com uma masterclass técnica, conferências com especialistas do setor, jantares de networking, uma cerimônia de premiação e uma área de exposição para empresas e instituições. O evento reuniu centenas de participantes e mais de 40 palestrantes , que abordaram temas como políticas públicas, investimentos, tecnologias emergentes e estratégias para expandir o aproveitamento do biometano na matriz energética do continente. O evento teve como objetivo reforçar o papel estratégico do biometano na transição energética da Europa, promovendo sua competitividade, segurança de abastecimento e contribuição para a economia circular. O encontro buscou alinhar o setor às novas diretrizes institucionais e regulatórias, incentivando a cooperação entre empresas, pesquisadores, formuladores de políticas e investidores. No período, ocorreu ainda, em Bruxelas, o Workshop Brasil–União Europeia sobre Implementação de Políticas de Biometano , no escritório da GIZ. O encontro teve a presença da delegação brasileira e de representantes da Comissão Europeia (DG CLIMA, DG INTPA, DG ENV, DG ENER e DG AGRI), European Biogás Association (EBA) e APEX Brasil, com o objetivo de promover trocas de experiências sobre políticas nos setores de agricultura e resíduos e incentivar a produção e uso sustentável do biometano. A delegação brasileira também realizou uma visita à usina de biometano Green Logix , localizada em Lommel, também na Bélgica. A planta é atualmente a maior do país e utiliza principalmente resíduos de batata , como cascas e subprodutos de amido, além de outros resíduos agrícolas locais. A instalação ocupa aproximadamente 6 hectares e tem capacidade para processar cerca de 300 mil toneladas de resíduos por ano , produzindo biogás que é purificado em biometano, suficiente para abastecer cerca de 5 mil a 6 mil residências anualmente . Além do biometano injetado na rede de alta pressão, a planta também gera eletricidade, vapor, água purificada, biofertilizantes e condicionadores orgânicos de solo, consolidando-se como um polo de economia circular e uma referência em valorização energética de resíduos agroindustriais. A Missão do Brasil junto à União Europeia realizou, ainda, uma Sessão Estratégica de Investimentos , organizada pela ABREN. A reunião contou com a participação da Comissão Europeia, Euroclima, APEX, EBA, EUCDs2 e autoridades brasileiras, com foco em investimentos público-privados e na cooperação bilateral para ampliar a implantação de projetos de biogás e biometano. De acordo com Yuri Schmitke , presidente da ABREN , “ o projeto EUCDs é de extrema importância no contexto atual para o combate à crise climática que afeta o Brasil e o mundo. As ações para reduzir as emissões de metano na agropecuária e na gestão de resíduos urbanos são uma oportunidade sem precedentes para o Brasil. Para aproveitá-la da melhor forma possível, o engajamento contínuo é um fator-chave para criar empregos verdes, fortalecer a segurança energética e transformar compromissos de alto nível em implementação concreta. Para isso, ter uma delegação brasileira com representantes do governo brasileiro e do Congresso Nacional foi muito importante e trouxe ainda mais relevância ao projeto”. De acordo com Sávia Gavazza dos Santos , Gerente de Projetos na Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, “ a missão foi importante para conhecermos os desafios e oportunidades para desenvolvimento e aperfeiçoamento da cadeia de produção de biometano no Brasil. A União Europeia é uma parceira importante para o Brasil. A coalização dos mercados de carbono abre uma oportunidade para dar celeridade e promover interação entre Brasil e EU ”. A representante do Ministério da Fazenda fez uma apresentação sobre o plano de transformação ecológica do Brasil, abordando pontos como o ambiente econômico favorável do país, a importância do Brasil para a governança climática, as principais medidas para adoção de um plano de transformação ecológica e as possibilidades de parcerias. Para Rachel Martins Henriques , Consultora técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), “ é muito relevante a iniciativa European Union Climate Dialogues 2 – EUCDs2. Nesse sentido, a participação deste ente do governo federal na European Biomethane Week, em visita técnica e nas reuniões estratégica de investimento com a presença da ABREN, Comissão Europeia, Euroclima, APEX, EBA, EUCDs2, foram oportunidades importantes para reafirmar o potencial brasileiro em contribuir com o objetivo global de mitigar as emissões de GEE e seus impactos no clima. A ABREN foi a entidade facilitadora desta missão, que potencialmente poderá impulsionar novas parcerias para o avanço do tema biometano em âmbito nacional e internacional, contribuindo para a que a transição energética brasileira seja cada vez mais justa e inclusiva” . Henriques realizou uma apresentação sobre a perspectiva da EPE para o biogás no Brasil, abordando o potencial desse combustível, do biometano e da biomassa a nível nacional e internacional, a integração do biogás e do biometano com o sistema energéticos e os estudos realizados pela EPE a respeito do tema. Segundo Lara Line , Coordenadora-Geral de Produção Vegetal, Departamento de Desenvolvimento de Cadeias Produtivas e Indicações Geográficas do Ministério da Agricultura, “ a participação do Ministério da Agricultura e Pecuária nesta missão oportunizou apresentar o Plano ABC como uma política pública consolidada de incentivo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo. O manejo de resíduos, como uma das tecnologias contempladas, apresenta grande potencial para fomentar a geração de bioenergia, promovendo sinergias entre a produção agropecuária e a transição energética do país. Assim o Plano ABC apresenta uma oportunidade concreta de política pública do setor agropecuário para contribuir com a mudança e o avanço da matriz energética brasileira, reforçando o papel do setor como protagonista na transição para uma economia de baixo carbono ”. Line fez uma apresentação sobre a ampliação das melhores práticas por meio da agricultura de baixo carbono do Brasil, abordando itens como a política nacional para a agricultura de baixo carbono e a adoção e manutenção de práticas e tecnologias sustentáveis. A segunda edição do projeto EUCD’s tem como objetivo fortalecer a capacidade institucional, o alinhamento de roteiros regulatórios e a geração de caminhos concretos para a ampliação das soluções de biometano e biogás no Brasil, assegurando, assim, que os compromissos estratégicos sejam traduzidos em resultados climáticos, econômicos e sociais mensuráveis. Projeto EUCDs A atividade liderada pela ABREN no âmbito do projeto EUCDs, realizada pela primeira vez em 2024, contou com a realização de diálogos internacionais, com autoridades e especialistas da União Europeia e Brasil. Entre as ações realizadas, destaque para a missão internacional na Uniao Europeia, que contou com reuniões e visitas técnicas a Alemanha, Bélgica e Dinamarca; o Workshop na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) ; a participação na IFAT Brasil 2024 , e o Diálogo Internacional na sede da Missão Europeia em Brasília , com a presença da Diretora Diana Acconcia (DG CLIMA EC), embaixadores e representantes de ministérios, além de estudos de mapeamento, comparativos e de sugestões para o desenvolvimento de políticas públicas. Entre os principais resultados, o projeto contribuiu para as discussões sobre o desenvolvimento das políticas brasileiras diretamente relacionadas a temática, como o “Combustível do Futuro” e o Plano de Aceleração da Transição Energética (PATEN). Outro marco importante foi a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) entre a Associação Europeia de Biogás (EBA) e a Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN), criando uma dinâmica para a cooperação bilateral. Sobre a ABREN: A Associação Brasileira de Energia de Resíduos (ABREN) é uma organização nacional sem fins lucrativos cuja missão é promover o diálogo entre o setor privado e as instituições públicas, tanto em nível nacional quanto internacional, e em todos os níveis de governo. A ABREN foi selecionada pela GIZ Bélgica para implementar o projeto. A ABREN representa empresas, consultores e fabricantes de equipamentos para recuperação energética, reciclagem e logística reversa de resíduos sólidos, com o objetivo de promover estudos, pesquisas, eventos e buscar soluções legais e regulatórias para o desenvolvimento de um setor sustentável e integrado de tratamento de resíduos sólidos no Brasil. A ABREN integra o Global Waste to Energy Research and Technology Council (Global WtERT), instituição de tecnologia e pesquisa proeminente que atua em diversos países, com sede na cidade de Nova York, Estados Unidos, tendo por objetivo promover as melhores práticas de gestão de resíduos por meio da recuperação energética e da reciclagem. Conheça mais detalhes sobre a ABREN acessando o site , Linkedin , Facebook , Instagram e YouTube da associação. ABREN implementa novo projeto com a União Europeia para tratar sobre a redução das emissões de metano
- Japão avança em rede inteligente: baterias residenciais Sharp ajudam a equilibrar demanda energética
Tohoku Electric Power implementa sistema de IA para otimizar consumo de energia solar doméstica e recompensa clientes com benefícios locais Japão avança em rede inteligente: baterias residenciais Sharp ajudam a equilibrar demanda energética A Tohoku Electric Power, uma das principais concessionárias do Japão, está inovando na gestão de energia ao integrar baterias residenciais da Sharp com inteligência artificial para equilibrar a rede elétrica e maximizar o uso de energia solar em residências. A iniciativa também oferece incentivos para consumidores, que podem trocar pontos por produtos regionais. O projeto utiliza baterias domésticas Sharp conectadas ao Sistema de Gerenciamento de Energia Doméstica (HEMS) baseado em nuvem, acessível pelo aplicativo Cocoro Energy. O software monitora o consumo e a produção de energia solar, aprendendo os hábitos das famílias para otimizar o uso interno de eletricidade e reduzir os custos da conta de luz. “Nosso sistema de IA ajusta automaticamente o consumo, garantindo eficiência energética sem que o cliente precise intervir”, explica a Sharp. Durante períodos de alta demanda, a concessionária controla remotamente as baterias para equilibrar fornecimento e consumo, evitando sobrecargas na rede. Os participantes do programa de resposta à demanda (DR) acumulam pontos no Yorisou e-Net, que podem ser resgatados por produtos eletrônicos e serviços locais nas regiões de Tohoku e Niigata. Segundo a Tohoku Electric, o programa proporciona estabilidade energética e incentiva a adoção de soluções sustentáveis, embora o valor economizado na conta de luz possa variar dependendo do padrão de consumo do cliente. A empresa também garante que o controle remoto não deve afetar significativamente a vida útil das baterias, desde que estejam integradas a sistemas fotovoltaicos. Ainda assim, há uma observação de que a degradação pode variar conforme o uso. Além do HEMS, a Sharp atualizou seu sistema Eee Connect, permitindo a integração entre painéis solares, baterias, eletrodomésticos inteligentes e veículos elétricos (VEs), potencializando o fluxo bidirecional de energia. A fabricante também lançou um carregador V2H (Vehicle-to-Home), que transforma carros elétricos em fontes móveis de energia para residências solares. Com esta iniciativa, o Japão avança na construção de uma rede elétrica mais inteligente, combinando tecnologia doméstica, energia renovável e incentivos ao consumidor, apontando para um futuro mais sustentável e eficiente. Japão avança em rede inteligente: baterias residenciais Sharp ajudam a equilibrar demanda energética
- Três Gigantes Dominam o Mercado de Gases Industriais e Moldam o Futuro do Hidrogênio
No coração da indústria moderna, um segmento silencioso sustenta tudo, desde hospitais e fábricas de semicondutores até projetos de energia limpa: os gases industriais. Estima-se que este mercado global movimente cerca de US$ 120 bilhões em 2025, mas o que chama atenção é que três empresas Linde Plc, Air Liquide SA e Air Products and Chemicals Inc. controlam cerca de 70% desse universo. Três Gigantes Dominam o Mercado de Gases Industriais e Moldam o Futuro do Hidrogênio Essa concentração não é apenas uma curiosidade estatística: influencia preços, garante confiabilidade no fornecimento e, sobretudo, determina o ritmo da transição energética e o crescimento da economia do hidrogênio. Cada contrato fechado, cada nova planta instalada e cada inovação tecnológica dessas gigantes impacta setores inteiros e até economias regionais. Escala e Alcance Global As três líderes têm presença em mais de 50 países cada, fornecendo gases como hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, argônio, gases especiais e gases médicos. Suas operações atendem desde siderúrgicas e fábricas de semicondutores até estações de tratamento de água e hospitais. Enquanto os grandes dominam, fornecedores menores e regionais buscam nichos específicos, como mineração remota ou gases de alta pureza para eletrônicos, mas ainda dependem da logística e da infraestrutura das gigantes. O crescimento do setor é projetado para ser estável, na casa de um dígito médio, mas segmentos emergentes, como hidrogênio verde e gases ultrapurificados para semicondutores, avançam mais rápido, moldando estratégias de P&D e investimentos de capital. Barreiras de Entrada e Tecnologia Entrar nesse mercado não é simples. Equipamentos como unidades de separação de ar criogênicas (ASUs) exigem investimentos superiores a US$ 200 milhões e podem levar mais de uma década para se pagar. A produção de hidrogênio verde via eletrólise demanda capex elevado, conhecimento técnico e infraestrutura extensa. Para semicondutores, a manipulação de gases ultrapurificados requer controle de impurezas em níveis de partes por trilhão tarefa que poucos fornecedores conseguem executar consistentemente. Somam-se a isso barreiras regulatórias, exigências de segurança e certificações ambientais, criando um fosso que mantém os gigantes no topo do mercado. Como os Gigantes Crescem Air Liquide: Fundada em 1902, expandiu-se globalmente e se tornou referência em hidrogênio de baixo carbono, tecnologias de membranas e gêmeos digitais para otimizar produção. Pequenas aquisições e parcerias estratégicas reforçam sua presença sem comprometer o foco em P&D. Linde Plc: A fusão com a Praxair em 2018 consolidou sua posição como líder em gases industriais e especiais. Investe em ASUs digitais e redes de distribuição, com foco em eficiência energética e confiabilidade. Air Products: Com foco em infraestrutura de hidrogênio, participa de projetos como a megaplanta em NEOM, na Arábia Saudita, que produzirá 650 toneladas por dia de hidrogênio verde eletrolítico, impulsionando a transição energética em grande escala. Reguladores e Contratos O controle de mercado pelos três grandes atrai a atenção de órgãos antitruste em todo o mundo. Fusões e aquisições são minuciosamente examinadas para evitar práticas anticompetitivas, ao mesmo tempo que permitem investimentos em projetos estratégicos de baixo carbono. Para compradores, contratos longos e complexos definem volumes, preços e penalidades, garantindo fornecimento seguro, mas limitando flexibilidade. No setor de semicondutores, uma única impureza pode parar a produção por dias, evidenciando a importância de fornecedores confiáveis. O Hidrogênio Como Motor de Crescimento O hidrogênio é o principal vetor de crescimento e descarbonização industrial. Projetos globais, como o da NEOM, e a expansão de oleodutos de hidrogênio na Europa e Ásia, demonstram que essas empresas estão remodelando o mercado. Modelos inovadores de distribuição, como hubs modulares e assinatura de hidrogênio como serviço, também começam a aparecer. Startups e unidades modulares menores estão explorando nichos, oferecendo soluções rápidas e escaláveis em locais remotos, mostrando que a produção distribuída de hidrogênio pode ser a próxima fronteira. Investimento e Financiamento Além da engenharia e tecnologia, ter capacidade de co-investimento tornou-se essencial. Os três gigantes unem-se a desenvolvedores de energia renovável e grandes emissores industriais, utilizando títulos corporativos, empréstimos verdes e subsídios governamentais para financiar projetos que cruzam várias jurisdições e regimes regulatórios. Exemplos recentes incluem a Air Liquide emitindo € 2,15 bilhões em títulos EMTN para financiar sua aquisição da DIG Airgas na Coreia do Sul, fortalecendo o fornecimento industrial de gases para semicondutores e energia limpa. Conclusão O mercado de gases industriais está em uma encruzilhada: enquanto os gigantes consolidam sua liderança e moldam a economia do hidrogênio, fornecedores menores e reguladores buscam inovar e equilibrar competitividade e sustentabilidade. Os próximos movimentos da Linde, Air Liquide e Air Products não apenas definirão o mercado de gases tradicionais, mas também o futuro da energia limpa global. Três Gigantes Dominam o Mercado de Gases Industriais e Moldam o Futuro do Hidrogênio











